Gravando. Boa noite todo mundo, quem apareceu, valeu por aparecer no feriado. Estamos aí, né, deixar essa aula gravadinha para nós. Essa aula vai ter barulho, mais barulhos de rua que o normal. Tem no comecinho tem uma panela de pressão rodando aqui. Eu não tô em casa, eu tô na casa de uma amiga minha, mas vai dar bom. Beleza. Vai, vai, vai dar bom. Hoje, deixa eu botar, deixa eu botar o Slide para ele sair para botar de novo. A gente já tá, vocês sabem, né? A gente vai fazer essa dancinha do slide aí. Param param.
Deixa eu ver se apareceu. Não apareceu. Tá vendo? Olha só. Toda vez. É impressionante. Ficou. Ficou. Ai, suas lindas. Vocês são muito fofas gente. Amo vocês também. Nós vai falar hoje, gente, hoje, hoje é o dia, hoje é o dia de falar de imagem Corporal e estética. Imagem corporal, estética, comportamento alimentar. Hoje é o dia de meter o louco. Hoje é o dia de fazer problematizações. Eu quero todo mundo participando. Eu quero vocês falando. Eu não quero ninguém calada, muda, triste. Depressão fala passada, tá? Não apareceu ninguém, mas foi aula passada. Então, na não não
quero ninguém trer isso aqui. Bora lá. Vamos começar com o que? Que que é Imagem corporal, né? Primeiramente, imagem corporal é uma construção mental e emocional que cada indivíduo possui sobre o próprio corpo, englobando percepções visuais, sensações internas e aspectos cognitivos relacionados à forma, tamanho e função corporal. a parte da função corporal que é muito interessante, as pessoas esquecem também que ela faz parte da percepção de magia corporal. Então, se você sente, por exemplo, ah, sei lá, o meu joelho não tá Bom, existe uma possibilidade muito grande de você sentir que a sua perna é
muito maior do que ela realmente é, você começar a se incomodar com as suas coxas, se incomodar com com o jeito que você anda e etc. às vezes muito mais do que do que do que seria, digamos, até adequado, porque realmente tá acontecendo ali, né? Nem às vezes nem tem uma alteração no andar, por exemplo, mas a pessoa vê que tem, ela sente que tem, Ela percebe que tem, aí começa a achar que as pessoas estão olhando e etc. esse tipo de coisa vai acontecendo. Então essa percepção, ela pode ser influenciada por experiências pessoais, culturais
e históricas, sendo profundamente moldada pelo contexto social em que o sujeito tá inserido, né? Sempre lembrando que o contexto social é o que mais importa na percepção de imagem corporal. Eu gosto de lembrar, por exemplo, de uma matéria Que eu acho que era de gana há alguns anos atrás em que tava muito na moda, vários remédios perigosíssimos para engordar, porque o padrão de beleza ideal lá são mulheres muito voluptuosas, então tava rolando uns remédios muito perigosos para engordar, né? E aí a gente entra no fato de que a imagem corporal não é uma questão de
como o corpo é, mas como ele é vivido e Significado. Significado pela sociedade e pelo indivíduo que tá naquele corpo. São significados atribuídos ao corpo. Medicação para emagrecer aqui em outros lugares não. Não. E a imagem corporal, ela influencia diretamente a forma como os indivíduos se relacionam com a comida, exercendo um papel central nas escolhas alimentares e na manutenção dos comportamentos saudáveis ou prejudiciais à saúde. Então, se a gente enquanto Nutre ignorar os aspectos psíquicos ligados ao corpo, a gente vai limitar o alcance terapêutico das nossas intervenções. Então, a gente vai atrapalhar o nosso próprio
trabalho, a gente vai perpetuar ciclos de dietas restritivas, vai perpetuar se recaídas alimentárias, vai estimular transtornos alimentares em pacientes, vai levar a pessoa a ter um comportamento desordenado. A gente não pode ignorar Nunca todas essas questões. E aí na clínica, né, é comum que os pacientes apresentem sofrimentos relacionados à percepção corporal, especialmente em contextos de obesidade ou de transtornos alimentares, né? E aí, e a intervenção nutricional, que inclui os aspectos psicológicos, tende a ser mais eficaz e duradoura, sempre batendo que se a gente levar essas questões psicológicas em consideração, o nosso tratamento vai Durar mais
tempo e ele vai funcionar melhor. Ignorar tudo isso é mais fácil, mas a gente vai entregar um trabalho ruim. Você quer ser uma nutre ruim? Vocês querem ser aquela nutre número oito que a pessoa que já foi em 20 foi? Interessante, Tamires. Transtorno desmórfico corporal. Eu vou falar com com foco mais na vigorexia na última aula, mas é bem comum, é muito comum e se sofre muito. As pessoas sofrem muito com isso e a Gente precisa levar isso em consideração. E e eu ainda vou falar mais para frente o que que tá piorando. Eu tô
me adiantando, pera aí. Ah, lá eu lá eu me adiantando, né? Então vamos pegar aqui um pouquinho sobre histórico que eu acho muito importante, falar sobre a antiguidade e as representatividades dos corpos. Então as concepções de corpos eram diretamente relacionadas à fertilidades. Aqui n essa aula, ela vai Ser muito focada em questões de imagem corporal feminina, a masculina. os questões masculinas, eu vou falar quando a gente for entrar em vigorexia e transtorno que é o transtorno dismórfico muscular, né? Porque aí eu vou entrar na deles. A essa aula vai ser focada em questões femininas, tá?
Até porque gente, vamos vamos ser honesto, é o maior público que a gente vai atender a vida. A gente atende muito pouco homem, até quem trabalha no SUS. Então, a gente tem essas essas estatuetas aqui da antiguidade que você vê essas mulheres bem gordas, né, com com seios grandes, as coxas grandes, os braços grandes, porque isso levava à abundância, a sobrevivência, a fertilidade. Esses corpos, eles eram celebrados em sociedades onde a escassez de alimento tornava a gordura um sinal de riqueza e de poder. E aí, por exemplo, na cultura Egípcia se começava a introduzir uma
valorização do corpo mais alongado e simétrico, conectando a forma corporal à ordem e ao equilíbrio. Valor valores centrais da cosmologia egípcia. Esses ideais influenciaram visões posteriores sobre o corpo harmônico, né, que foi muito evoluído na Grécia. É muito interessante notar que eles tinham uma questão muito forte com a questão simétrica e não só com ser magro por ser magro, mas pela Simetria. E isso é muito legal. E a gente entra na Grécia antiga, em que o corpo masculino era o atlético forte e simétrico, representando ideal de cidadania, racionalidade e autocontrole e tinha uma busca pela
perfeição física e moral, sendo o corpo o corpo reflexo da alma virtuosa. Isso também era passado pro corpo feminino. Mas aqui você já vê, por exemplo, nessa imagem que eles não tinham uma necessidade tão clara da Magreza e da e daquela simetria perfeita que você encontrava nos egípcios, né? Aqui você vê que a roupa ela é bem simétrica, ela cai certinho, os dois pulsos têm o mesmo eh o o o mesmo bracelete. É tudo siméudo. Tudo cai de um lado pro outro, tem que ser muito simétrico, muito igual. E aqui não, aqui a gente tem
um um uma questão mais mor, começa a se ter uma questão mais moral também, muito importante, que a relação com a Alimentação, ela era regulada pela ideia de moderação, a parte do do etos do cidadão grego. E essa ideia de moderação, ela foi passando até para hoje, né? Até hoje a gente tem muito essa questão da moderação e e da moderação junto com com o que seria o ético, que seria o moral, né? Então, em Roma, a gente começa a ter a continuidade da valorização do corpo disciplinado. Você começa a ter os Banquetes e o
comer como prazer e poder. O comer como prazer, ele ele era associado ao poder. Muito importante a questão do poder na Roma antiga. Então o corpo ele era um instrumento de demonstração social, mas também se tinha essa construção do local de prazer, uma tensão que se mantém que se mantém até hoje na cultura ocidental do comer pelo prazer. Eh, na em Roma você tinha, na Roma antiga você tinha muito os vomitórios, né? Se comia porque tava Gostoso, você vomitava para voltar a comer, porque se comia pelo prazer e não para se alimentar nesses banquetes, né?
Quando a gente fala desses banquetes especificamente, isso é muito, isso é muito interessante, porque essa questão ela se fica muito até hoje entre o comer pelo prazer, que também reflete reflete muito até hoje questões de poder, né, de você poder comer fora, de você ter dinheiro para comer coisas interessantíssimas e Diferentes de chefes caríssimos, etc. Mas se também tem essa questão do do corpo disciplinado e etc, que você vê muito isso eh nas mídias sociais e nas representações do comer das pessoas ricas ou que se dizem ricas nas mídias sociais hoje. Quem vem de riqueza,
né? Virgínia da Vida e etc. Essas influencers que vendem esse ideal de riqueza do que que seria hoje ser rico e etc. a gente sabe que quem é rico de verdade não não é, sabe? O old money não Faz não faz isso desse jeito, mas enfim, a representação e o que se vê, né? É isso. E aí na Idade Média a gente tem uma transformação radical sobre a percepção do corpo, predomínio do pensamento cristão. O corpo passa a ser visto como sede do pecado e da tentação. E a espiritualidade se torna o valor mais elevado.
Então, a magreza é associada à santidade e o jejum à pureza. Isso, gente, isso, gente, isso é Tudo para como a gente trabalha hoje. A gente quanto sociedade trabalha hoje o processo de emagrecimento. O processo de emagrecimento hoje, ele ainda é associado à santidade, à pureza. Ele ainda é associado a ser uma pessoa eh espiritualmente superior em comparação à pessoa gorda. Alguém tem dúvida ou alguém discorda disso que eu tô falando? Vocês acham que eu tô viajando Muito? Eu quero que vocês participam. Bora fala alguma coisa. Quem discorda ou concorda ou quer acrescentar alguma coisa?
Vocês acham que faz sentido o que eu tô falando? Tururu? Gente, eu vou começar a citar nomes. Repete, tá? Vamos lá. Na idade média, o corpo ele passou, a magreza, ela passou a ser associada, o corpo magro à Santidade e o o hábito de fazer o jejum, a pureza. as santas que jejuavam muito, as as pessoas em geral, o ato de jejuar ele é associado a pureza. E a gente vê muito claramente como esse padrão de pensamento se repete até hoje quando a gente pensa em emagrecimento. O emagrecimento, o ato de de emagrecer, ele tem
paraa nossa sociedade uma função quase que religiosa, quase que sacra em certa Medida. Porque por causa disso a pessoa ela se torna mais pura. Ela deixa de ser suja, de ser preguiçosa, de ser vagabunda, de ser incompetente, de ser feia. Todas essas coisas que são atreladas ao corpo gordo, elas são estirpadas pelo emagrecimento. Que que vocês acham? Faz sentido? Não faz sentido vocês discordam. Você acha que não, Silvana? Você acha que essa associação ela não Acontece? Quiser abrir a abrir o microfone, gente. Ah, tá. Acontece. Se alguém quiser me acrescentar alguma coisa, falar que pensou
em alguma coisa, que reparou alguma coisa, que já leu alguma coisa, que já viu, traz aí. Bora conversar, gente. Como assim? Pode estender um cadinho. A sociedade julga pela aparência. Mas você acha que que teve uma essa Transmissão desse pensamento que esse tinha católico da Idade Média para para do que seria a magreza enquanto santidade pro processo de emagrecimento também hoje que a gente ainda mantém esse padrão em certa medida. A gente só transferiu do que seria oficialmente religioso para algo mais laico, porém com o mesmo peso simbólico, porque a questão aqui é simbólica, né?
Mais alguém? Então tá, então vou Continuar. Essa é uma aula que é cheia dessas coisas, gente. Eu adoro falar desses negócios, então vou longe se me deixar. E aí a gente tem os santos jejuadores como a Santa Catarina de Siena, que foram referências de virtude através do controle do corpo pela fome. Então come engordaram vistos como rendição aos prazeres mundanos. E assim o corpo magro ele passa a simbolizar apenas não a estética, mas o domínio espiritual. Gente, isso é tão atual, Isso é tão atual, mas tão tão tão atual, tão atual que o jejum intermitente
tá moda. Que tem gente defendendo o jejum intermitente com unhas e carnes, todo o resto para tudo no mundo. E essa questão dos santos jejuadores, o hábito de fazer jejum, ele era muito forte na América Latina, tá? Ele era muito forte na América Latina. Então, a gente tem que entender que existe um componente eh Também além do catolicismo como todo ser muito forte, né, na América Latina, existe um componente também eh local de dessa situação e desse pensamento. E isso traz muito também que não importa tanto, e isso é uma coisa que eu preciso dizer,
não importa a religião da pessoa agora ou da família, ah, mas eu fui criado evangélico, eu nem acredito em santo. Sim, mas esses pensamentos eles vêm, gente. As coisas elas não desaparecem porque a gente muda De religião, a gente só adapta e transforma, tá? Isso é uma coisa muito importante, porque essa questão de comer e engordar serviço como rendição aos prazeres mundanos, etc., é muito, muito, muito comum. Hoje a gente precisa se atentar a esse pensamento. Então, esse período ele reforça a ideia da culpa e pecado alterada ao comer e ainda reverbera os discursos modernos
sobre alimentação limpa e dietas detox. Que a relação com o corpo e a comida tornou-se moralizada, construindo subjetividades atravessadas pela vigilância interna. A ideia de controle interno do próprio corpo. Eu não como açúcar, eu não como gordura, eu não como carboidrato, eu não como nada que é ultraprocessado nunca. Eh, o comer limpo. Isso daqui, gente, esse eh esse esse daqui, esse comer limpo aqui, eu tirei de um eu joguei comer limpo no Google e apareceu isso aqui de um curso De alguém. Eu só tirei o essa esse livrito do do negócio de um curso. É
um curso, pessoal tá vendendo isso aqui no Hotmart, um curso de comer limpo. Tem muita nutricionista que entra nessa ideia de comer limpo ou do detox, etc. Quem faz detox é fígado, né? Vamos lá. Vocês já tiveram essas aulas, tenho certeza. Essa bronca você já levaram. Então assim, essa coisa toda, essa obsessão com a limpeza do corpo, com a limpeza do Do intestino, sabe? de de fazer nema de café, de enfiar café por trás. Gente, pelo amor de Deus, não bota café no toba, não faz isso. Sabe essa obsessão com a limpeza, não é uma
obsessão com a modulação intestinal de de de resolver ou curar uma desbiose, não é com a limpeza. ouve o discurso tanto da paciente quanto da do seu entorno. Ouve o discurso que vem para vocês. E quando eu falo discurso, eu tô Usando a palavra discurso no sentido do que vocês escutam, do que as pessoas falam. Tente ouvir um pouco a fundo do que é dito. Ah, eu parei de comer açúcar porque eu quero controlar o meu corpo, porque eu quero ter um controle sobre a minha vida, então não como mais açúcar. Opa. necessidade interessante de
controle sobre o seu corpo, sobre a sua vida, que você atribuiu Alimentação. Será que isso daí tá afetando a sua alimentação de alguma maneira negativa? Será que essa rigidez toda expressa desse jeito não pode ser um problema para isso ou para aquilo? Será que a gente não precisa ficar de olho atento a essa informação, a essa questão? Será que você não tá eh abdicando de socializar por causa disso? Ah, não. Todas essas essa é uma expressão de controle que de algum modo Eh se tornou se se se apresentou saudável na vida da pessoa, não perde
festa, não perde sociabilização, tá tudo certo, tá bom? Então, tu tá, tu fica aí. A gente tem controle, tem que ter algum controle das coisas de algum jeito, mas é muito importante ouvir, principalmente quando v esse papo de alimentação limpa, de comer limpo, não sei o quê, até porque esse aqui é discurso de anoréxica, isso aqui é Discurso de transform alimentar, tá? Quando a gente entrar no anorexia, etc. Se eu tiver tempo, eu vou falar mais disso. Eu queria ter tempo. Eu queria ter, eu queria ter umas aulas de 4 horas para vocês. E a
gente entra no renascimento que ocorre uma revalorização do corpo humano influenciada pelo humanismo e da descoberta dos clássicos gregos e romanos. E a arte renascentista celebra Corpos femininos voluptuosos em que a fartura corporal representava beleza e fertilidade. E aí a gente começa de novo a ter uma associação positiva entre comida, corpo e natureza. Sempre interessante observar que também era, claro, obviamente uma expressão de riqueza, né? Quem podia ser gorda é quem tinha dinheiro para comer. E não é todo mundo que tem dinheiro para comer. Aqui, ó, temos uma banhazinha, temos aqui um Bracinho gordo e
temos ouro. E xalá, muito ouro. Tá toda uma representação de riqueza aqui. Isso aqui é seda. Olha o caimento caríssimo. Ah, isso aqui é coisa de rico. Então, a medicina da época, ainda base na Ai, voltou para puxou, voltou pra Idade Média de novo. Desculpa, saiu da ordem. Voltando aqui a que a medicina da época ainda baseava na teoria dos Humores, sugeria que um corpo sadio era aquele bem nutrido e equilibrado, que dava gordura um valor terapêutico, estético. Ah, não, só tá escrito idade média aqui em cima, mas ainda estamos sobre renascimento. É que eu
não mudei, desculpa. Então, a alimentação continuava a ser medi mediadora de estado social, que é o que eu tava falando sobre, né, exprimir dinheiros, mas também refletir a busca por harmonia e Prazer. E mesmo com essa valorização, as mulheres continuavam a ser objetos de controle e observação com o corpo feminino, sendo idealizado para o olhar masculino, né, sempre. Eu juro que eu não vou militar muito nessa aula. Só um pouquinho, só um pouquinho. E a gente tem o século XVI, X da moralização e da contenção do corpo feminino. Novamente você vê que fecha, abre, fecha,
abre, fecha, abre e mulher não tem paz. Então, durante o século XVI e X, a moral burguesa impõe um controle mais rigoroso sobre o corpo, especialmente o feminino. A palidez, a delicadeza, a fragilidade tornaram-se ideais de beleza, refletindo a moralidade e a castidade feminina. Então, a alimentação feminina passa a ser rigidamente regulada, com dietas voltadas à manutenção de uma aparência frágil e etérea. Sabe quando é que surgiu o low carb? 1800 e bola. Eu não lembro o dado o número Exato agora, mas em 1800 e bola a primeira dieta low carb que a gente tem
pra manutenção de uma aparência frágil e etérea. Lembrando sempre que no século XVI e X é quando começou a ficar na moda, a mulher parecia que ela tava com com tuberculose, etc, muito branca. desmaiar por aí era bonito, tá? De acordo com a SUSRbá, o corpo da mulher ele era moldado para atender as exigências patriarcais, sendo a magreza Um instrumento de controle social e domínio, um instrumento de controle social e de domínio. A magreza, ela até hoje é utilizada como instrumento de controle social e de domínio feminino. se manter magra para boa parte das mulheres.
O magra exigido, ainda mais agora que tá voltando essa coisa do magérima, é muito custoso. É custoso financeiramente, custa muito tempo, custa muito esforço tanto na academia e Etc. muitas vezes exige eh exige cirurgias plásticas porque ela vai ter um eu, por exemplo, eu posso estar desnutrido, eu vou ter colchão. Nada vai me fazer ter duas perninhas palito. Isso não acontece desde que eu tinha, sei lá, 5 anos de idade. Eu não lembro da época que minhas coxas não se encontravam. Eu era muito criança. Então, para eu ter as coxinhas par que não se encontra,
eu vou ter que fazer alguma, alguns vários Procedimentos estéticos diferenciados. Isso vai me custar dinheiro, você vai me custar tensão, vai me custar sanidade mental. Então, muitas vezes a gente dá uma liberada paraa paciente e o paciente entender que ela não precisa manter aquele corpo especificamente e que um corpo saudável não é um corpo obrigatoriamente magéérrimo ou nem tão magro assim quanto ela espera, ela vai poder ter tempo para Fazer as próprias coisas, dinheiro para fazer um inglês e subir na carreira, várias outras coisas que ela vai poder se dedicar se ela não tiver focada
só ser magra. Dizer que alguém tá magra elogio. Exatamente. E aí a gente tem também uma o Isso daí é uma questão de controle social, porque você vai elogiando a pessoa e a pessoa ela vai se motivando com base nesse na nesses elogios, né, com esse essa questão externas, esses Estímulos externos. Falei que eu ia militar um pouquinho, só um pouquinho. Então, o século XVI X também marca o início entre a associação entre gordura e desleixo, especialmente com o advento do capitalismo e da ética protestante que ligava produtividade, à contenção dos prazeres. Então, comer passa
a ser um ato regulado pela moral e pelo trabalho. Olha que Interessante. Eu particularmente acho toda essa questão histórica sobre o ato de comer e etc muito interessante. Eu tava querendo trazer isso para você já tinha um tempo. Seguindo. Então a gente entra no século XX. O século XX ele faz i ele vai e volta. Ele é uma doideira. Nos anos 20 a gente tem a mulher garçônicando a a emancipação feminina. Na década de 50, o corpo curvilíneo volta à moda, com figuras como a Marlin Moron representando a sensualidade feminina. Também reflete um contexto pós-guerra,
onde a fartura e a reconstrução econômica permitiam a valorização de corpos mais robustos. Então, dá para ter dinheiro para comer, dá para ter comida, na verdade, disponível, né? Porque a pessoa nem tinha comida, tinha. E nos anos 60 e 70 você vem a Twig e a extrema magreza se torna símbolo de juventude e modernidade reforçada pelo consultura do consumo e Pela indústria da moda. E aí os os anos 80 e 90 foram se permitiu a mulher ganhar um pouquinho de peso, mas não muito. Nos anos 2000 a gente teve a magrezema de novo. Nos anos
2010 a gente teve as paniquetes, etc., né? Então era precisava ser bombada, bombadona, bombadona, malhadona, dand. E agora a gente tá voltando a ser gerésma de novo. A gente teve um leve período em que a valorização do que a gente começou A ter essa questão da valorização do corpo gordo, do plus e etc e tanã. E agora que o mundo inteiro tá entrando em crise e que tecido tá caro e que a confecção tá cara, as lojas resolveram do nada que fazer roupa plus size é muito caro e que não vale a pena investir nisso.
Então a gente vai parar de fazer esse tipo de roupa e vai começar a fazer GG, que é virtualmente tamanho 38. A gente vai diminuindo o tamanho das Roupas para que a gente venda com menos tecido e pelo mesmo preço. Aí tudo que a gente precisa fazer para esse povo começar a comprar é dizer que elas têm que estar magmas de novo, que aí elas vão fazer de tudo para entrar nessa roupa, vão comprar roupas que não cabem e que não caberiam nunca e que vão ficar horrorosas nelas. Alô calça de cós baixo, tudo bem?
Você ficou horrorosa em todo mundo. Não existe um ser humano que fica bem calça de cos Baixo, ninguém. Não corre, não acontece. É assim que funciona o capitalismo decidindo como é que a gente vai se vestir, o que que a gente pode comprar, etc. E aí você vai comprar roupa, não tem roupa para você, você começa a ficar deprimida, triste na merda e ah não, vou emagrecer, vou emagrecer. Aí tá dieta maluca. E funciona assim, funciona bem assim. E ao longo do século XX, a gente também teve uma crescente medicalização do corpo com o surgimento
da cultura da dieta e das práticas estéticas voltadas ao emagrecimento. Então essa cultura gerou impactos profundos no comportamento alimentar, incentivando dietas restritivas, distorção de imagem corporal, patologização da gordura e o corpo passou a serviço como um projeto Constante de aperfeiçoamento. Projeto constante de aperfeiçoamento. Eu vou levar 20 anos para dar essa aula. Vamos lá, gente. Essa coisa que a gente tem hoje da ideia de alta performance, gente, que tudo tem que ser alta performance, tudo tem que ser muito performance. Performance não, porque não sei o quê, porque eu vou tomar aminoácido de cadeia curta, vou
tomar média, vou tomar isso, vou tomar aquilo, que vai me dar mais tanto, vai Me dar mais tanto, vai me dar. Gente, tu faz 45 minutos de academia, baixa essa bola. Você não precisa de 2 g, 2 g5 de proteína por quilo. Você não precisa de um monte de suplemento. Você não não você faz 45 minuto três vezes por semana, baixa essa bola. Teto fixo. Mas essa ideia do projeto constante de aperfeiçoamento é uma é um modo de de de domínio e contenção social aplicado aos dois gêneros, no caso, né? Porque se a gente tá
todo preocupado o tempo inteiro nessa coisa de performance, etc., não sei o quê, para o capitalismo, para produzir mais, para fazer mais o tempo todo, a gente não tá preocupado com o nosso filho, né? Com criar as crianças direito, com ter tempo para as crianças, não tá preocupado com que a gente consome, qualquer qualidade das séries, dos livros, do que a gente tá lendo. A gente não tá preocupado com a política. A gente tá preocupado em Brigar com os caras em bater nos outros, não sei o quê. Não tá preocupado com quais as legislações que
estão passando, quem que tá passando o quê, por que que tal coisa tá acontecendo desse jeito, não daquele jeito, por que tal pessoa tá junto com outra. Não, mas vocês eram um inimigo, o que que tá acontecendo? Você não tem tempo, porque você está ocupado se aperfeiçoando, aperfeiçoando seu corpo, moldando o seu corpo tal qual uma massinha de modelar. E como não Funciona, porque o corpo não é uma cena de modelar, você está o tempo todo se frustrando. Questões importantes. E aí o que eu tava falando do século XX, né, da obsessão do corpo fit,
reforçando novos padrões de controle corporal. E esse modelo estético é amplamente difundido pelas redes sociais. E eu vou falar mal de TikTok daqui a pouco, mas a constante exposição desses Padrões contribui pro aumento da insatisfação corporal, pro desenvolvimento de comportamentos alimentares de risco, como restrição alimentar extrema, compulsão, uso de substâncias para emagrecer, uso de laxante, etc. E a monetização do corpo por meio de influenciadoras digitais e denúncia fitness reforça a ideia de que o valor do indivíduo está na sua aparência. Afinal, se fulana tá ganhando dinheiro Com isso, é porque, né, é isso que eu
tenho que ser. Eu tenho que ter essa aparência para ganhar dinheiro. Trago aqui um clássico exemplo. Acho que a Juliana paz, né, de comercial de CVZ antigamente. Você tinha que ser assim. Esse comercial já tem uns 15 anos, né, gente? Por aí. E a construção da imagem corporal no Brasil tá profundamente marcada pela Lança colonial e pelas influências europeias. Desde o período colonial, o corpo branco europeu foi estabelecido como referência de superioridade em oposições aos corpos negros indígenas considerados inferiores exóticos. Quantas influencers negras estão fazendo os milhão que a Virgina faz? Quantas meninas negras tinham
junto da Xuxa? Se a gente pegar um pouquinho mais antigo. Por que que essa pessoa não tá Fazendo dinheiro que os outros estão fazendo? Elas são magra e malhada igual, mas elas não são brancas. Mas elas não são brancas. Então, dos anteos século XIX e XX, o Brasil passou por processos de modernização urbana e afirmação nacional que reforçaram padrões de belezas inspirados na Europa, principalmente no que se refere à magreza, palidez e traços fisiodicos. E esse contexto fortaleceu estigmatização de corpos Negros, gordos, periféricos, associando-os à ideia de atraso e desordem. Eu botei aqui uma influência
negra bonitinha para dizer que a gente tem que começar a tratar de quebrar isso também, porque essas pessoas vão vir pro nosso consultório e se essa pessoa ela considera a própria fisionomia, o jeito que ela nasceu, a ideia de atraso e desordem, não tem o que você faça que vai resolver nada dali. Não importa Quanto ela emagreça, não importa a porcentagem de gordura corporal, não importa eh a a circunferência do braço, da panturrilha, da cintura, do quadril, nada vai importar, porque ela já nasceu errada. E aí, gente, aí é terapia, ó, bora fazer terapia, bora
pra terapia, tá? Mas e também não reforçar, né? A gente tem que tá sempre lembrando que a gente não pode reforçar esse tipo de comportamento, esse tipo de estigma. Está inclusive no nosso código de ética que a gente tem que respeitar. Pagou CRN, tem que respeitar o código de ética, tá? Não pagou também, verdade seja dito, mas enfim. A internalização desses ideais leva à exclusão social, a marginalização de corpos fora do padrão com consequências diretas pro comportamento alimentar, como distúrbios alimentares, insatisfação crônica com a imagem corporal, que é o que eu tava falando. E Na
clínica a gente tem que reconhecer esses atravessamentos históricos, que é o nome que você dá, né, toda essa complexidade da história, essa essa malha complexa, digamos assim, e culturais para oferecer um cuidado que respeite a diversidade corporal e combata esse racismo estético que a gente tem hoje. É nossa função também pensar nisso, professora, eu tenho que pensar em coisas demais para atender um paciente. É, é, é. Tem gente, tem mesmo, tá legal? Não tem, tem que pensar em coisa para burro, infelizmente. Sim, se você quer atender bem, você tem que atender de maneira complexa. Se
você quer atender mal, você entrega um papelzinho, vende, sabia? Vende só que aí você vai perder para qualquer aplicativo. Se vocês querem perder trabalho para qualquer aplicativo de dieta que aparecer para sua frente, paraa frente da pessoa de graça com uma Com que que os caras ganha por causa de anúncio, à vontade. Vai lá, posso fazer nada sobre isso. E o Brasil lidera os rankings globais de cirurgias plásticas, né? O Brasil lidera o ranking global de cirurgia plástica, de lipoasperação, silicone, etc. E isso tá inserido numa cultura da dieta profundamente enraizada, onde o corpo idealizado
é visto como meta de vida. As pessoas vão chegar para vocês Com uma meta. A pessoa tem 1,80, ela quer pesar 50 kg. A pessoa, ela tem o meu padrão de corpo e ela quer ser, sei lá, igual a, ai, me dá o nome de uma magrela bem magrela dessas que modelo da vida, modelate, sabe? Quer ter ter 1,60, quer ter 1,80 e pesar 70. Gisele, você acha que eu vou ser Gisele? Vai ter paciente para você que não tá Maluco, que não é psiquiátrico, mas que vai chegar dizendo porque cara tem o corpo da
Gisele ou vai até dizer: "Eu tinha o corpo da Gisele aos 20. Esta mulher tem 53 anos. Amor, na minha vida querida, senta aqui, bebe essa aguinha. Quer um café? Quer um chá? Vamos conversar. Tu tem 53 anos, tu não tem 20, amor. Ah, eu sei, mas você não tem 20. Ah, mas dá, dá, dá, dá, dá, dá, dá. Eu posso te Enlouquecer, eu posso dar um transtorno alimentário, eu posso te socar de de suplemento, a gente pode socar o hormônio até você ter uma disfunção hormonal bizarríssima. Dá, dá, dá, dá, dá, dá para fazer
muita coisa, gente. Você é saúde? Não, eu vendo de saúde, meu consultório é sobre saúde, não é sobre isso aí. Então vamos conversar. Claro que não é para chegar pro paciente falar: "Não, você não vai Emagrecer não, gente. Vamos conversar, tá? leva as coisas na maciota, não é para atacar o paciente. Sempre bom lembrar que a indústria da beleza movimenta bilhões capitalizando sobre a insegurança corporal das mulheres, o que eu tava falando da moda mais cedo. E a cultura da dieta promove uma relação disfuncional com a comida, baseada em culpa, restrição e compensação. O emagrecimento
é vendido Como sinônimo de sucesso e infelicidade, mesmo as custas de sofrimento e doença. Lá essa imagenzinha aqui é o que mais tem. Mulher com uma calça, mulher magra com uma calça puxando a calça. Emagreci o mot perdi 8 kg no mês, gente. 8 kg no mês. O paciente aparece para mim perder 8 kg no mês, ela leva uns pouco. Passou de quatro, tem alguma coisa errada com esse emagrecimento. Passou de 4 kg, tem alguma coisa errada acontecendo aí. Tá, pelo amor de Deus. Agora vamos falar mal de mí social. Eh, bora falar mal de
TikTok. As redes sociais elas intensificam a vigilância corporal, oferecendo um fluxo contínuo de imagens editadas que modam expectativas irreais sobre o corpo. Esse aqui, gente, vocês lembram do do babado do filtro do filtro de Iá? Esse aqui é o filtro de inteligência artificial. Olha a cara dessa mulher que não é uma mulher feia. Ela não é feia Sobre nenhum padrão ocidental que a gente tem. Ela não é feia. Mas olha o que que a Iá faz com ela, né? Olha como é que fica o rosto dessa pessoa. Você acha que essa pessoa ela vai querer
ser essa pessoa, mas você acha que olha essa estrutura de tudo? Que que essa pessoa precisa fazer para chegar aqui? E por que que ela não vai querer chegar aqui? E essa pessoa com essa cara, vendendo esta cara, tá fazendo uma Grana. Então eu tenho que ter essa cara aqui também. É isso que as pessoas pensam, é isso que jovem pensa, é isso que adolescente pensa. E a gente precisa tá muito e adulto, pô. Adulto, gente, tem nossa, o tão de pessoa de 40 e pouco que você olha, eu olho às vezes, eu falo assim:
"Ah, gente, vocês têm 15 de idade mental, o que tá acontecendo? Você tá maluco? Quantos anos você tem? Não tá velha para tá tá Agindo assim? Matamos, mas tá aí todo mundo doido em cima dessas que é filtro, dessas falsidades, é tudo filtro. E aí eu queria muito falar sobre isso, porque eu acho isso aqui uma coisa muito interessante. Antes da fotografia e no começo da fotografia, a sociedade ela tinha uma noção muito clara do que qualquer imagem era apenas uma representação da realidade e não ela Mesma. Bora lá. Isso aqui é a rainha Vitória.
Rainha até vitoriana. Rainha Vitória, rainha da Vitória. Essa é uma pintura feita do dia do casamento dela. Isso aqui é ela muito pouco depois. Eu acho que é da perto da lua de mel, coisa assim. Elas são a mesma pessoa. É a mesma pessoa. Todo mundo de 1800 e bola que conheceu Vitória, sabe que ela Não é exata. A vitória, ela não é exatamente nenhum desses dois, porque é uma representação da realidade. Isso aqui é uma representação. Isso aqui é uma representação. Isso aqui também é uma representação. Fotos, gente, e vídeos não são a realidade
expressa, perfeita, sabe? Eu não sou a germa, eu sou o que muita gente até diz gorda menor. Eu uso G1. Muita gente acha que eu sou magra. Mexe povo que só me conhece online. Você não é gorda? Não, amor, não sou magra. Parece que eu não, mas eu não sou magra. Isso aqui, gente, é uma representação da realidade. Ela não é a realidade. Vocês estão me entendendo? Alguém aí diz no chat que que o que entendeu do que eu falei. Era umas duas pessoas me falando o que que vocês entendendo do que eu falei. Bora
lá, Silvana. André. Quem Mais tá aqui? Rosilene Tamires Trace. Quero ver todo mundo falando. Alguém fala para lá. Dessa problematização que eu trouxe, dessa discussão aqui, alguém, o que que vocês entenderam do que eu falei? Pode abrir o microfone se quiser. Preciso digitar, mas eu quero alguém falando. Bora. [Música] Tu Gente. Essa representação não é realidade da pessoa. É uma coisa que a gente tem que trabalhar em consultório, tá? com paciente. A pessoa ela fica tão vidrada em fotografias, em vídeo, em imagem, que ela não sabe mais o que é real. A nossa sociedade, ela
está num ponto em que as pessoas não sabem o que é real. Elas acham que o online é o real. Ai, fulano é assim. Não, fulano não é assim. Tu já viu fulano sentado na cadeia do bar? Cadê de praia? Cadê de praia? Ó, igual quando coloca filtro nas fotos. Mas mesmo quando não coloca filtro nas fotos. Olha só isso aqui. Esse é o mesmo cara. São câmeras e são eh são lentes de abertura diferente. 85 mm, 35 mm, 16, 12 e 8. É a mesma pessoa. Olha a diferença de da da um, da dois
e da três. Isso aqui é o mesmo cara. Isso aqui é a mesma Pessoa, a lente da câmera do celular. Então, a pessoa quer que isso seja a realidade e a pessoa real, quando você chega na frente dele, ele provavelmente não vai ser nenhum desses. Foto, gente, fotografia é um jogo de luz, sombra e ângulo. Não é a realidade, é uma representação da realidade. Então, por exemplo, eh, eu peguei isso daqui porque tem muita gente fazendo eh cirurgia De eh como é que fala? Eh, harmonização facial por causa da câmera do celular, porque a câmera
do celular ela deixa o o rosto de formato mais redondo. Aí aparece na TV e o povo olha pra cara da pessoa, fala: "Ah, mas que cara feia, ficou horrível". Aí você abre o Instagram, ele não tá horrível, porque a câmera do celular tem uma abertura diferente da câmera ou da TV. E aí a pessoa não ficou mais bonita pra TV, mas pro celular ela tá. Mas no mundo real é outra cara, é outro jeito, não é a realidade, gente. Isso é uma coisa muito importante que eu queria que o mundo inteiro entendesse. Não é
um mundo real, é uma representação. Isso aqui é muito bom. Isso aqui é muito bom para levar paraa paciente, inclusive. Ai, toda foto que eu tiro é horrível. Tu é fotógrafo. Quantas lentes você tem em casa? Tu tem tipo de iluminação diferente, como é que você faz? Não, não, eu tiro Do celular. Então você vai ficar ruim mesmo. Como é que vai ficar ruim? Vai fazer um book, aí a gente conversa. Então, voltando pro conceito de imagem corporal, ele é afetado por todas essas questões, as flutuações de peso, a experiência sensorial, as normas sociais e
culturais, variáveis cognitivas e afetivas, atitudes individuais relacionadas à perda de peso, psicopatologias, variáveis biológicas, tudo isso aqui altera a Imagem corporal que a pessoa tem de si. Então, ela é uma representação mental de uma pessoa tem sobre seu corpo, incluindo percepções, pensamentos, sentimentos relacionados à sua forma, tamanho e função, que a gente já falou. Essa aqui é a definição mais clássica que a gente tem. Essa representação não é fixa, ela é influenciada por experiências pessoais, culturais, históricas e pode variar ao longo da vida. Então, por isso Que a gente, por não ser fixa, é que
a gente tem como mexer, né? a gente junto com o psicólogo, né? A gente não vai eh a gente não vai resolver mexer em nada sozinho, tá? Isso aqui precisa também de terapia, mas uma conversa dessa sobre câmeras, por exemplo, já muda muita coisa às vezes. Lembrando, né, que ela representa da ela depende da interpretação subjetiva do que o indivíduo faz o seu corpo. E aí a gente tem duas dimensões Do conceito de imagem corporal, a atitudinal e a perceptiva. A atitudinal é definida por pensamentos e sentimentos negativos ou positivos individuais e caracteriza satisfação ou
insatisfação corporal. E a perceptiva diz respeito à presença, ausência de distorção na percepção do próprio corpo. Então a perceptiva é, por exemplo, eh, tem dois carros e você tem que passar entre os dois. Você vai de lado, mas quando você vai, você podia ter ido de Frente. A sua dimensão perceptiva tá distorcida. Vocês às vezes a pessoa é magra e ela entra de lado numa porta que ela acha que ela é muito maior do que ela realmente é. Também pode ser o contrário, sair batendo em tudo e etc, porque acha que é menor do que
realmente é. Então aqui a gente vai pra construção dos dois conceitos, né? O componente perceptual, ele é construído por meio das informações originadas no sistema Somato sensorial, né, pelo que a gente sente no nosso corpo. E é uma representação neural do corpo no córtex parietal. E e essa distorção, ela pode ser causada por comparação entre corpos, comentários negativos, agressão física, experiências abusivas, distorção do aí leva isso leva a distorção do componente perceptual e uma incapacidade de reconhecer o corpo de forma precisa, tanto para mais, para mais quanto para menos. E aí o atitudinal, a gente
tem as estruturas que influenciam a formação dele, características físicas, sociedade, cultura, relações interpessoais, fatores psicológicos. Relações interpessoais é que entra muito família. Família é ótimo para destruir as pessoas. Família é sensocial para para lascar os outros. Gente, família é um negócio incrível, incrível como é bom para destruir as pessoas. Quanto quanto é complicado, principalmente tro alimentar a família é sempre complicado, sempre tem alguma coisa. E você tem afeto, cognição e atitude. Tudo isso leva à distorção do componente atitudinal, que leva a insatisfação corporal, grande preocupação com o corpo, supervalorização do peso e das formas corporais,
excessivo investimento corporal, desprezo pelo próprio corpo, medo intenso de engordar, evitação Corporal, negação do corpo, checagem, sentir nojo, vergonha e constrangimento com o próprio corpo. Tudo isso vem daqui e tudo isso é extremamente comum. Todas as mulheres já passaram por isso, alguns desses. Todas as mulheres conhecem alguém que tem isso num nível que a gente se preocupa. Todo mundo, né? todo, todas as mulheres, principalmente. Aí a imagem corporal, Ela pode ser positiva ou negativa. E a gente precisa compreender esse conceito, porque a gente precisa identificar como o paciente se relaciona com o seu corpo e
aí com a comida para avaliar todas essas questões, para ver como é que a gente vai lidar com isso. Se a pessoa tem um medo enorme de engordar, ela vai entrar numa dieta restritiva, você querendo ou não. E aí a gente tem que explicar para ela como é importante a nutrição do Próprio corpo, como ela precisa de nutriente para funcionar direito, como às vezes essa dor de cabeça que ela tem é fome, essa azia é fome. Ai, eu não me concentro. Senta aqui. Quanto é que você come? Que que você comeu ontem? Ah, eu comi
café no café. Eu tomei café preto com adoçante, café da manhã. Aí eu comi eh dois ovos cozidos com uma saladinha de almoço. Aí depois eu não fiz nenhum lanche. Aí eu cheguei na Janta e eu tomei uma sopinha vono. Vai funcionar essa pessoa? Vai esse corpo vai funcionar direito. Vai funcionar bem? Não vai. Falta comida. Então, do ponto de vista psicológico, a autoestima e o histórico de traumas e transtornos mentais são determinantes importantes. Pessoas com baixa autoestima tendem a avaliar negativamente o seu corpo, mesmo na ausência de diferenças Objetivas. Então, bullying, discriminação também afeta
a construção da imagem corporal. E é muito importante a gente entender essa questão da pessoa com baixa autoestima. Paciente chegou com uma autoestima muito baixa, pô, bora pra terapia. Às vezes você passa ali na na massota um livrinho de autocompaixão para ela ali. Já ouviu falar da Cristian Nef? Já ouviu falar do livrinho de autocompaixão? Dá uma lezinha nissso aqui. Deu isso aqui. Ela vai psicóloga Ver o que que ela acha. Geralmente elasão. Então dá uma lidão nesse livrinho aqui, por favor. Aí a gente conversa. Pode ser. Pode ser. E os fatores sociais incluem a
influência da família, amigos, mídia, cultura. As normas sociais ditam quais corpos são desejáveis. afetando a forma como as pessoas se avaliam. Portanto, intervenções clínicas eficazes devem considerar esse contexto biopsicossocial, né? A gente tem que Constrar isso aí. Família é ótima para destruir as pessoas. Vamos pegar um exemplo que tava tava dando bafafá esses dias. Esses dias teve uma mulher, a filha foi na casa de um de um tio, um negócio assim, olhou e falou: "Ah, lá em casa nunca tem esse suco. Minha mãe nunca compra para mim". Chegou lá, a mãe comprou uma bacia do
troço, mandou a criança beber tudo até vomitar. Não ser tortura, tá por baixo, né? Tortura. E isso é muito comum, Muito, muito, muito, muito comum. Então, a gente precisa, isso afeta a imagem corporal da pessoa, isso afeta a relação que a pessoa tem com a comida. Pessoa tá lá tentando comer na mesa criança e a mãe, porque você vai engordar, porque você come gorda, você é gorda. Vai engordar. Vai engordar. Tem que e a pessoa vai ter uma relação ótima com a comida depois disso. Vai ser sensacional. Não, né, gente? Tem que explorar, tem que
ver o Que que tá acontecendo. Cria traumas, pessoa sai traumatizada. Aí, olha só que interessante, a gente tem estudos de neuroimagem que revelam que os indivíduos com insatisfação corporal eles se comparam socialmente e tem e fazem uma avaliação negativa muito maior de si mesmo com comparação em comparação com outros indivíduos. Então, você tem um fenômeno neurobiológico por trás também. A gente sempre tem que lembrar que as questões psicológicas elas influenciam questões neurobiológicas, que é o que eu tava trazendo, né? aula passada de dei uma assistida na aula de estress e depressão que eu cubro isso
um bocado. Eu cobro isso um bocado. Olha só, aqui eu trouxe uma uma imagem com a fisiopatologia, a fisiopatologia da de algumas alterações e áreas do cérebro que são mais Atingidas em pacientes com distorção de imagem corporal mais grave, transtorno, né? transtorno desmórfico corporal, especificamente. Olha como afeta várias áreas, olha como elas se se se interrelacionam umas com as outras. Isso é muito interessante. É uma tem, sabe, tem toda uma questão, não é não é só ai tá na sua cabeça, tá, mas tá dentro também, tá tá tem uma questão biológica por trás. Então, os
distúrbios de imagem corporal incluem condições que h uma percepção distorcida do corpo, gerando sofrimento e disfunção. O transtorno desmórfico corporal, que vai ter a mala própria, e o o body checking, que é a verificação constante do corpo, e a o body avoidance, que é evitação de espelho. A pessoa usa muita roupa larga, pessoal nunca tira foto, nunca faz vídeo. que são comportamentos frequentemente associados a transtornos Alimentares, como anorexia e bulimia nervosa, mas também muito frequentes na compulsão. Aí eu falo rapidinho, transtorno dismórfico, ele é caracterizado por uma preocupação obsessiva com supostos defeitos na aparência física
e ele e esses indivíduos tendem a gastar horas do dia preocupado com essas imperfeições e que interfere significativamente na sua vida social, ocupacional e emocional. Ele representa uma distorção extrema na alta imagem, levando a pacientes a adotar comportamentos compensatórios, como dietas severas, procedimentos estéticos repetidos e uso abusivo de espelhos. Tais comportamentos não aliviam angústia, mas reforçam um ciclo obsessivo, aprofundando o sofrimento psíquico e o isolamento social. A gente tem que estar muito atento porque as pacientes podem buscar o atendimento com objetivos baseados nessa distorção. Então a gente tem que tomar cuidado para não alimentar os
transtornos dos pacientes que vão chegar na gente, tá? Porque é antiético, errado, feio, ruim. Não piorem a doença dos outros. Estejam atentos ao que tá acontecendo. Você vê que o paciente se pesa o tempo inteiro. Você vê que o paciente sabe mais de antropometria que você. Você vê que o paciente tá o tempo todo eh pegando aqui, pegando ali, Pegando aqui. O paciente chega no consultório já já pegando. Ele chega já assim, ó. P p p. Não, que aqui, aqui, aqui e não sei o quê. E tananã. E aqui tem uma baninha. E aqui tem
outra baninha. E nã aqui, ó. Aqui pega aí. aqui. Aí tá vendo que puxa de um jeito, de outro. Paciente já chegou assim, ó. Abre o olho, abre o olho que tem caroço nesse angu. Aí o body checking, né? A verificação constante no espelho, Medição do corpo com as mãos, com roupas. E aí o avoidence é a pessoa que não olha nada. São mecanismos de enfrentação disfuncionais que mantém a insatisfação corporal. Não faz bem se pesar o tempo todo. Bora falar TikTok, gente. Tem muitos, muitos influencers, eh, pessoas aleatórias no TikTok, no Instagram, que passam
o tempo todo inventando novos problemas do corpo. Ah, eh, tem a minha dobrinha Daqui, ela tem uma cor meio avermelhada e ela tinha que ser azulada. Aí, pronto, tu já tem mais mano. Ah, porque eu tô com uma papada tal e ela tem que ser assim, não, assado. Ah, porque a dobrinha da, eu acho que teve um negócio desse, a dobrinha da mão tinha que ser de um jeito e não de outro. E as pessoas elas vão consumindo, elas vão absorvendo. Isso, vão ficando malucas, gente. Pessoas vão ficando maluca. Aí vai acreditando na doida que
diz: "Passou s dias sem comer fazendo três horas de exercício por dia." Passou, passou sim, passou sim. Ó o cérebro da eterna aqui do lado. Passou? Claro que passou. Eu vou acreditar sim. Vamos, vamos acreditar. Acredita em tudo que chega na tua frente. Paciente chega com cada insanidade, vocês não fazem ideia. E aí parte do nosso trabalho é uma educação pro uso de mídias Sociais, para pessoa entender que as pessoas mentem, que as pessoas falsificam, que as pessoas não estão interessadas no seu bem. Elas estão interessadas em fazer dinheiro, em vender produto, em ganhar views,
em falar absurdos, porque aí as pessoas vão lá, eh, comentam e não sei o quê. Isso dá mais view, isso dá mais visualização, dá mais, dá chama mais gente, etc. Tá? Internetra de ninguém, é terra De bagunça. Para de acreditar em qualquer coisa que vocês vem, pelo amor de Deus. E a gente tem que estar o paciente a não acreditar em qualquer coisa que eles vem, porque senão a pessoa começa a aparecer com um monte de de neura e e e insanidade e nutre. Ó, minha coxa, ela não funciona do jeito gente, para, para, tem
que ficar restringindo o tempo de de TikTok e Instagram de paciente. Já fiz muito Isso. E alguns exemplos de verificação corporal, envolver as mãos ao redor da cintura, coxa, braço, ficar assim, né? Ah, e agora pega? Não pega desse jeito. Ficar dando zoom em si mesmo, em foto o tempo inteiro, verificar a aparência em qualquer superfície flexível que aparecer. Beliscar o apertar a pele que eu tava falando que o paciente ele fica assim, né? Pega aqui, pega aqui, pega colá. Buscar a reafirmação de outras pessoas sobre o seu peso forma corporal, Ficar perguntando pr os
outros o tempo inteiro, tá gorda, tá gorda, tá gorda? Eu vou bater em você. Eu já fiz isso com várias com várias amigas especificamente. Eu vou bater em você. Para de perguntar isso, comparar o seu corpo com fotos antigas de si mesmo que eu tava falando. Isso é um comportamentos associados à ansiedade e necessidade de controle, reforçando a ideia de que o corpo precisa ser constantemente Monitorado ou escondido. Estudos indicam-se que tais práticas aumentam o risco de desenvolvimento de transtornos alimentares e depressão, obviamente. Além disso, elas dificultam a construção de uma relação mais compassiva com
o próprio corpo. O nosso corpo não é massinha de modelar, a gente não modela ele igual bacia. Então, se ficar desse jeito vai dar ruim. Continuar desse jeito vai dar ruim. E aí a gente tem a internalização Dos ideais de magreza e muscularidade, né, para homens. Então, ela refere-se ao processo pelo qual os indivíduos adotam padrões culturais de beleza como metas pessoais a serem alcançadas. Esse processo alimentado pela exposição constante a imagens mediáticas, pela pressão social, levando a insatisfação corporal e a comportamentos alimentares e funcionais. Já falamos disso bastante por hoje, né? Esse a gente
tem que trabalhar para desconstruir esses ideais, promovendo a aceitação corporal e a saúde em todas formas e tamanhos. Gente, é, a gente tem que tomar muito cuidado com o efeito sanfona, porque o efeito sanfona, ele tem um peso sobre o sistema cardiovascular muito grande. Então, a gente tem que promover um emagrecimento que seja contínuo e que seja saudável. E às vezes a pessoa ela vai chegar num peso que é um sobrepeso Grau um e vai parar ali. E vai parar ali. E a gente tem que fazer a pessoa olhar e falar: "Não, gente, o sobrepeso
grau um tá todo o resto tá certo, metabólico tá certo, tá tudo certo, tá fazendo exercício, tá comendo bem, então tá bom, vamos aceitar isso aqui. Ah, vamos aceitar isso aqui, porque para baixar disso aqui, a gente vai ter que entrar em dieta restritiva, vai ter que entrar com fome, etc. E vai Só gerar efeito de sanfona. Às vezes a gente tem que trabalhar ali. É para dizer que a pessoa tem 120 kg, 1,60 e fala: "Não, tá tudo bem, fica aí". É para dizer: "Vamos fazer direito, vamos fazendo um tempo, vamos acertando as coisas
e a gente vai chegar num peso que dá para chegar". Aí a gente tem as intervenções baseadas no health advers intuitivo, que a pessoa ela vai chegar no peso e a gente vai trabalhar questões De saúde no peso que ela tá, tá? Insatisfação corporal leva ansiedade, depressão, obviamente leva, leva para caraba, leva sintomas ansiosos, preocupação constante com apareça, aparência, medo, julgamento. A gente já falou isso aqui, né? E a relação com a depressão é significativa, porque essa desesperança e o retraimento social, que é muito Comum da baixa autoestima e da depressão, também são também vem
juntos com muita satisfação corporal. E aí isso leva a negligência alimentar a prática extrema de controle de peso. O pessoal pode ir pros dois lados, né? E a percepção que o indivíduo tem do próprio corpo influencia diretamente o seu comportamento alimentar. Pessoas insatisfeitas com a imagem corporal tendem a adotar dietas restritivas, Comer emocionalmente ou praticar ou a prática de compulsão alimentar para tentar ajustar o corpo às expectativas sociais. E aí a gente tem também a questão de uso de ajum prolongado, vômito autoinduzido, laxante são frequentemente associados à distorção de imagem corporal. Eu tô falando de
jejum de novo. Eu só tô dizendo que jejum é critério diagnóstico paraa compulção alimentar. Eu sempre falo isso. Então assim, a pessoa tá fazendo isso porque ela quer viver mais, porque ela quer ser saudável. Ela tá fazendo isso porque ela quer ter o copo da Gisele Bit ou Graçane Barbosa ou eh a qual que é a maluca de sete dias sem comer? Putz, qual que é doida de sas sem comer? Jesus o nome dela não é Jesus, graças a Deus. Eh, Mara Card, obrigada, Mara Card, valeu, amigo. Essa Daí ela tá fazendo um jejum porque
ela tem o corpo da outra ou ela quer fazer um jejum porque em teoria vai fazer ela envelhecer mais devagar? Em teoria, eu tenho minhas dúvidas com essas pesquisas. Então assim, a gente tem que tomar cuidado com as com a motivação do paciente, que a motivação do paciente pode levar ele a doecer. Então a gente tem que entender por que ele quer fazer, que a gente já falou Disso, né? A restrição alimentar tá associada ao aumento da insatisfação corporal e ao desenvolvimento de transtornos alimentares. E essa prática de restringir calorias ou grupos alimentares inteiros, alô
low carb, é sustentada paraa ideia de que o controle de peso é sinal de autocontrole sucesso, perpetuando o ciclo de frustração e recaídas, né? Estamos aí, estamos aí. Beleza, clínica. Vamos lá. Como é que a Gente avalia imagem corporal? A gente tem vários questionários, entrevistas semiestruturadas e escalas de satisfação corporal. Essa é uma escala. Essa aqui é uma imagem, é um pedaço de uma imagem de uma escala de satisfação corporal pra pessoa dizer onde é que tá o corpo dela. Ah, tá aqui. Aí eu tem vários exercícios de botar botar um daquele papel pardo, desen
fazer a pessoa desenha o que que qual que é o seu tamanho. Agora a gente desenha, passa em Volta da pessoa, desenha o tamanho dela, bota um do lado do outro. Você tá vendo? Esse é o seu tamanho, não é esse. Tem vários exercícios que a gente pode fazer, tá? E a gente tem que explorar como é que o paciente fala sobre seu corpo, quais são suas preocupações estéticas, se tem histórico de dieta ou de transtorno alimentar, que a gente tem que ativamente escutar para que eu tava falando mais cedo, né? Aqui escuta para Ver
quais são os sinais de insatisfação corporal, qual que é o discurso da insatisfação corporal. para entender como é que a pessoa quer mudar esse corpo. E aí a avaliação, ela tem que ser realizada com sensibilidade, evitando reforçar padrões estéticos e focando na funcionalidade e bem-estar, tá? Lembra da anamnese da PS de vocês? A peça de vocês é para vocês começarem a Aprender a fazer isso aqui. Parte do da peça de vocês é começar a aprender a fazer isso aqui. E aqui a gente tem, né, por exemplo, uma uma escala. Esse daqui é o body o
body shape question. Acho que é o body shape, que é o da Unifesp que o povo traduziu. A gente tem alguns já traduzidos aí. Aqui, por exemplo, tem várias questões. Você pode observar que tem Algumas até que eu que eu botei parecida lá, sabe? Tem muitas questões, é muito legal, é muito interessante. Várias delas você pode olhar e botar o questionário de vocês. É, ó, o o as questões que eu coloquei, eu falei pra vocês da PS, eu tirei da do meu questionário que eu passo pra paciente que tem questões retiradas, não foi do body
shape, acho que foi do body made satisfaction que eu tirei do bis, não lembro agora de qual dos Dois, que são questões pra gente avaliar isso aqui, porque aí você manda o paciente, o paciente, pai, e vocês conseguem já ter uma ideia do que que tá rolando. Aí você também pode fazer os uso de registro de pensamentos e sentimentos, né, que aconteceu pá. Isso aqui pode fazer parte do diário alimentar, bota lá um obszinho, fala: "Gente, tá pensando um negócio esquisito. Joga aí, bota aí para nós. Vamos trabalhar Isso aí, levar pra terapia e tal.
Isso aqui pode fazer entrar dentro do Isso aqui pode entrar dentro do diário alimentar. Isso aqui pode ser uma coisa que você conversa com a psicóloga. Olha, eu tô vendo isso e isso e isso. Você já pegou? Você não pegou? Você quer trabalhar com isso? Vocês vão puxar isso? Que que você acha de fazer um registro? Se fizer, manda para mim também. Eu posso ter acesso, sabe? Vai conversando. Então, sempre lembrando que A gente tem que explorar as ambivalências e resistências relacionadas ao corpo alimentação, utilizar perguntas abertas, afirmações positivas, a escluta reflexível, a sumarização. Lá
das primeiras aulas que eu falei bastante disso, né? Dentro da entrevista motivacional, é preciso usar a entrevista motivacional para esse tipo de paciente. É muito importante PCC, trabalhar com a Reestruturação de crenças, né? A pessoa fala: "Só vou ser feliz sem emagrecer, o meu valor depende da minha aparência, etc." Então, a gente vai usar as técnicas de TCC para ajudar esse paciente a reestruturar esses pensamentos, essas crenças. Aí dá para fazer até, por exemplo, uma coisinha assim: "O que que a minha compulsão diz? O que que a minha recuperação quer?" Cara, um quadrinho desse é
muito legal. Quadrinho desse é Muito legal de montar com paciente. Muito, muito legal a pessoa aprender a tirar um dia de folga, sabe? Entender o que que é realmente que a comida vai fazer com ela e tal. Isso aqui é muito muito legal. trabalhar o corpo enquanto instrumento e não ornamento. O nosso corpo ele existe, nossas pernas existem para andar, para Subir uma escada. Eu a minha coxa não tem que estar no formato X YZ. Ela tem que me levar até a praia e me fazer ficar de pé das 6:30 da tarde até às 2:30
da manhã. Provavelmente a hora que vai acabar esse show. Essa função minhas pernas. Segurar até lá. Não é tá torneada. do meu braço é pegar o meu celular e segurar ele pro tempo suficiente para eu conseguir ler os meus Romancinhos. Não é não dar tchauzinho, ele vai dar tchauzinho. Tchauzinho existe, ó. Tchauzinho. Ele pode dar menos tchauzinho. Pode algum tchauzinho, muito provavelmente sempre vai dar, tá? Essa parte de entender o corpo enquanto instrumento e não ornamento, tá fazendo sentido? Aproveitar fazer uma pausa. Tem dúvidas até aqui? Deu para entender? Essa parte Ficou bem clara, não
ficou? Sente. Tá. [Música] Ficou tudo claro, né? Beleza. Então vamos lá. Então nessa mesma linha, por quê? Porque quando a gente, o indivíduo se concentra nas capacidades do corpo, como se movimentar, respirar, abraçar, em vez da estética, a satisfação corporal tende a aumentar. Isso reduz ansiedade Relacionada à imagem e melhora o relacionamento com a alimentação, porque ela passa de ser um meio de controle estético e passa a ser uma fonte de energia e de prazer, tá? É, nesse sentido também, atividades físicas prazerosas e não compensatórias. Movimento corporal, ele pode ser uma forma de expressão, diversão,
bem-estar, ao invés de um meio para queimar calorias. ou alterar Aparência. Tenho uma lista de lugares próximos que oferecem, sei lá, eh coisas eh vôlei, futsal, basquete, sabe? eh que sejam esportes, que sejam colaborativos, natação, eh dança, dança online, dança presencial, yoga, eh, personal que não seja maluco. Eu tenho um, particularmente, passei por uma amiga minha, ela considera ele Sádico, mas todo mundo sabe que todo o povo da educação física é meio sádico mesmo. Eles gostam de ver a gente sofrer, mas desde que não seja sofrendo com o corpo, querendo ser magra e sofrendo para
fazer o joelho funcionar melhor, tá valendo, porque, né, exercício físico vai doer de vez em quando, acontece as melhores famílias. Então, assim, tenha uma lista de profissionais, lugares e atividades Para falar para as pessoas que sejam sobre saúde, tá? E não só sobre aparência. Então pensar dança, yoga, caminhada, porque elas favorecem a conexão da mente e corpo e aumentam a percepção de competência e autoestima. É, a gente vai trabalhar um pouquinho com a prática de autoaceitação e compaixão corporal. Não é para est resignado, mas é um movimento de respeito e cuidado, rompendo com a Exigência
constante de mudança estética. Só vai comer bem porque ela precisa comer bem. Ela vai se exercitar porque exercitar vai funcionar o joelho melhor, vai fazer a cabeça melhor, vai ela não perder o réu primário, entendeu? Essas coisas é por isso que ela vai fazer. E a compaixão corporal é uma extensão da autocompaixão, onde se desenvolve uma postura gentil e compreensiva com o próprio corpo, mesmo diante da insatisfação e sofrimento. Práticas como Meditação da bondade amorosa e afirmação positiva ajudam a fortalecer essa relação. A gente tem que ser trabalhar com a imagem corporal no atendimento nutricionais
de sensibilização, conhecimento e compromisso com uma prática inclusiva e respeitosa. Então tem que tomar cuidado, gente. Sempre lembrando que não é pra gente pisar no calo de psicólogo, é pra gente fazer a nossa parte pronto. E o corpo da paciente é um território de Experiências, memórias e significados que não podem ser reduzidos a medidas ou estéticas. O paciente é muito mais complexo do que o peso, do que a porcentagem de gordura, porcentagem de músculo e etc. Paciente é muito mais complexo do que isso, tá? Lembrai sempre. E é isso, acabou. atividade física que o paciente
goste e que seja divertida. Exatamente. Estou encerrando a gravação por aqui.