Meu amigo, eh, nós vemos a Bíblia nos falando, afirmando para nós que nós temos a mente de Cristo, OK? Mas muitas vezes na prática não é isso que a gente observa, mesmo aqueles que nasceram de novo, são convertidos em Cristo Jesus. Eh, como é que a gente poderia ter a mente de Cristo, aquela maturidade emocional?
Sim, exato, D. E essa maturidade emocional é resultado de um processo, né? O problema é que a gente acha que o evangelho vai fazer um transplante de mente.
Hum. E o evangelho não veio nos prometer um transplante, ele veio nos prometer transformação. Sim.
E essa transformação é um processo. Então, quando a gente vê o texto de Romanos 12, né, dizendo que nós não devemos nos conformar com este mundo, mas transformai-vos conforme a renovação do vosso entendimento. Então, esse processo, ele vai incluir algo que a gente não tá mais treinado para vivenciar e experimentar, que é o sofrimento.
E quando a gente olha o texto que vai nos nos dar esse entendimento que a gente vai refletir hoje, texto de Filipenses, capítulo 2, em que Paulo vai dizer assim: "Que haja em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus". OK? E esse texto de Filipenses, capítulo 2, ele usa um termo ali, uma palavra original para sentimento, que por vezes é traduzida como atitude ou como modo de pensar, né?
A palavra pronel ali é a palavra pra mentalidade mesmo, pra mente. Modo de pensar, um modo de pensar essa mentalidade de Cristo. E ele tá dizendo que haja em vós essa mesma mentalidade de Cristo.
Só que antes disso, antes de falar dessa mentalidade e depois de falar dessa mentalidade, ele dá um caminho que é o caminho paraa construção dessa dessa mentalidade. Sabe que a carta aos filipenses, ela tá encharcada de um entendimento de uma maturidade emocional. Sim.
Porque vai falar da alegria e como C Luiz disse, alegria é assunto sério no céu. E e você pensar num autor preso, Exato. Né?
Numa prisão terrível. Estude sobre a prisão em que Paulo estava na carta aos Filipenses e falando pra galera lá fora estar alegre. Exatamente.
E reiteradamente, repetidamente. E o que tá entre um alegre-se no Senhor e outro alegre-se no Senhor. E outra vez digo alegre-se no Senhor é o sofrimento.
OK? É o sofrimento. E aí quando ele vai dizer lá no capítulo dois, ele começa o capítulo dois dizendo três ingredientes, OK?
São três elementos que precisam ser misturados à nossa matériapra a nesse processo de renovação, que é uma renovação diferente de um transplante, né? Porque eh a gente gosta de entender assim, Deus nos alcança, tira aquilo que é velho e aquilo que não presta e coloca aquilo que é novo e aí tá tudo resolvido. Acabou.
Mas a diferença entre um transplante e uma transformação é que a transformação vai usar aquilo que você já tem. Sim. vai usar aquilo que ficou, porque nós somos criados imagem e semelhança de Deus.
Então, quando a gente pega essa matéria prima, Deus forma o homem perfeito, o pecado vem e deforma e aí o evangelho vem e transforma. Então, pegar essa forma velha, pegar isso que já tem e agora misturar no novo. E aí o texto do de Filipenses capítulo 2, vai começar e aí ele vai mostrar lá os os três ingredientes.
O primeiro deles do capítulo 2, verso 1, é: "Há alguma consolação? Hum, no nosso espírito? Alguma consolação no espírito?
" E tá aí o primeiro ingrediente, consolação. Como assim? como que a consolação desenvolve a mente de Cristo em nós.
Porque a gente acha que o evangelho vem prometer pra gente um anestésico, ok? Sim. Que que é um anestésico?
Ele tira a sua dor. E o evangelho não vem prometer um anestésico. A promessa de Jesus não é: "E eu vou, mas deixarei com vocês um anestesista".
Muito bom. Muito bom. Ele diz: "Eu vou, mas eu deixarei um consolador".
E o que que o consolador faz? O consolador não tira a sua dor. O consolador ele está ao seu lado, no meio dela.
No meio dela. E a promessa não é: "Eu vou dar uma lente para os seus olhos anti lágrimas. Eu não vou bloquear os seus ductos lacrimais.
que a gente gostaria de um evangelho que nos tirasse a possibilidade das lágrimas, que de alguma forma bloqueasse, nos blindasse e olha, a partir de agora você não vai mais chorar. Mas o que que a promessa do evangelho nos traz no Apocalipses Apocalipse 21? Eu enxugarei dos seus olhos toda lágrima, ou seja, elas vão ser derramadas.
E a promessa do evangelho é essa, é a promessa de um sofrimento que vai ser consolado. Por isso, a consolação. E aí a gente entende que eh dentro desse olhar paraa alegria, Paulo tá dizendo pra gente desenvolver uma alegria que não é ausência de sofrimento, OK?
que não tem nada a ver com a ausência do sofrimento. Você já deu o contexto aqui da carta e para quem ele estava escrevendo, a ideia era era um povo que estava também, além de ver o sofrimento de Paulo, experimentando sofrimentos também. E ele tá se valendo de algo que Jesus ensinou.
Porque olha o que Jesus disse, né, nas bemaventuranças. Mateus ali no no início das bem-aventuranças, Jesus dizendo assim: "Bem-aventurados os que choram". Bem-aventurado pode ser traduzido como feliz.
Felizes, né? Felizes os que choram. Como assim, Jesus?
Como assim Jesus? Ele coloca felicidade e choro. E esse choro não é um choro de alegria, não é um choro assim, ah, você tá chorando porque você tá muito feliz.
Não, é um choro de tristeza. Tanto é que a continuidade do versículo é porque eles serão consolados. Então você só vai ser consolado porque você tá triste.
Então é como se Jesus tivesse dizendo: "Felizes os tristes". Sim, porque eles serão consolados. Por quê?
No entendimento bíblico de alegria, a alegria madura, e nós estamos falando de desenvolver maturidade emocional, maturidade de alegria não é ausência de sofrimento. Uhum. Maturidade de alegria e alegria que a Bíblia vem nos trazer é a certeza do consolo.
Então, por que a gente tá falando que a consolação é um pilar, uma coluna da maturidade emocional? Porque a gente tem que abraçar o sofrimento com a certeza do consolo. Interessante quando você olha pro pra crucificação, né?
A lá uma eh existe uma referência lá dos guardas querendo dar para Jesus um anestésico, né? Eles queriam dar vinho para ele, um anestésico e ele rejeita, né? Ele fala: "Não, como que dizer não, eu vou abraçar esse sofrimento inteiro, né?
" Mas na certeza da consolação. Ex. Exatamente.
Exatamente. Então, a promessa é consolo. Então, ele começa dizendo, "Tem consolação?
Ok? Para você chegar nesse ponto da maturidade emocional, você vai ter que abraçar o seu modo de pensar de Cristo de Jesus começa com consolação. Começa com consolação, com essa certeza do consolo.
Isso já diz pra gente que o sofrimento é inevitável. Segundo, há alguma comunhão? E aí ele vem trazer um remédio mais poderoso ainda do que o consolo, que é a comunhão.
Porque a consolação é dizer: "Eu estou do seu lado, tá? A comunhão é dizer: "Eu estou em você". OK?
Eu estou misturado. Nós somos um. E a comunhão, e a gente já falou sobre isso algumas algumas outras vezes, a comunhão é esse ambiente de cura mais profunda, até porque ele alcança a a integridade da alma, ele alcança a profundidade da alma.
E não é à toa que quando Cristo nos chama para um relacionamento com ele, ele nos chama para uma comunhão vertical com ele, mas para uma comunhão horizontal com a igreja. E é interessante que essa figura da comunhão, ela vai sendo associada à revelação de Deus, a revelação de Cristo em toda a escritura. E aí é até interessante a gente pensar, porque na solitude Cristo é sentido.
Uhum. Mas na comunhão ele é revelado. OK.
Você vê lá no partir do pão os olhos vertical sentido. Exato. Mas nesse horizontal revelado.
Ele é revelado. E quando a gente entende que a comunhão é Deus se fazendo um conosco, é aquela figura da cruz, do ponto de Deus. Deus dando um ponto, como a gente vê naquele vídeo de feridas emocionais, Deus agora reunindo, se reconciliando, costurando a humanidade nele, mas agora nos costurando uns nos outros também.
Então não dá para desenvolver essa maturidade emocional e a mente de Cristo sem desfrutar dessa comunhão, como L CB diz, quanto horizontal. Exato. A comunhão é esse lugar mais seguro da terra mesmo.
A comunhão, a igreja como esse lugar e uma comunidade espiritual. E o terceiro, ele vai dizer e e olha como é um caminho mesmo de de progressão. A consolação te leva paraa comunhão e há alguma compaixão.
E aí tá aí um termo do que eu vejo Deus trazendo a igreja para um nível de maturidade emocional. Se a gente olhar pra igreja como uma pessoa, como uma noiva para Cristo, que nasceu há 2000 anos atrás e que está amadurecendo, amadurecendo para o casamento, para o encontro, eu vejo a igreja fisicamente muito madura. Uhum.
Crescendo, desenvolvendo, sendo relevante, espiritualmente desenvolvida, desenvolvendo dons. Uhum. crescendo, crescendo em dons, em graça e emocionalmente, se a gente for olhar para para essa essa imagem de três naturezas e a Bíblia é coerente com essa com essa visão de desse tricompartimento que é integral, mas primeiro Tessalonicenses capítulo 5:23, Paulo vai dizer que Deus os conserve santos no vosso espírito, alma e corpo.
Sim. Então nós temos sim essas três naturezas e a igreja espiritualmente amadureceu. E eu vejo uma igreja espiritualmente madura.
Eu vejo uma igreja fisicamente muito madura. E nesse último tempo, aguardando essa última estação, eu vejo Deus desenvolvendo a igreja emocionalmente. Eu vejo a alma da igreja sendo amadurecida.
Deus preparando a igreja emocionalmente para esses últimos anos que são encharcados de sofrimento. Uau! E faz muito sentido.
E e não me parece em vão, e isso é o que é o que arde no meu no meu espírito, esse avanço e esse crescimento das doenças emocionais no nosso tempo. Entendi. Entendi.
E Deus agora sensibilizando a igreja e Deus trazendo esse assunto que nós estamos falando aqui para dentro das igrejas. E qual que qual que é a ideia? E eu vejo um Deus que não se preocupa apenas com teologia, mas que grande parte dos milagres de Jesus tem uma palavrinha lá que movimenta Jesus.
E ele sendo movido de íntima compaixão. Sim. Ele foi lá e multiplicou os pães.
Ele foi lá e curou. Ele levantou. E eu vejo Deus, Deus levando a igreja para esse lugar agora de maturidade.
Maturidade vem da consolação de quem aceita o sofrimento como parte do processo, mas de quem entra dentro dessa relação íntima de comunhão. Mas agora a compaixão é um nível diferente de intimidade. A compaixão é um nível diferente porque lembra do bom samaritano, né?
O sacerdote passou por ele. Sim. O sacerdote passou pelo ferido.
E ele não tendo muita teologia, os sacerdotes, imagina. Tinha muita teologia. O levita passou e não fez nada.
Tinha muita teologia. Mas o samaritano vem e o samaritano por compaixão, ele desce da sua cavalgadura. E ele agora representa Cristo.
Ele simboliza a ação de Cristo trazendo remédio. Sim. trazendo, trazendo gastos, trazendo despesas médicas ali, trazendo vinho, dedicando tempo, né?
Dedicando tempo e levando para faz muito sentido o que você tá falando, porque se começa esse processo com eh alguém enxugando as nossas lágrimas, termina com a gente enxugando as lágrimas de alguém. Exato. Exatamente.
Exatamente. E aí a ideia é teologia só sem compaixão. Uhum.
ela não vai atingir a maturidade. E eu vejo Deus nos levando hoje como igreja a uma maturidade emocional, gerando compaixão na igreja, gerando esse essa mistura de sentimentos. E aí, o que que eu vejo como compaixão?
Eu vejo o exemplo máximo de compaixão. Deus sentindo o que a gente sente na cruz. Deus se compadecendo.
Hebreus vai dizer que nós não temos um sumo sacerdote que não possa se compadecer das nossas fraquezas. Ou seja, Cristo sentiu todas as nossas fraquezas e ele se compadeceu. Ele misturou o coração dele no nosso coração.
Ele misturou a nossa dor na pureza e na perfeição, na integridade dele. Por quê? Porque agora ele quer a alcançando o nosso coração e sentindo o que a gente sente, ele quer nos levar a um outro nível, que é nos deixar sentir o que ele sente.
Então ele sente o que a gente sente, ele sente a dor que a gente sente para que a gente possa sentir o que ele sente. E aí a gente chega no versículo 6. Agora sim, tenham em vocês o mesmo modo de pensar.
Que fez o quê? que mesmo sendo Deus, ou seja, ele tinha total consciência de quem ele era espiritualmente. E aí eu vejo que tá aí o nosso desafio.
A gente tem dois desafios. Primeiro, entender quem a gente é em Deus. Sim.
Não dá para desenvolver maturidade emocional, a mesma mentalidade de Cristo, sem entender quem a gente é em Deus. Identidade, Uhum. propósito, paternidade.
Entender quem é o nosso Pai, entender quem é o nosso Deus. Sabe que grande parte da nossa imaturidade emocional vem de não entender quem nós somos. Quem nós somos, tá?
Sendo quem é, tendo essa plenitude de identidade espiritual, mesmo sendo Deus e nós, mesmo sendo filho de Deus. Aí vem a segunda parte. Não teve por usurpação, ser igual a Deus, antes esvaziou-se.
Então tem dois elementos. Primeiro é se encher dessa natureza espiritual encharcada e banhada por essas três colunas: consolação, comunhão e compaixão. Mas o segundo passo é aceitar, é esvaziar, é aceitar a humanidade, é a gente não querer, mesmo sendo filho de Deus, rejeitar a nossa humanidade, aceitar a nossa fragilidade, aceitar a nossa fraqueza.
E aí, por que que eu digo isso? Porque nós não podemos querer ser deuses nessa terra. Sim, nós precisamos aceitar nossas limitações, nossas fragilidades, nossa humanidade, ser obediente.
E aí, por que que eu tô dizendo isso? Porque a gente quer fugir da cruz e Deus tá querendo nos levar pro sofrimento e aceitar esse sofrimento e ser obediente. Aceitar nossa natureza espiritual plenamente, mas aceitar nossa natureza humana plenamente.
É ser gentil. E ser gentil é aceitar a gente como gente. É aceitar que você é humano, que você tem falhas e que por isso você pode me machucar um dia e eu posso te perdoar porque eu tenho uma natureza espiritual e você tem uma natureza humana.
Mas o contrário também, você tem uma natureza espiritual e eu tenho uma natureza humana e eu vou falhar Uhum. com você. E isso também me fala do de aceitar nossas debilidades, nossas fragilidades humanas como doenças.
E aí uma uma infinidade de cristãos que estão sofrendo emocionalmente e que não procuram ajuda porque falam: "Não, eu sou filho de Deus". Aceitam a natureza espiritual, mas não aceitam a humana e aí não buscam ajuda, não buscam tratamento e não querem ser escravos. E aí Jesus tá dizendo: "Aceite, aceite totalmente a sua natureza espiritual, mas aceite totalmente a sua natureza humana também.
Quando a gente casa essa natureza espiritual com a natureza humana, nós temos agora uma mente como a de Jesus, que tem consolação, comunhão e compaixão dentro desse caráter, dentro desse padrão de pensamento, desse modo de pensar, que é o modo de pensar de Jesus. Então Jesus tá querendo levar a igreja para esse lugar de compaixão.