[Música] Olá tudo bem na aula passada a gente falou um pouquinho sobre Alzheimer né foi curtinho a gente cada aula tá dando ali colocando mais informações né e indo com calma para você ir entendendo cada coisinha que vai acontecendo dentro deste desenvolvimento e desse momento né de envelhecimento aí que tá acontecendo a gente já sabe que a gente envelhece desde que a gente nasce mas quando a gente tá chegando nessa parte final da vida o envelhecimento vai acontecendo de uma forma diferente e a aula de hoje a gente vai falar sobre outros transtornos neurocognitivos e
vamos continuar com um que também a gente ouve falar muito né E aí a gente a gente vai falar sobre doença de Parkinson eu lembro que há muitos anos atrás quando eu era criança né E a minha avó teve Parkinson a gente e eu ouvia né eles falando mal de Parkinson hoje a gente já utiliza o termo doença de Parkinson ou por muitas vezes a gente só fala Parkinson mesmo tá bom e quando a gente eh tem um idoso tem uma pessoa que tem esta doença a gente pode trabalhar algumas atividades e algumas estimulações em
que a gente pensa né ter o benefício da estimulação cognitiva para o Parkinson então quando a gente fala do se eu trabalhar algumas atividades se eu fizer algumas estimulações o que que eu ajudo né nesse tratamento nessa intervenção da pessoa com Parkinson então ele vai melhor a função cognitiva ele vai estimular cognitivamente enquanto a pessoa faz exercícios atividades elas ajudam a manter ali e melhorar essa função cognitiva e que funções são essas memória atenção o raciocínio resolução de problemas tá isso ajuda então a contrabalancear os efeitos do Parkinson dentro das habilidades mentais aí de novo
eu ajudo Dou aquela fread Dinha mas não quer dizer que a gente vai regredir a gente vai continuar progredindo ali na doença mas a passinhos mais lentos o que pra gente pensar na qualidade de vida do Idoso já é uma coisa boa né então com quando a gente fala trabalhar essa essas habilidades mentais Vamos pensar Então nesse estímulo neural que a gente vai eh eh utilizar então quando a gente fala na estimulação cognitiva ela vai envolver então desafios mentais atividades que vão estimular as conexões e vão promover então a plasticidade e isso vai ajudar então
a compensar as aquelas células né vosas que a gente eh que vão acometer o Parkinson e infelizmente Elas serão perdidas então se eu tô trabalhando a plasticidade neural se eu tô trabalhando essas conexões a gente compensa de outras formas criando outros caminhos essa perda Que foi adquirida tá bom eh Outro ponto importante quando a gente fala do Parkinson é a a estimulação aí a manutenção das funções executivas a estimulação cognitiva ela ajuda aí a manter também a função eh executiva porque a gente vai incluir habilidades aí de planejamento de organização de tomada ali de resolução
de problemas e dos impulsos tudo isso tá relacionado com as funções executivas então eh não é que ah agora então vou voltar a planejar tudo da minha vida organizar Mas lembra quando a gente fala de vamos montar ali um quadro Vamos colocar e que atividades se faz no dia qual a rotina do dia a dia que horário se toma medicação Que hora que a gente faz né atividades específicas dentro dessa dessa desse dia a dia e aí o o o idoso todo dia Opa deixa eu olhar lá meu quadrilho Deixa eu olhar o horário da
medicação Deixa eu olhar e a gente vai aumentando Então essas conexões a gente vai fazendo com que ele crie novos caminhos novas formas de trabalhar essa rotina né Então tudo isso é importante quando a gente tá pensando aí nesse desenvolvimento final da vida ok melhora então se eu tô conseguindo fazer isso se eu tô conseguindo dar essa fread Dinha Tô melhorando A idade de vida porque quando eu mantenho as funções cognitivas eh da pessoa de Parkinson por mais tempo a gente mostra né que elas conseguem ainda viver um tempo maior Independentes um tempo mais engajada
das atividades diárias e isso melhora a qualidade de vida de uma forma geral né Eh quando eu penso né quando a gente fala do Parkinson e aí eu lembro eu falei para vocês início da aula ali da minha avó eh o tratamento era muito diferente do que era hoje porque quando a gente pensa em 30 Anos Atrás a gente tá falando de eh que a gente ainda não via muito o que fazer era eh é aquilo que hoje a gente diz que não pode acontecer é falar assim ó vamos sentar e esperar que as coisas
aconteçam né que os sintomas venham eh tomava ass uma medicação que não era tão eficaz os médicos auxiliavam da forma que eles queriam mas não tinham estudos como a gente tem hoje né então eh eh essas coisas todas a gente vai vendo essas transformações Participei de um congresso ano passado sobre o psicomotricidade e uma das palestras que a gente teve foi sobre eh Parkinson né dessa parte motora parte de eh eh que as pessoas ficam muito nervosas quando elas já não conseguem ter aquela habilidade de de mandar a informação e eh para o o o
membro que elas precisam por exemplo quero pegar um copo mas a mão às vezes está querendo ir pro copo só que a mão já treme de uma forma em que não consegue agarrar o copo em que o copo tá aqui mas a mão vai para um lugar diferente e aí eles colocaram né alguns eletrodos algumas coisas e quando a pessoa começava a ter aquela crise né que ela ficava muito trêmula ali que a própria pessoa não conseguia eh eh parar com aquela aqueles tremores e aí era acionado esses sensores né que eram colocados né em
regiões específicas no cérebro você via se um tchum porque aqueles sensores estavam meio que fazendo o que aquela região ali do cérebro não conseguia mais fazer ele que mandava informação ele que mostrava o caminho e eles já estavam né fazendo esses estudos né Eh esses estudos estavam acontecendo se eu não me engano Ira em Campinas e apesar né eu estava em Florianópolis fazendo esse esse participando desse Congresso mas a gente ia vendo ia vendo as pessoas que participavam como elas se sentiam dos familiares como eles se sentiam né Então tudo isso hoje a ciência a
medicina tudo que tá relacionado aí às evidências aos estudos estão sendo feitos para que essa qualidade de vida né Para que e eh esse AL alongamento aí dos sintomas iniciais a gente consiga que eles aconteçam né porque a gente sabe que na hora que a gente parar com certos eh certas estimulações algumas coisas né vão sendo aceleradas e outros sintomas vão acontecendo mas enquanto a gente pode retardar ou deixar bem devagarinho tudo isso a gente vai deixando tá bom E aí foi o que eu acabei de falar para vocês a gente começa a ter o
quê um declínio né uma redução desse declínio cognitivo aí porque a gente começa a estimular cognitivamente e desacelera esse declínio e permite que os pacientes Então tenha um nível mais elevado aí de função cognitiva por um tempo maior que isso é muito importante se a gente for pensar nos dias de hoje e em como era antes tá então a gente estamos em Passos devagarinho mas a gente tá vendo que tá indo pra frente e aí temos uma outro transtorno né neurocognitivo que é o frun temporal e até um tempo atrás a gente via nos Livros
mas nunca tinha me deparado eh não conhecia ninguém que tinha essa dem E aí a gente começa a ver ali as notícias sobre o Bruce Willis né falando que ele agora né a esposa Cuida dele e e ela vai contando como que é o dia a dia né e e mostrando aí várias e dificuldades quando a gente tá falando das demencias então quando a gente pensa na frontotemporal a gente num primeiro momento a gente vê que ela causa então uma dificuldade na linguagem e no comportamento como ela acomete o lobo frontal ela vai causar então
déficits aí nas funções executivas planejamento organização controle inibitório senso moral e social e também né como o nome chama Lobo fronto temporal então fron tal parte de funções executivas e Lobo temporal já dentro aí da compreensão verbal leitura expressão e elas são mais frequentes em idosos que são mais jovens tá a gente tem algumas demências que elas vão o Parkinson por exemplo a gente verifica quando a gente tem um diagnóstico já fechado a gente já vê com pessoas que já estão com uma idade mais avançada quando a gente fala na frontotemporal a gente vê pessoas
que são idosas mas são considerados jovens idosos né então eles ainda não têm eh eh vem de uma forma ali ainda cedo dentro do período eh que você tá que você é idoso né que você entrou ali na terceira idade e temos também a demência vascular ela vai acometer então indivíduos que tem aí algum dano na vascularização do cérebro Normalmente eles vêm por lesões relacionadas aí às isquemias que é uma diminuição do fluxo sanguíneo Então tá ali no seu cérebro tudo acontecendo do jeitinho que tá que precisa e começa a ter uma diminuição ali do
fluxo sanguíneo e isso vai né pode ocasionar uma isquemia e essa isquemia como a gente vai ter um dano nessa vascularização aquela área que sofreu dano as informações começam a não ir mais para ela o cérebro ele funciona muito assim tem que ter um sentido tem que e eh ter um porquê daquilo acontecer se eu tô enviando uma mensagem para um local em que tá tudo eh destruído vamos dizer assim por que que eu tô mandando a informação para esse local e aí entra o momento da gente pensar em trabalhar a parte de neuroplasticidade Então
vamos mandar essa informação para outros lugares né quando a gente pensa no livro do lúria eh do do que Ele conta a história do tratamento que ele fez do rapaz que eh teve o estilhaço né Eh que aí o o meu mundo estilhaçado né né que a bomba Explodiu e os estilhaços entraram no cérebro e alguns comandos ele já não conseguia entender mais que ele já não sabia mais e aí tudo isso ele ia eh algumas coisas foram reensinar porque eu mando para uma outra área mas tem que ser uma área que entenda sobre aquilo
que eu tô querendo ensinar sobre que eu tô querendo fazer então assim não reaprendeu igual era antes mas muitas coisas eh ele teve que reaprender ou teve que aprender a lidar de uma forma diferente e uma coisa que é muito importante quando a gente conta eh a gente lê o livro e a gente vê né que aconteceu muito lá atrás eles ficavam assim mas lê você sabe e eh Conta aí o que que não mas eu não lembro de disso essas coisas estão se embaralhando E aí eles começam a ter essa compreensão de que os
estilhaços causaram ali um dano né que aí a gente eles começaram a ter uma diminuição eh dessas informações que estavam sido precisavam ser levadas e isso já faz com que você trate o outro diferente você exija coisas diferentes do outro porque como é que Eu exijo uma coisa que eu sei que o outro não consegue inicialmente eles ficavam assim você precisa fazer isso você sabe fazer isso e depois eles perceberam assim na realidade ele sabia fazer isso ele não consegue mais como que a gente vai fazer agora né então Leiam esse livro aí do lúria
vou colocar para vocês lá na dica de livros que é um livro muito interessante para vocês depois eh eh e eu acho que é interessante a gente vai acompanhando que ele vai contando a história Então a gente vai ver o que que aconteceu né Como foi o acidente como ele chegou ao hospital como que ele tava quando ele acordou depois o que que as pessoas foram fazendo com ele que inicialmente não estavam entendendo nada do que por que que ele fala assim porque que ele fica nervoso por que ele não dá as respostas que a
gente quer aí foram fazendo os exames foram observando e a partir daí Opa a gente tá começando a entender o que tá acontecendo como que a gente pode começar a tratar como que a gente pode começar a fazer intervenção Então vai contando é um livro que o lúria conta a história né um estudo de caso de como aconteceu eh eh esse esse esse caso aí dessa desses estilhaços que foram né Na hora que a bomba estourou ele tava na guerra e adentraram ali o cérebro dele né então é meu mundo estilhaçado e aí é uma
história bem interessante tá bom aula que vem a gente já falou então de algumas e eh como que a gente eh vai começar agora a ver algumas diferenças tal mas aí chega um encaminhamento para você que você vai fazer uma avaliação que você precisa dar ali um resultado como que a gente vai avaliar aula que vem a gente começa a conversar sobre isso