olá vamos fazer uma discussão hoje a respeito da cotidianidade para isto vamos começar com o texto da bíblia israel intitulado o cotidiano ea história certamente que não vamos pegar o livro teve da densidade na discussão pegaremos um capítulo específico que se chama a estrutura da vida cotidiana vamos pegar algumas passagens fundamentais tentar esclarecê las a fim de que se torne mais fácil ao leitor que ocorrer o conteúdo deste tipo de reflexão nesse sentido no capítulo que vamos analisar se chama a estrutura da vida cotidiana se faz necessário inicialmente a problematização de dois elementos primeiro deles
estrutura significa que para além das regras nós não estamos jogados no espaço mas pelo contrário a vida social possui uma estrutura possui aquilo que o cartel cozinha chamar a polícia e que é necessário compreender essa estrutura a fim de entender nos o que é a nossa existência no interior do cotidiano o segundo elemento a ser esclarecido é o próprio cotidiano quando entramos a discussão do cotidiano estamos nos remetendo a discussão do espaço e tempo no qual vivem todos os homens no caso mais geral nosso espaço e tempo e vetado pela estrutura dos modos de produção
nesse sentido todos os indivíduos estavam estiveram sempre e estão sempre estarão sempre também dentro de uma determinada cotidiana idade ou seja estarão sempre dentro de um determinado espaço e tem que é configurado pelo modo de produção podemos assim afirmar que havia cotidiana para o homem tá pernas para o homem da sociedade grego romana para o homem da sociedade medieval para o homem da sociedade capitalista assim como poderá e haverá cotidiando cotidiano para o homem da sociedade comunista caso a humanidade transit em direção à sociedade comunista dados esses dois elementos podemos iniciar as reflexões elaborados por
agnes réver neste capítulo chamado a estrutura da vida cotidiana que na edição que eu apresentei se estende da página 21 até a página 40 pegarei apenas os elementos mais essenciais uma vez que entrar na densidade de cada capítulo e mesmo entrar na densidade dos elementos que estão presentes neste capítulo demandariam horas e horas de diálogo com o leitor o que é bom partindo então na ideia de que a vida cotidiana possui uma estrutura ou seja que o nosso espaço e tempo que é dado pelo modo de produção possui uma lógica interna a ags regra faz
a primeira afirmação na página 17 a vida cotidiana é a vida de todos os homens é bom lembrar que quando está falando todos os homens ela está dizendo o seguinte que independente do tempo histórico no qual nós estejamos ou no qual estiveram os homens e sempre tiveram ou estavam sempre dentro de uma determinada cotidiana idade é uma grande estação que está fazendo aqui é uma grande generalização porque ela está tentando apontar para o fato de que não se trata de existir a cotidianidade dentro da sociedade capitalista ou dentro de uma outra sociedade que se trata
de reconhecer que todos os homens portanto todos os seres sociais sempre estarão dentro de um determinado modo de produção dentro de uma determinada forma de sociabilidade e dentro da necessidade de responder aos problemas carlos por estas formas de sociabilidade avançando agnes harry vai reafirmar essa ideia na página 19 observando que o homem nasce já inscrito em sua continuidade por outras palavras quando nós nascemos já encontramos certas estruturas sociais que estão colocadas ou então quando nós nascemos nós encontramos a presença de uma determinada materialidade com a qual deveremos vidar para dar conta da nossa existência biológica
e também social quando os primeiros seres pertencentes ao gênero humano se desenvolvendo e se encontraram diante de uma certa materialidade diante uma certa objetividade da vida exterior ao seu próprio organismo mas com a qual eles precisarão me dar para dar conta da sua existência pelo menos biológica nesse sentido avança para uma outra afirmação que estará presente na página 17 18 que é a de que a vida cotidiana é a vida do homem inteiro com isso ela quer dizer que para responder aos problemas que se colocam dentro do espaço tempo no qual vivemos este ser ele
precisa mobilizar todas as suas potencialidades a fim de encontrar a melhor resposta neste sentido este ser ele vai participar da vida cotidiana mobilizando-as na sua pessoa à sua personalidade sentidos capacidades intelectuais habilidades manipulativas ou seja capacidade de operacionalizar com as coisas e com a própria realidade sentimentos paixões idéias e ideologias é lógico que ele vai operacionalizar com este excelente da maneira mais imediata possível uma vez que ele está em busca da resolução dos problemas que estão se apresentando a ele no plano do imediato daí que réver também complementa com a afirmação de que o homem
da cotidianidade não tem nem tempo nem possibilidade de se absorver inteiramente em nenhum desses aspectos ou seja e nenhum dos conjuntos do conjunto de problemas que se apresentam a ele a usá-los em toda sua intensidade por outras palavras ele precisa responder da maneira mais rápida possível aos problemas imediatos a fim de dar conta de outros problemas que estão cercando durante percebemos por exemplo nós adaptar a história da humanidade este ser ele precisa dar conta da questão da alimentação mas ele precisa dar conta também da proteção contra os demais animais ele precisa se proteger do frio
construir as condições objetivas para se proteger do frio do calor no mundo moderno nós temos que dar conta das relações de emprego por exemplo mas temos que dar conta das relações com a família nas relações com os estudos das relações de pagar conta de fazer uma série de atividades que integram a nossa continuidade e nós realizamos isso da maneira mais rápida possível sem o que a nossa cotidianidade no plano mais imediato ela fica travada tá certo é muito comuns em indivíduos falarem esta semana eu não fiz nada me envolvi tanto com um determinado problema que
deixa de lado outros é este aspecto da continuidade que harry está procurando destacar para nós a vida cotidiana a qual a regra está mencionando ela também tem uma outra dimensão neste neste sentido ela ele heterogéneo porque nós não temos apenas uma gama de problemas a resolver temos um conjunto ponto de problemas para os quais direcionamos todas as nossas energias mas a vida cotidiana ela também é hierárquica significa que não lidamos com todos esses problemas com a mesma intensidade e ao mesmo tempo nós e hierarquizam anos ou seja priorizamos quais são os problemas com os quais
temos que lidar no dia a dia no plano do dia a dia por exemplo no espaço de uma semana nós já avisamos quais os problemas que naquele espaço de tempo serão são mais urgentes ou menos urgentes diz ser respondidos ok é na vivência desta vida cotidiana que este senhor se torna adulto ou seja que ele vai sendo socializado vai aprender das regras sociais vai aprender aprendendo o campo no qual ele pode mover se e tem de mover-se a fim de continuar dando respostas a sua existência biológica e também social amadurecer neste sentido significa para agnes
regra incorporar entender absorver as regras sociais e saber operacionalizar com estas regras sociais ou amadurecer na pré-história significava para este ser aprender os problemas que estavam postos encontrar respostas para esses problemas transmitir para as futuras gerações de tal modo que estas futuras gerações também assimila se aqueles problemas e tivesse autonomia para responder àqueles problemas que ela vai colocar o amadurecimento do homem significa em qualquer sociedade que o indivíduo adquire todas as habilidades imprescindíveis para a vida cotidiana da sociedade é adulto quem é capaz de viver por si mesmo a continuidade passagem que encontra se na
página 18 e ela retorna a esta formulação na página 19 afirmando que o homem aprende no grupo os elementos da cotidianidade é uma passagem muito interessante porque é que ela vai esmiuçar ela vai colocar de maneira mais detalhada o que significa ser adulto na continuidade a ponto dela concluir na página 19 que a assimilação da manipulação das coisas ou seja a operacionalização com os problemas que encontramos no plano da vida cotidiana é sinônimo de assimilação das relações sociais significa que entendemos as regras e uma determinada forma de ser daquela continuidade e que temos com o
preparo mínimo para respondermos no plano pelo menos imediato aos problemas daquela continuidade à vida cotidiana para ela não está fora da história ou seja nenhum homem para não era no ar todos os homens todos os seres sociais sempre estão dentro de determinadas relações sociais de produção sem abandonar o pressuposto de que a vida cotidiana é a vida de todo indivíduo vai observar mais uma vez que a vida cotidiana é a vida de todo homem mas que ela avança mas ela avança nessa discussão ao colocar que o indivíduo é sempre simultaneamente ou seja o mesmo tempo
ser particular e seu genérico significa o que significa que todo indivíduo ou seja todo ser singular está sempre dentro de uma situação particular ou seja uma situação concreta por exemplo o modo de produção capitalista todo indivíduo singular está sempre dentro de determinado modo de produção que a particularidade dentro da qual e este e que dentro desta particularidade ele coloca em movimento a sua génese cidade ou seja ele busca se apropriar de todas as conquistas humanas obtidas até aquele momento incorporá las ao problema de tal modo a encontrar uma resposta para o problema daí que a
regra coloca que em todos se está dado particular mas também o universal está da generali cidade por exemplo todo ser é obrigado a operacionalizar com uma dimensão gênero humano genérica que transcende a sociedade capitalista por exemplo o trabalho então ao realizar o trabalho este ser singular que está dentro de uma condição uma situação particular que o modo de produção capitalista se vê obrigado a operacionalizar como uma dimensão que faz parte da sua generosidade ou seja o trabalho portanto aquela medicação necessária entre você e as condições objetivas que vão permitir a ele dá conta das necessidades
biológicas e demais necessidades que se apresenta e também do campo no pólo social do voto social embora em cada homem esteja contida a humanidade é bom observar e réver observa isto que nenhum homem pode jamais representar expressar ou expressar a essência da humanidade essa observação ela esclarece da melhor maneira possível na página 24 no texto quando afirma que nenhum homem é capaz de atuar de tal modo que seu avô se converta em exemplo universal já que todo homem atua sempre como indivíduo concreto em uma situação concreta ou seja incorporamos a dimensão genérica mas isso não
quer dizer que as nossas ideias expresse a humanidade nós aprendemos os elementos da gnr cidade e os manifestantes através da nossa sigla humanidade mas a nossa singularidade ela não vai expressar jamais aquilo que são por exemplo todos os homens que pisam na face da terra a autora ela vai acentuar na página 20 e 21 com que um primeiro momento no qual tomamos conhecimento da existência do mundo dá se a partir do eu isso não quer dizer que os indivíduos sejam seres isoladas o que ela quer dizer apenas é que a partir de cada indivíduo e
quando ser biológico vai se dando o contato com a realidade que está no exterior a emi da qual ele pertence o eu seria o nosso ponto de partida para detectarmos problemas a serem respondidos no mundo por exemplo o eu senti fome o eu sempre senti o eu senti necessidade de proteger se então a partir deste eu é que vai sendo construída a percepção de que estamos dentro de uma continuidade e que esta continuidade comporta problemas a serem resolvidos ao se colocar diante dos problemas a serem resolvidos harry observa que é comum a toda a individualidade
a escolha relativamente autônoma dos elementos genéricos e particulares por outras palavras todos eo social é um ser que está confrontado há a necessidade de realizar escolhas e vai escolher entre alternativas como dizia locais e de outras alternativas e vai escolher aquela que parece ser a mais adequada para responder aos problemas ele pode mobilizar se tanto em torno do problema mais imediato ou seja ter um agir por exemplo mais institivo como ele também pode resgatar as contribuições humanos genéricas que tem dentro de si no sentido de tentar criar uma resposta mais adequada aquele problema que ele
tem para responder é importante observar que o grau da individualidade ou seja o grau de liberdade presente em cada singularidade e ele é um grau de liberdade histórico ele não é eterno na medida em que os modos de produção se desenvolvem também ampliam se as marchas da liberdade possíveis para os seres sociais as possibilidades humanos genéricas que possuímos hoje são infinitamente maiores do que as possibilidades humanos genéricas que se colocavam para um ser da pré história ou se anda a sociedade greco-romana um ser da idade média dirá a regra nesse sentido na página 22 o
desenvolvimento do indivíduo é antes de mais nada função de sua liberdade fática ou de suas possibilidades da liberdade essa liberdade fática são os graus de os graus de possibilidades que se abre para o indivíduo responder a um determinado problema em um determinado momento significa as possibilidades com as quais ele conta o que ele julga contar em determinado momento mas na medida em que ele constrói novas e que ele amplia o leque de possibilidades e está ampliando também o grau de liberdade fática ou seja essa liberdade fática não está dada de uma vez por todas ela
também é resultado de toda uma processualidade histórica em determinados momentos os seres sociais possuem determinadas possibilidades para responder a determinados problemas na medida em que a sociabilidade se desenvolve e vai criando também novas alternativas para responder àqueles problemas era destaca que o choques entre particularidade e jenny cidade não costumam tornar se consciente da vida cotidiana com isso ela quer indicar que na vida cotidiana como geralmente estamos presos a responder aos problemas da maneira mais imediata possível geralmente não paramos para ligar essas respostas imediatas ao conjunto de complexos sociais às quais elas estão atrasadas por exemplo
pagar conta de luz pode parecer um ato meramente individual mas está atrelado a todo um complexo da vida social do mesmo modo que quando pagamos uma conta de luz nós não percebemos como estamos ligados ao conjunto do gênero ano que para pagarmos conta de erros por exemplo precisa precisamos fazer conta o dinheiro vai dar não vai dar temos que também ter uma noção de espaço e tempo ou seja quando podemos pagar até quando podemos pagar ou não há mais tempo hábil para pagar em cada um destes gestos aparentemente simples estamos mobilizando conhecimentos pedidos do ong
stonewall na longa trajetória da história humana ou seja estamos operacionalizando também com nossas dimensões humano genéricas já coloquei que resgatando regra que a vida cotidiana está carregada de alternativas de escolhas como ela diz na página 24 e essas escolhas elas podem estar carregadas também dá a dimensão moral ou mesmo ser totalmente alheias à ela observa que a escolha entre tomar um ônibus cheio ou esperar o próximo não tem nada a ver com escolha moral no plano da cotidianidade porém pode estar muito boa realmente motivadas e ao pegarmos o ônibus se devemos ou não lugar a
uma mulher de idade isso revela como que a continuidade o cotidiano ele é complexo mobilizamos dimensões humanas genéricas sem perceber que estamos mobilizando a dimensões humano genéricas todo ser está sempre na possibilidade de elevar se o máximo possível no plano da humanidade neca muito embora estas situações de elevação no plano da humanidade genérica se tornem cada vez mais complexa dentro da sociedade capitalista e na onda e materialização que ela produz junto aos serviços sociais ou seja junto aos homens que participam desta forma de sociabilidade de qualquer maneira isso não quer dizer que estejamos impedidos de
nos elevarmos no plano da generosidade humana rep e coloca que isso um grau elevado de genes idade é extremamente raro no interior da unidade das condições históricas sociais que foram colocados para estes seres se desenvolverem idade lembre se por exemplo de inglês dizendo a respeito de leonardo da vinci com que ele se aproxima desta humanidade genérica que deveria ser perseguida por todos eo social leonardo dezembro os ele era escultor arquiteto projetista entre várias outras vários outros espaços de conhecimento que ele procurou explorar seria aquilo que na discussão max ana chamaríamos de homem lateralidade humana quanto
mais próximos estivermos desta homem numa ter habilidade humana mais próximos estaremos de expandir a nossa humanidade genérica já disse anteriormente que na vida cotidiana temos que lidar com vários problemas mas que não podemos despender o mesmo grau de atenção a todos os problemas ao mesmo tempo é neste sentido que harry vai falar de homogeneização ou seja não podemos atacar todos os problemas ao mesmo tempo mas podemos dedicar a atenção a um determinado problema por um determinado período de tempo e no momento que tivermos dedicando atenção a este problema em um determinado período de tempo nós
vamos estar dando a ele todas as nossas energias possíveis é o que está chamando de homogeneização ou seja nós concentramos toda a nossa atenção possível na resolução daquele problema é uma discussão que a venda começa a traçar na página 29 lembrando que há uma organização ou seja esta atenção que dedicamos a um determinado problema durante um determinado período de tempo ela comporta graus que vão desde a centrar se exclusivamente no eu e mediato até elevar seu plano do humano genérico ou seja posso lidar com a cotidianidade concentrando-me atenção e resolver apenas o meu problema ou
posso por exemplo engajado em uma luta política na qual o meu problema e passa a ser também problema coletivo e que tem a necessidade de ser respondido coletivamente a característica da vida cotidiana é a espontaneidade porquê porque nós lidamos com os problemas sempre de uma maneira extremamente imediata batemos o olho e determinado problema extraímos deles as conclusões que achamos as mais pertinentes ea partir daí apresentamos as respostas muitas vezes sem a devida reflexão se a reflexão necessária que este problema exige isso faz com que na vida cotidiana vai ser realistas harry nós sejamos extremamente pragmáticos
que é uma discussão que ela começa a traçar a partir da página 32 estamos tão pragmáticos que tendemos a ver a vida cotidiana que uma maneira fragmentada na medida em que nós percebemos apenas a aparência da vida cotidiana e não a sua estrutura interna há uma tendência de vermos a realidade como se fosse um conjunto de pedaços na vida cotidiana por exemplo nós não vemos como que fenômenos aparentemente é distantes estão articulados nós não vemos como uma ama um derramamento de petróleo em alto mar ou então o incêndio em um prédio em são paulo provocando
dezenas de desabrigados ou mesmo conflitos étnicos religiosos estão ligados numa determinada forma de ser da vida contemporânea da materialidade contemporânea que é dada pela lógica do capital nós vemos estes problemas tendemos a ver na vida quotidiana estes problemas como se eles fossem totalmente isolados existem outros elementos que vão caracterizar a vida cotidiana operacionalizamos por analogia por comparações tá certo mas de qualquer maneira é sempre importante destacar isso integra o percurso levantado por réver que na vida cotidiana a nossa tendência é de nos fixarmos na aparência das coisas e não na essência das coisas portanto para
compreendermos a estrutura da vida social é necessário entendermos quais são as mediações constitutivas da vida social espero ter contribuído para a leitura deste capítulo de agnes regra e com isso permitindo uma melhor leitura na discussão a respeito do cotidiano obrigado