Abril é o mês da conscientização sobre o autismo você deve estar vendo aí nas suas redes sociais uma polêmica sobre a inclusão de crianças com Transtorno do espectro autista nas escolas tem um movimento # homologa Camilo pro Ministro da Educação Camilo Santana e ainda um decreto aqui de São Paulo que permite até que as mães possam ajudar os filhos autistas na escola é um debate complicado cheio de camadas mais profundas e conceituais sobre qual o papel da escola e aí aa com embates de correntes diferentes da Psicologia mas o Estadão te explica o Brasil tem
um monte de legislações sobre inclusão a mais relevante delas é a política nacional de Educação Especial na Perspectiva da educação inclusiva de 2008 Ela diz que crianças com deficiências o que inclui o autismo devem estudar em escolas comuns como todas as outras hoje são mais de 634.000 estudantes diagnosticados com Transtorno do espectro autista mais conhecido como nas escolas públicas e particulares brasileiras uma alta de mais de 10000% nos últimos 10 anos a prevalência em geral do autismo tem crescido no mundo os dados internacionais mostram que uma em cada 36 crianças tem tea só para entender
um pouco mais desse diagnóstico crianças no espectro autista TM alterações de neurodesenvolvimento que afetam em geral a comunicação a linguagem a interação social os comportamentos e a e aprendizagem atualmente usa-se o termo espectro porque Há diferentes graus de autismo com características que podem estar presentes ou não em cada pessoa com maior ou menor necessidade de apoio e o que tá acontecendo hoje em relação aos autistas nas escolas Apesar desses alunos estarem matriculados em escolas regulares e não em instituições especializadas em cada deficiência como era no passado antes da difusão do conceito de inclusão é consenso
que essa educação inclusiva não se efetivou como deveria o país Não formou professores e outros profissionais em grande escala para atuar nas escolas o governo não tem sequer dados sobre quantos são no Brasil e qu a formação dos chamados profissionais de apoio que segundo uma lei de 2015 teri uma função de alimentação higiene e locomoção do Estudante com deficiência também tem muita polêmica sobre a existência de acompanhantes para esses alunos e se deveriam ajudar na mediação aprendizagem ou não nos últimos anos o país deu passos para trás ainda quando houve uma tentativa na gestão de
Jair bolsonaro de se voltar a investir em escolas especiais só para crianças com deficiência e isso tudo em um sistema de educação que tem escolas públicas precarizadas com professores que trabalham em vários turnos em salas superlotadas com carreiras desvalorizadas materiais e estrutura insuficientes e conflitos recentes se tornaram muito comuns as reclamações de professores que dizem não saber lidar com autistas na sala de aula em momentos em que eles se desregulam e entram em crises ou quando tem dificuldades de aprendizagem por outro lado famílias denunciam a recusa da matrícula despreparo e descaso dos profissionais de escolas
públicas e privadas com crianças com tea E que polêmica é essa do H homologa Camilo o parecer 50 de 2023 aprovado no fim do ano passado pelo conselho nacional de educação estabeleceu diretrizes para inclusão de autistas com base em pesquisas ligadas à análise do comportamento uma área da Psicologia menos difundida no Brasil mas prevalente em países como os Estados Unidos Como o próprio nome indica é uma ciência focada no desenvolvimento por meio da mudança no comportamento o texto recomenda práticas que deveriam fazer parte dos ambientes escolares e das formações dos professores e de acompanhantes dos
alunos com tea críticos do texto condenam O que entendem ser uma tentativa de impor uma abordagem médica na educação que iria contra função e autonomia da escola e ainda dizem que as recomendações atenderiam a interesses de um mercado para você entender melhor essas práticas de Terapias sugeridas no parecer levam em conta diversas pesquisas científicas que mostram efeito positivo no desenvolvimento de crianças autistas há práticas como o chamado reforçamento ou seja reforçar comportamentos considerados dados positivos da criança com elogios por exemplo para que ela da próxima vez reaja da mesma forma ou outras que sugerem dividir
uma tarefa em etapas pequenas e gerenciáveis para que a criança com teia consiga realizar sem se desorganizar especialistas de outras áreas da psicologia e da educação no Brasil ligados à psicanálise a psicologia social e ao construtivismo por exemplo se opõe a essa abordagem focada no comportamento da criança consideram que ela é tecnicista e não inclusiva de forma geral eles acreditam que o ambiente que precisa ser mudado Ou seja a escola os professores todos os funcionários para aquela criança se desenvolver melhor E aí tem mais uma discussão a questão dos acompanhantes dessas crianças esse grupo contra
o parecer do CNE também Questiona um decreto deste mês do governador Tarciso de Freitas que autoriza que famílias Providencie seus próprios acompanhantes PR os filhos com deficiência ou até mesmo que entrem nas escolas para dar esse apoio há especialistas que acredit ditam que essa é a única forma por hora de ajudar famílias desesperadas para que seus filhos sejam incluídos na escola que não tem estrutura para atender essas crianças com tea já os críticos dizem que a medida de São Paulo tira a responsabilidade do Estado de prover esses profissionais que estão previstos em lei Mas a
lei não é Clara sobre a função desses acompanhantes e um lado do debate acredita que eles precisam estar lá na sala de aula para ajudar as crianças aprenderem mediando aprendizagem além de ajudar nas questões sociais de comunicação Já o outro lado entende que essa relação de aprendizagem precisa ser apenas com o professor e esse acompanhante quando necessário só Poderia ajudar nos cuidados da criança como alimentação e locomoção enquanto toda essa discussão acontece a secretaria de educação aqui de São Paulo ainda Precisa regulamentar o decreto para que ele funcione nas escolas e o parecer do CNE
espera o aval do ministro Camilo que a tal homologação vem daí o movimento homologa Camilo A questão é que com tanta divergência e polarização os governos muitas vezes acabam não decidindo as políticas por medo de descontentar um grupo ou outro os avanços na inclusão das crianças autistas que são urgentes para os alunos que estão hoje na escola ficam até mais longe de serem efetivados se você gostou do vídeo curta compartilhe e se inscreva no canal a cobertura completa sobre esse assunto você encontra no site do Estadão até a próxima