Olá, estudantes da EJA, sejam bem-vindos a mais uma aula de linguagens. Eu sou a professora Elívia Soares. Espero que vocês já tenham pegado o caderno e a caneta para fazer as anotações e depois revisar.
Lembrem-se sempre de que nossa memória não é capaz de guardar tudo e a gente precisa lhe anotar porque internaliza melhor e depois você dá uma revisada sobre o que estudou, tá bom? Hoje nós vamos falar sobre regência, tá bom? Regências nominal e verbal.
Vamos lá iniciar. Pra gente iniciar como sempre ler uma tirinha, tá bom? Olha só, aqui tem a tirinha do personagem Armandinho.
Ele diz o seguinte: "Meu pai e eu somos parecidos em muitas coisas, Camilo. Eu não gosto de contas de matemática. Ele detesta contas de luz, água e telefone.
" Eh, vamos lá. Todos nós detestamos, né, gente, essas contas. E mas o que nós vamos falar hoje é sobre regência.
Aqui na fala de Armandinho, veja que ele diz: "Eu não gosto de contas de matemática. Se eu quero que vocês aí em casa retirem a expressão de contas de matemática. Leiam só até a palavra gosto.
Eu não gosto. O sentido está completo? Não.
Vocês percebam que tudo depende do contexto. Se uma pessoa te pergunta: "Você gosta de frutas? " E você responde: "Eu gosto".
Está subentendido que é de frutas pela pergunta que a pessoa fez. Mas aqui no contexto, na situação da tirinha, observem aí o quadrinho, ele diz: "Eu não gosto de contas de matemática". Então, no contexto, se ele disser: "Eu não gosto", veja que o sentido fica incompleto.
Por quê? O que que vem à sua cabeça? Porque quem gosta ou quem não gosta, não gosta de alguma coisa, de algo.
Então, vejam que a palavra gosto, ela pede que complemente e o de contas de matemática, nesse caso, é o complemento aí do gosto. E a regência ela ela se trata dessa relação de dependência. Vamos ler a definição para vocês entenderem o que que é a regência e como está relacionada a essa frase que eu falei.
Vamos lá. O que é regência? Regência na gramática é a relação de dependência.
Frisem isso aí, anota no caderno. Regência é relação de dependência entre termos de uma oração, onde um termo regente, que pode ser um verbo ou um nome, exige um termo regido, que é o complemento, para completar seu sentido frequentemente, nem sempre, tá, pessoal? usando preposições.
E a regência, ela se divide em regência verbal e a regência nominal. Então, gente, o primeiro passo para nós entendermos a aula de hoje é você entender o que que é regência. Anotou aí que regência é uma relação de dependência entre dois termos.
Observe o exemplo. Esse exemplo é é a mesma frase da tirinha, tá? da do slide anterior.
Eu não gosto de contas de matemática. Se você ler até a palavra gosto, fica eu não gosto. Veja que a palavra gosto, ela exige que complemente para poder o sentido ficar completo.
Então, a palavra que exige o complemento é chamada de regente. E qual é o complemento do gosto nesse contexto? Eu não gosto de quê?
De contas de matemática. No caso é o termo regido. Então, gente, gosto de contas de matemática.
Tudo aí que está em existe uma relação de dependência. Há um caso de regência. Nesse caso de regência, nós temos nós temos o regente, que é o que exige o complemento, e o regido, que é o complemento do regente.
Tá bom? Então, primeiro passo é você entender o que que é regência. pra gente poder iniciar aqui o conceito de regência verbal, tá?
Então vamos lá ler a definição de regência verbal. Agora nós vamos falar sobre regência verbal e depois sobre regência nominal. Vamos lá.
A regência verbal. Leiam a definição e anotem aí no caderno de vocês. Chamamos de regência verbal a relação de subordinação existente entre um verbo e seus complementos.
Olha só o nome, regência verbal. Então o regente sempre será um verbo. No caso da frase que nós estamos vendo desde o início da aula, né, a frase da tirinha, eu não gosto de contas de matemática.
O regente é gosto e o regido é de contas de matemática. Veja que o regente é um verbo, vem do verbo gostar. Então, nesse caso aqui, essa regência ela é classificada como regência verbal, porque o regente gosto é um verbo.
Agora vamos substituir a palavra gosto por faço. Como ficará o restante da frase? No lugar de usar a palavra gosto, colocar a palavra faço, eu não faço contas de matemática.
Qual é o objetivo? Continua sendo regência verbal. Por que, professora?
Porque olha só, eu não faço. Quem não faz não faz algo. Eu não faço o quê?
Então, a palavra faço, ela está pedindo complemento. É o termo regente. Contas de matemática é o termo regido.
O regente faço é um verbo. Se o regente é verbo, é um caso de quê? De regência verbal.
E o que que eu quero mostrar para vocês quando eu pedir para vocês substituírem? Gosto por faço. O que eu quero mostrar, gente, é que na regência verbal pode ser exigida a preposição ou não ser exigido.
O gosto, ele exige o de. Eu não gosto de qu. Agora o faço, ele já não exige.
Eu não faço o que. Então, na regência verbal pode vir preposição ou não. Olha só outro exemplo aqui que eu vou dizer para vocês.
Anotem aí. Eu preciso. Quem precisa precisa algo ou de algo?
De algo. Então, o verbo precisar, ele exige a preposição de, porque quem precisa precisa de alguém ou de algo. Agora, olha o verbo amar.
Eu amo. Amo já não pede preposição. Eu amo meus pais.
Não pediu a preposição, não exige. Então, na regência verbal, o regente pode ou não exigir preposição. Tá bom?
Agora vamos para alguns algumas regras especiais de concordância verbal. Pessoal, as regras que eu vou falar agora são apenas alguns casos especiais que eles são muito importantes, porque na língua portuguesa vocês já perceberam que uma palavra ela pode ter mais de um sentido. Então, a regência ela vai te ajudar a saber na escrita a qual sentido algumas palavras se referem.
Vou te mostrar como é que funciona. Vamos lá para alguns casos especiais. Aspirar.
Você sabe o que que é aspirar? Aspirar tem dois sentidos. Aspirar pode ser o sentido de desejar, que também é o mesmo sentido de almejar algo, ou aspirar pode ser o sentido de inalar, sugar, no sentido literal.
Então vejam aqui, se você utilizar no primeiro exemplo aqui, aqui acima no sentido de desejar, como ficaria uma frase? Ela aspira ao cargo de diretora. Você está vendo aí na telinha que a palavra a está em e destacada?
Por quê? Porque aqui o aspirar ele está no sentido de almejar. É algo que ela almeja, ela deseja.
Então, se for nesse sentido, você tem que dizer aspirar a aspiro ao cargo de diretora. Então, não fica aspiro o cargo e sim aspira ao cargo porque está no sentido de desejar. aspirar.
Aqui já no outro exemplo, se for no sentido de inalar, sugar algo, olha o exemplo, ela aspira o ar poluído. Você está vendo que depois do aspirar não veio o ar, veio o ar poluído. Por quê?
Porque se for no sentido aspirar, no sentido de inalar, você não diz aspira a, tá bom? Ele não tem a preposição a professora, isso é um mero detalhe. Na no dia a dia, a gente vai entender o que o outro está falando.
Sim, no contexto a gente entende, né? Se a pessoa está se referindo a aspirar no sentido de desejar ou aspirar no sentido de inalar. Mas na escrita é fundamental esse detalhe para justamente diferenciar o sentido.
Tá bom? Vamos agora ver outro caso especial, que é no caso do verbo assistir. Acompanhem comigo.
Olha só, o verbo assistir nós usamos muito no sentido de ver, tá bom? E como fica a regência? Olha o exemplo.
Ela assiste ao filme. No na linguagem coloquial, informal, geralmente nós dizemos ela assiste o filme, ela assiste o jogo. Só que na linguagem formal, o verbo assistir no sentido de ver, ele exige que você utilize a preposição a assistir ao jogo, assistir ao futebol, assistir ao espetáculo.
É necessária a preposição a indicar que esse assistir é no sentido de ver, tá bom? Mas tudo bem. No coloquial, nós sempre utilizamos assistir o, mas saiba dessa regra que é necessária, é necessário para você aprender, né, a gramática normativa e utilizar na escrita em redações formais.
Tá bom, gente? Agora vamos ver o outro sentido de assistir. Leiam comigo aqui embaixo.
Assistir, sentido de dar assistência. Você sabia que o assistir tem esse sentido de dar assistência, auxiliar, ajudar? Sim, gente, tem esse sentido.
Olha só o exemplo. Ela assiste o aluno. Não significa que ela está vendo, presenciando o aluno pelo fato de não vir o a.
Então significa que essa pessoa, esse ela deu assistência ao aluno, ajudou o aluno. Então o assistir ele tem mais de um sentido e dependendo do sentido, a regência ela é diferente. E você ainda sabia que além de o verbo assistir, ter o sentido de ver, ter o sentido de auxiliar, ele ainda tem o sentido de morar.
É isso mesmo, gente. Ainda tem o sentido de morar. Utilizamos pouco, mas tem esse sentido.
Quer um exemplo? Olha só. Ela assiste em Rio Branco.
Significa o quê? Que essa pessoa mora em Rio Branco. É isso mesmo.
Assistir também tem o sentido de morar. Vejam só como é a língua portuguesa. Tá bom?
Vamos dar continuidade. E agora nós vamos falar um pouquinho sobre regência nominal, tá bom, gente? Vamos lá ler a definição junto comigo e anotem aí de maneira resumida o que que é a regência nominal.
Regência nominal é a relação existente entre um nome, que é um substantivo, adjetivo ou advérbio, e os termos regidos por esse nome, que são seus complementos. Olha a diferença aqui. Aqui onde eu vou ler é muito importante.
Essa relação é sempre intermediada por uma preposição. Vocês viram que quando nós eh estudamos sobre regência verbal, o regente pode ou não exigir preposição. Mas como vocês leram aí agora comigo, na regência nominal, sempre o regente é intermediado com por uma preposição.
Vamos lá ler exemplos de regência nominal. Olha essa charge, né? O filho ele diz o seguinte para o pai: "Pai, posso dormir com a luz acesa?
Tenho medo do escuro. " E o pai responde: Infelizmente não, porque eu tenho medo da conta de luz. Então esse gênero textual é uma charge, está fazendo uma crítica aí ao alto valor da conta de energia elétrica.
O que nós vamos focar aqui é na regência da palavra medo. Quando o filho diz tenho medo veja que a palavra medo ela pede para complementar. Quem tem medo tem medo de algo.
Medo de quê? do escuro. Então, medo é o regente e do escuro é o termo regido.
Tá bom? Agora, na fala do pai, eu tenho medo da conta de luz. Ele tem medo.
Veja que a palavra ela está exigindo que complemente. Se ela está exigindo, é o regente. E medo de quê?
Dá conta de luz. Então é o termo regido porque é o complemento. Vejam que nesse caso há uma relação de dependência.
Então a regência, que tipo de regência? Nominal. Por que nominal?
Porque o regente medo, ele é um nome, ele não é um verbo. Então aqui é um caso de regência nominal, tá? OK, gente?
Porque o regente é um nome, não é um verbo. E vejam que a que sempre na regência nominal vai exigir preposição. Olha só, o do do é a junção de D mais o e o d que nós pronunciamos di, ele é uma preposição, tá bom?
Então, na regência nominal, a o regente é um nome e sempre será intermediado por meio de uma preposição. Vocês lembram quais são as preposições? para com por aem desde até contra sem entre trás deperante após sobriante.
Eh, as preposição preposições, lembrem aí que são palavrinhas que conectam, que estabelecem relações de sentido na frase. Então, há várias preposições. Então, dependendo do nome, ele vai exigir uma preposição específica.
Vamos para para alguns exemplos pra gente poder ir para o nosso exercício. Vamos lá. Olha só.
O termo regente exigirá preposições específicas. Firme. Quem está firme?
Está firme em algo. Olha o exemplo. Eu me mantive firme em meu propósito.
Então, o que que eu quero dizer para vocês? que a palavra firme ela exige complemento, é um nome. E esse complemento ele vem com a preposição em firme em algo.
Outro exemplo, luta. Quem luta luta contra. Olha só, ele sabia de toda a luta contra o quê?
Contra aquela injustiça. Então, o nome luta, ele exige a preposição contra. Olha o outro exemplo.
Natural. Quem é natural é natural de algum lugar. Lima Barreto era natural de Olinda.
Então, era natural. natural está exigindo complemento. Então tem uma relação aí de dependência com o termo regido de Olinda.
E como natural é um nome, sempre vai exigir preposição. Nesse caso, a preposição de E por último, obediente a era um garoto muito bonzinho, sempre obediente a que? Obediente a quem?
Então, obediente sempre vai exigir essa preposiçãozinha a. Tá bom, gente? Obediente à família.
que eu quero mostrar aqui para vocês é que dependendo do nome, esse nome vai exigir determinada preposição. E agora para nós praticarmos, vamos lá para ver se você consegue verificar qual seria a preposição adequada nas frases que eu vou passar para vocês. Vamos praticar.
Vamos lá. Acompanhem. Complete os espaços adequadamente com as preposições do quadro.
Então, coloquei aqui cinco preposições. Olha, por, sobre, com, a e para. Aqui nós temos cinco frases.
Você vai ter de colocar nessas lacunas, que são esses espaços vazios, a preposição adequada. Vamos lá para a letra A. Esclareci minha dúvida à matéria de ontem.
Então, a palavra dúvida é dúvida por a matéria de ontem, dúvida sobre a matéria de ontem, dúvida com a matéria de ontem ou dúvida para a matéria de ontem. Qual preposição, de acordo com a gramática normativa será colocada nesse espaço? Vamos ver.
Preposição sobre. Esclareci minha dúvida sobre a matéria de ontem. Quem tem dúvida tem dúvida sobre algo.
Agora vamos pra letra B. Marcos tem facilidade. Ele tem facilidade por desenhar, com desenhar, a desenhar ou para desenhar.
Qual preposição? facilidade para desenhar. Lembrando que um nome ele pode permitir mais de uma preposição.
Poderia ser também Marcos tem facilidade em desenhar, Marcos tem facilidade de desenhar, porém essas outras preposições, elas não estão aqui no no retângulo verde, então aqui se encaixa é para desenhar. Prosseguindo, letra C, tínhamos profunda admiração. Qual seria a preposição dessas três que restam?
Quem tem admiração tem admiração por alguém, por algo. Então, admiração por ele. Espero que tenham acertado.
Agora só restam duas. Vamos lá. Letra D.
Aquele serviço é acessível com todos ou a todos? Espero que tenham pensado que se encaixe aí a preposição a, porque quem é acessível é acessível a algo, a alguém. Logo, preposição A, na letra E, só nos resta a preposição com, seja cauteloso.
Cauteloso com o quê? Com o que fala. Tá bom?
Então, vejam que esse exercício ele é de concordância nominal, porque todas essas palavras aqui que eu sublinhei são nomes. Então, se o regente é nome, caso de regência nominal. Tá bom, gente?
Essa foi a nossa aula de hoje. Eh, vejam que estudar regência não é só estudar regras gramaticais. A regência, ela faz com que a gente evite duplos sentidos, como vocês viram que a palavra assistir tem mais de um significado e dependendo do significado, a regência vai ser diferente.
Isso acontece também com out em outras situações, em outros nomes. Veja que a gente precisa estudar as regras também para utilizar em contextos formais, na escrita. E se você estiver mirando um concurso público, também precisa estudar a gramática normativa.
Quer seguir a carreira policial, bombeiro, professor, advogado do estado. Então, muitas carreiras você precisa passar por concurso público. Então, foca aí, tenham, espero que tenham notado todos os pontos que eu coloquei para vocês.
Se aprofundem, estudem mais e muito obrigada. Essas são as nossas referências. Conto com vocês na próxima aula.