Não é difícil encontrar situações estranhas envolvendo os ninjas. Personagens com rank baixo derrotam adversários de rank superiores, promoções suspeitas e posições de autoridade que não refletem competência e experiência. E aí surge uma pergunta: se os ranks ninja existem justamente para organizar a força, habilidade, inteligência e responsabilidade, por eles falham tantas vezes?
Fica aqui comigo até o final do vídeo para você entender cada detalhe. Fala comigo, pessoal. Beleza?
Eu sou o Diego e sejam bem-vindos de volta ao time versus 7. A ideia desse vídeo é analisar cada rank ninja para descobrir as falhas e inconsistências que eles apresentam quando colocados em prática e tentar entender o porquê disso. Então vamos começar.
Quando um aluno se forma na academia ninja, ele se torna um guinh. Ele não vira ninja somente no papel, ele vira ninja de verdade. Ele recebe uma bandana e entra numa equipe.
Então existe uma expectativa óbvia aí. O rank mais básico deveria garantir o mínimo funcional para alguém conseguir operar como um ninja. Mas é exatamente aí que o sistema já começa dar errado.
O problema não é um Genin fraco, ele é iniciante, claro que ele vai ser fraco. O problema é o sistema tratar como formado alguém que não domina o básico. Em Conorra, para se tornar um guin, você precisa demonstrar que sabe executar um jutso de clone.
Antes disso, alguns testes com jutso de transformação. E só, e esse é o problema. O exame avalia se você consegue executar um jutso simples e específico.
Ele não avalia se você está preparado para começar a ser um ninja. E existe uma diferença enorme entre essas duas coisas. Fazer um jutso é uma coisa, ser um ninja é outra coisa.
E nada representa melhor esse erro fatal do que a ausência completa do ensino de controle de chakra e de trabalho em equipe na academia. Controle de chakra não é uma técnica avançada, não é algo de elite. A masterização, o refino pode até ser, mas o controle em si é a base de absolutamente tudo.
Sem controle, você desperdiça energia, seus jutsos falham, você se esgota rápido em combate e vira um peso morto para o time. Mas mesmo assim, a academia simplesmente ignora isso. O time 7 só vai aprender controle de chakra na prática durante a missão do país das ondas.
Grudar os pés numa superfície para subirem árvores foi um treino emergencial dado pelo Kakashi, quando deveria ser o conteúdo básico de formação, andar sobre a água só depois de já estar na quarta fase do exame chunim. Uma aplicação fundamental do controle de chakra só entrou na formação do Naruto quando ele já estava tentando subir de rank. Durante toda a formação na academia, os alunos também não aprendem absolutamente nada sobre trabalho em equipe.
[música] Eles nem sequer sabem que ao se tornarem guenins vão ser colocados em equipes fixas com mais dois guenins e um sensei. Sério, anos de formação, teoria ninja, história, jutsos básicos e ninguém acha relevante explicar que o trabalho real vai ser feito em time. E aí entra o famoso teste do sino, um teste que cobra exatamente cooperação, leitura de equipe, sacrifício individual pelo grupo.
Só que esse teste não deveria estar ali. Isso deveria ser o exame final da academia, ou pelo menos um dos anteriores. Kakashi teve que ensinar o básico de funcionamento em equipe.
Ele teve que pegar três ninjas formados e alfabetizar eles na matéria como ser ninja. Não existe também qualquer tipo de especialização durante a formação. A Sakura só descobre que tem talento para injutso médico quando conhece Tsunad.
Toda especialização que os alunos têm é exclusivamente por causa dos seus clãs. Então, me responda sinceramente. Afinal, qual é a função real da academia?
Porque do jeito que é mostrado, você sai de lá incompetente como um ninja minimamente funcional. Na Vila da Néva, o exame de graduação era literalmente matar os outros alunos. Claro que era cruel e exagerado, mas o contraste com a folha tão grande indica que um sistema ideal provavelmente deveria ser um meio termo entre os dois.
Mas mesmo com todos esses problemas, o rank Genin não é o mais problemático. Pelo menos com ele tem a desculpa de ser o primeiro, o mais básico. Mas com os próximos essa desculpa já não cola mais.
Chunin é o segundo grau na hierarquia ninja e é aqui que o sistema já escancara toda a sua falta de sentido. O exame Chunim, apesar de testar esperteza, sobrevivência, força e combate, tratava isso como meio, não como fim. O objetivo final era identificar quem estava pronto para comandar outros ninjas.
O Iruca deixou isso claro para o time sete. Shun eram ninjas capazes de liderar outros ninjas e equipes. Shikamaru foi o único guenin promovido durante os exames.
Ele demonstrou tudo que o rank exigia. Força para chegar às finais, leitura de campo, planejamento tático e cabeça fria sob pressão. Os examinadores reconheceram que ele tinha exatamente o perfil de um chunim.
Entre todos os guenins que fizeram teste, apenas ele foi promovido. Outros guenins fortes e competentes, como o Neji e o Chino, não foram promovidos naquele momento. Então isso sinalizava que ser um chunim já era algo excepcional.
Mas o problema é que esse padrão simplesmente não sobrevive ao Shipuden. Nove dos 12 guenins de Conorra são promovidos a Chunim e a maioria dessas promoções não resiste quando você coloca na balança os requisitos que foram estabelecidos antes. Nei e Chino fazem sentido pelo que demonstraram ao longo do clássico.
Sakura também justifica a promoção pelo que ela mostra logo no início do Shipuden. Controle de chakra refinado, força devastadora e conhecimento médico avançado. Em várias ocasiões, ela demonstra a capacidade de liderança e de tomada de decisão sob pressão.
Mas e os outros seis? Qual critério foi usado ali? Como tem e Kiba são chunins por habilidade especial com ferramentas ninja e um farolsado?
É isso? Se for, então Naruto deveria ter virado Xunim no capítulo um. Só pela capacidade de criar 1000 clones e sobrecarregar qualquer campo de batalha.
Naruto demonstrou inteligência tática para derrotar o próprio Kiba e o Deji. E ele foi forte o suficiente para deter o Gara quando o Chukako foi liberado. Uma ameaça que colocava Konur inteira em risco.
E isso são feitos do Naruto somente no clássico. Nem preciso falar o que ele fez no Shipuden, né? Se você for tentar defender a promoção deles, vai ter que explicar a não promoção do Naruto.
Ah, foi porque o Naruto é impulsivo, né? E o Kiba é o quê? Os critérios estabelecidos no clássico foram completamente abandonados.
O padrão alto que o Shikamar estabeleceu sumiu. O Shipuden promoveu todo mundo durante o time skip para criar a sensação de progresso para esses personagens. Mas na prática ser chunim passou a significar apenas que esse ninja não precisa mais ter um joinho supervisionando cada passo dele o dia inteiro.
Ou o sistema passou a promover por tempo de serviço. Se você sobrevive por tempo suficiente sendo guenim, então você vira chunim. Mas não acabou.
Aí tem mais uma coisa que desde sempre me deixou pensativo sobre isso, porque os times de Genins recém formados são sempre liderados por Jonin e não por Xunins? Por que os Chunins estão sendo completamente pulados nessa cadeia de comando? Por que ninjas de nível excepcional, responsáveis por missões de alto risco, A e S, operações que decidem o destino de nações, são colocadas para ficar de babá de três crianças recém- saídas do treinamento básico, se você tem o chunins, cuja função é exatamente liderar e treinar as unidades de base.
A única coisa que vemos os chunins fazendo é ajudar na organização do exame chunim ou dar aula na academia. E isso não é liderar ninjas, isso é ensinar estudantes. E só Iruk é um chunim.
Ele passou anos ensinando na academia. Faz infinitamente mais sentido que seja ele ou outros chunins como ele, levando esses guenins para suas primeiras missões de campo. Alguém que já construiu uma relação com eles, que entende como eles pensam e que pode fazer a transição entre um ambiente controlado da academia e a realidade das missões.
Somente em um único momento do mangá nós vemos as coisas funcionando como deveriam. Na missão de resgate do Sask. Chicamaro, recém-promovida Chunim, liderou quatro guins.
Fez total sentido. Era exatamente o que deveria acontecer. Um chunim liderando uma unidade de guenins em uma missão real.
Ele comandou, tomou decisões, distribuiu funções. O problema é que essa lógica não se mantém nem com o próprio Shikamaro. Ele volta a ser liderado pelo Azuma e ele não tem uma unidade fixa para liderar.
Não existe o time Shikamaro. Shun se tornou o rank mais inútil do sistema ninja. Ele existe no papel, mas não existe na prática.
Os chunins não lideram guenins porque os jounins fazem isso. Eles não comandam missões importantes porque essas ficam com os jounins. Eles não desenvolvem habilidades de liderança porque não tem subordinados e as promoções viraram automáticas sem os critérios rigorosos que deveriam existir.
Repare que ao longo da série você quase não conhece chunins relevantes além do Iruka e do Shikamaro. Izum e Cotet só aparecem de vez em quando, mas na prática são só figurantes. Eles têm nome, mas não tem importância.
O rank virou um meio termo esquecido entre Guin e Jonin, sem importância e sem razão de existir. Jonin, os temidos junins. Deixa eu começar pelo final aqui.
Sabe o que prova que o Kishimoto percebeu que tinha quebrado esse rank? Os Sanins lendários. Ele precisou inventar um novo título, um nível acima de Johnin, porque naquele ponto da história, o ranking de Jonin já estava infestado de personagens comuns.
Isimoto precisava de uma forma de dizer: "Ess aqui são diferentes daqueles Johonins fracos que vocês viram, hein? Ele precisava de personagens que pudessem lutar bem contra Katsuk e contra o líder dela e não de personagens que perdiam para ninjas que tomaram couro do Sask. Tá, eu tô zoando.
Eu sei que essas lutas têm contexto, mas no final dois Dionins foram deixados à beira da morte pelas crianças do Ortimaro. Queishimoto sabia que se chamasse Jira e Tsunadi apenas de Johnin, ninguém os levaria a sério. O rank já tinha sido desvalorizado demais.
Mas como o rank de Jonin chegou nesse ponto? Como um rank que deveria representar a elite de uma vila perdeu prestígio? No começo, o que era um Johnin?
Quais eram as características dos ninjas desse rank? Dessa vez, o Kishimoto fez algo genial. Ele decidiu que não iria falar e sim mostrar.
Kakashi versus Abza. Essa é a primeira luta entre dois Joninhos que a gente vê. E não foi à toa que o Kishimoto escolheu esses dois para definir o que um Jonin deveria ser.
Kakaixa é da folha, Zabos é da Néva, vilas diferentes, sistemas diferentes, mas ambos carregam o título de Johnin. Então as características que eles têm em comum não são peculiaridades de uma vila específica, [música] são requisitos universais. E o que eles demonstraram?
Poder devastador com ataques que causam impacto no cenário e que destróem. Velocidade absurda, movimentando-se em instantes por todo o campo de batalha. Reflexos insanos, velocidade de reação, de ataque e de resposta.
[música] Os guins não conseguiam acompanhar os movimentos deles. Letalidade altíssima. São assassinos experientes que sabem exatamente onde e como atacar, possuindo diferentes maneiras de matar um oponente.
Intimidação pura. A simples presença deles muda a atmosfera do campo de batalha. Inteligência e percepção diferenciadas, analisando seus oponentes rapidamente, identificando fraquezas e adaptando estratégias.
Ficou sem fôlego só de eu falar? Pois é, os guins também ficaram só de sentir a aura intimidad deles. Esse era o padrão.
E o Kishimoto confirmou isso com outros Johninhos um pouco depois. Gaia aparece e impressiona o Sask por ser mais rápido que o Kakashi. A areia do Gara, que causou um estrago no exame chunim, foi bloqueada por ele com um tapa, uma demonstração clara de poder.
E a gente já sabia que ele dominava os oito portões, já que ele ensinou o Li. Então, imagine quando o monstro saísse da gelula. Benceu Rayat com facilidade, nem precisou se esforçar, até deixou se acertar de propósito pela técnica mortal do Hayat.
Azuma deu uma surra em nove ninjas da aldeia do som, que eram no mínimo chunins, nove. Ao mesmo tempo, o padrão estava estabelecido. Jonins são ninjas de elite.
São os melhores que suas vilas têm. Rápidos, fortes, letais, intimidadores, inteligentes e tecnicamente superiores. Você quer um teste para entender se realmente um ninja Jonin?
Pensa na missão do País das Odas. Agora tente imaginar outros Jonins da Folha no lugar do Kakashi. O que aconteceria?
Provavelmente uma tragédia. Tirando o Gai e talvez o Azuma, nenhum outro teria chance. Ebizu, Kurenai.
Anco, não preciso nem falar nada. Quer outro teste? A Zuma, que não era nem um Kakashi nem um Gai, pelo menos conseguiu lutar contra o Kisame e até o Feril de Raspão também conseguiu lutar contra o Ridan.
Por mais que a obra quisesse nos apresentar a ideia de que os ninjas da Katsuk não eram normais, um Jonin funcional pelo menos conseguia lutar de alguma forma. era o mínimo esperado de um ninja de elite. Fora do mangá, até foi criada a nomenclatura Tokubetsu, a ideia de que existem ninjas que possuem habilidades nível de onin apenas em algumas áreas específicas.
Ebizu para ensinar, como kakashi disse, e bik para interrogatório, coisas do tipo. Uma forma de justificar esses ninjas que são joins, mas que claramente não estão nem perto do nível de um Kakashi. E eu estou falando de um nível do Kakashi do clássico, não do shipude.
Legal. Mas a Kurenai não é Jonin Tokubetsu pela habilidade excepcional em genjutsu. Ela é Jonin completa.
Aí não dá, né? E eu suspeito que tem mais gente nessa situação. Não existem critérios oficiais para se tornar um Joninho que Shimoto só mostrou, mas não definiu por meio das falas dos personagens.
Então tudo indica que é por recomendação de outros Jonins ou do Hokag. Então, assim como falei dos chunins, alguns joins provavelmente são promovidos por tempo de serviço. Sobreviveram a x missões, duraram tempo suficiente no sistema, então viram de onin.
Não porque podem segurar um espadaxim da neva, mas porque simplesmente estão lá a tempo suficiente. E eu sei que alguns justificam essas diferenças de poder entre os jounis, dizendo que o Kakashi e o Gai são totalmente acima da média, então não dá para comparar com os outros. Mas eu não gosto muito desse argumento não, porque todos os Jonins deveriam ser gênios.
Eles são ninjas de elite. Elite. Esse é literalmente o significado da palavra de Oninho.
Ninja de elite. O que há de melhor se você não é excepcional, se você não está extremamente acima da média, então por que você foi promovido a Jonin? O rank deveria separar dos extraordinários dos comuns e até dos apenas muito bons.
O ranking de Johnin deixou de representar a elite. E quando o rank mais alto antes dos Kags vira isso, fica impossível levar a hierarquia ninja séria. Mas e a ambu?
Beleza, que a ambu não é um rank em si, mas qual é a função real dela? O que ela é? Especialistas em infiltração e assassinato.
Nunca os vemos infiltrando nada ou assassinando ninguém relevante. Linjas mais letais que os joins, a verdadeira elite da vila. Depois de tudo que a obra mostrou, é simplesmente impossível acreditar nisso.
E esse é o ponto central do problema. Diferente de Guenim, Xunim e Jonin, que tem defeitos claros, mas pelo menos cumpriram algum papel na história, a ambu não consegue justificar a própria existência. Ela não ocupa um espaço prático, nem na hierarquia, nem na narrativa.
No papel, o conceito de ambu é muito interessante. Estamos falando de forças especiais. As missões que a ambu executa não são como as missões dos joins comuns.
São assassinatos de alto nível, eliminações políticas, interrogatórios para extração de informações críticas, infiltrações em território inimigo para operações que jamais podem ser rastreadas de volta para a vila. Missões comandadas diretamente pelo líder da vila, onde qualquer erro pode gerar uma guerra. É o trabalho mais sujo do mundo ninja.
O nível de confiança necessário para esse tipo de trabalho é absurdo. Por isso, teoricamente, apenas os melhores dos melhores deveriam fazer parte dessa organização. Os mais fortes, os mais impiedosos, os mais eficientes.
Elite absoluta em todos os sentidos. E Shimoto até caprichou no design. Máscaras de animais, uniformes padronizados, uma aura que passa sensação de mistério e perigo.
A primeira vista parecem uma ameaça real. Essa é a promessa que o conceito de ambu faz. Mas o problema é que é só uma promessa mesmo, nunca a realidade, porque toda vez que ambu aparece em cena, eles só passam vergonha.
O que vemos é sempre a mesma coisa. Eles não resolvem nada. E isso não acontece uma vez ou outra.
Isso é um padrão consistente ao longo de toda a obra. Virou até meme, pô. Na invasão do Orotimar em Konoha, a ambu não conseguiu finalizar o quarteto do som quando eles estavam disfarçados de ninjas da areia e depois ficaram assistindo o Hokag ser morto dentro da barreira.
Na invasão do Pen, a ambu tentou conter uma das invocações do caminho animal e falhou completamente. O Itorumi, dois ambus da raiz, foram completamente humilhados pelo Obito e esse não é um problema exclusivo de Konoha. O padrão se repete em outras vilas.
O Bito criança extermina todo um esquadrão ambu da neva quando presencia a morte da rim. Danzo sozinho elimina osambus do extinto país da Madeira enquanto se dirige para a reunião dos cinco Kags. Eu sei que alguns desses adversários eram apelões, mas quando você observa todos os casos, um padrão se forma e o Kishimoto nunca quebrou esse padrão.
Pega o saio o Yamato. Ambos eram ambu até literalmente um dia antes de serem designados para o time sete. E a Mata era um dos poucos ninjas na história capaz de usar estilo madeira.
parecia promissor, mas quando eles confrontam o Sasuk pela primeira vez, são completamente humilhados. Sask nem precisa se esforçar e não adianta citar o Itati e o Kakashi. Eles foram da Ambu, mas isso foi antes, no passado, quando a história realmente está acontecendo, nenhum personagem forte importante, ambu.
Toda façanha impressionante que supostamente realizaram aconteceu fora de tela em missões que nunca vemos. Não há um arco de redenção da Ambu. Não há uma missão em cena onde eles resolvem algo que ninguém mais conseguiria.
Não tem um único momento onde você para e diz: "Ah, OK. Esses caras realmente são diferenciados. Toda vez que as máscaras aparecem é para morrer rapidamente, falhar em conter qualquer ameaça ou simplesmente ficar de decoração no fundo da cena.
No final, o Kishimoto criou a ambu e nunca soube o que fazer com ela depois. >> [música] >> E finalmente chegamos no maior rank de todos, o mais forte, o que manda em geral, o cargo que foi desejado pelo nosso protagonista durante toda a obra, o rank Kag e mais especificamente o Hokag. E mal sabia o Naruto que esse rank era a pior coisa que ele podia ter desejado na vida.
A função dele em si não faz sentido e é horrível para o ninja mais forte da vila. Vamos entender a primeira contradição aqui no mundo de Naruto. O KAG não é simplesmente o ninja mais forte da vila, um líder militar.
Ele é um líder político e administrativo. Imagine o homem mais perigoso do país pelo seu poder sentado em uma sala discutindo o preço do subsídio do arroz com o senor Feudal. Existe uma incompatibilidade na natureza dessa função.
A pessoa, o cérebro ninja treinado para sobrevivência, para estratégia de combate, para guerra, geralmente não vai se adaptar bem com os temas políticos e econômicos. Um mestre injutso de destruição em massa não possui necessariamente competências em gestão de infraestrutura, economia, diplomacia, RH. Só que aí a arma classe S do país necessariamente precisa se transformar em um burocrata quando vira Kag.
E as chances de dar problemas são grandes. Quer uma prova disso? É só olhar para o Hirosen.
Ele também já foi conhecido como Deus Shinobe, um mestre em combate, o professor. Mas e como Kag, administrador? A gente poderia ficar até amanhã falando das cagadas do Hiruzen.
Como Hokag? Ele foi incapaz de lidar com as tensões do próprio governo. Ser o mais forte não o impediu de ser um gestor medíocre.
E o resultado foi uma sujeira política do Danzo, criação de um deep state dentro da vila, um massacre completo de inocentes e muito mais. Naruto, o herói da guerra, o ninja que salvou o mundo, a criança da profecia, o ninja mais forte da história, não conseguiu levar a paz para vila da chuva, que ele prometeu a Conan e Al Nagato. E para piorar, a verdadeira armadilha não é apenas burocracia, é o enfraquecimento progressivo.
Porque um ninja quando vira Kag torna-se, na verdade mais fraco do que era quando foi nomeado. Pensa nisso. O cargo consome tanto tempo que não sobra nenhum momento para treinar, para manter-se em boa forma ou aprender novos jutos.
Não sei como a Tsunadi conseguiu treinar a Sakura. Provavelmente porque ela literalmente odiava esse trabalho e tentava fugir dele sempre que podia. Todos os ranks ninja em teoria existem para trabalho de campo, militar de campo.
Todos menos o Hokag. O topo da hierarquia é o único rank que deixa de ser operacional. Assim que alguém assume o cargo de Hokag, vira um prisioneiro de escritório.
Com isso, mais fraco esse ninja se torna a cada dia. Ele começa a decair a partir do momento que assume. O herói da guerra é condenado a morrer atrás de uma escrivaninha.
O sistema exige que o ninja mais forte da vila abandone exatamente aquilo que o tornou forte e isso cria uma vulnerabilidade perigosa. A vila parece forte por causa da reputação do líder, mas o líder está enferrujado. Não existe horário definido, não existe fim de expediente, não existe férias, não existe feriado, não existe folga quando se éag.
Apenas em momentos extremamente pontuais vemos alguns deles fazendo algo fora da função e mesmo assim parece uma exceção quase clandestina. A Tsunade não suportava esse trabalho. O Jiraia na mesma hora disse que estava fora disso.
Kakashi também sempre quis sair daquele inferno. Para quem não era um jovem idealista como Naruto, o cargo de Hokag parecia ser visto como algo no mínimo, no mínimo indesejado, mas depois ele sentiu isso na pele. Como Hokag, o maior inimigo do ninja mais forte da história não é um vilão, é a burocracia.
Naruto é constantemente derrotado pelo excesso de papelada. Ele não consegue passar tempo com a sua própria família, mesmo ele sabendo o peso que uma coisa dessas tem, já que ele cresceu órfão. Esse é o motivo do Boruto ser revoltado no início da série.
O garoto era filho de um pai ausente. Pô, ser Kag impede você de ter uma vida minimamente funcional. Para quem reclama que o Naruto foi nerfado em Boruto, claro que ele foi, ele virou Hokag, pô.
O prestígio existe, a admiração existe, mas o preço é alto demais. [música] Os ninjas são as forças militares do mundo de Naruto e qualquer força militar precisa de hierarquia. Então, a existência dos ranks faz sentido.
O problema é que eles estão desajustados desde a formação necessária para atingir cada um deles até as suas funções práticas. Mas agora eu quero saber de você. Você concorda comigo ou você acha que os ranks ninja fazem sentido?
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