[Música] os luxos da corte francesa que incomodam a a população na França na Revolução Francesa todo esse luxo esse excesso ele é feito com o dinheiro que vem das plantações de cana em São Domingos você está ouvindo o história [Música] FM salve ouvintes do história FM bem-vindos a mais um episódio desse podcast pela leitura obriga história eu Sou iis Rodriguez E hoje vamos falar sobre revolução haitiana uma das revoluções mais interessantes da história e que a gente precisa aprender mais sobre né Inclusive eu porque eu admito que eu não entendo tanto assim do assunto mas
hoje é dia de aprender e para falar sobre o assunto eu convidei Betânia Pereira a quem eu passo a palavra para se apresentar para vocês então Betânia seja muito bem-vinda e fique à vontade para se apresentar para Pessoal Olá a todos e todas que estão ouvindo meu nome é Betânia Pereira eu sou doutorando em história pela Unicamp onde eu pesquiso história do Haiti mais ou menos um pouco no século XIX Então é isso vamos conhecer um pouco mais sobre essa revolução que abalou a América Latina e o mundo depois os [Música] comerciais Então pessoal quero
começar esses comerciais de hoje trazendo mais uma divulgação de livro para vocês mais Precisamente o livro filosofas O Legado das mulheres na História do Pensamento Mundial que foi escrito pela Natasha henman e a Fabiana Lessa a Natasha e a Fabiana elas são professores do ensino básico e o que inspirou elas a escrever esse livro foram Os questionamentos que elas viam dentro de sala de aula mesmo dos alunos perguntando afinal de contas existem mulheres filósofas porque quando a gente fala em filosofia pessoal lembra dos filósofos gregos de filósofos Alemães Mas e as mulheres esse livro ali
tem 280 páginas e ele é uma espécie de manual que foi feito já pensando num público geral não especialista para professores e professoras de história que querem aprender um pouco mais sobre a contribuição de mulheres filósofas para preparar a aula para levar pra sala de aula isso então esse livro traz pequenos textos que trazem biografias contexto histórico a explicação de alguns conceitos básicos da filosofia de Várias intelectuais que estão presentes nesse livro né os capítulos eles são separados ali em Idade Antiga média moderna e contemporânea ele discute ética política gênero raça classe fala de filosofas
europeias traz pensadoras de fora da Europa também América Latina Ásia África esse livro ele foi publicado pela maquinária editorial e tá disponível na versão física e digital que eu vou deixar o link para vocês no post desse Episódio no nosso site storia Fm.com se você clicar no post desse Episódio você vai achar a ficha técnica completa os livros que a professora indicou no final e o livro da Natasha e da Fabiana pra compra lembrando o título é filosofas o legado das mulheres na História do Pensamento Mundial fica aqui a dica de leitura link para comprar
lá no site e eu quero aproveitar para agradecer os nossos colaboradores no apoia-se se você quer apoiar esse projeto se você acha que vale a pena Financiar um projeto Educacional gratuito para que mais pessoas possam ter acesso a ele com tempo né com a permanência desse projeto e com a expansão dele com o tempo você pode apoiar em apoia.se bar obrigahistória você pode fazer isso a partir de r$ 2 mensalmente o apo te cobra ali via cartão ou boleto né o método que você escolher e com R 5 por mês você pode ouvir os episódios
do históri FM com antecedência e os nossos Novos apoiadores e apoiadoras São Diogo dólar Marcelo Pereira Rodrigo Lacerda Guilherme Nunes Alisson Miranda Walter bigelli Gabriel Baleiro Emanuel kerna Rafael Aires Francisco ditrich Marilda M Luiz Petri Alan Maciel e Roberto Júnior Muito obrigado a todos e todas vocês que colaboram com a gente é por isso que o stor FM sobrevive é Graças a vocês e se você que tá ouvindo quer colaborar também é só acessar apoia.se obriga a história e fazer a sua contribuição com Qualquer valor a partir de R 2 mas se você quer fazer
uma doação pontual se você não quer assinar nesse momento Quer deixar para depois talvez você pode fazer isso via PX com a chave leitura obrigahistória @gmail.com repetindo leitura obrigahistória @gmail.com agora chega de papo e vamos para Episódio [Música] para começar eu queria te perguntar se Você poderia falar um pouco sobre a situação de São Domingos né o Santo Domingo atual Haiti antes da Revolução Antes de tudo eu queria que a gente não tivesse assim uma visão teleológica da situação né da eu entendo que a centralidade a importância da revolução haitiana ela meio que toma conta
da das das narrativas e Mas isso não pode guiar necessariamente a forma como a gente interpreta os acontecimentos eh esse antes da Revolução Óbvio que eu entendo O que você quer dizer mas ele também pode ser muita coisa enfim a gente tem uma situação de aumento de conflitos raciais até mais ou menos 1760 1770 a a revolução aitana começa em 1791 né então até mais ou menos 1770 apesar da escravidão e da violência dessa escravidão no Haiti havia uma certa tolerância racial como eu posso dizer principalmente com pessoas Libertas que tinham acesso a dinheiro enfim
que Tinham fazendas e conseguiam manter manter a sua vida como como pessoas plantavam cana etc essas pessoas tinham uma certa inserção na sociedade que eles conseguiam conviver relativamente bem com o pessoas brancas que eu quero dizer que a questão apesar da escravidão a questão racial para uma certa Elite Negra não era algo preponderante porque havia um elemento de classe que a AX imava essas pessoas das das pessoas brancas O que acontece a partir de 1770 Mais ou menos a França começa a reforçar um discurso nacionalista e nesse discurso nacionalista principalmente para trazer as pessoas brancas
que estavam na colônia né porque tem essa distância entre entre colônia e Metrópole para trazer essas pessoas mais para perto da França e esse discurso nacionalista ele também apela para uma identidade da da branquitude né de de aproximar essas pessoas da da da sua Metrópole É nesse processo então que Pessoas negras mesmos os os os que tinham algum tipo de direito começam a experienciar um certo tipo de exclusão e de retirada dos seus direitos não sei por exemplo ah pessoas que conseguem acessar comprar liberdade ou ficar Livres escravizados não podem ah usar nomes franceses tem
que ser nomes mais africanos ou começa a ter uma restrição de acesso a heranças por exemplo de filhos filhos de de de pais brancos com mulheres negras né o acesso a essas Heranças era relativamente Ok a partir assim de 1770 mais ou menos o governo francês começa a colocar alguns impedimentos então além da violência da escravidão a gente tem essa situação em que pessoas que a gente chama de mulatos enfim eu tenho algumas restrições com isso depois eu posso explicar melhor começam a ter os seus direitos cados por uma questão racial pela identidade que eles
têm eh ligada à África e e isso vai escalando né de uma forma que provoca eh Uma uma série de atritos e quando tem a Revolução Francesa em 1789 Eh esses mulatos começam a apontar as contradições entre o que a Revolução Francesa fazia e o que a França estava fazendo com os seus cidadãos porque essas pessoas eram negras mas eram cidadãos eh franceses e aí a gente tem uma explicação meio clássica né da da historiografia de que ah é antes da Revolução a ilha tinha uma população de acho que é 400.000 escravizados 30.000 Mulatos e
20.000 brancos alguma coisa assim né e é é mais ou menos essa a explicação que geralmente a gente ouve para quem tá tentando explicar a situação de conflito né você tem uma grande quantidade de escravizados e de fato era algum número ali entre 490 a 500.000 submetidos a um regime de de violência a escravidão na Ilha de São Domingos é muito violenta mas eu queria também acrescentar alguns outros elementos que vão trazer essa Instabilidade que é essa instabilidade política que vai permitir que a que a Revolução atiana aconteça Então existe também uma mudança do governo
francês em relação a pessoas negras sobretudo pessoas negras livres que vai de 1770 para 1780 trazendo uma série de de restrições de direitos que junto com com a escravidão eh criam um momento de muita instabilidade dentro da Ilha que que tava mais ou menos eh controlado em 1789 tem início a Revolução Francesa Inclusive para quem tá ouvindo e quiser saber mais sobre revolução francesa tem um episódio aqui no podcast também mas enfim entre outras coisas a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão afirma que os homens nascem livres e iguais em direitos Lembrando aqui
que eles usavam homens como sinônimo de humanos né Eu acho que ficava mais fácil botar humanos Mas enfim Apesar dessa declaração falar isso sobre seres humanos nascerem livres e Iguais em Direito e tal isso não era uma realidade em todos os contextos para todas as pessoas e também não era uma realidade na colônia francesa de São Domingo né então eu queria saber o seguinte eh algum grupo de São Domingos fez reivindicações nesse sentido para essa França revolucionária e como é que chegam as notícias da Revolução Francesa para os escravizados no Haiti eu acho que primeiro
a gente tem que pensar na Revolução haitiana com uma cronologia Própria e sem necessariamente a gente se pautar pela Revolução Francesa e já haviam reivindicações de liberdade e igualdade antes da Revolução Francesa tem um um Historiador haitiano que eu gosto muito Jean Kimi e ele diz que as lutas de liberdade elas se iniciam ainda na África e e eu gosto que o Kimi diz que ele se refere aos seus ancestrais como não como escravizados mas como guerreiros né porque a violência da escravidão e guerreiros não não pensando Uma coisa Militar de soldado mas porque a
violência da escravidão impõe uma constante situação de guerra e tensão porque as pessoas que estão escravizadas não querem estar naquela situação e eu acho que a gente pode pensar nessas revindicações Ah que não só que antecedem a Revolução Francesa mas que se dão a partir de uma outra epistemologia por exemplo a partir das práticas de de fuga que a gente chama de marronage que são a Escravizados que simplesmente se organizavam e fugiam da das das das plantations e se escondiam na nas montanhas o Haiti é uma região muito montanhosa né as plantações de cana se
se fazem nas planícies mas a região das montanhas era um lugar de que abrigava esses escravos fugidos vindos da desse processo dessa prática da marronage e e eu acho que essa é a primeira a primeira coisa que a gente pode pensar em grupos que estão reivindicando liberdade Mas Pronto essas reivindicações Elas começam a ser mais sistematizadas né em uma linguagem mais próxima dos moldes da da política francesa acho que a gente pode pensar isso na ação de um homem mulato chamado Julian remon ah O Julian remon não é muito conhecido no Brasil mas ele era
um um homem ele era um homem de propriedades ele se casou também com a uma mulher negra que também tinha algumas propriedades ele veio do Sul da Ilha de São Domingos e e o sul de São Domingos tem uma característica muito específica por conta da distância com a França né existe um processo de criol iação e realização assim eu quero dizer de criação de uma identidade local eh tanto entre brancos quanto entre entre pessoas negras mas que essas pessoas já se começam a a pensar ã autônomas e principalmente também porque a a distância com a
França provoca uma uma Independência mais ou menos do mercado com a França e uma conexão com o resto Do com o resto do Caribe por conta da da sua localização o Sul do Haiti consegue fazer comércios e trocas culturais enfim com o resto do do do Caribe com mais intensidade que os que as outras regiões Mas enfim as reivindicações do Julian rimon eram muito mais no sentido de uma igualdade política Mas também de retorno aquilo que a que a ilha era em 1770 1780 que eu tinha falado dessa possibilidade de convivência entre pessoas brancas e
negros Livres né porque era uma uma uma Questão de classe para esses negros Livres né que nesse momento 1770 e 80 que ainda prevalecia sobre a questão racial quando essa chave muda quando ao invés de ser identificado como dono de plantation o remon e outras pessoas parecidas né Eh passam a ser vistas como entre aspas africano aí que a coisa muda e ele começa a a reivindicar seus direitos de volta e e os direitos daqueles que são iguais mas além ainda né dos escravizados de mulatos como Julian remon tem outras revindicações que eu acho muito
interessante tem ah algumas algumas posições mais radicais Ah tem tem um grupo Ah eu acho que é o é o Rigor enfim eu não vou lembrar mas são alguns Alguns homens que vão ser líderes né disso que a gente chama de revolução haitiana em 1792 Eles escrevem uma carta para a assembleia francesa de paraa assembleia geral da França né apontando as contradições do da carta dos Direitos do Homem do cidadão da França isso ainda Em 1792 isso ainda alguns uns meses antes da abolição da escravidão eh e é é muito interessante ver porque eles escrevem
dizendo eh apontando que a a a Declaração dos Direitos do Homem do cidadão ela tem alguns problemas porque não tem não faz sentido que um branco que tenha escravizados esteja falando em em liberdade é muito interessante esse documento a e ao mesmo tempo eh a carta está convoca os haitianos libertos a se unir a eles que são os aanos livres na Verdade são esses esses que escrevem a carta são ex-escravizados e eles convocando esses homens que se identificam via via classe com brancos dizendo olha não é por aí que a sua identidade tem que ser
construída né não não no contexto que a gente vive não faz muito sentido confiar em brancos ainda mais em brancos que se palam por uma questão racial Então é isso a é é muito para mim pelo menos para mim é muito interessante vê que pouquíssimo tempo Depois de 1789 já existe reivindicações bastante radicais que apontam Quais são os problemas dessa declaração dos direitos do homem né Eu acho isso incrível e como essas notícias chegam no hati primeiro que são São Domingos tem uma imprensa forte existe uma uma tradição de imprensa em São Domingos e depois
no século 19 haitiano a imprensa é é intensa eh assim como na França né a gente fala muito da Imprensa Da França do finalzinho do 18 e do 19 no Haiti também mas o hai está localizado no Caribe que é um espaço de intensa circulação de pessoas de comércio Então é isso existe uma troca de ideias que tá passando pelo Haiti justamente né ou São Domingos ainda no momento né você tem eh homens como o Julian remon ele vai pra França representando representando o Haiti como Deputado da das colônias então não e não só Julian
reimond né Tem tem um livro muito interessante de um Historiador chamado Julius Scott o livro se chama common Wind e o Julius Scott tá falando exatamente um pouco dessa circulação de de pessoas de ideias de revolução de ideias de liberdade que essas coisas eu acho que eu eu não gosto de dizer que essas ideias saem da França eu acho que a França eh fornece um novo vocabulário através do qual ex-escravizados ou pessoas negras de São Domingos conseguem fazer sua suas reivindicações dentro desse desse Vocabulário político da França mas são reivindicações que já estavam sendo gestadas
e pensadas desde o momentoem em que a escravidão tem seu [Música] [Música] início a primeira revolta de escravizados ocorreu no dia 22 de agosto de 91 aí eu queria te perguntar como é que foi organizada e executada essa revolta quem eram os líderes né quem fez parte da revolta e qual foi o papel do Voodu nesse momento porque né o pessoal tem essa visão estereotipada do voodu e tal galera que viu aquele desenho do pica-pau e não sei o quê voodu é pr jacu e ignorando que existe todo um contexto religioso que tem origens africanas
passa pelo Haiti depois vai até pra Luisiana enfim como é que foi esse contexto ali do da Revolta da organização e o papel do vodo né primeiro que essa pergunta ela ela dá uma pesquisa inteira só esse momento das Da da organização dos escravizados eh e de pessoas negras Livres né A partir a partir da religião enfim dá uma uma grande pesquisa mas esse esse início da Revolta eh é fruto de uma de uma celebração Vodu uma cerimônia que que tem um nome específico a cerimônia do boaca imã que que é a a região da
Mata né ali onde eles estão e a importância do vodou ela não é só simbólica né e aqui reforçando né não é aquele vodu de Poções não é isso é o vodu como uma Religião Ah e em certa medida talvez se aproxime um pouco do Candomblé Mas enfim não é uma coisa só simbólica essas revoltas elas T tem líderes um dos líderes mais importantes é o Buk mut é um lugan é um líder vudu religioso mas também é um líder político Ele é um homem que provavelmente sabe ler né o nome o o nome dele
era buna ele carregava livros ele ele sabia ler e aí essa cerimônia é o momento em que ele faz uma grande oração e era era um Momento em que contava com 3 5.000 pessoas negras ali é é um número muito grande então ele faz uma oração que é como uma chamada pra luta e Essa oração é uma coisa política e religiosa né ele chamando para Liberdade dizendo que são os a os loá do Vodu as divindades do que estão chamando essas pessoas para e conquistar a sua própria liberdade e é importante a gente citar que
ele não não é o único Líder nessa cerimônia ele tá junto com uma mulher a Cecile fatiman Que era uma uma Mambo do Vodu ela era uma mulher importante também com com uma certa influência política ali na entre entre esses escravizados e é interessante pensar que essa celebração de de 21 de Agosto ela veio de uma série de reuniões anteriores embora a gente a gente sempre fala do 21 de agosto Mas provavelmente no 14 de agosto uma semana antes uma parte dessas pessoas também estavam Reunidas e talvez Em menor número mas já estavam Reunidas para
Fazer esse debate e decidir como a a revolta iniciaria e embora o buchman seja sempre lembrado como um líder religioso do boak kaimã a revolta ainda contou com outros líderes né que embora sejam nomes novos para para um público brasileiro eu acho que é interessante a gente frisar que teve homens como a janob boué Jean François ou Jorge bassu o Jorge bassu na verdade é um homem com uma trajetória incrível ele fica por ali pela revolução haitiana H um tempo e Depois ele vai pra Flórida vai pra Cuba e sempre procurando participar de revoltas de
guerras de independências ele morre na Flórida Mas enfim e eu não vou ficar viajando muito que eu gosto muito da trajetória do Jorge biau mas enfim é isso que eu queria dizer são vários líderes que que estão ali nesse momento na cerimônia do boaca imã pensando em como organizar a aquele grande contingente de escravizados que o e de pessoas eh livres que querem eh Contribuir para o fim da escravidão mas eh voltando à questão do Vodu é importante a gente pensar nessa religião como uma possibilidade de autoafirmação sabe que traz pros escravizados um senso de
humanidade que eu acho que é isso esse sência de humanidade que a religião traz para essa a população e pensando em como essa celebração leva a uma organização do início da Revolta que é basicamente uma destruição muito eficiente dos Engenhos e das plantations Das plantações de açúcar é ali que eles se decidem que vão começar a queimar e a destruir todas as plantações de cana e todos os engenhos conforme eles vão e encontrando no caminho e é muito eficiente né porque em poucos dias e eu não vou lembrar os números exatamente mas em questão de
3 4 5 dias essa população consegue destruir uma quantidade de engenhos que paralisa a produção de açúcar no Haiti naquele momento Então e e e o plano é tão Eficiente que eles quase chegam na capital assim eles estavam muito perto de chegar na capital mas os o dbook não entregue as autoridades descobrem o que tá acontecendo mas é isso é uma uma cerimônia religiosa mas com caráter um caráter político muito forte que cataliza e que organiza e cataliza esse potencial revolucionário que tava ali sendo gestado por grupos separados então a cerimônia do boaca imã ela
Ela Une Todas as pessoas e e dá uma uma Organização pro que se deve fazer você pode falar sobre quem era tuci litur e como ele passou a liderar a revolução bom além de alguns nomes que eu já citei a figura do to Vert é bastante é bastante importante e ele ele é fundamental pra gente entender né Tem tem um livro da Carolyn fake ela conta né é o livro é sobre a revolução é um trabalho de arquivo incrível e aí ela ela conta como Provavelmente o tanos Vert sabia dessa reunião do boá caimã Mas
ele não vai justamente para não levantar suspeitas né porque o que acontece o tusan Vert nasceu escravizado mas ele passou parte da vida não ele não passou parte da vida no na plantation por muito tempo ele foi coiro e é importante taca isso porque como cocheiro ele conseguia ter um uma possibilidade de mobilidade né ele ele podia ir para vários lugares Esse era o trabalho dele e também ele tava em contato com outros cocheiros e com Outros escravizados eh que não eram necessariamente do campo tava ali circulando pela cidade num num espaço urbano juntando informações
e pessoas e aí o que acontece quando o tusan fica livre eu não lembro se ele chega a comprar o foria ou ou se eu não eu não lembro exatamente como ele fica ele fica livre mas ele consegue entrar pro exército E é muito importante a gente pensar no exército na França nesse momento também né 1780 pós-revolução francesa porque é o momento em que a França começa disputas mesmo nas colônias com outros poderes europeus Com exércitos britânicos com Espanha então o exército meio que vira um um espaço onde essas pessoas negras conseguem acessar liberdade ou
acessar direitos porque a França precisa de manter um exército constante nas colônias para não ser atacada né então é muito muitos dos líderes da revolução haitiana é através do exército que eles Conquistam a liberdade né a França diz se você entrar pro nosso exército você tá livre a Espanha também enfim e E aí o tano Vert dentro da carreira militar ele vai acendendo ele e ele vai acendendo porque o tusan era um líder muito bom eu eu acho que ten livro do do James o jacobinos negros em que o James vai mostrando como ele ia
galgando lugares e como ele era muito ingenioso em conseguir treinar o seu exército a partir do nada e com isso poder negociar Com a França ou negociar com a Espanha e é assim que o tsan Vert vai Conquistando o lugar como um líder quase inato assim alguém que parece ter nascido para aquilo para liderar o seu exército seus exércitos e Comandar um país Ele tinha uma capacidade de negociação era ISO que eu tava tentando lembrar uma capacidade de negociação muito forte e de criar esquemas para derrotar os seus inimigos e inimigos eu fala que não
só opositores opositores que não fossem franceses Mas Mesmo governadores que a França manda pra ilha o tsan consegue manipular essas pessoas e quando eu falo manipular aqui não é uma ah tsan Vert era um homem ruim eu acho que dá pra gente pensar que também ele era um militar que tava ali fazendo o que que ele tinha que fazer você está ouvindo o história FM quais eram as disputas internas entre os diferentes grupos sociais depois que a Revolução já tinha começado tinha ali alguma disputa interna Entre esses Grupos que já estavam lá quando a revolução
começa geralmente a gente encontra na historiografia uma perspectiva de que as diferenças eram apenas raciais eh essa divisão clássica né de três grupos brancos negros mulatos e que essa divisão racial tem uma correspondência Direta com classe e aí as pessoas pessoas brancas são são os donos das propriedades os mulatos uma classe média entre mil aspas e os negros são adivinos da escravidão né Eu acho Que a gente tem que olhar com mais cuidado para isso É principalmente porque se a gente pensa em o sistema racial em algum momento pessoas eh mais retintas e mais claras
vão ser colocadas no mesmo mesmo pacote mas e e também porque na verdade esse esse grupo de pessoas negras é um pouco mais complexo né a gente encontra pessoas negras no grupo de mulatos e pessoas mulatas nos grupos de negros ou ou de pessoas advindas da escravidão então a gente Nesse momento da revolução a gente tem grupos de de libertos com acesso à terra e com plantations reivindicando direitos e aí quando eu falo direitos eh por exemplo direito de de representação poder votar Ou estar na na Assembleia Francesa como representante das colônias É nesse sentido
e essas pessoas elas transitavam ali entre grupos que exigiam eh exigiam o fim da da escravidão junto com leis escravizados também que que passam nesse nesses espaços de abolição E também os brancos e que estão ali em disputa por conta também de desdobramentos da da Revolução Francesa Então eu acho que aqui dá pra gente pensar em como as revoluções começam a se ligar quando a população das da colônia percebe a que eles podem se apropriar desse debate República versus monarquia que a Revolução Francesa traz e mais se apropriar desse debate para poder negociar reivindicações próprias
e fazer faltar as questões nos seus Próprios termos então o que que eu quero dizer né ao longo da história da revolução haitiana a gente encontra eh líderes até próprio tsan virt líderes negros que ora se associam com a Espanha ora estão negociando com a Inglaterra justamente porque eles estão tem essa maior população mas essa situação de instabilidade que a Revolução Francesa trás faz com que seja possível que esses grupos das colônias consigam eh consiga se apropriar dessas questões eu acho que Pelo menos para mim algumas coisas que eu tenho tenho visto é é muito
mais esse momento ali né entre 1789 e 92 existe muito muitos debates sobre quem quem é Republicano ou quem é monárquico ou o que a república pode oferecer ou o que a monarquia pode oferecer do que necessariamente essa disputa racial fechada eh eh negros versus mulatos ou brancos versus mulatos existem outros elementos que tornam esses espaços de competição Infinitamente Mais completos Do que esses esquemas raciais como é que foi o processo de abolição da escravatura no Haiti né a abolição em São Domingos ela aconteceu em 1793 quando tan negocia a entrada do exército quando negocia
sua entrada para exército francês né e em 1794 três Deputados de São Domingos participam na conversão nacional na França onde ocorreu a abolição em todas as colônias francesas Quem eram Esses deputados e o que que se sabe sobre a participação deles na Convenção Você pode falar um pouco mais sobre esses dois momentos hum é Ótima pergunta eu acho que é interessante a gente pensar o o a abolição da escravidão na Ilha de São Domingos no futuro ha é a primeira que acontece na na nas Américas né Eh e esse processo de Abolição ele é extremamente
complexo Ah e bastante eh e ainda pouco conhecido no Brasil e enfim o que que eu tô tentando dizer que a Revolução haitiana é um assunto tão ah ou mais complicado do que Muitas das revoluções desse período que a gente conhece se às vezes até hoje eu vejo ainda publicações e republicações de livros sobre revolução francesa eh seria muito possível fazer a mesma coisa com Haiti Mas enfim com essas revoltas começando em 1791 a França acab enviando dois representantes para tentar dar uma acalmada na situação e aí que H aparecem dois representantes franceses o etien
poel e o leg sonton o felic sonton esses Dois eh ao chegar na Ilha né cada um vai para para uma região mas o que acontece é que as revoltas que vinham em 1791 embora elas tenham sido inicialmente eh eh a a as autoridades francesas tenham segurado inicialmente impedido inicialmente depois com o tempo vai ficando cada vez mais difícil eh controlar essa população em situação de de uma de rebelião Então o que acontece que fica impossível fica inover a região do da da Ilha de São Domingos Fica Ingovernável por conta ah das rebeliões que os
escravizados vêm provocando desde 1791 E mais uma vez eu reforço por conta da instabilidade do próprio governo francês que tá passando a a própria França também tá passando por uma revolução né isso enfraquece exército enfim traz uma série de outras questões e aí os escravizados começam a se recusar a trabalhar seja por uma forma de de fugir da violência das plantations ou porque essas plantations engenhos Estão simplesmente destruídos eles não as pessoas não querem mais retornar ao trabalho então esse momento bem pré Abolição de novo é quando a gente encontra as pessoas negras se associando
com Espanha ou com os britânicos mas também eh é quando a França instaura alguma possibilidade de direitos iguais para pessoas mulatas né Principalmente por conta de reivindicações do Juliano reimon etc essas essas reivindicações são atendidas E aí é interessante pensar A a França não aceita essas reivindicações dos mulatos porque Ah Agora eles sabem que é importante igualdade racial Mas é porque eh a França acredita que assim ela vai conseguir utilizar esse grupo de mulatos para acalmar os escravizados aí tem uma ideia de uma coisa meio biológica do racismo que como os mulatos estavam eh um
pouco mais próximo dos escravizados então talvez eles saberiam acalmar e negociar eh melhor com essa com essa População só que apesar disso Apesar desse desses direitos um pouco mais mais igualitários nada acontece em relação à à escravidão E aí é aí que a população escravizada começa a forçar ainda mais pela Abolição então assim né evidente que o tsan virt foi importante pr pra revolução itiana etc mas ele também era um homem como afiliação republicana e a partir de um de um momento né os valores republicanos eles ficam muito fortes em tuando Vert Eu acho que
isso impede Uma Postura mais radical da parte dele e radical eu digo aqui é é é a defesa aberta da abolição e eu acho que por isso é importante a gente se cercar de outros sujeitos da história atiana e olhar e eh escapar um pouco dessa centr idade desses grandes líderes né e olhar paraas ações de outras pessoas que fazem movimentos políticos e organizados mas que não necessariamente nessa linguagem meio Iluminista da França sabe então a reivindicação de Liberdade como eu já Tinha falado ela não começa em 1792 93 ela vem desde o início da
escravidão mas em 1793 aqui tem um ambiente propício para que esses planos deixem de ser apenas planos e aí tem o o o GAP o intervalo a abolição ela é declarada na ilha primeiro acho se eu não me engano acho que só na região norte ah depois porque os Comissários franceses eles estão cada um numa numa região aí um decide pela Abolição geral porque tava impossível eh conseguir controlar a População e negociar até que essa informação se espalha e chegue no no no no sul enfim leva um certo tempo e depois ainda essa Abolição é
aprovada na França então o movimento começa na ilha mesmo e quem encaminha essa discussão são os três deputados que você né os que foram enviados por São Domingos para representar a colônia O primeiro é o é o Du fet o Luis Pierre Du fet o segundo é o Jean Batista b e o Jean Miles o Du fet é um branco abolicionista francês o João Mes é o que a gente chama de mulato né e não se sabe muito sobre a trajetória do mes o que se sabe é interessante e daria uma outra pesquisa ele depois
quando ele tá na França quando Napoleão toma o poder ele morre na ilha da córcega e a a córcega era uma prisão para onde o Napoleão mandava os os inimigos políticos né e prisioneiros no geral e o J morre lá até porque mesmo que isso não seja muito falado Napoleão tem planos muito concretos de restringir a vida da População negra mesmo na França não só em São Domingos mais na França tem tem uma documentação interessante do Ministério da Marinha da França que mandar pessoas negras paraa córcega não é uma coisa muito estranha parece ser algo
relativamente comum Napoleão depois que Napoleão dá o golpe e por último tem o Jean batist B é um um homem negro também que foi escravizado O Joan Batista B tem um um retrato muito interessante feito pelo pelo girodet o Jodê né que fez aquele quadro do Juramento dos horácios né então tem um retrato muito interessante do Joan Batista B ele foi escravizado nasceu na África provavelmente conseguiu sua liberdade comprou sua própria liberdade e é outro homem que através do exército né assim como outros líderes da revolução atiana ele ele consegue acessar acessar alguns direitos de
uma certa conquista de cidadania ele conseguiu fazer uma carreira uma Carreira importante e ter e ter um destaque dentro da da revolução itiana mas dentro da Assembleia francesa justamente porque é um dos que leva esse debate da Abolição ou melhor que leva de fato a abolição para dentro da da Assembleia facilitar aos indivíduos os meios necessários para o seu livre desdobramento terras máquinas alimentos e bibliotecas e depois deixar que ele se desenvolva na medida de suas Energias em 180 o t ele virou governador de Santo Domingos né E aí eu queria saber como é que
foi esse governo e se já existia nesse momento ali um Não digo nem desejo mas algum tipo de articulação para que são domingo se emancipe da França é uma emancipação e criar um novo país eu acho que é difícil dizer que pelo menos durante a sua que tsan no Vert tenha articulado algo em torno disso o que ele faz depois de 1801 enfim tsan era para mim ele era um Grande gênio assim dessas negociações ele escreve uma constituição porque tem meio que um buraco no governo francês sobre o que fazer com as colônias é sempre
uma decisão que nunca chega integralmente e o tousan é muito esperto em perceber esses esses buracos e falar olha já que vocês não decidem é aqui eu decidi então a a constituição que ele escreve É mais ou menos nesse caminho e aí como essa constituição ele não não não é uma constituição que leva a Independência né ele ele sugere que a que o ha que São Domingos continue autônomo mas dependente é meio que sei lá um torado francês alguma coisa assim e e o tusan ele foi muito eficiente em eliminar outros revolucionários que quiser que
tinham um discurso mais radical de independência essas pessoas ele não não deseja manter no governo porque ele sabe que isso pode trazer atrair o exército francês contra contra a ilha ou pode trazer algum tipo de de Confusão que que algum tipo de disputa que não seria interessante Então é o tusan vai afastando todas essas ideias radicais porque é é isso que eu tinha citado o tusan Vert ele ele é um um Republicano sabe tipo ele segue todas essas ideias de República da França porque isso que ele usa também como moeda de negociação para provar pra
França que existe uma relação de fidelidade de identidade que ele vai sim lutar com os seus exércitos pela França Numa possível situação de guerra etc e aí o que acontece é que ausência de radicalidade é é complicado dizer isso porque já é completamente radical imaginar um homem negro na posição que tando verture alcança né mas enfim e quando eu falo em radicalidade eu tô pensando um pouco talvez em abolição e Independência isso isso faz com que o governo dele seja ah bastante complexo eu acho como tousan apesar da Abolição apesar da Abolição o tusan Vert
não Acaba com as plantations e e apesar da insatisfação da população com esse regime de trabalho muito parecido com a escravidão na verdade o que o tsan Vert faz depois é manter uma estrutura de trabalho e é muito parecido com o regime das plantations e muito parecido com o regime de escravidão e querer o retorno disso né O Retorno de de um modelo como o do produtor de cana primeiro porque o tsan sabe tan virt sabe que ele precisa manter a economia da Ilha Relativamente positiva né primeiro porque isso protege ele da França protege ele
enquanto um governador e gar an que a França não não vá tirar ele dali ou fazer alguma coisa contra contra os interesses que ele tinha ali na colônia e quando eu falo os interesses dele não não são interesses pessoais né porque se a gente volta e alguns historiadores do século XX alguns do X também algumas narrativas do X e ah T virtu foi foi um líder só por pura Ganância individual e não é isso né Acho que são várias questões de como essas disputas e contradições de momento de revolução coloca nem nem os desenvolvimentos numa
revolução não são lineares mas o governo dele acaba sendo um governo bastante complicado em certo momento com pouco apoio Popular justamente por essa busca de uma manutenção das plantations Eu acho que o James Di diz isso né que isso é é o que provoca uma Total insatisfação da População com com o tsan rtur porque se esperava uma coisa eh Talvez um pouco diferente Ou que ele não estivesse tão ligado a França mas T San Vert é é francês reivindica a identidade de certa forma ele é católico Então existe se se não tem uma repressão de
religiões africanas mas também a religião oficial não são as as de origem africana é o catolicismo então o o governo do tsan Eu costumo pensar que é isso ele tá ali num num num gelo muito fino sabe ele Enquanto um homem negro também ele não pode fazer coisas muito radicais Mas ele também tem uma ulação que espera certas decisões dele nem sempre elas vêm porque ele tem um projeto ali de autonomia para para Ilha de Santo Domingo ainda em 1801 Napoleão enviou uma expedição para Santo Domingo né E às vezes eu falo Santo domingo porque
eu tenho o nome em francês né sang na cabeça e às vezes me confundo mas em português para quem tá ouvindo tá é São Domingos tá eu que Quando falo Santo Domingo eu tô errado Quais eram os objetivos dessa expedição que o Napoleão mandou e Quais foram os acontecimentos que levaram até a prisão do tsan o objetivo de fato era o retorno da escravidão né embora não se fale e às vezes eu fico muito irritada quando eu vejo aqueles livros aprenda a liderança com Napoleão não não tem liderança aí né era um homem sanguinário com
um projeto absurdo de retorno da escravidão depois que ela já tinha sido abolida há quase 10 anos há 10 anos eu acho e tem uma historiadora historiadora é a a marline da ela eu acho muito interessante Inter an Ela ela diz com essas palavras mesmo Napoleão era um era racista era genocida era genocida porque ele tem de fato um projeto de de tentar eliminar todas as pessoas da Ilha ligada com as pessoas negras e e retornar com a escravidão Então é isso o exército que Napoleão Manda ele vai com esse objetivo né de restaurar a
escravidão n nas ilhas Francesa o tano virt ele é preso sobre uma acusação de que ele estava tramando a algo contra a França mas essas coisas não se confirmam até porque eh o tano vertor ele é enganado Ele acha que ele está indo pra França não necessariamente ele está indo pra França para poder conversar com Napoleão não fica claro que ele tá tá sendo preso enfim e aí ele ele é enviado para um um castelo né Onde ele fica ele fica ali preso até morrer ele morre de frio de fome em pouco tempo Acho que
em do anos e aí ele perde um esses contatos com as conexões que ele tinham na que ele tinha na ilha né É até ruim ver ler sobre isso porque os os filhos do tsan Vert estavam na França estudando nesse momento e aí o Napoleão monta essa essa armada para ir para São Domingos E aí ele coloca os filhos do tsan Vert no barco para que os meninos meio que convençam o pai a voltar são dois meninos Eu não eu não lembro se é o Isaac ou o Placido que que também acha Que que não
vai acontecer nada de ruim e conversa com com tsan Vert mas enfim é uma coisa tenebrosa assim justamente por conta dessa acusação de estar tramando algo contra a França e aí eu fico pensando o quanto Talvez para essas autoridades francesas de fato pensar em autonomia Negra seja tramar contra a França porque isso não não tá dentro do projeto francês mesmo o projeto francês da Revolução Francesa não compreende as pessoas negras sabe então talvez seja Seja uma ameaça nesse sentido de que essas ideias de liberdade e e a forma como tocano virt estava conduzindo o seu
governo ameaçavam mesmo a França porque eles são os primeiros a apontar pra França que o universalismo que a França dizia até não era Universal coisa nenhuma né os direitos universais da Fran não são universais tá faltando muita gente aí e nesse contexto que T Vert é presa É nesse contexto que Napoleão manda o seu exército e um Exército que não consegue vencer ser os exércitos haitianos porque com a prisão de Napoleão e com a Total restrição de direitos para pessoas negras na França né os líderes da revolução haitiana percebem que a situação muda com Napoleão
a situação não não é mais de negociação é de de guerra [Música] mesmo se você quiser colaborar com o história FM você pode fazer isso via PX usando a chave leitura obriga a história @gmail.com e assim você colabora para manter esse projeto Educacional gratuito no ar depois da prisão do tsan qual é a situação de São Domingo e como é que se dá o processo e a guerra pela independência qu pisão dosan Vert entra entra um processo de guerra mesmo né de violência e algo que eu acho interessante apontar é que por mais que a
gente encontre muitas narrativas de brancos dizendo que os haitianos eram os Bárbaros e os utilizavam da violência da pior forma quando a gente vai para números de mortos a quantidade de pessoas negras mortas em em São Domingos ainda é maior do que a pessoa a quantidade de de pessoas brancas mortas o que acontece é que enfim aí a gente já vai meio que para um caminhando para um final da da Guerra né é o início de da última parte dessa luta pela independência eu não gosto de falar que a luta pela independência começa em 1791
Porque ela não começa necessariamente mas mas de minimamente de contestação da da ausência de direitos para para pessoas n depois da da prisão do tsan Vert a gente você tem um contexto de guerra mesmo né os exércitos franceses tentam destruir os o exército haitiano sem sucesso é nesse momento que nomes talvez mais conhecidos como Joan ja de salin rei cristof vão despontando e ganhando mais força na história da da independência do do Haiti e é importante Destacar que o Haiti meio que não consegue mais Aliados né porque com com a chegada de Napoleão também a
situação da França com as outras com as outras as outras potências muda e mesmo apesar das diferenças entre Napoleão e Inglaterra Espanha etc esses poderes são coniventes com a tentativa de retorno da escravidão então o hai meio que acaba tendo que lutar sozinho nesse momento final e é isso eu acho que isso é o que conecta esses líderes haitianos que podiam estar Meio dispersos ou meio em guerra não em guerra mas sem sem um acordo anteriormente a prisão do tsan ltur meio que mostra para essas pessoas que com Napoleão vai ser realmente na base da
guerra não vai ter possibilidade de conversa de negociação etc porque não é isso que ele quer fazer que ele quer fazer é impor O Retorno à escravidão e restringir todas as conquistas por direitos que que que essas pessoas conseguiram ao longo desde 1791 o Haiti Foi o primeiro país das Américas a abolir escravidão e ele fez isso a partir de uma revolta de escravizados né então eu queria te perguntar qual foi o impacto disso nas demais colônias do continente americano eu acho que os efeitos são muitos né E as coisas dão de ordens muito diferentes
Acho que primeiro por exemplo com a a abolição e com a independência a produção de açúcar no haitia acaba então Cuba por exemplo se torna a maior uma uma uma a maior Exportadora de Açúcar né o lugar que era ocupado por São Domingos primeiro porque muitos dos brancos se refugiam em Cuba E aí eles levam conhecimento e a tecnologia do que era conhecido como o melhor açúcar do mundo era o açúcar haitiano e e porque esse lugar de grande produtor de São Domingos tá vago a gente pode pensar outros efeitos por exemplo naquela grande região
que era a Luisiana que Napoleão perde pros Estados Unidos com a derrota na guerra do Haiti eu acho Que é é muito importante frisar que Napoleão foi derrotado no Haiti né porque a gente ouve apenas as as narrativas sobre vitórias de Napoleão e não tem tem também um momento em que Napoleão foi completamente derrotado o exército fica bastante desmoralizado enfim mas depois dessa derrota ele acaba tendo que vender essa região do que vai ser os estados Unidos porque eh precisava de de dinheiro enfim para manter o exército Mas além disso o Haiti Ele se torna
um exemplo de liberdade e eu acho que é interessante a gente não subestimar isso né e e claro a gente tem tem movimentos como que acontece aqui no Brasil de recrudescimento da da escravidão de recrudescimento da violência contra contra pessoas negras mas o Haiti também é um é um exemplo de liberdade Cuba por exemplo tem um um um homem o José Antônio aponte eu não lembro se o aponte era já era livre em 1810 1812 ou ele nasce já nasce Livre Enfim mas ele inicia uma revolta em Cuba a revolta ponte e nesse período 1810
12 por ali e a revolta do aponte Ela Une um grande grupo de escravizados justamente porque eles exigiam o fim da escravidão e Óbvio que não funciona né a escravidão em Cuba vai acabar muito tempo depois o aponte ele acaba preso mas no depoimento Ele conta sobre um caderno que ele tinha com planos com Mapas com retratos e e com inspiração do que aconteceu no Haiti da Liberdade alcançada no Haiti Então eu Acho que é é interessante porque às vezes quando a gente pensa nos efeitos óbvio que é interessante a gente pensar em como isso
impacta os estados que ainda mantinham a escravidão né os países que mantinham a escravidão como como era o caso do Brasil e e quais são os reflexos que isso vai ter na formação de leis constituição identidade se pessoas negras vão fazer parte dessa dessas identidades nacionais que começam a pipocar né pela América mas eu acho Que é interessante também a gente olhar para esses outros grupos que contestam essas autoridades se apropriando do Haiti justamente ah numa perspectiva positiva né do Haiti enquanto um exemplo de liberdade de igualdade de direitos e de real universalidade dos dos
direitos [Música] a França só foi reconhecer a independência do Haiti em 1825 depois que os haitianos Pagaram a indenização de 150 milhões de Francos e eu sei que o Haiti também acabou sendo forçado a ter uma dívida com os Estados Unidos se eu não me engano que durou muito tempo e dilapidou a economia haitiana e algumas pessoas atribuem os problemas econômicos do Haiti de hoje em grande medida a essas dívidas do passado né de potências que não se conformaram com essa revolta de escravizados etc existe todo um discurso em torno disso né então eu queria
perguntar para você sobre como é que foram esses primeiros anos de Haiti Independente e sobre essa questão questão da de dívidas com outros países né esse tema dos primeiros anos também é bastante é bastante complexo eu acho que a Julia gfi ela tem um livro Só sobre isso sobre os primeiros anos mesmo ali até 1810 por ali porque o que o que acontece né primeiro que o Haiti já não produz mais e não volta a produzir Açúcar da mesma forma que produzia o Haiti era conhecido como a pérola das Antilhas era um grande produtor de
Astruc tem uma fonte que eu lii que o o autor diz que o açúcar haitiano ele era reconhecido pelo gosto Os Comerciantes provavam e sabiam se aquele açúcar era do Haiti ou não de tão eh específico E bem feito que ele era isso não volta quando quando a os revolucionários né a população os escravizar ex-escravizados destroem os os engenhos é para nunca mais voltar mesmo governos haitianos ao longo do século XIX tentam retornar a plantação de cana plantation as grandes Plantações isso não acontece é impossível colocar essa população de volta para trabalhar num esquema que
lembra a escravidão Ah então os primeiros anos embora a a produção de açúcar Não retorne o Haiti aposta em outros produtos paraa exportação e o hai não está tão isolado politicamente nos primeiros anos esse esse trabalho da Julia geld o que que ela descobre os Comerciantes do Caribe insistem para que os os os seus países reconheçam a Independência do Haiti né porque não é só a França que demora vai reconhecer o hai independente enquanto a França não reconhece o resto do mundo também não o Vaticano então só vai reconhecer o hai independente em 1860 e
alguma coisa isso tem uma série de outros problemas mas enfim os os Comerciantes querem Esse reconhecimento porque eles dizem a gente precisa fazer comércio com essas pessoas né com esse país é um o o a localização do Haiti no Caribe é é bastante Interessante como como Entreposto ou enfim principalmente para negociar café a produção de açúcar cai e e toma toma lugar a produção de café mas também não é a a na plantation né o café que é plantado no Haiti ele é plantado em pequenas propriedades por grupos ou familiares ou com com alguns agregados
mas é o o café das pequenas propriedades que sustentam o estado haitiano Na verdade o café até tem tem uma um lugar simbólico interessante quando eu falei Que no começo né que os grupos de marronage fogem PR as montanhas e os grupos de fugidos fogem pras montanhas é nessas montanhas que a produção de café começa então a produção de café ela ela tem tem uma certa relação com a autonomia nesse sentido né ela que protege esses grupos fugidos e dep é ela que vai manter a economia haitiana no século XIX mas enfim tem Comerciantes que
querem sim fazer comércio com Haiti ali logo depois da Independência 185 se Mas o que o hai representava né um país negro negro livre independente países como Estados Unidos ou os outros países da América Latina a do Caribe e a Europa não não vão querer fazer comércio com esse lugar o comércio que tem inicialmente ele é meio extraoficial assim né não não existe uma representação de fato do dos outros países no Haiti e a a a economia vai se mantendo mais ou menos dessa forma a questão da dívida o que acontece né até 1825 a
França isso é interessante a França fica a todo momento assediando o Haiti meio que tentando retomar a ilha todos os momentos em que em que o Haiti tenta se aproximar da França e fazer um movimento de de negociação a resposta ela é Ela é agressiva ou quando a França faz esse movimento não é respeitoso sabe é quase como se uma situação de guerra fosse você instalada Ah até que né o Haiti não aceita negociar nesses termos e coloca de de volta o Haiti no lugar de Submissão ao poder francês é por isso que também essa
essa negociação se arrasta porque é isso que a França quer Até que em 1825 a a França Envia alguns eu não lembro mais quantos mas muitos eh eh navios de guerra e n num desses navios de guerra Vai Vai um representante francês o o barão de macor se eu não me engano e ele vai com um acordo feito pelo Rei um acordo simples são três artigos mas os esses nesses três artigos Eles sujeitam ao reconhecimento da independência do Haiti a uma dívida né porque ah a França teve muitos eh eh perdeu terras e os franceses
perderam dinheiro com a independência do ha então o documento diz né Se vocês pagarem a gente concede a independência que vocês tanto querem como se essa Independência já não tivesse sido conquistada em 1804 o que acontece o presidente aitiano acaba cedendo E aí é uma um assunto que é complexo e mesmo na época não foi bem Aceito nem nem pela imprensa haitiana da época viu isso com maus olhos mas ele acaba aceitando eu acho que existe uma iminência de uma guerra ali né a recusa daquele daqueles três artigos poderia levar uma situação de guerra o
hai não tava em condições de de bancar uma guerra com a França naquele momento então o presidente aitiano acaba cedendo e Aceita esse acordo e aceita pagar essa dívida e de fato as pessoas a dívida recai sobre a população é um presidente O jeanpierre Boer é um presidente que não foi popular na verdade o oposto ele ficou ele fica muito tempo no governo ah de 1818 até 43 se eu não me engano mas não porque ele era Popular mas sim porque ele usa medidas de repressão de repressão à imprensa de eliminação de opositores enfim o
governo do do po é bastante interessante mas ele ele acaba cedendo a essa a esse acordo francês e e para para conseguir o reconhecimento da Independência Porque existe também uma Necessidade de meio que retirar o Haiti desse desse isolamento político econômico e o não reconhecimento da França joga a ilha e aí o que acontece é que Ah o que eu tava dizendo né a população tem que tem que pagar isso mesmo em forma forma de um imposto Ah eu não lembro Com que frequência mas a população tinha que entregar um um valor que correspondia a
um valor para para cada cidadão haitiano óbvio que isso não acontece né o ha a circulação de Dinheiro é muito pequena existe essas pessoas que que tão plantando café e algumas outras coisas que são exportadas mas salário dos trabalhadores não é pago em dinheiro as pessoas que continuam trabalhando no campo etc é troca de de produção enfim culação de dinheiro né é baixa nesse momento e aí para poder pagar essa dívida o estado haitiano contrata um empréstimo com um banco francês o problema é que o dinheiro que o banco francês empresta Como tem os Juros
né o valor nunca alcança o valor da dívida original então o hai começa a ter duas dívidas é o que a gente chama de ah Double Deb a dívida com o estado francês e com bancos franceses então é completamente e é o colonialismo né você pensar que mesmo independente o ha continua com dívidas com a França e tendo que enviar o seu dinheiro paraa França porque é isso né né São Domingos era o maior produtor de açúcar mas em nenhum momento esse lucro fica na ilha Esse lucro vai pra França esse lucro que que mantém
o os luxos da corte francesa que incomodam a a população na França na Revolução Francesa todo esse luxo esse excesso ele é feito com o dinheiro que vem das plantações de cana em São Domingos Então essa grande não sei se dá para dizer que é uma armadilha do colonialismo Mas enfim de de manter ainda o hai dado nessa dinâmica de submissão à França que é o que esse esse acordo que na verdade não ele até Reconhece o it independente mas instaura uma dívida completamente absurda então que que Independência é essa já faz um tempo que
eu li isso então eu confesso né para vocês que eu não me lembro onde que eu li quem que escreveu isso mas uma vez eu li um material que falava que a revolução haitiana foi o único genocídio da história que deu certo porque toda a população branca da Ilha de São Domingo ou foi expulsa ou foi morta então o único genocídio da história que teria Dado certo o que eu acho um pouco estranho se a gente levar em consideração que na própria ilha de espanhola Onde fica o Haiti a população local foi exterminada pelos espanhóis
né séculos antes a mesmíssima ilha viu um genocídio que deu certo se a gente pensar nos habitantes da Ilha né mas enfim eu queria deixar em aberto para você comentar esse argumento se você acha que ele faz sentido ou não que interesses estão por trás desse tipo de Argumento enfim fica à vontade uma questão que é uma fala né não não Ass sua essa que você leu que a primeira vista você acha que faz sentido e depois fica bastante complicada eu acho que primeiro a gente tem que tirar a ideia de que a gente está
falando de um genocídio quando a gente fala sobre ati eh primeiro porque eu acho Às vezes acontece uma uma coisa que em uma situação de guerra o hati estava em guerra né guerra com a França e às vezes Parece que as pessoas esquecem um pouco de algumas coisas que acontecem numa guerra mas se a gente tem tem uma ideia de que o João JAC des salin por exemplo que é ele que que termina a guerra mas é algumas narrativas de de pessoas brancas que conseguem fugir Dizem que o desaline ele ele provoca um genocídio contra
os brancos essa ideia do genocídio contantos brancos tá muito associado à imagem do desalin e e que ele que é o primeiro e imperador do Haiti Independente só que quando quando você vai procurar no documentação mais específica muitos relatos de Sobreviventes do dessaline quem ele manda matar são os francês que estão na ilha e não os brancos né existe uma diferença ali entre entre pessoas que representam a França e o que Napoleão tinha tava tentando fazer e ser pessoas brancas no geral e e eu acho que é interessante a gente pensar nisso porque você desvia
o foco da história do Haiti Que é justamente essa essa ideia do do combate ao ao colonialismo aos efeitos do colonialismo a escravidão e o efeito da escravidão para jogar o foco nessa violência Negra Bárbara né Eu acho essa essa fala bastante complicada porque ela ela precisa de um suporte que é muito complexo que são eh narrativas né Memórias de pessoas brancas que sobreviveram primeiro nessas pessoas que sobreviveram à Revolução E aí Conseguiram escrever as suas as suas Memórias e e com nessas narrativas que são tendenciosas né acho que a gente enquanto Historiador tem que
tem que est muito ligado de quem escreve como escreve e e com qual sentido tá sendo registrado aquela memória porque a pergunta é bastante complexa eu acho que quando Principalmente quando a gente pensa no ente independente tem uma questão da presença branca e aí eu acho que as pessoas brancas TM que lidar com o poder que vem ou que eles atribuem a Branquitude né que é horas os brancos utiliz a questão racial para justificar o próprio poder quando o Haiti eu não vou dizer que o Haiti inverte essa chave porque o Haiti não não inverte
sabe não inverte porque o Haiti não parte de uma perspectiva biológica da raça é uma perspectiva eh política da raça o que eu quero dizer quando a gente vai pras constituições de independência tem um dos artigos tem dois ah mas tem um que é bastante específico Em que em que se diz Que todo haitiano Vai ser todo haitiano é negro escrito isso na na numa das primeiras constituições do Haiti essa é a primeira coisa e a outra ou seja né Toda pessoa que tem a cidadania haitiana ela é negra e a outra é tem um
outro artigo Em que em que o hai abre as suas portas para receber Ahã pessoas negras e nativas de qualquer lugar que tenha passado por um processo de colonização e queira se juntar a essa identidade haitiana eu acho que aí é o salto do Haiti né não é a o sangue que conecta essas pessoas negras ou nativas Mas é uma luta anticolonial aí que eu acho que existe um sentido político da raça um sentido político do ser negro que o hai traz eh para mim não não dá pra gente pensar em termos de genocídio até
porque como eu falei se a gente vai ver nível de crueldade ou índices de morte são os franceses que utilizaram os franceses que utilizavam cachorros para matar os haitianos durante a guerra de Independência a a maior quantidade de de de pessoas que morrem são pessoas do Haiti que morrem durante a guerra e não e não franceses então e eu acho que existe um elemento que é sim né o Haiti os haitianos sabem que a presença de pessoas de pessoas brancas de pessoas franceses pode trazer problemas foi isso que esse país viveu desde a sua formação
horas Desde quando os espanhóis chegam e é e é ali na ilha de que vai ser São Domingos né que a colonização começa lá Como da da da forma como a gente conhece ela começa por ali e eu acho que tem um elemento que é reconhecer que pessoas brancas não raramente trouxeram coisas interessantes que não seja violência expropriação para São Domingos isso é evidente mas aí depois a gente tem que tomar cuidado com esse essa ideia da da completa expulsão de brancos né Em algum momento ainda antes de 1820 o it se divide em dois
é um tem uma monarquia e uma república enfim eu não vou entrar em Detalhes mas o rei do do lado da monarquia o rei Henry kristof ele tem uma corte muito e com intelectuais pintores o rei Henri faz um um esforço de tentar abrir escolas por exemplo e ele traz professores ingleses na verdade eh o hry meio meio que tenta o rei hry tenta se afastar da França mais do que de brancos é da França então ele traz Ingleses pessoas da Inglaterra para poder ajudar a construir ess a sistema de educação etc é o que
eu quero dizer Né Eu não sei se dá pra gente pensar necessariamente por essa chave do genocídio Porque existe uma politização da raça e do ser negro que para mim vai de é completamente diferente de um sentido biológico de de superioridade branca é isso [Música] [Aplausos] [Música] recomendações de leitura para quem ouviu o episódio até aqui se interessou pelo Tema e quer começar a estudar a revolução haitiana se você tivesse que recomendar Três livros que livros seriam é essa pergunta muito di fío o primeiro porque recomendar só três é é difícil eu eu tentei pensar
mais em livros que estejam em português tem um que não tá em português mas ele é essencial para entender a revolução é o livro da Carolyn F chama the making of ha The S Among Revolution from below é um trabalho incrível de documentação Exatamente assim tipo passo a passo da revolução e ela tem um um índex no final que tem é um é um grande dicionário para mim eu tenho dúvida sobre quem é uma pessoa na Revolução haitiana eu vou nesse index da da Carolyn f e vai tá lá e eu vou conseguir me localizar
o segundo é um livro já mais conhecido né do do James do celar James os jacobinos negros e o terceiro é um livro recente da Maria do Carmo Rebolsas dos Santos ela não é da história ela é do direito é Um livro pequenininho mas o livro se chama constitucionalismo injustiça epistêmica ela faz uma análise das duas ou três primeiras constituições do Haiti mas eu acho eu acho bacana porque Ah é um esforço de fazer isso em português então eu acho que esse livro da Professora Maria do Carmo é bastante bante interessante para uma audiência brasileira
Então é isso Betânia Você tem alguma consideração final Ah eu queria agradecer o convite acho que é sempre Importante falar sobre revolução do Haiti ou sobre Haiti no geral para pro público brasileiro ainda é um assunto mais ou menos desconhecido aqui eu acho importante ter esse momento de falar sobre o Haiti sobre o Caribe eu sinto muita falta de que as pessoas no Brasil olhem para o Caribe como um espaço não só de de turismo mas como um espaço de acontecimentos políticos bastante importantes pro mundo que a gente vive hoje e acho que foi isso
gente agradeço Demais a oportunidade Então é isso gente muito obrigado por terem ouvido até o final não se esqueçam que essas recomendações de leituras aqui do final estarão no post desse Episódio do nosso site historia fm.com e claro não se esqueçam que o Story FM É financiado pela nossa campanha no apoias com R 2 por mês vocês já apoiam o Story FM E com R 5 por mês vocês podem ouvir os episódios do podcast com antecedência Então é isso muito obrigado e até a [Música] próxima este podcast foi financiado por nossos colaboradores no apoia acesse
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