Bom dia vamos dar início ao painel as vozes da Resistência residência em saúde questões em debate eu sou Marina Castro da direção Nacional da Pepsi mulher branca Estou vestindo um vestido branco de óculos ou de óculos de armação preta atrás de mim tem uma estante com livros e ao lado uma cortina Branca gostaria de saudar todos envolvidos na realização desse evento certeza O tema ser tratado nessa plenária são as residências em saúde e para isso nós contaremos com as reflexões dos professores Ricardo assim e Letícia Batista o professor Ricardo é doutor em psicologia clínica Professor
titular de educação em saúde na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e a professora visitante das Universidades de Parma na Itália Alagoana na Espanha e pesquisador de educação ensino da saúde no CNPQ a Professora Letícia Batista é doutor em serviço social pesquisador em saúde pública da Fundação Oswaldo Cruz também é professora da Escola de Serviço Social da UFF é pesquisadora de Lourdes de Estudos em democratização E sociabilidades na saúde na câmera técnica a nossa organização cada palestrante terá tempo de 40 minutos para cada apresentação depois nós teremos ainda mais 40 minutos para o debate
e nós Convidamos vocês a participarem através das questões no chat e aqui nós estamos acompanhados ainda das minhas companheiras Rafael Fernandes Paulo Silveira que estão na relatoria dessa atividade estarão conosco acompanhando aí construindo a apresentação Que Nós faremos hoje Desde já agradeço a elas e a todo né todo o corpo técnico que acompanha a gente nessa transmissão para a gente iniciar então o nosso painel convidamos A professora Letícia Batista para sua exposição Letícia agradecemos né você pela disponibilidade de estar conosco um dia a gente Obrigada Marina Bom dia a todos todos anos eu tô aqui
de blusa preta a gente tá aqui nesse dia residência em saúde questões que estão em movimento de sucesso claro que uma resumidamente que você falou a gente pegou meio picotado então Você faz um resuminho da Fala aí a gente passa a ligação tá bom tava dando bom dia né a todos todas todas dizendo da minha descrição mulher paga precisa assistente social trabalhadora do SUS de blusa preta de brinco de argola é sal da mesa a querida Marina querida Ricardo saudade também Rafinha e Ana que estão com a gente agradeceu ser festa né E aí a
gestão inteira mas especialmente a querida Rute Bittencourt agradecer a bets também né Por essa oportunidade de debate E aí além dos agradecimentos e fortalecimento dessa construção políticas do Brasil são lutas dos direitos Democráticos universidade e multa por direitos sociais em 2016 estávamos nós na prévia e você realizando o nosso primeiro seminário naquele momento estávamos nós né presencialmente Naquele momento sentido da formação saúde a residência e o próprio serviço social olha passado seis anos né a gente realizou-se público social e essa concentração de atividades né melhorou engraçado quando você responde fica perfeito aí tudo solta e
começa a palestrar fica tudo picotado fechei tudo vocês querem fechar o de Vocês também porque daí Pode ser que fique a conexão um pouquinho mais leve porque aqui para a gente que aí pode ser aí eu fico ouvindo vocês Pode ser aí fala para mim Marina se tá ok se houve alguma melhor eu falava né E nessa particularidade bom pessoal a gente pede desculpas aí estamos tentando ajustar os problemas de áudio e vamos fazer uma inversão aqui passar para o professor Ricardo já Agradecendo mais uma vez a disponibilidade até a gente ajustar é o áudio
da Letícia Ricardo brigado maninho fez a palavra tá com você Espero que agora não aconteça o mesmo comigo a gente tá sempre nesses imprevistos apesar de todos esses anos de pandemia a gente desenvolveu tecnologias mas em cada caso de cada um de nós e me queixo disso sempre parece que a gente tem nas nossas casas todas as condições né como Se fosse um mini laboratório em que a gente entra na cabine as condições de luz som sinal de internet são perfeitos o que não acontece nem mesmo na universidade quando a gente tem os alunos querendo
que o professor esteja perfeito os alunos também não acontece bom pessoal me chamo Ricardo você sim como a Marina já apresentou sou um homem branco de cabelos quase brancos vamos chamar de grisalhos você sempre favorecer Cabelo e barba barba bigode os óculos estou nesse momento né na biblioteca da minha casa então tem livros atrás de mim mas também como é uma biblioteca não muito organizada tem muitas caixas com muitos papéis aqui atrás de mim mas também é o espaço físico Onde eu posso estar queria agradecer muito o convite desse congresso de estar com vocês especialmente
a professora Rute Bittencourt mas também cumprimentar a Marina Castro Não é a primeira vez que Estamos juntos né Marias de vez em quando nós Compartilhamos alguma mesa em geral mesmo tema também com ele quer cumprimentar a Letícia que espero retornem em seguida Ana Paula Silveira que é uma parceira de muito tempo Especialmente na militância com as com as residências e eu até dá vontade de pedir desculpas de um outro evento como é de um Ultra eu estava convidado numa mesa num evento anterior junto com Letícia e eu tive um Problema de saúde com meu pai
e na no momento não podia entrar no horário aí eu sei que o pessoal mandou aí todos os votos de saúde para mim e para o meu pai que agora já tá em outras condições que não cabe ficar relatando agora mas enfim naquele momento precisei E aí eu usei o tempo que vocês me autorizaram que os assistentes sociais autorizaram as assistentes sociais mas então é um prazer grande estar com vocês eu pensei Na minha abordagem em que eu pudesse trazer um pouquinho de história e um pouquinho de posições que eu acho que seria assim como
fosse nossa como fossem pontos de estrangulamento ou questões às vezes até paradoxais em que a gente pudesse pensar as residências na história a gente tem uma história com essa palavra residência que sempre que a gente vai contar história a gente vai falar disso mas eu quero pegar um Pouquinho para chegar numa época Nas questões de história no Brasil na história das residências a gente sempre se reporta as primeiras residências criadas que foram as residências médicas a residência médica quando ela é criada pela primeira vez ela nada mais é do que a oportunidade de que estudantes
ou que médicos que pudessem aprender profundamente certas habilidades profissionais então isso acontece e acontece como a oferta de que Esses médicos viessem a residir no hospital de tal maneira que eles pudessem ter contato com habilidades procedimentos práticas assistenciais as mais variadas que pudessem ocorrer em a qualquer momento Então isso é feito essa palavra residência ela vem dessa noção de que se abre um espaço em que um profissional pode residir no hospital enquanto vai sendo chamado e vai ocupando um pouco da Sua jornada de trabalho em aprendizado a gente tem que pensar várias coisas que a
gente não tem uma distribuição de hospitais por todo o território Então se a gente para aprender a gente tem que se deslocar para um local se vai ser deslocar portanto vai se afastar da sua moradia regular então precisaria ter algumas hospedagem de qualquer forma se vai se afastar então oferecer uma residência no hospital é claro que a gente tá falando De coisas como dormitório e refeições O que é um tema presente na agenda regular de residentes historicamente de que residências ofereçam alojamento e refeições Então essa palavra residência ela nasce desse jeito sem nenhuma regulamentação Então
se podia ficar não tem regulamentação de quanto tempo quantas horas por semana não sabemos quantos anos de duração não sabemos Qual o sistema de avaliação não Sabemos porque essas coisas não são reguladas não são organizadas depois então isso sim depois dessa primeira experiência e ser regulado em ser nos Estados Unidos se regula uma primeira oferta ainda marcada para uma oferta marcadamente oferecida para profissionais médicos pulando essa história isso que eu tô querendo dizer que então ela nasce sem nenhum tipo de regulação e ela vai ser regulada muitos anos depois de que ela já existe ela
tem Essa marcação que é deslocar pessoas profissionais que virão residir no ambiente onde a residência acontece no Brasil essa modalidade vai chegar nos anos 40 também quando ela chega nos anos 40 há uma confusão entre chamar internato residência qual é a diferença internato e Residência se a residência não é uma forma de internato ou se o internato não é uma forma de residência o internato ele é parecido com que nós chamamos de estágio curricular ou que Nós chamamos de estágio supervisionado na medicina regularmente esses internatos Eles são de longa eu não sei se estão eu
tô ouvindo ruído na minha rua aqui como eu tô com fone de ouvido eu acabo não ouvindo meu ruído em volta se ele tiver um desconforto Maria na minha vida então a gente tem essa essa noção aí de estágio curricular ou de ir estágio supervisionado na medicina eles têm em geral ou sempre tem uma carga Horária muito longa e eles estão marcados com a noção do que até pouco tempo nós chamamos básicas então nas áreas básicas todos os estudantes fariam deveriam fazer um internato naquela área básica que é a cirurgia geral Pediatria gineco Obstetrícia qual
que tá faltando aí e Pediatria né cirurgia são essas chamadas áreas básicas e nessas áreas básicas estão internadas quando o aluno ao final do curso ele se dedica bastante tempo Por isso inclusive os cursos de imigração em medicina são cursos mais longos a carga horária é excessivamente maior que todos os cursos da área da saúde ele é quase dobro dos outros cursos então mesmo que a gente considera um curso de seis anos outros são de cinco ou de quatro ainda assim é uma carga horária de mais de 7 mil horas enquanto que os outros cursos
de cinco anos são cursos de 5.000 horas então e os de quatro anos um pouco menos e assim Vai tem uma carga horária longa essa carga horária longa ela tem a ver com essa experiência de serviço também longa Não interessa detalhar todas essas coisas mas eu tô querendo mostrar que essa palavra residência ela tem esse sentido de uma permanência prolongada extensiva ao mesmo tempo que intensiva num ambiente de serviço marcadamente com a medicina e depois na história do Brasil aí do sistema de Saúde brasileiro a gente tem um sistema de saúde que era dividido entre
saúde no Ministério da Saúde e assistência no Ministério da Previdência Suponho que o grupo que acompanha essa sala tem bastante informação sobre isso porque faz parte aí de recuperar um pouco a história da ciência social no Brasil e junto dela assistência a Previdência Social a Previdência Social e a saúde e neste período então em que a saúde especialmente a assistência médica vamos Chamar assim porque esse era o nome efetivamente utilizado ela era prestada pelos hospitais da Previdência e que depois de um tempo tem toda uma história também não vamos recuperar toda a história a gente
chega a um Instituto Nacional de assistência médica da Previdência Social então é assistência médica da Previdência Social Esse é o nome e essa é a rede hospitais do país isso tudo ainda era antes do SUS nessa Rede de Hospitais a gente vai ver Que começa a serem oferecidas algumas residências que não são específicas para médicos Então a gente tem residências oferecidas em enfermagem em nutrição em farmácia e serviço social Então a gente tem residências em serviço social em hospitais da Previdência que são anteriores ao sistema único de saúde depois então que se cria o sistema
único de saúde e esse serviço todos vão migrando para o setor da Saúde para o Setor da Previdência Social vão acontecendo outras coisas a gente também rompe com conceito de assistência médica versus saúde então e Previdência Social versus saúde porque a gente está construindo um sistema único orientado pela atenção integral à saúde Então sai a palavra assistência médica para a palavra atenção integral e o serviços todos de atenção à saúde passam a ser da saúde do setor da saúde não é mais do setor da Previdência são recolhidos bem rápidos aqui para ficar bem 40 minutos
sem entrar em detalhes feito isso começar essa prática as residências que não eram regulamentadas não eram não havia nenhuma lei de proteção dessas residências para que elas pudessem ser reeditadas que oferecidas serem avaliadas se pensar financiamento em termos de bolsas pensar número de vagas distribuição por Quais serviços Isso não é um debate resolvido não é um debate até hoje inclusive não é um debate ainda resolvido a gente não tem esse cenário já dentro do SUS tem os princípios de diretrizes do SUS apontando para o trabalho em equipe apontando para o trabalho orientado para territórios e
não para hospitais sempre desorientado a gente não tá dizendo a exclusão de qualquer coisa né orientado para território não para Hospitais não é assim hospitais é porque a gente tá pensando que é preciso construir uma rede e é preciso que as pessoas passem pela experiência da hospitalização se ela for evitável e Que ela possa ser evitável por todas as medidas de prevenção não prevenção das doenças mas prevenção da internação e por todas as medidas de acompanhamento longitudinal e inclusive pelas medidas de atendimento domiciliar onde a gente possa evitar Todos os significados que tem uma internação
hospitalar como afastamento da família afastamento da casa a gente tem que pensar o que significa hospitalização para idosos hospitalização para crianças hospitalização por uma família que quer acompanhar o seu familiar hospitalizado mas não pode sair do trabalho então sempre que pudermos evitar a hospitalização com práticas ambulatoriais ou mesmo de internação Domiciliar isso é absolutamente desejável Então a gente tem uma mudança também na configuração do serviço na configuração de sistema em um determinado momento nos anos 2000 acontece que tem dois marcadores em no ano 2000 eu vou falar citar os dois mas vou me ocupar de
um os dois marcadores é de que a gente começa o sistema de aprovação das diretrizes curriculares nacionais para o ensino de graduação as primeiras diretrizes Aprovadas foram de medicina nutrição e enfermagem serviço social chega um pouco depois né no ano de 2001 vai ser no ano de 2002 Aliás foi em 2002 ou 3 e essas diretrizes se ocupam de apontar que existe um campo da saúde ou de todas as categorias identificadas com a saúde devem atuar e este Campo Ele deve estar presente nas diretrizes da formação a gente começa a falar apontar mais claramente uma
noção De equipe a uma noção de prática interprofissional ou de prática interdisciplinar a gente começa a apontar essas coisas aí a partir das diretrizes mas também ao longo dos anos 2000 é uma ênfase no final dos anos 2000 de que a gente comece a Expandir os programas naquela época chamados programas saúde da família e aí há um edital do Ministério da Saúde chamado de residência multiprofissional e essa residência ela era exclusivamente para Médicos e enfermeiros então chamava muito profissional era duas categorias profissionais uma delas a medicina que sempre contou com uma um sistema de regulação
dessa modalidade formação chamada então residência contou com essa regulação por um movimento de pressão 12 residentes não era regulado também os residentes eles se queixavam muito que eles ficavam expostos da jornadas escorchantes de trabalho sem limite de carga horária sem direitos sem a Presença de um supervisor ou de sem a garantia de atividades teóricas de Formação Então por uma pessoa muito grande de residentes acabou se regulamentando a residência configurado uma comissão nacional dentro do MEC importante dizer que você é muito susius foi 81 é a lei da das residências Então é só lá em 81
que a gente vai ter a regulação das residências das residências médicas bom então a gente começa a falar de residência Multiprofissional como um edital Nacional falando em duas categorias profissionais hoje isso não é admissível para que a gente pense em uma residência multifuncional é preciso um mínimo de três categorias profissionais não incluída a categoria médica porque ela tem um sistema de regulação próprio são dois sistemas de regulação a regulação da residência médica e a regulação das demais categorias profissionais que podem ser residências Uni profissionais Ou multi profissionais tenho medo de deixar parentes aqui que eu
não fecho tentando produzir assim algumas aproximações de cenário eu falei que a residência por um edital Nacional ela é do ano de 2001 até 2001/2002 que acontece essas residências curriculares são as primeiras são de 2001 havia entretanto residências profissionais antes disso incluindo o próprio serviço social também existia Residências profissionais antes disso sem regulação marcadamente na área de saúde mental e na área de atenção básica nessas duas áreas há uma histórico de residências que vem desde o final dos anos 70 alguns exemplos são típicos ou exemplo da no Rio Grande do Sul da residência que era
no sistema de saúde Comunitária Murialdo e no Rio de Janeiro na escola nacional de saúde pública mas haviam outras são Marca na história quando a Gente relata pela sua antiguidade e pela sua relevância nos sistemas respectivos sistemas de saúde bom com isso posso a gente poderia ainda pensar então conhece esse cenário posto quando é que se faz necessário uma formação pela modalidade residência a gente pode dizer o seguinte Nem tudo é Residencial assim Nem todas as áreas de trabalho se justificaria a oferta de um programa de residência para toda e qualquer área de trabalho a
gente tem sempre que pensar quais áreas É relevante essa modalidade de Formação quais áreas é relevante a modalidade de Formação em formato de residências E aí a gente começa a tentar responder o quando é ou não uma residência para ser residência preciso que se não atender x requisitos não poderá ser chamados de residência nessa hora isso vai ser relevante se a gente pensar em expedição de diplomas se a gente pensar em garantia de mercado de trabalho se a gente pensar em garantia De título de especialidade na residência médica para se ter uma ponta de referência
a um acordo entre as entidades médicas Associação Médica brasileira Conselho Federal de Medicina a Seleção Brasileira de educação médica e outras entidades Federação Nacional dos médicos e outras entidades de que é uma vez que o profissional faz uma residência em área de especialidade essa especialidade será reconhecida ao Profissional se ele tiver feito uma residência que foi regulada então não precisaria uma vez que alguém fez que o médico tenha feito uma residência regulamentada ele não precisaria fazer uma prova de títulos um exame de títulos para obter um certificado de especialista para que o médico coloque nas
placa do seu consultório o nome de uma especialidade ele precisa ser especialista reconhecido especialidade Profissional é assim que se chama especialidade em área profissional pelo seu conselho o conselho reconhecerá se ele foi aprovado por um exame de especialista do seu conselho um sistema validado pelo seu conselho ou certeza residência porque a residência então é um acordo dessas entidades acontece que todas essas entidades estão na comissão que faz essa regulação então quando foi regulamentado em lei a residência ela Criou uma comissão nacional de residência médica e daí e como membros dessa comissão as entidades médicas e
para criar uma residência ela precisa ser aprovada nessa comissão para criar uma especialidade em uma residência naquela especialidade Tem Que Ser aprovada nessa comissão Então a gente tem teria alguma coisa entender nesse Campo Nesse sentido porque a gente tá falando de especialidade em área profissional tá Falando especialidade reconhecida pela área profissional pelo campo profissional não pelo Campo de ensino então é feito um acordo de que as residências médicas terão esse título de Residente médico será equivalente ao título de especialista dos cursos de especialização então o profissional poderá usar esse título seja para como curso de
especialização seja como especialidade profissional isso ao longo da Regulamentações vai gerando Muita confusão porque a gente chama a residência de Formação pós graduada ela é pós-grada porque é preciso ter a graduação concluída para fazer a residência mas ela não é igual a um curso especialização ela é feita em serviço ela é feita com em torno de 60 horas eu vou dizer em torno porque na história não foi sempre 60 horas tá já foi 40 já foi sem limite e já foi 60 então não É desde sempre e essa é uma questão liga de certo ser
60 horas no momento a gente fala em 60 horas também fala em dedicações exclusiva o que não vale para residência médica que não requer dedicação exclusiva então feita essa essa regulação isso Acabou gerando também um outro conceito de que a residência ela seria o padrão Ouro da formação de especialistas para dizer então que não é o padrão Ouro da formação especialistas Especialidade em área profissional especialidade da categoria profissional fazer um curso de especialização o padrão ouro é a residência justamente por essa carga intensiva no ambiente de trabalho a gente poderia dizer assim bom esse tipo
esse tipo de experiência é requerido para o conjunto das profissões esse tipo de experiência e de prática formativa ele é requerido por Conjunto das áreas profissionais as diferentes Profissões é um tema para responder mas eu queria voltar um ponto que eu esqueci Claro dos tradutores de língua de sinais depois quando eu fico fazendo É que eu queria dizer sobre um aspecto que essa da regulação se equivalente na educação e equivalente na área profissional a residência é equivalente nesses dois sentidos o que não significa dois títulos significa que se eu precisar provar que eu tenho especialização
em curso especialização e Eu fiz residência pronto eu tenho se precisar provar que eu tenho uma especialidade profissional eu fiz residência pronto eu tenho mas não é que eu possa contar duas vezes por exemplo uma prova de títulos eu só posso contar uma vez mas vale tanto para uma exigência quanto vale para outra quem regula então é essa comissão E aí quando é pós graduada porque precisa ingressar como ser graduado Mas nenhum setor da educação Avalia ou regula essa essa modalidade de Formação quem regula essa especializações no sistema educacional é o Conselho Nacional de Educação
não é o ministério é um órgão executivo ele não é o órgão aplicativo o órgão normativo eu aconselho nacional de educação o Conselho Nacional de Educação nunca deu nenhuma opinião sobre residência e todas as vezes que foi instado a dizer o que eles pensam de residência eles disseram eles o plenário do Conselho Nacional de Educação disse nada não é da nossa área quem vai regular as residências são as suas respectivas comissões no caso da residência médica começando Nacional de residência médica então isso foi criado dentro do MEC porque foi resultado desse dessa luta dos residentes
para que isso acontecesse nas demais categorias profissionais aconteceu então eu já contei que vinha do passado já tivemos residências em um único profissionais e muitos Profissionais quando você chega em 2005 no governo Lula se faz uma foi criada uma secretaria que a secretaria de gestão do trabalho e da Educação na saúde Essa secretaria deveria responder pela determinação constitucional de ordenar a formação dos recursos humanos da área e o Ministério da Saúde Então faz uma proposição de criação da residência em área profissional da Saúde então não criou uma residência em enfermagem em serviço social em nutrição
E odontologia criou residência em área profissional da saúde a área profissional da Saúde Como eu disse para vocês já antes é a área de intervenção no sistemas de serviços de saúde ao criar uma residência em área profissional da saúde a diferença em relação ao residência médica que essa lei foi criada exceto categoria médica que já tinha sua própria lei se já estava regulado já tinha sua própria Comissão foi criado para dar Guarida para o conjuntos é mais categorias que não tinham esta regulação evitou-se falar em especialidade evitou-se falar em profissões porque havia uma avaliação e
essa avaliação existe de que as medicina caminham muito para noção especialista por uma prática especialística muito centrada nas especialidades perdendo Inclusive a condição de prática generalista de Integralidade da atenção de trabalho em equipe então não se podia correr o risco de repetir para o conjunto das categorias a mesma coisa então foi criado uma modalidade que deveria dar Guarida para todas as categorias profissionais e depois que essa então legal para que isso pudesse existir também reivindicando a mesma regulando da mesma forma que é equivalente Então quem fizer uma Residência terá um título equivalente a especialização da
pós-graduação acadêmica mas o título para ele ter valor na área profissional precisaria que as profissões ou tivessem as suas especialidades e fizesse algum sistema de reconhecimento e a maioria das profissões ou não tem especialidade eu sou muito poucas especialidades assim como são poucas as ofertas de formação de especialistas não é não tentar tô falando poucas Comparativamente a residência e a ao trabalho médico mas até que se faça toda essa regulação corremos alguns riscos especialmente isso aconteceu especialmente no início da regulação algumas categorias então apresentaram suas especialidades e não reconheciam a resistência muito profissional como especialidade
porque para reconhecer a residência multiprofissional com especialidade teria que reconhecer que as práticas interprofisionais fazem Parte da especialidade teria que reconhecer que a carga horária em equipe multinacional faria parte especialidade e a lógica o conceito especialidade nas categorias profissionais não tem se feito assim não existe uma tradição de que se faça assim isso é gritante em algumas categorias como a odontologia e a enfermagem que não tem não aceitam a residência multiprofissional ou não tem nenhuma tradição de aceitar a residência Multiprofissional com especialidade aceitam que os profissionais fizeram uma especialização do mesmo jeito que eles fazem
cursos de especialização mas não é especialidade profissional só reconhece como especialidade profissional quando ela reúne profissional em uma área regulada e apresentada como requisitos de especialidade pela Corporação profissional pelo conselho de fiscalização do exercício Profissional então como que as residências avançaram elas avançaram no interesse porque eu vou falar um pouquinho de alguns problemas que a gente tem mas elas avançaram por força de uma defesa que é trabalhar no SUS trabalhar de acordo com os requisitos e necessidades exigências do Sistema Nacional de saúde ou seja o sistema único de saúde espera-se no Sistema Único de Saúde
uma grande Identificação com o sistema com o próprio sistema um trabalho em equipe um trabalho onde o conhecimento é compartilhado de maneira interprofissional e o trabalho é compartilhado de maneira intercepcionar desculpa o conhecimento compartilhar de maneira interdisciplinar e o trabalho compartilhado de maneira e interpessoal Então essas residência a defesa das residências elas vem sendo afirmada no interior da Defesa do SUS o Que eu digo que nem sempre isso acontece é que quando a gente vai ver os programas quando eles apresentam uma proposta de residência eles apresentam Proposta com os descritores que a legislação aponta não
necessariamente na execução acontece assim e a gente tem tido ao longo de toda história de regulação das residências uma fragilidade com sistema de avaliação Então como os cursos são aprovados quando se mandam um projeto é O que a gente chamaria de autorização de funcionamento os cursos de residência ou as os programas de residência recebe uma autorização de funcionamento e uma cota de bolsas quando elas são financiadas pelo Governo Federal hoje em dia elas podem ser financiadas por qualquer lugar precisa que a comissão nacional a prove a residência então Para Ser aprovada se cria lá a
câmaras técnicas eram 6 a história é tão longa que não dava para falar em 40 minutos Eram seis câmeras com características abrangentes de várias áreas profissionais essas câmaras é que deveriam julgar os pedidos de abertura de programa Então como a composição dessas câmaras nem sempre foi uma composição muito orientada pelo SUS orientada pelo trabalho em equipe orientada por conceitos de interdisciplinaridade de interprofissionalidade muitas residências foram aprovadas Sem essas Características que são aquelas que justificam justificaram A Lei e justifica um financiamento do próprio do próprio SUS Então a gente tem residências chamadas de multi profissionais em
que os residentes cada um vai de acordo com o segmento da sua categoria profissional com pouca interação exceto carga horária teórica mas um conceito de residência multinacional não é no conceito de que uma mesma Residência abriga várias categorias profissionais é aprende a trabalhar em equipe com conhecimentos interdisciplinares e com práticas profissionais isso é tão difícil de entender que a última regulação que existe que é do atual governo nós tivemos três anos em que a comissão nacional não se reuniu ela foi suspensa na entrada do governo temer ela foi suspensa permaneceu suspensa durante todo o governo
Bolsonaro e no final do governo bolsonaro ano passado é apresentado uma nova regulação desaparecem todas as câmaras e são é porque é criada só duas câmeras com característica multifuncional uma chamada de atenção básica outra chamada de atenção especializada e mais 16 câmeras por categoria profissional então dá para ver que só aí a gente já consegue perceber que o conceito que até agora vem sendo Trabalhado ele foi destruído na regulação atual regulação destrói o conceito com que se vinha trabalhando eu acho que nós militantes do SUS nós não nem de nós pessoas gostou dessa alteração e
tenho certeza que todas as entidades que promovem esse congresso pensam como eu porque o serviço social tem sido uma das categorias muito ativas na luta pelas residências identificadas mas eu falei de que nem todas as áreas são residenciáveis o que quer dizer que A gente pode oferecer formação por meio de internato aprimoramento de aperfeiçoamento de especialização não precisamos oferecer todas as áreas de conhecimento por meio de residências então é preciso que a gente defina quando que faz sentido que seja residência para que a gente possa dizer então quanto tempo ela dura com qual é a
composição da equipe nós poderíamos dizer que com tranquilidade uma residência em serviço social único Profissional seria possível e ela é possível mas a gente tem que se perguntar se faz sentido que uma residência única profissional em serviço social aconteça no SUS Porque nós não desejamos que os profissionais de serviço social que os assistentes sociais trabalham isoladamente da equipe multiproce então não faz sentido a gente oferecer um programa de residência única profissional para trabalhar no SUS quando nós não queremos que nos SUS o Trabalho seja fragmentado por profissão fragmentado por especialidade fragmentado por das práticas dentro
do Serviços de Saúde a gente quer que esse trabalho se faça em equipe e a gente quer que pertença em equipe o maior número possível de categorias profissionais então quanto mais as residências forem multi profissionais mais eficiente para formar um profissional identificado com SUS com Trabalho em equipe com as práticas colaborativas então não faz sentido uma oferta UNIP profissional isso vale para várias categorias e para várias áreas profissionais exemplo residência saúde mental não faz o menor sentido a gente aprovar uma residência em Saúde Mental para psicólogos a gente faz uma residência saúde mental com vagas
para psicólogos e demais categorias profissionais residência e atenção Básica para enfermeiros não faz menor sentido a gente faz uma residência atenção básica com vaga para enfermeiros e para outras categorias profissionais agora quando eu digo que não faz o menor sentido eu tô dando esses exemplos porque tem residência que foi criada assim por essas câmaras que lá existiam Então a gente tem contradição no que vinha sendo feito e em lugares que nós pudéssemos Superar as contradições e muitos esforços sendo feitos para Superar as contradições o último governo ele faz o contrário ele não supera nenhuma contradição
e ainda acentua profundamente a divisão a fragmentação a segmentarização das residências segundo ao ponto de o financiamento para as últimas residências que foram financiadas pelo Ministério da Saúde foram residências para dentistas e enfermeiros ou seja impossível ser chamado isso de Multifuncional porque para ser multifuncional apresentando menos três categorias profissionais então o governo inclusive passou a financiar duas residências Uni profissionais e nenhuma multi profissional a não ser aquelas que já existiam que não perderam as suas as suas bolsas Esse é o cenário que a gente vê inclusive anunciado a manter o mesmo a lógica de governo
para o próximo governo onde há um corte sei que observou já a lei orçamentária para 2023 Tem um corte de 60% do financiamento de residências então a gente ainda corre um risco já agora no próximo ano Dependendo de qual é o futuro o que está reservado de futuro para nós a partir de Janeiro talvez a gente tem uma redução inclusive dos atuais programas de residência porque se tem um corte de 60% ele vai ter vai ter que sair de algum lugar e 60% vai ter que ser economizado com alguma coisa no caso as residências que
fundamentalmente são Programas por bolsas não é muita coisa que tem coisas para serem cortadas que não são as bolsas mas 60% é um percentual bastante expressivo bastante grande tentando caminhar para o final que eu não tô olhando o relógio e não sei como é que eu tô no tempo depois Marina me dá um toquezinho aí então a gente tem um sistema de regulação que é feito pela comissão nacional de residência a comissão nacional de residência médica ela foi criada Então Antes do SUS e ela foi criada no Mac a residência a comissão nacional de presença
multifuncional em saúde é bom que a gente Diga que o certo não era chamar a residência é muito profissional em saúde o certo era chamar comissão muito profissional de residências em saúde ou comissão nacional de residências em Mas para não ficar esse mute e une acabou ficando na lei ficou só mute das vezes uma complicação para a gente Entender que residências imune ou multi profissionais estão na mesma na mesma comissão elas não são por especialidades das profissões elas são por áreas profissionais às vezes essas áreas profissionais podem aceitar a especialidades profissionais e aceitam existe várias
especialidades profissionais dois exemplos clássicos são da enfermagem obstetra e o da cirurgia bucomaxilo facial uma específica para dentistas específica Para enfermeiros de criação típicas porque assim não tem discussão sobre essas áreas especialidade mas existem várias muitas outras e existem essas confusos aí da Saúde de psicologia e saúde mental ou enfermagem Atenção atenção básica mas a comissão a cnrs ela não é do MEC a lei criou uma comissão intersetorial intersetorial saúde e educação como a gente não tem quase práticas intersetoriais e são Discurso e que a gente não sabe como é que eles traduz na prática
é muito difícil interpretar o que isso quer dizer e a gente vê a dificuldade que a entender que essa comissão é uma comissão intersetorial e não uma comissão do MEC ele é sempre é chamado uma comissão do MEC a gente tem que olhar que se a regulação não é feita pelo setor da educação ela é feita apenas pela comissão no caso das residência em saúde é feita por uma Comissão intercessorial hoje em dia dá para dizer também que quando a gente cria lá em 2003 essa essa lei a comissão só foi criada em 2000 não
em 2005 Desculpe foi criada a lei em 2005 e a comissão nacional só em 2007 dois anos depois a gente tem aí as dificuldades de entender a diferença da residência médica quase sempre se cola na residência médica para falar da residência das residências em área Profissional da saúde ou residências multinacionais E a gente cola inclusive com discursos que a gente não de secou então a gente chama de pós-graduação pensando na especialização e regulação pelo CNE não é verdade e a gente pensa em especialidade por categoria profissional que também não é verdade então já que não
é verdade isso em que a gente cola e a comissão nacional que faz a regulação e ela é intersetorial hoje não faz nenhum não é Não há nenhuma dificuldade em que a gente retire a comissão de qualquer Ministério seja o MEC seja Ministério da Saúde e coloque no Conselho Nacional de saúde não tem problema colocar no Conselho Nacional de saúde porque o Conselho Nacional de saúde sim é a Instância com abrangência por todos os setor de saúde e a gente pode lembrar de um exemplo antecedente que a conecta a comissão nacional em pesquisa ela está
no Conselho Nacional de saúde ela não Tem nenhum Ministério ela está no Conselho Nacional de saúde e ela tem o poder de regulação para toda a pesquisa feita no Brasil Então nós não teríamos nenhum problema de ter a comissão nacional de residência multinacional em saúde no CNS e ela também tem esse efeito sobre todos os serviços do mesmo jeito que é a conep isso asseguraria bom essa que é segura gay isso Responde a determinação a definição por escrito mais de uma vez Do CNE que o CNE não regula e ele não regulará residência alguma isso
é das comissões então não tem problema nenhum com essa comissão esteja no Conselho Nacional de saúde e sendo regulada por uma prerrogativa duas prerrogativas legais do Sistema Único de Saúde artigo 200 da constituição nacional ordenar a formação dos recursos humanos da área e artigo 30 da Lei Orgânica da Saúde comissões inter setoriais no aconselho Nacional de Saúde para as especializações sobre a forma de treinamento em serviço sobre supervisão então a lei diz que é exatamente isso que tinha que acontecer então a gente até hoje foi fazendo foi fazendo digamos assim da inercialmente certas coisas e
ainda não teve coragem de usar fazer as coisas que precisam ser feitas agora foi criado agora não sei se foi final do ano passado deste ano você me atrapalha o tempo que a pandemia deixa a gente tanto tempo trancada em Casa que aqueles parâmetros de regulação de tempo que a gente tenha era férias a gente não sabe mais o que que é férias os calendários letivos modificaram completamente o calendário letivo ele começa qualquer mês do ano então que ajudava a gente a lembrar Acaba Porque a gente acaba se perdendo mas não gostei Nacional de saúde
Nacional de saúde a gente tem a comissão interceptorial de recursos humanos e relações de trabalho dentro desta Comissão foi criado uma câmara técnica de residências então já é uma primeira Digamos um primeiro passo a gente possa dizer que dá para avançar nessa direção de que a regulação passa passe a ser feita com o sistema único de saúde que é a gente pode usar o exemplo da pandemia ao longo da pandemia as únicas informações que nós tivemos de tentar proteger um coordenador o coordenador de residência um residente uma residente preceptor perceptor das residências Únicas iniciativas que
nós tivemos foram do Conselho Nacional de saúde entendendo orientar as residências sobre o que fazer na pandemia porque nenhum dos dois Ministérios ofereceu recomendação alguma proteção alguma foi criado o Brasil contar comigo com recurso financeiro que era só residente permaneça na residência mas fazendo o quê De que forma com que recurso com que proteção nada foi dito o que que é teoria o que que é prática quantas horas aqui quantas não teve nada Recomendação alguma nenhuma avaliação em bloco de nenhum tipo então isso nunca foi feito nós não temos nada a perder e nos instalarmos
no Conselho Nacional de saúde onde a gente sabe que até agora foi quem lutou porque residência fosse mantidas foi quem lutou porque essa comissão nacional de residência é muito profissional existisse foi quem lutou porque alguma proteção ao longo da pandemia pudesse assegurada pelos programas de residência Então nossa Teríamos a ganhar desculpem o tempo mas é tanta coisa que dá vontade de dizer eu falaria com vocês o dia inteiro e não ia escutar o assunto mas dá para recomendar tá a gente tem um livro chama enciclopédia das residências em saúde enciclopédia com s e com que
as residência em saúde tem um capítulo que chama historicidade e parte disso que eu falei tá colocado lá e tem a história da rede unida e tem um livro que é alguma coisa como residência no norte Gaúcho Que é uma residência na Universidade Federal da Fronteira Sul fez um livro recente também pela história da rede unida e eu tenho um primeiro dentro nesse livro que chama regulação que eu também conto um pouco dessas histórias então tem dois capítulos aí que fico de recomendação biográfica para saber mais obrigado desculpe o tempo Marina obrigada a gente se
agradece muito as suas contribuições e esse histórico ele é importante inclusive para a gente Poder compreender os desafios que nós temos né e as tarefas aí né da gente enquanto entidade também no serviço social mas também é necessário a articulação coletiva né que a gente tem feito nos últimos anos a gente tem né alguns comentários em relação a mesa né parabenizando pela composição mandando Aí abraços para o professor Ricardo a importância da contribuição e do debate transformações em Recife e agradecer vocês competições As pessoas se realizando a importância a gente está construindo esse debate hoje
e também fazendo alguns relatos né em relação à residência né os residentes relatando a exposição uma carga horária Apesar né A Jamile coloca de ser um espaço enriquecedor para formação fortalecimento de vocês mas realmente a carga é extremamente exaustiva é a gente queria aproveitar para fazer o convite do décimo segundo Encontro Nacional de residências em Saúde e terá como sede a cidade de Ponta Grossa no Paraná mas acontecerá virtualmente nos dias 8 a 11 de novembro então é pedir né Para que as pessoas acessem a página do evento do Instagram décimo segundo enquanto Nacional de
residências em saúde para que possa ter acesso aí a programação e as discussões que aconteceram no evento que é um momento muito importante né tem sido de articulação mais né E tem sido importante para Fortalecimento do debate das residências antes de passar para Letícia é só mais alguns comentários né sinalizando a importância do fortalecimento do coletivo de residentes né como o espaço de luta para conseguir a melhoria nesse programa a necessidade desse fortalecimento de diálogo internacional a pauta né da carga horária é uma pauta que os envolvências aqui vão indicando como realmente Extenuante né compromete
a dedicação dos estudos então para a gente poder reforçar e os debates passo a palavra já de imediato a professora Letícia Oi na expectativa de querer certo Tentei ligar aqui ótimo por enquanto tá tudo certo aqui a gente vai te sinalizando tá obrigada mais uma vez pela sua disponibilidade a fala está com você vamos nas tentativas agora né bom espero que dê certo foi Ótimo na verdade assim eu tentando organizar a internet aqui ouvindo Ricardo falar porque as situações convergentes assim né E aí eu queria antes de até de apontar os elementos que eu trouxe
se tu há alguns algumas questões né primeiro que de fato é importante que a gente qualifique os debates E aí me parece que a gente vem nesses últimos anos correndo tanto atrás de tentar continuar existindo que esse tempo da discussão Coletiva dos espaços De discussão coletiva não só da categoria profissional mas de outros espaços né inclusive os espaços que deveria ter resultantes da construção da comissão nacional de residência eles vem sendo a pequenados né então isso traz elementos muito importantes para nossa organização e para compreensão do que que esse processo significa da mesma forma a
questão da carga horária e eu vou falar de um elemento né pegando o gancho das observações que Marina trouxe Né a gente não tem dúvida né de que as carga horária de 60 horas é uma carga horária extenuante em que pesa né as diferenças históricas da formação da residência médica para a nossa formação multiprofissional mas tem um outro elemento outros elementos que comparece Nesse fato aí né que é o fato de que a os trabalhadores e trabalhadoras né que vão fazer as residências multiproficiais em grande parte são trabalhadores Oriundos né dessas parcelas dessas franjas mais
alterizadas das classe trabalhadora né Então as condições de vida que experimentamos então da 60 horas para alguns segmentos aí você tá o nosso por exemplo de assistentes sociais né que as Universidades apontam que são os cursos com menor junto com os de licenciatura né Com que são os cursos com menores padrões socioeconômicos né do Ponto de vista de remuneração e condições de vida isso não isso vai trazer um impacto especialmente para a gente que assistente social de uma forma particular né E aí a gente é outros profissionais então há de fato diferenças Nas condições de
vida que operam nessa construção desse modelo né da carga horária esses elementos históricos eles comparecem né então gente se dando continuidade aqui né E dialogando a gente tem Ricardo também Falando né de acompanhar o tanto de construção e esse mosaico tem como esse licenciamento que são a maioria na verdade dos chamados brasileiros destacando que a gente pensou pandemia dessa exploração de trabalho então nos últimos meses na verdade não houve alteração Tá tá bom tu quer tá bom Tá certo vou tentar aqui agora voltou mas é um pouco mais tarde tá certo de repente eu ficando
sozinha também ajuda um pouquinho né vou tentar falar mais lentamente Vamos tentar vamos ver vamos tomara que dê certo então Gente esse esse essa informalidade né que que isso tem a ver com residência Então esse é o primeiro está aqui A residência em saúde da população [Música] [Música] eu entrei até no 5g então eu vou eu vou tentar eu vou Vamos tentar mais uma vez assim a gente vê se dá certo pode ser quando eu entro aqui melhora Mas então quer ficar aí fica aí para ver se a gente fica aí para ver se melhora
eu vou tentar então Fica aí para ver se melhora então e a gente vai aqui tentar seguir confesso que o raciocínio já tá um pouco distorcido aqui mas vamos lá eu queria fazer esse destaque esse acabo o chat daquele funcionando aí fica também entrando eu fico acabo que eu fico ali de tentar sair do chat também não sei se isso trazendo alguma influência Vou tentar sistematizar um pouco os técnicos Mas agora tá tendo algum problema nesse Momento tá não tá conseguindo ouvir a gente tá aprendendo a sua fala no seu áudio na sua sala até
agora nesse momento que aqui eu vou tentar o celular então fica com medo porque o celular achei que tava funcionando pior do que que isso aí é o 5g na verdade aqui na minha área é o 5g funcionando mas aqui não tem se mostrado a gente pode tentar seguir porque agora tá acho que quando eu fico junto com você Entendeu então fica aí e se as gurias quiserem só não escrever só porque eu fico vindo eu fico na tendência de ficar lendo o que que tá escrito aqui se puder linchat porque tá fica entrando eu
fico acaba que confunde por mais que eu queira né segurar aqui a cabeça mas enfim vamos tentar eu vou tentar sistematizar então algumas coisas bom eu tava fazendo esse destaque de que a gente né de nós como assistentes sociais a gente a perspectiva da educação em Saúde ela tá muito presente né nas nossas discussões a perspectiva dimensão educativa desse exercício profissional ele tá muito presente Entretanto a gente não discutiu tanto a educação na saúde né Então tava fazendo esse destaque que é da responsabilidade né do sistema de saúde da atribuição informar trabalhadores professores né então
quando a gente tá discutindo a residência e saúde a gente está Discutindo justamente isso né a formação na saúde a forma a perspectiva da educação em saúde ela já é algo né Digamos um ponto Pacífico mas não é a gente se aprofundar e discutir mais o que que é essa Educação na saúde qual a participação das assistentes sociais né dos assistentes sociais nesse processo Então queria destacar isso dizer da importância né da gente entender esse fazer profissional do serviço social como algo que integra né E que se Expressa né como interação desse Conjunto das determinações
sociais que atuam né no nosso fazer profissional e o fazer profissional que ele é da categoria né dos assistentes sociais das assistentes sociais mas ele é também fazer profissional coletivo né a formação na saúde ela nos convoca a esse elemento coletivo nos convoca A pensar como que a gente realiza esse trabalho em saúde não apenas sobre o ponto de vista da disciplina profissional né e a Residência multiprofissional ela é essa ela é uma dessas possibilidades obviamente assim no âmbito da categoria A gente vem defendendo ao longo do tempo a importância de entender essa residência essa
formação na saúde com todas as suas contradições e portanto né o nosso convite enquanto categoria profissional tem sido de que ela seja avaliada né entendida e compreendida como uma derivação do próprio trabalho né então não há uma autonomia nessa Construção né da formação na saúde nem na residência uma autonomia absoluta a gente precisa entender ela a partir do trabalho de saúde e por que isso minha gente porque é o trabalho quando a gente começa a residência né no primeiro momento a gente pensa em tutores precipitores né residentes tutores preceptores mas num olhar um pouquinho mais
detido a gente vai perceber que na verdade é os tutores os preceptores dos residentes embora sejam sujeitos Obviamente muito importantes né para construção e sustentação programa de residência a compreensão só a partir deles é muito insuficiente porque a realização da residência ela se dá justamente nesse cotidiano profissional onde há interação de outros sujeitos né então o trabalhador que não está necessariamente vinculado a residência multiprofissional ele é um sujeito fundamental nesse processo a gestão né representando uma coletividade A gestão É fundamental para compreensão desse processo além é dos próprios usuários né e usuários E aí quer
fazer um destaque ainda para esse trabalhador da Saúde esse trabalhador compreendido não apenas com as chamadas como as chamadas profissões da saúde que entenda-se por profissões de nível superior a gente tá falando na verdade do conjunto dos trabalhadores na saúde então não dá para entender a residência em atenção primária e sem entender a figura do Agente comunitário de saúde não dá para a gente entender a residência no âmbito de uma unidade hospitalar sem entender a figura de um técnico de enfermagem de sujeito que é um arqueiro a que dá acesso ou não a imunidade de
saúde enfim um conjunto de trabalhadores que que são centrais para compreensão e construção do processo de trabalho e que são invisíveis né então a gente está falando nesse caso desse Trabalhador de 87% dos trabalhadores do SUS e a gente costuma Sempre falar em residência né deixando enfim obscurecido esse conjunto de trabalhadores na mesma forma como a gente muitas vezes fala de formação e saúde focando apenas na residência e aí por isso que eu quero destacar a formação em saúde ela pode se dar além e Ricardo citou né alguns exemplos mas ela pode deve necessariamente se
dá em outras dimensões E por que que isso é importante porque muitas vezes a gente como assistentes sociais a gente diz Olha eu não tenho condição e não tem uma estrutura para para produzir aqui para desenvolver né um programa de residência mas na maioria das vezes a gente tem sim condições de desenvolver uma formação na saúde não necessariamente na modalidade de residência e aí obviamente tanto que a residência né que esse pode ser um passo né prévio da residência então a gente pode pensar outras formas e aí mesmo quando a gente não visualiza essas outras
formas de forma Clara né a Gente pode pensar em outras modalidades ainda de Formação não só a partir do serviço social mas onde o serviço social comparece a partir da construção então desce trabalho de Formação a partir de uma perspectiva multiprofissional então é quando a gente entende que formação é derivada né a perspectiva aqui que eu tô defendendo essa né essa formação na saúde ela é parte integrante do trabalho saúde a gente configura este como uma esta né como uma das nossas atribuições E portanto se a gente não tem força institucional para fazê-la sozinha seja
pela via da residência por outra modalidade de formação de cursos seja de atualização de educação enfim outras formas de educação né na saúde se a gente não puder fazer só se a gente Possivelmente pode fazer coletivamente então quando a gente compreende essa esse papel estratégico que é a formação tem né a gente tem capacidade também e de negociar de discutir e de construir Alternativas entre as categorias profissionais né que podem Ou não levar residência né tô dizendo aqui que a residência não é a única forma da gente fazer isso Embora ela seja uma forma importante
né É mas a gente tem outras formas de fazer isso E aí qual que seria a nossa então contribuição Central para esse processo né se a gente pensar em termos de de desse cenário Nacional né de uma luta ainda que é para construção de uma política nacional de Residência que de fato atenda as necessidades né da construção e sustentação das residências em território nacional especialmente entendendo que essa formação É de fato algo que precisa acontecer pelo SUS e também para o SUS né então a gente com categoria profissional tem é uma contribuição fundamental nessa qualificação
da determinação social do processo de saúde e doenças a gente sai de uma pandemia ou Fim de estar tentando sair dela ainda né Onde fica muito claro né ficam Claros na verdade os elementos de interação entre a determinação social do processo de saúde e doença né aquilo que a gente falava que né No início que se falava né Nós não encontro categoria mas que falava no início de que a pandemia ela é Ela foi né Igual para todos obviamente não foi igual né a gente tem porte de mortalidade a gente é o país segundo país
do mundo que houve mais mortalidade Infantil A gente tem uma mortalidade de negros e negras superior em quase quatro vezes a população Branca Então a gente tem vários recortes que demonstram que as condições de vida elas compreensão e não só essa compreensão da perspectiva descritiva mas a incorporação desses elementos da determinação social do processo da onde para pensar organização do serviço e a produção Não só processo de trabalho mas a produção do cuidado no Interior das instituições ele precisa ser incorporado e não é pelo menos não da forma como gostaria numa perspectiva né Desse SUS
seminal e desse dessa reforma sanitária que defendia né a saúde como um direito social como um direito humano e social fundamental então eu diria que a questão da determinação ela é um ponto chave para compreensão da contribuição do serviço social na saúde então tanto nós já fazemos educação em saúde sim no Nosso cotidiano mas a gente precisa avançar na educação na saúde e isso Tem se tornado uma pauta bastante importante para nossa categoria Principalmente quando a gente identifica nos Cras né várias acho que Marina também aí em Minas mas a gente aqui no Rio também
tem sido pautado nas reuniões né dos creas Brasil afora questão da residência então a gente faz educação em saúde mas a gente precisa discutir a educação na saúde também como que nós formamos Trabalhadores no SUS né E esse nosso é de construir né e discutir aí construir coletivamente mas sim puxar essa discussão porque afinal quando a gente fala das atribuições das assistentes sociais e do nosso projeto ético político a gente tá falando em termos de de saúde não só né da construção e sustentação desse SUS e as suas diretrizes seminais mas principalmente né dessa lógica
da determinação social do processo de saúde Doendo incorporada na construção do processo de trabalho chegando até a construção desse desse cuidado em saúde né Além disso queria destacar também né que a gente tem um conjunto de desafios que ainda tão postos eu tô correndo um pouco Magna pelo medo de dar problema de novo eu tô um pouco sair um pouquinho do meu script mas é só porque está que está funcionando não vou me mexer aqui nada né Não vou sair daqui de forma alguma nem mexer mas um outro elemento ainda destacar e Ricardo na fala
dele apontava nessa essa origem das residências né a gente tem no John hop quis a primeira residência né no mundo a gente tem também naquele momento né nessa viragem do século 20 do século 19 para o século 20 essa essa reconstrução do hospital como espaço de cura né E aí com todas as questões né do modelo Hospitalocêntrico e biomédico que se construíram a partir dali né a gente tá falando obviamente do relatório flat mas não só dele e a influência que isso tem ainda né no cotidiano das unidades de saúde por isso que eu comecei
no serviço de saúde por isso que eu comecei dizendo que a gente no caso brasileiro a gente tem Desafios que são particulares né dessa nossa formação Nossa histórica dependente né desse país enorme com 60% da população ganhando menos do que é Necessário para sua própria reprodução enquanto gente no mundo né então a gente embora a gente ter caminhado muito e aqueles anos cargo citava aqui né a partir dos anos 2000 ali na própria Instituição da política nacional de educação permanente na própria instituição né da cejets né do dejetos no Ministério da Saúde esses todos esses
elementos eles eles construíram uma materialidade obviamente do que que é essa formação na saúde né e A perspectiva da residência mas também não aconteceram sem esse processo né de contradições e um processo contra hegemônico que nós assistentes sociais vivenciando os cotidianamente nesse nosso fazer profissional né então a gente tem esse impacto como classe porque somos nós nessas redes sociais oriunda dessas franjas né mais populizadas da classe trabalhadora e não só isso nós somos aqueles profissionais que trabalhamos e atuamos com a classe Trabalhadora nos serviços de saúde né com essa classe trabalhadora cada vez mais populizada
com condições inferiores as suas condições para a manutenção da sua vida e para pensar horizontes né então isso é com esse elemento que a gente convive instituições que ainda que do ponto de vista muitos dela Muitas delas conseguiram construir alguma base né mas muito sobre o ponto de vista ainda de defender um serviço um serviço Universal E uma perspectiva de integralidade ainda do ponto de vista retórico né porque eu tô dizendo isso porque a gente não consegue muitas Serviços de Saúde identificar como isso se dá na forma como tu atende no ambulatório na forma como
tu realiza por exemplo uma Inter consulta ou não ou pensa enfim um projeto terapêutico singular ou constrói possibilidades desses usuários se apresentarem definirem sobre seu processo né de cuidado também terem Enfim preponderância nesse processo a gente ainda lida de uma forma muito tradicional com esse nosso fazer profissional cheio de profissional e profissional mas é de fato é isso né a gente continua redizendo a mesma coisa e acho que esses últimos tempos que a gente tem vivido eles nos convocam a essa reflexão a essa parada sobre o que fazemos porque fazemos e aonde a gente vai
chegar com isso é esse cotidiano onde a gente realiza né A residência multiprofissional em saúde onde a gente realiza o trabalho em saúde ele é o lugar do fazer fazer né a gente faz ainda mais nesse contexto de tanta precarização de destruição dos direitos sociais a gente faz faz e tenta apenas continuar fazendo mas pensar a dimensão da formação na saúde como uma atribuição Nossa enquanto assistentes sociais e não só uma atribuição do SUS como algo distante material né mas pensar como isso incorporado do nosso projeto de Intervenção profissional como a gente vem incorporando na
categoria né nessas atividades nacionais que a gente tem feito quando a gente fala incorporar e isso né no nosso cotidiano profissional significa que a gente vai precisa suspender esse cotidiano para pensar sobre ele não é possível só fazer prazer a gente precisa pensar o que que a gente está fazendo e a formação ela é uma possibilidade para essa discussão muitas vezes a gente pensa ou né ouve dizer que Uma outras modalidades de Formação também são mais trabalho né acho que a gente precisa também repensar se isso é mais trabalho pode até ser que seja apenas
mais trabalho mas pode ser também uma oportunidade fortalecimento desse trabalho coletivo no SUS que nos leve mais próximamente e aí não só como categoria profissional mas como trabalho coletivo e saúde né que nos leve mais próximo de dar condição não só de acesso Às políticas né e aos Serviços de Saúde mas que esse acesso seja qualificado é insuficiente que as portas estejam abertas né é insuficiente que as portas seja vai ser esse trabalhador se essa trabalhadora se essa criança não consegue chegar ao serviço de saúde e também insuficiente Se ela chegar e esse atendimento não
tiver pautado em necessidade de saúde e para isso a gente precisa necessariamente da construção de um trabalho coletivo em saúde e aí o meu Convite aqui para essa nossa conversa assim que a gente falte a formação na saúde como um elemento que nos fortalece não é mais trabalho apenas a gente precisa discutir como isso com um elemento que nos fortalece como uma atribuição que a gente busca desenvolver e aí isso por vários motivos minha gente a gente vivenciou né ao longo da pandemia uma espécie de guerra tô tentando arrumar aqui Maria num termo Polido para
falar guerras de narrativas enfim a gente o que a gente vivenciou né e muitos momentos ou na maioria deles de forma muito clara né uma gestão da política de saúde que não incorporava as evidências sobre a pandemia por exemplo Então é por Mais é claro que a gente não vai querer entrar na discussão sobre né gestão baseada em evidências ou informado por exemplo quero destacar o seguinte é insuficiente que a gente Produz a inflamação se essa informação não é incorporada pela gestão E aí claro que a gente tem aqui Um exemplo Nacional da política de
saúde mas a gente tem isso o tempo inteiro dentro das unidades de saúde Então isso é uma coisa que tá parte da gente essa é um primeiro primeiro não já é o quinto ter lá destaque que eu tô fazendo né mas assim isso não é uma coisa em material que está distante isso isso tem uma reverberação no cotidiano dessas Instituições Então esse esse negacionismo científico né isso tem isso tem um peso Fundamental e importante né na forma como a gente constrói a política de saúde e como a gente realiza porque não gente pode falar política
de saúde ele tá falando de processo trabalha em saúde desse cuidado que chega a população não é alguma coisa que está distante não é como se análise macropolítica ela tivesse distanciada desse cotidiano onde a gente está Trabalhando como se fosse algo que tonaliza a distância na verdade isso tá acontecendo o tempo inteiro e ele reverbera obviamente né se eu sou tutora preceptora se a sua residente se eu moro em determinado lugar ou se eu sou tutora preceptora preceptora contratada da UECE contratada temporário público obviamente avaria esse processo é óbvio né Essa autonomia ela é muito
relativa mas em que Pese essas diferenças o que a gente vivenciou é essa não incorporação do Elemento de do elemento científico e isso nos remete a uma discussão que a gente tem no serviço social né Então veja o biológico ele é social e a construção subjetiva o econômico é político e não são indissociáveis o ato científico a ciência ela não é indissociável desses processos Então essa é um outro destaque Então a gente tem que caminhar a gente faz bem a educação e saúde mas a gente precisa caminhar no debate sobre a educação na Saúde a
nossa contribuição me parece enquanto categoria profissional E aí Lembrando que nós somos uma somos um conjunto de profissionais atuando né intervindo mas somos também uma área do conhecimento então nessas duas perspectivas a gente tem muito a dizer sobre a determinação social do processo saúde de doença mas essa essa discussão ela é insuficiente não chega no cotidiano do serviço então isso não se fará isoladamente isso não se falar por Um desejo né Isso só é possível ser construído se a gente trabalhar coletivamente com os outros categorias profissionais que estão ali atuando nesse cotidiano das instituições né
E esse outro elemento de que o científico é político o político social econômico atravessa todos esses processos e tudo isso né tá junto com uma perspectiva do que que é Ciência e do que que é a saúde né numa perspectiva que que atenda não só as demandas que chegam à nossa porta Mas também as necessidades de saúde né Além disso eu acho que a gente ainda tem que caminhar também muito nessa nessa nesse processo que ainda parece muito como dicotomia né entre o que que é social e o que que é subjetivo né do que
que essa construção desse desse conjunto coletivo que são os trabalhadores e os trabalhadores mas também é compreensão do que que é ser um trabalhador acessando SUS do norte do país do que que ia ser um trabalhador acessando SUS Aqui em Belford Roxo no Rio ou no Rio Grande do Sul em Porto Alegre enfim né a gente fala o Ricardo em Juiz de Fora de onde Fala Marina é necessário que a gente qualifique esses processos E aí mais um destaque assim vejo que eu não tô dizendo aqui gente que é a residência ela muda ambiências não
é isso que eu tô dizendo que eu tô dizendo aqui a residência ela é sim uma formação importante estratégica para o sistema único de saúde né diria que as Residências multi profissionais são mais na Perspectiva que eu defendo né E que a nossa incorporação como categoria profissional nessas residências profissionais tem um peso muito importante mas essa mesma residência né que a gente entende como importante como uma formação que se que se realiza através do Trabalho em saúde mesmo ela com todas as suas contradições e retrocessos em vários vem sendo desconstruída Então como sustentar né Sem
que haja de fato uma sustentação coletiva né E por que eu tô dizendo coletiva porque vejam gente a gente tem uma um distanciamento muito grande né do espaço decisório né é como se o espaço desses olhos não tivesse né ao nosso lado numa perspectiva não está mais em outro está em que sentido a gente tá aqui construindo por exemplo coletivamente estamos aqui né no CBA construindo coletivamente pessoas de diferentes lugares ouvindo falando e Discutindo Isso precisa ser levado para as nossas instituições assim como reverberar nos nossos no conjunto CPF a gente precisa discutir com Conselho
Nacional de saúde contavam o Ricardo né a gente precisa discutir com vários espaços que possam dar materialidade a construção de respostas para as necessidades de saúde da população e aí eu tô assim defendendo de que a formação formação na saúde é um elemento estratégico para a gente pensar isso tá Eu acho que acho que de repente no debate Marina a gente pode até né trazer mais questões eu queria só terminar né com eu fiquei pensando em várias frases né para para terminar essa fala e aí será que eu consigo ir lá e falar Mariana será
que eu consigo ler que aí eu tenho que pegar lá para ler é que é tomara que eu o melhor eu vou colar aqui no chat espera aí que eu vou colar aqui rapidinho que daí eu consigo ler aqui pera aí Marina rapidinho deixa eu pegar Aqui que eu vou colar aqui que eu vou dar um jeito de resolver essa questão uma delas e aí essa aí fiquei entre 13 assim mas uma delas Com certeza né que é o samba da Mangueira de 2019 Minha gente é que diz o seguinte né Brasil tem o nome
é Dandara a tua cara de Cariri não veio do céu nem das mãos de Isabel liberdade é um dragão do mar de Aracati né eu já disse isso em outros finalizações eu vou dizer de novo né Salve os caboclos de Julho e foi de Aço nos anos de chumbo Brasil chegou a vez de ouvir as Marias mais mulheres mesmo e vejam que essas falas elas são escritas em momentos completamente distintos né da nossa história Nacional mas são altamente relevantes e ambas atuais né então do samba da Mangueira fala do Guimarães Rosa que disse o correio
da vida embrulha tudo a vida é assim Esquenta esfria aperta daí afrouxa sossega e depois dizem quieta o que ela quer da gente é coragem então essa frase eu vou repetir de novo porque acho que nunca vou usar nunca antes na história desse país essa frase foi tão importante né O Que a Vida Quer da gente é coragem então sigamos juntos juntos juntas né construindo esse essa formação em saúde entendendo essa formação e saúde como uma forma de construir efetivamente e de sustentar o Sistema Único de Saúde como Direito social Obrigada quero pedir mil desculpas
pelas internets aí as milhões de saídas mas agradeço a paciência né de quem nos ouve e agradeço a parceria nessa mesa obrigada Obrigada Letícia mais uma vez os problemas tecnológicos acontecem deu certo a gente ficar juntinho coladinho aqui e funcionou bem aqui a sequência da sua fala queria registrar alguns comentários né as pessoas agradecendo e falando da Importância da mesa registrar a presença da Rute do tempurra que tá aí no chat né a nossa parceira nesse processo de construção no debate da Saúde da residência e alguns relatos né da própria Rute falando da importância do
Ricardo e da Letícia como companheiros né que sempre tiveram presentes na luta na defesa das residências Residentes sinalizando né como que vem sendo inserido dentro desse programa muitas vezes como substituição realmente do trabalho né não sendo tratados como mais substituindo de fatos trabalhadores do serviços questões né sinalizando comentários sinalizando a Maravilha que é te escutar Letícia poder tá aqui né nesse nesse processo aí de debate muitos elogios em relação as falas né no chat né E aí né a gente pensando nos desafios de Construção desse debate da residência a gente vou pedir a Camila para
colocar o Ricardo então de volta aqui na imagem para que a gente possa passar as questões entendo que as questões são para os dois a gente tem uma questão mais específica em relação ao serviço social são cinco perguntinhas Então as meninas colocaram aqui no chat mas o chat tá dando muita inferência vou repetir aqui as questões Uma primeira questão é sobre o endário o exame Nacional de residências né que é da ebserh que tem também gerado Muito muitos debates essa é uma pergunta que inclusive eu faria também para vocês dois né que Juiz de Fora
a nossa opção é foi pela continuidade do né do processo seletivo da Universidade que nós fazemos né a gente não aderiu ao Exame Nacional então eu botei muita aí qual que é a opinião de vocês sobre o exame Nacional da Já existem diversos estudos sobre o adoecimento mental dos residentes o que que vocês entendem né O que você pode fazer para mudar ou amenizar esse quadro uma outra pergunta em relação a carga horária né Qual que é a visão de vocês sobre a temporária E aí né uma fala sobre esse relato dessa dessa carga horária
da residência em especial carga horária no serviço pois muitas vezes se acabam se dedicando aos estudos né Não se dedicamos estudos e aprofundamento aí do debate uma outra né uma outra questão é sobre o anúncio do Governo dos cortes né E aí as residências desses cortes do seu financiamento E aí como nós assistentes sociais ficamos com essa situação podemos nos organizar para barrar esse corte Uma Última Questão vou colocar porque tem mais uma a gente fecha então com vocês né Que é sobre a absorção dos ex-residentes no SUS eles também tem uma pergunta bem bem
importante né é uma vez que a gente tem investimento para a capacitação e muitas vezes a gente não tem esse retorno então também é uma questão de como que a gente né constrói propostas em relação a essa absorção é isso é fácil para vocês ficar quer começar com dois de nós aqui que falamos muito para responder essas questões a gente Vai passar do tempo previsto Muito bom ouvir a Letícia também aliás é uma das poucas pessoas que eu escuto falando da diferença educação em saúde e na saúde de um jeito que eu concordo integralmente não
é fácil a gente ouvir essa explicação essa explanação tem Muita contradição nesses nessas formulações né ele disse e é importante a gente avançar muito nisso eu tentei dar um mapa e eu sei que eu falei pouco ainda bem que as pessoas acharam que que Foi uma colaboração importante mas eu sei que falei pouco para situar esse lugar que a residência ocupa na formação que é assim é algo muito relevante podendo ser irrelevante Depende do que a gente faz como faz com quem faz Parece que só aumentar o número de vagas de residência seria uma aliança
não não é tem muita residência que é alheia aos seus tem muita residência dentro de Hospital Universitário que é o hospital e ali o SUS e a residência Temos preceptores que são alheios ou SUS temos residentes alheios ao SUS é só a gente perguntar nesse momento em todos nesse momento que eu digo agora assim vou perguntar agora em outubro 2022 em cada programa de residência quem está na residência porque apoia defende quer a expansão real do Sistema Único de Saúde vai ter gente que vai dizer que o que interessa é sua profissão sua especialidade e
as habilidades técnicas da profissão e que inclusive acha que Esse negócio muito interpessocionalidade é um exagero e desnecessário Então como que acontece isso dentro das nossas residências ainda e enfim a gente acha que a gente precisa se fazer essa pergunta acho que a Letícia marcou bastante esse lugar que a residência ela é um lugar político um lugar político que é se ela é uma modalidade de Formação que não é obrigatória O que justifica que a gente se ela não é obrigatório e ela precisa De financiamento que justifica que exista financiamento então eu consigo dizer assim
o que que aconteceu em alguns momentos que foi criar a residência por lei e criar esta rubrica no orçamento de que vai haver orçamento para criação e expansão de programas de residência Quando foi lançado o próprio residências que foi uma expansão objetiva de programas de residência quando houve a iniciativa de em todos os hus colocar residência multifuncional Teve um momento em que essas foram iniciativas objetivas depois o que que a gente viu a gente viu a interrupção da cnrs e a gente tá vendo agora o corte verde de novo que 60% de corte nas residência
essa pergunta de que que a gente faz para barrar eu realmente a única resposta que eu posso dar eu não sei se todos vão concordar o que que eu possa que eu posso dar resposta que eu posso dar é vamos eleger quem não vai fazer isso porque Por enquanto eu não sei que alter Nativa temos a gente pode pressionar pelo congresso pode mas a gente não tem um congresso pelo menos um Senado eleito nesse momento que pensa em favor do SUS muito antes pelo contrário Então a gente tem vai ter dificuldades Muitas dificuldades o cenário
que se apresenta É um cenário de dificuldades então eu acho que é isso que a gente precisa ter clareza uma doença mental do residentes se é tem Vários motivos ele tem o tema da carga horária Mas ele tem o tema como o programa tá acontecendo ele tem um tema que é como as coordenações tem sido tem sido exercidas diante do programa de residência qual é de fato o acolhimento que serviços e coordenadores interceptores instrutores tem oferecido aos residentes quando a gente fala que é um espaço de formação de trabalho o espaço de Formação ele tem
a ver com o quanto que a gente abre para conversa Quanto que a gente permite fazer uma reflexão crítica sobre as redes sobre sistemas sobre usuários Quando eu digo fazer uma reflexão que uma reflexão de fato e crítica a gente se implica com ela a gente começa a desejar fazer alguma coisa isso interfere muito na qualidade da saúde mental Eu acho que isso também é uma questão para nós eu não sei acho que a gente pode dizer que tem um adoecimento Residente mas tem um adoecimento dos trabalhadores o adoecimentos trabalhadores da Saúde também é vertiginoso
então Se a gente pudesse dizer que quem sabe vamos fazer alguma coisa juntos pela saúde mental dos trabalhadores da Saúde sejam ele trabalhador ou residente a gente precisa fazer alguma coisa juntos porque não dá para dizer que os residentes adoecem mais que os preceptores ou do que os trabalhadores que estão ali no cotidiano Do serviço são agradecimentos trabalhadores da Saúde de Fato muito grande e a gente precisa considerar o que que a gente tá oferecendo e que que a gente está fazendo não é Tem Resposta tá isso não acho que uma resposta fácil mas tem
resposta a gente não precisa pensar que não é só remuneração não é só carga horária é mesmo o modo como nós temos trabalhado Na horizontalidade entre as várias categorias profissionais o Trabalho de fato compartilhado entre todos os profissionais um trabalho ser coordenado em rede a ver o financiamento do sistema de saúde quando a gente tem um sistema de financiado a gente tem o trabalho fragmentado e só vai aumentar o adoecimento Sem dúvida vai aumentar o hierarquização das categorias profissionais então tem muitos dispositivos que a gente oferece uma atressamento Interprofissionalidade são coisas que já vão favorecer
muito em modificar essa essa relação de trabalho a carga horária é protegida no ambiente de trabalho para que a gente conversa para que a gente alivia a nossa a nossa nosso incômodos compartilhando em rodas de conversa com colegas fora outras coisas talvez mais complexas são muito simples e elas deveriam muito simples O problema é que a gente tem Oposição a compreensão da interpessoalidade a gente tem Oposição a Horizontalização do trabalho e aí se essas oposições continuarem isso vai continuar afetando a saúde mental do Trabalhador Sem dúvida o suicídio saúde é muito alto o consumo de
uma Que medicação psicotropica a gente só trabalhadores da saúde é muito alto o recurso as psicoterapias pelos trabalhadores da saúde é muito alto então isso tudo são coisas indiscutíveis né que a gente precisa colocar em questão acho que a Letícia falou Bastante disso assim Acho que ela trouxe esse tema seja para pensar Educação na saúde o que interfere inclusive no conselho de educação Permanente em saúde que é diante dos trabalhadores inseridos no serviços o tema do enare essa palavra digamos assim bastante arrogante né examinacional Exame Nacional Deve ser porque só é só da os estados
pelas residências das Universidades tem residência de Universidade que não era Hospital Universitário tá na minha universidade a gente tem Residência no Hospital Universitário tem residência na universidade são duas coisas bem diferentes bem distintas corremos diferentes tudo diferente e aconteceu uma coisa muito grave que tem a ver com cenário inclusive de que as residências que foram aprovadas foram das universidades federais E aí como elas aconteciam no cenário de prática do Hospital Universitário da Universitário Às vezes passaram não foi que teve a residência aprovadas quem aprovou a presidência provocou a residência oferecida pela Universidade então isso ainda
é um nó que a gente tem aí que a gente não tem nenhum governo interessado em apontar alguma solução Ao caminho ou mediação precisaria no mínimo ter uma mediação eu pessoalmente sou contra o exame Nacional da ebserh porque eu acho que igualiza como esse todo trabalho fosse igual é como se não houvesse Regional é como se não houvesse redes de atenção à saúde logo regionalizadas e eu acho que isso faz diferença deveria fazer diferença no processo seletivo eu acho que quando se propõe um exame como esse já é um conceito de residência e já não
é o conceito que a gente compartilha ou muitos de nós pelo menos não é igual ao que muitos nós Compartilhamos Então eu acho que enfim é uma conversa mais longa mas pelo menos para deixar essa palhinha carga horária Sim ela é uma Carga horária extenuante acontece em várias coisas incluindo os coordenadores porque a gente pode perguntar assim os coordenadores são oprimidos por quem para cobrar carga horária do jeito que cobra são oprimidos por quem cadê a fiscalização Cadê a visita Cadê a avaliação não tem nada disso acontecendo nem nunca aconteceu as únicas visitas que aconteceram
por uma visita de reconhecimento dos programas que estavam aprovados há muito tempo não é a única Vez aconteceu visita então a gente é submetida regras como as regras estivessem os massacrando e a gente nem sabe onde que elas vieram Então parece que assim tem um desejo sabe uma notícia coordenações e do serviço que não dá para compreender eu não consigo compreender Esse é um desejo masoquista e para si mesmo e para os seus residentes porque a gente tá falando de carga horária que tem que ser distribuído entre prática teórico Prática e teórica a carga horária
teórico prática tá dentro da prática e tem gente que não consegue entender isso que acha que teórico prática é a mesma coisa que teórica não é na prática então quando a gente fala que não é 100% de presença na carga horária prática pera aí a teórico prática tem 15% de faltas permitidas Então já não é 100% de prática porque a prática inclui é teórico prática que tem 15% de margem de faltas que nem é teórica Bom aí já deu uma confusão tem as licenças legais obrigatórias alguém vai discutir licença por falecimento de familiar por o
nascimento de filho não dá nem para discutir não tem que repor nessa carga horária que todo trabalhador tem direito 100% dos trabalhadores têm direito não tem que repor uma coisa dessas então tem coisas que a gente artificializa demais que para mim perde a noção de realidade sem nenhuma Necessidade de perder essa noção de realidade além disso a carga horária prática ela própria não pode ser isso que a gente faz quero ganhar prática é uma coisa de assistência Assistência assistência Assistência assistência a carga horária prática tudo que a gente faz no cenário de prática não é
só do lado do paciente ou só do lado do leite ou só no balcão do atendimento de usuários é mais coisas que a gente faz incluindo das grandes de equipe que Fazem parte da carga horária prática incluindo de cuidado que fazem parte da carga horária prática incluindo a organização da rede a presença dos conselhos de saúde tudo na prática Então a gente tem que pensar bem que a gente está chamando de carga horária prática para fazer seu negócio decente fazer um negócio bem feito as comissões de direitos direito da criança comissão de Combate à violência
prática nada disso é teoria teoria quando está na sala de Aula diante dos livros e não é para fazer uma torna a teoria uma coisa estereotipada Não eu tô dizendo que a teoria quando a gente aprovando aprofunda o conhecimento formal acorda eu vou para o conselho de direitos e se prática os trabalhadores deveriam ir deveriam estar lá e sendo da carga horária prática Então a gente tem tudo isso para pensar e onde é que é que ela se torna tão esta noite e a outra coisa é lembrar que sim tem um debate para a Gente
fazer que se é da agenda dos trabalhadores histórico dos trabalhadores da saúde a jornada de 30 horas bom deveria ser essa jornada de 30 horas você lembra dos residentes Já que é para igualizar com a jornada de trabalho então sim esse é um parâmetro que a gente tem E aí a gente vai agregar do tipo 30 horas é o máximo de carga horária prática que deveria existir em qualquer residência igual a jornada dos trabalhadores E o resto não pode ser Todo o restante da carga horária não poderia ser a prática então a carga horária é
alto gerida a carga horária de envolvimento do próprio movimento de residentes aí se a gente somar tudo isso a 60 horas ficam interessantes agora se é para tirar tudo isso da regulação Então tá a residência tem que ser 48 horas no máximo 30 de prática e mais as horas de debate teórico e pesquisa Então é isso que eu penso em relação a carga horária como um Tema sem esgotar e sem digitar aqui numa a minha opinião é eu quero dizer que são temas que a gente tem para um debate qualificado e não para a resposta
é A ou B sem um debate qualificado que envolva Que Nós pensamos com especialidade o Que Nós pensamos sobre o trabalho o Que Nós pensamos sobre formação em serviço e a gente tem que considerar tudo isso perfil do percetor do perfil do tutor o perfil do Coordenador então tem mais coisas que a gente tem para pensar Quando a gente tem uma política nacional que tem tudo isso em causa isso pode ir andando debate se faz quando a gente tem uma política nacional que não pensa nada disso isso nem tá na mesa acontecer aí a gente
fica Refém de preconceitos fica Refém de normas que não existem fica Refém de regras que também não existem e aí as regras são traduzidas interpretadas por quem as enuncia e não por o que é mesmo que está escrito e como deve ser interpretado que está Escrito enfim é muito interessante assim porque acho que essas quatro questões apresentadas na verdade elas de fato são é o negócio do caleidoscópio né tá falando de elementos que interagem né vou começar pelo Enade já sendo bastante assim objetivo sou contra e Justamente por isso sim porque pessoalmente Só conta porque
ele é um exame da EBC então eu particularmente não é o problema não é haver uma possibilidade de que haja um Exame que este Exame Nacional ele dá tem certa delimitações que para mim não são de fato não atende a todas as necessidades então primeiro elemento é esse né uma segunda coisa né que que é a questão da Saúde Mental é muito interessante assim né porque a gente Eu Na Minha tese buscar umas coisas relacionadas assim a história da residência e tal e na verdade a gente encontra desde a década de 60 ou seja se
referindo as Residências dicas né a gente tem estudos portos 62 Godoy 67 que vai apontar né vai fazer essa discussão entre Hospital moderno e a residência e vai apontar com um dos elementos esses riscos desses programas né como mecanismo de exploração do trabalho então isso isso já obviamente não em parâmetros marxistas isso é discutido mas tá falando sobre isso né e das condições disso quando a gente olha e aí foi feito gente um conjunto de estudos bem Importantes sobre a questão da saúde do Trabalhador na pandemia né E daí por isso reforçar quando a gente
fala de residência formação na saúde a gente tava incluindo isso diretamente ao trabalho em saúde isso não pode ser não pode ser entendido isoladamente quando a gente entende o trabalho em saúde né e a formação na saúde como um derivativo né desse processo a gente vai entender que de fato se trata da saúde dos trabalhadores E aí trabalhadores na Condição de Residente né então quando a gente olha os estudos eu fui escreve aqui alguns inclusive alguns Marina que a gente já discutiu inclusive com Ana né o estudo da Fiocruz Pernambuco sobre as condições de saúde
na pandemia estudo de 2021 vai apontar isso Dantas 2021 também conjunto Lucena 2021 que vai mostrar para a gente a relação entre condições de trabalho processo de trabalho e adoecimento vai falar sobre os fatores de ansiedade Diretamente ligados à residência vai falar sobre a questão do sofrimento e residência e vai falar também sobre a questão da assédio moral como um elemento importante né E aí eu quero fazer um link com essa fala final do Ricardo de como a gente é muito interessante como a gente precisa se repensar né E aí eu digo a gente nós
todas as categorias e é isso dentro do âmbito da catego entra e fora né que é o fato de que muitas vezes embora a gente Tem um discurso né de Defesa do SUS da reforma do seminal enfim das suas diretrizes a gente acaba te gerencialista e Aqui Ricardo tá falando olha tá escrito x daí eu que como é que eu decido interpretar esse x nos parâmetros Mais e aí eu não dou espaço para que haja discussão né E aí isso tem quando a gente fala de que é uma questão de classe né de classe social
e que é uma questão de trabalho em saúde né quando a gente pensa E aí mais uma vez Trabalho em saúde não é só os trabalhadores de nível superior né quando a gente pensa as mulheres negras técnicas de enfermagem né quando a gente pensa nos agentes comentários isso tudo são trabalhadores da saúde que tem uma ligação direta não tem como fazer a atenção nessa residência na atenção primário sem discutir acesso a fé né não tem como a gente pensar o hospital sem isso como eu falava né então a gente tem um conjunto de coisas que
tem a ver com A preterização das condições de trabalho não reconhecimento da importância do trabalho e saúde e é isso não é por acaso né quando a gente respeitar o trabalho em saúde como direito né E tá defendendo o direito de ser Trabalhador na saúde do SUS porque a gente também tá defendendo isso né a gente não tá a gente tá defendendo a saúde como direito social né um avanço civilizatório mas nós estamos aqui defendendo também o direito de ser trabalhador do Sistema Único de Saúde em parâmetros que a gente acredita né E isso converge
muito com a outra questão sobre os reis residentes né eu diria que antes de discutir o ex-presidente minha gente a gente tá eu pelo menos assim a minha experiência neste ano que já foi um retorno né as atividades presenciais nas residências aí aqui do Rio a minha experiência em três residências né dando aula assim nesses convites que nos fazem né presencialmente foi de que encontrar Pessoas que estavam fazendo até a terceira residência então residência se transformou no caso pelo menos aqui da minha micro experiência né do Rio de Janeiro e emprego então a gente não
chega nem essa discussão é claro que quando nos anos 2000 se pensa a residência não na sua perspectiva multiprofissional especialmente não como especialidade apenas mas como algo né um tipo de informação que vai ao encontro das Necessidades de saúde e portanto aliada um conceito ampliado de saúde e aos Marcos né civilizatórios da política de saúde a gente tava querendo pensar e discutir também por exemplo um plano de cargos e salários uma carreira do sistema vários elementos que ficaram perdidos ao longo do tempo né e o que a gente identifica na verdade não é nenhuma discussão
sobre esse residente é o ex-presidente que é atual residente Então a gente tem a Residência como muitas como primeiro trabalho né E aí eu vou resgatar também a questão da carga horária né da 60 horas E aí E aí eu vou fazer essa essa conversa associada aos elementos que recarga falou no sentido de que é necessário a gente qualificar o queijo que a gente vai o que que a gente tá chamando de 60 horas né e qualificar em padrões que sejam de fato compreensíveis e que atenda as necessidades de saúde Por que que eu tô
dizendo isso gente é porque a gente também vivencia experiências eu vivencio experiências de residências que que por exemplo aproveitou né alguns elementos dessas atividades virtuais por exemplo como uma oportunidade não para precarizar o trabalho mas como uma oportunidade de utilizar Essas tecnologias por exemplo em favor desses residentes então trabalhando com a ideia de atividades Remotas à distância trabalhando com essa ideia também muito importante que a gente esquece né e por isso importante entender formação na saúde como uma dimensão do nosso trabalho não é impossível que a gente absorve os só não fazer fazer e não
é no espaço da sala de aula apenas o espaço da sala de aula é importante aí não é só para residência eu diria que para todo o processo na Educacional como um todo a gente precisa de um espaço de pensar sobre o espaço de Minimamente né resgatar esses nexos e fazer mediações com a nossa realidade devolver a boa e velha dialética que fica impossibilitada quando tu tá numa perspectiva só de fazer de fazer então eu sou contra a 60 horas escrito já leu qualquer coisa que eu escrevi sabe sou contra eu já me ouviu falando
a 60 horas semanais acho que elas não né É um tipo de proposta que atende aos interesses né só da precarização do trabalho agora é necessário que a gente Escuta não só carga horária mas o que se faz dentro dessa carga horária Esse é um elemento Central né E por que isso né gente se a gente pensar em termos aí do Rio e Mauro Marine Por exemplo essa ideia de superação do trabalho né esse conceito cunhado nos anos 60 a superação do trabalho tem três elementos básicos né jornada intensa extensa e mal remunerada aí pode
dizer delas é muito é muito para quem que era pálida para sustentar uma família o que que é muito Não é o padrão do rebaixamento do salário do Brasil não pode ser o nosso padrão de análise da realidade né então a gente precisa entender a residência como algo né formação na saúde como algo que é pensado a partir do trabalho de saúde para que a gente não caia nessa né possibilidade né Eu acho que é mais ou menos isso assim quero agradecer muito né quem nos ouviu e tá aqui com a gente agradecer imensamente esse
encontro afetivo político né Cheio de sentidos Aqui com Marina e com Ricardo que a gente ouve aprende figura né e é sempre bom a gente ouvir né vocês dois falarem tá obrigada Obrigada Letícia a gente esteve aqui né com mais de 600 pessoas assistindo o debate então e mostra para a gente né a importância desse diálogos que a gente veio construindo é internamente na categoria mas em parceria aí em nossos companheiros e companheiras todas as outras áreas como o Ricardo a gente teve Várias elogios né e agradecimentos pela causa de vocês né pela mesa pelo
debate vem aí travando nesses últimos tempos tivemos ainda né mais comentários em relação aos processos existentes em relação também respondeu eu me esqueci de responder um tópico eram cinco tópicos E aí o quinto eu não respondi que era residentes eu acho que tem mais umas coisas para a Gente pensar que eu queria colocar mais uma uma Pimentinha no tema da carga horária para deixar isso para chamar necessidade de pensarmos e propormos ativamente diante de todas as políticas públicas em relação às vezes residentes ou aos residentes eu fui umas pessoas sempre muito contrária aqui os residentes
fizessem mais de uma residência ou no máximo duas e eu consigo reconhecer que às vezes cabe aquele residente que Buscou aquele recém-graduado que buscou uma residência e ele terminou mas não é uma ele encontrou dentro daquilo uma outra área que de preferência do tipo foi fazer uma residência em atenção básica mas dá atenção básica tem uma preferência muito maior para saúde mental e que aí para o caps que para mim também ainda é atenção básica então poderia ser uma passada porque se tivesse emprego fácil tava bom mas acho que ele tinha concorda comigo estamos Falando
igual se tivesse emprego não ia fazer uma nova residência ia fazer um concurso eu acho que às vezes cabe a gente fazer mais de uma residência porque a gente tá mesmo qualificando até a própria a nossa própria especial Às vezes sim é possível que isso aconteça mas a gente precisa acoplar políticas de empregabilidade no SUS com as residências por exemplo eu achava que a gente devia de ter tanta vaga de residência em Saúde Mental a ponto de Que eu dissesse o provimento de cargos no Caps é só para quem fez residência saúde mental que fossem
critério só pode prover Cargo em caps Quem fez a residência saúde mental residência multiprofissional em Saúde Mental a gente só pode trabalhar na atenção básica quem fez residência multiprofissional saúde mental deveria ser assim mas é que eu tô dizendo que aí a gente tem que acoplar um debate de provimento e formação a gente não tem Esse debate acoplado provimento e informação esse debate informação é um debate do SUS e eu não tenho dúvida que o Conselho Nacional de saúde muito melhor do que o MEC nós no seu castelo de cartas que conectado não sei do
quê E os últimos então aliás os últimos eu ia dizer nem posso falar só do Ministério da Educação é que nos últimos anos nós tivemos tantas trocas de ministros na educação e tantas trocas de ministro da saúde e em nenhum dos casos nenhum Sabendo da área aqui tinha que coordenar não aconteceu nada nesses últimos anos foi um descalabro para para o tema que nos nos afeta que incluindo tudo que aconteceu com a pandemia com essa proporção de mortes escandalosa que aconteceu na pandemia mas eu quero acoplar que provimento e Residência deveriam estar pertencer a uma
mesma política eu vou expandindo vagas de residência e vou definindo que o provimento está Relacionado isso acontece hoje na residência médica eu só vou prover cargos ginecologista de oftalmologista de cardiologista para quem fez a residência deveria ser assim nas outras a gente ainda não ainda não fez um debate adequado sobre isso porque no nosso caso estou falando sempre de equipe e não de um profissional especializado ah precisa do Trabalhador atenção básica essa Saúde Mental vigilâncias para mim vai ser requisitos Efeitos profissional Ah mas aí eu preciso fazer essa esse debate articulado no mesmo modo que
se é residente fez um concurso a vaga tem que ficar assegurada até que ele termina a residência e nem importa qual é a residência que ele tá fazendo se é uma residência multifuncional a vaga tem que ficar aguardando que ele conclua a residência para assumir aquele posto de trabalho hoje o presidente larga o a residência para assumir o Posto de trabalho mas a gente tá pagando nossa sociedade estamos pagando aquelas bolsas e ele não concluiu a residência e se ele concluir ele vai ser melhor para trabalhador Porque ele teve uma experiência de Susi de trabalho
em equipe então se ele passou no concurso e é justo que ele faz concurso E se ele passou e tá na residência aguarda ele terminar a residência ele pode até se pode até pensar em alguma composição de carga horária enfim aí são coisas para Pensar mas que esse cargo tem que ficar segurado e que provimento tem que estar articulado com formação especialmente residência tem que estar outra da carga horária só para não deixar essa e já já vou fazer essa agradecimentos aqui para fechar minha fala é que acontece situações eu quero dizer assim ó a
carga horária 60 horas pode fazer sentido e alguns programas e não fazer em outros eu acho que não tem sentido a gente dizer que é 60 horas para todo o que eu Quero programa de residência eu não vejo porque que a residência de atenção básica é 60 horas mas eu entendo que uma residência que faz dois plantões de 24 O que é legítimo deu 48 horas só faltou dois de carga horária teórica acabou a residência a gente está falando numa modalidade que se pode trabalhar com plantão ou não pode trabalhar com plantão o residente que
faz dois plantões de 24 horas ele completou 48 horas e Ele sobra três dias Da semana mais dois de fim de semana livres às 12 horas que ele vai distribuir em três ou quatro dias de três ou quatro horas e então é diferente de duas diferentes lugares onde a residência tá acontecendo e eu acho que os diferentes lugares Dizem que as diferentes residências têm diferentes cargasuras é isso que eu quero dizer assim a gente é tudo é uma regra tal que a gente tem que cumprir aquilo sem nenhum debate sem Nenhuma diferenciação sem nenhuma singularização
quando existe existe o trabalho em Saúde Mental uma parte no Caps é uma parte no sistema de cultura é uma coisa e aí esse residente sinto muito escolheu fazer essa área ele vai fazer uma carga horária maior mas é a carga horária de acordo com o trabalho que ele vai executar de acordo com esse campo representa e não é sinto muito no sentido ruim é dizer cada área tem uma configuração diferente de cenários não Dá para o cara desse dia então eu quero fazer dois plantões de 24 no Caps não tem não tem essa possibilidade
aqui ainda que seja um Caps 3 que funciona em 24 horas não daria neste lugar para trabalhar nesse modo mas o cara que escolheu fazer intensivismo Talvez sim e tudo talvez Ah então eu só acho que a gente tem essa conversa Ela é maior do que a gente tem opiniões que Massacre no residente Ana Paula chama isso esses coordenadores de feitores as vezes são mesmo que só falta na mão então a gente tem E aí Tão falando de nós né Nós o nosso o nosso coletivo aí de quem com duas residência enfim é só para
essas coisas como eu tentei dizer antes não são eu concordo com a Letícia assim sou contra eu posso dizer sou contra várias coisas assim minha opinião pessoal mas eu quero dizer que tem tanta coisa que a gente precisaria assegurar que tivesse o Seminários nacionais de residência que tivesse uma comissão nacional de residência decente que tivesse câmaras técnicas decentes que a gente tivesse consultas nossas bases que a gente respeitasse que tem fora de coordenadores fora de perceptores fora de residentes e não gastar todos eles para fora da atual comissão que não tem nenhum desses formas representados
e a gente tem que ter o seminários nacionais pertenciam a discussão dessa política Então a gente tem lugar para desgotar essas conversas ou provisoriamente esgotar até o próximo evento até o próximo seminário então a posição diretrizes a gente fez seminários em todas as regiões do país não aconteceu nada depois do seminários regionais do país Então tudo isso tem que estar na cena mas eu queria agradecer muito o convite prazer estar com Marina e com Letícia mas é um prazer estar com o grupo dos Serviço social conversando 600 pessoas na sala que luxo que prestígio eu
sei sido congresso se Nossa que tem uma aqui na sala Mas isso é uma maravilha para Parabéns para a categoria que aderiu a uma proposta de congresso e teve numa mesa como essa que eu acho que é uma mesa tão minoritária naquilo que envolve todas as práticas de serviço social no nosso país hoje com empobrecimento da população com a mortalidade da população com a violência contra mulher da Proporção que a gente tá vivendo da violência contra a criança violência contra criança não intriga de deep web que nem aí as ministra fica citando coisa Deep de
certo ela assiste frequenta né Não é disso que elas estão falando estão falando de violência por resultado de moradia resultado de baixa remuneração é disso que a gente tá falando então que bom que a gente teve essa sala tão plena e eu não tenho dúvida que a gente aqui só levantou Questões portanto a gente precisa conversar mais e gostaríamos de uma política pública que nos desse lugar para essa conversa e que nos respeitasse para que essa conversa fosse feita e levado em conta aquilo que é o resultado dos debates coletivos que a gente fizesse Obrigado
de fato todos e aí uma boa tarde uma conversa