[Música] [Música] eu nunca soube se era a casa que me fazia ver coisas ou se tudo começou na minha cabeça quando me mudei para aquele Vilarejo no interior de Minas Gerais o que sei é que até hoje quando passo por lá sinto o peso daquilo tudo e se fecho os olhos consigo ouvir o som daquelas janelas batendo com o vento não gosto de falar sobre o que aconteceu lá não gosto De reviver aqueles momentos mas talvez alguém precise saber o que se esconde em lugares como aquele era uma casa simples de fachada surrada com telhado
de Barro Vermelho e portas de madeira que rangiam com o vento no centro de um Vilarejo esquecido por Deus onde as ruas ainda eram de pedra e os cães velhos pareciam ser os únicos que realmente moravam ali a casa se destacava pela sua aparência de abandono nenhuma casa por perto parecia tão envelhecida como se o tempo Tivesse decidido que ela não merecia mais a juventude das outras eu estava em busca de um Recomeço depois de um ano difícil onde as coisas tinham desmoronado ao meu redor pensei que aquele lugar isolado onde o silêncio reinava e
as únicas vozes eram as dos vizinhos nas manhãs tranquilas poderia me dar a paz que tanto curava no entanto a casa não me ofereceu paz não me ofereceu nada além de uma sensação de estar sendo observado de estar sendo Vigiado por algo que eu não conseguia ver mas sabia que estava ali o cheiro era o primeiro a me incomodar não tinha nada de fresco na casa a madeira exalava um mofo pesado as cortinas estavam pesadas de poeira e o ar parecia sufocar tudo parecia distante como se o próprio lugar tivesse sido esquecido pelo tempo foi
na segunda noite que tudo começou eu estava deitado quase adormecendo quando o barulho da janela chamou minha atenção era um som Sutil mas insistente como se Alguém estivesse batendo levemente contra o vidro a princípio achei que fosse o vento mas o som era diferente ele era rítmico quase como uma tentativa de chamar minha atenção levantei-me para ver o que era mas ao chegar na janela Vi apenas o Jardim vazio tomado pela escuridão nada demais voltei para a cama tentando ignorar o que meu instinto me dizia naquela noite a sensação de ser observado foi mais forte
olhei para a janela novamente e vi uma figura Uma Mulher estava de pé em silêncio olhando diretamente para mim sua pele estava pálida os olhos Fundos e sem brilho como se a vida Tivesse deixado seu corpo muito antes de ela falecer era como se estivesse esperando algo ou alguém nos dias seguintes a figura apareceu em todas as noites sempre ali na janela Eu tentava ignorar achando que era só minha mente inventando coisas até que comecei a perceber que em noite sem vento quando as árvores estavam paradas a mulher Ainda estava lá Eu até tentei falar
com alguns vizinhos mas a cada tentativa de perguntar mais a conversa era rapidamente desviada você vai se acostumar diziam mas a a verdade é que eu não queria me acostumar Eu tentava racionalizar pensei que fosse alguma história da casa um reflexo de alguma coisa passada mas com o tempo percebi que a mulher não estava apenas ali como um fantasma qualquer ela estava me observando e cada vez que eu havia o ar Ao redor da casa ficava mais pesado uma noite decidi investigar fui até o sótão um lugar empoeirado com uma luz fraca que mal iluminava
os cantos contrei um livro velho encadernado em couro coberto de poeira quando abri as páginas encontrei o nome da mulher ela se chamava Maria e havia morado ali Décadas atrás segundo as palavras escritas nas páginas amareladas Maria havia sido Esposa de um homem que por causa de um segredo obscuro acabou desaparecendo Diziam que depois da morte dele Maria ficou naquela casa esperando esperando alguém que nunca chegaria mas o mais perturbador não era o que estava escrito era o que eu sentia enquanto Lia a sensação de que a mulher estava lá comigo me vigiando aguardando a
cada noite a presença da mulher ficava mais insuportável eu já não sabia se estava ficando louco ou se ela realmente estava lá o ar estava carregado a casa parecia se fechar sobre mim e os barulhos se Tornaram mais intensos o vento não soprava mais mas a janela batia de forma constante Quando Fui verificar lá estava ela mais perto do que nunca naquela noite sem mais nem menos a mulher se materializou diante de mim não era mais uma figura vaga distante através da janela ela estava ali diante de mim com os olhos fixos nos meus e
foi naquele momento que eu soube que ela não estava esperando algo ela queria que eu a visse queria me mostrar a verdade Quando a mulher apareceu na minha frente algo em mim cedeu não sei se era medo ou uma espécie de silencioso o que ela queria eu não sabia explicar mas eu soube que algo não estava certo com aquele lugar eu queria sair mas a sensação de estar preso de estar na presença de algo muito mais antigo do que qualquer um de nós me fez ficar ali impotente nunca mais voltei àquela casa quando decidi sair
de Minas o peso daquela presença ainda me acompanhava e Até hoje quando passo por aquele Vilarejo me pego olhando para o lugar às vezes juro que vejo a figura dela ali na janela esperando novamente eu sempre ouvi histórias assim desde quando era criança lá no sertão onde eu cresci todo mundo sabia de alguma história de arrepiar os cabelos quando eu era pequeno meus pais sempre me para não sair de casa de noite principalmente quando a lua estava bem alta eles diziam que o sertão Tem coisas Que a gente não vê mas sente quando os mais
velhos Falavam sobre isso a gente prestava atenção não era brincadeira não ele sabiam do que estavam falando e o que vou contar aqui é uma dessas histórias eu sei que muita gente não acredita nessas coisas acha que é tudo invenção de cabeça de velho que a mente da gente prega umas peças Sei lá eu também assim quando era mais novo até que eu vivi o que vou contar para vocês e Posso garantir não tem explicação mas Vou tentar contar tudo da maneira mais clara possível essa história começa numa noite quente de verão lá pela metade
da década de 80 mais ou menos naquela época o sertão era mais deserto e a vida na cidade pequena onde eu morava ainda era bem simples as casas eram mais afastadas umas das outras e as ruas estavam sempre quietas à noite era assim todos os dias a gente sentava na varanda de casa sentia o cheiro do Sertão seco o vento quente e ficava Ouvindo o som dos Grilos da arara cantando longe era um lugar tranquilo mas como eu disse cheio de histórias que nos deixavam com um frio na espinha lembro que uma noite bem tarde
eu estava na varanda com meu tio Joaquim um homem de quase 70 anos muito respeitado na região ele sempre gostava de contar histórias antigas e quando Ele começava a gente se aquieta porque sabia que não ia ser qualquer história meu tio Joaquim era do tipo que se ele falava algo a Gente tinha que escutar era um homem de fé mas ao mesmo tempo sabia que as coisas do Sertão iam além do que a gente entendia naquela noite enquanto o vento quente balançava as folhas secas dos pés de Caju Ele olhou para mim e disse em
voz baixa Você já ouviu falar no bicho papão do Sertão eu olhei para ele com curiosidade a gente sempre ouviu falar dessa criatura mas sempre como uma história para assustar as crianças como algo mais fantasioso sabe mas pelo jeito Meu tio queria contar mais bicho papão perguntei tentando parecer tranquilo embora meu estômago já tivesse dado um nó Isso não é coisa de criança tio Joaquim ele deu um sorriso sem graça mas não era daqueles Sorrisos De quem está brincando não era como se ele soubesse algo que a gente não sabia E como sempre fazia ele
cruzou os braços e olhou o céu como se fosse buscar as palavras certas Pois é meu filho não é coisa de criança eu sei que todo mundo aí fora diz que é Só história que é coisa de velho mas eu vivi o suficiente para te dizer tem coisa que a gente não entende tem coisa que a gente não vê mas sente E esse bicho papão ele não é lenda não ele anda por aí De noite ele se esconde na sombra Tem muita gente que já vi ele mas não sabe o que fazer quando ele aparece
o Tom sério na voz de meu tio me fez arrepiar ele nunca falava assim olhei para ele e vi que de alguma forma ele estava com medo ele sempre tinha essa Expressão Quando ia contar algo que realmente o afetava ele continuou olhando fixo no horizonte esse bicho O povo fala que elenta de alma não de corpo ao depois de um tempo elas desaparecem ninguém sabe para onde vão mas quem passa pela casa das pessoas que ele levou diz que sente um cheiro forte de terra seca e o vento Ah o vento parece que gela a
espinha eu ainda meio incrédulo Perguntei mas tio isso não é Possível Como pode um negócio desses existir Deus não deixa essas coisas acontecerem ele deu um suspiro profundo e com a voz grave respondeu Deus SA SA o que faz meu filho mas o homem tem que saber que o mundo não é só isso que a gente vê Tem coisas que estão fora do nosso alcance que Deus permitiu por algum motivo Quem Sou Eu para questionar o que ele permite mas como a gente tem fé devemos rezar sempre Pedir proteção porque se Deus quiser nada vai
acontecer Mas o bicho papão ele tem suas razões e às vezes a gente só entende quando é tarde demais eu não sabia o que pensar o sertão sempre foi um lugar misterioso mas as palavras do meu tio me deram um arrepio que até hoje não consigo explicar direito eu sabia que ele não falava brincando e naquela noite fui dormir com aquele pensamento na cabeça não consegui pregar o olho acontece que o que meu tio falou naquela noite não era só história mais de uma semana Depois algo aconteceu que me fez entender tudo o que ele
disse era uma noite quente como tantas outras eu estava com meus amigos decidimos dar uma volta pela cidade sem muito o que fazer a maioria da molecada era cética achava que o tal do bicho papão não passava de uma bobagem o bicho papão do Sertão aquele ser estranho que andava entre as sombras parecia desaparecer como se nunca tivesse estado ali o vento que antes estava gelado agora voltou a ser Quente e o sertão Voltou ao seu silêncio habitual mas todos sabíamos que aquilo não tinha acabado sabíamos que aquela criatura ainda estava por aí esperando depois
daquele dia nunca mais voltamos àquela estrada e meu tio como sempre dizia que Devíamos manter nossa fé pois se Deus permitiu que aquela criatura aparecesse foi para nos ensinar algo aprendemos que em lugares assim no sertão onde as lendas se misturam com a realidade a proteção divina é a única Coisa que pode nos manter Seguros nos dias que se o medo persistiu mas aos poucos com as orações e a fé que meu tio transmitia a paz voltou a reinar em nossas casas contudo todas as vezes que olhei para o céu estrelado a lembrança daquele olhar
daquele sorriso torto me perseguia Eu sabia que se o vento começasse a soprar de forma diferente se a noite ficasse ainda mais escura o bicho papão poderia voltar ele nunca iria embora Completamente talvez se eu tivesse dado atenção aos avisos de meu tio teria entendido de uma vez por todas que no Sertão certas coisas não se explicam mas se sentem e que a fé é a única coisa que pode nos proteger quando o mundo parece se virar contra nós anos se passaram mas eu nunca mais vi a criatura mas mesmo assim todas as vezes que
a noite cai e o vento começa a soprar mais forte eu me lembro daquela história eu me lembro da palavra de Deus e da presença do meu tio Que foi enviado como um anjo para nos guiar porque eu sei que naquele momento não era só o sertão que estava em jogo era a nossa alma Deus em sua infinita sabedoria nos protegeu mas a memória daquele ser daquele ser estranho e maléfico permanece em meu coração e onde quer que eu vá nunca deixo de lembrar da importância de ouvir as histórias dos mais velhos porque naquelas histórias
muitas vezes está a verdade oculta do Sertão e eu não tenho dúvida de que o Bicho papão do Sertão Ainda anda por aí esperando fiquem atentos e não se esqueçam de rezar porque a verdade é que Deus está conosco mas às vezes o mal também está espreita não sei bem por onde começar mas acho que já está na hora de contar o que aconteceu comigo e com meus amigos naquela Fazenda abandonada o que vi ali não tem explicação não sei se foi coisa da minha cabeça ou se Deus realmente me salvou mas desde aquele dia
nunca mais Fui o mesmo eu não acreditava em nada disso de bruxaria Mas quem passa por uma experiência dessas não tem como sair ileso Resolvi escrever esse relato aqui porque já vi outros relatos de coisas que aconteceram por aqui e acho que muitas pessoas pessas precisam saber não é brincadeira eu mesmo achava que tudo não passava de história de gente doida mas depois de tudo o que aconteceu Posso garantir que há coisas que não devemos tentar entender e se puder vou contar Tudo até mesmo o que meu avô me dizia se alguma coisa parecer errada
demais é porque é o fato é que eu sempre fui cético cresci ouvindo sobre a Fazenda abandonada e as histórias que os mais velhos contavam mas nada que me convencesse brucharia maldição Isso é coisa do passado eu pensava e para ser sincero nem me importava era só uma Fazenda Velha O que poderia haver de errado meus amigos no entanto eram mais curiosos foi quando Eles resolveram que Iriam lá passar a noite e provar que tudo aquilo não passava de uma farça fui com eles a verdade é que eu não queria ficar de fora e de
algum jeito também queria testar minhas próprias crenças Às vezes a gente se deixa levar pelas histórias como se aquilo fosse algo distante algo que não pode nos afetar quando chegamos perto da Fazenda já era quase noite eu nunca tinha visto aquele lugar tão perto e ao olhar para a fachada da casa um calafrio percorreu Minha espinha a casa parecia Viva como se estivesse esperando por nós mas não liguei fui mais um a rir daquilo tudo o cheiro que vinha daquelas ruínas me marcou não era um cheiro comum de mofo mas algo mais forte algo que
fazia a gente ficar tenso como se o ar fosse denso demais para respirar mesmo com o calor daquela noite senti um arrepio quando Pisei no chão de terra batida o vento que antes parecia fresco passou a assoviar de um jeito diferente ele fazia Um barulho que juro eu nunca tinha ouvido antes as árvores balançavam de forma estranha como se estivessem se mexendo sem um motivo Claro sabe quando você sente que o silêncio Está pesando mais do que o som Pois é foi assim a casa estava vazia mas algo não parecia certo quando entramos o que
parecia uma simples construção velha com móveis empoeirados e abandonados tomou uma outra dimensão parecia que estávamos invadindo algo que não deveríamos ter Tocado no começo parecia ser tudo uma grande bobagem caminhamos pelos quartos e exploramos o que restava dos móveis quebrados não havia nada além de sujeira e os restos de um tempo que se passou mas quando entramos no sótão foi quando tudo começou a mudar o cheiro de incenso e ervas queimadas era forte quase sufocante quando entramos a primeira coisa que vi foi um círculo no chão feito com pedras e velas derretidas o que
parecia uma simples decoração de Casa velha se revelou mais sinistro quando vimos os símbolos desenhados n paredes não dava para entender muito mas eram desenhos de figuras humanas com algo que parecia estar amarrado a elas como uma marca foi nesse momento que a gente começou a ouvir os sussurros eu pensei que fosse apenas o vento Mas a sensação de alguém falando o tempo todo não me deixou em paz senti algo estranho no ar como se estivesse sendo observado meu amigo Lucas o mais cético de todos Já começava a ficar nervoso e até irmos embora mas
como jovens teimosos decidimos continuar quando a lua cheia subiu no céu a atmosfera ao redor da casa parecia mudar algo ficou ainda mais pesado lembro que a noite parecia mais escura do que o normal e foi quando a porta do sótão que estava fechada se abriu sozinha não havia vento forte ninguém estava lá para mexer mas a porta simplesmente se abriu com um rangir assustador nossos corações dispararam Mas ninguém teve coragem de sair o medo de que algo pudesse nos pegar algo que ainda não entendíamos nos paralisou as horas se arrastaram Não estávamos mais explorando
mas tentando entender o que estava acontecendo tentamos rezar fizemos sinais de Cruz Mas a sensação de ser observado só aumentava foi quando ao sair para respirar um pouco de ar fresco vi algo não sei bem o que era mas vi uma sombra passando pela janela do segundo andar ela parecia se mover Com uma agilidade que não parecia humana durante a madrugada os ruídos se intensificaram nossos medos começaram a se misturar com a realidade vimos uma figura uma mulher de cabelo longo e sujo que parecia estar esperando por nós ela apareceu no topo da escada olhando
para nós com uma expressão vazia eu tentei gritar mas minha voz não saí a sensação de estar em um lugar amaldiçoado Foi Real mas a história de meu tio me assombrava Então decidi que se fosse Sair seria mais com receio do que com coragem quando saímos pela estrada a lua estava cheia e brilhava forte o sertão estava em silêncio como sempre e o vento apesar de quente parecia soprar com um tom de aviso ninguém ali sabia mas essa noite seria diferente andamos por algumas ruas e logo nos afastamos da cidade subindo Por uma estrada de
terra que levava até a fazenda do seu Antônio um velho conhecido da família diziam que ele morava sozinho mas naquele dia a Casa estava ainda mais isolada como se tivesse sido abandonada foi lá perto daquelas ruínas que ouvimos o primeiro grito era um grito que vinha de longe mas cortava o ar com uma agonia que não dava para descrever o som era como um lamento e parecia emanar de algum lugar profundo daquelas árvores secas O silêncio que antes era típico do Sertão se tornou pesado e sufocante eu olhei para os meus amigos e vi que
o medo já começava a tomar conta de todos eles Estavam quietos sem saber o que fazer eu só pensava em voltar para casa mas antes de dar um passo uma sensação estranha tomou conta de mim o vento que antes era quente agora estava gelado cortando como faca e aí naquele instante eu vi algo algo que não vou esquecer uma figura estava parada ali entre as árvores uma mulher com os olhos fixos olhando para nós ela estava suja com a pele pálida e um sorriso que não parecia humano ela não disse uma palavra mas o olhar
Ah Aquele olhar eu jamais vou esquecer meu corpo paralisou mas a sensação de que algo estava errado muito errado foi imediata de repente Ouvi uma voz em meu ouvido quase um Sussurro vocês estão no meu território agora e foi aí que tudo se escureceu eu nunca vou esquecer aquele instante aquele frio na espinha que congelou meu sangue naquele momento eu sabia que estávamos diante de algo que não podíamos entender o vento que antes estava quente agora parecia gélido E o silêncio ao nosso redor se tornou quase sufocante a figura na frente de nós não se
movia mas seu olhar era pesado como se penetrasse nossa alma alma nós não sabíamos o que fazer o que era aquilo uma mulher talvez mas não parecia ser um ser humano ela estava ali entre as árvores com a pele pálida os cabelos emaranhados e um sorriso torto que de alguma forma parecia zombar de nós era como se ela soubesse de algo que nós não sabíamos eu comecei a rezar Baixinho não sei se foi por instinto ou se naquele momento a fé de anos e anos de tradição tomou conta de mim meu tio sempre dizia que
a oração tem poder mas ali no Meio do Sertão com aquela presença assustadora eu não sabia se acreditava mais em Deus ou no medo que tomava conta de meu peito o medo foi tomando conta de todos nós Um dos meus amigos o Pedro tentou se mover mas suas pernas pareciam presas ao chão ele tentou falar mas as palavras saíam Arrastadas como se o ar estivesse mais espesso Foi então que em um m de clareza a mulher começou a andar em nossa direção seus passos eram lentos como se estivesse flutuando e a cada movimento o vento
gelado aumentava ela não falava Mas sua presença era como um peso sobre nós foi quando meu amigo João desesperado gritou vai embora vai embora sua coisa era uma reação impulsiva mas ao mesmo tempo desesperada o que aconteceu a seguir Foi algo que não vou Esquecer enquanto eu viver a mulher levantou a mão e o som do vento se transformou em um uivo Agudo como o grito de uma criatura selvagem algo que não pertencia a este mundo nesse momento algo dentro de mim se partiu não era mais uma simples criatura do Sertão não era algo que
estava além do entendimento humano algo que só o próprio Deus poderia compreender eu não consegui mais olhar para aquela figura Fechei os olhos e Senti a presença de de uma sombra Pesada meu corpo estava em Pânico Mas minha mente começava a se perder foi quando do Nada ouvi uma voz familiar mas que parecia vinda de um lugar distante Senhor tenha piedade nos proteja era a voz do meu tio Joaquim ele apareceu entre as árvores com a Bíblia na mão e os olhos cheios de fé Ele olhou para nós com um olhar que transmitia calma mas
também uma seriedade que nos fez entender que ele sabia exatamente o que estava acontecendo Fiquem perto de mim Ele disse o bicho papão do Sertão não pode nos tocar enquanto tivermos fé era como se o próprio Deus tivesse enviado meu tio ali naquele momento ele começou a rezar em voz alta palavras que eu não entendia direito mas que pareciam fazer o vento parar a criatura ou seja lá o que fosse aquilo parou de se mover ficando imóvel como se fosse uma estátua eu sentia o ar mudar e a sensação de que algo maligno estava perto
começou a diminuir o que aconteceu a seguir é algo Que ainda me deixa sem palavras algo estava querendo nos pegar algo que não deveria estar ali acordei no dia seguinte em um dos quartos da casa mas não lembro como cheguei lá todos estavam em silêncio e ninguém queria falar sobre o que havia acontecido mas havia algo no ar algo que nos dizia que não tínhamos acabado de descobrir o que a fazenda quando finalmente decidimos sair foi tarde demais as portas se fecharam sozinhas e algo nos prendeu ali dentro a Bruxa ou o que quer que
fosse aquela presença não queria nos deixar ir eu estava quase perdendo as esperanças quando vi do lado de fora a luz da lua iluminando uma figura era uma mulher mas não era humana a voz que ouvi não era de Deus nem de nenhum ser vivo era uma voz velha cheia de raiva dizendo para não irmos embora eu não sei como conseguimos sair de lá quando chegamos em casa todos nós estávamos com os olhos vidrados como se tivéssemos visto algo que não Podíamos entender ninguém falou muito sobre o que aconteceu mas sabemos o que vimos A
Fazenda A Maldição tudo era real nunca mais voltei lá e nunca mais vou voltar Deus me protegeu mas sei que essa história não termina aqui se um dia você passar por lá Reze muito antes de entrar eu cresci ouvindo histórias sobre aquela Fazenda sempre ouvi os mais velhos falarem sobre os mistérios e as coisas estranhas que aconteciam por lá mas nunca dei muita importância Claro o Medo dos outros era algo que eu nunca senti e quando meus amigos começaram a falar sobre ir até lá eu achei uma ótima ideia estávamos em busca de uma história
emocionante para contar algo que fosse além dos simples contos de cidade pequena mas mal sabia eu que ao entrar naquela Fazenda algo Iria mudar para sempre e Deus como eu queria nunca ter ido aquela noite estava quente para os padrões de São Paulo mas a temperatura não era o que me incomodava o problema Era o que eu sabia que estava prestes a acontecer meus amigos mais precisamente o Lucas o mais cético de todos havia sugerido de forma despretenciosa que passássemos a noite na fazenda abandonada eu sem hesitar entrei na onda Afinal nada além de algumas
histórias não passavam de bobagem certo nunca imaginaria que uma simples brincadeira acabaria me envolvendo numa coisa tão Macabra a fazenda ficava a cerca de 10 km da cidade afastada Por uma estrada de Terra batida que ninguém usava a casa construída em um estilo Colonial antigo era toda de madeira escura com uma varanda larga e portas de madeira pesada que rangiam com o vento quando chegamos o ambiente estava carregado como se o próprio lugar nos observasse o som da natureza parecia se silenciar assim que descemos dos carros que merda essa hein comentou Lucas o primeiro a
perceber o que já sentíamos ele era a duvidar de qualquer coisa mas até ele Parecia desconfortável mesmo assim seguimos em frente era uma noite Clara de lua cheia e a luz parecia quase palpável refletindo nas janelas quebradas da casa os sons dos Grilos e das Corujas ecoavam mas havia algo diferente no ar como se estivessem todos esperando que fizéssemos o próximo movimento entramos na fazenda pela porta dos fundos que estava escancarada o cheiro do interior da casa era PES Uma mistura de poeira mofo e Algo mais algo doce mas nauseante como se o tempo tivesse
parado ali dentro mas com uma sensação de que as paredes guardavam Segredos cada passo que dávamos fazia o piso Range o silêncio era profundo mas ao mesmo tempo parecia que alguma coisa algum olhar invisível nos observava a sensação era de uma tensão que se acumulava a cada momento eu me lembro claramente de olhar para as vigas de madeira pensando que mesmo com a casa Caindo aos pedaços algo ainda estava ali algo não queria que fôssemos embora Subimos até o segundo andar onde um corredor escuro nos esperava os quartos estavam vazios mas estranhamente arrumados não havia
móveis mas havia marcas no chão como se algo tivesse sido movido recentemente quando entramos em um dos quartos encontrei um livro antigo a capa estava desgastada e as páginas pareciam ter sido tocadas por mãos muitas vezes o livro estava cheio de Anotações mas o que mais me chamou a atenção foi um símbolo estranho desenhado na última página não sabia o que significava mas meu instinto me dizia para não continuar a essa altura já começávamos a sentir os primeiros sinais de desconforto os sussurros era uma coisa leve como se alguém estivesse falando ao longe mas de
uma forma que não conseguíamos entender no começo pensamos que fosse o vento mas logo isso se transformou em algo mais real era Como se as paredes sussurrasse mais para dentro daquele lugar Foi quando chegamos no sótão que tudo realmente mudou não lembro muito bem de como Subimos Mas uma coisa é certa eu nunca tinha sentido o cheiro de algo tão estranho o ar era denso como se a cada respiração estivéssemos inalando algo que não era poeira ou mofo algo mais o chão estava coberto por uma camada de cinza e os móveis quebrados estavam dispostos de
Maneira ordenada como se alguém estivesse esperando por nós o mais estranho no entanto foram os símbolos no chão um círculo de pedras com velas derretidas no centro estava marcado no meio do sótão ao redor do Círculo havia outro símbolos rabiscados nas paredes as palavras ou o que quer que fossem estavam em uma que não consegui identificar eles estavam em um tom que por algum motivo fazia meu estômago revirar eu não sabia o que estava Acontecendo mas minha mente estava gritando para que saíssemos dali foi nesse momento que ouvimos os sussurros mais fortes eles não vinham
de uma direção específica pareciam surgir de todos os lados e era como se algo ou alguém estivesse nos chamando tentando nos convencer a fazer algo Eu queria sair dali Mas como se uma força invisível nos tivesse preso não conseguíamos E então a porta do sótão se fechou sozinha o relógio marcava quase Meia-noite quando decidimos que já estava na hora de sair mas as portas da casa se fecharam de repente como se tivessem sido trancadas por uma mão invisível tentamos forçar a saída mas era como se a casa estivesse nos segurando a sensação de ser observado
ficou ainda mais forte a cada movimento algo no ar se apertar eu não sabia se era o medo ou se realmente havia algo lá conosco decidimos então sentar no hall tentar descansar até que tudo se Acalmasse mas o ar estava pesado demais cada um estava mais nervoso que o outro então algo aconteceu que me fez ter certeza de que não estávamos sozinhos eu estava deitado no chão quando ouvi claramente uma respiração atrás de mim quando me virei vi uma sombra uma mulher alta com cabelo comprido e sujo de pé ao lado da escada ela não
disse uma palavra mas eu soube naquele momento que a casa não queria nos deixar ir o pânico se espalhou tentamos gritar mas nossas Vozes não saíam a sombra desapareceu antes que pudéssemos reagir o ar ficou ainda mais tenso eu estava tremendo de medo e tudo ao redor Parecia ter ficado ainda mais sombrio foi quando o Lucas que estava mais calmo até aquele momento olhou para a janela e viu algo ainda mais assustador uma figura mais do que humana estava se movendo lá fora no campo não era um animal não era uma pessoa era algo que
simplesmente não deveria existir no momento em que ele Tentou apontar para a figura ela desapareceu Mas em vez de alívio o medo tomou conta de todos nós sabíamos que não era uma simples Alucinação algo estava definitivamente errado ali quando tentamos sair pela porta da frente ela se abriu sozinho e foi nesse momento que a figura apareceu novamente desta vez parada na entrada da casa era a mulher mas com um sorriso que parecia falso ela avançou em nossa direção seus olhos vazios e penetrantes nos encarando uma Sensação de morte pairava no ar foi uma luta pela
sobrevivência corremos para o carro mas ele não pegava tentamos mais uma vez mas parecia IMP então quando a figura se aproximou algo aconteceu não sei se foi Deus nos protegendo ou se algum poder da casa nos impediu de ficar mas tudo de repente parou o vento cessou a mulher desapareceu e as portas se abriram nunca mais voltamos lá ninguém mencionou o que aconteceu depois daquela noite mas todos Sabiam O que vuns diz que a fazenda ainda guarda osos daa que ali vios mais velhos dizem que a maldição de uma feitiçaria tão forte nunca pode ser
quebrada eu pessoalmente não quero saber eu vi o que vi e até hoje não sei como Saímos de lá com vida mas uma coisa é certa não é algo que qualquer um de nós queira experimentar novamente eu morava em São Paulo fazia alguns anos sempre de aluguel a cidade Pode ser grande e cheia de vida mas para quem vive sozinho ela tem um jeito de te fazer sentir isolado quando encontrei aquele apartamento no Centro achei que era minha sorte mudando o prédio era antigo mas o aluguel era barato e o lugar parecia bem cuidado fiquei
aliviado porque estava cansado de pular de uma kitinete para outra a primeira vez que entrei no prédio senti algo estranho mas nada que me assustasse de verdade só uma sensação esquisita os Corredores eram estreitos e abafados com aquelas lâmpadas que piscam de vez em quando o zelador era um homem velho chamado seu Geraldo que parecia mais cansado do que qualquer outra coisa quando perguntei sobre os moradores ele só disse o prédio é tranquilo quase não tem barulho Só tome cuidado com o encanamento porque as paredes aqui são finas na época eu não dei importância para
aquele aviso só pensei que ele estava tentando justificar as condições Do lugar mas não era disso que ele estava falando as primeiras semanas foram normais o apartamento era pequeno mas aconchegante tinha uma sala um quarto e uma cozinha minúscula O único problema era o banheiro toda vez que eu fechava a porta sentia um cheiro estranho como se algo estivesse apodrecendo nas paredes pensei que fosse o encanamento velho como o seu Geraldo tinha avisado e deixei para lá as coisas começaram a ficar esquisitas de verdade Numa noite comum depois do trabalho eu estava na sala assistindo
TV quando ouvi o barulho era um som baixo como uma batida na parede no começo achei que fosse algum vizinho mas o barulho continuava no mesmo ritmo como se fosse intencional bati de volta só de brincadeira e o som parou Achei estranho mas não dei muita bola na manhã seguinte enquanto tomava café percebi que o tinha voltado agora era no teto não parecia algo aleatório como canos ou Passos era Ritmado como se alguém estivesse batendo em um padrão isso começou a me incomodar fui até o andar de cima para falar com o vizinho mas quando
bati na porta ninguém respondeu perguntei ao seu Geraldo e ele me disse que o apartamento de cima estava vazio deve ser algum animal ele sugeriu coçando a cabeça tem rato nesse prédio sabe como é é né Eu não sabia mas naquela noite Descobri que não era rato alguns dias depois comecei a ouvir outro som não era batida era um sussurro vinha Da parede do quarto bem ao lado da minha cama no começo pensei que fosse a TV do vizinho mas o som era diferente era baixo como se alguém estivesse falando diretamente no meu ouvido e
o pior eu não entendia as palavras era uma língua que nunca tinha ouvido antes levantei encostei a orelha na parede e fiquei parado ali tentando decifrar o que era foi nesse momento que senti um arrepio estranho o som parou de repente e eu tive a sensação de que alguém estava Atrás de mim olhei para trás mas o quarto estava vazio naquela noite não consegui dormir no dia seguinte decidi que não ia ficar esperando aquilo acontecer de novo peguei uma chave de fenda e fui até o apartamento de cima o tal que estava vazio não sei
o que esperava encontrar mas sentia que precisava saber o que estava acontecendo a porta estava destrancada quando entrei percebi que o lugar estava abandonado há anos o cheiro de mofo era tão forte que Quase me fez desistir as janelas estavam cobertas de poeira e o chão estava cheio de marcas estranhas como arranhões mas o que mais me chamou a atenção foi uma cadeira no centro do quarto era uma cadeira simples de madeira Mas estava posicionada de forma estranha como se alguém tivesse passado horas sentado ali olhando para a parede e na parede havia algo escrito
eram palavras em uma língua que eu não conhecia rabiscadas em carvão fiquei olhando para aquilo por um tempo Tentando entender o que significava até que ouvi um som atrás de mim quando me virei vi algo que me fez congelar a cadeira estava virada a partir daquele dia as coisas começaram a sair do controle as batidas ficaram mais altas os sussurros mais frequentes e comecei a sentir que não estava sozinho às vezes acordava no meio da noite com a sensação de que havia alguém no quarto outras vezes sentia um peso na cama Como se algo invisível
estivesse sentado ao meu Lado e então as marcas começaram a aparecer primeiro eram apenas riscos no chão como os que vi no apartamento de cima depois começaram a surgir no teto e nas paredes eram sempre os mesmos símbolos aqueles que eu não conseguia entender foi quando comecei a rezar não sou uma pessoa religiosa mas minha mãe sempre me ensinou que quando tudo parece perdido a fé pode te salvar e naquela noite enquanto segurava meu terço e pedia a Deus para me proteger Ouvi uma Risada era baixa mas estava ali e vinha do banheiro naquela noite
quando ouvi a risada algo Dent dentro de mim desmoronou era diferente de tudo o que já tinha sentido o medo não era apenas físico parecia espiritual como se algo me dissesse que eu estava em perigo não só naquele apartamento mas de algo muito maior peguei meu celular e acendi a lanterna caminhei devagar até o banheiro tentando convencer a mim mesmo de que estava imaginando coisas mas quando abri A porta senti um cheiro que nunca vou esquecer era como carne podre misturada com ferro a luz tremulava e foi então que vi no espelho algo que me
fez largar o celular no chão havia uma sombra no reflexo mas não havia ninguém além de mim ela estava parada ali imóvel olhando para mim não tinha olhos apenas um vazio escuro onde eles deveriam estar não sei quanto tempo fiquei ali congelado quando Finalmente consegui me mexer a luz do celular Apagou e o banheiro ficou completamente escuro corri para a sala com o coração disparado e tentei acender as luzes mas o interruptor não funcionava o apartamento inteiro estava mergulhado na escuridão fiquei ali no meio da sala tentando controlar minha respiração mas podia sentir algo era
como se o ar estivesse mais pesado como se algo me cercasse de repente a batida voltou dessa vez era na porta da frente não tive coragem de Abrir quem bateria na porta aquela hora olhei pelo olho mágico mas não vi nada só que o som continuava cada vez mais forte foi então que percebi que não estava vindo de Fora a batida vinha de dentro da porta como se algo estivesse preso ali tentando Sair Rezei em voz alta pedi a Deus que me ajudasse que afastasse o que quer que fosse E no instante em que terminei
a oração o som parou um silêncio absoluto tomou conta do lugar mas de alguma forma aquilo era Ainda mais assustador no dia seguinte decidi que não não podia mais ficar ali arrumei minhas coisas e fui direto para o zelador Quando contei a ele o que estava acontecendo esperava que ele risse ou dissesse que eu estava imaginando coisas mas para minha surpresa seu Geraldo ficou sério eu avisei que as paredes aqui são finas ele disse coçando a cabeça mas não quis te assustar o apartamento de cima já teve gente morando lá mas ninguém fica muito Tempo
perguntei o que ele queria dizer com aquilo e ele me contou uma história que gelou meu sangue segundo ele anos atrás uma mulher viveu no apartamento de cima ela era solitária nunca falava com ninguém mas todos os vizinhos diziam ouvir vozes e risadas vindas do apartamento dela mesmo quando estava sozinha uma noite ela simplesmente desapareceu quando a polícia entrou no apartamento não encontraram nada além de símbolos estranhos nas paredes e desde Então ninguém consegue morar lá por muito tempo nem aqui embaixo perto dele concluiu O zelador desviando o olhar eu quis acreditar que era só
uma lenda uma história exagerada para justificar o abandono do prédio mas quando voltei ao meu apartamento para pegar o restante das minhas coisas vi algo que me convenceu de que era tudo verdade ao entrar no apartamento percebi que o cheiro estava pior do que nunca era tão forte que quase me fez vomitar Peguei Minhas malas e estava a sair quando ouvi um sussurro era baixo quase imperceptível mas estava lá olhei para trás e vi que o espelho do banheiro aquele mesmo onde tinha visto a sombra agora estava coberto de palavras eram as mesmas palavras que
vi no apartamento de cima mas desta vez eu podia entendê-las não sei como mas sabia o que elas significavam eram nomes e o último nome era o meu larguei tudo e corri não parei até estar fora do prédio liguei para um Amigo e pedi para ficar na casa dele por um tempo nunca mais voltei para aquele lugar minha esposa Beatriz e eu estávamos morando em uma casa antiga na região serrana de Santa Catarina era um lugar simples mas aconchegante nossa filha Sofia tinha 5 anos e adorava o quintal espaçoso cheio de árvores altas que pareciam
sussurrar com o vento era Júlio o mês mais frio do ano as noites pareciam mais longas e a geada deixava o gramado Branco todas as manhãs Foi numa Dessas noites geladas que percebi que algo não estava certo eu estava na sala sentado no sofá assistindo a um programa qualquer enquanto Beatriz dormia no quarto Sofia também já estava na cama o relógio Marc quase meia-noite quando ouvi um barulho na cozinha parecia o som de algo sendo arrastado como uma cadeira raspando no chão levantei achando que poderia ser o vento entrando por alguma janela mal fechada mas
quando cheguei lá tudo estava exatamente como deveria Estar voltei para o sofá tentando ignorar o incômodo que sentia mas então ouvi outro som dessa vez vindo do corredor que levava aos quartos era um som leve como Passos fui até lá pensando que era Sofia indo ao banheiro mas quando abri a porta do quarto dela a encontrei dormindo profundamente mesmo assim a sensação de estar sendo observado não me abandonava no dia seguinte comentei com Beatriz sobre os barulhos ela riu dizendo que Provavelmente Era só a madeira da casa estalando por causa do frio achei que ela
tinha razão e tentei esquecer mas à medida que os dias passavam as coisas começaram a ficar mais estranhas objetos mudavam de lugar certa vez encontramos todas as cadeiras da sala de jantar viradas ao contrário como se alguém tivesse feito de propósito Sofia começou a acordar à noite chorando dizendo que tinha medo da mulher no quarto quando perguntávamos quem era ela dizia apenas Que era uma sombra que ficava no canto ainda assim tentávamos nos convencer de que eram apenas Coincidências talvez Sofia tivesse pesadelos talvez estivéssemos mais cansados do que o normal e imaginando coisas Mas então
Aconteceu algo que não podíamos ignorar era uma noite de domingo estávamos todos na sala brincando com Sofia quando ouvimos um som alto vindo do sótão parecia que algo pesado tinha caído lá em cima peguei uma lanterna e subi à Escada que levava ao alçapão quando abri o ar estava tão gelado que parecia ainda mais frio do que lá fora iluminei o espaço pequeno mas não vi nada fora do lugar só as mesmas caixas velhas que estavam lá desde que nos mudamos mas no fundo senti que algo estava errado não era só o frio era como
se o lugar estivesse carregado na semana seguinte Beatriz começou a reclamar de dores de cabeça constantes disse que sentia como se algo pesado estivesse sobre ela Sofia Por outro lado parecia mais agitada como se não quisesse ficar sozinha nem por um segundo naquela noite acordei com o som de Passos novamente mas dessa vez eram mais altos mais fortes pareciam ecoar pela casa inteira corri para o quarto de Sofia e a encontrei em pé no meio do cômodo olhando para a janela perguntei o que ela estava fazendo e ela respondeu ela está lá fora meu coração
gelou olhei pela janela mas não vi Nada Além da Escuridão do quintal rezei ali mesmo Pedindo a Deus que protegesse minha família mas enquanto orava senti algo atrás de mim como um sopro gelado na nuca virei rapidamente mas não havia nada ali no dia seguinte resolvemos ir até a igreja contamos ao padre sobre o que estava acontecendo esperando que ele tivesse alguma explicação ou solução ele ouviu atentamente e nos aconselhou a benzer a casa disse também que deveríamos rezar juntos todas as noites e manter uma vela acesa como símbolo de Proteção fizemos Exatamente isso mas
parecia que a coisa ficava mais forte como se se irritasse com nossas tentativ de expulsá-la naquela noite enquanto rezávamos as luzes começaram a piscar Sofia estava sentada entre mim e Beatriz segurando nossas mãos de repente ela começou a gritar apontando para a porta da sala quando olhamos Vimos a maçaneta se mexendo como se alguém estivesse tentando abrir por fora mas estávamos trancados Beatriz Correu para pegar Sofia e eu fui até a porta segurando um pedaço de madeira que tinha pegado no quintal quando abri não havia ninguém mas no instante em que fechei a porta novamente
houvi uma risada não era humana era um som distorcido que parecia vir de todos os lados ao mesmo tempo voltei para a sala e encontramos Sofia chorando dizendo que ela estava brava perguntei quem era e ela respondeu a sombra ela não quer que a gente fique aqui na manhã seguinte Beatriz e eu Tomamos a decisão de sair da casa pegamos o que podíamos carregar e fomos para a casa da minha sogra na cidade vizinha quando finalmente nos afastamos daquele lugar era como se um peso saísse de nossas costas poucos dias depois recebemos uma ligação do
novo inquilino da casa dizendo que tinha encontrado um diário no sótão o diário era de uma mulher que viveu ali Décadas atrás e descrevia experiências semelhantes Às nossas no final do diário havia apenas Uma frase repetida várias vezes ela não me deixa ir rez todos os dias para que aquilo nunca nos siga às vezes ainda acordo à noite com a sensação de que algo está no quarto não sei se é paranoia ou se realmente não conseguimos escapar o que sei é que nunca mais voltarei àquela casa era um dia comum ou pelo menos parecia ser
eu voltava para casa após um longo expediente e como de costume peguei a estrada de terra que cortava a Zona rural minha casa não ficava muito distante da cidade mas essa estrada sempre me parecia mais isolada do que o normal especialmente À noite as árvores que cercavam a via criavam uma espécie de túnel de sombras tornando o caminho ainda mais sombrio Eu Sempre tentei evitar passar por ali após o anoitecer mas naquele dia precisava cortar caminho minha esposa estava doente e minha filha pequena como era estava esperando o jantar quando a estrada estava quase Deserta
avistei algo que me fez frear o carro sem pensar duas vezes era uma boneca ela estava ali jogada no meio da estrada suja e com os olhos desordenados como se tivesse sido deixada ali a força não era uma boneca qualquer tinha o rosto branco com longos cabelos negros e um vestido sujo e rasgado a sensação de estranhamento me tomou mas pensando que ela poderia ser útil para minha filha decidi levá-la imaginei que ela seria uma boa surpresa para ela Afinal a garota Já estava pedindo uma boneca nova há algum tempo a estrada estava Deserta sem
nenhum sinal de quem poderia ter deixado a boneca ali não pensei muito nisso só senti uma leve sensação de desconforto como se algo estivesse fora de lugar o vento estava mais forte e o carro parecia ter uma dificuldade estranha para seguir em frente como se a estrada estivesse Resistindo ao meu avanço mas logo Passei da sensação e continuei até em casa Quando cheguei minha filha estava brincando no quintal mostrei-lhe a boneca que logo chamou sua atenção ela parecia Encantada não só com o objeto em si mas com o que parecia ser uma presença acolhedora que
emanava da boneca ela correu para dentro de casa e eu entrei logo atrás aliviado por finalmente poder dar algo à minha filha a noite seguiu como qualquer outra e a boneca foi colocada no quarto dela em cima da cama no começo tudo parecia Normal mas à medida que os dias se passaram coisas estranhas começaram a acontecer logo na manhã seguinte algo me chamou a atenção a boneca estava fora da cama da minha filha deitada no chão virada de barriga para cima com os olhos fixos em mim pensei que minha filha tivesse mexido nela mas ela
parecia não saber o que eu estava falando fui até o quarto dela e ela estava brincando com outra coisa algo que não tinha nada a ver com a boneca no começo Achei que fosse alguma brincadeira que ela não me tivesse contado Mas a sensação de que algo não estava certo começou a crescer dentro de mim na noite seguinte o comportamento da minha filha ficou ainda mais estranho ela começou a falar sozinha no quarto algo que nunca tinha feito antes ela está me olhando papai dizia com uma voz que parecia não ser a dela achei que
fosse só uma fase ou algo relacionado à imaginação infantil no entanto eu sabia que algo Estava errado não queria admitir mas as coisas começaram a escalar Em alguns momentos eu ouvia sons vindos do quarto dela à noite como se a boneca Estivesse se movendo eu sabia que era impossível mas não conseguia tirar aquela sensação de que havia algo lá no escuro se mexendo uma noite não aguentei mais e fui até o quarto dela onde encontrei a boneca mais uma vez fora da cama mas dessa vez ela estava em uma posição mais incomum com a cabeça
completamente Virada para trás o medo começou a se instalar mas eu não queria acreditar que estava ligado àquela boneca no entanto a situação ficou ainda mais perturbadora nos dias seguintes minha filha começou a parecer doente de uma forma que não fazia sentido ela reclamava de dores de cabeça e pesadelos constantes quando perguntei a ela sobre os pesadelos ela disse que via alguém de olhos grandes com a boca cheia de dentes dizendo-lhe para não tocar na boneca minha filha Sempre foi uma criança feliz che de vida mas agora parcia apática e pálida alg esta tomando cont
delgo que eu não conseguia entender na noite seginte depois de um dia de intensas discussões E angústias decidi fazer o que nunca havia feito antes liguei para o padre local Eu sabia que ele poderia me ajudar mas o pedido me deixou desconfortável como alguém tão racional quanto eu acabaria pedindo ajuda a um padre o que estava acontecendo em minha casa era Inexplicável e uma sensação de desespero tomou conta de mim eu sabia que não podia ignorar mais o padre chegou pela manhã e eu embora não estivesse muito animado com a ideia de fazer essa visita
ele parecia preparado para lidar com o que quer que fosse eu o guiei até o quarto da minha filha onde a boneca estava em cima da cama como sempre o padre começou a fazer o sinal da cruz e eu observei atentamente sua expressão era grave como se estivesse sentindo Algo que eu não podia perceber essa boneca tem algo de errado ele disse com uma voz que não admitia dúvidas não é apenas um brinquedo algo foi feito nela algo maligno Fiquei em silêncio a angústia me corroendo por dentro o padre continuou a falar sua voz mais
tensa ele me contou que provavelmente a boneca estava ligada a um feitiço ou a um ritual de magia negra talvez alguém tivesse usado a boneca em um trabalho de macumba ou magia negra e ao trazê-la Para minha casa ela havia trazido consigo uma presença maligna era como se a boneca fosse um receptáculo para essa energia ruim e agora minha filha era o alvo de sua influência você precisa livrar-se dela e rapidamente o padre disse esse feitiço está se intensificando e se não tomarmos providências pode ser tarde demais aquelas palavras ecoaram emha mente enquanto eu assisti
o padre orando P minha fedi que eu queimasse e a Enterrasse long da não endi direit fiz o que ele sugeriu quando aa finalmente pegou fogo umaaa Preta se levantou e ocia ter aumentado de intensidade A sensação de que algo estava errado parecia nunca desaparecer na manhã seguinte após o padre ter feito a oração e pedido para que queimá a boneca pensei que as coisas poderiam começar a melhorar eu estava tão esperançoso que minha filha Voltaria a ser a mesma mas ao acordar encontrei algo que me fez Duvidar de tudo o que eu havia pensado
até então a boneca não estava no local onde a havíamos deixado ela não estava queimada nem enterrada como o padre havia sugerido ela estava de volta no quarto da minha filha como se nada tivesse acontecido isso era impossível eu sabia que havíamos feito tudo certo o fogo tinha sido intenso mas a boneca estava lá intacta com aquele olhar vazio e perturbador o que começou como uma simples sensação de desconforto Transformou-se em um pesadelo que eu não conseguia escapar a casa inteira parecia estar contra mim como se a própria estrutura estivesse sendo corrompida pela presença da
boneca em cada canto o ar estava mais denso e a sombras pareciam mais pesadas minha filha antes tão alegre agora mal falava e seu olhar vazio me desconcertar ela se recusava a tocar na boneca mas o que era ainda mais estranho era que sempre que ela estava no quarto a boneca parecia se mover Sozinha em pequenos ajustes como se alguém estivesse a observando eu tentei ligar novamente para o padre Mas desta vez ele não atendeu sentia-me perdido Tentei conversar com a minha esposa mas ela estava tão afetada quanto eu a cada dia que passava algo
novo acontecia portas que fechavam sozinhas sussurros no vento barulhos estranhos vindos do porão o relógio de parede que sempre funcionara perfeitamente começou a atrasar minutos a cada hora como se algo Estivesse distorcendo o tempo dentro de nossa casa e então uma noite algo ainda mais grave aconteceu eu acordei com um barulho estranho vindo do quarto da minha filha um um som abafado como se alguém estivesse tentando se libertar de algo corri até o local mas quando entrei a cena que vi me congelou minha filha estava deitada na cama mas sua respiração estava irregular e a
boneca estava com as mãos firmemente agarradas ao pescoço dela algo que eu jamais Poderia explicar no desespero gritei puxando a boneca com força e logo ouvi um som baixo e gutural como se a boneca tivesse emitido algum tipo de grito abafado a sensação de maldade que emanava dela era insuportável ao soltar a boneca notei que as mãos da minha filha estavam cobertas de pequenas marcas como se algo a tivesse apertado com força eu sabia que não poderia deixar aquilo continuar sem pensar peguei a boneca e dessa vez a Levei Até o fundo do quintal onde
a enterrei debaixo de uma árvore velha no momento em que a boneca foi enterrada o vento cessou de repente e uma calma aterrorizante tomou conta da casa eu pensei que finalmente as coisas voltariam ao normal mas foi aí que tudo se transformou em um pesadelo ainda maior na manhã seguinte percebi que não havia mais sinais da boneca não havia marcas de terra no chão do quintal e tudo parecia perfeitamente em ordem Tentei procurar por ela mas não consegui encontrá-la em nenhum lugar eu sabia que o que estava acontecendo com minha família não era um simples
jogo da mente algo de muito ruim estava em curso e no final daquele dia quando a noite se aproximava algo aconteceu que me fez finalmente entender o que estávamos enfrentando a porta da sala de estar se abriu sozinha e ao entrar vi algo que jamais poderia imaginar lá no meio da sala estava a boneca de novo de volta ao Seu lugar como se tivesse sido trazida de volta por uma força invisível eu caí de joelhos com o peito apertado pela sensação de um perigo iminente o que quer que fosse estava se alimentando de nossa angústia
do nosso medo eu sabia que estava diante de algo que não poderia mais controlar algo muito maior que qualquer oração ou tentativa de afastamento a presença maligna dentro daquela boneca não era apenas de um espírito era uma força Sobrenatural Antiga ligada a algo muito mais profundo e perigoso do que qualquer feitiço que eu já tivesse ouvido falar a partir daquele momento minha única opção era buscar ajuda novamente Mas desta vez sem hesitar chamei um grupo de especialistas em rituais espirituais Eles chegaram e me disseram que a boneca estava ligada a um feitiço ancestral de uma
linhagem de magia negra que havia sido realizada Décadas atrás na mesma região o feitiço tinha o objetivo de aprisionar as almas E usá-las como canal para algo ainda mais sombrio a única forma de destruí-la era através de um ritual perigoso que envolvia elementos de sacrifício e enfrentamento direto com o mal eu sabia que não havia mais volta eu estava lidando com algo muito além do que poderia controlar e o medo da perda de minha filha me consumia O Ritual foi feito mas a luta não foi fácil o terror que senti ao ver o que estava
acontecendo durante aquele enfrentamento As forças se rebelando e o poder da boneca crescendo a cada segundo foi indescritível após o ritual finalmente conseguimos destruir a boneca mas o preço foi alto minha filha embora salva nunca mais foi a mesma ela nunca mais falou sobre o que viu ou o que aconteceu com ela durante aquele período mas eu sei em algum lugar a sombra da boneca ainda está viva esperando quem sabe para voltar se você chegou até aqui comente um emoji de fantasma para eu saber que Vocês estão gostando do vídeo Não esqueça de deixar seu
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