quando a gente fala em justiça restaurativa em regra você deve ouvir falar que é uma compreensão de Justiça de um estar junto que tem uma origem ancestral e que essa origem ancestral na verdade é dessa percepção de Justiça desse modo de olhar o que seria essa Justiça não é necessariamente uma ancestralidade dos métodos que a gente vai usar para executar isso então várias das metodologias que a gente pode utilizar elas não não são noas pais elas são até bem recentes no tempo no entanto a percepção de justiça em si essa percepção de Justiça enquanto satisfação
e desse lugar também dessa restauração isso sim teria uma base do que a gente chama de uma ancestralidade E aí eu queria dizer para vocês que antes que você me diga como assim quem que seriam esses ancestrais quem que seriam essas pessoas que estão envolvidas aqui eu queria começar te falando que a gente pensa isso muito até do nosso próprio origem enquanto seres mamíferos Eu só consigo existir se houver uma conexão Inicial se eu pego uma criancinha um nenenzinho recém-nascido e solto ele junto de um pratinho de comida ou mesmo de um pinho um pouquinho
de leite esse neném vai perecer na verdade enquanto mamíferos a nossa conexão de é a nossa necessidade de base aquilo que eu mais preciso para existir na face da terra é justamente conexão sem ela eu pereço e também é assim quando a gente vai crescendo mesmo que você queira ficar isolado do ame seu tempo sozinho ou sozinha no fundo no fundo conexão tá na nossa base imagina talvez você não plante e não colha e não Produza toda a comida que você come você precisa de conexão talvez você não tenha não faça fogo sozinho na pedra
você precisa de conexão para ter inclusive um sistema que te abasteça com algumas condições como eletricidade como água como gás mas ainda a gente pode pensar conexão pensando até que a gente não é Sei lá o animal mais peludo com garras enormes na face da terra então para viver com outras pessoas eu preciso de uma conexão eu preciso estar junto pra gente poder sobreviver e Justamente por isso quando a gente pensa nesse lugar dessa conexão a gente fala de uma ancestralidade porque se a gente for pensar nos pessoas muito para trás elas também precisavam disso
e como que a gente consegue eh em algum aspecto sobreviver e chegar enquanto espécie até aqui senão por meio de conexão e como que a gente se conectaria se a gente não tivesse em algum aspecto algum lugar de uma satisfação e como que a gente seguiria enquanto espécie até o que a gente tem hoje como modelos vários de sociedade se a gente não tivesse também aberto para novas formas de se relacionar e de existir então quando a gente fala em ancestralidade Pode ser que te pareça uma coisa muito abstrata mas eu queria que você tentasse
entender que é parte do ser humano para ter chegado até aqui se conectar para sobreviver e para se conectar a gente tem esse lugar muito importante de algum nível de satisfação quando a gente fala também em ancestralidade é porque diversas comunidades pelo Globo tem maneiras de existir que são muito relacionadas à forma como a justiça restaurativa tenta trabalhar a mesma justiça e aí a gente tem inclusive algumas metodologias como a dos processos circulares que é muito usada hoje em escolas e que costuma ser a metodologia de base do programa nós de Justiça restaurativa nas escolas
que é uma metodologia que vem também com a sua base de ancestralidade dessa vez porque populações originárias populações nativas eh que moram né que vivem no norte do mundo foram quem comunicaram eh a partir de uma convivência intrínseca com uma das autoras que se estatizou isso e fez com que iso se espalhasse que a que pranis foi qu foi a partir desse diálogo dessa percepção desses intercâmbios culturais que a gente gente pode ter hoje o método que a gente chama de processos circulares então sendo assim é muito importante entender que quando a gente fala de
uma ancestralidade a gente fala na verdade também de uma aprendizagem de um estar junto e que isso vai fazendo cada vez mais sentido quando a gente vai observando a nosso redor é muito mais perto de nós do que distante eh também quando a gente pensa a nossa própria criança como nosso ancestral mais próximo e olhando então que essa criança sabia um tanto de coisa sobre conexão antes mesmo de alguém ensinar para ela e pensando um pouquinho nisso é que esse lugar de uma ancestralidade voltada a justiça restaurativa é sobre uma maneira de estar juntos e
uma maneira de perceber os encontros as relações e os coletivos e de certa maneira é isso é essa a maneira de olhar as coisas que a justiça restaurativa busca resgatar a partir desse lugar e esse vínculo com su sexualidade