E aí [Música] [Música] Oi bom dia e obrigado pela presença e como podem constatar ganhei uma mesinha e as varizes agradecem e o tema aqui nos cabe analisar hoje a beleza EA arte é tema solutamente central E no pensamento da filosofia e naturalmente como sempre acontece poderíamos desenvolver o tema de forma infinitamente diferente do que faremos como também poderíamos prosseguir com a reflexão eternamente portanto que vão ouvia o resultado de um recorte recorte é que como que como todo o processo seletivo é resulta da aplicação de critérios que são meus que poderiam ser outros assumo
inteira responsabilidade é claro que a grosso modo qualquer um que Viesse aqui com essa mesma tarefa escolheria pelo menos oitenta por cento dos mesmos nomes que eu escolhi para apresentar para comentar a EPTC digamos a a Trama dessa narrativo é bem Eu como sempre acontece vou começar de antigamente e com uma convicção com a convicção de que a partir de um determinado momento da História do Pensamento do homem o homem concluiu que a beleza toda e qualquer beleza É só é encontrável na natureza e o e portanto é se é assim em Toda obra de
arte a espécie de resultado da intervenção humana sobre o material sensível com vistas a um tipo de manifestação particular Toda obra de arte para ser bela não pode ir além de uma imitação da natureza Olha que espetáculo de começo de reflexão e a beleza está na natureza EA obra de arte para ser bela só pode imitá-la hora E essa história da Beleza estar na natureza é anterior ao próprio pensamento filosófico e nós podemos encontrar suas raízes no pensamento mitológico eu destaco dois momentos e poderia destacar muitos outros na teogonia de hesíodo e a um momento
em que Zeus depois de uma guerra o espetacular com a primeira geração dos Deuses e depois de enfrentar os titãs Zeus Vence a bom e se Zeus venceu venceu porque foi auxiliado por gente competente bom então Zeus resolveu remunerar os fiéis o e dividiu o seu secretariado me entregou um pedaço do mundo para cada um dos seus correligionários e entende-se portanto que é a partir daí o que o mundo abandonou o caos e entrou em Cosmos em ordem a Zeus pois ordem do mundo graças a Deus E o mundo que era caótico ganhou ordem e
esta ordem resultou de uma distribuição de territórios aos seus correligionários e olha é o que tem isso a ver com a beleza e é que a mais firme convicção dos antigos como é que se a natureza é bela é bela justamente por conta de um de uma índole ordenada e cósmica que a caracteriza é o atributo cósmico é o atributo harmônico é o atributo de simetria é o atributo Quase que matematizavel eu que dará a natureza a sua beleza portanto graças a Deus a beleza surge com a ordem Universal a primeira perspectiva a segunda perspectiva
a segunda perspectiva segundo momento está na Odisseia de Homero e como sabem os mais fiéis já me ouviram falar disso os recém-chegados uma palavrinha rápida e não Odisséia Homero conta o regresso De Ulisses para casa a polícia tinha saído de casa à ilha de itaca onde abandonou Penélope sua esposa te lembra que o seu filho recém-nascido para ir guerrear e graças a uma astúcia deles e os gregos ganham uma batalha perdida e às vezes acontece isso e às vezes vitórias cantadas por antecipação não se materializam e às vezes algum milagre acontece o que faz com
que O times equipes e países derrotados por antecipação por alguma razão estranha conseguem uma duas três vitórias e acabam e surpreendentemente vem sendo é a história de Ulisses e o Cavalo de Troia permitiu que o lixo e colocasse ali Valentes guerreiros um deles se destaca um tal de Fernandão que entrou e conseguiu eu me vão me permitir porque eu a 15 dias fui chacoteado agressivamente nesse espaço me disseram Que era um trampolim mas perto de transmitir né para chegar na semifinal que era uma bobagem devia nem vim que não seja tão porque eu não quero
gracejo muito permitiram com muita elegância Oi e o fato é que o li x vence E aí Claro ele se torna um herói O que é um herói um herói é um é um fulano que fica numa posição intermediária entre o humano eo Divino o herói portanto é um fulano que tem uma performance Sobrenatural portanto está além do Humano mas é tem a mortalidade como atributo portanto não é Deus é um uma ele tem um perna a humanidade e um pé na divindade um herói urso ou volta para casa cheio de marra mas na na
guerra eles indisposto com Poseidon e Poseidon resolveu o azul Klein na sua vida e Ulisses levou 10 anos para voltar para casa e imagine o senhores os senhores que por alguma razão para trabalhar já tiveram que viajar e os senhores tem problema no Aeroporto e às vezes levam duas três horas a mais para voltar para casa e isso já é profundamente aborrecedor imagine dez anos Claro aí não é um problema de aeroporto é um problema de Poseidon Poseidon era Deus e quando um Deus que é aborrecer não tem quem segure dessa agora esse aborrecimento é
um aborrecimento todo ele muito particular todo ele muito alegorio Ulisses acaba parando na ilha de Calypso Calypso uma deusa maravilhosa uma Deus em suma um Negócio Espetacular portanto superior superior a Ulisses uma deusa secundária uma ninfa negócio do outro mundo cada um Imagine como quiser mas é Esse é um negócio que impressionante assim Homero deixar você à vontade para para imaginar Calypso como quiser eu tenho lá a minha a minha imaginação de Calipso mas Ulisses me conta que é um espetáculo inclusive ele chega a dizer a calypso Você é uma mulher tal que a atração
por você inevitável e papai pa Só que o lixo isso é Prisioneiro ali ele é solicitado para serviços físicos de manhã de tarde de noite e nesse meio tempo ele vai para praia chorar porque ele quer voltar para ythaca lugar onde está a Penélope e e a sua família e os seus etc olha qual é a moral da história Itacaré o lugar natural de Ulisses E aí o que Odisseia nos ensina Isso é que é uma coisa é o que Calipso desperta em Ulisses é muito embora o li se sinta atraído por Calypso porque Calypso
tem uma topografia Irresistível esse atrás é a digamos o lugar natural de Ulisses no universo o lugar aonde ele compõe bem o todo o lugar aonde ele se sente bem é com Penélope Portanto o que o Mero Deixa claro nessa primeira intervenção maravilhosa nessa história Divina é que uma coisa é Calypso A Outra coisa é a beleza do lugar natural do lugar certo e por mais que Penélope não fosse deusa né Por mais que Penélope não tivesse os atributos de Calypso por mais Se não tivesse a exuberância de Calipso a beleza estava no encontro entre
Ulisses e Penélope porque de certa maneira é o que está se propondo é que o belo é uma Harmonia cósmica o belo é uma Harmonia Universal e portanto a presença de Ulisses com Calypso é uma presença anormal esdrúxula transgressora da ordem cósmica E isso não pode ser belo então a uma fronteira e entre uma atração circunstância EA beleza cósmica que é Ulisses Do lado de panela eu acho que Você sabe do que o Mero está falando bom e se você não souber eu sei É eu sei porque eu não sou ulices nunca Venci guerra nenhuma
não sou herói de nada mas sou professor hoje faz 25 anos que os meus alunos têm 18 Oi e essa renovação é dramática e pelos alunos nem tanto eu ainda tenho minhas preferências as alunas continuam sendo um dramático o problema e é claro que as atrações de circunstância existem E quando eu digo anotações Vamos estudar pessoal que é extremamente raro anotações circunstância existem todo dia na universidade Que fique claro todo dia a uma topografia exuberante Renovada uma caloura né lá na universidade eles fazem um evento que eles dão 9 de Miss bixete Nossa eles põem
as calorias para disputar brigas na lama né no Gel e Fedra eu já não Antigamente eu era jurado não vou mais porque o sofrimento é muito grande depois eu não tenho Critérios adequados e nada eu pedir demissão da minha função de jurado da Miss bixete O que foi muito lamentado por todos por quê Porque a beleza está em casa na ordem Universal o meu lugar natural Eu não trocaria de jeito nenhum mas que as atrações de circunstância existem Nossa elas existem para todo canto mitologia grega acho que ficou Claro Espero que tenha entendido não existe
beleza na normalidade imagina para deixar isso mais claro é preciso Lembrar que Calipso propôs ao lixos a imortalidade EA Juventude para ele ficar lá e é claro que essa ideia é é uma é uma é uma proposta mitológica perfeita para nós entendermos que quando refletimos sobre a vida boa a Vida boa nossa é a de mortal portanto refletir sobre uma vida de eternidade e de mortalidade é refletir sobre o nada é perder tempo e portanto a reflexão deve ser sobre uma e na finitude e essa é com Calypso Pergunta é Mello Dr Freud a e
Eu exijo que seja editado Esse ato falho e é com panela o primo nada com uma coca-cola para nos colocar no bom caminho é com Penélope e portanto de certa forma Calypso representa uma transgressão ao Cosmos porque o que o Cosmos espera de nós é a finitude é a vida bem vivida no trânsito na finitude na temporalidade porque não Somos Deuses tudo bem essas duas histórias já nos Permitem chegar no pensamento de Platão que é evidentemente é um pensamento que sempre inaugura a nossa reflexão G1 em Platão um fala sobre beleza e arte em vários
momentos Tem um diálogo intitulado hipias maior que é sobre o Belo e tem um diálogo intitulado ion que também é sobre a questão da beleza e da arte mas o texto de Platão mais conhecido sobre esse assunto é o livro 10 da República então eu espero que isso vocês possam repente porque é é uma espécie de arroz com feijão do pensamento né é reflexão sobre beleza em Platão livro 10 da República vocês podem até usar isso porque impressiona um bar eu tava lendo o livro deve sair por outro lado sobre a beleza e né não
está no livro 10 é é não sabe nem dizer que é da República que é para demonstrar ainda mais suave a dica você pega o livro 10 pode abrir lá no comecinho tá lá ele já Né o livro 10 da República sobre a beleza para aqueles que gostam de ler que me cobram bibliografia Esse é o primeiro texto a ler Qual é a perspectiva platônica por Excelência a e a beleza é de certa forma é continuamos é com a ideia de que a beleza é é a natureza e que de certa forma a obra de
arte é a imitação dessa Natureza O problema é que Platão e quando ele diz que a beleza está na natureza E ele disse isso ao seu modo bom e quando ele diz que a obra de arte é a imitação da natureza ele também coloca aí um sentido todo Platônico que agora passamos a examinar e o que é um belo para Platão e se vocês se lembrarem da alegoria da caverna essa que está no livro 7 vocês se lembraram que para Platão é o que nós vemos e o que nós flagramos com os sentidos do corpo
Platão com para a sombras na Parede no fundo da café é claro que a beleza não pode estar aí ninguém usaria sombra como alegoria de beleza e portanto a beleza de que estamos falando não é essa que você contempla com os olhos estou aí é monstruosidade isto é aberração portanto Professor a beleza está aonde a beleza está obviamente fora da caverna a beleza está naquilo que é projetado para dentro da caverna a beleza está nas ideias perfeitas a beleza está portanto nas Ideias em idos né das ideias que são projetadas e que de certa forma
nos proporcionam a particularidade das experiências sensoriais assim existir uma árvore que você vê outra árvore que você vê outra árvore que você vê mas o belo é a ideia de árvore que projeta todas as árvores particulares que você encontra é da mesma maneira uma vaca Você tem uma vaca a vaca B vacas e mas tem a ideia de vaca a ideia de vaca é o belo que Projeta as vacas monstruosas que você flagra pelos Sentidos o mesmo vale para coisas um pouco mais abstratas você tem como amigos Pedro Joaquim e Manuel essas amizades são amizades
do mundo da vida elas são tortas elas são cheias de imperfeições elas são esquisitas mais existe uma ideia de amizade que contamina todas as amizades particulares e por isso a ideia de amizade é bela as amizades particulares São tortas são imperfeitas eu diria são pelo menos Menos belas razão pela qual percebam senhores A beleza não as não a encontramos nunca pelos sentidos Mas pelo uso da razão pela atividade da parte superior da Alma pela investigação filosófica esta assim nos faz e o belo que não é uma constatação empírica a e o que que Platão tinha
na cabeça e o que Platão tinha na cabeça é a geometria i e para Platão E a beleza está e na geometria aqui não entra quem não sabe geometria estava inscrito ainda está na porta da academia aqui não entra quem não sabe em geometria porque quem não sabe o geometria não tem condições de acesso ao Belo nem ao verdadeiro nem ao justo que são o tripé do mundo das ideias portanto é as obter o que é belo é um triângulo equilátero O que é belo é um círculo né e portanto como não há triângulos equiláteros
no mundo sensível Como não a círculos no mundo sensível só arremedos só só aproximações o belo está nas formas matemáticas acessíveis só pela razão a harmonia geométrica sinônimo de beleza o rio artística i e hoje em dia é muito comum falar bem de artista pega bem eu gosto muito de arte a nossa muito legal nossa um espetar é não recebe a benção da filosofia platônica e para Platão o artista é É uma mazela na humanidade Ah e por quê é porque o artista diante do mundo sensível faz rigorosamente o caminho contrário ao que deveria fazer
não existe na arte um duplo grau de deformação é a primeira deformação é a distância entre a ideia EA percepção do artista das coisas do mundo a distância entre o que está fora da caverna EA sombra Projetada dentro da caverna esta é esse É o primeiro nível de deformação produzido pelo artista quer ser do qual o artista digamos é vítima mas o artista reforça essa deformação com uma segunda que é fazer daquilo que vê uma imitação E aí então e a arte afasta ainda mais a nós da ideia perfeita ou seja entre ver o mundo
e ver o que o artista fez do mundo o que vemos que o artista fez é ainda mais distante da ideia do que o mundo por si só que o mundo já é ruim se a sensação Já é imperfeita se os sentidos já nos condenam a monstruosidades o artista reforça ainda mais esse distanciamento das ideias privilegiando o sensível reforçando sensível rádio tando em monstruosidade condenando-os ainda mais a ignorância e ao distanciamento da Verdade e portanto poderíamos pensar que filósofos e artistas partem do mesmo. O mundo que percebem só que o filósofo parte do mundo que
percebe Em Busca das Verdades matemáticas que estão por trás dele o artista parte do mundo que percebe em busca de uma imitação que nos distancia ainda mais dessas verdades matemáticas o artista é um mau a arte uma desgraça e estamos à mercê dela porque porque de certa forma os artistas estão presentes por toda a parte e essa é a primeira perspectiva e o artista nos afasta da Verdade a segunda perspectiva o artista nos afasta da Justiça Quem é Sócrates conversando com cálicles cálicles é tão importante que mereceu um diálogo só para ele e nesse dia
nesse debate entre Sócrates e cálicles Sócrates pergunta cálicles é o que que você faz da vida e ele diz é sou o professor de retórica mas o que quer dizer isso exatamente o que que você faz concretamente o e cálicles explica uma das coisas que eu faço é defender teses na Ágora é e Sócrates perguntar tá aqui que você Defende teses na agora olha para que essas teses se convertam em lei e façam parte das diretrizes da cidade e a ótimo é e De onde vêm essas teses ou é de pessoas que me contratam para
defender as na água a Então são os interesses particulares dessas pessoas que você defende com vistas a conversão disso em lei no popular lobista né então é exatamente isso e E qual é o meio que você usa para converter interesses particulares em lei olha E é eu preciso do apoio do aplauso do maior número E para isso eu preciso seduzir luz portanto irei aquilo que for necessário para seduzir luz com isso obter o seu aplauso com isso obter o seu apoio com isso transformar aquele interesse particular em lei E aí só grátis disso Obrigado parabéns
viu o problema todo e é que em momento algum no seu trabalho você discute a pertinência dessas teses E em relação ao que nós poderíamos entender como o ideal de Justiça já falei com ela já tranquilo não de fato não é eu posso defender hoje a tese a e amanhã a tese contrária já se assim for da do interesse daqueles que me patrocinam E aí ah eu imagino que você esteja super angustiado e se não tivesse deveria estar e por conta da atualidade dessa reflexão E afinal de contas essa reflexão é fabulosa para você discutir
criticamente a programação televisiva de domingo à tarde e os programas de auditório e vira e mexe vêm carregados de teses éticas aonde você aplaude certo comportamento vai acerta o comportamento me refiro por exemplo a Faustão falando bem da trajetória de uma atriz da Globo EA Datena condenando alguns secretário municipal em São Paulo e aí falam se Barbaridades com vistas nos dois casos ao apoio do maior número que no caso do programa de auditório tem numa primeira instância o aplauso de todo mundo isso é fácil são pagos para isso e vão aplaudir de qualquer jeito mas
a audiência é a fórmula contemporânea de conversão de um interesse particular na vontade geral na vontade do maior número buscamos o apoio do maior número do mesmo jeito e portanto existe uma atualidade radical nessa reflexão socrática mas tanto em Cálicles como em Faustão ao Datena não há nunca um exame a respeito do verdadeiro do justo e do Belo de tal maneira que cálicles é apresentado como um artista aquele que faz despertar Sensações e graças a essas sensações despertar um consenso Faz Chorar faz rir e com isso nos distancia em nome de interesses particulares e graças
a comoção e aos afetos graças a arte do seu ofício dos distancia da Verdade nos afasta da Verdade nos afasta da justiça E aquele interesse particular vira mesmo bem graças ao apoio de circunstância do maior número que se deve e vivamente a uma construção emocional e circunstância mas como os afetos saem na urina como os afetos são transitórios como os afetos não tem Âncora como os afetos são fluxo a pertinência daquela lei desaparece junto com ator alegria EA tristeza que a legitimam a e o artista nos distancia da Verdade o artista nos distancia da Justiça
Perspectiva de Platão perspectiva de que a beleza está acessível a razão no mundo das ideias coisa para poucos o botão Teve um aluno Oi e você que já me acompanha você já sabe que eu vou falar de Aristóteles eu não sei se você se lembra mas quando nós falamos de amor em Platão e Amor em Aristóteles nós de certa forma pudermos explicar que os dois têm em relação ao amor concepções praticamente Opostas o amor de Platão é erótico Desejante e na falta o amor de Aristóteles é se Lia é na alegria é na presença pois
sim em relação ao o amor existe praticamente antagonismo e oposição em relação ao tema de hoje também e também E por que que eu insisto porque a inexplicável mente quando você pega um outro manual de filosofia que claro eu entendo reduz a complexidade dos Pensamentos Costuma se apresentar Aristóteles como discípulo de Platão eu entendo que a palavra discípulo é indevida ele terá sido o aluno institucionalmente de Platão mas discípulo eu não queria discípulos assim eu gostaria que concordar sem mais comigo os meus discípulos porque porque já basta as dificuldades do mundo nada pior do que
dentro de casa até alguém que não concorda com você sistematicamente era o caso de Aristóteles a professor o senhor não Gosta da busca da verdade da dialética do contraditório detesto eu gosto de falar e ser aplaudido e o Mas então o senhor não luta pela verdade tá luto pela minha alegria Esse é o senhor me decepciona é é só o começo e Aristóteles parte do mesmo. e a beleza está mesmo na natureza e a obra de arte é portanto a imitação da natureza e o problema é que agora Aristóteles vai Dar a estas afirmações um
sentido que ele é todo próprio e particular Oi e para que você entenda da mesma maneira aqui para Platão e as considerações dele sobre a arte sobre o artista são coerentes com a sua teoria das ideias para Aristóteles a mesma coerência É impecável se você se lembrará do conceito de eudaimonia a e claro Professor como eu poderia esquecer Se você parte disso como eu poderia esquecer eu não sei como mas esqueci então eu relembro E quando é que a vida é boa para Aristóteles quando ela é ajustada ao todo da televisão quando encontramos o nosso
lugar a nossa atividade desempenhamos a nossa finalidade com excelência encontramos o nosso espaço hora nesse momento em que a o ajuste a vida lembra-se Soberana vale por ela Mesma e quando a vida vale por ela mesma ela é eu daí Mônica Isto é vida que esgota nela mesma a sua razão de ser eu dei um exemplo em tempos idos e um menino que estudava matemática ele podia estudar matemática desfrutando daquilo ali a vida a valer ia por ela mesma mas ele poderia estudar matemática com vistas a prova do dia seguinte sofrendo para fazer aquela lista
de equações E aí a vida não seria o dai Mônica aí a vida seria útil ou instrumental é poderíamos Dar um segundo exemplo hoje é sábado é de se faz sol nós temos esse anfiteatro cheio não existe aqui certificado não existe aqui lista de presença não existe aqui prova cobrança promessas futuras nada disso eu só posso supor que se você está aí é por causa da aula é pelo prazer da aula é pela por aquilo que experiência na aula aula que vale pela aula aula que vale pela aula é uma aula eu daí Mônica professor
já lembrei o que Isso tem a ver com a beleza e o mundo é belo e quando nosso permite e na sua mera contemplação em um instante eudaimonico de existência a e eu vou repetir é porque eu não sei se você tá vendo eu não estou lendo e às vezes as definições saem espetaculares aristoteliza na loteria para fazer uma segunda edição do ética a nicômaco a E o mundo é Belo quando na sua simples contemplação em seja a quem o contempla um instante de vida que vale por ele mesmo e percebeu a beleza é a
tradução plástica da eudaimonia enquanto o regra moral devida a beleza é o mundo quando faculta uma vida boa a beleza é o mundo quando diante dele basta contemplá-lo para que a contemplação islote nela mesmo a sua razão de ser eu contemplo por contemplar eu contemplo porque me Faz bem eu contemplo porque a contemplação basta é a finalidade portanto da beleza está na fruição eu dai Mônica e a obra de ar e a obra de arte é bela a obra de arte cumprir a sua finalidade quando permite tanto quanto a natureza Bela um instante de contemplação
eu da e Mônica e qual é a primeira constatação e a arte se define negativamente é bem como a beleza e como sendo o contrário da utilidade É porque o que quer dizer útil é útil a toda conduta toda ação Toda obra com vistas a um outro bem que não ela mesma e o colírio é útil é porque limpa os olhos Oi e a utilidade do colírio está fora dos olhos é a utilidade da aula está fora da aula no mercado de trabalho a utilidade da aula estará no xaveco de bar a utilidade da aula
estará no uso posterior que você Fará dos discursos apreendidos a utilidade da aula Sei lá onde ela está Aliás nem tenho muita utilidade para dar as minhas aulas mesmo a utilidade da aula está fora dela Ora se a aula é bela tinha aula é obra de arte é porque é eu dai Mônica e não útil vale por ela mesma e não por outra coisa por isso minha aula se pretende ser dela e artística deve ser eudaimonica e portanto inútil e recentemente uma jovem se aproximou eu decidi fazer um galanteio É quase paterno eu e ela
me disse o professor aqui do senhor tá olhando desse jeito e eu disse esse instante me permite entender melhor o conceito de beleza e arte em Aristóteles é uma contemplação que vale por si mesma em um instante eudaimonico na mera contemplação do Belo eu acho que fiz mal Só disse aquilo para que ela entendesse Aristóteles é mas aquele que vai para o bar O que diz a mesma coisa para pessoa na frente a nossa E como você é linda É mas esse não esgota na mera contemplação esse quero a cópula a contemplação em instrumental é
meio não ali beleza nenhuma segurada porque a beleza esgota na simples contemplação toda a sua finalidade ali não o que você quer a cópula a contemplação em instrumento e portanto a contemplação Instrumental ou útil não garante obra de arte nem mesmo o beleza e dentro dessa perspectiva e para Aristóteles a e o Poeta o artista é fundamental na Polis II Ah e por quê e diz Aristóteles o artista supera o historiador é porque o historiador elenca e enumera ocorrências bom graças ao artista saímos do Particular e entendemos a ordem cósmica e e entenda uma árvore
é uma árvore enquanto árvore é um particular sem sentido uma árvore enquanto árvore só é não tem significado e o artista portanto e ao converter uma árvore em obra de arte permite que possamos atribuir aquela árvore algum sentido EA árvore que dela mesma não tem sentido algum convertida em obra de arte pode Significar solidão pode significar tranquilidade pode significar paz pode significar melancolia pode significar bucolismo pode significar infinitas coisas que enquanto a árvore nada significava e é Portanto o artista que permitirá que o mundo tenha sentido para nós é graças ao artista que buscaremos dar
sentido ou particular com vistas a sua inserção na universalidade cósmica o artista portanto é um de data o artista portanto É um magnífico Professor o artista portanto é aquele que permite dar sentido ao mundo que nele mesmo não tem sentido nenhum a hora e descordando explicitamente de Platão e Aristóteles considera o trabalho de imitação da natureza um trabalho valioso e porquê é porque a obra de arte permite registrar a natureza como ela já foi dando condição de acesso a mundos que Flagrados diretamente não existem mais e a obra de arte Portanto tem uma função de
arquivo de registro e permite graças à sua beleza que aprendemos sobre o mundo com prazer e portanto não há didatismo mas profissimo do que o da arte que nos conta as coisas sobre o mundo e ainda por tabela nos alegra e perceba senhores A reflexão aristotélica sobre a arte que você encontra mui especificamente numa obra Intitulado A poética é uma reflexão bastante distante da reflexão platônica sobre o mesmo tempo e Este foi o nosso segundo degrau o nosso terceiro integral já nos obriga a dar conta do pensamento cristão o e naturalmente Agostinho aqui é a
nossa maior referência e não só por conta da sua obra diálogo sobre a beleza não só pelas reflexões que sobre a beleza teste nas confissões mas toda obra de Agostinho trata da Temática de forma mais ou menos direta para entendermos o que pensa Agostinho da beleza e da arte é preciso que retomemos a ruptura do pensamento Cristão em relação ao pensamento hegemônico grego da época de Cristo é o primeiro entendimento imprescindível tem a ver com a própria concepção do divino e para os históricos hegemônicos em época de aparecimento do cristianismo Deus era uma estrutura abstrata
uma Espécie de inteligência estrutural que conferia ordem ao mundo e portanto Deus se manifestava né o divino se manifestava na adequação entre as coisas suas atividades e suas finalidades o intestino é Divino porque não poderia ser mais adequado para peristaltar o coração é Divino pela mesma razão o vento é Divino pela mesma razão etc Portanto o Divino é o mundo na medida que é maravilhoso o segundo. O conhecimento E até a filosofia do conhecimento histórica era centrada na ideia de teoria e teoria em grego Taylon oral quer dizer contemplar o Divino em outras palavras o
universo é tão divinamente organizado que basta olhar para ele para entendê-lo perfeitamente a ordem cósmica faz do universo absoluta e rigorosamente compreensível e evidentemente Essa compreensibilidade é a própria teoria contemplação do divino contemplação do logos Divino contemplação das adequações Entre as partes do universo na composição do todo e dentro dessa perspectiva o terceiro degrau a obra de arte será tanto mais a adequada é tanto mais bela quanto mais rigorosamente imitar e a ordem Universal e nesse sentido e é que nós chamaremos Toda obra de arte um microcosmo E isto é um universo em miniatura cabe
a hora a obra de arte dar conta de uma ordem Universal em proporções pequenas em proporções tangíveis em proporções é digamos executáveis pelo próprio homem perceba então que existe na obra de arte a ideia de uma ação humana que imita o Divino da natureza e três degraus do pensamento histórico três degraus que permitem entender uma certa concepção de Deus de conhecimento e de beleza até então E surge o pensamento cristão é o Deus e ganha em pessoalidade e surge como uma Instância a transcendente que pensa e que cria o universo do nada o Deus deixa
de ser imanente à universo e passa a ser lê transcendente o Deus não é o intestino Mas quem inventou o intestino existe portanto uma ruptura óbvia na própria concepção do Divino segundo aspecto a questão do conhecimento passa por uma Nova perspectiva e uma nova condição eu não preciso tanto entender o mundo eu preciso confiar na sua génese eu preciso ter fé na forma como ele foi propriamente proposto criado e apresentado razão pela qual há um deslocamento da teoria mera contemplação do Divino do mundo para a fé confiança no Divino que não se vê e não
Divino que não se encontra o e naturalmente essas duas premissas anteriores nos permitem entender o Posicionamento de Agostinho sobre beleza e arte de tal maneira que é um pouco antecipável a arte para Agostinho o artista para Agostinho não é um limitador da natureza abandonamos aquela primeira Concepção e a natureza não precisa de ninguém para imitá-la a imitar a natureza sob pretexto de estar imitando Deus é uma bobagem porque de certa forma Deus não é a natureza Deus é o criador de tudo razão pela qual É dar tanta importância a imitação do mundo é de certa
forma gastar vela com mau defunto a arte para Agostinho perceba que esse momento é um momento maiúsculo na estética da história da do conceito de beleza a arte Deixa de ser um problema do objeto representado e passa a ser um problema de quem representa do artista razão pela qual Agostinho desloca o eixo de preocupação do objeto da imitação para quem propriamente se manifesta Através da arte a arte é definida pelo artista não pelo mundo e é por isso que a arte tem que dar conta das idiossincrasias do artista das inclinações do artista das pulsões do
artista das convicções do artista do repertório do artista então a digamos a investigação sobre a arte é uma investigação que em Agostinho ganha tintas que nós poderíamos chamar hoje de subjetivas O que importa agora é a é de quem ali se manifesta e não há Objetividade da imitação do Belo da natureza e do mundo meus amigos e de certa maneira Agostinho é um precursor da ideia do gênio que vai aparecer Como tá o só no século 18 mas é a ideia do artista como uma figura especial e é uma figura especial não pela sua habilidade
técnica de imitar Seja lá o que for mas pela sua capacidade muito própria de manifestar-se em revelar-se a si mesmo eu espero que tenha me entendido é Magnífica reflexão agostiniana e eu gostaria de trazer aqui pelo menos é um par de considerações que me parecem fundamentais né Se você pegar os pensadores pós-modernos muitos deles vivos alguns eu tive o prazer de trazer para o Brasil comum comum maffezzolli lipovetsky Gianni vattimo É impressionante como todos os pós-modernos de plantão e invariavelmente passam por reflexões a respeito de Agostinho hora o que Caracteriza o pensamento pós-moderno Justamente a
perspectiva de que toda manifestação humana é né na esteira do pensamento de Elite da conta apenas das próprias pulsões das próprias idiossincrasias e portanto de certa forma se formos encontrar um antecessor dessa reflexão na obviamente encontraremos em Agostinho uma espécie de pai fundador do pensamento pós-moderno por mais que isso possa parecer anacrônico e aberrante do ponto De vista histórico mas é o que eu estou dizendo é o que dizem para o que diz a fina-flor do pensamento pós-moderno contemporânea é o fato é que chegamos na modernidade o e naturalmente é na modernidade o que a
filosofia da arte vai ganhar propriamente a sua dimensão estética perceba que eu não falei estética até agora passa a falar a partir de agora a palavra estética surge é com um filósofo alemão menor um limite ano chamado Baumgarten né que vai falar pelo menos pela primeira vez nisso e estética tem a ver com a estes em grego que quer dizer sensibilidade e o que que mudou o Professor Clóvis e é que durante muito tempo acreditava-se que a beleza era um atributo o objetivo do mundo que a beleza é um dado da natureza que a beleza
é alguma coisa que podemos constatar no mundo que a beleza é um atributo das coisas Oi e o pensamento moderno justamente vai se caracterizar por uma revolução é belo o que agrada o belo o que alegra é belo o que de certa forma cai bem a quem contempla portanto desloca-se Definitivamente a ideia de beleza para a sensibilidade para o corpo para a a singularidade do Observador e naturalmente que quando você diz aí no popular a beleza está nos olhos de quem vê E ontem me fizeram essa pergunta Professor essa frase poderia ter sido dita por
quem certamente não por Platão o que acreditava na beleza do triângulo equilátero e o triângulo equilátero é o mesmo independentemente dos olhos de quem vê e certamente não por Aristóteles porque a belezinha Aristóteles pressupõe algum tipo de da harmonia e portanto uma inscrição não todo ordenado que transcende em muito apenas os olhos de Quem vê e portanto você percebe que quando você fala que a beleza está nos olhos de quem vê você reduz a beleza a uma questão de sensibilidade que é digamos uma revolução tipicamente moderna e nós poderíamos pelo sair a partir de 1.600
né é a considerar essa perspectiva como historicamente confiável e naturalmente que o primeiro nome que eu vou trazer aqui para começar a fundamentar as nossas reflexões é o de Espinosa o senhor gosta de Espinosa Bosch em que o senhor sempre fala de Espinosa sempre a hora qual é qual é a perspectiva que Espinosa nos ajuda a entender com a perspectiva de que e na loja que a espinha Hosana tudo aí Manente Olá tudo tá no mundo da vida somos parte de um todo parte de um todo que não para de se relacionar com outras partes
a Vida é um conjunto de relações que mantemos com outras partes de si mesmo todo e nessas relações Mudamos o mundo o tempo inteiro e somos transformados afetados pelo mundo o tempo inteiro portanto se existe beleza Ela está aí nas relações que mantemos como portanto como nada transcende como nada tá fora disso não existe nenhum padrão de beleza que possa pairar por cima das relações que mantemos como os Consultores quando o mundo nos afeta Nos afeta como hora conforme já podemos dizer o mundo nos afeta na medida em que afeta a nossa essência e a
nossa essência é a nossa potência de agir a energia que disponibilizamos para viver a cada um de nós tem maior ou menor potência de agir maior ou menor energia Mas alguma energia terá porque enquanto houver vida haverá energia para viver portanto a energia É no sentido da vida quando ganhamos energia ganhamos em vida quando perdemos energia perdemos em vida Se você preferir perdemos em vida quer dizer morremos morremos na medida em que perdemos energia o mundo portanto pode hora aumentar Nossa potência de agir e portanto nos alegrar hora diminuir a nossa potência de agir e
portanto nos entristecer sobre isso já tínhamos dito muitas vezes fora meus amigos aí está o fundamento filosófico da beleza e Como assim Professor Clóvis é simples o mundo é belo porque e na medida em que nos alegra o mundo é feio porque e na Medida em que nos entristece não é só uma questão de olhos de quem vê é uma questão de corpo inteiro o nosso corpo inteiro é o critério da Beleza do mundo é porque a minha potência de agir foi alavancada é porque você me alegrou que o mundo é belo é porque você
me entristeceu que o mundo é feio e portanto uma mesma pessoa será bela quando esse nos alegrar uma mesma pessoa se ela feia quando esse nos entristecer portanto a beleza é o resultado do Encontro e não um atributo dos corpos do mundo um corpo no mundo não é em si nunca Belo ou feio será Belo quando ensejar a alegria será feio quando é isso a tristeza assim em meio a este auditório haverá Beleza quando eu alegrar haverá tristeza quando eu entristecer sou belo para muitos feio para outros neste instante na medida exata em que alegro
na medida exata em que impediu em que entristeço O Professor Clóvis E qual é exatamente o mais importante da lição de Espinosa para nós presta atenção agora E aí G1 o e alguns pensar o povo ninguém que Oscar pensa que tá falando é que às vezes eu me esqueço que você já cresceu e presta atenção agora E é porque o mundo me alegrou o que ele é belo O primeiro alegria depois da beleza e não é o que você acha e não adianta Espinosa gritar porque você vai entender aqui e quando der um passo para
fora da sala já vai voltar a pensar como um Platônico enrustido é é porque o que é que você pensa o casaco é bonito por isso eu gosto dele pra você fala olha vai na loja tal tem um casaco lá que é lindo você vai adorar percebeu O platonismo o casaco é lindo por isso você vai gostar você nunca vai dizer o Casaco me alegrou por isso ele é belo nunca E aí chega e fala Olha aquele casaco me alegrou ele é belo para mim e agora você sei lá e não não Definitivamente não e
é incrível como não estamos preparados para o spinozista esta frase é de emitir nota de rodapé nitides Espinosa é um irmão e olha aqui para mim te chamar alguém de irmão e em Espinosa é um irmão mas não estamos Preparados para Espinosa somos idiotas demais para Espinosa e por mais que ele insista que primeiro vem o afeto primeiro vem O corpo e depois vem o valor nós sempre vamos inverter e vamos partir de uma beleza Como se a beleza estivesse no mundo indiscutivelmente e por que o mundo é belo aquele mundo é belo qualquer um
tem que ser alegrar diante dele e aí nos enraivecer qual você e você não gostou tu não gostou não gostei porque não me Alegrei o G1 Oi e a exatamente nesse momento em que nós encontramos um grande problema para responder e de certa forma podemos dizer que o pensamento de Espinosa abre a nossa cabeça para uma problemática muito interessante E se o Belo e é apenas o resultado da imediatidade do encontro com o mundo do afeto Produzido na singularidade destes encontros, é da onde tirar tanto consenso é da onde tirar tanta o digamos tanto juízos
semelhantes da onde tirar tantas convicções parecidas é porque afinal de contas já que o belo resulta do ineditismo dos afetos deveria haver uma infinitude e diz-me risos estéticos totalmente discrepantes E no entanto a Disney filme não sem muita razão Existe muito mais concordância sobre a beleza do que sobre a ciência e hoje ninguém mais aceita Ptolomeu mas continuamos achando uma maravilha Beethoven a Monalisa e etc etc razão pela qual apesar da Beleza estar à mercê da singularidade dos encontros da onde vem tanta tanta concordância tanto consenso bom então a partir de agora é a minha
aula está consagrada a responder a esta pergunta pergunta Complicada porque porque na hora que o homem abre mão de critérios objetivos na hora que o obra que o homem abre mão do pensamento grego até porque ele teve que abrir mão a evolução científica disse os gregos achavam que bonito era o universo porque ele é ordenado universo não é ordenado foi para o saco a beleza grega então é melhor achar outra beleza porque a deles dançou então Faro vira homem ele já sei viu antropocêntrico você aprendeu isso história geral né giram Antropocêntrico Agora não é mais
um universo que dita as regras agora sou eu Portanto o belo é o que me agrada show de bola show de bola mas se somos tão singulares é tanta porque é claro você explicar o Consenso à moda grega é fácil como a beleza está no mundo e o mundo é um só portanto todo mundo tem que achar a mesma coisa bonita pronto só que o mundo não é mais o critério da Beleza o critério da beleza sou eu e eu sou Singular em relação a qualquer outro como demônios a tanto consenso eu vou dar um
exemplo que eu dei ontem que causou muita graça E se eu colocar aqui o senhor janequine e para respeitar a nova novela Vou colocar aqui o senhor Lacerda e para homenagear a novela que acaba colocar aqui o senhor Santoro homenagem a Hollywood Vou colocar aqui o senhor Anthony Vou colocar aqui o senhor E aí Ah tá ficando asfixiada e esse outro quero Raj na outra novela que tá agora que o meu nome dele o Lombardi esse esse tem que entrar porque é são paulino o Henri Castelli outro são-paulino sem falar no Tony Ramos no Juca
de Oliveira que já são veteranos da comunidade tricolor e eu e é você rir E eu perguntou quem é o mais feio e haverá uma unanimidade elegante velho mas será possível que eu não levo ninguém será que a singularidade do seu corpo não poderia acertar um só dizer não vou ser o mais lindo e nem você fosse cego eu já me bastaria e não é o mais feio sou eu a borda onde vem esse consenso se a beleza não é objetiva que a beleza não é Um dado do mundo se o mundo é o que
é no universo caótico de uma da zona tudo uma questão de agradabilidade de sensibilidade jogar somos tão diferentes em tanta gente aqui no Ahú para dizer que eu sou o mais bonito da onde vem esse consenso essa é a pergunta aqui agora nos Aflitos e eu darei para essa pergunta quatro respostas é a primeira resposta é a clássica Oi e a resposta clássica de certa forma Procura e como todo bom classicismo a procura respeitar o pensamento grego eliminando as suas premissas já vencidas pelas ciências e quem de certa maneira vai fazer isso melhor é de
card e para de car e a beleza é uma questão e do homem É mas não dos sentidos e é uma questão de razão e a beleza portanto para dedicar é de Certa forma o resultado de uma investigação racional a e é claro é que na Perspectiva cartesiana e o mundo é Belo quando se deixa matematizar e perceba que nós não estamos mais no estrito platonismo aonde o mundo é uma sombra horrorosa e o belo é só uma ideia não não é mais isso e o mundo pode ser Belo e a obra de arte pode
ser obra de arte e pode ser bela Sem e somente se estiver adequada aos princípios da matemática é de kart da dois exemplos e os jardins de Versalhes Ah e quem já esteve lá quem sabe do que eu estou falando Rigor geométrico absoluto simetria radical Harmonia perfeita entre as formas o e de kart da como exemplo a música de ramo e qual era a pretensão de Ramon fazer da música uma manifestação sensível da Matemática é o primeiro a procura essa possibilidade foi Pitágoras antes ainda de Platão e para Pitágoras a música deve ser apreciada como
uma forma particular de manifestação material dos princípios matemáticos se você Então olha para mim disso Professor Clóvis on Ah mas por que tanta concordância Oi e a resposta de de kart é muito Conhecida se existe uma coisa bem distribuída entre nós Esse é o bom senso a todos nós temos razão Todos nós temos uma quantidade Parecida de razão a todos nós temos Digamos um mínimo minimorum de discernimento bom e todos nós somos capazes portanto de enxergar no mundo beleza quando este mundo é harmônico geométrico e mate matematizada veu simétrico e assim por diante deve ser
bem então é uma espécie De competência bem distribuída entre nós e nós poderíamos até considerar lá pinata o que faz com que haja tanta semelhança na hora de identificar o belo do feio então de certa maneira porque eu sou mais feio para todo mundo aqui é porque todo mundo aqui pensa mais ou menos do mesmo jeito todo mundo aqui tem essa o belo em função da geometria todo mundo aqui pensa o belo em função da harmonia e da simetria e da etc e todo Mundo verá em mim o menos simétrico o menos harmônicos o menos
entendeu e portanto todos concluíram igual que eu sou o mais feio e ficou lá e você sabe que só igual a essa perspectiva uma perspectiva de de kart isso aí é o quê 1600 e Bolinha é mas outro dia eu vi em uma revista científica dessas Americanas um indivíduo colocando figuras para bebês Oi e o indivíduo tinha a pretensão de Mostrar que havia uma enorme coincidência na Atração que as figuras exerciam sobre os bebês procurando mostrar o que que a beleza de corria de certa forma de alguma coisa já e nata aqueles bebês e que
os punha um pouco em pé de igualdade e os bebês já traíram pelas mesmas figuras e de certa forma isso de correria de uma certa é digamos inteligência inata é uma certa é inteligência aqui nos Aproxima e que nos é comum e essa é a primeira resposta é a segunda resposta não é mais clássica e eu vou dar a ela o nome de estética da sensibilidade ou como querem os ingleses estética empirista e essa resposta você vai encontrar lá no pensamento de David Sun e em especial Quem era da vida viu mundo estou seis do
século 18 é certamente o mais brilhante filósofo anglo-saxão de todos os tempos Ah eu aí assumo o risco e olha que tem adversários à altura e como Hobbes Locke e tetra + David gilmour foi sem dúvida O mais influente deles qual é a tese de David hume e a beleza é uma questão do homem aí já não há mais dúvida é é só que o belo não é aquilo que digamos a moda de de kart alegra a alma a razão EA inteligência não a beleza é o agradável aos 21 e a beleza é o que
agrada os sentidos Poderíamos dizer para ser fiéis ao dualismo que a beleza é uma questão de corpo a beleza é uma questão de sensibilidade a beleza é uma questão de prazer visual prazer Tati o prazer olfativo etc hoje eu não preciso te dizer que se de kart fala da música de Ramon e dos Jardins de ver sair Rio insiste na culinária como exemplo central da sua demonstração e dá ao Paladar enorme em fazer curiosamente para falar de beleza E qual é a perspectiva empirista e a perspectiva empirista é que a obra de arte será a
obra de arte e quando agradará os sentidos a equipe existe tanta coincidência sobre o belo é porque a grosso modo Todos nós temos os mesmos sentir e de certa forma as diferenças corporais que são as nossas não são suficientes para vencer as semelhanças e portanto porque temos todos visão Tato Paladar audição etc tendemos todos a cor incidir Sobre o belo eo feio e se tivéssemos 18 sentidos e certamente entenderíamos a beleza do mundo Diferentemente e esse talvez alguns tivessem 20 sentidos e outros só dois talvez houvesse discordância maior sobre o belo eo feio é mas
a semelhança entre o digamos a coincidência dos juízos sobre o belo eo feio decorre de uma grande é uniformidade aprecie ativa que é o fato De termos todos cinco sentidos e eu me permitiria acrescentar se tivéssemos 30 sentidos e fossemos quase divinos certamente vou sair se dariam conta que o mais belo de todos sou eu é mas é porque você julga o mundo por esse cinco sentidos estúpidos que tem que é claro você ver o mundo de forma tão deformada que inverte as coisas e a pergunta agora ela muda de lugar e eu não vou
sairia da sala neste momento E a pergunta agora muda de lugar o porquê a pergunta que Deivid rio não faz é o difícil não é saber porque concordamos tanto e o difícil é saber porque chegamos a discordar bom então vamos interessa pela discordância e ele dirá e a beleza é assunto de expert e esse existe tanta discordâncias é porque existem pessoas com os sentidos preparados educados apurado E existem pessoas com sentidos e rústicos empobrecidas e ele usa a expressão doente é um pouco a ideia de que quem tem certo tipo de doença ver tudo Amarelo
né quem tem é é a ideia de que existem pessoas que por razões corporais e de trajetória as mais variadas tem os sentidos em progressivos e portanto tem gente boa de apreciação sensorial e tem gente ruim de apreciação sensorial e portanto de certa forma tanto quanto no primeiro caso do Classicismo A beleza não se discute no primeiro caso porque ela é matematicamente demonstrável e no segundo caso porque ela é uma questão e especialistas o filme conta uma história fantástica é um rei resolveu caçuá de pretensos especialistas em vinho bom e deu a eles vinho para
beber para dizer o que eles acham o que eles achavam o índice o vinho é bom mas tem um Pequeno gosto um leve gosto de couro G1 e deu o mesmo vinho para outro e o que o outro disse o vinho é bom mas tem um leve gosto de metal Oi e aí já começaram a rir se os caras são uns palhaços é o mesmo vinho Ah tá não tá no tá nesse Tonel de madeira há anos estupidez quando esvaziar o Tonel já viram que tinha no fundo do Tonel uma chave E como chaveiro de
couro é a história que rio conta procura dar conta da existência de certos sentidos e educados para o refinamento e competentes para identificação do Belo e certo sentidos e como os meus a coca Light On é tudo o que eu experimento se divide em dois tipos coca Light e o resto agora É zero eu fiquei até feliz porque e acabaram com a Coca Light e botar uma Tal de coca Light Plus e eu achei horrível o e outras pessoas estar eu não vi diferença nenhuma eu vou aí nós eu não tô tão ruim assim a
coca Light Plus tem gosto de Pepsi e eu por convicções futebolísticas não tomo Pepsi On a hora meus amigos e é isso aí a nossa segunda resposta é a primeira resposta é a clássica o belo é o matematizavel eu a segunda Resposta é a resposta da estética da sensibilidade o belo é coisa de especialistas em sentido sentido que eu digo não é sentido no sentido de significado é sentido o sentido de sensibilidade e a terceira resposta e é advant e cante como sabem e era um apreciador de grandes sínteses e de grandes antinomias o e
portanto o que Kant vai nos propor O que é aquilo que ganhou o universo A História do Pensamento com o nome de antinomia do Belo bom e o que isso quer dizer quer dizer simplesmente o seguinte e ele explica o belo não é nem o que queria de kart nem o que queria eu e em outras palavras o belo não é nem uma questão de é de matematização do mundo nem uma questão de sensibilidade de especialistas Ó e aqui e eu peço que você me acompanhe porque Kant é sempre um embaixo e a perspectiva é
o belo não é nem verdadeiro e nem agradável bom então essa ideia é uma ideia fundamental vai fazer o classicismo resumia o belo ao verdadeiro da Matemática o empirismo resumia o o belo ao agradável da sensibilidade o kantismo dirá nem verdadeiro nem agradável com Essas palavras e portanto o que é o belo dirá Kant é a reconciliação do sensível e do inteligível e portanto de certa maneira essa antinomia é uma antinomia de reconciliação em outras palavras participa da Beleza o que eu sinto e participa da Beleza o que eu entendo o que eu penso e
porquê me explica Kant e a natureza quando é bela parece ter sentido para nós E a beleza é quando o mundo que nele mesmo não tem sentido nenhum para nós parece ter sentido existe Beleza quando acontece esse espécie de milagre em que nós dizemos nossa e como é bonito e por que que dizemos como é bonito Porque vemos ali como se fosse a obra de alguém que tivesse se esforçado para nos comunicar alguma coisa o e tantas e tantas vezes você olha para uma montanha e começa a dizendo são dois Seios que indicam não sei
o que veja como Deus esculpiu certinho e isso para que perceba você olha para as nuvens e disole é um cachorro perseguindo um gato usei Ou seja quando dá impressão que a natureza se organiza para fazer sentido para nós é que a natureza alguma beleza portanto a natureza a beleza só pode ser a reconciliação fortuita a reconciliação imediata a reconciliação extemporânea de uma sensibilidade e de uma inteligibilidade não a beleza sem Sensação e não a beleza sem entendimento e é como se a natureza tivesse obrado para fazer sentido para nós tirar Kant é quando o
sensível se torna inteligível é quando a sensação ganha sentido é como se aquela sensação fizesse parte de uma história cheia de significado e para Kant o belo pode se encontrar em dois lugares e o belo pode se encontrar na natureza Oi e o belo pode se encontrar na árvore Oi e a arte portanto é o momento em que O homem pode nos patrocinar a aproximação do sensível e do inteligível E por que não se trata só de sentido como queriam os matemáticos porque não se trata só de sensibilidade culinária como queriam os empiristas a beleza
é a justaposição de ângulo e para que isso fique mais claro e eu estou tratando e Mais especificamente de uma obra fundante do pensamento kantiano que é a crítica do juízo não é obra do Finalzinho do século 18 Oi gente vai apresentar dois tipos de juízo que ele vai chamar de juízo de reflexão e juízo determinante e para que você entenda esses dois tipos de juízo a melhor metáfora é a metáfora jurídica Qual é a diferença do direito em inglês por direito napoleônico o juízo determinante Você tem uma lei e a partir dessa lei você
aplica a casos concretos beleza e arte no mundo Particular e num determinado instante essa beleza EA arte são o que são porque nos permitem uma combinação de sensação de entendimento e em outras palavras não existe reflexão possível sobre a beleza que prescinda a particularidade da beleza do mundo a beleza é um atributo particular A beleza não é uma teoria genérica a beleza se encontra no mundo de carne e osso como nós o vemos só que existirá Beleza quando houver ao mesmo tempo Prazer e sentido a hora e em que medida e esse significado da obra
de arte é importante ó e aqui a pedra de toque do pensamento kantiano é porque da mesma maneira que na moral Kantiana a vida boa Você se lembra disso imperativo categórico a vida boa é a vida O que é conduta E cujo princípio pretendemos que se converta em lei universal lembre-se disso já falamos sobre o imperativo categórico em Kant e eu expliquei para Kant quando é que Agimos bem quando fazemos de tal maneira a Pretender que a nossa conduta possa ser repetida por qualquer um ela possa se converter numa lei universal imperativo categórico em outras
palavras Agimos bem quando não reivindicamos nenhum tipo de Privilégio ao contrário Estamos cientes de que aquilo que fizemos Deva ser repetido por qualquer um e eu dei até o exemplo da minha aula estou tão convencido de que a minha aula é pertinente de acordo com o imperativo categórico kantiano que apreciaria muito que todos os meus professores tivessem sido como eu sou E isso não é arrogância moral Kantiana o professor possa enfiar o dedo no olho do meu aniversário pois imagine todos enfiando o dedo no olho de todos e você Tem a resposta portanto perceba que
a pretensão da moral Kantiana é a universalidade pois como Kant tanto quanto Platão tanto quanto Aristóteles de tanto quanto os outros busca uma coerência interna do seu pensamento é isso aí a pretensão do juízo estético Encante o juizo de beleza Encante a todos nós temos a pretensão é de que o nosso juízo de Beleza se converta em universalidade e não nos contentamos nunca lembra do Espinosa e eu me alegrei você não sei e eu insistir isso não dá certo porque porque todo juízo de beleza tem pretensão Universal e ele não poderia ter pretensão Universal Se
ele não fosse a combinação de uma sensação que é só minha mas de um sentido que é compartilhável a prova segundo Kant do acerto do que ele está dizendo é o quanto nos irrita o que alguém considere feio o que Achamos bonito é porque que nós não aceitássemos cada um com a sua alegria cada um com a sua sensação cada um com seu prazer e achou feia eu acho bonito que eu sou diferente de você não haveria porque se irrita no entanto dos frustramos muito quando alguém discorda dos nossos juízos de beleza E por que
nos frustramos porque temos a pretensão de universalidade todo juízo de beleza saem do particular e tende como uma espécie De caminho inexorável de atração magnética a universalidade todos temos a pretensão na beleza de sair do particular e converter o nosso juízo particular de sensibilidade em universalidade Graças aos sentidos que a beleza é implica e contém a e é porque é exatamente porque todo juízo de beleza sai do particular em direção ao Universal é que nós que Kant justifica tanto consenso em relação ao Belo e ao feio porque quando nós achamos Alguma coisa bonita não nos
contentamos em achá-la bonita queremos que os outros concordem também E então como é a diferença do pensamento kantiano para o pensamento clássico e para o pensamento empirista não pensamento clássico o belo não se discute é uma demonstração matemática no pensamento empirista o belo não se discute é uma questão de especialistas é uma questão de refinamento de gosto não se discute o galo para Kant é 100 Porcento discutido é discutível por quê Porque são todos querendo converter juízos particulares em em certezas universais por isso descante discute-se muito mais sobre o belo do que sobre qualquer outra
coisa número um e eu passo então para quarta resposta Oi e a quarta resposta Qual é a resposta que Eu chamarei a não mais clássica não mais da estética da sensibilidade não mais é da estética Kantiana da analítica do Belo mas eu Chamaria de sociológica a resposta do século 19 e resposta do século 20 E aí e qual é a perspectiva nós temos corpos diferentes nascemos diferentes e no entanto concordamos sobre a beleza é da onde vem tanta concordância Esta é a pergunta Oi e a resposta dos sociólogos ou de pelo menos de muitos deles
é que a Concordância estética é o resultado mais bem acabado de uma dominação social E aí o ou seja a todos nós temos interesse e em que o nosso o prazer a nossa sensibilidade Olá seja entendida por mais gente como adequada a todos nós temos interesse em converter o nosso prazer em regra a todos nós temos Inter Por quê Porque Isso nos dá aplauso isso nos dá apoio isto nos dá força política e isto nos dá poder e se nos permanecermos isolados nas nossas apreciações e nos nossos juízos seremos politicamente fracos e facilmente dominados não
existe portanto não uma beleza no mundo porque o mundo é o que é não existe portanto uma luta há entre a gente sociais pela definição do Belo num determinado momento e essa Luta decorre dos interesses que tem 11 outros nesta definição do Belo Ah e Por que razão e você pode aceitar que o que eu entendo por Belo possa contaminar apreciação de outro e não é por um convencimento consciente numa discussão qualquer E é porque os padrões de beleza fazem parte de um sofisticado processo de socialização inscritos junto com outros valores que não são estéticos
mas por Exemplo éticos e Morais de tal maneira que esses padrões de beleza acabam fazendo parte de uma trajetória de definição do Belo e do feio que nos é massacrada por inculcação ao longo de a cada instante disposição ao mundo social somos vítimas de um bombardeamento ininterrupto que explícita em Principalmente nos então chaguala baixo um padrão do Belo e consequentemente por exclusão um padrão do que não é Belo e do que é feio O Outdoor bailarinas do Faustão mulheres manga morango Feiticeiras ET asinhas publicidades publicidades de moda modelos desfiles e tudo que isso contem como
consequência em termos de intervenção ética no corpo aonde ética e estética se combinam maravilhosamente intervenção silicone ao intervenção lipoaspira toria intervenção de branqueamento intervenção de bronzeamento intervenção de em outras palavras o homem acaba ao longo da sua Trajetória do mundo sendo vítima de um bombardeio explicativo e elucidativo do véu e e contra o qual ele nada pode fazer se não aceitar como evidência Afinal de contas se 100 porcento dos instantes da minha vida o tempo inteiro esse bombardeio nãos Essa é normal que haja a mesma por trás de tudo Um fundamento a beleza está em
Gisele Bündchen em Deborah Secco e Juliana Paes A pizza é Bom e é só por isso que você me elege o mais feio é porque você é um coitado você não conseguiu entender que eu tô Oi e o janequine somos o que somos só não tem nem beleza nem feiura tem células e a beleza EA feiura você ajuda e atribui em função de um aprendizado é mas não é um aprendizado neutro pedagógico como queria Platão na pai ideia é um aprendizado ideológico Interessado aonde as forças da sociedade já na tenra infância bombardeiam você como que
você deva entender pelo Belo e pelo cheio de tal maneira a você considerar isso de tal ordem Evidente óbvio que na hora da pergunta a chacota é geral e você ri tamanha obviedade tamanho a eficiência da dominação é o que focou chamará de Ortopedia ização dos corpos bom e é o que bourdieu chamará de hábitos estético Esse é o fato do Belo saltar os olhos como Evidente mas não por ser Evidente por ele mesmo mas por ser resultado de uma socialização de tal forma eficaz que torna Evidente O que é simplesmente arbitrário o que é
simplesmente o resultado da ação dos dominantes da ação dos interessados em fazer dê certo comportamento justo de certo o Corpo Belo num determinado instante e as forças que participam da definição do Belo e do feio sentem obviamente os Interesses mais variados e os mais óbvios são de índole Econômica aqui dão as mãos desde cirurgiões plásticos até donos de academia Runner etc até donos de revistas de beleza e de moda e tudo isso compõe uma verdadeira indústria de definição do Belo contra qual nós singulares vítimas dos processos civilizatórios nada podemos fazer quando nos damos pela conta
já estamos achando o belo o que temos que achar bom e o que é mais grave Em qualquer ver aí da dialética será severamente punida é porque se você se meter achar bonito o que não tá no padrão a o mundo cairá em cima de você com enorme Rigor por outro lado se você se alinharem se perfilar com o certo da beleza aí sim você poderá a contar com um aplauso Genuíno de todos porque ninguém vê no juízo estético aparentemente resultado do Puro Prazer natural do corpo e a dominação social que já transformou As células
no sentido de uma alegria autorizada de um prazer legítimo de uma sensação agradável alinhada E adequada aos interesses da sociedade a alguns colegas de vocês vieram me dizer que o final da aula passada foi bastante pesado e intrigante pois na minha concepção final desta aula é ainda pior é porque a estética é uma das formas mais pérfidas e perversas de manifestação do poder de um sobre outros No mundo civilizado ela é perto daí perversa pela enorme dificuldade de você identificar a origem da sensibilidade do prazer e do sentidos para ser candiando nesse momento que permitem
concluir com o evidência e obviedade que uma coisa é bonita e outra é feia a beleza de tal forma escravizante que determina a mutilação desse em nome de um alinhamento que torna a vida na sociedade mais suportável e vocês médicos entendem disso melhor do Que eu anorexias pessoas que deixam de comer etc e um monte de violências que você faz com você mesmo para poder se alinhar a um padrão de conveniência e de aceitabilidade social e eu não poderia deixar de citar um dos exemplos mais aviltantes que nos últimos tempos Eu pude presenciar é o
programa Pânico 1 se identificou na sociedade uma moça cujo nome hum não sei mesmo parece que começa com g jeito Gislaine e É uma mulher dentada e é e que foi de certa forma Ungida a condição de monstro padrão Oi e a proposta do programa é transformá-la em Gisele e não há nenhum problema Nisso porque todos já aceitamos que Gisele é a bela padrão e não porque de kart tem a razão pensamos todos igual e a Gisele é a mais matematizavel das criaturas femininas e se você observar bem Eu nunca entendi muito É mas aqui
Me Calo porque tão filmando aula de e não porque temos todos os mesmos sentidos ou que Gisele seja o resultado do bom olhar de especialistas tu vem mesmo porque Kant tem a razão Na tentativa de universalizar por sentidos juízos fundados em Sensações particulares Ah mas de certa maneira porque a sociedade já definiu para nós O Belo e o Feio e de certa maneira aqueles são exemplos que só podem ser indiscutíveis porque enigmáticos no sítio de ninguém mas nunca mais emblemáticos exemplos da beleza e da feiura E aí e o programa se dispõe a converter aquela
jovem em Gisele submetendo-a a uma série de intervenções e no sentido da sua transformação e no sentido da transformação da sua topografia bom e no sentido do seu progressivo Alinhamento com um certo padrão de beleza e para isto foi preciso que aquela senhora aquela moça concordasse ser ela um exemplo paradigmático de feiura o e De Humilhação em humilhação ela chorando agradecia o programa pela oportunidade e isso é entendido por todos como pertinente manifestação de generosidade do programa O que é Zeca o bode espiatório demoniza emonstre za um ser humano para depois Apresentar-se como a solução
de alinhamento aos padrões socialmente aceitos Hum será que ainda vou viver para ver pior será que ainda vou viver para flagrar maior indignidade Ou será que isto já basta a hora meus amigos e a beleza como ideologia Esse é o que está por trás da sociologia da beleza e a beleza como ideologia quer dizer da Beleza como Dever Ser a beleza como padrão a beleza como resultado da imposição de uma certa Norma estética o que atende aos interesses de quem domina é importante o da mesma maneira que Machado de Assis é bom escritor porque a
quem tenha interesse nessa consagração é da mesma maneira aqui o entendimento da beleza de Machado de Assis é uma construção social da mesma maneira que o entendimento da beleza da Monalisa Depende muito das instâncias consagratoria que colocam a Monalisa numa posição tal que é praticamente impossível não vê ali alguma especialidade porque para você chegar a vela você tem que vencer 300 nipônicos tirando foto e mais vidro e mais não sei o quê e portanto tudo já está preparado para você e aí você chega de Nossa eu senti alguma coisa muito especial diante da Monalisa vaga
meu amigo depois de tantas artimanhas simbólicas que fazem Acreditar numa especialidade o seu corpo não tem mais se não acusaram o golpe e sentir mesmo alguma coisa de diferente e a sociedade portanto constrói o Belo é porque fábrica Corpus para se alegrar com o que é o vê-lo autorizado e fábrica Corpus a moda de focou alegrando no alinhamento entristecendo no tênis alinhamento e toda a postura estética de heresia será em qualquer sociedade da pedra lascada passando pela idade média e passando pelo mundo contemporâneo Severamente punida aos moldes da tradição do momento é a última observação
da aula e eu deixei para o final Qual é a concepção de arte em Lit E aí E é claro que antes de antes de passar para isso é é preciso deixar claro Qual é a resposta da sociologia da arte para o Consenso a resposta da sociologia da arte para o Consenso não é a clássica de que a beleza é demonstrável pela Matemática não é a empirista de que temos todos mais ou menos os mesmos sentidos não é a Kantiana que todos tendemos a juízos que buscam a universalidade mas é a perspectiva de que todos
somos vítimas de um mesmo processo socializar tório que atende aos interesses de alguns e portanto é o resultado de uma forma particular de dominação ideológica que se traduz na estética e no padrão estético né uma forma específica de manifestação dessa Dominação e a arte em mitte e tem a ver E aí e com o artista e não é por acaso que os povos modernos são agostinianos init anos quase sempre a arte não se avalia e pelo que vi o artista fez bom então é muito comum O que é burguesia Vá a uma eu não sei
porque que eu falei a ele que Alguém vá a sei porque é vocês ver tem sempre um um esquerdismo estranho que me vem de maio de 68 que eu não E aí e você vai a uma em uma dessas coisas de Arte Moderna Bienal etc e invariavelmente tem alguém dizendo mas isso não é arte a arte não é isso E é claro toda a dificuldade está em explicar o que é então é porque a tentativa será explicar a Arte pelo produto a arte o que fazia money maneira porque hein é difícil de justificar E por
quê que é mais artístico quadro de Monet do que um monte de bisnagas de pão dentro de um Cadillac vermelho E aí bom então gira Anitta o problema da arte é que a arte não se define pelo que foi feito e nem pelo suporte E nem pela matéria trabalhada é e nem mesmo pela ação do artista a arte se define pela pelo tipo de força o que permite a manifestação do Art e você sabe já falamos sobre isso para nit são dois tipos de força que nos animam as ativas e as relativas e as ativas
são as que dão conta da nossa genuína pulsão as reativas são as que dão conta de nossa estratégia para impedir que outros alcancem o que deseja e já contamos que na Perspectiva nitiana A moral é a obra dos reativos sindicato dos bundões que no afã de impedir que um ativo Triumph montam leis ninguém que agem pela sua própria energia vai pensar em regra para limitá-la para acondicioná-la para ser se Alá para regulamentá-la quem age pelo seu desejo age até a última gota e agora o reativo Não esse tá na espreita é o puxador de tapete
é e esse precisa que o outro faça para ele reagir por isso é reativo e não é que a Pessoa seja reativa ela naquele instante é regida por uma força reativa é uma força de oposição é uma força que não tem soberania precisa da outra para poder se articular e não é portanto difícil de entender que a força reativa ela é muito mais facilmente passível de alianças Porque como todas tem o objetivo comum de contra enfrentar uma força ativa então Isso facilita aliança de seres movidos por forças reativas e a moral é um Exemplo né
da Aliança daqueles que não vivem por conta própria Oi e o direito pior a arte é toda manifestação humana determinada por uma força ativa o a e é por isso que a arte pode ser qualquer manifestação de monné ao Cadillac com pão dentro passando pela aula do professor planos e este é obviamente o melhor exemplo é porque na aula coloca-se ali os bagos não aula coloca-se aliás convulsões os Desejos as convicções mais genuínas não estou aqui para enfrentar ninguém não estou aqui para impedir ninguém de nada que o mundo faça o que traz quiser mas
aqui O Manifesto a minha potência é importante o determinou a outros que sejam reativos contra mim que outros todos que se incomodam comigo e quem te incomoda com o senhor Professor meus colegas em primeiro luga o professor Flávio é vendido para o capital E eu respondo sempre vendido sim ressentido nunca eu entrego para eles tem que vender esse Cuidado para não constatar que ninguém quer comprar como uma prostituta ultrapassada velha e degenerada que ninguém mais quer nem mesmo de graça e isso me aconteceu quando dei um parecer no ano passado e saiu no Jornal não
o teor do parecer mas o quanto me pagaram e ainda não deram conta de que era um Dois pareceres não dividiram por dois e apareceu um valor astronômico no jornal objetivo do jornalista era criticar a câmera por ter pago tanto só que o valor do parecer foi estipulado pela cama eu só recebi e fiz o parecer na as pessoas com jornal na mão a fixaram nos uma coisa sala milionário eu peguei vou levou ela porque que não fazem uma está aí o reitor da época missha reitora né me chamou ela me chamou eu fui Professor
isso que está no jornal é verdade Claro Fazer se a senhora dividir pela metade né É verdade e é por não acha abusivo eu falei que adianta eu achar foram eles que propuseram eu só fiz o parecer Ah pois é mas isso gera um certo desequilíbrio aqui foi um rolê já era É mas no lugar de fazerem uma estátua para mim me atacam como uma estátua Claro velho a doutora magnífica ninguém lembra dessa universidade para nenhuma ainda Mais intensas humanas na hora que alguém acha que o parecer da universidade é importante para alguma coisa eu
deveria ser transportado de helicóptero aclamado velho alguém lembrou de consultar um professor universitário sobre uma questão ética a senhora lembra que você continue o outro momento não né então pô e ainda conseguiu o valor para o trabalho do professor e nunca mais ele vai conseguir botei o valor comparativo volto para agora é só todo mundo Fazer parecer vai chover dinheiro aqui de viu o meu pau difícil acreditar que o parecer do jeito que eu pudesse valer esse valor aí pode imaginar o que é isso porque porque vale aquilo que alguém está disposto a pagar e
tão desponta não é para consertar só não sei se você entendeu e eu dei o parecer botei os bagos em cima da mesa ver a cara da Universidade bem a minha cara para bater o que eu disse gozado ninguém leu são 70 páginas Incompreensíveis mas o fato mas o fato deu É mas o fato de eu ter ganho tanto dinheiro em rito as pessoas profundamente posso te dar um conselho ofereça-se para aparecer e é possível você tem uma constatação triste e ninguém quer ouvir a sua opinião e nem de graça e essa é a atividade
sem falar sem falar que o professor às vezes come as alunas Não sei o que ela vai buscar suspeitos olha o que é que você fez serve o que a arte de ir à noite toda e qualquer manifestação artística e ela exige que as forças do mundo se reorganizem e portanto dinamite a agir artisticamente é do é mas prepares é porque haverá quem não gosta Ah e quem não gostar e provavelmente não vai te encarar pau a Pau mano a mano e provavelmente vai recorrer a estratégias difíceis de ser enfrentada é e como regras está
tudo normas o que galvanizar ão a o apreço e o endosso De Todos Os incomodados E serão muitos os incomodar bom e você terá que ter força sob pena de ser vencido no enfrentamento entre atividade artística EA reatividade da Moral e da Verdade e eu não sei se você percebeu mas a Perspectiva da artinit esta sim é rigorosamente oposta a de Platão e porquê e para nit e para Platão o artista afasta da Verdade e para Platão e isso é uma Marcela e para nick isso é condição da vida intensa e da vida boa é
porque só quem busca a verdade sobre o mundo e é quem quer ingessar o mundo É porque a verdade não muda e o mundo não para de mudar quem não suporta a vida no mundo busca verdades para engessá-lo para pará-lo para adestrá-lo para domesticá-lo e quem quer parar o mundo é porque não suporta o mundo é porque é triste é porque é fracassado é porque é reativo é porque é derrotado e este são a imensa maioria e eu recomendaria aqui a vocês a leitura do Capítulo 2 do Crepúsculo dos Ídolos o título problemas Sócrates init
chama Sócrates do raquítico malvado Ah e por quê Porque Sócrates é um símbolo de um indivíduo monstruoso de um indivíduo Desastrado de um indivíduo fraco que só teve na reatividade o que só teve na fraca Porque jamais Sócrates ou Platão disputariam pau a pau com os sofistas na Ágora ele se fariam massacrar então Sócrates escorregava pelas esquinas longe do burburinho longe da onde o poder se disputava pau a pau cara a cara entre górgias e Protágoras Entre monstros a retórica e saca diz o quasímodo O Corcunda o medonho Engenho XEI bem se entende por que
se isso é assim esse assado então Aquele é frito só que eu te sempre chegava atrasado porque fugia do enfrentamento E aí pediu um resuminho do que tinha sido dito E aí proponha mas será que isso é verdadeiro lá no mundo das ideias fraco reativo medíocre e de fato o artista afasta da Verdade é porque para nit al nos afastar da Verdade A arte nos coloca no mundo da vida aonde somos trânsito de energia no mundo caótico de energias que se entre devoram e só aí a vida terá a chance de manifestar a nossa intensidade
a nossa potência no mundo que tende a nos engolir e a beleza a sua pode na Perspectiva indiana ser uma consequência da arte quem será Belo tudo aquilo que genuinamente transparecer e indicar o pulsional o energético as vísceras e o Exemplo que nitida e aqui o fecho a minha aula e é a própria filosofia Oi niti Deixa claro Não leia meus livros para saber a verdade sobre as coisas porque eu não tenho a menor ideia do que seja a verdade sobre as coisas o que eu escrevo é o resultado das minhas idiossincrasias das minhas doenças
das minhas loucuras e a menos que você tem algum interesse por elas não me Leia não faço questão nenhum não pretendo fazer Escola não pretendo substituir Um ídolo por outro não pretendo me substituir aos profetas não pretendo apresentar nenhum tipo de Nova a verdade em detrimento de outras vencidas nada isso aqui é só o resultado da minha tristeza é só o resultado do meu corpo doente é só o resultado da minha loucura e portanto é uma filosofia bela mas sem nenhuma pretensão de nenhuma verdade sobre nada porque a beleza é coisa de arte é coisa
de corpo e nada tem a ver com nenhuma Demonstrabilidade ou a CNI tem fundamento é o que eu tinha dizer Muitíssimo obrigado até uma próxima subir aqui ó E aí ó ó eu pulei um e o livro está a cavalo e nós estamos Pensando na possibilidade conforme conversamos com a alta direção de uma grande festa de lançamento quando então teremos a possibilidade de Discriminar alguns livros para Unimed BH já na própria capa e com isso de certa forma fazer um lançamento e seja acompanhado de uma palestra e portanto de certa forma faça a luzir ainda
mais o conteúdo brilhante o verdadeiro matematicamente demonstrável das coisas que ali eu escrevo sobre a única Vida que Vale a Pena Ser Vivida então ele chegará por enquanto pulamos do mês de junho é o mês da Copa Professor Gomes fará incursões Em Joanesburgo e quando voltar nos encontraremos em Julho e aí Muito provavelmente já é com essa a condição de representar de qualquer maneira se você não resisti à curiosidade se você não aguentar ficar sem as lições sobre a vida boa elas estão nas livrarias autorizadas pela e o mais jeito mais fácil E aí [Aplausos]