da mesma forma conheço o seu trabalho e uma coisa que dentre eles muitas que lhe interessam bastante no seu trabalho é uma tônica que o Senhor tem ao abordar o aspecto mais humanista da ciência que eu acho que isso é uma tendência necessária eu diria não generalizada no nível que deveria mais com certeza uma direção necessária que só está aí avançando como um dos Pioneiros eu poderia falar para a gente sobre isso é esse é um tema muito caro para mim porque desde o início da minha carreira aqui na faculdade medicina da Universidade de São
Paulo com meu mentor Professor César te manharia as nossas as nossas primeiras conversas eu era aluno de medicina ele já era professora época professora emérito já da USP ele me introduziu a grande cientistas né da história e a visão humanística de cada um desses cientistas eu me lembro muito bem um dos primeiros livros que ele me deu de presente fazer assim ele abrir a biblioteca dele e dava os livros para os alunos né e a gente vivia recebendo presentes né do professor né e nos primeiros livros que foi muito impactante para mim isso nossa quase
40 anos atrás foi um diálogo entre o Einstein e o newsborn sobre o papel humanístico da ciência e aquilo me impactou muito né porque ali estavam dois dos meus grandes heróis desde a minha juventude né cientistas né que é atingiram um patamar único na história da ciência da humanidade e discutindo que sim a humanidade sem humanismo sem a filosofia a ciência Ficava muito a quem da sua missão verdadeira que era melhorar a vida da nossa espécie e tentar recriar né uma narrativa do que foi essa jornada da do universo sendo que já naquela época o
newsborn é para mim é um dos Gigantes da história da ciência né já dizia né que o que eu aproveitei no meu livro mais recentemente que a grande narrativa da nossa espécie tinha sido contada pela pela mente humana né e ele era ele tinha grandes debates com Einstein Mas eles eram unanimes eles tinham consenso nesse nesse aspecto né de educar seus alunos como a visão humanística e isso me impactou muito desde o início da minha carreira isso é interessante inclusive Kant coloca quando ele fala da moral que uma das coisas mais imorais é tomar o
ser racional ou seja o homem como meio e não como um fim se que sempre o ser humano deve ser tomado como um fim não apenas na ciência Mas no processo social como tudo muitas vezes o ser humano é colocado como matéria-prima e não como finalidade finalidade passa a ser geração de alguma coisa e não a geração de seres humanos mais realizados e mais completos Isso é uma tônica que tem abordado muito constantemente dentro da filosofia dentro da ciência você acha que isso hoje é uma mentalidade na realidade eu temo temos Depois desses meus 32
anos dos Estados Unidos é o que eu vi foi uma reversão dessa tendência quando eu cheguei no final da década de 80 eu encontrei grandes neurocientistas né um dos maiores por exemplo os dois John casns que foi um grande amigo meu ele tá ainda atuando na Vander build University que foi meu mentor pessoal ambos eram humanistas de primeira linha e foram meus grandes mentores no começo da minha carreira só que cientistas Como ele neurocientistas como esses dois que eu acabei de mencionar são uma realidade hoje no meio internacional aí eu me encontro há muitos anos
já participando de Congresso simpósios internacionais reuniões de grupos pequenos de cientistas convidados para discutir o que é a neurociência realmente mundo né e eu me surpreendendo eu me surpreendo cada vez mais com uma visão mais tecnicista mais baseada na tecnologia né na visão de que nós temos que criar instrumentos de medição mais precisos e essa é a nossa missão quando na realidade nós estamos falando do sistema nervoso central da espécie que criou né múltiplas interpretações da realidade muitos mitos né do universo né O que é uma coisa maravilhosa mas os negros cientistas hoje em dia
tem uma resistência muito grande em debater esses grandes tópicos Essa visão mais panorâmica né que o meu orientador americano dizia a visão Acima das nuvens da neurociência né tá ficando cada vez mais raro você conseguiu organizar esse tipo de evento a nível internacional quando que quando eu comecei nos anos 80 eram quase que uma coisa com um acontecia muito comumente de grandes cientistas da época convidaram seus estudantes para participar desses debates em diferentes partes do mundo né E foi uma das razões que eu quando comecei a voltar para o Brasil em 2003 comecei a pensar
num projeto a longo prazo nesse nesse domínio nessa interface da neurociência com a história com a filosofia com a ciências humanas porque eu vi morrendo né eu eu presenciei vamos dizer assim eu definhar dessa interface na minha carreira ao longo da minha carreira [Música] [Música] [Música] [Música] que a filosofia a categoria dos conceitos que é importante sem sombra de dúvida nem sempre encontra essa aplicação prática toda essa comunicação com o mundo concreto