Quando os portugueses descobriram o Brasil, em 1500, conquistaram um mundo que nunca poderiam imaginar. Eram milhões de quilômetros quadrados de um paraíso desconhecido, rico em madeira, frutas e raízes comestíveis, e um solo riquíssimo. Os poucos brancos, negros e índios que aqui estavam, haviam aprendido a viver longe da civilização, numa sociedade que parecia confusa aos olhos dos portugueses.
Hoje vamos falar sobre a vida das mulheres no Brasil-colônia Então se liga até o final e se gostar do vídeo compartilhe com seus amigos! -------------- Os contextos históricos da descoberta do Brasil e seu primeiro século sob influência dos portugueses é algo de conhecimento de todos nós. Afinal, isso é o que aprendemos na escola!
Mas aqui, queremos falar de como era a vida social das mulheres nessa união entre nativos e estrangeiros. Quando as primeiras expedições exploratórias chegaram, os habitantes brasileiros ainda viviam de forma primitiva, na visão dos colonizadores europeus. As comunidades brasileiras não conheciam a escravidão e ainda praticavam infanticídio de gêmeos e bebês defeituosos.
mas o que queremos mesmo contar, é a respeito das relações sociais e íntimas dos 3 séculos seguintes ao descobrimento. Casamento e união O casamento, como acontecia na europa, não existia aqui. Homens e mulheres viviam em concubinato, amasiados, ou sob diversas outras variantes da vida em comum.
Até o século 18, o índice de concubinatos era altíssimo: Cerca de 80% dos casais viviam juntos sem qualquer documento oficial. Apenas entre as classes mais abastadas havia casamento documentado, pois preservava o patrimônio da família. Ao mesmo tempo, casar-se no papel, assegurava proteção às filhas após deixarem a casa dos pais.
Fora dessa minoria, ninguém se casava, mesmo! Isso não era importante nos relacionamentos no brasil colonial. As mulheres aqui não só não tinham a aceitação da Igreja e do Estado, como não seguiam as regras convencionais para o povo europeu.
As mulheres trocavam de homem quando queriam e tinham filhos com quem achavam melhor, sem serem atacadas por regras religiosas e sociais. De forma geral, elas certamente escolhiam um companheiro único. Mas isso não era uma regra, como a sociedade impõe hoje.
Criação dos filhos Os filhos, tinham muitas mães, ou seja, não eram criados apenas pela mãe biológica. Era comum deixar os filhos por dias sendo cuidados por comadres, tias, avós e vizinhas. Era uma espécie de maternidade informal e coletiva: todo mundo tomava conta de todo mundo.
As mulheres acostumaram-se, sem problema algum, a criar os próprios filhos e os de seu marido com outras mulheres, tanto quanto os filhos de outros homens com outras mulheres. Ser boa mãe e mulher, incluía a obrigação de tomar conta das crianças de toda a comunidade. De acordo com uma historiadora da Universidade de São Paulo, o que importava era a rede de solidariedade estabelecida entre a mulher e seus filhos.
Se a coisa não ia bem na casa da vizinha. . por que não cuidar de seus 3 filhos até que a situação melhore?
Regras sociais diferentes A mulher brasileira não tem mais que 300 anos. Isso quer dizer que, seus hábitos e maneira de agir foram moldados somente, a partir do século 16. Essa moldagem social aconteceu justamente durante o conflito entre os colonizadores portugueses e a sociedade inicial do Brasil.
Mas não era uma bagunça, não. Os primeiros brasileiros tinham regras sociais, com deveres e direitos muito claros, ditados pela própria comunidade. O problema é que os portugueses não entendiam as regras sociais desenvolvidas aqui.
Os estrangeiros chegaram querendo impor seus próprios padrões de conduta. Eles queriam “colocar a casa em ordem”, e logo perceberam que uma forma de fazer isso era instituir o casamento à moda europeia no Brasil. A partir daí, a Igreja e o Estado passaram a remodelar o papel da mulher na sociedade, mostrando as vantagens do casamento.
Contudo, para impor sua vontade, a igreja começou a impor proibições de todos os tipos, determinando o que era “certo” e o que era “errado” para uma “mulher direita”. Um recurso bem prático, usado então, eram as altas multas que o Estado cobrava pelos concubinatos, e uma taxa mínima no preço dos casamentos celebrados pela Igreja. Nada de tabus Até meados do século 17 não havia o tabu da virgindade obrigatória até o casamento.
até o século XVIII era difícil achar alguém que se casasse sem antes ter tido relações sexuais. Mas o motivo era bem diferente do atual. É que, naquela época, ter filhos era muito importante.
A mulher precisava provar ao homem que era fértil, engravidando antes do compromisso Era uma regra consentida por toda a comunidade — inclusive pela Igreja, desde que tudo terminasse em casamento, lógico! por isso existe a conhecida expressão “vá se queixar ao bispo”, porque quando o noivo fugia, deixando a moça grávida, ou já com filhos, esta ia reclamar ao bispo, que então mandava alguém atrás do fujão. O casamento era obrigatório se a moça fosse violada, mesmo se a mulher não desse filhos ao homem, na tentativa pré-nupcial.
a falta de filhos era um problema exclusivo da mulher. não se acreditava que o homem podia ser infértil, o problema sempre seria da mulher, nunca do homem. Hoje, é claro, sabe-se que não é assim, mas no passado a ciência médica tinha essa visão errada, e isso era disseminado para toda sociedade.
Dessa forma, a medicina ajudou a Igreja a colocar tabus como o da virgindade, na cabeça da sociedade colonial Manual de confessionário Logo surgiram os “manuais de confessionário”, onde até os beijos eram qualificados. Havia beijos aceitáveis, intermediários e inaceitáveis para uma mulher direita. O beijo “com sensação de seda”, que se dava no nariz, não era tão sério: mas a mulher precisava rezar 5 pais-nossos e 5 ave-marias, segundo os manuais da Igreja.
Muito mais grave era o beijo com “sensação de veludo”, associado ao genital feminino. a penitência seria de joelhos, fazendo uma série muito mais longa de orações. Proibições Em resumo: foi preciso modificar milhares de regras sociais para ajustar a mulher brasileira ao que os europeus consideravam direito.
Então a igreja foi mais longe. Passou a interferir em tudo que a mulher fazia. a mulher não podia cantar ou dançar em público, porque tudo isso estimulava a libido.
As relações carnais, na visão dos teólogos, excluíam o prazer e tinham apenas uma função: procriar! Afirmavam que a única posição permitida era com o homem por cima, a mulher por baixo – a posição missionária! Os ensinamentos da época diziam que, as mulheres “enlouqueciam” se ficassem em cima dos homens.
Outra crença forte da época é a de que, a posição em que a mulher fica de quatro dava origem a crianças com deformidades. A própria paixão era combatida porque, supostamente, “botava o casamento de ponta-cabeça”. O amor era um sentimento que se devia sentir exclusivamente a Deus.
Em relação ao marido, a mulher devia obediência, reverência e temor. O marido, por sua vez, deveria sentir apenas piedade da esposa. Um casamento nesses moldes, sem excitação ou afeto, era considerado ideal.
“Mulher de casa” e “mulher de rua” De forma indireta, as novas regras sociais reforçaram o papel da prostituta, conhecida como rameira, na sociedade colonial. Com isso, no século 18, a sociedade feminina tinha dois tipos: ou a mulher era “de casa” ou era “de rua”. Nestes tempos, não bastava "ser casada" … era preciso parecer casada, ou seja, vestir-se, falar e portar-se como tal.
Nada de decotes ou panos transparentes sobre os seios. Nada de mostrar os dedos do pé, isso era muito erótico! !
! Nada de perfume ou maquilagem. A vaidade era algo condenável.
Sorrir demais e mostrar os dentes era coisa de mulher mundana. Debruçar na janela As casas construídas no Brasil dos séculos 17 e 18 tinham janelas grandes e baixas. Se debruçar nas janelas para ver o movimento da rua era o costume de grande parte das mulheres.
Mas com o tempo, até mesmo esse hábito passou a ser condenado. Acreditava-se que este comportamento não era adequado para mulheres casadas. Isso porque, as moças solteiras costumam ir para a janela esperando ser galanteada por algum rapaz.
Ao mesmo tempo, mulheres que passavam muito tempo vendo o movimento na janela, eram consideradas melancólicas. Melancolia era o nome dado à depressão no passado. Ser melancólica era não aceitar o amor de Deus.
Então é isso, gente! Obrigada por estar conosco até o final do vídeo. Se esse assunto foi interessante para você, compartilhe com seus amigos e volte para ver os próximos vídeos.