Boa noite. Boa noite. Boa noite.
Como vai você? Pera aí, deixa eu ver. Tá tudo certo aqui?
Maravilha. Vamos seguir aqui também. Boa [limpando a garganta] noite, muito bem-vinda.
Muito bem-vindo. Espero que hoje eu possa trazer algum conforto pro seu coração. Bom, primeiro eu quero começar essa live terapia fazendo alguns agradecimentos.
Eh, primeiro agradecimento. Ah, tá ouvindo bem? Maravilha, Sara.
Obrigada. Primeiro agradecimento é o público de Campinas, porque a palestra da semana passada foi sensacional. teatro lotado, as pessoas querendo entrar e não tendo ingresso.
Então assim, para para mim como psicóloga é uma alegria imensa, assim, inenarrável. Então assim, muito feliz. Muito obrigada a todos que se deslocaram até Campinas na quinta passada.
Muitíssimo obrigada, foi muito emocionante. Fiquei muito feliz, fiquei muito, muito assim realizada mesmo com todo o feedback que eu recebi depois. Eh, nossa, foi maravilhoso olhar aquele teatro assim lotado.
Eh, a palestra foi quinta-feira passada em Campinas no teatro eh, Oficina do Estudante Guatemi do Shopping Guatemi. Esquérrimo, lindo, assim, uma realização maravilhoso mesmo. Foi muito, muito bonito.
Você sabe que eu venho fazendo palestras há muitos anos, muitos anos mesmo. É, nós tínhamos, tinha assim, é um, quando foi foi ano passado quando eu fiz no toque Marine Hall aqui em São Paulo, Tom Brasil, 1300 pessoas lotado, foi maravilhoso também, foi emocionante. Mas São Paulo, né, gente, São Paulo é gigante, uma capital imensa.
Eh, Campinas eu tinha tinha ressalvas, eu tinha a sensação assim, será que vai, será que o povo vai? E foi teatro lotado. Então, assim, foi realmente surpreendente para mim e eu fiquei muito, muito feliz.
Muito obrigado por você que estava lá. Eh, muito obrigado a todos. Muito obrigada mesmo.
Muito feliz para caramba. Tô viajando aí para muitos lugares. Eh, perdi conta de lugares que eu fui.
Eh, me surpreendi muito em Lisboa também, né? Foi lindo também. Eh, mas tem alguns lugares que me surpreendem mais ainda e foi o caso de de Campinas.
Bom, além disso, eu tenho encontrado muitas pessoas no assim na rua. Eh, fui numa festa de de amiguinha da minha filha. Eh, sentei numa mesa em que várias pessoas me conheciam e uma delas me tocou muito eh por ser um homem e me dizendo coisas assim eh nossa, você me ajudou no momento mais difícil da minha vida.
E aí ele começou a me fazer um relato ali sobre o que ele tinha passado, sobre o que ele tinha sentido. E e além de eu de eu me emocionar muito com o relato dele, eu queria aproveitar o que ele me falou e abrir essa live eh dizendo algo para você, porque talvez você esteja passando algo parecido com o que ele me descreveu ali. Eh, e o que eu tenho para te dizer é assim, eu acho que tem momentos da vida que que parece que a gente se vê no fundo do poço mesmo por várias razões, ou porque a gente viveu um término que a gente não esperava, ou porque a gente não se reconhece na situação que tá, ou porque parece que o nosso castelo ruiu, eh, ou porque a gente se sente culpado por alguma coisa, ou porque a gente se sente impotente por algo que esteja acontecendo, ou porque a gente se decepcionou absurdamente com alguém, ou porque eh a gente não sabe mais como reaver algum tipo de situação, ou porque a gente tá se sentindo muito frágil, muito fraco, ou porque, por mais que a gente tente seguir, tocar o barco, parece que a coisa não engreira, não vai.
Eu não sei qual dessas situações você tá vivendo, se são várias dessas, são todas essas, se é uma dessas. Mas o que eu quero te dizer é que nada, que nada que te aconteça, o que esteja te acontecendo agora. Seja o suficiente para você esquecer a grandeza que tem, a potência que é.
Que nada na tua vida te afaste da certeza que você vale a pena. Nada. Que nenhuma pessoa seja o suficiente para fazer você se questionar sobre a importância da sua existência.
que nos momentos de baixa, que nas fases mais dolorosas, que pode ser essa justamente que você tá passando, seja o momento para você se reencontrar consigo mesmo. É esquisito dizer isso, mas a gente esquece que é na crise, na hora que parece que tudo quebra, que tudo rompe, que a gente se perde. É, é, é doido dizer isso, mas é justamente nesse momento que parece que a gente se reencontra.
Você já jogou baralho? Já, já. Veja, você já percebeu que quando termina uma partida, alguém ganha, alguém perde, não é?
E para começar uma nova partida, que que se faz? A gente pega, conta-se os pontos, traz o baralho para perto, dá uma mexida no baralho, embaralha e começa uma nova partida, não é? Você já reparou que a nova partida ela é diferente que a outra?
Ah, mas eu perdi de novo. Mas você não perde igual, você perde mais, perde menos. Mas tem uma coisa que acontece que é muito interessante.
Você aprende com cada partida. Conforme você já vai jogando baralho, você já vai entendendo melhor e vai se atentando ao que funciona, ao que não funciona. O que que você poderia ter feito, o que você deveria ter feito ou não feito.
Você escolhe melhor os seus pares, sabe com quem você funciona melhor, vai entendendo aonde você é bom. E a vida não é muito diferente na hora que parece que tá o caos, que houve aquela crise, que o negócio ferrou de vez, talvez seja justamente o momento pra gente dar uma boa de uma embaralhada. É, dá uma embaralhada, mas a minha vida já tá embaralhada.
Então, embaralha melhor para você se encontrar naquilo, para que na hora que você dê as cartas, você dê consciente do que cabe em você. A vida é um pouco isso. Eu penso que nas crises que parece que a gente se quebra inteiro, é quando a gente vai se remontar.
E vai, a gente vai se remontar de um jeito diferente. Nunca vai ser igual a antes. E não tem que ser.
Que mania de querer ser igual a antes. Não, a gente não tem que ser igual a antes. A gente nunca vai ser.
Porque antes a gente não havia passado pelo que a gente passou. E justamente por nós termos passado pelo que passamos, que nós vamos nos tornando melhores. Você pode escolher, é, você pode chama-se livre arbítrio, você pode inclusive escolher agir da mesma maneira, é meio que andar para trás.
Ou você pode escolher aprender com o que aconteceu para você dar passos melhores. E melhores significa rumo em direção àquilo que você acredita que realmente faz sentido. É esse que é o acho que o ponto, o pulo do gato e que você precisa aprender.
[roncando] Cuidado com algumas armadilhas da vida. A gente tende a culpar alguém, a se vitimizar. a gente tende a se culpar ou mesmo encontrar algum culpado.
A gente fica correndo a certeza que a gente deveria ter feito isso, feito aquilo. E a gente muitas vezes fica paralisado querendo que as coisas aconteçam da maneira que a gente desenhou. Que mania, que mania que a gente tem de querer que as coisas sejam do jeito que a gente desenhou dentro do arsenal e da perspectiva que a gente tem na pequenez da nossa experiência.
É nesse momento que a gente precisa lembrar que o universo é sábio. É sábio nas entregas, nas retiradas, nas partidas e nas chegadas. E quando a gente considera isso, a gente começa a abrir um pouco nossa perspectiva e se permitir ao que a vida nos apresenta.
Isso que te dói também te ensina. Aquilo que foi também deixa algo e nada vai à toa e nada também não chega à toa. Para tudo e por tudo a gente pode aprender alguma coisa e [roncando] nessa a gente pode agregar algo sobre nós mesmos.
E daí que tá o diferencial de cada um de nós. Isso funciona para tudo. Veja, vou te exemplificar para você entender melhor.
Imagina que você vai vá com três pessoas assistir a um filme, vocês vão assistir o mesmo filme. Agora, a experiência ela pode ser diferente para essas pessoas. Pode ser neutra para uma delas, tipo tanto faz quando tanto fez.
Pro outro pode ser péssimo. Que perda de tempo, que filme péssimo, que nada a ver. E paraa outra pessoa pode ser incrível, uma experiência sensacional.
O que muda? O que muda é a predisposição que nós temos, a disponibilidade interna que nós temos, as associações que fazemos e como nós vamos tirar proveito da experiência que vivemos toda. E qualquer experiência que você viva pode ser transformadora, dependendo do lugar que você coloca ela, dependendo da forma que você se coloca nela, dependendo da maneira que você vai percebê-la.
Sendo assim, todos os dias da sua vida serão dias proveitosos. Vai depender de como você vai se posicionar diante deles, Pâela. Mas tem dias que são caóticos, tem dias que são horrorosos, eu sei, mas até nesses, até desses você pode tirar alguma coisa.
Depende de como você se posiciona na vida. Nada que acontece na sua vida é à toa. Esse é o ponto.
Se você encarar que esse dia é ruim porque você não conseguiu o que você gostaria ou que esse dia não valeu porque aconteceu isso que foi ruim, você não entendeu nada que você tá fazendo aqui. Caramba, você tá aqui aprendendo todos os dias. E eu me emociono falando para você porque minha cabeça não para, né?
Eu tenho, eu tenho a mente meio acelerada. [risadas] E eu tava pensando aqui que sábado eu tava eu tava na padaria e eu vivi uma situação desagradável, uma situação muito ruim de uma pessoa que agiu de uma maneira muito muito egoísta, vamos dizer assim. Eu prefiro não entrar em detalhes.
E naquele momento eu tive um aperto e uma sensação de perda de tempo. O que que eu tava fazendo ali? Por que que eu não fiquei na minha casa?
Por que que eu não fiz uma um negocinho gostoso em casa? Eu poderia, porque que eu me desloquei? Blá.
Eu fui, eu fui nessa linha do raciocínio natural que a gente tem mesmo. Sabe aquela sensação, putz, por que que eu saí de casa hoje? Sabe?
Mas aí eu comecei a pensar sobre aquilo que tinha me acontecido. E nesse momento me abriu assim, me abriu um horizonte gigantesco. Eu comecei a pensar o que aquilo me ensinaria.
Eu sei que talvez se você tiver num momento muito doloroso da tua vida, quando você me escuta, você pensa: "Ai, Pamela, saco, nossa, para, vai, para que tá feio, eu sei, mas eu juro para você que se você exercitar isso que eu tô te falando, você vai atingir patamares seus e do mundo que você jamais imaginaria. Se nós estivermos conectados com o que a gente precisa melhorar na gente e o que a gente precisa reconhecer em nós, tudo vai fazer sentido. Naquele momento que eu vivi uma situação em que eu me percebi eh [roncando] desrespeitada e eu vi muito aflorado naquela pessoa o egoísmo, eu tinha um caminho muito conhecido, que era o caminho esse que eu falei: "Puta, que que eu saí de casa?
não deveria, pô, caramba, não sei o quê. Bá bá. E aí eu ficaria na ruminação do que eu deveria ter feito, do que eu não fiz e eu deixaria de aproveitar a oportunidade que estava escancarada, esfregando na minha cara.
Mas aquilo para mim eu encarei como um baita de um presente. Naquele exato minuto, eu pensei: "Eu preciso agir de uma forma diferente com o que eu venho agindo há muito tempo na minha vida e ao agir de uma forma diferente, eu vou subir um degrau minha busca. Existe uma busca que é nossa, de um trabalho íntimo nosso, de um movimento nosso de evolução, de aprimoramento do ser humano.
Chame como autoconhecimento, chame como alta performance, chame como você quiser. Mas é isso. E eu vinha num trabalho já meu de conscientização das minhas dificuldades de posicionamento, das minhas, porque não é porque eu sou psicóloga que eu falo aqui para vocês que eu sou melhor que alguém, né?
Aliás, eu canso de dizer aqui para vocês que eu tô em aprendizado como você, não sou melhor do que ninguém. E naquele momento que aquela mulher age de uma forma invasiva conosco, eh, de forma egoísta, eu no primeiro momento ruminei, que que eu saí de casa? Que que eu fiz, o que depois eu falei: "Pera, isso tá vindo para mim, eu tenho que agir".
E não era por causa dela, para ela, era para [limpando a garganta] mim. E pela primeira vez, pela primeira vez eu consegui me posicionar exatamente como eu entendo que eu sempre deveria fazer, em prol dela, para puni-la, para eh prejudicá-la, para me vingar, não, para me proteger, para me proteger, para me respeitar. E naquele momento eu consegui me posicionar, eu consegui levantar da mesa.
Eu que sempre fui uma pessoa que eu me adapto, eu aceito, eu vejo o lado do outro, eu sempre tenho isso na minha vida, sempre, sempre. Mas espera um pouquinho. Isso funciona em muitos momentos, mas tem outros momentos que eu tenho que me preservar assim, que eu vou ficar olhando o lado do outro e eu vou me prejudicar.
E naquele momento eu consegui levantar da mesa, eu consegui mudar de mesa e eu consegui na volta dela, quando ela ela voltou à mesa e disse: "Desculpa". De uma forma eh irônica, sarcástica, eu consegui olhar no olho dela e dizer assim: "Não, não, eu não só não te desculpo, como esse trabalho não é meu, você que precisa ponderar sua conduta e se perguntar se você se desculpa". Eu tanto não te desculpo que eu percebo a responsabilidade das suas ações e a importância de você ponderá-las.
O que cabe a mim é não aceitar a tua posição perante a mim e mudar de mesa. E foi o que fiz. E ela foi embora.
E eu me senti tão em paz e tão vitoriosa com essa atitude. E eu tô trazendo isso para você, para você entender como na vida tem inúmero, inúmeras situações que nos acontecem todos os dias. E todas elas, todas elas são convite para o seu aprimoramento, elucidação de algo da sua vida, elucidação sobre algo do outro.
conscientização sobre algo que você precisa, presente, lição, atalho, convites e testes sobre se você realmente entendeu, trabalhou e cresceu no que você precisava. Enfim, nada é à toa, nada é em vão. E a capacidade de você ponderar isso e a capacidade de você perceber isso cabe a você.
Você pode fingir que não viu, você pode se esquivar, você pode resistir, você pode ignorar. livre arbítrio, mas nunca se esqueça, nada é à toa, tudo é convite, tudo é um recado, tudo é em prol do teu aprimoramento ou daquela pessoa que se conecta com você, porque muitas vezes a gente se empresta pro outro, né? Tem hora que o outro outro outro empresta pra gente e tem hora que a gente se empresta pro outro.
E perceber isso, ó, é uma ampliação de perspectiva. Maravilha. Então vamos, vamos pro tema.
Por que que será que você se prende em alguém que não te escolhe? Por que que será que você se prende em alguém que não te escolhe? Essa é a temática de hoje.
Por que que será? Por que será que você continua com alguém que não te quer? Por que que você continua na sua cabeça na, né, gritando aí dentro de você que você deveria continuar com essa pessoa que nesse momento decide não estar com você?
Essa pessoa que não te valoriza, essa pessoa que não te reconhece, essa pessoa que não te coloca nesse patamar. Por quê? A resposta é única.
Você sabe a resposta? Sabe, eu vou te dar. As pessoas que nós escolhemos, a pessoa que nós escolhemos como a mira, como o alvo do nosso afeto, ela é uma representação do nosso merecimento.
Se eu escolho uma pessoa que não me escolhe, é porque eu não me escolhi. Se eu quero uma pessoa que não me quer porque eu não me quero. Se eu estou com uma pessoa que não tá inteiro comigo, é porque eu não tô.
As nossas escolhas, elas são projetivas sempre. Então, quando você busca e você acredita que quando essa pessoa quiser estar com você, quando essa pessoa gostar de você, quando essa pessoa te assumir, é quando você será feliz, para, você tá se enganando. Você que precisa se perguntar o quanto você se quer bem.
Essa pergunta ela é muito interessante e eu vou fazer de novo para você, para você ponderar o quanto você se escolhe. Olha que pergunta forte. Olha que pergunta forte.
Vou repetir de novo. O quanto você se escolhe. Você se escolhe.
Porque se você é uma pessoa que tá o tempo inteiro apontando em si defeito, dizendo que você tem que ser assim, assim, assim, assim, para então você ser aceito. Se você é a primeira pessoa a se sentir insuficiente, se você acha que é o outro que vai definir quem você seja, o seu valor, pronto, você já respondeu a minha pergunta, você não se escolheu. Você não tá se escolhendo.
Se você escolhe essa pessoa em detrimento de ti, por qual razão ela te ela te escolheria? Você sabe que eh eu trabalho desde muito cedo, né? E com 16 anos, talvez você não saiba isso na minha vida.
Quem é velho de guerra aqui sabe, mas talvez você não saiba. Eu com 16 anos trabalhava em loja de rua, vendia, vendia roupa em loja de rua, né? E e eu lembro que quando a gente começou a vender, a gerente da loja chamou a gente assim, né, chamava a gente para para fazer um treinamento, tal.
E dentre várias, enfim, várias instruções do treinamento, ela perguntou para mim, para mim, pras meninas que estavam entrando ali na admissão, ela perguntou assim: "Eh, vocês querem estar aqui por quê? " E aí? Ah, porque eu preciso de dinheiro.
Ah, porque eu quero, porque sei o quê? Tá. Você gosta dessa roupa?
Você usa essa roupa? Ah, eu acho cara, tal, tal, tal, tal, tal, não sei, tal. Se você não usar essa roupa, se você não gostar dessa roupa, você não vende essa roupa.
Ah, como assim? Você não vende? Você vai vender uma ou outra, mas vender mesmo, ser uma boa vendedora, você não vai ser.
Você só vende o que você acredita. Se você usar a roupa, gostar da roupa, você vai vender bem. Senão, você vai vender um engodo, você vai vender uma ou outra, daqui a pouco você não sustenta a tua venda, porque o cliente ele tem que ver verdade no teu olho, ele tem que acreditar no que você tá falando.
Aquilo tem que ser verdadeiro, senão você não se conecta com ele. Eu nunca, nunca me esqueci disso. Então isso vale para quando eu te pergunto, você se escolhe?
Porque se você não se escolhe, esse cara, essa pessoa não vai te escolher. Isso, isso no ponto de vista profissional ou no campo relacional, no campo amoroso. Pensa, se você não se desejar, como que você vai ser desejável para alguém?
Aí você vai tá atuando, não vai ser, não vai ser verdadeiro. Por isso que não dura. Tem que ser verdadeiro.
Você tem que se escolher. E eu me escolho. Quando eu me escolho, eu me protejo, eu me blindo.
E esse movimento faz com que eu esteja com as pessoas de uma outra forma. Veja, vou dar um exemplo para você. Quando eu me escolho, eu me escolho quando eu gosto de mim, quando eu me abraço, quando eu tô comigo, eu tô comigo.
Eu tô comigo na no caos, na maravilha, eu tô comigo. E quando você tá com você e você chega na vida e você se depara com uma pessoa que não te vê, que não te enxerga, que não vê valor em você, que que quer te usar ou que te coloca de escanteio, naturalmente você desvia dessa pessoa se você não se atrai por essa pessoa. Como que eu posso ter atração?
Como eu posso ter desejo por uma pessoa que não me vê como eu sou? Porque se eu me escolho e essa pessoa age de uma forma que ela não me escolhe, a gente se desconecta. A gente se desconecta.
Agora, se eu não me escolho, se eu não tenho certeza de mim, se eu me comparo com as pessoas, se eu me acho insuficiente, se eu vejo milhões de defeitos em mim, se eu não me acho boa bastante, pronto, eu vou me conectar com quem? Com quem gosta de mim? Com quem me acha linda, com quem me acha bacana?
Não, eu vou me conectar por com aquela pessoa ali que me faz de gato sapato. Por quê? Porque eu ainda não tenho, eu ainda não tô convencido do que eu sou.
Isso explica porque muitas vezes você fica correndo atrás de quem não te quer. Isso explica porque você fica ali afim de uma pessoa que não te dá certeza de nada. Isso explica porque você cisma com uma pessoa que é ambivalente com você.
Isso explica porque que você deseja quem não te quer. Não é sobre a pessoa, é sobre a angústia que ela te causa. É uma ansiedade que você vive consigo mesmo.
Então essa pergunta inicial que eu fiz para você, ela é fundamental e eu quero que você trabalhe com ela essa semana inteira, se bobear até o momento que você consiga responder de fato, com certeza, com segurança, e que essa resposta ela sustente muito o que você acredita. perguntar, eu repito, você se escolhe, traz isso para você, faz isso um mantra. E aí eu trago uma outra pergunta em cima dessa para te ajudar no exercício.
Para te ajudar no seu exercício. O que que você precisa fazer para se escolher? A sua escolha tá baseada em quê?
Em quê? Em parecer com alguém. em estar à altura de tal, ter isso ou ter aquilo.
Cadê a tua essência? Cadê a tua essência? Cadê o teu eu?
Cadê a tua autenticidade, a tua individualidade? Aquilo que só você é. Porque corpo, rosto, cabelo, grana, isso eu entendo.
É maravilhoso, legal, a gente quer o melhor. Eu também sei. Eu também.
Mas e o que você é? Porque você é muito mais do que isso. Você não é o que te acontece, né?
Você é esse esse coração que você pulsa no peito. Você é a somatória dos valores que você alimenta aqui dentro, daquilo que você acredita. os vínculos que você cultiva, os sonhos que você alimenta, o que você crê.
Cadê isso? O quanto que você tá considerando isso? Quando você pensa sobre querer alguém que não te escolhe, que está escolhendo?
O que você está escolhendo? Pense comigo. Escolher ficar atrás de alguém buscando ser ou ter para que então a pessoa te veja.
Que que raio [risadas] de que raio de escolha é essa? Ah, mas quando eu tiver assim, fulano vai me olhar. Quando eu for assim, que que escolha é essa?
Que que você tá escolhendo? Escolha-se primeiro lugar. Ah, mas tá difícil.
Putz, grila. Principalmente aí você tem que se escolher na hora que o negócio tá mais complicado, na hora que tá com a corda no pescoço. É nessa hora que tem que se escolher, se abraçar, trazer para perto, fazer um cafuné.
É nessa hora olhar para dentro, perceber, caramba, que que tá, que que tá faltando, o que eu posso fazer por mim, que que eu tô precisando? Escolha-se toda vez que você se pegar mirando em alguém que não te respeita, que te faz sofrer, que te convida para angústia, que não te dá certeza, que te te trata com dúvida, faz você se sentir impotente todas as vezes que você se pegar nesse lugar, para. Eu não estou me escolhendo.
Por que que eu não tô me escolhendo? Se escolha. Se escolha por tudo e apesar de tudo, se escolha.
Seja a primeira pessoa a se chacalhar e dizer assim: "Pera aí, se eu tô correndo atrás, esse não é o meu lugar. Se eu tô implorando, esse não é o meu lugar. Se eu tô atrás de migalha, isso não é meu lugar.
Nenhuma situação que te faça ficar correndo atrás, implorando afeto, mendigando carinho, buscando incessantemente explicações e justificativas, tendo que ocultar o que você realmente é, faz ou deseja, cortando suas asas. Justificando injustificável, alimentando culpa pelo que você nem fez. Não é para você.
Grava uma coisa que eu vou te falar de fora para dentro para depois a gente conseguir fazer isso vir de dentro para fora. Tá bom? Vamos começar.
Fica, escolhe, esteja com quem quer estar com você. Escolha-se em primeiro lugar para que então você identifique, escolhas certeiras construtivas, agregadoras e positivas paraa sua vida. Escolha quem te escolhe, quem te olha e te vê.
Escolha quem compartilha com você. Escolha quem faz questão, quem mexe não só com seus sentidos físicos, sexuais, mas quem se conecta com a sua alma. Escolhe quem te valoriza e quem muitas vezes espontaneamente te organiza.
Evite quem te desorganiza, quem te causa emoções que são muito difíceis de serem gerenciadas. Observe sobre escolher quem não te quer, sobre querer quem não te quis, sobre insistir em quem não tem certeza do que realmente queira. Ao invés de querer reverter o quadro, volte-se para si mesmo.
Pense sobre o seu merecimento. Nada que te tire do eixo vai fazer bem pro teu coração. Nada que te afaste da sua verdade, daquilo que você é, da sua integridade, faz bem para você.
Não confunda, não confunda. Desafio com amor. Jogo, compaixão.
Não confunda. Não alimente essa ideia utópica de que a pessoa que mexe com você é a pessoa da sua vida. A pessoa para sua vida, [roncando] ela agrega em você, ela constrói com você, ela soma com você, ela te faz melhor.
Se você tem que correr atrás, se você tem que justificar demais, se você tem que deixar para trás o que te move, se você tem que se despedaçar para manter alguém inteiro, se você tem que cortar suas asas para voar baixo com essa pessoa, se você tem que deixar de fazer ou ser aquilo que é mais forte em você para que então ela, acredite que faça sentido, tá do seu lado, não é por aí. E se você tá se prendendo alguém que se parece com isso, já parta do pressuposto que nada, nada que te prenda serve para você. Amor combina com liberdade.
Amor é um sentimento tão poderoso que ele não precisa de nada, nenhuma amarra. para conectar as pessoas. Nada.
Por si só, ele já faz a gente transbordar por dentro. É justamente essa conexão que o amor proporciona, que nos faz sentir na liberdade de existir da maneira que se é. A gente não força quando a gente ama, a gente simplesmente ama.
É um sentimento construtivo, agregador. Amor é paz. Não se confunda, não se engane.
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