[Música] Olá seja muito bem-vindo ao quadro fisiortopedia responde onde eu lendo pouco usava pego as perguntas lá da nossa plataforma dos nossos alunos da pós-graduação e responda aqui de forma mais tranquila para a gente poder escorrer um pouquinho mais já porque lá na plataforma a gente só consegue responder de forma escrita então aqui a gente consegue conversar consigo trazer outras reflexões e a ideia conseguir aprofundar diversos assuntos certo então hoje eu trouxe duas perguntas super interessantes aqui da plataforma e a gente vai conversar um pouquinho desses tópicos são super interessantes Então a primeira pergunta é
do meu curso da síndrome da dor do crocanter maior aonde a gente fala um pouquinho a pergunta é sobre dosagem de exercício do Everton Gabriel então aqui primeiro ele começa falando que fala muito boa agradeço e depois ele fala assim entendi em relação a dosagem de carga para região mas quando você coloca a carga naquele grupo muscular você faz apenas um exercício Ou você tem uma média entendimento Principalmente quando tá uma fase o maior e sintomas Então essa pergunta eu escolhi porque a gente consegue puxar vários tópicos aqui certo uma coisa é e é muito
importante lembrar que esse paciente com a síndrome da dor para vender maior ele normalmente tem aquela queixa lateral naquela musculatura abdutora rotadora lateral e principalmente em situações com descarga de peso onde essa musculatura é utilizada em Cadeia cinética fechada qualquer creme de relevância disso hoje dependendo da situação do nosso paciente um dos grandes focos da terapêutica é a gente conseguir fazer uma abordagem de modificação de sintoma que que a gente quer dizer com isso se a gente tem uma função uma tarefa funcional que esse paciente não consegue executar É nesse lugar que a gente vai
trabalhar primeiro certo e obviamente a gente tem diversas técnicas aí vocês vão ouvir falar bastante toda vez fala sobre tratamento principalmente de lesões acromáticas aonde a gente quer quebrar um ciclo de dor e movimento Então se o paciente tem por exemplo uma dor ao caminhar ao subir e descer escada o meu primeiro papel é tentar expor ele naquela situação por que que eu tô falando essa situação primeiro tem a terapia de Exposição para quem não tem grandes esclarecimentos sobre a gente tem alguns podcast sobre o assunto e também tem um curso do Rafa na estar
sobre isso e a gente tem que pensar que muitas vezes o raciocínio dele eu preciso preparar o corpo desse paciente a musculatura desse paciente para colocar ele em alguma tarefa e esse procedimento normalmente ele faz você postergar o processo em relação a melhora do nosso paciente então se eu consigo não paciente com uma dor persistente já quebrar esse ciclo de dor em movimento de forma imediata eu naturalmente facilito acelera o processo de reabilitação Porque isso normalmente é mais transferível a gente faz uma quebra de expectativa que a gente chama né Então pensa Se toda vez
que o paciente faz aquela tarefa ele sente dor Faz a tarefa sentir dor a gente sabe que o nosso corpo condiciona a ter dor naquela movimentação já sabendo que não tem uma relação Direta com um processo inflamatório lesão específica da região das estruturas da síndrome da dor do Câncer maior e aí a gente consegue literalmente ajudar o paciente de forma mais breve e direto e reta a queixa assim tomatologia dele isso independe da queixa funcional da quantidade da intensidade de dor que ele tenha então aqui ele coloca essa variável no final e ela é muito
interessante de pensar mas obviamente não são todos os pacientes que a gente consegue fazer essa modificação de sintoma e aí na hora que a gente pensa nessa modificação de sintoma a gente pode pensar seu paciente tiver com algumas intensidades e a gente não conseguiu pegar aquela tarefa e transformar ela numa tarefa sem dor a gente pode recuar entre aspas e ir para alguns exercícios de cadeia cinética aberta ou algumas isometrias já sabendo que até isometria se for uma estrutura tendinga a gente tem um grande poder analgésico em relação a isso então o mais importante dentro
desse princípio do exercício é pensar em ativar a região da forma não dolorosa então quando a gente pensa nesse paciente com síndrome da dorcante é maior eu consigo sempre pensar nessas demandas para a gente conseguir aliviar o mais rápido possível outra informação extremamente importante que a gente tem a gente tem alguns ensaios clínicos mostrando que o exercício específico tem o mesmo poder analgésico que exercícios Gerais para esse pessoal então isso é uma das variáveis que a gente pode tentar uma abordagem mais indireta né então fazendo uma abordagem mais Global com esse paciente e em especial
normalmente nesses Gerais pessoal fala muito de exercícios aeróbicos então você pode pegar ou fora das musculaturas do quadril fazer exercícios nas outras regiões e ou também uma musculatura um exercício de formato aeróbico tá então a gente tem uma estratégia aí uma segunda estratégia que a gente tem pensar também é caso você consiga abordar esse paciente com exercícios de cadeia cinética aberta por exemplo a gente já sabe a literatura traz também que o exercício não precisa do aumento de carga para ter uma resposta terapêutica positiva isso é extremamente interessante e a gente já começa a pensar
no perfil que normalmente esse paciente da síndrome da dorante maior apresenta para a gente qual que é ele normalmente é uma senhora de uns 50 60 anos um quadril mais largo sem atividades físicas então é um perfil meio clássico quando a gente pensa na síndrome da dorcanter maior e muitas vezes a paciente não tem um repertório não tem uma bagagem de exercício ela não vai continuar uma atividade física e aí eu fico me perguntando para que que você vai ficar colocando grandes cargas nessa pessoa então é comum e eu já passei nessa fase aonde eu
tenho tinha muita dificuldade de evoluir a carga do exercício dessas pacientes então por isso que nesse caso é extremamente importante que a gente possa também fazer um exercício sem se preocupar com o aumento de carga durante os exercícios então é extremamente relevante então resumindo aqui todo esse processo de exercício e esse iluminador maior mas que é uma regra que vocês vão ver se a gente falar de outras lesões automáticas vai se repetir primeiro a gente vai sempre pensar na quebra do ciclo de dor em movimento Então a gente vai pegar uma tarefa funcional que animador
relacionada à região e você vai tentar quebrar esse ciclo com alguma modificação de sintoma durante o a tarefa funcional Então essa é a primeira tentativa que a gente vai tentar depois a gente pode pensar que a gente pode literalmente fazer exercícios Gerais globais e ter o mesmo efeito que exercícios específicos caso você não consiga E caso você tenha exercícios específicos você não precisa se preocupar com carga então esses são os três pontos que eu acho extremamente relevante quando a gente pensa numa paciente dessa principalmente porque a gente já sabe que não tem uma relação Direta
com inflamação e dor no seu paciente tá E nem nenhuma alteração e lesão estrutural lembrando o último ponto em relação a essa pergunta que pacientes com dor lateral no quadril é comum ter uma tendinopatia uma alteração de imagem até algumas rupturas principalmente do glúteo mínimo tá isso é totalmente normal independente da sintomatologia do paciente certo então qualquer dúvida em relação a síndrome da dor do controle maior do nosso raciocínio é só deixar aqui embaixo que a gente complementa em algum vídeo posterior Tá bom então vamos para segunda pergunta bom agora a gente vai fazer uma
trazer uma pergunta do curso do André Mendes de calçado na corrida lá da Star Então esse essa pergunta para mim ela foi muito interessante eu vou ler aqui para vocês e a gente vai refletir bastante sobre algumas algumas alguns clichês né algumas inferências que a gente costuma fazer na fisioterapia que talvez a gente não tenha resposta que a gente achava que tinha Tá bom então quero Professor Você acredita que a curaça dos métodos de avaliação como disponíveis hoje por meio de software específico servem é a aplicação Clínica no tratamento de marchas patológicas como regiões situações
estáticas ou tem da língua vale a pena uma vez que tem se desvios muito além do normal e facilmente identificadas neste caso a coraça desses métodos tem potencial para mudar minha prática Clínica gostaria de saber o seu ponto de vista Grato pela excelente aula então mais uma pessoa que gostou né o João Marcos Tomé uma pergunta extremamente interessante e quando a gente fala dessa pergunta por que que eu trouxe ela aqui que eu queria refletir com vocês aqui quando a gente fala da questão de acurácia tecnologia para essa situações Com certeza a tecnologia vem aprimorando
e melhorando cada vez mais a acurácia né a gente tem hoje na nossa equipe aqui do visor de Ortopedia Naira Rabelo Lucarelli que trabalhou exclusivamente com isso a gente faz análise de marketing de corrida né de diversas formas tridimensionais Super Interessante lá no laboratório deles numa clínica particular né O que acaba sendo extremamente interessante mas a gente tem que tomar cuidado porque muitas vezes lembrem que isso é um ferramentas A grande questão é como a gente usa e a gente já passou isso em alguns serviços que a gente tem que eu trabalhei aonde a gente
sempre pensou legal já que a gente já tá entendendo que a questão de movimento e dor não é sempre essa casualidade que a gente imaginava como que a gente utiliza Esses aparelhos E aí o que que a gente pode pensar em refletir em relação a isso antes a gente sempre teve alguns padrões a gente aprendeu na faculdade a gente aprendeu em conforme a gente vai aprimorando a biomecânica Como identificar a região em relação a o que tá errado no movimento dele então vive a parte de sinais escapular a parte de movimentação de tronco ou algo
dinâmico o pé pronado a gente teve várias dessas alterações e a gente sabe o quanto de técnicas dentro da fisioterapia tem baseado Nas questões posturais né então em questão que tá certo que tá errado e aí tem uma reflexão muito importante que a gente tem alguns números e padrões de normalidade né Aonde a literatura Primeiro ela é antiga né muitas vezes a gente teve obviamente algumas atualizações disso mas a gente tem muita dificuldade de saber o que é normal então quando a gente fala do normal a gente fala de um de um padrão né de
uma média de valores aonde grande parte da população tá naquela naquela margem de valores só que qual que é a nossa interpretação de forma antiga né a gente interpretava que tudo que estava fora desse padrão era considerado patológico e a gente tem que pensar que existe grande parte das pessoas Ainda num padrão normalidade Vamos pensar assim e o que sair disso não necessariamente é patológico então muito se pensou no Vau dinâmico por exemplo em relação a isso e a gente começou a entender que talvez esse tal de valgo aí é muito mais normal do que
a gente imagina então essa parte é extremamente interessante porque a gente começou a inferir que todo mundo que tinha aquele tal de valdinâmico era patológico e particularmente a gente já começou a perceber o quão fisiológico é e a gente tem até estudos mostrando que pessoas com o valdinâmico né ou com alguma alteração até que mexe na versão da cabeça femoral a gente tem o maior braço de alavanca eles têm até mais força da musculatura glútea do que pacientes que não tem essa essa movimentação nesse perfil então aí a gente começa a entender um pouco até
o que que é normalidade até dentro de uma certa movimentação e muitas dessas análises a minha reflexão em certa forma crítica em relação a gente fazer a avaliação de forma transversal fazer uma causal em relação a fator de risco ou fator prognóstico e abordar tudo então ela vira um grande achado ele extrapola para todas as direções causa consequência e tratamento e no final a gente tá tentando normalizar o movimento dessa pessoa e existe um treino muito bacana que eu fiz na época do meu mestrado porque eu analisei padrão de aterrissagem corredores aonde eu sempre via
aquele Batalhão de pessoas nas provas de corrida e eu tentava ver essa questão da movimentação é uma das coisas mais bacanas de interessante de ver como você vê tantos padrões diferentes de corrida ninguém corre igual ninguém naquele naquela margem né obviamente tem pessoas com dor mas a gente tem que essas variáveis hoje principalmente na corrida por exemplo nenhuma delas é um fator de risco para se executar para se ter uma lesão então pensando que a corrida é uma grande um passo fez o outro né E você tem isso por um longo ciclo e com movimentações
muito diferentes e grandes variabilidades a gente naturalmente começa a conseguir aliviar um pouco para tudo que for fora do que a gente for treinado para observar não necessariamente é patológico então pode ser que tem uma relação com movimento tem pode ser mas a gente se chama que é dor relacionado ao movimento não quer dizer que o movimento causou a dor certo então a minha reflexão em relação a essa pergunta é quando a gente chama de marcha patológica né O que que é patológico então a gente precisa entender mais então isso é um chamado na literatura
do que que é normal para literalmente a gente conseguir inferir melhor o que que a gente consideraria preocupante ou não mas é óbvio que se eu posso observar o movimento uma dor relacionada ao movimento que não é uma dor causada pelo movimento eu posso e devo abordar essa movimentação para como eu falei na parte da primeira pergunta modificar esse sintoma e ressignificar que aquele movimento não necessariamente é doloroso certo e essa é uma coisa muito interessante de pensar eu vou fazer uma analogia aqui aonde a gente foi muito fácil para o fisioterapeuta né se desvincular
da questão da ressonância magnética e falar o que na imagem tá lá não necessariamente a dor do paciente mas eu fiz essa analogia já em aula com Lucarelli façam alguns podcasts que a ressonância magnética na real A análise do movimento ela é a ressonância magnética do fisioterapeuta como a gente é treinado para observar o movimento analisar o movimento a gente particularmente tem dificuldade de realmente observar o que é patológico ou não e a gente acaba fazendo inferências excessivas com essas interpretações do movimento do nosso paciente então aqui existe uma muito grande porque a gente já
hiper valorizou isso hoje a gente tem uma cautela como a gente interpreta Então precisamos ter mais cuidado de como que isso vai ser interpretado para o nosso paciente tá então espero que essa pergunta tenha ficado Claro para vocês espero que vocês tenham gostado de refletido eu trouxe duas perguntinhas aí que dá para discorrer bastante aí sobre diversas questões e a gente se vê no próprio no próximo quadro fiz ortopedia responde um grande abraço e até mais [Música]