เฮ [música] [música] [música] >> [música] [música] >> เฮ [música] เฮ [música] [música] [música] [música] [música] >> [música] [música] [música] >> เฮ [música] [música] >> [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] >> Olá, pessoal. Boa noite. Boa noite. Boa noite. Boa noite. Sejam bem-vindos à Nossa quarta e última aula da imersão de psicopatologia dos casos difíceis. Ah, semana que vem vocês vão sentir saudade de mim, né? Passamos aí quatro dias, né? Quatro noites bem intensas aí. Estudando psicopatologia. Para quem ainda não me conhece, espero que todos conheçam. Meu nome é
Sara Cassimiro Marques, sou psicóloga, especialista em neuropsicologia, diretora da Encantato, professora de vocês aqui dessa imersão. Está sendo um prazer conduzir vocês aqui Nessa imersão de psicopatologia. Eu tô muito feliz, tá? Muito feliz com a interação, muito feliz com a participação de vocês, com o retorno de vocês em relação às aulas, com o feedback. Muito obrigada, tá pessoal? Agradeço demais. E antes da gente começar de fato essa aula quatro, eu quero de novo pedir uma coisa que é muito importante no início de todas as aulas, né, que vocês me deem um retorno sobre o som,
sobre a imagem, se tá tudo Certo, tá? Então eu quero saber se vocês estão me ouvindo bem, se a imagem tá OK, se tá tudo certinho aí pra gente poder seguir da melhor forma aí na aula quatro. Essas aulas são ao vivo, tá gente? Por isso que eu sempre peço esse retorno, porque obviamente imprevistos, né, alguma coisa ali, eh, pode acontecer, tá? Enquanto vocês vão me respondendo aí, eu quero dar boas-vindas, tá? Para quem esteve comigo aí desde a primeira aula e como eu Disse, agradecer, tá, eh, demais, eh, os comentários, os feedbacks, a gente
fica muito feliz. A gente vai sair aqui dessa aula quatro com a sensação nós aqui da Encantato de dever cumprido. E eu espero que você termine essa aula quatro também falando: "Nossa, valeu muito a pena". Tá? Essa é a quarta aula, como eu estou falando, né? A nossa quarta e última aula até colocar o nosso esqueminha aqui. Então, tivemos aula na segunda-feira. Então, na segunda-feira, Nós falamos aí eh começamos falando da importância do olhar, né, pros chamados casos difíceis, né, com mais profundidade. Então, nessa primeira aula, a gente falou de psicopatia, né, falamos ali do
que que seria a sociopatia, fizemos uma série de distinções, inclusive com o transtorno de personalidade antissocial. Aí na aula dois, foi a aula de quarta-feira, nós avançamos nesse raciocínio, discutimos a importância do diagnóstico diferencial, Falamos também de sintomas que aparecem em vários quadros, né, que é transdiagnóstico que a gente chama, né, então como, por exemplo, a cognição social, que nós vimos que não é específico, a alteração de cognição social não é específico do transtorno do espectro autista, mas pode acontecer em vários quadros em si. Aí na sexta-feira à noite nós tivemos a terceira aula. Então
nós discutimos ali eh um pouquinho sobre hipóteses, quadros que se sobrepõe De alguma forma. Hoje eu vou falar melhor sobre comorbidades, inclusive e falamos de erros, né, que infelizmente a gente pode cometer, porque como nós vimos, eh, sintomas não são característicos de determinados quadros, não é olhar um sintoma e falar: "Nossa, é esse quadro". Olhar uma alucinação auditiva e falar: "Nossa, é esquizofrenia". Não é assim que funciona na psicopatologia, tá? E aí essa aula de hoje que vai fechar a nossa imersão, nós Vamos falar justamente de algo que é muito importante, que é do comportamento
ao diagnóstico. Então, nesta aula de hoje eu vou ensinar para vocês o passo a passo da gente construir uma metodologia pra gente pensar no diagnóstico, não só no diagnóstico, também na comorbidade, tá? Então, é como que a gente pode pensar de uma forma psicopatológica nesses casos difíceis. Vamos pensar em comorbidade, sobreposição de sintomas, risco de diagnóstico simplista. Então, Hoje a gente vai se aprofundar nesses termos todos aí, né? Eh, nessa metodologia eh, que é uma metodologia prática, tá? Então, a gente vai trabalhar uma pergunta central, que para mim é a pergunta que eu acho que
é mais importante aqui na nossa formação clínica, né? Como sair daquilo que eu observo no paciente, né? e caminhar de uma forma técnica, de uma forma ética, de uma forma cuidadosa até uma hipótese diagnóstica, tá? Porque uma coisa a Gente vê o comportamento da pessoa, outra coisa a gente compreender o que que aquele comportamento significa de uma forma psicopatológica. Então é esse o caminho que a gente vai fazer hoje, tá? E é um caminho que muitos profissionais e eles acabam o quê? confundindo. Então, ao longo da aula de hoje, eu quero mostrar para vocês esse
raciocínio, que ele pode ser se conduzido de uma forma organizada, independentemente do transtorno que a Gente tá falando, tá? Porque é uma metodologia que serve para todos os quadros. Então, a gente consegue construir esse raciocínio de uma forma organizada, de uma forma segura, de uma forma que é profunda, tá? E aí depois que a gente trabalhar esse conteúdo aqui da imersão, né, eu vou novamente trazer um espaço ali para que vocês possam eh sanar suas dúvidas, colocarem suas perguntas, inclusive também da pós-graduação nossa de psicopatologia Que está com as matrículas abertas, tá? Inclusive, eu já
quero desejar boas-vindas para quem já se inscreveu ali, quem se matriculou na pós-graduação de psicopatologia, tá? Agradeço demais a confiança e bora estudar. Você que já entrou, você já viu um monte de coisa que você tem para estudar, né? Inclusive, essas aulas da imersão vão ficar ali dentro da plataforma de psicopatologia também, tá? Beleza? Bora lá, gente. Ó, no fim da aula eu também Vou explicar sobre os materiais complementares. E esse material da aula quatro, eh, ele tá bem organizado. Além do resumo da aula, eu fiz um material extra para vocês que eu acho que
vocês vão gostar muito, tá? E aí eu vou explicar certinho como que a gente vai fazer isso. Bora lá, vamos paraa prática clínica. Obrigada pelo feedback, tá gente? Vi aqui sobre o som, sobre a imagem, então beleza. Ah, por favor, por favor, tava esquecendo. Já me dá um Joinha aqui, ó, nesse vídeo do canal do YouTube. Eu agradeço muito, gente, tá demais, tá? Então, esse é o meu preço, brincadeiras à partes, por essa que por essa imersão, por favor, me dê um joinha aqui no vídeo do canal do YouTube, depois se inscreva também no nosso
canal, tá? Aqui a gente sempre fala de psicopatologia, de neuropsicologia, de uma forma ética, tá bom? Bora lá. Vamos lá. Ó, eu quero começar eh já explicando de onde que eu vou basear essa Metodologia que a gente vai estudar hoje, tá? Essa base dessa metodologia, ela não vem da minha cabeça, tá? Então, claro que tem a minha prática clínica, né? Mas vem da leitura de vários autores que também são práticos em em si e da aplicação disso, né, dentro do consultório. Então, a gente vai se basear no James Morrison. Eu não sei se vocês conhecem,
mas o James Morrison, ele tem uma metodologia de diagnóstico que é muito legal, né, que ele ele fala De descomplicar eh o diagnóstico, que é algo que é muito importante. Então, a gente vai se basear nele. Vamos falar também, a nossa base dessa metodologia também foi no do Paulo Dalgalaro. O Paulo Dalgalar tem um livro que ele é muito usado na graduação, que é psicopatologia e semologia dos transtornos mentais, né? tá na terceira edição, não é isso? Se eu não me engano. E é um livro que a gente usa, nós professores da graduação, eh, nós
usamos Muito esse livro, né? Então, quando eu tava dando aula na PUC, eh, eu usava bastante aqui na PUC de Goiás esse livro nas disciplinas de psicopatologia. É um livro bem básico. Então assim, você quer, ah, quero aprender muito psicopatologia, claro que você não vai saber muito estudando o livro do Paulo Dalgalarondo. Ele é um livro de nível de graduação, mas é um livro básico, né? Como se fosse um dicionário, tô precisando de um determinado sintoma Ali, enfim, né? Eh, e aí, OK, tá? Então você dá uma olhadinha ali que significa, tá? Então, para sintoma,
OK, tá tudo certo. E aí tem esses outros autores aí também que a gente vai se basear, eh, que junto tudo isso, junto com a minha prática clínica, eu pensei e estruturei uma maneira da gente fazer diagnóstico, tá? Então, vamos lá, vamos entender essa metodologia aqui, porque vai ajudar bastante vocês. Uma coisa, gente, é a gente ver um comportamento, né? O Comportamento sempre ele vai ser um ponto de partida, só que é importante a gente entender que o comportamento é o ponto de partida e não as suas hipóteses relacionadas com o comportamento, não o que
você acha que é. A gente tem que tomar cuidado quando a gente quer fazer um diagnóstico da primeira coisa que a gente tem que fazer é coletar informações. Então, primeiro a gente tem que ver o comportamento. Então, a gente tem que olhar o que que tá aparecendo na Superfície. Lembra do analogia com iceberg? Então o que que aparece na superfície? Aparece agitação, aparece é choro, aparece isolamento, aparece mentira. O que que aparece na superfície? Então a gente vai partir do comportamento. Sem julgamento, né? Sem um préonceito em relação a ele. É só o comportamento. E
aí depois a gente vai compreender o que significa esse comportamento. Isso é psicopatologia. Psicopatologia não é um bicho de sete Cabeças, é uma compreensão em relação ao comportamento, é a gente conseguir interpretar esse comportamento. Só que quando a gente faz isso, a gente precisa de um método, né? Então, que competar esse comportamento? Um dos grandes problemas que eu acho da nossa educação atual, né? E assim, eh, posso criticar, a gente foi professora da graduação por muitos anos, sou professor de especialização, coordeno especialização, enfim, eh, um dos grandes problemas que Nós temos no Brasil é que
a gente é muito conteudista, a gente vai muito pro lado do decoreba, sendo que o principal de uma formação como a graduação, como a especialização, não é decorar, porque decorar por decorar você pega um livro, você estuda sozinho. Você não precisa de uma formação para isso. O que a gente tem que aprender a fazer é raciocinar, isso que é o mais importante. Então, as nossas graduações, elas não veriam ser graduações focadas em decoreba e sim em Raciocínio para que você realmente saia de lá preparado. Eu não sei quanto vocês, mas eu não saí da minha
graduação preparada para fazer um diagnóstico, preparada para atender. Nossa, com certeza não. Era um poço de insegurança. E eu tinha razão para ser insegura, porque eu sentia que eu não sabia de nada. Tá? Porque na graduação de psicologia você vê de tudo um pouquinho, de tudo um pouquinho e aí você sai realmente não sabendo nada. E a gente Ensina, o que é ensinado lá é muito decoreba e pouco raciocínio. Então pra gente ver um comportamento e a gente interpretar esse comportamento, a gente precisa de raciocínio, não é decoreba. Então você precisa de um método, que
é o que eu vou ensinar para vocês. Você precisa de um contexto que é entender aquela pessoa, né? aquele comportamento, ele não tá acontecendo flutuando no ar, ele acontece na pessoa. Então ela tem uma vida. Eu preciso entender isso e eu Preciso do rigor clínico. Tudo isso vai fazer com que eu entenda realmente a psicopatologia, né? E é obviamente esse é justamente nesse caminho, muitos profissionais se confundem, não porque a pessoa quer se confundir, mas porque ela não aprendeu a fazer isso, né, gente? É essa a questão, tá? É, nesse sentido, então, eh, uma das
coisas que a gente mais vê, e eu falei bastante para vocês aqui durante a imersão e vocês vão ficar com isso na cabeça, né, que é a gente Não pode olhar o comportamento e fazer inferência imediatamente. Não é esse o processo, não é essa metodologia. Eu vou explicar toda a metodologia hoje, mas não é você olhar um paciente agitado e falar: "Nossa, ele é bipolar". Não é você olhar um paciente que se corta e falar: "Hum, é borderline, é autom, nossa, o paciente mente, ele é frio, hum, ele é um psicopata" ou "O paciente evita
contato, ah, isso é autismo." Não é isso. A pessoa que faz isso, ela sai Do comportamento direto para um rótulo, sai do comportamento direto para um diagnóstico. E isso é um erro grave, tá? Por, gente, comportamento é porta de entrada. Ele não é o ponto da chegada, não é ali o objetivo final. Nosso, comportamento. A gente vai analisar eles, né? A gente vai analisar sinais, a gente vai analisar sintomas, a gente vai olhar isso daí. Mas assim, a gente precisa tomar cuidado porque a gente não vai fazendo inferências, a gente tem uma Metodologia. Então, os
sinais e sintomas vão colocar a gente no caminho, mas sozinho eles não bastam. E eu quero até perguntar para vocês, né, se vocês se recordam aí, eh, de qual é a diferença entre sinal e sintoma, tá? Que que é sinal e sintoma? Vamos lá. Eh, se um paciente chega para você arrastando a perna, tá? Não, vamos falar arrastando na perna, não. Deixa eu fazer um gesto aqui. Se o paciente chega fazendo assim, ó, Passa um pouquinho, ele tá fazendo isso. Não tem nada de sujo no rosto da pessoa, tá? Mas ele tá fazendo. E você
percebe que a bochecha da pessoa chega, tá ficando vermelha porque ela tá lá. Certo? Isso é um sinal ou isso é um sintoma? Deixaram um segundo para vocês pensarem, eu vou dar a resposta. Isso é um sinal ou um sintoma? Isso é um sinal. Por que que é um sinal? Porque num caso, gente, o conteúdo que a pessoa falar para você, o conteúdo da fala dela, da descrição daquele comportamento, ele pouco importa. Você já tá vendo que tem alguma coisa acontecendo. Ela tá tendo uma estereotipia, não é isso? Um comportamento estereotipado. Isso é um sinal,
tá? Isso é um sinal. Um sinal. O conteúdo da fala do sujeito não importa. OK? Agora, se eu chegar para você e falar assim, vamos eh pensar numa coisa Física primeiro. Nossa, eu tô com tanta cólica hoje, hum, ai, como tá desconfortável. Se eu não falar para você, estou com cólica, não tem como você adivinhar. Mesmo fazendo uma posição, sabe? apertando a minha barriga, fazendo todo aquele processo. Mesmo assim eu você precisa realmente escutar, olha, eu estou com cólica para você entender o que eu tô tendo. Isso é o quê? Um sintoma. Um sintoma, a
descrição do Sujeito, ela importa. O verbal, o conteúdo da fala do sujeito importa. Isso é um sintoma. Agora, ó, eh, então, sinal, eu não preciso do conteúdo da fala. sintoma eu preciso, não é? Agora vamos lá para um exemplo um pouquinho mais difícil. E se eu começar a conversar com você e começar a falar assim: "Ah, a Branca de Neve pulou na caixinha". Daí dei o Papai Noel e o o Papai Noel falou: "Isso, isso, isso, isso." O coelhinho veio, nossa, a Páscoa, Natal tá chegando. Ou seja, eu começo a falar muito rápido com você,
passando de uma ideia para outra muito rápida e você tá com uma certa dificuldade de entender o que eu tô falando. Isso é um sinal ou isso é um sintoma? Estou falando muito rápido, passando de uma ideia para outra e você tá com dificuldade de entender o que eu estou falando. Isso é um sinal ou isso é um sintoma? Sinal ou sintoma? Sinal ou sintoma? Lembrando, sinal, o conteúdo da fala não me importa. No sintoma, o conteúdo da fala me importa. Ó, a resposta depende. Depende o quê? Se você considerar aceleração do pensamento, quer dizer
que eu estou falando muito rápido, certo? Não importa o conteúdo, o fato é a velocidade que está aumentada. Se eu estou falando da velocidade, isso É o quê? é um sinal, porque não importa o conteúdo. Agora, se você está falando de uma possível fuga de ideias, o conteúdo importa. Porque quando a gente fala de fuga de ideias, é quando o sujeito tá com taque psiquismo, ele tá com aceleração de fala e ele passa de uma ideia para outra de uma forma tão rápida que a outra pessoa não consegue acompanhar. Aí isso é sintoma, porque o
conteúdo importa, viu a diferença? Então, numa mesma situação, no mesmo Comportamento, dependendo de onde que você tá olhando, aí a velocidade da fala do sujeito ou nossa, é a compreensão daquilo que ele tá falando, eu posso encontrar sinal e eu posso encontrar sintoma, tá? Essa divisão de sinal e sintoma, ela é só didática, tá? É só didática. Não quer dizer que você tem que ficar, nossa, é sinal ou sintoma. É só para você entender que tem coisas que o conteúdo da fala ela importa. Por exemplo, se eu falar assim: "Hum, você Tá vendo? Olha aqui,
ó". Olha o anjo aqui do meu lado. Nossa, ele tá pulando aqui, ó, no meu ombro. Tá dando tchau para você. Dá tchau para ele. Não tem anjo aqui, né? Não tem anjo pequenininho, nada pulando aqui. Mas se se eu tivesse vendo, se eu tivesse vendo isso era o quê? Uma alucinação visual complexa. Liliana, não é? Porque é um ser pequenininho que tá aqui no ombrinho e que tá acenando para você. E ainda cenográfica porque tem uma encenação, Né? Tem uma movimentação. Muito bem. Eh, esse tipo de alucinação precisa do conteúdo da fala. Eu preciso
falar para você, olha o anjinho que tá aqui, tá dançando, sei o quê. Aí, isso é o que a gente chama de quê? De sintoma, tá? Quem tá entrando na nossa pós de psicopatologia, esses nomes, alucinação visual complexa, cenográfica, liliputiana, vocês vão aprender tudo, tá? Exem vários tipos de alucinação. Não é só classificar alucinação, ilusão, Pseudoalucinação, né, e alucinose, não. Você tem que definir dentro desse grupo subtipos que a gente tem, tá? Beleza? Então é isso que é sinal e sintoma, tá? Então o comportamento é só a porta de entrada, não é o ponto de
chegada. Então a gente não pode simplesmente olhar um comportamento, certo? e falar assim: "Não, é um transtorno. A gente tem que aprender a pensar de uma forma psicopatológica". E pensar de forma psicopatológica, como Eu disse, não é decorar DCM, não é decorar sid, é saber fazer as perguntas certas, né? O que que eu tô vendo? É um comportamento? É um sinal? É um sintoma? É uma síndrome que eu tô vendo? Qual que é o contexto? Quando começou? Qual é a duração? Qual que é o precipitante, né? O que que desencadeou esse processo? Qual que é
o curso desse quadro? Qual que é a intensidade? O prejuízo é clínico? É subclínico? É não clínico? Sabem a diferença das três coisas? O que Que é clínico, subclínico e não clínico? Já eu vou explicar. E outras explicações. Será que esse comportamento tem outras explicações? É por uma substância? É por alguma condição médica? É para um outrorno? É para uma situação de vida? E aí? Isso que é pensar de uma forma psicopatológica, tá? Então não é apenas olhar pro sintoma. e falar assim: "Nossa, é determinado quadro". Então, não é assim que funciona. E aí entra
três conceitos que São importantes da gente eh aprender, que é o não clínico, o subclínico e o clínico, tá? Então, vamos lá. O que que é o clínico em si, né? Quando a gente fala desse conceito, né? Ah, é clínico, em, enfim, né? Eh, quando a gente fala de clínico, é algo que o quê? é algo que é considerável, algo que é importante, algo que eh que é uma síndrome completa, que causa prejuízo significativo na pessoa. Por exemplo, transtorno bipolar Do humor é algo clínico, é algo quê que é considerável, algo que a gente precisa
pensar. Nossa, então não é uma coisa normal, tá? É uma síndrome. Síndrome é um conjunto de sinais e sintomas. Toda vez que a gente falar de síndrome é isso, um conjunto de sinais e sintomas. Então, ou seja, a pessoa tem um conjunto de sinais e sintomas específicos para aquele quadro, por exemplo, o transtorno bipolar do Bor e que causa prejuízo significativo na vida da pessoa. Então, Isso é clínico, é um transtorno mental. Quando a gente fala de subclínico, é na qual a pessoa ela tem sintomas que são parciais e ela tem algum sofrimento, mas ela
não tem todos o conjunto de sinais e sintomas completo como clínico, é subclínico, tem sintomas parciais e sim, tem algum tipo de sofrimento, tá? Não como clínico, mas tem. E o não clínico é quando a pessoa ela tem traços e aquilo dali é considerado uma variação que é normal, tá? Dentro do esperado. Vamos para exemplos porque só falando assim fica mais difícil da gente pensar, tá? Eh, vamos pensar no primeiro exemplo da tristeza e do humor deprimido, tá? Eu acho que esse é um bom exemplo. Eh, porque a gente tristeza todo mundo tem, né? A
gente não fica feliz, né? A todo tempo da vida, né? Claro que não, né? Gostaríamos, né? E às vezes, gente, eu falo que gostaríamos, mas às vezes a tristeza ela pode até ser funcional e saudável. Por exemplo, se você perde Alguém muito importante, você ficar triste é saudável, gente. Você tem que passar pelo processo de luto. Então, isso é saudável. Então, a tristeza, gente, ela pode ser funcional, ela pode até ser saudável. Você passa por um divórcio, vai ter tristeza no meio e é importante que você passe por isso, porque é um luto, né? Um
casamento ali que acabou. Então assim, você conviveu com essa pessoa por muito tempo, né? Se acostumou com essa pessoa, então há um Sofrimento no meio, né? Ou você vai fazer uma mudança importante, sei lá, você vai mudar de cidade, de país, você vai ter uma tristeza. E essa tristeza, ela é funcional e é saudável. Então a presença de tristeza por si só, gente, não define um quadro de transtorno. Então a gente poderia considerar algo não clínico relacionado com a tristeza. é aquela pessoa assim que fica triste por alguns dias, depois que ela passa por algum
tipo de frustração ou ela tem Alguma discussão ali, sei lá, com com algum familiar, ou ela ela tem um alguma perda, né? Alguém falece, enfim, mas aí ela ela consegue continuar trabalhando, ela consegue continuar estudando, se relacionar, né? Aí aos poucos ela vai recuperando o seu funcionamento. É claro que se for a perda de alguém muito importante, vai demorar um tempo maior, né, para ela recuperar um pouquinho o funcionamento dela. Mas vamos imaginar se ela tá ali no vínculo empregatício, CLT, ela vai ficar o quê? No máximo quê 5 dias fora do trabalho e olha
lá, depois ela vai voltar a trabalhar, a vida continua, né? Então esse tipo de tristeza, gente, é uma reação que é uma reação esperada, né? ao aquele determinado contexto. Então, toda vez que a tristeza for uma reação esperada e em termos de intensidade, ela não ela com passar do tempo ela não atrapalha mais o funcionamento do sujeito, ele continua a vida, né? Então ele tem, ele Tá triste, mas ele tem momentos que ele ri, por exemplo, tem momentos que ele lembra da pessoa falecida que ele acha legal. Enfim, isso diferencia uma tristeza normal de uma
depressão, né? eh pro por alguém ali, a depressão pode ter inclusive como um fator desencade o falecimento de alguém, mas como a pessoa vai lidar com isso é o que vai ser diferente. Então esse tipo de tristeza que a pessoa sim sofre muito, né, após uma frustração, uma discussão, perder Alguém, uma mudança, enfim, mas ela vai recuperando o funcionamento dela, ela vai voltando a trabalhar, vai voltando a estudar, a comer, enfim, isso é não clínico, tá? Ou seja, tá, é dentro do esperado, é uma variação considerada normal. Agora, olhando esse exemplo de tristeza, vamos para
um subclínico, tá? Tem pessoas, gente, que elas podem eh ter ali uma tristeza um pouco mais frequente, um desânimo, né, uma perda de interesse em coisas que tinha antes, um Certo sofrimento, mas ainda ela não preenche um quadro completo por um humor deprimido, por um episódio depressivo. Às vezes ela tem até humor deprimido, que é só um sintoma, tá? Então ela fica mais para baixo, perde um pouco interesse nas coisas, com a tristeza um pouco mais profunda, mas é só um sintoma, é só umor deprimido. Ela não tem as outras características pra gente poder pensar
num episódio depressivo. Tem pessoas que quando perdem alguém que Gostam muito, elas têm humor deprimido. Então não tá mais no grupo não clínico, já tá tá fora do normal, mas é só esse sintoma. ela não chega a ter todas as características de um episódio depressivo. Então, é como se fosse um estado eh subfebril, sabe? É nesse sentido. Ou seja, não é febril, não tá lá na febre, né? Vamos fazer uma analogia com a febre, como se fosse um estado clínico com todos os sinais e sintomas característicos ali, sei lá, de Uma virose. Não é isso.
É um estado subclínico. Então, em vez de estar com a febre de 39º, a pessoa tá ali 378, 379. É um estado subfebril. É nesse sentido, tá? Então, há um desconforto real, não é uma variação normal, mas não necessariamente é um transtorno que é formal, aí a gente chama de subclínico, tá? E clínico, aí sim é a febre de 39º, né? Aí é quando a tristeza se torna muito intensa, se torna muito frequente, muito diversificada, tem vários sintomas Ali e a pessoa preenche os critérios para um episódio depressivo e ela tem prejuízo no aspecto social,
no aspecto ocupacional, no aspecto funcional, enfim, gente, é a frequência que determina isso, é a intensidade, né? É o prejuízo que a pessoa tem que faz com que ela se aproxime de um quadro que a gente chama de clínico, tá? Um outro exemplo que eu quero trazer para vocês, que é eh importante demais, é em relação à diferença de ansiedade, De traços ansiosos, sem ter um transtorno de ansiedade em si, porque ansiedade também é um é um aspecto que muita gente fala, né? E eu até comentei com vocês, ansiedade não é um sintoma. Ah, eu
tô ansioso, que bom que você tá ansioso, né, gente? Você precisa de ansiedade para viver. Eh, ansiedade, ela só vai ser considerada um sintoma se ela é persistente, se ela é intensa, se ela te prejudica, tá? Mas é saudável você mostrar alguma preocupação com alguma Coisa na sua vida. É saudável você se preocupar, por exemplo, com o trabalho que você tá oferecendo, né? Se você faz avaliação neuropsicológica, como eu, você tem que se preocupar, nossa, será que a minha avaliação tá legal? Será que eu tô acertando ou não, né? Aquele diagnóstico, eu tô conseguindo usar
bem os instrumentos? se meu raciocínio como é que tá, gente? Se preocupar é importante, sim. Se você tem um trabalho, um relatório para poder Entregar, preocupe-se com esse trabalho, tá? você não tá aqui no domingo à noite de boas na vida, eh, você tá preocupado com alguma coisa ali no na sua no seu trabalho, na sua entrega de maneira geral, por isso que você tá aqui. O problema, gente, da preocupação é quando ela é sindrômica, ou seja, quando ela é muito acessiva, muito frequente. Então, se a gente fosse pensar na ansiedade, um padrão que é
não clínico, é uma preocupação que você tem antes de uma Prova, antes de uma entrevista, de uma mudança de cidade, uma viagem, né, uma coisa legal. Então, existe uma preocupação, existe um desconforto que faz você, ó, correr atrás para se preparar para enfrentar melhor aquela situação. Mas essa preocupação, ela é proporcional ao contexto. Ela não desorganiza a sua vida, tá? Então, ou seja, não te causa prejuízo. Isso é não clínico. Agora, um subclínico é a pessoa que já tem uma preocupação um pouco mais Em excesso, ela tem uma dificuldade um pouco maior para relaxar. Às
vezes ela tem até algum sintoma físico, ai uma dor aqui nas costas, ombro, enfim, né? Eh, tem dias que ela dorme pior, tem dias que ela dorme melhor, mas assim, não tem um prejuízo tão grande assim da vida dela. E ela não preenche os critérios pra gente pensar e nenhum transtorno de ansiedade, seja transtorno de ansiedade generalizada, transtorno de ansiedade de separação, algum tipo de fobia, nada Disso, ela não preenche, tá? Então, ela tá dentro do grupo subclínico e nós temos o grupo clínico, tá? o grupo clínico não. Aí a ansiedade ela passa a ser
persistente, intensa, difícil de controlar, vem acompanhada de um prejuízo que é importante, é muito significativo, né? Vem múltiplos sintomas ali. Então de novo, aqui a gente tem um aumento de frequência, de intensidade e a pessoa tem prejuízo. Então da mesma forma que a gente fez a Comparação com a tristeza, olhando aqui paraa ansiedade, é do mesmo jeito, tá? Então a gente tem que olhar a diferença desses três quadros. um quadro que é não clínico para um subclínico pro clínico, porque senão toda vez que a gente que alguém falar assim pra gente: "Nossa, eu tô muito
preocupado com a viagem". Você vai falar: "Ih, transtorno de ansiedade generalizada", entendeu? Então não é nesse, não é nesse sentido, tá? Então não é não é nesse processo. Eu, por Exemplo, se eu fosse me classificar, que não é bom a gente fazer isso, mas se a gente fosse eh classificar nesse sentido, eu acho que eu tenho um nível de ansiedade subclínico, né? Eu me preocupo mais do que as outras pessoas em vários sentidos, seja uma coisa boa, seja uma coisa ruim, né? Enfim, eu com eu acabo me preocupando de uma maneira geral, mas isso em
alguns momentos da minha vida tá mais intenso, principalmente quando tem alguma coisa Ali acontecendo, enfim, e tem outros momentos que tá mais tranquilo, tá? Eu deixei aqui também uma definição sobre sintoma e sinal e sobre eh síndrome, né? Ah, essa definição tem até lá no no livro do Paulo da Galarrondo, tá? Então ele fala, né, que o sinal é o que pode ser observado por outras pessoas, é frequentemente mais objetivo, mais confiável, igual aquele comportamento serotipado que eu falei de mexer na bochecha, né? E um sintoma já é uma Experiência subjetiva, é o que o
paciente relata, né? O conteúdo do que ele tá relatando importa. A síndrome, né? são um conjunto de sinais e sintomas que se agrupam de forma recorrente. Identificar essas síndromes é o primeiro passo ali pra gente ordenar a nossa observação, tá? Então aí olhando para esse para esses, né, essas definições, né, eh que nós eh acabamos de fazer, subclínico, não clínico, clínico é um sinal, é um sintoma, enfim, todo esse Processo aí. Que que a gente tem que entender? O nosso raciocínio, ele vai começar eh justamente olhando pro comportamento, tentando identificar se esse comportamento é um
sinal, um sintoma, porque nem sempre vai ser. Às vezes a pessoa tá num nível não clínico, tá? Então isso não é um sinal, um sintoma, nem todo comportamento é um sinal sintoma, pelo amor de Deus, né, gente? Então, eu vou olhar pro comportamento, Eu vou tentar identificar se é um sinal, se é um sintoma e eu vou tentar entender se existe um conjunto de sinais e sintomas. Aí isso seria a síndrome, tá? Isso estaria relacionado com o diagnóstico. Então, a síndrome é sempre um pacotinho. Eu gosto de explicar assim, ó. Um transtorno, uma síndrome, é
um pacotinho de coisas. É um conjunto de sinais e sintomas. Se você tiver apenas um sinal, não é isso não é um sintoma, né? Isso não é um Transtorno, né? Se você tiver só um sintoma, isso não é um transtorno. Então assim, tem que ser sempre o quê? Um conjunto de coisas. A gente fala sempre o quê? Sempre um pacotinho de coisas. Aí sim a gente tá pensando ali num diagnóstico em fim, tá? Então o diagnóstico em si, ele vai ser o quê? um caminho para nós e não o chute. E aí você pode estar
pensando assim: "Tá, Sara, eu entendi, né? Eh, então quando eu penso num transtorno é um pacotinho De coisas". Então, não é porque a pessoa teve um ataque de pânico que quer dizer que ela tem um transtorno do pânico. Isso mesmo. Não é porque ela teve um ataque de pânico, ela pode ter um transtorno do pânico. Quem tem ataque de pânico, gente, quem tem fobia específica, quem tem fobia eh social, né, que é a ansiedade social que a gente chama agora, pode ter eh um ataque de pânico. Claro que quem tem transtorno do pânico também tem
ataque de pânico. Quem Tem transtorno de ansiedade realizada pode ter ataque de pânico. Na verdade, 30% da população mundial pode ter algum ataque de pânico em algum momento da vida. Isso não significa que você tem uma síndrome do pânico ou um transtorno do pânico. É só um sintoma. Então, a gente sempre tem que pegar o conjunto de sinais e sintomas, tá? Por isso é importante a gente fazer um raciocínio, usar uma metodologia pra gente chegar em determinado diagnóstico. E aí eu queria Muito que vocês prestassem atenção aqui eh nesses seis passos. Esses seis passos é
baseado no modelo de do James Morrison, tá? E eu quero explicar cada um desses passos para vocês e depois a gente vai aplicar isso no caso clínico real. Então, para vocês conseguirem aplicar o processo aí, tem que prestar atenção aqui agora para que depois a gente consiga fazer junto esse caso clínico, tá? Então, um roteiro diagnóstico, ele vai passar sempre por Seis passos. Vamos lá. Primeiro passo, tá? Para você conseguir fazer um diagnóstico, você precisa ter uma base de dados completa. Que que é ter uma base de dados completa? Tá? Você precisa reunir essa base
de dados. Então, antes de você dar um nome para qualquer coisa, você precisa coletar informações. Antes do nome do diagnóstico, vem a pessoa. Então, você tem que estudar como que é a história atual desse quadro dela, desses sinais e sintomas que ela tá tendo, Desse comportamento que você tá observando. Ela tem alguma história psiquiátrica prévia, né? Ela tem alguém da família com algum quadro? Porque lembra, fator prédisponente também é genético. Então a gente precisa olhar qual que é a história social dessa pessoa, das interações sociais dela, desde lá da infância até agora. Qual que é
a história médica dessa pessoa? Como que tá o exame do estado mental dela, né? E os informantes, pessoas que eu Posso conversar, se é, por exemplo, uma criança, eu posso conversar com o pai, com a mãe, posso conversar na escola, por exemplo, com os irmãos. Se é um idoso, eu posso conversar com o cuidador. Se é um adulto, eu vou tentar encontrar, sei lá, namorada ou namorado, esposa, marido, enfim, quem eu posso conversar ali? Quais são esses informantes? Porque além da perspectiva do próprio paciente que tá ali na minha frente, será que eu consigo ter
a Perspectiva de outra pessoa? Então, é importante olhar esses informantes. Será que eu tenho algum outro tipo de registro? Por exemplo, essa pessoa já fez uma avaliação neuropsicológica, ela já fez um acompanhamento fonodiológico, daí eu posso pegar esse relatório desse acompanhamento. Enfim, ela tem prontuários antigos? Se sim, é importante eu ter acesso a isso. Então, a primeira parte, né, antes do diagnóstico e do nome que vier na sua Cabeça, antes disso, você tem que fazer o quê? Coletar dados. história atual, história prévia, familiar, social, médica, exame do estado mental e informantes. E isso por si
só dá um trabalho tremendo. Quem trabalha na clínica sabe disso. Isso aqui você não faz em uma sessão, né? Você não dá conta de fazer porque é uma história enorme que você tem que pegar, tá? Então, para você compreender a história do sujeito antes de você falar: "Nossa, é uma coisa Ou não é". Muito bem. Mas vamos supor, né, que você passe dessa primeira fase, que você demoras, sei lá, umas três sessões coletando dados ou não, você foi fazer uma avaliação, por exemplo, neuropsicológica e aí você foi lá, falou quatro sessões iniciais só pegando dados,
mais pegou mais uma sessão ali na escola da criança, enfim, vai chegar um ponto que você vai pro passo dois, que você já tem uma quantidade de dados suficientes para você Levantar uma hipótese. O passo dois é um passo de identificar uma síndrome, mas com um ponto de interrogação no final. É uma síndrome depressiva? É uma síndrome ansiosa, psicótica, manififorme, dissociativa, neurocognitiva. É uma síndrome do quê? Aqui eu não estou fazendo o diagnóstico ainda. Aqui eu estou levantando hipótese, porque a gente não sai nomeando transtorno logo de cara, entendeu? A gente não vai fazer nisso.
A Gente vai perguntar de qual síndrome que tá primeiro. Síndrome é você pensar assim, ó. Eh, qual o que que a gente tá falando aqui? Eu tô falando é de um transtorno de humor, né? Parece que é para um lado mais depressivo. Eu tô falando é de um transtorno de ansiedade, parece um transtorno, né? Eu não tô dando um nome específico aqui, tá? Eu não tô falando transtorno disruptivo da desregulação do humor. Não é isso. Eu só tô tentando olhar qual que é o problema Principal dessa pessoa aqui, qual que é o centro. Pode até
ter coisa outras coisas periféricas, né? A pessoa pode ter, por exemplo, um transtorno depressivo maior com sintomas eh ansiosos, mas o que que é o principal? Ah, é o humor, é a depressão. Então, eu vou pegar aquilo que é essencial, aquilo que parece que as outras coisas estão em volta, tá? Então eu vou identificar isso e aí eu vou começar levantando hipótese, porque eu não sei o que é ainda, eu só Tô levantando hipótese, mas é importante eu levantar hipótese porque aí eu vou atrás para tentar entender se é ou não é. Então também não
não é esse negócio de ai não vou levantar hipótese. Levante porque quando você suspeita você investiga melhor. Se você não levanta a hipótese de transtorno do espectro autista muitas vezes você não avalia tão bem essa incognição social. Então é preciso avaliar a cognição social bem quando você suspeita de transtorno do Espectro autista. Então suspeite, não tem problema nenhum. Suspeite, anote, coloca o ponto de interrogação, daí isso é super importante para organizar seu raciocínio clínico. Só que você não vai ficar no passo dois, né? Por favor, você vai para onde? Pro passo três. Que que é
o passo três que a gente precisa aprender a fazer? Diagnóstico diferencial. Diagnóstico diferencial é muito importante. Lembra que nós falamos logo na aula um, existem sintomas que Eles estão em vários quadros transdiagnóstico. Existem sintomas que estão em vários quadros. Então, mesmo que eu identifique um sintoma que para mim parece grande, central, e eu acho que é uma síndrome depressiva, por exemplo, mas será que é? Eu tenho que pensar assim, o que que mais poderia ser? Entende? A gente precisa fazer isso porque levantar a dúvida sobre o nosso próprio trabalho do tipo, nossa, eu tô Levantando
uma dúvida sobre a hipótese que eu criei no passo dois. Isso é importante porque protege o clínico da arrogância precoce, de falar assim: "Nossa, eu já sei o que que é". Entendeu? Ó, queria dar um exemplo quando as pessoas descobrem o que eu faço, eh, pessoas assim mais simples, às vezes, por exemplo, eu tô num num salão, né? pessoas que eu tô no dermatologista e tem, sei lá, uma fisioterapeuta fazendo algum procedimento, alguma coisa Assim, ou tô numa sala de espera, meu filho tá em alguma consulta, alguma coisa. E aí aquela conversa vai se quí
a pessoa descobre, ah, neuropsicóloga, sabe? Neuropsicólogo? Quando ela entende o que eu faço, geralmente, geralmente vem alguma história e uma pergunta no final, ah, Sara, eu tô com a vizinha, ela tá assim, assim, assim. Você acha, você acha que é o quê? Eu acho que vocês já passaram por isso, não é? Eh, gente, não se sinta usado como se a pessoa tá querendo uma consulta gratuita, que é isso? Não, as pessoas fazem isso, não é, não é maldade, tá? Eu, eu até me sinto honrada. Essa pessoa tá me perguntando de alguma forma, ela confia em
mim? Será que ela confiou em mim? Por quê, né? Porque eu falei o que eu faço, tem alguma coisa que eu passei confiança. Então, assim, eu acho OK, né? Eh, é minha obrigação como profissional, eu vejo isso, explicar que eu não Consigo falar o que ela tem só com isso que ela me formou. Primeiro porque eu não dou conta, eu preciso dessa base, essa base de dados completa, eu preciso levantar hipótese, eu preciso questionar a própria hipótese e os outros passos que eu vou explicar. E segundo, porque é antiético eu falar de qualquer pessoa, né,
sem passar por todos esses passos. Então, não é legal. Claro, eu explico isso pra pessoa, né? fala que não tem como e falo para ela: "Olha, se você Quiser ajuda, eh, eu posso indicar pessoas e tal, tanã e e faço indicação que precisa, tá?" Por quê? Porque não dá, gente, pra gente ser arrogante ao ponto de achar que numa conversa de 5 minutos depois a gente vai achar qual o transtorno que a pessoa tem. Não, né? Não, a gente não faz isso. Às vezes a gente faz isso em sala de aula para testar o nosso
raciocínio, né? Alguma coisa desse tipo, mas na vida real a gente não faz isso. É muito mais Complexo o processo, tá? Então, passo um, pegar dados de boss, nossa, completa. Dois, identificar síndrome, três, diagnóstico diferencial amplo. E a gente vai pro passo quatro, que é organizar por segurança, tá? Que que é isso, gente? A gente precisa organizar o diagnóstico diferencial segundo aquilo que é mais perigoso, que é mais tratável, segundo o que tem melhor resposta, né? se a gente identifica mais cedo, né, ou algo que é Mais grave. Então, por exemplo, tá, antes da gente
se perguntar, nossa, qual transtorno que psiquiátrico essa pessoa tem, a gente tem que se perguntar assim, será que isso pode ser uma condição médica? Será que eu preciso mandar pro médico primeiro? Porque às vezes a pessoa pode ter alguma outra coisa, entende? Antes de eu achar, por exemplo, que ela tá dentro do transtorno de espectro autista, será que ela é surda? Será que ela tem uma surdez espacial? Pode ser. Será que isso é efeito de substância? Pessoal tá alucinando e delirando. Será realmente que é uma esquizofrenia ou isso é um transtorno psicótico, né? Eh, que
que foi feita ali, né, por uma condução devido a uma algum tipo de condução médica ou algum efeito de substância? Pode ser isso, pode ter sido medicação que causou, sei lá, um idoso que tá com a diabetes compensada e tomou uma medicação e ele começou a alucinar e Delirar. Será por essa condição médica dele? Será pela medicação que ele tomou? E aí, como que é isso? Pode ser um delírium, tá? O delir um é uma alteração de consciência. Eh, quando a gente, por exemplo, toma uma anestesia ou até mesmo alguma medicação, eh, essa anestesia ela
pode provocar esse quadro de delírio um e a gente começar ver coisas que não existem, né? Ter uma alucinação, por exemplo, ficar confuso, fala muito Rápido, agitado, mas isso é sobre é por causa do efeito da anestesia, nesse exemplo que eu tô dando, tá? Isso passa. Quando a anestesia passa, você volta ao normal, né? Então, isso pode ser algo orgânico? A gente tem que se perguntar. Então, antes da gente afirmar que a pessoa tem uma esquizofrenia, eu tenho que ter certeza que ela não tem um tumor no cérebro. Tô dando um exemplo. Então, a gente
tem que organizar por segurança. Que que é entender? É entender que Existe uma hierarquia, que condição médica tem que ser eh descartada, que a alteração por devido a algum tipo de substância ou medicamento vem primeiro. Vem primeiro do que transtorno mental. Gente, isso é óbvio. E eu, Sara, não sou médica. Então, muitas vezes eu preciso fazer o quê? encaminhar, encaminhar para ter certeza que a pessoa não tem alguma outra coisa, entende? Então, olha só, isso é importantíssimo, né? Então, a gente precisa ter esse tipo de Hierarquia. Quando eu eh dava aula na faculdade, na PUC,
a gente fazia algumas visitas, os alunos faziam visitas semanais a uma clínica psiquiátrica para fazer entrevista com os pacientes. Daí eles tinham que apresentar o caso, né, enfim, para treinar essa parte do raciocínio. E aí teve uma paciente numa dessas clínicas psiquiátricas, um paciente era homem que ele ficou internado por mais de três meses na clínica até que alguém desconfiou. Depois de uma crise convulsiva que ele teve, que na verdade ele tinha algo orgânico, ele tava com tumor no cérebro, então ele não precisava ter ficado internado numa clínica por três meses, ele precisava ter ficado
o quê? No hospital, fazendo exame para fazer uma cirurgia para remover o tumor. Então, gente, primeiro a gente tem a condição médica, a substância, o medicamento primeiro, depois a gente vai achar que é um transtorno mental, tá? tem que tomar Cuidado. Então, o passo quatro é a gente, ó, falar: "Opa, vamos fazer um diagnóstico diferencial disso." Realmente não pode ser nada orgânico, tá? E aí vem o passo cinco. O passo cinco é você formular uma hipótese provisória aqui já usando um determinado nome do transtorno que você acha que é. Então, eu não vou pensar só:
"Ah, pode ser síndrome ansiosa, psicótica, ah, não sei o quê". Não, aqui eu já vou pensar num nome mais específico, tá? Eu vou Levantar essa hipótese, vou atrás dela, vou entender se é isso mesmo, tá? Ou se não é, enfim, se pode ser outra coisa aqui que a gente pode pensar também que pode ter uma comorbidade no meio da história, né? A pessoa pode ter dois quadros ali. Vou levantar essa hipótese. E no passo seis, depois que eu fiz tudo e eu tenho certeza absoluta que é aquilo, né? eh, que realmente eu acredito que é
aquele determinado quadro. Aí eu vou rever novo tudo para Ver se tá certo, vou refinar, vou pegar novas informações se for necessário, vou usar dados contraditórios, porque isso é importante, né? E aí sim, aí eu vou ter o diagnóstico final. O diagnóstico final muitas vezes ele requer tempo, é uma evolução que a gente vai acompanhando da pessoa, né? Então, requer a gente ver se a pessoa tá tendo uma resposta a um determinado tratamento inicial que a gente indicou. Então, não é uma coisa tão fácil assim, tá? Às vezes para um Diagnóstico a gente demora realmente
6 meses, 12 meses, 2 anos, 3 anos ali para fazer um diagnóstico correto. Por exemplo, transtorno específico da aprendizagem, dislexia, tá? Não é sinônimo as duas coisas, mas enfim, dislexia. A gente só pode fazer um diagnóstico a partir do terceiro ano do ensino fundamental ou a partir de 8 anos de idade. Antes disso, tudo a gente chama de sinal precoce. A pessoa tem um sinal precoce para, tá? Então, nesse Caso, a gente não vai fazer no diagnóstico com menino de 5 anos. Você não faz um diagnóstico nem na educação infantil de dislexia, mas você levanta
sinais precoces e você precisa levantar sinais precoce para você colocar em vigilância, ou seja, monitorar, encaminhar paraa intervenção adequada e daqui um tempo você faz uma reavaliação, tá? Então é importante a gente pensar tudo isso. Então a metodologia do Morrison é essa: base de dados completa, Identificar a síndrome, falar do diagnóstico diferencial amplo, organizar por segurança, hipótese provisória, rever e refinar, tá? Então vamos lá, eh, vamos aplicar isso no caso clínico, tá? De novo, o caso clínico é só ilustrativo, né, gente? Então, aqui é um caso clínico real, mas é só pra gente ir pensando
e raciocinando em todas as partes, tá? É óbvio que eh para que vocês fizessem algo bem completo, a gente precisaria de Mais tempo para esse caso clínico. Vamos falar do caso do Renato hoje, tá? Renato, 34 anos. O Renato, ele tem 34 anos, é analista de dados, solteiro, mora sozinho e foi encaminhado para avaliação após insistência da irmã mais velha, que o descreve como isolado demais, estranho socialmente e cada vez mais fechado. Na triagem, a principal pergunta da família é: será que ele é autista? Na entrevista inicial, Renato chega pontualmente, mas entra na sala visivelmente
tenso. Evita contato visual direto na maior parte do tempo, responde em tom baixo e em vários momentos precisa de alguns segundos para organizar a resposta. Sua postura corporal é rígida, com mãos entrelaçadas e ombros retraídos. Quando o entrevistador faz perguntas mais abertas, ele tende a responder de forma breve. Quando as perguntas são mais concretas, consegue elaborar melhor. Logo no começo, ele diz: "Eu não gosto muito dessas situações. Eu fico pensando que eu vou falar alguma coisa idiota". Quando perguntado sobre o motivo de estar ali, ele responde: "Minha irmã acha que eu tenho algum problema, porque
eu não gosto de sair, não gosto de reunião, não consigo conhecer gente nova direito, mas sinceramente eu só acho que eu sou ruim como pessoas". Renato trabalha há 8 anos em uma empresa de tecnologia, é considerado competente Tecnicamente, muito cuidadoso, discreto e confiável, nunca assumiu o cargo de liderança, apesar de já ter sido convidado duas vezes. Conta que recusou porque não consegue se expor, não sabe falar em público e não suportaria ter que conduzir reunião. refere extremo desconforto em situações como apresentar ideias em grupo, almoçar com colegas que não conhece bem, participar de confeteranizações, iniciar
conversa com desconhecidos, pedir ajuda Ao esclarecimento aos superiores, demonstrar interesse amoroso e frequentar ambientes novos sem alguém conhecido. Ele relata que nessas situações ele costuma pensar: "Vão perceber que sou esquisito, eu vou travar, vão achar, vão me achar ridículo". As pessoas sempre percebem que tem algo errado comigo. Eu não pertenço. Diz que sente taquicardia, rubor, tremor leve nas mãos, dificuldades para pensar com clareza e Intensa vontade de sair da situação. Às vezes passa dias antecipando mentalmente uma interação social, depois costuma revisar na cabeça tudo que falou, procurando sinais que foi inadequado. Na vida afetiva, Renata
Renato refere ter tido apenas um relacionamento breve aos 28 anos, que terminou após poucos meses. Diz que gostava muito da parceira, mas se sentia constantemente com medo de se decepcionar, com vontade de ser visto, eh, de com vergonha de ser Visto de perto e sempre esperando que ela percebesse que eu não era interessante. Desde então, evita se envolver. Quando perguntado se gostaria de ter amigos mais próximos ou um relacionamento, ele responde rapidamente: "Gostaria, claro, muito, mas eu sinceramente não acho que as pessoas iam querer isso comigo." Essa resposta vem acompanhada de choro contido que ele
tenta disfarçar. Na história de desenvolvimento, Renato Nasceu sem intercorrências relevantes. Não há relato de atraso importante, de linguagem, um atraso global do desenvolvimento. A mãe descrevia que ele era uma criança muito tímida, muito agarrada, que demorava a se soltar em ambientes novos e evitava brincar com grupos grandes, mas brincava normalmente com primos mais próximos. Tinha interesses por jogos, desenhos, leitura e computador, mas não há relato de comportamentos repetitivos marcantes, Interesse restrito em comum, rigidez comportamental intensa na infância. Na escola sempre foi um bom aluno, porém muito reservado. Sofria bastante quando precisava apresentar trabalhos ou interagir
com colegas mais expansivos. Evitava as festas, mas tinha um ou dois amigos ali ao longo dos anos. A irmã conta que Renato sempre foi muito inseguro socialmente, mas não o considera desligado das pessoas. Pelo contrário, diz que ele eh fica muito Abalado quando se sente excluído e valoriza demais quando alguém o acolhe. Segundo ela, ele não parece não ligar. Ele liga até demais. Ele se acha insuficiente. Renato nega dificuldade de entender ironia, metáfora ou interação social de modo global. Nega incômodo sensorial marcante, movimentos repetitivos, necessidade rígida de rotina ou sofrimento intenso por pequenas mudanças de
planejamento. Embora diga preferir contextos Previsíveis. Consegue compreender regras sociais, mas diz que na hora trava. refere que muitas vezes sabe o que seria esperado numa interação, mas fica tão ansioso e envergonhado que não consegue agir. Tá terminando, tá gente? No exame do estado mental que a gente faz essa primeira parte, né, logo aqui de início, eh, observa-se aparência adequada, higiene preservada, atitude cooperativa, porém muito inibida, contato visual reduzido, Aparentemente por ansiedade. Fala baixa, mas coerente e organizada, humor referido como ansioso, envergonhado. Afeto constrito, porém reativo. Pensamento lógico, sem alterações perceptivas, sem delírio. Atenção preservada, insite
parcial. com autocrítica muito intensa. Bom, vamos pro passo a passo do caso do Renato, tá? Eu trouxe muitas informações, gente, mas eu sei que não são suficientes, né, no mundo ideal, né, Eh, não é suficiente todas essas informações aqui, porque tem muita coisa pra gente ver. Mas vamos tentar passar o passo a passo dos seis passos desse modelo modelo de metodologia, no caso do Renato, tá? O primeiro passo foi o que a gente acabou fazendo agora, que é o quê? a gente reuniu a base de dados completas, né? Então, antes de dar o nome pro
quadro possível que a pessoa tem, eu preciso coletar informação. Então, aqui tem dados da história atual, História psiquiatra prévia, história familiar, social, médica, exame do estado mental, tá aqui os informantes, quem a gente conversou ali sobre o caso do Renato, eh, prontuários antigos, se tiver, essa é o passo número um, tá? E aí, o que que essa base de dados mostra para nós em relação ao caso do Renato, tá? Então, ó, que ele tem um retraimento social desde cedo, isso aparece na história de vida, né? a mãe fala sobre isso, um forte sofrimento com avaliação
Negativa. Então, ele sofre quando alguém eh avalia ele negativa, quando ele pensa que alguém, né, pode avaliar negativo. Então, só pela possibilidade de avaliar de forma negativa, ele já tem um sofrimento. Um desejo claro de vínculo, ele quer se vincular, a parte da filiação, tá OK? ele quer ter vínculo, um alto conceito muito negativo, uma ausência de história forte de alterações nucleares de neurodesenvolvimento compatíveis com o quadro de transtorno De espectro autista. Nós vimos que não tem, né? Então, eh, a própria família fala que não, comportamento serotipado não aparece, alterações sensoriais não aparece, enfim, né?
Não parece ser um problema principal associado ao transtorno de espectro autista, apesar dele ter sido encaminhado com essa dúvida. sem relato importante de interesses restritos ou padrões repetitivos marcantes e sem evidência desinteresse social primário. Pelo Contrário, ele fala que ele quer o quê? Que ele quer obviamente fazer o quê? Se vincular, não é isso? Ele fala isso, né? Que ele quer e tudo, mas ele não consegue, tá? Então, o passo número um é a gente pegar todos esses dados aí, eh, e essa base de dados nos mostrou isso. Aí a gente vai pro passo número
dois da nossa metodologia, que é falar o quê? Levantar uma primeira hipótese, só que é uma hipótese mais sindrômica, tá? Ou seja, eu não vou falar nome aqui, eu só Vou pensar qual síndrome que ele se encaixa mais, né? Então é, é uma coisa mais psicótica, é uma coisa mais depressiva o quadro do Renato, né? É uma coisa mais voltada para uma mania, né? Maniforme que a gente acha que é, que o Renato tem. Qual tipo de síndrome é? É neurocognitiva? É um problema de cognição que a gente tá falando no caso do Renato aqui.
Se a gente vai para identificar esse passo dois, a gente percebe que a síndrome, quando a gente Pensa na primeira hipótese, é uma síndrome o quê? ansiosa. É uma síndrome ansiosa. Então, que padrão sindrômico parece dominar no caso, tá? Ansioso. Eu não tô falando que ele só tem sintomas dentro dessa síndrome ansiosa, mas o principal dele é dentro desse padrão ansioso. Então, o padrão predominante é o quê? Inibição social, esquiva, medo de avaliação negativa, vergonha, sentimento de inadequação, sofrimento intenso diante da possibilidade de rejeição, ou Seja, ansioso, né? Então o caso se aproxima muito de
uma síndrome ansiosa social evitativa, tá? Do que realmente um transtorno do neurodenvolvimento. Mesmo que a irmã tenha vindo com essa hipótese, não tem problema nenhum da irmã ter vindo com essa hipótese. Não é ela que é o profissional, é você que é o profissional. Então é você que vai definir se é aquilo ou se não é. O negócio é que ela veio levantando essa hipótese, né? E a gente precisa até Descartar ou não. Mas lembra, a gente só tá no passo dois. A gente não tá dando nome ainda, a gente só tá fazendo o quê?
Falando, opa, pera aí, que que será que ela tem? Tá. E aí a gente vai pro passo três, que é construir o diagnóstico diferencial, que é o quê? Dentro da síndrome sindrômica, até mesmo fora da síndrome sindrômica, né? Que hipótese que a gente poderia fazer, né, de diagnóstico diferencial aqui. Esse quadro do Renato lembra vocês o quê? Tá? Lembra que é diagnóstico diferencial? Eu não tô falando para você acertar o nome do transtorno que ele tem, tá? Tô falando para você pensar quando eu tava lendo, que transtornos que vieram na sua cabeça. É isso que
eu tô pedindo. Quais transtornos que vieram na cabeça de vocês? Transtorno de ansiedade social. OK. Que mais? Tem mais possibilidades? O transtorno do espectro autista. A Gente tem que falar porque isso foi uma hipótese. A gente, ó, inclusive quando a gente faz um processo de avaliação e a pessoa chega perguntando alguma coisa, é transformação do espectro autista. Na nossa conclusão a gente tem que responder, mesmo que não seja que não tenha nada a ver, entendeu? Precisa responder, tá? Porque essa foi a primeira. Eh, a colega colocou transtorno de personalidade evitativa. Muito bem. A Larissa colocou
também é Outra possibilidade, né? Pode ter comorbidade entre ambos, né? Então, se a gente fosse pensar ali, a gente poderia elencar pelo menos umas cinco coisas aqui. Tranções de personalidade antissocial, transtorno de personalidade evitativa, uma comorbidade entre ambos, poderia ser, tá? Poderia ser, eh, transtorno do espectro autista e o menos provável, traços esquisides. Eu acho que não fica muito assim, não, mas é um, mas seria uma possibilidade, tá? Eh, Você pode falar assim, Sara, mas por que eh transtorno de que você comentou que poderia ser transtorno de personalidade antissocial e e transtorno de personalidade evitativa,
né, que poderia ser ali o processo. Eh, tem uma fala ali da família que diz que ele desde sempre tem essas características. Quando a família fala desde sempre, a gente precisa tomar um pouquinho de cuidado em relação a isso, tá? Eh, porque talvez isso seja algum traço de personalidade. E quando a gente fala de transtorno de ansiedade social, a gente fala de uma ruptura. Em algum momento alguma coisa mudou e aparentemente não é que mudou ali, tem algo ali a mais, tá? Eu até pra gente ficar mais fácil da gente falar disso, eu até coloquei
aqui umas características diagnósticas, eh, mas só um lembrete, é porque eu não consigo explicar esses dois transtornos de uma forma mais ampla. Então eu acabei colocando só a característica do DCM, Tá? Só para facilitar um pouco mais. Mas, ó, quando o que favorece a gente pensar no transtorno de ansiedade social, aqui o DCM5TR, ele descreve o transtorno de ansiedade social como um quadro em que a pessoa teme fortemente avaliação negativa, evita interações e pode apresentar importante prejuízo, que é bem parecido com o que o Renato tem, né? Aqui no caso é assim, a pessoa ela
tem dificuldade de se comportar socialmente porque ela tem medo da Avaliação negativa. Então, por exemplo, eu não vou eh comer frente a outras pessoas porque vai que quando eu tô comendo suja meu dente e eu dou aquele sorriso, né, de feijão. Ou eu deixo derramar o macarrão, a coxinha de frango, por exemplo, e suja a minha roupa. Ah, eu vou passar vergonha. ou as pessoas vão ficar olhando o que eu tô comendo, tanto que eu tô comendo, por exemplo, no meu prato. Então aí eu não como próximo das pessoas. Se eu for um Aniversário, eu
como em casa e quando eu chego lá falo que eu não tô com fome, que eu tô passando mal, entende? Eh, outro exemplo, eu não dou palestras, né? Eu não falo assim em público porque vai quando eu tô falando, eu gaguejo ou eu tô falando, eu vou guspo na pessoa, né? Eh, coisas que são assim normais, gente, já fiz tudo isso, né? ou eu começo a gaguejar, esqueço alguma coisa, fala uma palavra errada, já fiz isso várias vezes. Então a pessoa deixa de se Comportar porque ela tem medo da avaliação negativa da outra pessoa, entende?
Então o foco do transtorno de ansiedade social, que antigamente a gente chamava de fobia social, é isso, é o medo da avaliação negativa, tá? O DCM também ressalta que o isolamento social crônico pode ocorrer e esse transtorno é frequentemente comórbido com outros transtornos de ansiedade e depressão. No caso do Renato, isso aparece em quê? Um medo intenso de falar algo ridículo, uma Antecipação ansiosa, uma revisão pós evento ali pós determinada situação, sintomas autonômicos em situações sociais que ele fala do tremor que ele fica vermelho, não é? Então é o sistema nervoso autônomo simpático, tá ali
super ativado, evitação de exposição social, sofrimento importante, tá? Então, ou seja, todas essas características ali do transtorno de ansiedade social. Quando a gente fala do transtorno de personalidade evitativa, o que que Favorece ali, né? O DCM5TR descreve que o transtorno de personalidade evitativa é um padrão. Padrão. A pessoa sempre foi assim, de baixa autoestima, alta avaliação como socialmente incapaz ou inferior, uma vergonha excessiva, uma relutância em buscar objetivos por meio de exposição interpessoal, uma sensibilidade intensa à crítica, uma dificuldade de intimidade, a menos que esteja certo ali de que eh ele vai ser aceito. Quando
a gente olha pro caso do Renato, a gente percebe que ele tem um padrão mais amplo de de esquiva que acontece desde a infância, né? Eh, e isso é importante, né? Ele acontece isso. O autoconceito dele é forte e amplamente negativo, também aparece, inclusive eh ele termina com a namorada, né, um relacionamento que ele teve justamente porque ele não se sentia eh tão bem assim, um senso de não pertencimento social desde a infância. E aí, obviamente, a pessoa vai ter uma Taxa maior ali de prejuízo em relação a isso, tá? Então, o Renato ele fala:
"Eh, sou ruim com pessoas, tem algo errado comigo, eu não pertenço, as pessoas não iam querer eh isso comigo, né? Há uma recusa de promoção, inclusive por evitação interpessoal no trabalho. Ele ele teve duas ofertas de promoção e ele não foi, né? uma evitação amorosa por vergonha e medo de serviço de perto e um padrão que atravessa várias áreas da vida dele desde cedo, tá? Desde cedo a Gente percebe isso. Então, olha só, quando a gente vai paraas características dos dois quadros em si, a gente vai indo para aquele lado do quê? de que nossa
eh, parece que ele tem tanto características de transponalidade evitativa como também ele tem características de ansiedade social, tá? Pode ser os dois, pode ser, não sei. Mas o que que enfraquece a hipótese de transtorno do espectro autista? Porque não é só olhar o que fortalece uma Hipótese, é a gente olhar o que enfraquece outra também. Isso é diagnóstico diferencial, não é? que a gente tem que fazer dentro do nosso passo a passo, a gente tem que fazer esse diagnóstico diferencial. Então, se fosse transtorno do espectro autista, eu esperaria investigar com muito mais força alterações persistentes
na reciprocidade social desde o neurodenvolvimento, isso não aparece. Défices consistentes na comunicação Social, também não aparece. Padrões restritos repetitivos do comportamento, interesse ou atividades, não aparece em lugar nenhum. Rigidez mais nuclear como sintoma principal, não aparece. e traços de desenvolvimento mais típicos ali, né? Eh, o que a gente percebe ali do do do quadro dele é que a gente encontra esses traços de desenvolvimento mais típicos, eh, que tá OK e não ao contrário, né? Eh, que no transtorno de espectro autista eu esperaria traços atípicos Ali, né? Então, no caso do Renato, o que aparece com
muita força, né, é que ele quer se relacionar, que ele entende regras sociais de maneira geral, entendefora, entende ironia, não parece ter uma alteração nuclear bása básica de alteração de cognição social, ele sofre por não conseguir se expor. Ele teme rejeição e humilhação e não parece socialmente alheio, mas sim socialmente inibido, inibido e autocondenatório, né? Porque ele tem uma autoestima muito Baixa, tá? Então, se a gente for olhar o contexto, realmente não parece transtorno do espectro autista, né? Mas a gente fica com a pulga atrás da orelha para quê? Transor de ansiedade social e transtorno
de personalidade evitativa, tá? E aí eu pergunto para vocês, se vocês fossem fechar, claro, né, gente, difícil a gente fechar alguma coisa aqui, né? Mas assim, se a gente fosse pensar lá no passo a passo do Morrison, né? H, da metodologia que eu tô Ensinando para vocês de diagnóstico. Pegamos o primeiro passo, bases de dados completa da história de vida dele. Depois identificamos uma possível síndrome que é a síndrome ansiosa. Aí nós estamos no passo três, que é diagnóstico diferencial amplo. A gente tá pensando em diagnóstico diferencial. Pegamos alguns diagnósticos diferenciais e a gente foi
atrás desses diagnósticos. Falamos de transtorno de proidade evitativa, de ansiedade social, Transtorno de espectro autista. falamos a possibilidade de comorbidade das duas, não é? A gente foi atrás. Então, olhando isso, né? Eh, pensando nesse passo a passo, OK? Vocês acham que parece mais com ansiedade social ou personalidade evitativa? Aí você pode falar assim: "Sara, eh, pode ser eh os dois, pode ser os dois também, pode ser os dois. E antes de eu achar que pode ser os dois, eu tenho que fazer O quê? antes de eu achar que, nossa, pode ser um quadro ou pode
ser o outro, eu preciso fazer a hierarquia de segurança. Eu não posso, eu não posso eh passar esse passo antes de eu fazer esse conflito, é diagnóstico diferencial, tal, não sei o quê. Qual hipótese que é? Antes de eu afirmar qual hipótese que é, eu preciso fazer hierarquia de segurança, que é o quê? Eu preciso identificar. Será que alguma condição médica justifica o que o Renato tem? Será que algo orgânico pode explicar o quadro dele? Será que algum uso de uma substância ou medicação pode explicar o quadro dele? Até mesmo um quadro de abstinência de
alguma droga explica o quadro dele? Não, né? Porque é um quadro é crônico, né? Desde sempre ele é assim, né? Será que um quadro de delírio um, que é uma alteração aguda do estado mental justifica alteração de consciência? Não, não. Tem muito tempo que o Renato é Assim, né? Será que tem algum outro transtorno primário que justifica o que ele é aqui, né? Então, eu preciso pensar primeiro na hierarquia de segurança dentro das regras que nós eh olhamos ali, né, para depois eu falar é ou não é alguma coisa. Depois que eu faço hierarquia de
segurança e eu tenho certeza que não, nenhum desses quadros justifica o quadro dele, aí sim eu posso pensar em alguma coisa, tá? Então, o quadro dele, é claro que a gente, vocês Teriam que atender o Renato, etc e tal, né? Mas assim, o quadro dele tem muitas características para transtorno de ansiedade social, muitas, muitas mesmo. Mas ele também tem característica para transtorno de personalidade evitativa, né? Demais. o transtorno de personalidade evitativa é que eu ficaria com o pé atrás ainda, eu não teria certeza, porque a gente teria que investigar melhor a história dele, eh, não
só através dele, mas de outras Pessoas, né? Então, eu entender se realmente esse padrão sempre existiu, tá? Porque o de ansiedade social tá claro para nós, a gente tá conseguindo ver, né, aquilo dali. E eu até que eu gostaria de entender até quando que mudou esse esse padrão, né? Não é que mudou, né? quando que ficou até um pouco mais grave, deixou de ser apenas, entre aspas, um transtorno de personalidade antes, eh um transtorno de personalidade evitativa. E aí também começou ali como Comorbidade um transtorno de ansiedade social, porque essas duas comorbidades, inclusive, elas são
muito o quê? São muito comuns, né? Então, quando que começou isso? a gente teria que investigar melhor. Se a gente não tem certeza, a gente pode colocar, por exemplo, como tá escrito aqui, ó, transtorno de ansiedade social com forte necessidade de avaliação para transtorno da personalidade evitativa, dado padrão amplo, persistente, identitário de Inadequação, vergonha, retraimento e medo de rejeição, tá? Então, se eu não tenho certeza, e eu não sou obrigada a ter certeza, gente, então, enfim, né? eh, a gente não precisa ter, a gente pode colocar isso. A gente pode colocar dessa forma, ó, conforte
necessidade de avaliação, ou a gente pode colocar assim, em vigilância para que que significa em vigilância para olha, eu vi algumas características, eh, eu não tenho certeza, né, se é ou não é, então Assim, eh, vou tomar cuidado, então vou colocar em vigilância para podemos colocar, podemos. Ah, Sara, mas quando a gente não tem certeza, não é ruim a gente ficar colocando o quadro? É, a gente não tem certeza absoluta, mas a gente precisa ser ético eh pro através para falar pros nossos pacientes também, para falar pros pais, os nossos pacientes ou cuidadores, que existe
uma possibilidade da pessoa ter. Imagina, por exemplo, você como mãe, como pai, Leva seu filho com 5 anos de idade para fazer uma avaliação com médico, com psicólogo, fodiólogo, etc. E aí a pessoa identifica sinais precoces de dislexia, mas ela não fala nada, nada, porque ela pensa, nossa, eu não tenho certeza que a dislexia com 5 anos de idade ninguém tem, né? Como eu disse, a partir de 8 anos de idade, a partir do terceiro ano ensino fundamental. Mas se você identifica sinais precoces, você tem que colocar em vigilância para transtorno Específico de aprendizagem com
prejuízo na leitura. Por que que você precisa colocar? Porque você precisa alertar esses pais, falar: "Olha, eu não tenho certeza, ninguém vai ter certeza nesse momento, mas essa criança precisa de estimulação o mais rápido possível, porque ela tem esses sinais." E, ó, lá na frente, mesmo com estimulação, pode ser que feche para esse quadro. Então, a gente precisa colocar, tá? Então, mesmo que seja só uma suspeita e você não Tenha certeza, você tem que colocar. O que você tem que evitar é isso aqui, ó, é você fechar cedo demais. É um fechamento precoce. de um
quadro, ou seja, você ali falar de uma coisa que, nossa, tá cedo demais para poder falar isso, isso não, né, não cabe naquele momento, né, não vale a pena falar e tal, aí sim, tá? Então, o fechamento precoce quando o clínico se apaixona cedo demais pela primeira hipótese, não vai fazendo ali aquele Processo, então realmente você tem que tomar cuidado, tá? Mas em termos outros práticos, você pode sim eh tá pensando ali e levantando algumas possibilidades, tá? E aí vem uma eh um aspecto interessante aqui, né? Eh sobre essa questão de fechar cedo demais, né?
Eh que existe um tipo de erro que a gente pode cometer, né? Então assim, quando o pensamento que a gente chama de eurorístico, ele pode produzir viéses e situações complexas. aquela pessoa eh Que tem aquele pensamento do tipo, né? Eh, ela compara ao protótipo mental que ela tem de uma forma muito rápida e aí ela vai e já logo de cara fecha um diagnóstico. Por exemplo, ela olha para alguém falando muito rápido com aceleração de pensamento e fala assim: "Ih, tem cara de bipolar". Ou uma pessoa que tem uma dificuldade de interação social, ela já
fala: "Ih, tem cara de autismo. Ah, tem jeito de psicopata". Então aqui esse tipo de Raciocínio é um raciocínio que a pessoa não investiga, ela compara com algo que ela tem na cabeça, né, ou algo que ela tá estudando muito. Ó, isso é um problema. A pessoa tá estudando muito altas habilidades de perda dotação, muito, muito, muito, muito. E aí para ela agora tudo é altas habilidades de superdotação, entende? Gente, a gente pode escolher nichos, áreas de atuação na vida, só que você não pode deixar de estudar coisas Que são básicas. Então assim, você, ah,
eu quero trabalhar com a habilidade de hiperdotação, eu quero ser reconhecido com a pessoa que melhor trabalha, ok? Então aí é bom você trabalhar com intervenção, né? Porque se você quiser trabalhar com avaliação, falando que você só avalia quem tem altas habilidades perdotação, eu não entendo então porque que as pessoas vão fazer avaliação com você, porque se você já sabe o que elas têm e se essas pessoas Vierem não sabendo o que tem, você acha que elas vão ter altas habilidades de superdotação, porque é só isso que você estuda, então não vai dar certo, tá?
Então a gente tem que tomar cuidado porque senão a gente começa a enxergar o que a gente só está estudando em todas as pessoas. Não funciona assim, tá? A gente fica comparando a um protótipo mental recente nosso, tá? A uma imagem mental que a gente tem, tá? Então o que a gente tem que ter um raciocínio Probabilístico. Que que é o raciocínio probabilístico? A gente pode olhar e pode até pensar, parece, mas a gente vai falar assim: "Não, para, eu vou investigar, eu vou analisar critérios, eu vou considerar alternativas". Tá? Eu vou estimar uma probabilidade
real, eu vou levantar uma hipótese provisória e depois eu vou lá, vou, volto paraa frente, vai não sei o quê. Eu tenho que fazer tudo isso, tá? É isso que eu preciso fazer. Então, psicopatologia não É esse raciocínio, pá, é isso aqui, pronto, acabou. Não, eu tenho que levar, eu tenho que levar em consideração probabilidades. Então, se o paciente parece eh muito com X, né, com determinada coisa, sim, ele pode ser X, ele pode ser X. Mas às vezes ele só parece X e ele não é X, ele é Y, entende? E eu tenho que
ir para esse outro lado. E aí entra um fator que eu acho que é muito importante, que é comorbidade. Gente, comorbidade, a gente sabe que comorbidade é quase a regra, né? Assim, as pessoas têm muito mais comorbidade do que só um quadro, né? Só que a gente tem que tomar cuidado de isso não atrapalhar a nossa interpretação de todo paciente que que vier pra gente, a gente i pensar assim: "Comorbidade", porque o que é mais comum é comorbidade. Então é comorbidade. Nem sempre, gente, não quer dizer que a pessoa tem uma comorbidade. Então a gente
sempre vai procurar Primeiro um quadro, né? Então e nem tudo que aparece junto é uma comorbidade, tá? Então toma cuidado. Comorbidade é quando você tem dois ou mais quadros. Quem trabalha com adultos frequentemente lida com comorbidades, mas quem trabalha com crianças nem sempre você lida com comorbidades. E o adulto também não necessariamente tem uma comorbidade. Então a gente tem que tomar cuidado, senão a gente fica colecionando rótulos, tá? Então a gente tem que tomar cuidado Em relação à comorbidade real versus a sobreposição. Ou seja, nem tudo que aparece junto é uma comorbidade verdadeira, tá? Às
vezes a pessoa tem um transtorno de base e ela tem alguns outros sintomas, mas não é um outro transtorno, não é nada disso, entende? Então ela tem, por exemplo, um transtorno depressivo com alguns sintomas ansiosos, mas não é uma comorbidade, ou seja, não é transtorno depressivo maior comórbido, do Transtorno de ansiedade é generalizada, não é isso. É um transtorno depressivo maior com sintomas ansiosos, ou seja, não é uma comorbidade em si. ela tem alguns outros sintomas a mais, né? E às vezes, dependendo do quadro, tem até especificadores que a gente utiliza nos manuais para poder
eh organizar isso, tá? Então, a gente precisa fazer três perguntas que eu gostaria muito que vocês pensassem nessas perguntas antes eh de vocês acharem que é uma Comorbidade, que a pessoa tem alguma outra coisa mais, tá? Tá? Se eu identificar a hipótese X, ainda sobra algo sem explicação para aquela hipótese? Por exemplo, a minha hipótese foi transtorno de ansiedade social, certo? Ali pro caso do Renato, transtorno de ansiedade social, tudo que ele tem é explicado por transtorno de ansiedade social ou não? Além desse diagnóstico principal, há sintomas ali que o transtorno de ansiedade social não
Explica ou por si só ele explica? OK? No caso do Renato, a gente ficou com pé atrás. Por quê? Porque esses sintomas dele são desde a infância. É estranho a gente pensar um transtorno de ansiedade social. É, parece que é um padrão dele de ser e que piorou. Então, OK. Então, por isso que a gente ficou com pé atrás. Aí a gente vai se perguntar o segundo quadro que eu acho que essa pessoa tem autonomia clínica, que que é autonomia clínica, né? É Assim, ele por si só é um segundo quadro. Realmente eu vou identificar
como segundo quadro ou não? É só um sintoma a mais, tá? Ou é uma consequência? É uma sobreposição do primeiro. Poderia ser, tá? E esse segundo quadro vai mudar o tratamento? Se ele tiver uma comorbidade, vai mudar o tratamento que eu vou indicar para essa pessoa? Qual que é o risco de eu não falar desse segundo quadro? E o prognóstico da Pessoa vai mudar? A expectativa de evolução do tratamento vai mudar com esse segundo quadro? Se não muda nada, talvez não faça sentido você pensar que é uma comorbidade para esse caso, tá? Se não mudar
nada, se mudar aí a gente tem que eh tomar um pouco de cuidado, porque, enfim, né? Eh, aí pode ser alguma coisa eh que esteja realmente acontecendo. Então, gente, a gente tem que tomar cuidado com essas características que estão aí. E mais, Né, a gente tem que também deixar de desconsiderar informações cont eh contraditórias. Eu queria até comentar sobre isso, que é é muito importante, sabe? Eh, às vezes a gente encontra algumas informações eh contraditórias dentro do quadro. Por exemplo, às vezes a mãe fala uma coisa e o pai fala outra coisa, sabe? Eles se
contradizem. E aí a gente acaba querendo assim, de forma envieszada, ir só para um lado, tipo: "Ah, eu eu concordo com o pai e aí você quer ficar só com o lado do pai ou eu concordo com a mãe, você quer ficar só com o lado da mãe. Toma cuidado, tá? Eh, se um, por exemplo, um paciente diz que ele tá ali em episódio depressivo grave, mas o afeto, o curso, a energia, né, os marcadores clínicos ali não combinam com aquele episódio depressivo grave, eh, não força, tá? Você investiga mais, né? Então, a gente vai
investigar mais, mas a parte contraditória, ela é importante, A gente não vai desconsiderar, tá? Eh, a gente precisa entender que as informações contraditórias ajudam a gente. Nem sempre aquilo que tá supostamente claro é aquilo mesmo. Às vezes você tem informações contraditórias, é bom. Quantas vezes eu atendendo crianças, quando eu cheguei na escola para poder conversar com com o professor, com coordenador, que aí realmente eu vi um lado daquela criança que até então eu não tinha visto, né? Os Pais não tinham me contado e aquela criança daquela forma não era assim comigo. Exemplo, eh, casos de
tod, gente, e transtorno de condutas são assim, transtorno positivo desafiante. Às vezes a família fala para você: "Nossa, e ele faz isso, isso em casa, ele mente, ele briga, não sei o quê". Aí chega o menino, ele é um anjo com você, coopera, nada de opositor, nada disso e tal. E aí você pensa, gente, será que é um problema familiar mesmo assim de Trato com a criança, estilo parental, né? E que que acontece aí? Você vai lá na escola para conversar, realmente lá na escola a criança também é da mesma forma que a família te
diz. Então as informações contraditórias elas ajudam a gente, tá? Então na prática, quando algo não encaixa, tá? Muita gente tenta forçar o encaixe, não, não força, tá? Que que você vai fazer? Vai investigar mais. Essas informações contraditórias podem te ajudar num diagnóstico Diferencial e podem te ajudar inclusive a entender o que que a pessoa realmente tem. Isso é psicopatologia de verdade. Então a psicopatologia de verdade, gente, não é só decorar uma lista de critérios, porque se for decorar a lista de critérios fica chato para caramba, não é verdade? Tem gente que não gosta de psicopatologia
porque fica falando assim: "Ai, o povo fica falando de DCM, de sis e tal". Psicopatologia de verdade não é isso, Gente. É a gente aprender a observar, né? Raciocínio clínico. É a gente aprender a entrevistar, distinguir o sinal do sintoma, é a gente aprender a organizar hipóteses, síndromes, revisar a hipótese necessário, né? Não cair em vies, né? Aprender a gente pensar num caso que é difícil. E é isso justamente que eu defendo em termos de aprofundamento sério, né? Eh, por quê? Porque quando a gente começa a fazer isso, a gente se sente mais seguro, né?
Ó, eu sou neuropsicóloga, eu sou psicóloga, eu não sei fazer outra coisa na minha vida, eu não sei cantar, eu não sei cozinhar mal, eu sei fazer gel, não sei fazer nada de cozinha, eu não sei nada, eu não sei criar uma um projeto de casa, nossa, eu sou péssima com desenho, nada. Então, o meu ganha pão é psicologia, é dar aula, que é outra a outra função que eu tenho, né? Eu sou professora, é isso que eu sei fazer. Então eu vou tentar me aperfeiçoar o Máximo possível nisso. Eu quero ter segurança clínica. Então
a gente precisa aprender de psicopatologia. Independente da área que você esteja atuando. Dentro da psicologia, dentro da pedagogia, psicopatologia é base, tá? E aí entender sobre essas questões vai te ajudar a ter qualidade diagnóstica, refinar o seu raciocínio, responsabilidade ética, enfim, tá? Vai mudar completamente a forma como você faz esses quadros. E como eu disse, né, eh, psicopatologia é Muito gostoso quando a gente aprende tudo isso, né, quando a gente entende que é raciocínio e não é só decorar, porque daí é chato para caramba quando a gente acha que é só decorar, né? Beleza, pessoal?
Ó, eh, no material complementar da aula de hoje, no finalzinho do material complementar, eu já eu explico como vocês podem pegar, eu coloquei esses perguntas chaves para cada etapa desse método Morrison, tá? Deixa eu compartilhar aqui minha tela com vocês. Vocês vão receber o material, já eu explico, ó. O material todo é esse aqui, ó. Ele tem um resumo da aula quatro como os outros, tá? Mas lá no final que eu gostaria que você se atentasse, eh, que é a parte mais importante aqui, é que eu fiz para vocês algumas perguntas chaves para cada etapa
do método do Morrison, tá? Então, do passo um, do passo dois, da identificação de síndrome, da elaboração de diagnóstico Diferencial, do diagnóstico provisório mais provável. Depois você vai organizar aquilo dali, né, de uma forma hierá tudo, ó, tudo certinho. Do passo a passo, eu organizei perguntas ali para cada uma dessas etapas para ficar mais fácil, tá? De vocês conseguirem eh raciocinar ali eh com tudo aquilo que a gente vem apresentando para vocês, tá? Então, pessoal, eh esse material a gente vai mandar nos grupos do WhatsApp, como a gente vem fazendo, tá? Então, quem Ainda não
está nos grupos, né, é possível, tá? Então entre, porque amanhã, amanhã a gente vai enviar esse material para vocês, para que vocês possam baixar, tá? E aí eu também tenho uma outra ãs antes de eu começar a responder as perguntinhas de pós, tá? Eu vi que algumas pessoas perguntaram sobre a pós, eu vou responder tudo, tá? Sobre ficar gravado ou não, tá? A nossa ideia inicial não era deixar Essas aulas gravadas, mas muitas pessoas pediram, eh, algumas pessoas tiveram dificuldade assistir todas as aulas, enfim, e tal. Então, nós vamos combinar o seguinte, tá? Eh, até
terça-feira, esta terça-feira às 23:59, eu garanto para vocês que as aulas vão ficar. Então, quem quiser revisar essas aulas, voltar, assistir, perder uma aula, enfim, gente, assista. Você tem amanhã, você tem terça-feira. Aí depois eu já não sei, tá bom? Porque O nosso plano era que essas aulas nem ficassem, tá? Então eu vou deixar um espaço ali de tempo para que vocês consigam revisar. Quem já tá é aluno nosso já da pós-graduação em psicopatologia, já tá matriculado, fica tranquilo, tá? Todas essas aulas vão estar lá para vocês. Amanhã eu já vou pedir paraa minha equipe
já inserir ali dentro da plataforma, tá? Eh, para que se vocês quiserem rever, tá ali para vocês, tá? Mas tem um monte de outros Conteúdos para vocês, né, gente? Então se organizem aí para ir acompanhando ali as disciplinas da PS, tá certo? Então aí isso é importante. Eh, vamos então responder sobre a nossa pós-graduação em psicopatologia, tá? Então para quem quer desenvolver esse raciocínio clínico, segurança diagnóstica, leitura psicopatológica, vamos falar da nossa pós, tá? Eh, sobre a pós-graduação, eu vi que vocês perguntaram se a pós tem aulas ao vivo e ou se aulas são Gravadas.
Depende, tá? Tem aulas que são ao vivo e tem aulas que são gravadas, tá? E aí você consegue eh pegar o cronograma assim que você entrar ou na própria página da pós-graduação, eu vou pedir para minha equipe colocar aqui nos comentários a página, tá? vocês conseguem eh pegar o cronograma, deixa eu vou mostrar ele aqui. E no cronograma vocês vão ver que tem algumas aulas aqui. A primeira parte do cronograma tem as datas liberações das aulas gravadas, Tá? As aulas são gravadas, mas abaixo de todas as aulas tem um espaço para você fazer perguntas. Fique
à vontade para poder perguntar, OK? Ali. E aí depois desse cronograma das aulas gravadas, a gente tem as aulas que são ao vivo. Então no cronograma tem discussão de casos clínicos, tá? Todas as disciplinas, gente, tem casos clínicos. Todas as disciplinas liberadas têm casos clínicos. Mas além disso, também a gente tem aulas ao vivo que eu Vou discutir de uma forma mais ampla. Eu vou colocar o caso ali e a gente vai discutir se é um caso só, se é comobidade, fazer diagnóstico diferencial, toda essa metodologia que a gente tá estudando, tá? São aulas bem
legais também tem aqui no cronograma. Aí tem algumas aulas ao vivo que são tópicos especiais. a gente vai ter aula sobre infertilidade, saúde mental, automutilação, violência contra a mulher, depressão per perinatal e Suicídio. E tem alguns cursos bônus aqui, é até importante eu falar sobre esses bônus que é o seguinte, a gente tem vários bônus da especialização, tem muita coisa de bônus e esses bônus, alguns desses bônus, eles vão sair eh depois de terça-feira. Então, faça sua matrícula. Quem tá interessado na pós, faça sua matrícula. Se ficou alguma dúvida, entra em contato conosco também. Se
eu não conseguir responder aqui essa dúvida para você sanar essas dúvidas Para você entrar até terça-feira, dia 24/03, porque até terça-feira todos esses bônus que estão aqui, eu garanto para vocês que vão ser mantidos. 5 anos de acesso às aulas e atualizações, um curso completo de autos habilidades superdratação, que não é um diagnóstico, mas é um quadro que você precisa identificar. Um curso completo de psicofarmacologia com psiquiatra, Dr. Danilo Borges. Um curso sobre dificuldades alimentares com a Nutricionista, a Fernanda Portes, que é excelente. Um curso sobre instrumentos de avaliação em transtornos psiquiátricos. O curso da
era A, era F, da BINTIC. São instrumentos que a gente pode utilizar para avaliar quando a gente suspeita transtorno de espectro autista. Quem quer começar a trabalhar com intervenção, tem o curso introdutório de habilitação cognitiva infantil, um mês de acesso ao coruja neuro, cupom de desconto com parceiro, Sorteio mensal ali de materiais e caso você se interesse por alguma outra formação nossa ali, né, algum curso livre, você tem 60 dias também para adquirir qualquer curso livre da Encantada tem até 12 vezes sem juros. Eu vi que vocês estavam conversando do serupsi, é uma ótima chance
também para vocês entrarem aí pro se neuropsi também, tá? Entra para após e entra pro se neuropsi. Vai tá completinho, com certeza. Hã, Tá. Alguém sabe me informar quanto tempo temos para finalizar a pós-graduação? A pós-graduação 15 meses, tá? Você vai ter acesso às aulas aí por 5 anos, se escrevendo até terça-feira às 23:45. Mas após são 14 meses, desculpa, 15 meses. Ã, 15 meses, tá bom? vai liberando as aulas, você vai fazendo, tem atividade avaliativa, tem pessoal perguntando sobre prova, tem eh toda vez que a gente lança uma disciplina, eu coloco algumas questões De
treino para vocês, de múltipla escolha, umas 20 questões para cada disciplina. Por quê? Para você treinar, para treinar o conteúdo que você acabou de assistir, enfim. Aí depois que termina o módulo em si, aí tem a provinha que vale nota, tá? Você tem duas chances para poder fazer essa provinha também. São questões de múltipla escolha. A nota é seis pontos, OK? Caso você não consiga passar, aí você precisa solicitar monitoria, né? Aí A gente vai conversar tentar te ajudar, né? Porque eu quero que você aprenda. A nossa especialização, gente, o foco é aprendizado. Eu não
quero dar títulos de especialista, porque título por título não vai fazer diferença nenhuma. Os pacientes que eu recebo no consultório nunca pediram nenhum título meu, tá? Nada, nada disso. Porque título em si não vale. Vale o quê? Competência. Eu quero que você aprenda. É claro que você vai ganhar o título de especialista em Em psicopatologia, você vai ganhar. Mas o que eu estou dizendo que isso não é o mais importante. O mais importante é você aprender, certo? competência vem antes. Então você vai fazer as provinhas, cada módulo tem essas provinhas e ao final você tem
ali o título da especialização, tá? Eh, estou há 4 anos afastada da prática em psicologia. Vou iniciar a especialização em neuropsicologia e gostaria de saber, nesse contexto, é recomendável também Cursar pós em psicopatologia eh a Stephanie. Eh, então eu costumo explicar assim pros meus alunos, tá? neuropsicologia vai te ajudar eh na parte de neuroanatomia, vai te ajudar nos testes, nos instrumentos avaliativos, que é importante você aprender, né? Vai te ajudar no processo avaliativo e tudo, mas no final do laudo, quem fecha laudo é psicopatologia, não é neuropsicologia. A neuropsicologia É importante para o método de
avaliação. Então, a neuropsicologia vaiar avaliação neuropsicológica, que é um excelente método de avaliação, tá? Mas no final quem vai fechar o raciocínio é psicopatologia. Psicopatologia tem essa função. O que você tem que pensar é o seguinte: você consegue fazer as duas especializações ao mesmo tempo, a de neuropsicologia e de psicopatologia, tá? Eu não acho impossível, gente. Eu minha vida inteira eu sempre fiz duas, Três especializações ao mesmo tempo, trabalhando e aquele negócio, porque eu acho que quando você coloca uma coisa como prioridade, você faz, certo? o seu tempo é prioridade. Só que você tem que
pensar, se você conseguir fazer as duas, é excelente, porque você vai conseguir fechar os casos bem melhor que outros colegas seus que só estão na neuropsicologia. Se você achar que não dá, então espera um pouco, faz ali a de neuro ali, né? E aí depois você faz o de Psicopatologia. Aí vocês têm que pensar um pouquinho em relação a isso, tá? Eh, só aluna da Encantata, a cobrança no cartão é recorrente, vai ocupar o limite? Não é no cartão, eh, as parcelas são no boleto, é por boleto, tá? Eh, você tem duas eh duas possibilidades
que você pode fazer. Você pode fazer o pagamento que ele é parcelado ou o pagamento à vista. Eu vou mostrar aqui em termos de valores, tá? Então, o pagamento à vista para alunos da Encantato, ou seja, alunos do C neuropsia de especializações CCC, neuropsicologia, eh alunos da do coruja neuro também entram aqui, tá? é 5400 para novos alunos 5700. Então tem um desconto. Mas se você for fazer o pagamento parcelado, sendo aluno da Encantato, como você disse, aí fica 14 parcelas de 422,45. uma primeira parcela agora que seria entrada, né, sua matrícula e as outras
13 parcelas começando no mês de maio. A Primeira parcela após a entrada vence dia 10 de maio, tá? Então você pagaria uma entrada agora e depois só dia 10 de maio, ok? É no boleto, no boleto, tá? Esse pagamento de agora da entrada aí você pode fazer se quiser no cartão, no boleto, Pix, enfim. Eh, mas as outras parcelas é tudo no boleto, tá bom? Não compromete cartão, nada disso, certo? Eh, hã, ah, T. Se vocês tiverem com dificuldade em fazer a matrícula e tiver algum problema, vocês podem entrar em contato com o nosso suporte.
Eh, e aí o pessoal chama no direct do Instagram que as meninas respondem, tá? Se não responder hoje, como é domingo à noite, a gente tem duas pessoas trabalhando, mas se não conseguir responder hoje, amanhã responde vocês, tá bom? Então, chama no direct, fala Assim: "Olha, eu não tô conseguindo fazer, me ajuda e tal". OK? Então não dá para entrar depois de iniciada após em psicopatologia. As nossas especializações são por turmas. Então, uma vez iniciada a turma e a gente fechando ali as matrículas da turma, aí não tem como entrar mais. Por que que a
gente não eh faz isso, né? Por que que a gente faz essa questão de fechar? Porque eu quero que vocês acompanhem as disciplinas sendo Liberadas, participem das discussões. Se eu permitir que vocês entrem lá na frente, vocês não vão conseguir revisar todo esse conteúdo, porque as nossas especializações, gente, não são aulinhas só para ai, porque é online, eu vou dar um negócio assim, não. É uma aula completa, tem muita coisa, a gente exige estudo, né? Realmente você vai aprender. Eu não quero que você saia da especialização falando assim: "Ai, nossa, foi mais ou menos". Porque
o seu Sucesso é o meu sucesso. Se você não tiver sucesso, se você não sentir bem, se você não gostar do curso, você vai falar mal do curso para outras pessoas. Isso é ruim, tá? Eu quero que você tenha sucesso, porque isso reflete em mim também. Então, por isso que a gente tem, a gente fecha as disciplinas em determinado momento, tá? Eh, se as provas estão no no cronograma, nesse cronograma aqui que eu mostrei, não, mas dentro da plataforma tem a aba de Cronograma. quando você entrar e aí tem um cronograma específico só para provas,
aí você consegue ver as datas ali. A prova não é num dia específico, a gente deixa vocês fazerem a prova, vocês têm 120 dias para fazer a prova, entendeu? Então ela é liberada quando a gente libera a última disciplina do do módulo, certo? Liberei e aí depois que libera, você tem 120 dias para poder fazer a prova, tá? Então, ou seja, não é num num horário específico, não. Você tem um Tempo bom ali, eh, para poder fazer, OK? H, se os cursos bônus vão ter direito a certificado. Sim, também tem. Tem. Ã, se vai ter
TCC, ah, trabalho de conclusão de curso. Tem, toda a especialização precisa ter. Só que o trabalho de conclusão de curso, ele não é uma produção de artigo científico, nada disso. É o quê? No final do curso eu vou passar um um caso clínico e vocês têm que fazer análise desse caso clínico E me entregar. É isso, tá? É uma pósprática, porque eu quero que vocês aprendam na prática o processo, tá? Então é isso. Ahã. Ã tã. Mandem no mandem mensagem no no direct, pessoal, quem tá com dificuldade, porque às vezes, ó, o que que aconteceu
o ano passado? Em dezembro do ano passado, a gente perdeu uns três a quatro números Aqui, eh, que foram bloqueados, caíram e tal. Muitas pessoas aqui do do eh do digital perderam. E aí, se você tiver um número salvo nosso e for um desses números que vocês estão mandando mensagem, a gente não, a gente perdeu os números, a gente não tem nem como, a gente nem recebe a mensagem. Então, manda no direct que aí eh o pessoal responde vocês, tá bom? Eh, teremos em outro momento outra oferta dessa pós. Então, essa é a nossa Segunda
turma, né? Provavelmente a gente vai ter a terceira, aí eu não posso confirmar. Eh, assim, a gente não tem planos, tá? Eh, para esse ano de ter outra turma, não. Hum. Ano passado vi alguns anúncios no Instagram onde onde no Cerupsi tinha uma planilha de correção de vários testes. Isso é real, não é, Ana Flávia? Serupsi nós nunca divulgamos planilha de correção de testes. Talvez você esteja Confundindo com outras pessoas que têm, né? Eu não acho isso ético. A gente não tem, tá? Eh, porque eu acho que isso fere inclusive direitos autorais dos autores. A
gente não tem, nunca teve, tá? Nem divulgamos sobre eh se tem que ser psicólogo para fazer a apóste de psicopatologia, não. Ela é não restrita a psicólogos, tá? Então, outros profissionais também pode podem fazer. Ó, vou deixar o nosso número aqui de contato. Manda mensagem pelo WhatsApp. O certificado é autorizado pelo MEC, certo? Eh, obrigada, Samanta, pelo elogio. Agradeço demais. Tô no primeiro modo da especiação da encantada. Já aprendi muita coisa que nem vi na pó de neuropsicologia. Que bom. Fico feliz que você esteja gostando. Hã, tu eh, Sara, você pode explicar novamente Entre a
especialização de neuropsicologia e a especialização em psicopatologia, avaliação psicológica é a mesma coisa que psicopatológica. A avaliação psicológica é uma avaliação feita por psicólogo. Daí existem vários tipos de avaliação psicológica. Então, a gente tem a avaliação de psicodiagnóstico, que é o foco ali na na afetividade, na personalidade. A gente tem orientação vocacional, né, que é mais voltada pra questão da profissão. A Gente tem avaliação neuropsicológica, que é o foco mais cognitivo. Então, a gente tem dentro da avaliação psicológica, existem vários tipos de avaliação. A avaliação neuropsicológica é uma delas, tá? Nesse sentido, a na especialização
em neuropsicologia, você vai aprender a fazer avaliação neuropsicológica, tá? É esse que é o foco da especialização em neuropsicologia. Então você vai aprender fazer entrevista, aplicar teste, né, Fazer todo o raciocínio neuropsicológico. A especialização em psicopatologia não te ensina a fazer avaliação neuropsicológica. Essação em psicopatologia é o estudo da psicopatologia, tá? Na neuropsicologia, quando você termina a avaliação neuropsicológica, o o que faz você identificar se tem um transtorno ou não é a psicopatologia. A psicopatologia é como se fosse uma Disciplina necessária, básica. É isso. Psicopatologia é necessária, é uma disciplina necessária básica, na verdade, não
só paraa neuropsicologia, para qualquer área da psicologia. Se você vai paraa clínica, você quer atender psicoterapia, você precisa fazer o quê? Você precisa, com certeza, estudar eh psicopatologia. Se você vai trabalhar na escola, precisa estudar psicopatologia e assim por diante. Precisa, tá? Precisa estudar. Ã, é possível conciliar a pósbilitação com a de psicopatologia? Com certeza. Ó, eu acho mais fácil, mas é Sara, tá? Eu acho mais fácil conciliar a pós de reabilitação com psicopatologia do que a pós de neuropsicologia com psicopatologia. Porque a de reabilitação ela é muito prática, muito muito prática. Você deve ter
percebido, ela é extremamente prática, né? Eh, então facilita muito ao Conciliar com de psicopatologia. A de neuropsicologia você tem que destinar mais tempo para estudar de neuropsicologia e também estudar de psicopatologia, tá? Eh, os cursos bônus que eu mostrei, posso fazer quando tiver acabando a pós? Pode. Não tem assim, os cursos não têm tempo para vocês fazerem não, entendeu? Assim, dentro do tempo, tá OK? Vocês podem fazer eh quanto vocês eh acharem que é Melhor, tá? Pode, tipo, são 15 meses da pós, começando agora, terça-feira já começa a primeira disciplina. você se empenha na pósfase,
depois você ainda tem ali, ó, pelo menos seis meses ali para assistir os cursos. Com certeza, tá? Com certeza. H, pagamento antes do dia 10 tem desconto também? É assim, ó. Deixa eu mostrar para vocês. Esses valores que tão aqui, eles são valores com desconto já, com o desconto Por pagamento eh até o dia 10 de cada mês. Então, o valor normal da posa, ó, é 14 vezes de 497, uma matrícula e três mensalidades, correto? Se você eh não é aluno da Encantato ainda, ainda vai ser, mas se você não é aluno ainda da Encantado,
né? Não é aluno do Serneiro PSI, não é do coro janeiro, enfim, não é aluno, aí você tem um desconto se você pagar até o dia 10 de cada mês. Lembrando que a primeira Parcela é lá no dia 10 de maio. Agora você pagou a entrada, mas a primeira parcela vez dia dia 10. Aí em vez de ficar 14 vezes de 497, fica 14 vezes de 447,30, você pagando certinho até no máximo dia 10, tá? De cada mês, ok? Então esse aqui já tem o desconto de, né, de você pagar certinho até o dia ou
dia 10. Eh, se você é aluno do se neuropsi ou do coruja neuro ou de qualquer outra pós-nosa, aí tem um desconto maior Pagando certinho até o dia 10 de cada mês, que aí fica 14 de 422,45. Beleza? Eh, a tã tã tã tã. Pessoal, muito obrigada pelos feedbacks em relação à imersão. Fico muito feliz. Certo? Muito feliz. Se eu fizer a inscrição hoje, começa a pagar quando? Se você faz a inscrição hoje, aí tem a entrada, né, que é a primeira parcela. Aí eu não sei qual o valor que seria a parcela, mas você
é Aluno, se neuropsi, aí você pagaria 422,45, tá? Você pode pagar no Pix, no boleto ou no cartão, beleza? Aí a próxima mensalidade, né, ela vence dia 10 de maio, lembrando que a gente tá em março, então você pagaria uma agora 10 de maio vence a primeira, ok? Certo? H sobre os resumos, amanhã a gente manda, quando vocês entrarem na página, a gente Manda um link de uma página e vocês conseguem baixar todos os resumos que estão lá, desde a aula um, aula um, aula dois, aula três e aula 4. Certo, pessoal? Obrigada pelo feedback
em relação à imersão. Fica fico muito feliz. Participem dos eventos da Encantato, tá? Ó, eu sempre falo assim, não é só porque é um curso gratuito, eh, que a gente vai fazer, entende? Qualquer coisa. Muito pelo contrário, eu me esforço da mesma forma. Eu esforço da Mesma forma que eu tô fazendo um evento gratuito ou ou alguma coisa ali pros meus alunos ali da pós ou dos grupos, porque, gente, é a mesma coisa, sabe? É, o meu esforço é o mesmo. Eh, eu faço uma analogia, não é porque eu tô fazendo uma avaliação neuropsicológica gratuita
que eu vou me esforçar menos. Não tem nada a ver. Então a gente sempre se dedica bastante. Então assim, participe dos eventos da Encantato, a gente sempre tá com esse foco ali de capacitação Profissional, tá bom? Eh, hum, eu acho que eu respondi, não respondi todo mundo. Será respondi, não respondi? Acho que sim. Tá, pessoal, se eu não tiver visto alguma pergunta aqui, porque às vezes no YouTube fica difícil de ver a pergunta, eu subi e voltei várias vezes aqui. Eh, ó, esse número aqui vocês podem e mandar mensagem, tá vendo? 62, manda a mensagem,
tá? 99866949. E aí vocês podem também mandar mensagem No direct do Instagram, maneira que vocês preferirem, tá bom? Ó, quero agradecer imensamente a participação de vocês, tá? pedir desculpa por qualquer coisa. Eu sei que a gente não é perfeito, mas a gente se esforçou bastante. Espero que vocês tenham gostado e mais do que nunca, espero que vocês tenham aprendido muito, mudado um pouco a visão de psicopatologia. Psicopatologia é massa demais, tá? É muito legal, muito, muito legal e que Tenha sido aproveitoso para vocês, tá bom? Então, um abraço para vocês, agradeço demais, uma boa noite.
Espero encontrá-los aí na nossa pós-graduação de psicopatologia ou em qualquer outro evento aí da Encantada. Tá bom? Um abraço, pessoal. Boa noite para todo mundo. >> Eu acho que se você quer ter um olhar diferenciado, se você quer ter um o estar mais estruturado no seu processo, né, você precisa realmente Entrar e se inscrever, não perder tempo. É para hoje, não é para ontem, sabe? Tempo é conhecimento. Conhecimento, eh, muda o nível, né, da prática clínica, muda o nível desse profissional, né, sem contar que tem um um os próprios pacientes eles começam a te ver,
os outros colegas também olham para você de uma outra forma, sabe? Você acaba se tornando referência em alguns aspectos. Então, eu acho que isso sim é Para ontem. É para ontem. a gente tem uma vida, a gente tem um ser humano do outro lado que tá no seu processo de sofrimento, a gente precisa ter esse esse olhar mais aprofundado e ele te dá muito mais segurança para exercer sua profissão. Com certeza. No meu ponto de vista, eh, Andressa, eu acho que a psicopatologia ela não é só uma especialização, ela é um combo de conhecimento que
transforma o olhar da gente. Ele, ela Deixa um olhar clínico muito mais fidedinho, muito mais verdadeiro. Então, não tem como assim titubiar, sabe? Faço ou não faço, faça. Invista. Você vai perceber uma diferença enorme no seu processo. >> Vai fazer porque vai mudar a sua vida, né? Eu acho que você sentir segurança para realizar seu trabalho, né, para fazer aquilo que você gosta de fazer, mas que nem sempre você sente que tá tá pronta, né? Eu acho que isso é muito Importante, né? Então, eh, fazer, estudar continuamente, eu acho essencial. E a PS, ela realmente
tem muito conteúdo. Eh, as videoaulas são excelentes por causa da didática da Sara. O, o conteúdo das apostilas é excepcional, né? Ele realmente substitui eh a compra de livros, por exemplo, porque tá tudo ali, né? Então, eh, tá tudo junto ali. Então, as videoaulas, Né? Eu acho que toda a pós é excepcional. Já estou indicando a voz para várias pessoas, né, que eu convivo, psicólogos, psicopedagogos, indico. Já até avisei que as matrículas estão abertas porque eu indico de olhos fechados, porque com certeza como contribuiu pra minha prática clínica, pode contribuir para diversas pessoas também. Eu
indico todo mundo, eu tenho grupos, participo de grupos de psicólogos e aí de vez em Quando eles alguém pergunta: "Ah, vocês conhecem alguma pós de neuro ou alguma pós daquilo?" Aí eu falo: "Olha, a Encantada tem pós de neuro, super recomendo. Eu faço a de psicopatologia, eu tenho acesso vitalício ao ao a a encantado educação e então eu imagino que a pó de neuro seja muito interessante também. Uma amiga minha já foi fazer porque eu indiquei, eu tenho uma amiga que faz também que eu indiquei e ela se matriculou. Eh, todo mundo que Me pergunta
de pós, eu eu sinceramente todo mundo que me pergunta da pós neuro, eu falo da Encantado, eu indico da Encantado, porque eu acho que é um curso muito bom, muito prático, com um preço muito acessível também. E o da psicopatologia também, os meus alunos, é muito engraçado, os meus alunos da PO, mas como assim você vai fazer uma pós em psicopatologia se o seu doutorado é basicamente sobre isso? Falei: "Ah, mas a gente sempre tem espaço para aprender, A gente tem outras coisas e na academia acaba se focando em um tipo de transtorno e não
em outros, né, e não todos. E eu gosto de estar sempre aprendendo, né? Eu acho que quem tem experiência sempre tem algo para ensinar que os livros não vão ensinar." Então eu indico literalmente para todo mundo. Eu indico pros meus alunos, eu indico para colegas, profissionais que perguntam, né? ou quando alguém tá com alguma dúvida, às vezes a gente tem num grupo, Né, de psicólogos que fica lá, gente, tem essa pós da de psicopatologia, isso vai ser legal vocês fazerem. Então assim, eu indico geral, literalmente. É minha primeira indicação quando alguém pergunta honesta, porque eu
honestamente gosto do curso. Sì. เฮ