[Música] Olá pessoal! Tudo bem com vocês? Sejam todos muito bem-vindos.
Eu sou o professor Edemilson Bay. Neste vídeo, vamos falar sobre alguns assuntos importantes da Unidade 3 do nosso Livro Didático da Disciplina de Arquitetura de Computadores. Primeiramente, solicito a vocês que não deixem de acessar a trilha de aprendizagem da disciplina que está disponível no seu AVA, o ambiente virtual de aprendizagem.
Também gostaria de esclarecer que em caso de dúvidas sobre o conteúdo de arquitetura de computadores, vocês podem entrar em contato com o professor da disciplina, que sou eu mesmo, ou com o tutor interno, de uma forma muito simples. Basta fazer uma ligação telefônica para o número 0800 642 5000. A ligação é gratuita.
Não tem custo. Então, é uma forma de acesso bastante tranquila. Você também pode utilizar outras ferramentas disponíveis no AVA, como o atendimento on-line ou a solicitação de atendimento.
Neste vídeo, nós vamos tratar de alguns conteúdos relativos aos Tópicos 1 e 2 da Unidade 3 do nosso livro didático. Em relação a Unidade 3 do livro didático, ela apresenta os demais aspectos da arquitetura computacional, como, por exemplo, a placa-mãe, os barramentos e dispositivos de armazenamento. Neste vídeo, a gente vai falar sobre alguns assuntos relativos à placa-mãe, mas eu pretendo dar um enfoque principalmente aos conceitos sobre os barramentos e apresentar alguns padrões de barramentos internos.
Anteriormente, a gente viu como é a arquitetura computacional. Existem basicamente duas arquiteturas: arquitetura proposta pelo engenheiro John Von Neumann e a arquitetura de Harvard. Aqui, a gente vai utilizar a arquitetura proposta pelo Von Neumann para que possamos verificar, na próxima tela, alguns componentes principais dessa arquitetura.
Na tela, você estão vendo a arquitetura proposta pelo Von Neumann. Nessa arquitetura, existem alguns blocos principais da arquitetura, um deles é a CPU, conforme a gente está vendo aqui, na parte central da figura. A CPU é responsável por fazer todo o processamento e controle do computador.
A CPU é basicamente o cérebro do computador, podemos dizer assim. Além da CPU, temos a memória. Lembrem que na arquitetura proposta por Von Neumann, o sistema de memória é único para dados e programas ou instruções e programas.
A função desse sistema de memória é armazenar os dados, normalmente temporários. Aqui, temos a memória de dados permanente composta pelo disco rígido. Mas, aqui a gente tem o sistema de memória como um todo.
Então, além de dados, também na memória são armazenados programas, instruções dos programas e, por último, o sistema de dispositivos de entrada e saída de dados, que completam a arquitetura proposta. Os blocos dessa arquitetura são basicamente três: CPU, memória e o sistema de entrada e saída. É interessante a gente ver como esses blocos são interligados.
Aqui na figura, eles são interligados através de setas. Obviamente, não é assim. Esses blocos, componentes do computador, são interligados utilizando, principalmente, a placa-mãe, também conhecida em inglês como motherboard.
O que é a placa-mãe? Uma placa de circuito impresso. Em cima dessa placa, existem diversos componentes, conectores e "slots".
Esta placa é responsável pela interligação desses componentes que estão soldados na placa com os dispositivos internos e externos ao computador, dispositivos que ficam dentro do gabinete e, também, conectores para dispositivos que ficam fora do gabinete do computador. Por exemplo, a placa-mãe interliga a CPU com a memória na própria placa-mãe ou a CPU com placas de expansão ou placas de interface com o mundo externo, como, por exemplo, uma placa para uma impressora ou uma placa para um sistema de rede de comunicação. O que a gente encontra na placa-mãe?
Um processador, o "chipset", às vezes, temos dois "chipsets", e outros componentes digitais e circuitos integrados, cada um com a sua função. Além desses componentes, temos os "slots" e conectores, responsáveis para viabilizar a conexão de placas de expansão de memória, placa de interface para dispositivos de entrada e saída e conector também, por exemplo, para a conexão com a fonte de alimentação, que vai alimentar todo o sistema do computador. Quero mostrar, na tela, duas imagens de placas-mãe.
Nesta primeira imagem, a gente está vendo uma placa-mãe e alguns componentes ressaltados. Temos aqui o processador, "chipset" e alguns conectores. Aqui estão os conectores para a gente colocar pentes de memória.
Aqui, temos conectores dos padrões PCI e Agp, muito usado para vídeos. Aqui, temos a bateria da placa-mãe. Aqui, temos o conector Sata.
Conector IDE para a conexão com o HD. Então, aqui a gente consegue visualizar uma placa-mãe e alguns dos seus componentes destacados. Na próxima tela, que vocês vão ver agora, a gente tem uma outra figura de uma outra placa-mãe, uma placa-mãe específica para família Intel i, os processadores i3, i5 ou i7 podem ser conectados aqui nesta placa-mãe.
A gente consegue visualizar que uma mesma placa-mãe consegue conectar ou viabilizar a conexão de alguns processadores, desde que sejam da mesma família, neste caso da família "i" da Intel. Após essa introdução sobre a placa-mãe, quero falar sobre barramentos. Através deles, como a gente viu anteriormente, na figura da arquitetura, são viabilizadas as conexões entre os componentes que estão na própria placa-mãe e, também, a conexão entre a placa-mãe e dispositivos ou placas de expansão do computador.
O que são os barramentos? Vias ou caminhos por onde circulam sinais elétricos. Os sinais elétricos que circulam por essas vias contêm ou representam as informações que estão sendo trocadas entre os diversos componentes do computador.
É importante ressaltar que para cada tipo de processador ou família de processadores, é projetada uma determinada placa-mãe, uma placa-mãe específica. Como exemplo, se a gente está trabalhando no desenvolvimento de um determinado projeto, normalmente define-se primeiro o processador que vai ser usado nesse projeto para, depois, escolher uma placa-mãe que possa ser adequada para o processador que a gente pretende utilizar. É somente um exemplo.
Vamos entender um pouco mais sobre os barramentos. Para isso, a gente vai colocar na tela para vocês mais uma figura que vai mostrar os barramentos em detalhes. Então, agora você está visualizando na tela uma nova figura.
Nesta figura, é importante a gente observar bem os barramentos. Temos aqui os barramentos de endereços conectando processador com o sistema de memória, com o sistema de entrada e saída (I/O), o barramento é, normalmente, unidirecional. A CPU gera os endereços para acessar uma determinada posição de memória ou uma determinada posição no dispositivo de entrada e saída.
Aqui, a gente já consegue ver barramentos de dados, de controle bidirecionais, barramento de dados interconectando memória com CPU e I/O com CPU, barramento de controle ou de sinais de controle interligando a memória com CPU e dispositivos I/O com CPU. A gente consegue visualizar aqui que o barramento de endereços é unidirecional e o barramento de dados e de controle são barramentos bidirecionais. Então, através desta figura, a gente conseguiu ter uma visualização bem melhor das interconexões feitas pelos barramentos, a interconexão entre CPU e os sistemas de memória e I/O.
Já vimos que os barramentos conduzem os sinais elétricos de baixa intensidade na forma de tensão ou corrente elétrica. Esses sinais vão transportar efetivamente as informações entre os dispositivos: CPU, memória, entrada e saída. Mas, como os barramentos são implementados na prática?
Como as vias condutoras são implementadas? Existem algumas formas. A principal é através de trilhas de circuitos impressos, trilhas condutoras de eletricidade.
Essas trilhas são definidas sobre uma placa de um material isolante e rígido, que vem a ser, normalmente, a placa-mãe do computador. Também podemos fazer trilhas sobre um material isolante, porém flexível. A gente teria trilhas em cima de um material flexível para um determinado objetivo.
Outra forma de implementar as vias dos barramentos é usando fios elétricos de diâmetro fino, porque o sinal que passa é de baixa intensidade, baixa corrente. Os fios são dispostos lado a lado, formando o que a gente conhece como "flat cables". Nas pontas desses cabos, "flat cables", temos os conectores ou "slots" específicos para fazer as conexões com as placas ou com dispositivos.
Quero colocar aqui na tela para vocês algumas figuras para mostrar os barramentos físicos. Vamos lá! Na tela, a gente tem a figura de uma placa de circuito impresso.
Aqui, um componente pode ser soldado, como, por exemplo, um processador. Temos aqui várias vias condutoras de eletricidade. Aqui, vamos ter os barramentos de dados, de endereço, de controle e outros sinais definidos em cima de uma placa rígida de material isolante.
Estas vias mais escuras são vias condutora de eletricidade. Esta parte mais clara da placa não conduz eletricidade. Na sequência, temos uma figura de um "flat cable".
Aqui estão várias vias de fios elétricos e os conectores nas pontas. Por último, novamente, temos trilhas condutoras de eletricidade, porém, em cima de um material flexível. Não é como a placa de circuito impresso, que é rígida, aqui o material é flexível.
Então, ele tem flexibilidade. Para determinadas aplicações, é necessário ter um barramento desse tipo, feito em cima de um material rígido. Isso substitui, por exemplo, um "flat cable" deste tipo aqui.
Continuando a falar dos barramentos, quero falar um pouco sobre a transmissão. Cada uma daquelas vias existentes no barramento transmite um bit. Então, se nós tivermos um barramento com 16 vias, conseguimos transmitir 16 bits de forma simultânea, ou seja, a transmissão de 16 bits no mesmo instante de tempo.
A transmissão simultânea de vários bits é chamada de transmissão paralela. Considerando que a gente tem essa transmissão elétrica dos sinais nos barramentos, os barramentos podem ser classificados como unidirecionais e bidirecionais, como a gente já comentou naquela figura anterior. Os unidirecionais trafegam com o sinal somente em um sentido.
Por exemplo, o barramento de endereços trafega somente informações da CPU para a memória ou da CPU para dispositivos de entrada e saída. Temos também os barramentos bidirecionais, em que as informações ou sinais trafegam nos dois sentidos, ou seja, as informações de dados ou sinais de controle trafegam da CPU para a memória, da memória para CPU, da CPU para algum dispositivo de entrada e saída ou do dispositivo de entrada e saída para a CPU. Então, temos duas formas de transmissão dos barramentos: unidirecional e bidirecional.
Continuando com mais algumas classificações dos barramentos, agora veremos a classificação dos barramentos conforme a sua função. O primeiro barramento é o barramento de dados, também chamado de "data bus". Ele tem por função conduzir dados ou instruções que serão tratadas pela CPU vindas, por exemplo, da memória ou do dispositivo de entrada e saída, além de conduzir os dados que já foram tratados pela CPU, os quais precisam ser enviados para algum destino.
Nesse barramento de dados trafegam dados, efetivamente, ou instruções do programa que está sendo executado. A quantidade de vias do barramento vai depender de cada tipo de CPU. A próxima classificação com relação à função é o barramento de endereços ou "address bus".
Esse barramento tem a função de conduzir os endereços gerados pela CPU para efetuar a leitura de instruções numa determinada posição de memória. Ou seja, a CPU vai informar para a memória qual é a posição através do barramento de endereços ou ainda efetuar, por exemplo, uma leitura e escrita de dados em memória. Então, em uma memória, posso ler ou escrever dados, assim como em um dispositivo de entrada e saída.
A CPU pode ler ou escrever dados nesse dispositivo. Para isso, esses dados são endereçados através do barramento de endereços. O barramento de endereços acessa uma posição de memória ou uma posição em um dispositivo de entrada e saída.
Por exemplo, ela define o endereço e o dado não vai circular pelo barramento de endereço. O dado vai circular pelo barramento de dados. Quero colocar aqui na tela um exercício bem simples sobre o barramento de endereços.
Agora, você está vendo na tela este exercício bastante simples. [Leitura do exercício exibido na tela] Vamos ao quadro solucionar este pequeno exercício. O exercício diz que o "address bus" tem 32 bits.
Quantas posições de memória o computador vai conseguir acessar? Bom, para resolver isso aqui existe uma fórmula que diz que: o número de posições é igual a 2 elevado a "n", onde esse "n" é igual ao número de bits do barramento de endereços, do address bus. Como temos a informação que o "address bus" tem 32 bits, então o número de posições vai ser igual a 2 elevado a 32.
Isso vai gerar como resultado um número bastante grande. Vou pegar aqui o número: 4. 294.
967. 296 ou, para simplificar, 4 gigas. O nosso número de posições de memória é igual a 4 gigas posições.
Então, esse computador vai poder, por exemplo, acessar uma memória com a capacidade de 4GB, considerando que cada byte fica armazenado em uma posição de memória. Com 32 bits de barramento de endereços, a gente vai conseguir acessar 4GB posições de memória. Continuando, falta abordamos o barramento de controle.
A gente viu o barramento de dados, o barramento de endereços e falta falarmos sobre o barramento de controle ou "control bus". É através dele que a CPU envia ou recebe sinais que vão controlar as diversas operações do computador, como troca de informações entre o dispositivo de componentes e o sincronismo entre eles. Então, o barramento de controle vai fazer essa função através de determinados pinos que têm funções específicas.
Vou colocar na tela algumas funções específicas. Na tela, vou relacionar alguns pinos específicos da CPU com as funções de controle desses pinos. O pino R/W, "read write", vai definir se o procedimento a ser executado será de leitura ou escrita num determinado componente, o qual pode ser uma memória ou um dispositivo de entrada e saída.
O pino "reset" vai informar se precisa ser executado um "reset" em algum dispositivo ou componente. O pino "INTR" ou "NMI" vai definir se existe alguma interrupção ou se deve existir alguma interrupção no programa ou não. Continuando, pino "M/IO", "memory" ou entrada e saída.
Esse pino vai definir se um dispositivo selecionado é uma memória ou um dispositivo de entrada e saída. Por exemplo, se esse pino estiver em nível lógico baixo, está selecionando uma memória. Se esse pino estiver em nível lógico alto, está selecionando um determinado dispositivo de entrada e saída.
O pino "busy" define se um determinado dispositivo está ocupado ou não. O pino "hold" define se um dispositivo ou componente deve manter uma determinada informação durante o tempo em que o pino "hold" estiver ativo. Então, enquanto o pino "hold" estiver ativo, esse determinado dispositivo vai ter que manter a informação no estado em que ela estava até que o pino "hold" volte a um nível baixo, por exemplo.
O pino "halt" vai definir se o dispositivo deve parar a sua execução ou não. Existem outros pinos de controle, mas, aqui, resolvemos elencar os principais. Esses pinos chegam da CPU para os outros dispositivos e vice-versa, dos dispositivos para a CPU, através do barramento de controle existente no sistema.
Uma outra classificação dos barramentos que eu quero abordar com vocês são os barramentos internos e externos. Os internos são aqueles responsáveis por interconectar a CPU aos dispositivos que ficam no interior do gabinete. Por exemplo, a conexão da CPU com a memória, na própria placa-mãe, da CPU com as placas de expansão ou com o disco rígido são dispositivos que ficam dentro da CPU.
Por isso, são considerados barramentos internos. Os barramentos externos são os barramentos responsáveis por interligar ou ligar os periféricos ao computador. Por exemplo, monitor, teclado e impressora são dispositivos periféricos, pois ficam instalados fora do gabinete do computador.
Por isso, esses barramentos são chamados de externos. Um detalhe importante que quero comentar é que as tecnologias de barramentos externos podem ser implementadas através de placas de expansão conectadas nos "slots" da placa-mãe ou através de chips, componentes já existentes na própria placa-mãe. No caso dos chips, componentes já presentes na própria placa-mãe, essa tecnologia é chamada de "onboard".
A gente fala que a placa-mãe é "onboard" porque as interfaces para esses dispositivos já estão implementadas na própria placa-mãe. Vou mostrar na tela para vocês figuras de placa-mãe "onboard" e "off board". Primeiramente, temos na tela a figura de uma placa-mãe "onboard".
Nessa placa-mãe, a gente já tem dispositivos integrados na própria placa-mãe, os quais fazem a função, por exemplo, de rede. Tem uma porta Lan, então já tem um sistema de rede na placa-mãe, já tem um sistema de vídeo na placa mãe. Não é preciso conectar uma placa de interface nos "slots" porque já está implementado através de componentes na própria placa-mãe.
Essas placas, normalmente, possuem menos qualidade e desempenho, até porque a CPU tem que gerenciar todos os dispositivos que já estão implementados na placa-mãe. Na próxima tela, teremos uma placa-mãe "offboard". É uma placa-mãe mais elaborada e mais limpa.
Ela tem menos componentes integrados. Então, a gente precisa colocar placas de expansão aqui para que tenhamos as interfaces com dispositivos ou sistemas externos. A vantagem é que, nesse caso, a CPU não precisa controlar esses componentes, já que eles não estão na placa-mãe.
O desempenho da placa-mãe "offboard" é sempre maior. As placas também são mais caras, pois possuem mais qualidade. Então, vimos aqui, nessas duas telas, a placa-mãe "onboard" e "offboard".
Continuando, vamos agora falar especificamente dos barramentos internos. Esse é o último item que eu quero comentar com vocês neste vídeo: os barramentos internos. A gente sabe que os barramentos são vias que transportam os sinais elétricos e interligam os componentes do computador.
Existem alguns parâmetros que a gente precisa saber. Aqui, vou colocar dois parâmetros importantes. O primeiro é o tamanho do barramento interno, ou seja, a quantidade de bits de dados que esse barramento consegue transferir, transmitir ou transportar.
Por exemplo, se você tem um barramento de 64 bits de dados, a gente vai conseguir transmitir 64 bits em um único instante de tempo. Em uma única transmissão, já se consegue transmitir os 64 bits. O desse barramento de dados em bits é importante.
Outro parâmetro importante é a velocidade do barramento. Este parâmetro define a quantidade de bits de dados que o barramento vai conseguir transmitir em um intervalo de tempo. Esse intervalo de tempo é um segundo.
A velocidade novamente é expressa em megahertz. O que significa megahertz? Vou colocar no quadro.
Mega-hertz é igual a 10 elevado a 6 Hertz, ou, ainda, 10 elevado a 6 um milhão de hertz. Um milhão de Hertz significa um milhão de vezes por segundo. Então, 1 MHz é igual a 1 milhão de vezes por segundo.
10 MHz é igual a 10 milhões de vezes por segundo. Continuando, pessoal, é importante que a gente saber que os barramentos são separados conforme a função: barramento de dados, de endereços e de controle. Então, uma parte dessa via do barramento é específica para dados, outra parte do barramento é específico para endereços e outra parte das vias do barramento é específico para sinais de controle.
Os barramentos internos, que interligam a CPU com a placa-mãe, são viabilizados em cima da placa de circuito impresso da placa-mãe. Esses barramentos internos também interligam a CPU com dispositivos fora da placa-mãe, mas que estejam dentro do gabinete, como uma conexão com disco rígido utilizando um "flat cable" para fazer a interconexão física. Outra coisa importante em relação aos barramentos internos são os "slots" e os soquetes.
Os "slots" são mecanismos físicos em que a gente consegue encaixar as placas de expansão ou placas de interface, como, por exemplo, a placas de rede, de vídeo ou placas com outros objetivos. O "slot" faz essa conexão física e elétrica entre a placa-mãe e a placa de expansão, por exemplo. Existem "slots" com tamanhos diferentes e quantidade de contatos ou conexões elétricas também diferentes.
Existem "slots" maiores e "slots" menores, mas existem alguns padrões de "slots", os quais são definidos através de padrões normatizados a nível mundial, como a Agp, o PCI Express. A gente vai dar uma olhada na sequência. Quero colocar aqui na tela uma figura para vocês que mostra os "slots" do padrão PCI Express, como esta figura aqui, e o "slot" do padrão Agp.
Então, temos aqui "slot" do padrão PCI Express, "slot" do padrão Agp e, aqui embaixo, na parte inferior, placas de expansão ou de interface que vão ser inseridas nesses "slots". Então, aqui temos uma placa do padrão Agp que vai inserida neste "slot" e aqui, na parte inferior, uma placa do padrão PCI Express, a qual vai ser inserida no "slot" da figura superior. Vamos falar rapidamente sobre o soquete.
O que é o soquete? Um conector na placa-mãe para conectar o processador. Um determinado soquete não suporta todos os tipos de processadores.
O que isso quer dizer? Que a placa-mãe é projetada para um determinado soquete, o qual será compatível com um tipo de processador ou uma família de processadores. Então, é isso.
A placa-mãe suporta somente os processadores para os quais ela foi projetada. Vou colocar na tela uma figura com soquetes. Aqui é um soquete plástico.
Aqui é um soquete mais elaborado, com uma estrutura metálica externa pra fixar o processador. E aqui o processador já está inserido no soquete. E, aqui, temos um soquete com uma aba metálica fechando e pressionando o processador no soquete, a fim de que os contatos fiquem da melhor maneira possível.
Essa estrutura metálica serve para dissipar um pouco do calor gerado pelo processador. Além de dissipar o calor, viabiliza a fixação física do processador, para que ele não se solte ou não tenha mau contato nos pinos do processador, que são vários. Pessoal, agora vou falar sobre os três padrões principais de barramentos internos que são: PCI, Agp e o PCI Express.
Esses padrões definem especificações do barramento. Essas especificações são físicas, elétricas ou funcionais. As especificações físicas vão definir, por exemplo, a quantidade de vias que têm no barramento, modelo físico do conector ou do "slot", entre outras características físicas.
As especificações elétricas especificam níveis de tensão, por exemplo, se o padrão trabalha com 5 volts, com 3 volts ou com 12 volts, e os níveis de corrente elétrica. As especificações funcionais do padrão vão definir, por exemplo, velocidade de transferência dos dados, modos de controle para transferência dos dados entre a CPU e memória, memória e CPU ou entre memórias e dispositivos e vice-versa. Então, a gente precisa estar atento a essas especificações físicas, elétricas e funcionais.
Agora, vamos dar uma olhada nos três padrões de uma forma mais específica, começando pelo PCI. O padrão PCI, em inglês "Peripheral Component Interconnect", é um barramento independente de fabricante e multiplataformas. Foi desenvolvido em 1992 pela Intel e veio para substituir um padrão anterior, que era o ISA, o qual já está em desuso.
Então, o PCI substituiu o ISA. Uma informação importante sobre o PCI é que ele trabalha com 32 bits de transferências simultâneas. Ou seja, transmissão paralela de 32 bits.
E a velocidade do "clock" é 33 megahertz. Como a gente viu no quadro anteriormente, 33 megahertz são 33 milhões de ciclos ou de vezes por segundo. É uma velocidade bastante alta.
Com isso, temos uma taxa de transferência de dados de até 133 megabytes por segundo ou um gigabit por segundo. Então, 133 megabytes por segundo ou um gigabit por segundo. Como na taxa de transferência a gente sempre fala em bytes, vamos considerar 133 megabytes por segundo.
Outra característica importante do PCI é ela ser compatível com o "plug and play" facilitando a instalação de novos dispositivos que tenham essa tecnologia. No barramento PCI que existe na placa-mãe, são conectados os "slots" e, nesses "slots" serão conectadas as placas de expansão e de interface que usam esse padrão. Eu vou mostrar para vocês na tela uma figura do PCI.
Estamos vendo na tela uma figura com os "slot" do padrão PCI. Esse padrão PCI está implementado na placa-mãe e, através do "slot", a gente pode conectar placas que são compatíveis com o padrão PCI. Temos aqui 4 "slots" do padrão PCI.
Continuando, o próximo padrão é o Agp. O padrão AGP, do inglês "Accelerated Graphics Port", é um padrão mais recente que o PCI, pois foi criado em 1996 pela Intel. Por que?
Porque o PCI começou a ficar um pouco lento para as aplicações de vídeo 3D. Então, a Intel lançou um padrão mais rápido, que é o AGP, o qual se tornou, praticamente, o padrão para placas de vídeo, substituindo o PCI, o qual tinha uma velocidade um pouco defasada para determinadas aplicações, principalmente para vídeos 3D. Com relação ao AGP, vamos falar sobre quatro versões: AGP 1x, 2x, 4x e 8x.
A primeira versão, o AGP 1x, trabalha com 32 bits de transferência, ou seja, transmissão paralela de 32 bits e um "clock" na velocidade de 66 megahertz. O que já é o dobro do PCI, pois o PCI tinha um "clock" de 33 megahertz. Aumentando a taxa de velocidade do "clock", conseguiu-se aumentar a taxa de transferência de dados para 266 megabytes por segundo, que é o dobro do PCI.
O AGP 2x, lançado em 2003, dobrou a velocidade da taxa de transferência de 266 megabytes para 533 megabytes por segundo. A outra versão, mais nova que 2x, que é a 4x, conseguiu novamente dobrar a taxa de transferência de dados, passando de 533 megabytes para 1. 066 megabytes por segundo ou um gigabyte por segundo.
Por último, a AGP 8x dobrou mais uma vez a taxa de transferência, passando de 1. 066 para 2. 133 megabytes por segundo, praticamente 2 gigabytes por segundo, que é uma velocidade muito boa.
Vamos colocar na tela a figura de um "slot" no padrão AGP conectado a uma placa-mãe. Neste "slot", pode-se colocar, por exemplo, uma placa de vídeo que utiliza o padrão Agp. Por último, o padrão PCI-Express, também conhecido como PCI-E, foi desenvolvido em 2004 e praticamente substituiu o AGP em 2007.
Ele tem uma diferença bastante importante em relação ao AGP e ao PCI normal. Tanto o PCI quanto o AGP fazem a transferência de bits de forma paralela. Porém, aqui no PCI-Express, a transferência é feita de uma forma serial, ponto a ponto.
Ou seja, cada periférico vai se comunicar por um canal, uma via bidirecional. O padrão PCI-Express viabiliza a comunicação através de 1, 2, 4, 8, 16 e até 32 canais de dados entre a placa, a qual está conectada no "slot", e a placa-mãe. Então, de 1 até 32 canais.
O 16x, por exemplo, significa que a placa disponibiliza 16 canais de comunicação. O padrão PCI-Express, que pode ser 1x até 32x, pode receber placas menores. Por exemplo, o padrão 16x pode receber 8x, 4x, 2x ou 1x.
O que não pode é um padrão menor receber uma placa maior. Uma placa 8x não pode trabalhar com 16x e vice-versa. Um "slot" 16x, que é maior, sim, vai poder receber placas menores.
O número de canais 1, 2, 4, 8, 16 ou 32, é definido ou negociado na inicialização do sistema ou durante a operação do sistema, de uma forma explícita, através de de algum comando que altera a quantidade de canais. Vamos colocar na tela as velocidades do PCI-Express. O interessante aqui é sabermos que cada canal transmite 250 megabytes por segundo.
Temos, na tela, as velocidades das versões 1x até 32x. A mais utilizada é a 16x. A versão 16x viabiliza 16 canais, conseguindo uma taxa de 4 gigabytes por segundo ou, como escrito aqui, 4 mil megabytes por segundo.
Se é "B" em maiúsculo é byte, se é "b" minúsculo, é bit. Na próxima tela, vou colocar uma figura do "slot". Vocês estão vendo na tela uma figura com o "slot" PCI-E 1x ou x1, como está aqui, 4x e 16x.
Então, conseguimos ver que o 16x pode comportar placas 8x, 4x, pois são menores. Agora, na próxima tela, vamos falar para vocês sobre o padrão PCI-Express 2. 0.
Ele foi lançado em 2007 e cada canal transmite 500 megabytes. A gente viu que no PCI-Express, em sua primeira versão, cada canal transmitia 250 megabytes. Agora, já são 500 megabytes, ou seja, o dobro do PCI-Express versão 1.
Aqui, temos as velocidades. Aqui no 16x, na tela, temos um erro. 8 mil megabytes ou 8 gigabytes, e não 4 gigabytes.
Aqui também não é 3 gigabytes, são 4 gigabytes. Então, o correto é 4 mil megabytes ou 4 gigabytes, e 8 mil megabytes ou 8 gigabytes na versão 16x do PCI-Express 2. Agora, na próxima tela, vamos colocar uma imagem de um "slot" do PCI-Express 2.
0. Aqui está a imagem de uma placa-mãe com um "slot" do padrão PCI-Express 2. 0.
Prosseguindo, pessoal, vamos falar sobre o PCI-Express 3. 0. Na tela, temos o resumo do PCI-Express 3.
0, lançado em 2012. Bem mais recente, não é? Cada canal transmite a 1 GB/s.
É bastante velocidade. O PCI-Express 2. 0 transmitia 500MB/s em cada canal e agora é o dobro, 1 GB/s em cada canal.
Isso quer dizer que se utilizar uma placa com 16 canais, consigo 16 gigabytes por segundo. Aqui, temos o mesmo erro da tela anterior. 4 mil megabytes correspondem a 4 gigabytes.
8 mil megabytes correspondem a 8 gigabytes. Então, aqui é 4 gigabytes e, aqui, é 8 gigabytes. Aqui está correto, são 16 e 32 gigabytes.
Na próxima tela, vamos ver uma imagem do PCI-Express 3. 0, que é bastante semelhante ao 2. 0.
Nesta imagem, a gente tem uma placa-mãe com "slots" PCI 3. 0, 16x, 1x e 4x. Temos 4 "slots" PCI-Express 3.
0. Vimos todas as versões do PCI-Express e estamos chegando ao final deste vídeo. Quero relembrar que no conteúdo da Unidade 3, a última unidade do livro didático, é bastante importante que vocês conheçam bem a placa-mãe, os barramentos internos e externos e alguns dispositivos, principalmente os dispositivos de armazenamento.
Aqui a gente não comentou, mas o livro didático tem todas essas informações e as fundamentais para que vocês compreendam esses conceitos e conheçam esses componentes, porque é importante para o profissional de TI ampliar os seus conhecimentos para ser bem-sucedido no mercado de trabalho. Estudem bastante pelo livro didático. Façam pesquisas na internet.
Resumindo: neste vídeo, a gente tratou da placa-mãe, dos barramentos em geral e suas funções e, mais especificamente, dos principais padrões de barramentos internos. Então, agradeço a atenção de vocês e até uma próxima oportunidade.