Hércules, o poderoso filho de Zeus, já era um herói reconhecido por seus feitos na juventude. Mas o destino ainda lhe reservava grandes desafios. Zeus planejava grandes honrarias para seu filho mesmo antes dele ter nascido.
O grande deus havia proclamado que o primeiro neto da linhagem do herói Perseu, herdaria o trono de Micenas. Mas a deusa hera com ciúmes de ver um filho bastardo de seu marido ter tal honraria interveio. Ela fez com que o primo de Hércules, Euristeu, nascesse prematuramente e assim este roubaria a herança do herói.
Desta forma o poderoso Hércules se tornou súdito do Rei Euristeu, o qual temia o crescimento do poder e do prestigio de Hércules. Era a contragosto que Hércules obedecia a seu primo. Mas quando este resolveu lhe impor seus primeiros trabalhos, desgostoso o herói decidiu ir ao oráculo de delfos para saber se deveria continuar a obedecer a um homem que ele considerava inferior a si.
O oráculo lhe disse que, a cada trabalho que ele realizasse, o poder usurpado por Euristeu seria diminuído. Hercules que ainda tinha alguma esperança de receber do oráculo a noticia de que não precisaria obedecer Euristeu, ficou transtornado. Se aproveitando da vulnerabilidade do herói, a deusa Hera planta a semente da loucura em sua cabeça.
Hercules passou a ver as mais terríveis criaturas e com elas travou grandes batalhas. Mas tudo não passava de alucinações. Ao se recuperar desta loucura selvagem, Hercules tinha sangue em suas mãos e seus filhos e sua esposa Mégara jaziam mortos aos seus pés.
Ao se dar conta do ocorrido, Hércules partiu para o exílio, e em terras distantes permaneceu em grande depressão. Mas o tempo sarou suas feridas e este decidiu retornar a Micenas e se colocar a serviço do Rei Euristeu. Para que desta forma, ele pudesse se purificar dos terríveis pecados cometidos contra sua família.
E assim tiveram início os famosos trabalhos de Hércules. Foi imposto a Hércules que ele se colocasse a serviço de seu primo Euristeu, rei de Micenas. Este temia que com o crescimento do prestígio do grande herói, Hercules tentasse tomar seu trono.
Assim, Euristeu lhe impõe um trabalho que parecia impossível. Ele deveria exterminar um gigantesco leão que aterrorizava as florestas da Argólia. Tal fera atacava os rebanhos da região, e após devorar alguns homens desenvolveu um apreço pela carne humana.
Diziam que a besta era filha do monstruoso Tifão E por isso, havia boatos de que seu couro era invulnerável as armas tradicionais. Hécules armado com seu arco e flecha e seu poderoso porrete partiu para tentar caçar a criatura. O Herói passou algum tempo nas florestas de Nemeia em busca do leão.
Até que finalmente encontrou rastros que o levou até a caverna onde o monstruoso felino se escondia. Hércules adentrou o covil do monstro, que estava repleto de ossos de animais e crânios humanos. Do fundo da caverna era possível ouvir o som da respiração do grande animal.
Hercules avista a fera sobre uma pedra, e dispara uma de suas flechas contra a cabeça do animal. Esta ricocheteia em seu couro. Furioso o gigantesco leão solta um poderoso rugido e se prepara para atacar.
Hercules e o leão saltam um de encontro ao outro. O leão expõem suas poderosas garras enquanto o herói ergue sua clava. Hecules atinge a cabeça da criatura, que apesar do impacto devastador, resistiu ilesa ao golpe.
Percebendo que suas armas são inúteis, Hercules e o leão partem cara um combate corpo a corpo. O leão crava suas garras em seu adversário, que resistiu a dor lancinante dos ferimentos. Hercules consegue envolver o pesco do animal com seus braços e da inicio a um estrangulamento mortal.
O leão de Nemeia não conseguiu resistir a força do herói e sucumbiu. Fazendo uso das garras do próprio animal, Hercules conseguiu arrancar seu couro e retornou a Micenas. Euristeu ao ver Hercules se aproximar vestido com a pele do animal, temendo por sua vida se escondeu dentro de um tonel de metal.
E assim Hércules completou seu primeiro trabalho. O Rei Euristeu determinou a Hercules que como seu segundo trabalho ele deveria por fim a uma criatura que vivia na região de Lerna. Esta criatura era um monstro terrível filho de Tifão e Equidina e era conhecida pelo nome de Hidra.
O valente herói e seu sobrinho Iolau, que era seu companheiro inseparável, partiram ao encontro de tal criatura. Pelo caminho eles se deparam com um vilarejo arrasado pela criatura e um sobrevivente indicou o caminho para o covil da besta. A Hydra habitava o sinistro pântano de Lerna.
Hercules e seu sobrinho desbravaram o pântano pestilento. Até que encontraram a caverna do monstro. Para retirar a criatura do buraco, Hercules fez uso de seu arco disparando flechas flamejantes para dentro da caverna.
Então suje da caverna a poderosa Hydra, que furiosa partiu para o ataque. O monstro possuía varias cabeças sedentas para devorar o herói. Apesar de seu grande porte, Hercules era extremamente ágil e assim consegui se esquivar dos ataques da besta.
Com um golpe poderoso de sua clava o herói esmaga uma das cabeças do monstro, mas rapidamente duas nasceram em seu lugar. O furioso o herói continuou a esmagar as cabeças e o dobro de cabeças ressurgiam. Iolau gritou para que Hercules parasse, pois só estava tornando a tarefa ainda mais difícil.
Então eles tiveram a ideia de cauterizar os pescoços de onde nasciam as novas cabeças. Assim enquanto Hercules esmagava as cabeças, seu sobrinho cauterizava as feridas com uma tocha. Desta forma uma cabeça após a outra iam sendo derrotadas.
A deusa Hera, inimiga de Hércules, ao ver o herói derrotando mais uma criatura manda caranguejos ajudarem a Hydra. Mas eles conseguiram apenas distrair o herói por pouco tempo e acabaram esmagados. Hercules e Iolau derrotam a ultima cabeça, mas mesmo decepada ela continuava viva.
O herói a jogou dentro de um buraco e a soterrou com uma enorme pedra. A Hydra tinha um sangue extremamente tóxico, sabendo disso Hercules banhou suas fechas no sangue venenoso do monstro e agora ele possuía mais uma arma formidável. A deusa hera decidiu honrar os caranguejos, que lutaram em seu nome, criando a constelação de Câncer.
Para o espanto de todos Hercules retornou vitorioso para Micenas e se apresentou para seu próximo trabalho. Hercules já havia derrotado o leão de Nemeia e a Hidra de lerna. Dois poderosos oponentes.
O plano de Eristeu de por fim na vida de Hércules, não estava dando certo. E o herói, ficava cada dia mais popular. Sem saber como derrotar seu primo, ele tem uma grande ideia E atribui dois novos trabalhos ao herói.
Hercules deveria trazer vivos a Micenas duas criaturas, a corsa de Cerineia e o Javali de Erimanto. A corsa de Cerinia era um dos animais mais arredios que existia captura-la seria quase impossível e trazer o poderoso javali sem matá-lo era ainda mais improvável. Euristeu sabia que Hercules não retornaria sem os animais, pois para o herói admitir o fracasso era impensável.
Hercules partiu e o rei tinha certeza de jamais veria Hercules novamente. Mais de um ano se passou sem que o herói conseguisse encontrar a arisca corsa. Esta não era uma corsa qualquer, ela era simplesmente esplendida, tinha chifres de ouro e cascos de ferro.
A criatura era uma das cinco corsas sagradas criadas pela deusa Ártemis, mas era a única que vivia livre, as demais serviam a deusa puxando sua carruagem. Finalmente Hercules consegue se aproximar da corsa, e atira uma flecha em uma de suas patas. Ferida a corsa não conseguia mais correr e acabou sendo agarrada pelo Herói.
Então a deusa Ártemis aparece e questiona porque o herói está cometendo tamanho sacrilégio. Hercules lhe explica que por designação do oráculo de delfo ele está a serviço do Rei Euristeu e que após apresentar a corsa ou rei, o animal será libertado. A deusa então permitiu que Hercules seguisse viagem.
Após apresentar a corsa a Euristeu, o herói partiu novamente em busca do javali de Erimanto. A criatura era muito forte e por isso Hercules teve que usar de astucia para capturá-lo. Como não podia matá-lo ele iria cansá-lo.
Então o herói o perseguiu conduzindo-o para uma área onde a neve se acumulava no chão. O grande javali tinha que fazer um enorme esforço para se deslocar pela neve alta e acabou sendo vencido pelo cansaço. Hercules o amarrou e o arrastou até o Palácio real de Micenas Euristeu apavorado ao ver tamanha criatura, novamente se escondeu dentro do barril de bronze e assim Hércules havia cumprido mais um de seus trabalhos.
O rei Euristeu de Micenas estava frustado por não conseguir se livrar de Hércules e a cada trabalho realizado o herói acumulava mais glórias. Por isso, o Rei decide impor a Hércules um trabalho degradante, indigno para um homem filho de Zeus. O herói deveria limpar, em um único dia, o grande estábulo do rei Augias em Élis.
O estábulo não era limpo a muito tempo e acumulava toneladas de esterco dos animais. Euristeu acreditava que além da dificuldade da tarefa, Hércules se recusaria a realizar um trabalho tão indigno. E assim sua reputação cairia por terra.
Porém o herói humildemente se curva ao desejo de seu rei e parte para o reino de Augias. Pois a necessidade de se purificar de seus pecados era mais importante que seu orgulho. Hercules se apresenta perante o rei Augias e oferece seus serviços para limpar os estábulos.
O filho de Zeus negocia com Augias o pagamento de tal trabalho e chegam a um acordo. O rei acredita que limpar o estábulo em apenas um dia seria impossível e por isso ele promete entregar um décimo de seu grande rebanho ao herói. Caso Hercules fracassasse em terminar o trabalho em apenas um dia, ele nada receberia.
O Rei chamou seu filho para testemunhar o acordo É entregue uma pá a Hércules, mas ele a coloca de lado e se dirige em direção ao rio Alfeu. Usando sua força descomunal, Hércules arremessa grandes rochas no rio, desviando seu curso em direção ao estábulo de Augias As águas do rio atravessaram as portas do estábulo e levaram consigo toda a imundice. Após a limpeza, Hércules permitiu que o rio voltasse ao seu curso natural.
O Rei Augias ao ver que os estábulo estava limpo e Hércules nem havia sujado suas mãos fica perplexo. Quando Hercules foi cobrar seu pagamento, o rei declarou jamais ter feito tal acordo. Mas Fineu, seu próprio filho, afirmou ter testemunhado o acordo.
Furioso com tal traição o rei expulsou Hercules e seu filho. Mas Hercules não aceitaria tal humilhação. Ele reuniu um exercito de Tebanos destronou o Rei Augias e colocou o honrado príncipe Fineu no trono que era de seu pai.
E assim, mais um de seus trabalhos estava cumprido. Após limpar os estábulos de Augias, Hércules retornou a Euristeu. O Rei contestou a validade da realização de sua ultima tarefa, já que ele havia cobrado uma recompensa de Augias.
E por isso ele deveria realizar uma tarefa extra. Hércules deveria ir até a Arcádia e se livrar das Estinfálidas, que eram aves de rapina gigantescas, que aterrorizavam a região perto do lago Estifalo. Após uma longa viagem, o herói chega a beira do lago e para seu espanto a quantidade de aves era enorme.
Não parecia possível realizar tal tarefa por meio da força bruta e Hércules nunca foi famoso por resolver seus desafios per meio da astucia. Por isso, a ajuda de sua irmã Atena, a deusa da sabedoria foi providencial. A deusa lhe presenteou com um instrumento musical de ferro feito pelo deus Hefesto em sua forja sagrada.
Atena também lhe orientou como derrotar as aves. Hércules subiu em uma colina próxima ao lago e de lá ele usou o instrumento com uma força incrível. O barulho foi tão grande, que as aves fugiram aterrorizadas e enquanto fugiam Hércules as abatiam com suas flechas embelecidas com sangue de hydra.
Mais um trabalho havia sido realizado e agora o herói zarpou rumo a ilha de Creta. Euristeu havia ordenado que Hercules fosse a ilha do rei Minos capturar o temível touro de Creta. Este não era um touro comum, o animal deveria ter sido sacrificado em honra ao deus Poseidon, mas devido as suas qualidades Minos optou por não sacrificá-lo.
Por tal desfeita, Poseidon fez com que o touro fosse tomado por uma fúria incontrolável. Hercules fica frente a frente com o touro, que era pai do terrível minotauro. O touro era incrivelmente forte, mas não forte o bastante para vencer o filho de Zeus.
Hercules o agarrou pelos chifres e o jogou no chão e após amarrá-lo colocou em um navio que o levaria de volta para o Peloponeso. Ao chegar a Micenas, o touro é apresentado a Euristeu que após confirmar a realização da tarefa soltou o animal. O touro vagou pela Grécia, causando terror por onde passava.
Mas foi nas planices de marathona que a besta teve seu fim ao se deparar com o outro herói. Seu nome era Teseu. Hercules havia acabado de receber seu oitavo trabalho e agora ele deveria viajar até a Trácia e voltar trazendo consigo as famosas éguas antropófagas de Diomedes.
Ele era filho de Ares o deus da guerra e reinava sobre os bistônios que eram um povo bárbaro e cruel. E certamente Diomedes era o mais cruel entre os tracios. Ele capturava estrangeiros que atravessavam suas terras e os conduziam até o celeiro real.
Lá se encontravam poderosas éguas, estas eram tão fortes que eram amarradas com correntes de ferro. As éguas não mais comiam aveia ou qualquer outros cereal pois teriam adquirido o gosto pela carne humana. Diomedes, então, jogava os visitantes para servirem de refeição para seus terríveis equinos.
Para a viagem até a Trácia, Hercules teve a companhia de alguns amigos, como seu sobrinho Iolau e Abdero, que era filho de Hermes. Hercules chegando ao reino de Diomedes toma conhecimento das atrocidades que o rei cometia contra os visitantes de seu reino. Diomedes insultava o dever da hospitalidade, que era uma exigência de Zeus.
Ao saber da chegada de novos visitantes o rei e seus guardas partem ao seu encontro. Hércules derrotou a guarda real e após agarrar o rei o jogou para ser devorado por suas próprias éguas. Como estavam alimentadas as éguas estavam mais calmas e assim Hércules as conduziu até seu navio.
Porém mais soldados apareceram tentando vingar seu rei. Hercules pediu para que o filho de Hermes segurasse as éguas enquanto o herói lutaria contra os soldados. Os guardas foram derrotados facilmente, mas ao retornar Hércules se deparou com Abdero morto sendo devorado pelas éguas.
Hércules lamentou a morte do amigo e após sepultá-lo, declarou que ali seria fundada a cidade de Abdera em homenagem ao amigo. Já em Micenas, O rei Euristeu consagrou as éguas em homenagem a deusa Hera. Os cavalos descendentes destas éguas eram animais extraordinários.
Conforme a lenda Bucéfalo o cavalo de Alexandre o grande teria o sangue destas éguas correndo em suas veias. E sob o comando de Alexandre Magno ele participaria da conquista de quase todo o mundo conhecido. Hércules havia reunido alguns heróis para acompanhá-lo até Temiscira o reino das amazonas para realizar mais um de seus trabalhos.
A mimada filha do rei Euristeu exigiu a seu pai que este lhe desse o cinturão de Hipolita como presente. Hipolita era a rainha das amazonas e devido a seus feitos no campo de batalha recebeu o cinturão do próprio deus ares como honraria. Para realizar o desejo da filha, o rei enviou Hércules para que fizesse uso dos meios que achasse necessário para trazer o cinturão para sua filha.
Temiscira era um reino formado apenas por mulheres e estas eram famosas por serem excelentes combates. Ao chegar no reino das amazonas, Hércules foi recebido pela própria rainha Hipólita, que fica admirada com o porte poderoso do filho de Zeus. Hercules foi diplomático ao conversar com a rainha e esta retribuiu a cortesia.
Eles pareciam estar chegando a um acordo e Hipolita cederia seu cinturão ao Herói sem a necessidade de derreamento de sangue. Mas a deusa Hera, inimiga de Hércules, não permitiria que o filho bastardo de Zeus realizasse tão facilmente esta tarefa. Ela disfarçada se misturou entre as amazonas, e espalho o boato que Hércules planejava sequestrar a rainha.
Para proteger Hipólita, as amazonas se armaram e atacaram Hércules e seus companheiros. A batalha foi sangrenta, muitas amazonas caíram no campo de batalha. Entre as amazonas caídas estava a rainha Hipólita.
Hércules recolheu seu cinturão e deu inicio ao seu retorno para micenas. No caminho de volta o Herói passou por Tróia e a cidade estava em terríveis apuros. O Rei troiano Laomedes estava sendo punido, pois este se recusou a pagar o tributo combinado com Poseidon, que havia construído para o rei as lendárias muralhas de tróia.
E por isso, sua filha estava sendo entregue como sacrifício a um terrível monstro marinho. O rei prometeu uma recompensa ao herói caso este salvasse sua filha. Assim Hercules partiu para combater a criatura.
Esta não foi páreo para o poderoso filho de Zeus e foi exterminada. Mas Laomedes reforçou sua reputação de caloteiro e não pagou o premio devido ao herói. Hércules foi expulso de Tróia, mas antes de partir jurou vingança e retornou E muitos anos depois a gloriosa cidade de Tróia seria transformada em cinzas.
Por seu compatriotas. Já de volta a Grécia para entregar o cinturão da rainha Hipólita para a filha de seu soberano. O Rei Euristeu queria ver Hércules o mais longe possível e como seu décimo trabalho, o Herói deveria roubar o gado do Gigante Gerião.
O gigante vivia na mítica ilha de Eritréia, próxima a península ibérica. A viagem era muito longa e nenhum grego jamais havia viajado para tão longe. Hercules navegou por muito tempo até chegar a uma grande montanha, que separava o mar mediterrâneo e o oceano atlântico.
Mas nem mesmo uma enorme montanha seria capaz de deter o filho de Zeus. Hercules usou toda a sua força para dividir a montanha em duas e afastou as duas metades. Assim o herói ligou o Mediterrâneo ao Atlântico e pode seguir viagem.
Os dois grandes montes criados pelo herói ficariam conhecidos como os pilares de Hércules e hoje em dia este lugar é conhecido como o estreito de Gibraltar. Hércules finalmente chega até a ilha de Eritréia. Nenhum grego jamais havia ousado se aproximar dos bois do gigante filho de Crisaor, já que Gerião era uma criatura horrenda que tinha vários corpos em um só.
O gigante também possuía um cão de guarda de duas cabeças chamado Ortros, que era irmão de Cérbero, o cão infenal. Hércules lutou contra o cão abatendo-o com sua poderosa clava. Furtivamente, Hércules começou a conduzir o gado, mas foi percebido por Gerião que partiu para o ataque.
A luta entre Hércules e Gerião foi intensa e parecia que desta vez Hércules finalmente seria derrotado. Mas o Herói percebe que a deusa Hera, inimiga de Hércules, estava escondida auxiliando o gigante. Hercules dispara uma flecha contra a deusa.
Ferida ela foge para o Olimpo. O semideus saca uma de suas flechas embebidas com o venenoso sangue da Hidra e a dispara contra Gerião. O gigante esta abatido e agora Hérculos finalmente pode retornar a Grécia conduzindo os famosos bois de Gerião.
Hércules novamente estava viajando pelo mundo, para realizar mais um trabalho para o rei Euristeu. Desta vez ele deveria encontrar o famoso jardim das Hepérides e voltar trazendo uma de suas famosas maças douradas. Quando a Deusa Hera se casou com Zeus.
Ela foi presenteada por Gaia com uma bela arvore da qual cresciam maças douradas. Esta arvore era cuidada pelas belas e delicadas Hespérides e vigiado por Ladão que era um imenso dragão. Em sua busca pelo jardim, Hércules se deparou com o titã Prometeu, que estava acorrentado a uma rocha e tinha seu fígado devorado por uma grande águia.
Durante a noite seu fígado regenerava e no outro dia a ave retornava para se alimentar novamente. Prometeu havia sido castigado por Zeus por roubar o fogo sagrado e entrega-lo aos homens. Hércules decide que Prometeu já havia sofrido demais e decide que algo tem que ser feito.
Ele abate a odiosa ave com seu arco e rompe as correntes que prendiam o titã ao rochedo. E assim Prometeu finalmente estava livre de seu suplicio. Como forma de gratidão, Prometeu aconselha Hércules a não enfrentar o poderoso dragão e ao invés disso ele deveria se encontrar com Atlas.
Dando continuidade a sua viagem o herói se depara com o poderoso titã Atlas, que também estava sofrendo um castigo imposto por Zeus. Atlas havia lutado contra Zeus durante a Titanomaquia, que foi a grande luta entre deuses e titãs. Derrotado Atlas foi obrigado a sustentar todo o peso da abóboda celeste em suas costas por toda a eternidade.
O Titã era pai das Hespérides e se ofereceu para trazer para Hércules as maças que ele precisava desde que ele segurasse a abóboda celeste enquanto o titã visitaria o jardim de suas filhas. Hércules concordou e fez uso de toda a sua força para erguer sobre seus ombros a pesada abóboda celeste. Atlas partiu e depois de algum tempo finalmente retornou.
Ele trazia consigo as maçãs que Hércules precisava e ao ver o herói Atlas lhe disse. - Aqui estão as maçãs, mas não se preocupe eu mesmo as entregarei ao rei Euristeu para você. Hércules percebe que vai ser enganado e terá que sustentar o peso do mundo em suas costas por toda a eternidade e nesse momento ele usa sua astucia.
- Você faria mesmo isso por mim? Quanta bondade! Não suporto mais ter que encarar meu primo.
Mas antes de você partir gostaria de fazer um pedido. - Você poderia sustentar a abóboda apenas por um instante, para que eu possa arrumas meu manto de pele de leão de forma que ele proteja minhas costas. Você sabe como todo este peso é desconfortável não é?
Atlas sabia muito bem como era desconfortável tal trabalho e decidiu ajudar o herói. Logo após o titã reerguer a abóboda celeste, Hércules pegou as maças que haviam sido deixadas no chão e virou as costas para nunca mais voltar. Ao retornar a Micenas com as maçãs, o grande herói foi ovacionado pelos súditos de Euristeu.
O rei enciumado decide que só há uma forma de se livrar definitivamente de Hércules, ele deveria ser enviado para o reino dos mortos. Após realizar 11 trabalhos que todos julgavam impossíveis, Hércules era amado pelo povo, já que o herói havia livrado o mundo das mais sinistras criaturas. O plano de Euristeu de acabar com o filho de Zeus só fez com que ele alcançasse glorias cada vez maiores.
O rei de Micenas só tinha direito de impor mais um trabalho a Hércules e por isso essa era sua ultima chance de se livrar do herói. Euristeu ordenou que Hércules fosse ao mundo dos mortos e voltasse trazendo consigo o lendário Cérbero, o cão de três cabeças de Hades. Que era responsável por vigiar o reino de seu mestre.
Antes de partir para o reino de Hades, O herói foi iniciado nos mistérios de Elêusis. Os rituais destes cultos simbolizam a morte e a ressurreição. Hercules se dirigiu a uma caverna secreta que dava acesso ao mundo subterrâneo.
Logo na entrada ele foi recebido por seu irmão Hermes, que era o deus que conduzia as almas até o reino de Hades. Guiado pelo deus mensageiro, Hércules foi adentrando o submundo. Era um lugar sinistro e repleto de tristezas.
No reino de Hades o semideus encontra seu amigo Teseu ainda vivo acorrentado a uma pedra. Teseu havia sido castigado por Hades por tentar, juntamente com seu amigo Pirítoo, sequestrar Perséfone a rainha do submundo. Hércules libertou seu amigo do cativeiro e este pode retornar ao mundo dos vivos.
O filho de Zeus agora está frente a frente com Hades o senhor do mundo dos mortos. E lhe pediu permissão para levar seu cão e apresentá-lo a Euristeu, com a promessa de que devolveria o cão após completar seu trabalho. Hades permitiu que Hercules tentasse capturar o cão de três cabeças.
Mas com a condição de que usasse apenas suas próprias mãos para dominar o animal. O Herói partiu de encontro ao monstro. Ao avistá-lo Hercules percebe que a fera além de tres cabeças ainda tinha uma calda de serpente.
O Filho de Zeus já havia lutado contra todo tipo de criatura e sem temor partiu para a luta. A luta entre o semideus e o monstro foi intensa, mas Hércules conseguiu por fim derrotar a criatura O herói conduziu Cérbero até a superfície. O cão ao ter contato com a luz do sol teve náuseas e acabou vomitando.
Do lugar onde caiu o vomito do animal passaram a nascer plantas venenosas. Apesar da resistência, Hércules arrastou o animal até o palácio do rei Euristeu e apresentou a criatura ao seu senhor. Ao ver tal monstro, Euristeu apavorado correu para dentro de seu tonel de bronze e lá se escondeu.
Cérbero foi libertado e retornou ao submundo. Hércules finalmente havia cumprido seu décimo segundo trabalho e Euristeu resignado por não conseguir dar um fim em Hércules acabou liberando o semideus de seus serviços. Hércules havia alcançado o auge de sua glória, e era visto como o benfeitor da humanidade.
Mas este não é o fim de sua jornada, o filho de Zeus ainda enfrentaria difíceis aventuras e provações antes de finalmente alcança a imortalidade ao lado de seu Pai.