Salve salve amigos da Astronomia em todo mundo. Meu nome é Sérgio Sacan, sou editor do blog Space Today e você está assistindo a mais um Space Today TV. No programa de hoje vamos falar do Planeta Marte, vamos falar de moléculas orgânicas, vamos falar do Curiosity.
Isso mesmo. Oer curiosity da NASA conseguiu descobrir aí o maior conjunto de moléculas orgânicas em Marte até hoje na história, graças a algo muito muito legal. É muito legal mesmo o que aconteceu.
O Curiosity levou um experimento. Esse experimento ficou guardado no Curiosity por 14 anos para ser executado agora os pesquisadores fazerem essa descoberta. Vamos entender essa história toda que é muito legal mesmo.
Manda vinheta. Muito bem, pessoal. Vídeo novo aqui no canal.
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Vamos para o vídeo de hoje passar aqui nossos 10, 15 minutinhos batendo um papo sobre algo importante, interessante, relevante que acontece no nosso universo. E vamos falar do Rover Curioso, de algo muito legal. O Curioso, para quem não lembra, ele pousou em Marte em 2012.
E quando ele pousou em março em 2012, ele levou dentro dele, dentro da barriga dele, vamos dizer assim, um um experimento muito legal que ficou guardado ali por muito e muito tempo. Na verdade, ficou guardado por 14 anos. Por quê?
Na verdade, ele levou dois desses experimentos. Então ele só podia usar isso num momento certeiro. Ele teria tipo um tiro para dar, teria que ser um tiro certeiro porque depois aquele experimento iria acabar e não poderia mais ser usado.
E isso aconteceu agora. A NASA apertou o botão e usou esse experimento sensacional e os resultados foram publicados na Nature Communications e o que encontraram é espetacular. De cara, sim, o Curiosity encontrou nada mais nada menos que mais de 20 moléculas orgânicas complexas, incluindo compostos com nitrogênio e enxofre.
Nós estamos falando aí dos blocos que são os blocos fundamentais da construção essencial da vida, como a gente conhece, e que de alguma forma sobreviveram por mais de 3 bilhões e meio ali na superfície marciana. Então é algo assim realmente espetacular o que a NASA conseguiu fazer. Então é o seguinte, vamos explicar um pouquinho aonde que tá o Curiosity e qual que é a dimensão de tudo isso.
O Curiosity, para quem não sabe, ele trabalha ali num lugar chamado Cratera Gale, tá? Onde há cerca de 3 bilhões e meio de anos a cratera Gale não era esse deserto congelado que é hoje, né? E radioativo, né?
Ela abrigava um lago alimentado por rios que desaguavam ali, depositando camadas e camadas de sedimentos muito finos. Com o passar de todos esses bilhões de anos, né, a atmosfera marciana foi varrida pelo vento solar. A gente já explicou isso.
A água então evaporou ou congelou no subsolo e toda aquela lama no fundo do da caratera geil se transformou em rocha, mais especificamente em rochas argilosas ricas em smeectita, que é o nome deste mineral aí muito importante. E aqui tá um detalhe muito crucial. As argilas elas são excelentes, como se fossem excelentes daquelas, daquelas garrafinhas, sabe, de que você joga no mar, né?
Excelentes máquinas do tempo ou cofres do tempo. Elas têm capacidade de, além de aprisionar, proteger a matéria orgânica da radiação ultravioleta dos raios cósmicos que bombardeiam na superfície, no caso aqui de Marte. E sabendo disso, a equipe do Curiosity então direcionou o Her para uma região chamada de Glen Torridon, bem no coração desses antigos depósitos lacustres.
E lá eles escolheram um árvore para perfuração chamado Mary Enning 3. É isso que foi feito. Beleza?
O que que acontece então? O curió, para quem não sabe, né? O Perseverance, ele perfura a rocha marciana e e a perfuratriz dele já tem um buraquinho.
À medida que ele vai perfurando, ele vai coletando aquela amostra e ele guarda aquela amostra num tubinho para no futuro, quem sabe um dia ser resgatado por alguma missão. O curió é diferente. Que que ele faz?
Ele fura e o pó resultante daquele daquela perfuração, ele pega aquele pó e joga dentro dele aonde ele tem um laboratório químico muito legal. Esse laboratório portátil do curiosity, ele se chama Sam de Sample analysis ats, tá? O S, na verdade, ele funciona no assim sempre, né?
como se fosse um pequeno forno. Então ele joga essa essa joga esse pozinho da perfuração lá dentro, aquece esse resíduo aí da perfuração a temperaturas altíssimas e analisa, né, ou cheira, como o pessoal gosta de dizer, os gases que são que são gerados a partir deste deste processo, que a gente conhece ele como a tal da pirólise. O problema da pirólise, né, é que as moléculas orgânicas grandes e complexas, aquelas que poderiam, né, indicar, por exemplo, presença de vida e tudo mais, elas não evaporam facilmente.
Em vez disso, elas se quebram e se transformam em compostos menores, tornando quase impossível a gente reconstruir esse quebra-cabeça e saber qual que era a amostra, né, como que era a molécula original. Para contornar isso, o que que a NASA fez lá atrás quando ela resolveu lançar o curioso? Ela fez o seguinte, vamos levar para Marte um reagente, tá?
Chamado de TMAH ou hidróxido de tetrailamônio. O TMAH, ele é um solvente fortemente alcalino que realiza um processo chamado de termoquimólise. Esse é o processo.
Basicamente é o seguinte, ele age como uma tesoura química, tá? Ele vai conseguir cortar as moléculas orgânicas presas nos minerais, adicionar pequenos grupos químicos a ela, transformar ela em gases voláteis e aí o S vai conseguir, né? O S, que é aquele que lê, que cheira o resultado dessa, desse aquecimento, vai conseguir ler isso com precisão.
Só que como não podia fazer muito, né? Eles fizeram dois desses copinhos aí. Eles só tinham dois desses copos com esses experimentos.
Então, era um experimento de tudo ou nada. No sol marciano número 2879, a broca então perfurou a rocha Maryen, recolheu cerca de 163 mg do pozinho marciano, depositou cuidadosamente dentro desse copo e o lacre então foi rompido. O líquido que estava ali, o reagente então banhou a poeira marciana e a mistura foi aquecida lentamente.
Foi o primeiro experimento de química úmida desse tipo, já realizado em outro planeta. Só isso já é um negócio sensacional. E aí o que que eles descobriram?
Aí que entra toda a descoberta. Então tudo aqui foi para explicar para vocês. Cratera gelou qual que é a problema problemática geológica dela e esse experimento que foi um experimento que foi levado para lá para ser usado só duas vezes.
E essa vez aqui ele foi usado agora. Muito bem. O que o curió descobriu depois de fazer essa análise foram 20 mais de 20 moléculas orgânicas diferentes, tá?
Até então, as descobertas orgânicas em Marte se limitavam a compostos relativamente simples, como o cloro benzeno ou pequenos fragmentos com enxofre. Mas agora o experimento revelou uma complexidade inédita. Foram encontrados anéis aromáticos complexos, como o trimetil benzeno e o naftaleno.
Encontraram moléculas contendo oxigênio como metil benzoato. Encontraram benzotiofeno, uma molécula que contém enxofre, provando que os processos de sulfurização ajudou a preservar esses compostos por bilhões de anos. Mas o grande assim momento do estudo, né, foi quando eles encontraram ali a tal do dimetil indol, que trata-se de um heterociclo de nitrogênio.
E por que que isso é muito importante? Porque os anéis aromáticos contendo nitrogênio, são os componentes fundamentais da biologia. por exemplo, eles são a base do que forma o DNA, o RNA e aminoácidos vitais, como o tripitofano.
A vida, da forma que a gente conhece, simplesmente ela não existiria sem essas estruturas baseadas em nitrogênio. Então essa é a grande importância, tá? Porém, como bom cientista, a gente precisa sempre jogar um balde de água fria nas expectativas, né?
O artigo da Nature que saiu na Nature Communications, é muito cuidadoso ao afirmar que isso não é de forma alguma a prova definitiva de vida marciana. É aquele papo que a gente já teve aqui há muito tempo. Por quê?
Porque essas moléculas aí elas podem ter origem biológica, porém elas podem ter origem de outro tipo, geológica, por exemplo, ou elas podem ter vindo a bordo de meteoritos ricos em carbono, né? Por exemplo, aqui na Terra a gente tem o famoso meteorito de Merkinson. ele poderia ter esse tipo ou podem ter sido formados por processos químicos abióticos, ou seja, sem a presença da vida.
Esse que é o grande problema. O grande problema da vida em Marte está nisso. As evidências que a gente encontra pra vida marxiana, elas podem ter sido formadas por processos biológicos, e aí seria a vida, ou por processos abióticos.
E aí não é vida, a vida não está envolvida e não tem nada a ver. Então é aquele negócio, né? Encontramos moléculas orgânicas complexas em Marte pela primeira vez, mas encontramos vida, ainda não, tá?
Mas encontramos moléculas ali que são a base pra vida como a gente existe, ou pelo menos a base pro DNA e para o RNA. Então foi um a gente sabe que a argila, né, é marciana, ela é capaz de preservar esses compostos orgânicos muito bem preservados, tá? E o experimento TMAH funcionou perfeitamente no ambiente hostil, como o ambiente marciano.
Beleza? Muito bem. O que que isso quer dizer?
Isso quer dizer que nós teremos um novo rover em Marte, o Rosalin Franklin. Isto mesmo. A NASA assumiu a parada de levar o Rosalin Franklin.
Para quem não sabe, Rosalin Franklin, ele é um hover da agência espacial europeia. Ele ia ser lançado a borda do foguete Próton. Isso ia acontecer ali um pouco, foi iria acontecer um pouquinho num determinado momento e um pouquinho antes do lançamento começou a guerra entre a Rússia e a Ucrânia.
Por isso a Europa foi lá e falou assim: "Como a Europa tá em sanções ali com a Rússia, falou: "Não vamos lançar nada com vocês, não vamos lançar o Rosalin Franklin. " Foi isso que eles fizeram. Esse R ficou aí perdido pelo mundo e a NASA sumiu.
Então no eles vão lançar o Rosaline Franklin a bordo do Falcon Rev, tá? E ele carrega um instrumento chamado MOMA, que utiliza utilizará uma técnica muito semelhante, tá? Ainda nós vamos ter a missão Drgonfly, que vai levar um instrumento chamado Drms, Dr MS, que também fará experimentos de química úmida em outro planeta.
Então assim, o Curiosity com esse com esse com esse trabalho, ele mostrou que é possível, né, fazer esses experimentos que são diferentes dos de todos os outros que a gente já fez. E nós vamos ter o Rosalin Franklin Marte e a Drgonfly em Titã para poder fazer experimentos parecidos e aí quem sabe matar a famosa questão sobre se estamos ou não estamos sozinhos no universo. Então está aí um trabalho realmente espetacular.
É muito legal isso, né? Você vê que a NASA ela se preparou para este momento. Agora imagina, né?
você ter só duas chances para fazer esse tipo de análise. E eles fizeram e os resultados realmente são espetaculares. E os resultados estão todos aí publicados bonitinho na Nature Communications para vocês.
Todos os gráficos aí eu coloquei os gráficos aí para vocês verem. E o lance é esse, né? Mais uma vez encontramos moléculas orgânicas, mas agora moléculas orgânicas complexas e diversas, né?
Muitas, mais de 20. Mas ainda não encontramos vida. Será que um dia vamos encontrar vida em Marte?
Deixa aí nos comentários o que você acha disso, se teremos ou não teremos vida no planeta Vermelho. Beleza, pessoal? Esse então era o vídeo que eu queria trazer aqui no canal para vocês agora.
Espero que vocês tenham gostado. Se gostou já sabe, aquele tapa no dedão, aquela voadora com tudo no peito do like. Isso ajuda para caramba o vídeo canal a ganhar relevância.
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Estamos junto deoturnamente na luta contra a má divulgação científica no Brasil e contra a anemia na divulgação da astronomia no nosso país. Mais uma vez, meu nome é Sérgio Sacan, sou editor do blog Space Today e você acabou de assistir a mais um Space Today TV. Oui.