De todos os episódios de Less of Us, talvez este seja o mais triste, não só pelo que aparece em tela, mas por aquilo que nós sabemos sobre o que não está em tela, principalmente sobre a personagem da Bella Ramsey, que interpreta a L, uma L que agora toca violão, conquistando o coração de uma outra mulher. A homossexualidade se expressa no seu nível máximo na vida de Dina e de aqui a diretora de fotografia da série diz: "É muito bom porque a Bella Ramsey sabe tocar violão e ela sabia tocar violão é uma coisa que é muito boa porque ela poôde tocar o violão no no episódio, mas sabia que ela aprendeu a tocar violão na igreja e que ela tinha um canal no YouTube em que ela cantava músicas cristãs e que ela tirou doar essas músicas depois que ela entrou pro mundo de Hollywood e que nós temos ali um talento que foi aprendido para glorificar a Deus. Deus agora sendo usado para promover uma pauta que vai contra tudo aquilo que a Bíblia diz.
Bom, você está no mundo cópia, o nosso programa de análise cultural a partir da cosmovisão cristã. Nós estamos analisando episódio a episódio de The Less of Us. E hoje a gente vai falar sobre o quarto episódio da segunda temporada, a sua mensagem e as nossas compreensões sobre ela.
Você já pode ter todas as os preconceitos possíveis com o que a gente vai dizer aqui, mas eu lhe convido a participar desse debate de forma madura e inteligente. Depois que você assistir o vídeo, você deixa seu comentário aqui pra gente continuar discutindo sobre esse séri. Se você gosta desse tipo de material, não deixa de se inscrever no canal e assinar as notificações para ficar sabendo sempre que houver vídeo novo.
E o vídeo de hoje, claro, tá cheio de spoilers. Então fique por sua conta em risco. O quarto episódio da segunda temporada de The Last of Us começa ainda no tema do terceiro.
Como grupos lidam com aqueles que são de fora. O soldado que conta a história se orgulha de ter abordado três pessoas e participado de um ato de violência contra esse pequeno grupo de pessoas religiosas. provavelmente uma alusão aos serafitas e a futura série de conflitos que os grupos teriam entre si.
Ele acha que aquele grupo religioso, na verdade, era um grupo político, semeando ideias políticas, mas não era, não era só religião. É muito do que acontece hoje em dia, não é? Tem acontecido politicamente aí ao longo da história do mundo e que religiosos são perseguidos.
Veja, eu nunca fui denunciado ao Ministério Público por ser crente. Fui denunciado ao Ministério Público por ser homofóbico, por ser racista contra religiões afro ou o que quer que seja. O mundo nunca vai nos perseguir como cristãos por sermos religiosos.
Vão nos perseguir justamente pelo tipo de implicação política que a religião pode ter. Não foi isso que fizeram no artigo na Folha. Enquanto um vídeo que eu fiz sobre a teologia e a pregação do Dave Leonardo foi interpretado dentro da relação de bolsonarismo nas igrejas e coisas do tipo.
O mundo olha pra igreja e só consegue ver um grupo sociológico e político, de modo que muitas vezes somos julgados e interpretados a partir daí. Isso tem tudo a ver com o que a gente vai discutir hoje. Então fica aí que vai fazer mais sentido.
Na série, certamente ali é uma alusão ao conflito que os Wolf teriam com os serafitas mais à frente. Esses homens sofrem religiosamente porque são interpretados como pessoas que estão em posição à fedra, aquele grupo militarizado que representa o governo naquele período de apocalipse. O soldado se refere àquelas três pessoas de forma sarcástica como eleitores.
A nossa dúvida do porquê desse nome é a mesma do soldado, que se sente meio incomodado com todo aquele riso de violência. Comandante fala, nós tiramos seus direitos de votar. Alguém passou a chamá-los assim, chacota.
O termo fica. O comandante é Isaac, aquele que apostataria da fedra para se tornar líder dos lobos. Ele traz seus soldados subordinados, mas deixa um deles.
Aquele que não estava no mesmo espírito de zombaria violenta dos demais. com uma opção, escolha o seu lado, nós ou eles. Esse é o espírito de nós ou eles que permeia todo o episódio.
Em contrapartida, é uma clara mensagem de oposição e de aceitação. O episódio fala muito, tanto no seu texto como no seu subtexto, de apostasia, de abandonar um grupo para ir em direção a outro, de abandonar antigas ideias e antigos ideais, antigas doutrinas e crenças em direção a algo diferente que antes você julgava errado. A gente vê isso na cena de tortura do Isaac com aquele serafita.
O homem que sai da fedra por causa da violência da fedra contra as pessoas agora passa a refletir a mesma violência muito bem justificada também contra o grupo dos serafitas. É, esse episódio de L of vem para mostrar como grupos não aceitam ideias contrárias à suas, podem reagir violentamente contra aqueles que estão de fora. Os lobos matam os serafitas, os serafitas matam os lobos.
Essa é uma linguagem que lembra muito os conflitos entre judeus e palestinos. Ah, mas vocês mataram nossas crianças. Nossas crianças matam de vocês.
Que começou? Ovo ou a galinha? Bom, eu tenho minhas opiniões, você deve ter as suas.
O que o seriado tenta mostrar é um conflito que nós não entendemos direito à origem e que já entrou numa espiral de violência sem retorno. O Isaac é um torturador. Os serafitas, por sua vez, não são lá um grupo pacífico.
Eles estripam e enforcam lobos e escrevem com o sangue desses homens mortos e torturados, sintam o amor dela. Se referindo à profetiza. É um grupo religioso que fala de sentir amor, mas é um amor que estripa, é um amor violento, é um amor que destrói.
Será que é amor no fim das contas? Quando o amor religioso que temos para oferecer é um amor que arranca as víceras das pessoas. Eu gosto muito do que John Piper fala quando ele diz que a palavra de Deus é uma espada, fazendo referência a Hebreus.
E como espada nós podemos usar a sua lâmina como cirurgiões ou como açueiros. Podemos usar sua lâmina como quem cura ou como quem estripa. Quando a nossa verdade é pregada com violência, temos uma verdade que mais machuca e fere do que sara.
Quando a nossa verdade, no entanto, é usada para condenar o pecado, mas também para atrair o pecador com o amor genuíno, podemos ainda assim receber o ódio do mundo, mas será um ódio injustificado. Cinta, o seu amor não pode ser escrito com o sangue daqueles que torturamos, deve ser escrito com o sangue daquele que morreu por nós. Infelizmente, muitas vezes o que encontramos é uma religião que se converte em violência, assim como um Isaac que tenta devolver para as pessoas o direito ao voto, mas agora faz isso por meio de tortura.
Temos religiosos que pregam amor por meio de arrancar as víceras de seus inimigos. Fazem isso, claro, com as melhores das justificativas, como se algum bem tivesse fazendo por meio disso. Não parece o tipo de religião que a gente deveria seguir, mas talvez é a religião que muitos ainda seguem.
Talvez não torturando de forma literal os seus inimigos, mas ainda usando as verdades de Deus unicamente para ferir o outro. Um grupo diferente do meu, pessoas que não se parecem comigo. Os serafitas ainda não nos foram apresentados em detalhes, mas conhecemos um pequeno grupo de serafitas no episódio passado.
Suas ideias acerca da profetisa parecem ser diferentes. Eles não acham que a profetisa ainda tem acesso a eles como um tipo de divindade. O Isaac mesmo fala: "Alguns de vocês nem acham que ela tá nos céus guardando vocês e aquele será feita torturado de são hereges, né?
Parece que encontramos no episódio passado um grupo herético pacífico, talvez diferente dos outros serafitas. Veja, mesmo dentro da comunidade religiosa você tem grupos diferentes. Os serafitas aqui violentos no meio de uma guerra igualmente violenta, encontra no seu meio um grupo desertor indo embora.
Entendemos melhor o que aquele pai fala no episódio passado. Fugindo da guerra. Aqueles estão fugindo da guerra contra os lobos.
Eles entenderam que essa é uma guerra que não terá vencedores. Infelizmente, os lobos os encontram e os lobos os destróem ou os matam enquanto eles fogem. Que coisa triste.
Aqueles que cansaram da guerra contra os lobos tentam fugir não só dos lobos, mas também dos outros serafetas e acabam assassinados também, porque o inimigo, o inimigo não tá disposto a interpretar quais dos seus inimigos estão cansados de lutar. O inimigo só quer a destruição daquele que pensa diferente. Claro, todo grupo é diferente internamente e quanto mais distante de nós, menos a gente repara nas diferenças nos grupos que a gente persegue.
Quando e Dina chegam em Searol, elas percebem vários mortos fardados no chão e chegam à conclusão de que ali eram mortos de uma batalha entre membros da fedra contra membros da fedra. Existem guerras dentro de cada grupo. Ninguém pode ser definido de forma tão final e tão cabal quando existem violências até de forma interna em cada grupo.
Acaba que muitos desistem de ser lobos diante dessa violência. O serafita diz que ninguém desiste de ser serafita para virar lobo. Eu não acho que é muito verdade.
Talvez não virem lobos, mas mas talvez desistam de serafitas. Pelo menos aqueles herés estão desistindo. Ele diz pro Isaac: "Vocês vão perder porque cada vez mais lobos vem para o nosso lado, mas nós não nos tornamos lobos.
Essa é uma mensagem muito forte no roteiro, mas é uma mensagem muito forte que talvez tenha um subtexto um pouco doloroso. O episódio fala muito sobre homossexualidade. Quando Dina e chegam em Seattle, eles encontram muitas bandeiras LGBTQI a mais bandeiras de arco-íris.
Elas não entendem o motivo do arco-íris. Elas não sabem que aquilo é uma bandeira que afirma um orgulho e uma ética em particular. A resposta delas é: "Talvez eles sejam só esperançosos".
Veja só, elas interpretam aquela bandeira LGBT como esperança e é ali que elas vão encontrar, não é, o amor para com a outra. Vai existir, não é, um ato de intimidade sexual entre elas duas, que acontece também no jogo, mas antes da morte do Joel, o que é um debate que tem se travado no meio dos fãs do jogo. Poxa, aqui já devia estar mais quebrada, ela não devia estar se entregando a um comportamento sexual.
Ele tinha que est uma loucura sangue no olho, indo atrás do Joel. Sim, eu até concordo que a gente perde um pouco da urgência e do efeito psicológico tão terrível que se dá no jogo, mas essa é uma narrativa diferente. Eu acredito que a história do jogo nesse sentido é mais interessante.
Eu gosto mais, mas eu acho que é menos adaptável. A gente teria o quê? Uma temporada ela saindo louca, feito um bezerker atrás da EB e é isso, não é?
Eu acho que teria menos desenvolvimento e aquilo que a gente sabe no sobre o final do jogo, não vou dar spoiler aqui, fica mais poderoso quando eles dão mais tempo entre elas duas, sabe? Eu acho que como adaptação se justifica muito bem. Eu só espero como fã do jogo que essa urgência e que esse essa força, né, em busca de vingança fique mais pungente.
Mas vamos ver, vamos dar tempo ao tempo. A gente não pode também querer que a série siga o ritmo das revelações que a gente gostaria que seguisse no jogo. Esse momento de sexualidade se dá antes do Joel morrer.
Isso acontecer depois da morte do Joel diminui um pouco esse peso persecutório. E claro, como pastor, isso para mim parece totalmente factível. É uma reação muito natural que você consegue encontrar em muitos momentos nessa busca física, né, por sexo diante do medo da morte.
A gente tem uma Dina que gostava da L, apaixonada e que a beijou porque quis, que a achava incrível, mas sem coragem de se expressar romanticamente, vendo ela assim condenada a morrer na sua frente, condenada a ser morta por ela na sua frente e agora voltar à vida quase que por um milagre. Ela é imune. Isso foi do ponto de vista da Dina, uma morte e uma ressurreição.
Ela agora a pouco descobriu que estava grávida, descobriu que ele não morreria depois de ter certeza que ela ia morrer. Esse impulso físico, juvenil, sexual parece muito coerente com o fluxo da trama. Aqui aquela cena no teatro é muito poderosa.
Dentro de um teatro é onde elas tiram as máscaras. É onde ele revela que ela é imune. É onde Dina revela não só que ela tá grávida, mas que ela também tem atração homossexual.
E é ali que há um vislumbre de esperança. Dina está grávida. Ela interpreta que aquelas bandeiras de arco-íris simbolizariam que aquele era um povo esperançoso, mas ali estava a esperança.
Quando ela diz: "Eu vou ser pai", eu dei uma gargalhada. É um chiste, mas aqui ela se coloca como o Joel daquela criança, onde ela aprendeu a como cuidar de alguém do jeito que Joel cuidava. Ela quer ser Joel.
Mas claro, isso é juventude. Ela continua em uma jornada de vingança. Nem aquela criança tiraria ela desse caminho de ódio que tá escondido ali, que não parece muito claro, mas que ainda tá lá.
Ela não vai voltar atrás diante da promessa, talvez de uma família. Ela diz pra Dina depois de mordida, "Eu morreria por você, mas não é isso que tá acontecendo aqui. " E é verdade, ela não morreria pela Dina.
Pelo menos não é isso que tá acontecendo, porque ela não tá disposta sequer a voltar atrás para proteger Dina e a criança que talvez ela possa cuidar como uma mãe ou como um tipo de pai. Ela fala que vai cuidar daquela criança para poder viver com a Dina, mas vai arrastar a Dina em uma jornada de morte inconsequente. Porque há muitos caminhos que para o homem parecem bons, mas que no final levam à destruição dos livros de Provérbios.
É fácil falar que morreria por ela, mas continuar em um caminho que destrói o outro. Mas existe uma coisa em particular nisso tudo, na conversa sobre homossexualidade, na Dina falando sobre os pais que diziam para ela quando ela dizer que eu gosto de meninos e meninas e a mãe disse: "Não, você gosta de meninos". Toda essa essa tentativa dela de reter isso para dentro de si.
é um episódio que fala muito sobre essa descoberta da sexualidade, mas sobre essa essa descoberta e esse aprofundamento na homossexualidade. De forma que se a gente volta para esse começo do episódio, muitos de vocês se tornam dos nossos, mas os nossos não se tornam de vocês. Pode falar muito sobre como todo esse debate político e religioso sobre os movimentos LGBT se relacionam com aqueles que são religiosos de fato.
Quantos religiosos não abandonam a igreja para seguir pautas LGBT? Sejam porque são homossexuais, sejam porque concordam com o movimento LGBT e discordam do modo que a igreja interpreta esse tipo de pauta. Quantos homossexuais tornam cristãos?
É uma quantidade muito, muito ínfima, muito menor. Muitos dos nossos passam para lá, mas quantos de lá passam para cá? A narrativa do episódio aprofunda o relacionamento entre e Dina, mostrando a aceitação de Dina de seus desejos em contraste com o que sua mãe lhe ensinava.
Quando elas duas chegam em Searol, uma cidade no estado de Washington, Searol é reconhecida como uma das cidades americanas mais progressistas, né, e mais acolhedoras da comunidade LGBTQ e a mais. Capit Hill, o bairro onde El e Dina passam, é considerado o epentro da vida LGBT com vários locais, eventos e atividades que promovem esse padrão de vida. Eu conheci Capitol Hill lá em Washington, onde fica a Capital Hill Bet Church do pastor Mark Devil.
fiz um treinamento lá em Washington, pôde caminhar pelo pelo mesmos lugares que elas caminharam ali. E sim, muitas bandeiras LGBT estão lá. É o centro do mundo político dos Estados Unidos.
A comunidade LGBTQ e a mais em Seattle é considerada a segunda maior dos Estados Unidos, atrás apenas de São Francisco, onde 12. 9% % da população se identifica pertencendo a esse grupo. O que a série dos mostra que Seattol também cedeu a violência dos grupos que surgiram com apocalipse.
Mas é como se ainda resistisse em meio àquela destruição. No meio dos destroços, carros virados, corpos mortos, é possível ver bandeiras e pinturas de arco-íris, o símbolo da aliança de Deus com Noé, que foi apropriado pela comunidade LGBT. É como se a série quisesse, através desses elementos visuais dizer que essa comunidade resiste mesmo em meio à destruição, mesmo em meio aos grupos contrários e aqueles que são violentos.
É por isso que é uma cena que para mim é particularmente emocionante, não só pela narrativa do seriado, mas pelos personagens, os atores ali. Canta Take on Me. Excelente canção da banda norueguesa Aha.
Enquanto Dina ouve e se emociona e ali Dina entende quanto ama ele. Aqui nós temos a transição definitiva entre a L, que aprendeu a tocar violão com Joel e a L, que se estabelecerá em uma relação homossexual com a Dina. É por causa dessa música que Dina aceita seus desejos bissexuais e se relaciona com ele.
Take on me em tradução livre é algo como me aceite ou venha comigo. A música diz coisas como estamos conversando, nem sei o que dizer. Vou dizer de qualquer forma.
Hoje é mais um dia para eu te encontrar se escondendo. Eu estarei chegando, amor. Em outro momento também diz tantas coisas a dizer.
Parece que de alguma forma eu vou tropeçar nas palavras, mas você aprende minha vida com tudo isso. Ficando para trás, eu terei de te lembrar. A música originalmente composta e cantada por Morten Har não tem cunho homossexual, mas é interpretada por como um desabafo, uma confissão pra Dina dos sentimentos que tem por ela.
É como se ela dissesse: "Tenho coisas difíceis para dizer que eu não sei como falar, mas me aceite, take on me, porque eu estarei indo em um dia ou dois. Podemos perder uma a outra logo no meio de toda essa destruição, violência e caos. Portanto, me aceite.
Aceite o amor que eu tenho dificuldades de expressar com palavras, porque eu não aprendi a fazer isso. Assim eu vou fazer com aquilo que eu aprendi com outra pessoa que eu amava, mas a quem eu também não tive a oportunidade de expressar o meu amor da forma completa. Essa escolha de música é muito profunda, porque fala de Joel indo embora, porque eu posso ir embora em um dia ou dois, diz a canção.
Joel realmente se foi. Mas como uma música dos anos 80 evoca a comunicação de Beery Frank com o Joel de que música dos anos 80 simbolizariam perigo. É logo depois disso que elas têm que enfrentar uma horda terrível que quase as mata e que avança a história para um caminho de revelação de alguns segredos.
A música é uma forma da L dizer: "Eu não consegui dizer pro Joel o quanto eu o amava. Não pude expressar isso bem. Então eu não quero perder a oportunidade de dizer isso para você".
É a transição do amor que ela tinha por Joel para o amor que ela viveria com Dina enquanto aquele mundo permitisse. Mas também é uma declaração clara de apostasia. Bella Ramsey, que interpreta também é alguém que aposta toda a fé.
Bela, como muitos artistas aprendeu a tocar na igreja. Ela até mesmo tinha vídeos em que tocava louvores. Hoje Bela é alguém que saiu da comunidade cristã pra comunidade LGBTQ a mais.
É um daqueles que saiu dos nossos para virar dos outros. Em uma postagem da sua conta deletada do Twitter, Abela Ramsey, em maio de 2018 comemora o seu batismo. Ela diz: "Estou animada para ser batizada hoje à noite", disse ela.
"Minha fé é uma parte tão importante da minha vida. Então agora eu estou pronta para ser imersa. Sim, é um batismo por imersão total e dizer publicamente que Jesus é o meu salvador.
Em 2023, no entanto, em uma entrevista pro The New York Times, ela diz que a sua relação com a fé tá muito mais quieta hoje. Hoje Bella Ramsa e CJs de gênero fluido, parte da comunidade LGBT. Assim, Bella e se tornam uma só através de Take on Me.
Atualmente, Bela apagou esses vídeos deles. Temos só notícias e alguns uploads de outros lugares, como uma tentativa de desvincular esse seu passado do seu presente. Bela vive atualmente em apostasia para uma vida de sexualidade que a Bíblia desaprova.
E é sobre isso que o episódio realmente nos fala, sobre a simbologia dos grupos, das piadas violentas que são feitas, do sectarismo, da violência perpetrada contra outros grupos que muitas vezes olham pra gente para dizer: "Take on me," sabe, me aceite, vem comigo. Bella Ramsey abandona a comunidade cristã para seguir um caminho de apostasia. Na série, o violão é uma conexão com Joel que foi perdida.
Na vida real, o violão foi uma conexão com Deus que se perdeu. A toca muito bem, o que significa que ela passou muito tempo com Joel, já que na primeira temporada ela não sabia tocar violão. E ele pergunta se ela gostaria de aprender e ela aceita.
Bella Ramsey aprendeu a tocar violão na igreja e certamente passou muito tempo com Deus para aprender a tocar aquele instrumento. Instrumento que hoje ela toca para validar um pecado. Por qu não sabemos bem?
Será que ela simplesmente não concorda com aquilo que a Bíblia expressa sobre homossexualidade? Será que ela esteve diante das piadas violentas de rejeição do sinta o amor, que na verdade é escrito com sangue daquele que é muitas vezes maltratado pela pelos impulsos que sente no coração? Se por um lado a Bíblia condena a prática da homossexualidade como um pecado, por outro a Bíblia também nos ensina a amar e tratá-las com respeito, garantir seus direitos civis, dá elas dignidade.
Nós condenamos como pecado comportamentos que também fazem parte da vida de muitos cristãos. Muitos, infelizmente, confundem o que é a condenação moral de um pecado com o que é o relacionamento com o ser humano. Muitos grupos cristãos podem acabar se comportando como serafitas, que são violentos contra homossexuais, que falam do amor de Deus, mas que ainda escrevem essas mensagens com o sangue daqueles que eles torturam.
Como cristão, eu acredito que o comportamento homossexual é um pecado. Como cristão, eu também acredito que homossexuais devem ser tratados com amor, com graça, com respeito. Como cristão, condeno aqueles que tratam a vida homossexual como se fosse uma vida justa diante de Deus.
Não é pecado de jeito nenhum. Eu também condeno aqueles que usam a sua postura de cristãos para tratar de forma violenta e grosseira aqueles que não compartilham dos elementos da nossa fé. Se por um lado, como cristãos, não podemos fechar os olhos para aquilo que Deus diz sobre o pecado, em nome de algum tipo de aceitação cultural, de tolerância, em nome do amor, por outro lado, nós não podemos nos tornar um grupo que rechaça e e que se reúne para rir daqueles que estão em um caminho diferente daquilo que acreditamos.
Se por um lado pregamos que nem todo desejo é lícito, por outro não podemos ser violentos contra os que têm esses desejos. Se por um lado pregamos que a ira de Deus está sobre aqueles que vivem em pecado, como Paulo escreve em Romanos capítulo 1, por outro pregamos que há justificação e perdão dos pecados, como Paulo fala em Romanos capítulo 3. A mensagem do evangelho pra comunidade LGBTQ e a mais é que eles estão se afastados de Deus, assim como heterossexuais que não tm Cristo estão afastados de Deus, assim como todo qualquer outro grupo de pecadores, mas em Cristo há perdão dos pecados.
A mensagem do evangelho para aqueles que acham que a bandeira do arco-íris é esperança, é que há desejos e práticas que não são listas, que a gente deve se abster delas. A nossa mensagem do evangelho não é só a mensagem do meceite, é mensagem do se arrependa. Mas a mensagem do evangelho também é uma mensagem de transformação da mentalidade dada por Deus.
A mensagem do evangelho é sobre o abandono de tudo aquilo que desagrada a Deus nas maiores complexidades da nossa natureza interior. A mensagem do evangelho é sobre uma graça que perdoa todo o pecado. Isso ofende.
Claro, quem gostaria de ouvir que os seus desejos não agradam a Deus? Ninguém. E é um cenário cultural que trata como malignos pessoas que não são ativamente pró LGBT.
Certamente muitos preferem abandonar essa visão tida como retrógrada sobre os movimentos LGBT para seguir uma visão culturalmente mais aceita. É melhor seguir o caminho de aceitação a Seattle do que o caminho de renúncia ao céu. É mais fácil deixar de tocar louvores para tocar a rá do seriado.
É mais difícil largar o pecado para cantar a Deus. Sem isso, confronta. Mas esse é o caminho da redenção, um caminho que não pode ser pavimentado com ódio.
A fala que condena o pecado deve sair de uma boca que recebe, ama e acolhe o pecador. Os casos de pessoas da comunidade LGBTQ a mais que apostatam da fé ou que não querem nem saber do cristianismo por causa de cristãos que são violentos, não não são poucos casos, tá? No período em que eu ensinei no seminário, eu organizava muitas atividades evangelísticas.
Numa delas, a tarefa era evangelizar prostitutas na beiram aqui em Fortaleza. Numa das conversas, um dos meus alunos me contou que batendo papo com travesti, o travesti disse que veio de outro estado para morar aqui em Fortaleza porque a sua família não aceitava. Família essa que era violenta com ele, uma família onde o pai era pastor e os irmãos eram da igreja.
Ele falou que sua família o rejeitou quando ele começou a expressar sua homossexualidade e teve que lidar com muita violência em casa. Por isso, embora não saibamos todos os detalhes de como se dá as rejeições, pessoas muitas vezes sofrem violência diante de quem deveria pregar o amor confrontador do evangelho. É possível que mesmo apresentando o evangelho do amor, nossa postura seja uma postura também de violência.
Mas é claro, a gente não pode ser bobo, assim como aqueles do começo do episódio que tiveram a cabeça esmagada contra a parede porque foram confundidos com grupos políticos, sendo só grupos de pregadores religiosos. Ainda que a gente pregue um evangelho de amor, um evangelho que aceita e recebe a nossa simples mensagem sobre o pecado, vai ser chamado de discurso de ódio por muitas pessoas. Mesmo o evangelho amoroso simplesmente por ser confrontador pode causar raiva e repulsa, principalmente porque o coração do ser humano está em rebeldia contra Deus.
Isso pode acontecer, mas essa rejeição não pode ser por causa da má postura dos cristãos em relação à aqueles que são pecadores. A apostasia de Bella Ramsey e a de tantas outras, se de fato aconteceu por causa da violência dos que deveriam ser sal e luz, é algo que deporia contra nós cristãos. Nós não podemos esquecer que também fomos resgatados à desgraça dos nossos pecados e que o nosso próximo não é mais feador do que nós porque faz parte de uma comunidade transossexual.
Nós não podemos agir como o sacerdote e o levita da parábola do bom samaritano, que passam de largo diante do inimigo. Nosso papel como cristãos é falar do evangelho e deixar que a palavra de Deus confronte os pecados e não sermos nós os que esmagam as cabeças contra os muros, chamando isso de disseminar a palavra, achando que isso vai fazer com que eles sintam o amor. Ora, se o mundo nos perseguirá nos acusando de discurso de ódio, mesmo quando ódio nenhum há em nós, o que podemos fazer?
Poxa, Hollywood inteira é pro LGBT. O que sobra pra gente? O que é que sobra quando nós somos mais fracos?
Quando nós não temos como vencer a guerra. Talvez só sobre entregar a mão para ser queimada. Talvez só sobre dar outra face.
Porque não dá para torturar quem se doa a sua fé. Isaac mata aquele serafita porque aquele serafita não vai se entregar. Não queremos ser como os sarafitas, revolucionários, violentos, mas temos que ter a fé dos mártires que vieram antes de nós, que estavam dispostos a enfrentar a ética do mundo, mas que faziam isso ainda com coração de amor, como se todos nós fôssemos algum tipo de São Sebastião.
Quando ela e Dina entram naquela torre de TV e encontram um membro dos lobos morto por serfitas com flechas na barriga, me lembrou muito a imagem famosa de São Sebastião, o soldado romano que foi martirizado. queriam que ele abandonasse a fé e ele se recusou. Se encontramos a verdadeira fé, não importa as pressões culturais à nossa volta, continuaremos amando e continuaremos entregando a outra face, firmes naquilo que acreditamos.
Esse é um episódio de L of que pretende trazer uma mensagem de aceitação da apostasia. Ele pinta o quadro de e Dina como uma paisagem de paz, uma música suave, ajuda mútua, sacrifício, confissão, entrega. Tudo isso é projetado para trazer uma imagem de aceitação de uma realidade que tá à nossa volta.
Se assistimos o seriado e se gostamos de sua mensagem, devemos identificar a sua mensagem para saber o que rejeitar dessa mensagem. Como cristãos não validamos que pessoas escolham viver na prática da homossexualidade, mas como cristãos também não aceitamos que pessoas sejam violentas contra quem vive na homosexualidade. Não aceitamos a postura dos serafitas.
A guerra constante entre lobos e serafitas ou israelenses e palestinos, entre cristãos e homossexuais. A matança dos opositores em nome das ideias da profetiza não pode ser aquilo que caracteriza uma verdadeira comunidade cristã aqui fora. A mensagem do evangelho é uma mensagem de aceitação, não do pecado, mas do indivíduo que tá disposto a lidar com seu pecado em uma vida de graça diante da bondade e de um amor genuíno que provém de Deus.
Se você quiser saber mais sobre o que a Bíblia fala sobre homossexualidade, se gays vão pro céu, como é que o cristianismo deveria lidar com isso, temos um vídeo inteiro aqui no canal que avalia teologicamente e praticamente no sentido eclesiástico aquilo que nós deveríamos pensar a respeito disso. Eu sei que muita gente aí da comunidade lerdola não é, odeia algumas coisas de The Less of Us. E eu e eu recebi mensagens de gente muito odiosa, com muita raiva.
Virei o pastor a crola porque não fico simplesmente xingando The Last of Us pela quantidade de conteúdo LGBT que aparece ali. Mas veja, não é porque a gente precisa ir além dessa bobagem de ficar só dizendo ou que wou que ou apontando para tudo isso que é wou que como se a gente fosse o bando de José Irion da política encontrando mensagens liminar em tudo. A gente também tem que ser inteligente para interpretar as mensagens que são transmitidas por trás de tudo aquilo que a gente assiste.
De longe, esse é o episódio, em termos cristãos, mais perigoso de The Last of Us. Bom, à medida do que um seriado pode ser perigoso, não é? É uma mensagem publicamente estabelecida, sozinho não destrói a vida de ninguém, mas como arte e formador de imaginário, ajuda a tratar como uma coisa bela, aquilo que nós como cristãos, interpretamos como uma corrupção daquilo que Deus nos construiu para ser.
Esse talvez seja um dos roteiros mais complicados, mais difíceis que a gente gravou aqui sobre The Last of Us. O que é que você acha disso? Você que tem acompanhado aqui, a galera de direita geralmente tem brigado mais comigo por causa dessas desses vídeos, porque The Less of Us 2, principalmente, virou aí um símbolo da comunidade LGBT, sei lá.
Eles acham que é uma um pastor ficar comentando essa série. Deveria ser boicotado ou o que quer que seja. Bom, pelo contrário, eu quero pegar todos os ouros do Egito.
Assim como o povo de Israel saiu do Egito com tesouros egípcios, eu quero poder encontrar tudo de bom que há nos tesouros que o mundo oferece. Enquanto eles tentam construir uma mensagem que nos excluiria de alguma forma, eu quero poder ver como encontrar aquilo que pode nos enriquecer nisso tudo. Alguém comentou no vídeo passado: "O que é que essa série tem a ver com a Bíblia?
" E minha resposta foi, da do meu ponto de vista, tudo tem a ver com a Bíblia. Eu acho que essa é uma forma de até nos educar a analisar a cultura de forma mais inteligente. Que que você acha disso tudo?
Deixa de comentar aqui embaixo, deixar a sua contribuição para esses mundo cópia de Theess of Fuz, onde toda terça-feira, 10 horas da manhã, a gente tá aqui discutindo a teologia de Joel, Dina e tudo mais que tá ali. Não deixa de se inscrever no canal e assinar as notificações para ficar sabendo sempre que houver vídeo novo. Um cheiro no seu cangote e até a próxima.