Fala, turma, vamos falar um pouquinho hoje de outra emergência respiratória que é a crise aguda de asma. É um quadro um pouco mais grave, né? Se a gente tiver no consultório, a gente tem que manejar com muito cuidado, porque o paciente pode evoluir até para uma parada cardiorrespiratória.
Então, eu vou compartilhar a tela com vocês aqui. Que que é a asma? A asma ela é uma doença pulmonar inflamatória obstrutiva crônica, tá?
Então o paciente ele vai conviver com ela aí por muitos anos, às vezes ela não se manifesta mais, né? Mas o grande problema é a agodização dessa doença, né? Porque a gente pode ter então um aumento da reatividade da traqueia e dos brôncos, levando uma obstrução da passagem do ar, tá?
Eh, e quais são os sintomas, né, dessa dessa crise de asma quando ela se agudiza? A gente tem ataque pineia, que é o aumento da frequência respiratória, ataque cardia, aumento da frequência cardíaca, sudorese, a tosse, né, é um sintoma muito presente, o uso de musculatura acessória, o paciente começa a respirar, né, utilizando o maior número de músculos possível para tentar realmente puxar o ar, além de uma dificuldade respiratória, tá? A gente vai ver no oxímetro também a queda de saturação do paciente.
E a gente tem que diferenciar basicamente dois tipos de asma, a asma alérgica e a asma não alérgica. A asma alérgica, ela é muito prevalente nas crianças, né, menores de 10 anos. Então, ela é muito semelhante a uma crise alérgica, né?
Fisiologicamente ela apresenta as mesmas características de uma crise de alergia, né? Enquanto que nos adultos a gente tem a asma de origem não alérgica, aquela asma que prevalece ao longo dos anos, né? elevada, por exemplo, causada, por exemplo, pela ansiedade, pelo estresse, pelo exercício físico ou pelo próprio ar frio, por exemplo, do ar condicionado, do consultório.
Então, esse aqui é o quadro chamado broncoespasmo, que é o grande problema na crise de asma, né? a gente tem uma diminuição do lume, né, da das vias aéreas por causa do edema, do líquido das mucosas ali, né, o líquido de edema e leva a uma diminuição da capacidade respiratória desse paciente, né, causada por uma série de fatores aí. Então, infecção viral pode levar uma crise aguda de asma, ansiedade.
Alguns medicamentos, por exemplo, como os antiinflamatórios não esteroidais, o AS, podem levar a crises agudas de asma, poluente, cigarro, pólen, o próprio exercício físico, eh determinados alimentos podem levar à crise de asma, tá? Então são vários fatores que podem levar a esse chamado quadro de broncoespasma. E como que a gente previne uma crise aguda de asma?
Durante a anamnese, né? A gente já vai tentar decifrar algumas coisas dessa doença do paciente, perguntar qual que é o tipo de asma que ele tem, se tem alguma relação com algum fator alergênico, qual medicação que ele tá usando, se teve crise recente, né? Como é que é a história familiar, tá usando corticovide?
tá usando a bombinha. Então isso tudo a gente tem que questionar durante a primeira consulta, tá? É importante a gente fazer medidas de redução de ansiedade durante o tratamento, seja pela redação oral com bens deepínicos ou pelo óxitroso, tá?
O óxitroso ele não é contraindicado no paciente asmático, ele não irrita a mucosa respiratória, desde que o paciente esteja compensado, né? Se ele for um paciente asmático quase a dois, não tem problema nenhum a gente utilizar o óxentroso, né? pediram ao paciente para levar o próprio broncodilatador na consulta, a bombinha, né, de aerolim para que você faça em caso de alguma emergência ou até de maneira profilática antes do procedimento.
Mas o ideal mesmo é que a gente tenha esse bronquilatador na nossa caixa de emergência, né, evitar determinados medicamentos desses pacientes como o Aines, o AS, o paracetam, paracetamogotas, que tem uma quantidade ali de bisfito de sódio, que é extremamente elergênico também, né? e os anestéticos locais que tenham vaso construtor adrenico, como a adrenalina, a noradrenalina e a fenilefrina, porque a gente tem aí os conservantes à base de de bisfito de sódio que podem desencadear também crises alérgicas nesses pacientes. Protocolo de atendimento então do paciente asmático em crise, né, ele vai incluir a monitorização, tá?
Então, a partir do momento que esse paciente senta na cadeira, você sabe que ele tem asma, ele já tem que estar com oxímetro no dedo, tá? Pra gente verificar a saturação de oxigênio e a frequência cardíaca desse paciente. Para crianças, saturação de oxigênio mínima de 94% e de adultos 93% em área ambiente.
Abaixo disso, nós vamos ter que começar o oxigênio suplementar através do capé heterasal, né? e a em crianças em torno de 3 a 4 L por minuto de oxigênio, em adultos de 5 a 7, né? E como que a gente define um quadro agudo, né?
Uma crise aguda de asma? Nós vamos ter que ter essa tríade aí, saturação abaixo de 90%, frequência cardíaca acima de 120, frequência respiratória acima de 30, tá? Eu devo então chamar 192 se o paciente tiver com esses três sinais, né?
esses três sinais e sintomas dentro do meu consultório. Primeira medida durante uma crise de asma, pessoal, é fazer o ataque com o broncodilatador, né? A gente usa como rotina o aerolin spray.
Você pode utilizá-lo na própria embalagem que ele vem, que é essa aqui da minha esquerda, né? Ou você pode utilizar o espaçador, que a gente usa muito em criança, né? Qual que é a vantagem do espaçador em relação à embalagem convencional?
A embalagem convencional, como a gente faz ela direto na boca, muito da medicação, ela pode cair na na na boca do paciente e ser deglutida, né, e não fazer o efeito que precisaria de fazer, na verdade, como se fosse um spray, né? Ele precisa inalar aquele spray e não e não engolir, tá? O espaçador, como ele tem esse esse tubo, né, a medicação é feita dentro desse tubo e ela não se perde, o paciente não engole, né, ele respira através da máscara todas aquelas partículas da medicação que foram colocadas dentro do tubo, tá?
Então é interessante que a gente tenha isso também, principalmente para criança. Qualquer dose de de broncoflorador que a gente vai utilizar para adulto em torno de 4 a 10 jatos a cada 20 minutos. Então, faz um jato, espera 10 segundos, faz outro jato, espera 10 segundos, né?
De 4 a 10, a cada 20 minutos, você pode repetir essa quantidade de jatos. Em crianças menores, a gente vai fazer um jato a cada 2 ou 3 kg de peso corporal. Primeiro protocolo, então, é fazer a bombinha de aerolim e entrar com oxigênio suplementar.
Adultos 5 a 7 L por minuto, crianças 2 a 3 L, né? Lembrando bem sempre dos mínimos ali de saturação, 93 em adulto, 94 em criança. Paciente que não respondeu ao tratamento inicial com bronquilatador e manter uma saturação ainda entre 93 e 90, a gente deve instituir o tratamento com o corticoide, tá?
De preferência o corticoide intramuscular. Então a gente precisa que a gente tenha ampola dentro do consultório, tá? Se você não tiver ampola, você pode lançar a mão do corticide pela via oral, mas lembrando que você vai ter um tempo de metabolização da medicação, né?
Para adulto a gente vai usar a a dexa metazona 10 mg EVM, né? E se for pela via oral de 8 a 12 mg é de de comprimido, né? Dá em torno aí de três de dois a três comprimidos.
E se você tiver a parede zona, você vai usar 40 mg também pela via oral, né? Para crianças. O ideal é que se faça também intramuscular, né?
A hidroportisona, por exemplo, mas a predinisona solução, a predinisolona solução pode ser utilizada na dosagem de 1 a 2 mg por kg pela via oral, né? mantendo a oxigenoterapia e a monitorização do paciente. Agora, caso o paciente não responda também ao protocolo do corticoide, a útimo recurso que a gente vai ter para tirar esse paciente de um quadro de hipóxia e possível PCR é a administração de adrenalina um para 1000, né?
Então é necessário que a gente tenha ampola dentro do consultório com as seringas e com as agulhas para administração intramuscular da adrenalina. Abaixo 90% em crise, né? Frequência cardíaca acima de 120, frequência respiratória alta.
Também nós vamos fazer para adultos e crianças acima de 12 anos 0,5 ml de adrenalina, podendo repetir essa dose depois de 10 minutos. E aí eu vou ter que já acionar o SAMU 192 para poder vir prestar a o devido socorro ao paciente, né? Crianças de 6 a 10 anos, nós vamos usar de 6 a 12 anos, nós vamos usar 03 ml.
Também posso repetir depois de 10 minutos. Em crianças de 6 meses a 6 anos, vamos a 0,15 m, tá? A gente tem também, né, tinha até pouco tempo atrás no Brasil, não temos mais porque não existe mais o registro da Anvisa para esse produto, tem a caneta de administração de adrenalina, de autoadministração, né, chamada IPEN, aonde o paciente pode retirar o lacre e injetar a medicação na perna, né?
o próprio paciente pode fazer isso. Agora, a gente não tem como comprar isso no Brasil mais, né? E nos Estados Unidos, a a FDA aprovou recentemente a administração intranasal da adrenalina, que é uma via de absorção muito rápida, né, e que evita também a administração através de agulhas, por exemplo.
Então, para criança seria um mecanismo bastante interessante. OK, pessoal? Um grande abraço, até mais.
Huh?