Oi vamos conversar agora sobre alguns Alguns dos princípios que orientam o nosso modo de atuar né E que podem ser dia e podem ser úteis para pensar outros modos de atuação e outros modos de atuação de psicólogos e de não psicólogos de média educadores de paz né enfim é é é um dos princípios que a gente tem atuar oferecendo espaços de expressão potentes para que uma comunicação significativa após acontecesse quem é o psicólogo gente muitas vezes um grande mediador a gente tem que se colocar esse lugar esse lugares são grande imediatos né de oferecer então
pensar né na rede de relações nos participantes principais né e oferecer espaços de expressão para esses diversos participantes claro que a gente atua mais junto à ao aquele que de quem existe uma queixa né que geralmente a criança ou adolescente mas como eu já disse pode ser adulto também né mas a gente tem que encontrar modos de oferecer um espaço de expressão né E para isso a gente pode dar ter a t oferecidos por exemplo diversos em diversos caminhos de expressão né Não só a linguagem falada né Tem gente que se expressa muito bem pela
fala mas tem gente que se expressa melhor pelo desenho por outra linguagem artística nem pela música é pela pela brincadeira então a gente tem que oferecer diversos modos da pessoa poder se expressar né E mesmo gente que gosta muito de se expressa muito bem falando tem uma hora que as coisas não vão bem por aí né não entra no Noro não sai daquilo aí por um outro caminho pelo jogo pela brincadeira pelo desenho Aparece alguma coisa a aparecer dor a né E aí dá para continuar avançando né então a gente não faz um super privilégio
da sala né a gente oferece outras possibilidades de expressão né pra cada um mas também depois a gente vai ter os momentos de fazer isso tudo circular vou falar disso já já E aí o outro princípio abrir espaço para que as potências possam emergir e serem apropriadas e intensificadas retomando ou fortalecendo desenvolvimento e saúde e isso gente é uma mudança de olhar muito importante que a gente precisa fazer não alguma coisa que tá muito instaurada e Especialmente nos casos de dificuldades na vida escolar que é o foco na impotência no que se não não se
consegue não se faz não se produz né e a gente eu consegui diz local nosso olhar não é desconsiderar essas questões não é legal é mas a gente procurar voltar ao nosso olhar para identificar e fortalecer as potências as capacidades que se consegue o que já se construiu o que já tá feito né É ou seja ó vou pegar o exemplo do um exemplo típico né eu tinha falado do Tiago não acompanha é índice Ecologia gente é muito comum a gente ficar com olhar com olhar e com todos os sentidos e o pensamento voltados para
onde é que tá o conflito onde é que tá lacuna onde é que tá a falta né não é não fazer isso mas a gente precisa tá com um olhar Prince a mente dirigido a identificar Onde é que estão as forças de vida onde é que tem um as forças de desenvolvimento o que pode haver de um sentido que é um sentido Vital naquele gesto né E olha em queixas escolares é tão forte a cultura do que não se consegue né é que vocês vêm que sempre tem assim é muito comum aqueles colar bem assim
ele não acompanha ele Não para quieta na classe ele não consegue ter uma um bom relacionamento com os colegas ele não está Alfabetizado né ele não se comporta com o professor né tá E o que ele sim né cadê a potência Cadê a capacidade Cadê o interesse onde é que tá o interesse onde é que tá a vitalidade né então nós Prince Oi gente em caso de que esses colagem isso é muito importante porque é nesse fortalecimento inclusive que os indivíduos e as redes vão poder é reverter o que tá adoecendo que tá paralisando que
tá trazendo sofrimento e fracasso tá então identificar e fortalecer as potências é um pilar da orientação a queixa escolar tá bom o outro príncipe colher a versão de cada participante e promover o pensar sobre ela que o processo de constituição e significados É eu falei no primeiro princípio que abrir para espaços de expressão o que que é a demanda de cada um desses participantes o que cada participante tá identificando como é que ele lê aquela situação né É cada um pode ter versões sobre o que tá acontecendo que podem ser convergentes ou podem ser muito
divergentes né porque ainda mais nessa cultura que a gente tem que é uma cultura de fragmentação né e cada um fica no seu quadrado e sabe das coisas só do seu ponto de e nem é será que a família tem uma boa ideia de como é que essa criança é na escola Será que o professor sabe como é que essa criança é na hora do intervalo do Recreio é será que a os educadores os o pessoal da escola sabe como é que essa criança é quando ela tá de férias entre primos no interior né numa
cidade do interior para quem é de cidades do interior né É ou como é que ela é quando ela tá no outro ambiente né que não ambiente escolar né ou numa situação de férias enfim não somos diferentes né Todos nós somos diferentes conforme o contexto Será que as pessoas que têm contato com essa criança o cortador e com essa pessoa indiferente acontecerá que elas têm a mesma visão né Cada uma provavelmente conhece uma parte então é a gente ir e a própria pessoa também tem uma versão sobre esse próprio né então a gente tem que
abrir esses espaços expressão para colher diferentes versões e para promover um pensar sobre ela né que que a gente tava falando que dia sim daqueles colar ela precisa ser entendida no seu processo de Constituição como é que é história disso né como é que tá essa versão de como é que ela tá agora mas mesmo essa versão como é que essa situação foi sendo constituído tá bom só que não basta colher cada versão e é a gente um um outro Pilar que a gente tem gente é um outro princípio é promover então a circulação o
incontro diversões informações de uma maneira ética Entre todos os participantes da rede a ainda sobre as versões cupê e deixa eu te falar uma coisa importante é isso dá muita diferença que os Vingadores outro é isso dá muita diferença por exemplo isso a gente tem que estar muito atento quando a gente vai fazer o atendimento fiquei geralmente a gente escutou os pais né os professores tá ele tem uma versão quando a gente vai estar com a com uma pessoa de quem se queima queijo e deixar claro que ali é o espaço para ela se expressar
e trazer a versão dela né que a gente a versão dos de outra pessoa a gente já sabe e que a gente não tá é a serviço né de nenhum dos participantes que a gente precisa compreender e mediar essas relações para trazer o máximo de de retomada do desenvolvimento né ou de romper com um processo que tá sendo um processo de produção de fracasso de Sofrimento adoecedores ou paralisar alisantes né E para isso a gente tem que cada um terá sua versão poder expressar sua versão livremente né então que a gente já sabe que os
pares o que os pais acham Mas é isso que a criança acha também e a gente sabe o que os pais desejam Mas é isso que a criança deseja também então tem que ter a sua independência em transa sugestões para elas poderem ser livremente expressas mesmo né bom mas aí gente a gente precisa fazer com que essas versões se encontrem porque o nosso trabalho é um trabalho de em que a questão da Integração é fundamental porque se tudo é rede se essa rede está toda fragmentada né como é que ela vai ser aproveitada na sua
maior potência né como é que a gente vai potencializar a gente tem que ir promovendo integração e uma dessas integrações são as integrações é dos olhares né ou das versões sobre sobre o que acontece e a gente vai fazer fofoca a gente vai falar assim a sua mãe me falou não sei o quê Ah mas a sua professora me falou não sei o quê Ah mas você tá dizendo isso vou contar para sua mãe claro que não é isso né É mas a gente vai percebendo o que que são informações ou interpretações né que são
importantes que os outros saibam né E a gente vai intervindo de uma maneira a aí é primeiro a possibilitando que esses participantes entre si mesmos possam se conversar possam trocar possam integrar suas versões eles mesmo né mas da nossa parte também né então por exemplo a gente faz parte do os procedimentos fazer uma visita à escola a gente antes de ir à escola a gente conversa com uma criança por exemplo se a gente tá tendo uma criança né Então a gente combina com a criança olha de tudo que a gente fez aqui eu acho que
é importante eu levar para sua professora e isso isso isso Ó você fez aqui essa escrita né É posso eu acho que pode ser legal eu levar essa sua escrita ou levar esse seu desenho para mostrar para professora que que você é por causa disso Disso disso aquilo que que você acha né Vamos preparar essa conversa né Tem alguma coisa que você não gostaria que eu dissesse tem alguma coisa que você não gostaria que eu levar ou tem alguma coisa que você queria gostaria que eu levasse né não é se colocar o bicho da criança
deve a gente constrói junto e a gente então trabalha no sentido de promover a circulação das versões o encontro das versões e acontecem coisas lindíssimas que acontecem descobertas que de repente clareiam dão sentido mudam o olhar né as relações porque estamos aqui né da nesse ambiente a gente trabalha muito aqui no espaço interno sabe o principalmente com criança e nós descobrimos por exemplo que uma criança que a escola é que na classe né produzir parecia uma criança com muita dificuldade para aprender era uma criança que entendia de para passarinhos muito era uma criança que tinha
vindo do meio Rural entendia muito de Passarinho né a criança começou a produzir uma um trabalho a respeito de passarinhos né e conhecia hábitos conheci o canto né bem foi possível levar ele para escola e não mudou a percepção que a escola tinha a respeito dela dessa criança e claro gente mudou a esperança né E aí a escola foi muito bacana assim né inclusive é abrir o espaço para essa criança pudesse mostrar né nessa sua potência e foi possível a partir Dias inclusive mudar o lugar dessa criança na classe né o olhar de outras pessoas
a versão de outras pessoas sobre ela né então só para dar um exemplo do que uma integração diversões pode produzir nesse sentido de e do de retomada do desenvolvimento de reversão de uma situação de Sofrimento que que tem mais daqui ser revertida né porque existem um Sofrimentos que são bons né que são saudáveis que são bons finalizadores né então não se trata de buscar passar pela vida sem sofrimento que ela já alguma coisa que né estamos sendo convencidos que sofrimento é sempre alguma coisa ruim então sofrimento é uma parte muito importante da vida né sofrimento
fortalece né assim a gente tá aprendendo a existe uma propaganda no ar né de que diante de sofrimento a gente tem que tomar um remedinho né não Vamos enfrentar o sofrimento aqui Sofrimentos podem ser fortalecedores tá bom outro princípio gente o morto princípio seria cuidar potencializar as relações entre os participantes da rede discutindo outros princípios princípios gente como vocês podem ver eles estão todos interconectados né A gente trabalha com a realidade a realidade é integral né É mas eu queria aproveitar para falar aqui de que muitas vezes a gente tem que ter ser essa rede
que eu não tenho às vezes ela os pontinhos não estão Unidos Por um Fio Como na rede de pescador né então é muito comum a família EA escola não se conversarem né a existir por exemplo um médico que tá medicando a criança mais não conversa com a escola dos envolvidos não se com é isso quer dizer também a gente perceber que a gente não tem que atuar em rede porque muitas vezes tem intensa situações tem casos em que é importante a gente atua em rede né a gente atuar junto com assistente social EA junto com
outro equipamento social junto com pessoal de uma ONG que também trabalha com essa com essa criança ou adolescente né com quem a gente tá ali dando bom aí um outro princípio a atenção a singularidade não ah não trabalhamos com procedimentos padronizados gente a singularidade é uma dimensão não só de humano como de todo mundo natural né se a gente pegar as folhinhas dessa árvore as lasquinhas das casquinhas dessa árvore A gente não vai encontrar uma igual a outra né então se a gente quer fazer um um atendimento se a gente quer fazer um trabalho se
a gente quer fazer um cuidado né é que Contemple aquela situação é a gente tem que estar atento encontrando maneiras de dar conta da dimensão singular que tá sempre posta única né para usar outras palavras né E eu chamei muita atenção de você está aqui a dimensões que não são únicas né que são sociais que são coletivas que serão institucionais e que a gente tem que estar atento para não dizer que é só daquele caso alguma coisa que na verdade é de setenta por cento da das pessoas que vem nos buscar né eu que acontece
com todo um grupo social tipo por exemplo se ser atingido pelo racismo institucional né então não é uma coisa daquele indivíduo mas a gente tem que estar muito atento também para não perder a dimensão se singular para isso gente eu tô dizendo para vocês que que são princípios vou dar depois algumas coisas alguns procedimentos que são típicos alguns percurso e me Aqui são típicos não é tão típico são os mais comuns centro que a gente pega o indivíduo sempre que a gente pega uma situação ela é sempre única Ou seja a gente tem que se
deixar guiar pelas concepções e pelos princípios e pelos objetivos de isso posso gente a gente pode ter variações né é um processo de permanente invenção é uma das um alguns instrumentos que a gente não usa de jeito nenhum anamnese e padronizada né a gente não necessariamente pergunta como foi a amamentação a gente não necessariamente pergunta com que idade andou sentou como é que foi a a ação né se o filho foi desejado a gente pergunta o que fizer sentido perguntar a gente não têm perguntas pré estabelecidas né claro que a gente tem certas concepções que
nos fazem inclusive ter uma leitura de o que que vai o que que são perguntas pertinentes é um a outra outro instrumento padronizado que a gente não usa testes a gente não usa nem um teste padronizado e a gente sabe o que que a gente precisa identificar e a gente que se adapta a singularidade daquela situação para perceber se aquela habilidade que a gente está investigando por gente tem queixa de memória de problemas de memória Tá bom a gente vai interagir e nem essa interação a gente vai estar atento para detectar para identificar Como está
a memória dessa pessoa que tá se ela tem uma memória que adequada ou que é muito falha é isso a gente tem várias situações né em que a gente pode se adaptar para de uma forma não padronizada e investigar essa memória para ver se tá tudo bem ou não Ou se ela é suficiente para uma boa aprendizagem ou não É né tá prejudicando o processo de aprendizagem né É e a bom aí outro princípio e nós trabalhamos com terapia uma abordagem breve e focal a a a orientação a queixa escolar ela a gente faz um
contrato que é um trabalho de cerca de três meses tá a gente costuma ter por volta de oito a dez Encontros com a criança ou adolescente ou adulto quem com quem tem a queixa escolar de quem se está queixando é a gente tem encontros né com os responsáveis a gente vai à escola a gente tem fechamentos Às vezes a gente entra em contato com a uma ONG que tá atendendo né Essa essa criança no contraturno e se adolescente no contraturno ou com uma fono que tá atendendo Ah mas isso tudo a gente procura trabalhar dentro
de por volta de três meses e esse contrato de terapia breve gente ele é por si um grande potencial alisador do atendimento vocês procurem a procurem a despir-se médio um certo preconceito que circulam a respeito de terapia greve como se fosse uma coisa aliger anda como se fosse alguma coisa tô com profunda porque é rapidinha né É na verdade isso por se dar muito mais do que uma aula da cursos inteiro né a respeito de abordagens greves podem ter referências aí buscar referências mas a e eu vou dar uma né que são as consultas terapêuticas
do ine corte em que você é um livro que vocês vão poder ver como é que em um encontro um único encontro né é possível acontecer grandes e profundas mudanças e indivíduos e em enredo tá E aí [Música] E aí