fala pessoal tudo bem Professor Felipe Carmelo por aqui e hoje farei uma resenha de livro iniciarei Uma nova lista de vídeos aqui no canal uma lista onde eu farei diversas resenhas de diversos livros no campo da história principalmente Mas também da literatura e outros Campos dentro da humanidade sempre puxando para o lado da história com certeza e hoje não poderia ser diferente para iniciar essa série de vídeos de resenhas eu iniciarei com uma grande obra da historiografia brasileira de um grande Historiador José Murilo de Carvalho a formação das Almas então eu começo dizendo aqui para
vocês que José Murilo de Carvalho é praticamente uma leitura obrigatória em qualquer Universidade de história e se você se interessa por temas relacionados a história do Brasil especialmente sobre o império sobre a República sobre a transição do império para república José Murilo de Carvalho é leitor obrigatória né Principalmente duas palavras os bestializados e a formação das Almas hoje eu falarei sobre a formação das Almas então é um livro muito interessante publicado pela primeira vez em 1990 como uma espécie de comemoração do centenário da proclamação da república na verdade mais do que uma comemoração uma reflexão
acerca dos 100 anos de proclamação da república e é um livro que faz muito sucesso continua sendo editado faz bastante sucesso eu tenho essa essa edição aqui que acredito que é a única que temos atualmente edição da companhia das Letras tal uma edição muito interessante muito boa e o que chama atenção nas obras do José Murilo de Carvalho né se você olha um livro Como Esse você fala Poxa o livro não é grande tem 150 páginas Aliás se você Comparar as obras do José Murilo de Carvalho com obras de outros historiadores Você pode até pensar
Nossa mas ele escreve pouco pois é gente essa é uma grande habilidade um grande talento de José de Carvalho que ele consegue ser direto Claro em qualquer assunto que ele aborda mas sem deixar de lado uma grande quantidade de informações de conteúdo Então esse é um livro por exemplo que qualquer um consegue ler né Mesmo não sendo do campo da história e tudo mais inclusive Recomendo muito a leitura e em 150 páginas a quantidade de informações que nós temos acesso é um absurdo né e ele escreve muito bem Olha só para vocês terem ideia o
tanto que eu anotei inclusive vou usar o livro aqui várias anotações que eu fiz o José Murilo de Carvalho também não estamos falando de qualquer um né gente desde 2004 ele é membro da Academia Brasileira de Letras então é alguém que escreve muito bem além de um grande intelectual grande erudito é alguém que trata muito bem as palavras Então vale a pena as leituras são muito acessíveis muito gostosas e cheias de conteúdo tá agora vamos direto a obra Por que que é importante vocês terem em mente tá quando se fala em a formação das Almas
E por que que eu acho que cobra tão interessante porque a formação das Almas ela vai abordar Justamente a passagem do império para a República aqui no Brasil e se vocês forem procurar vocês vão encontrar diversas obras que tratam desse assunto da passagem da da monarquia para para república só que o José Murilo de Carvalho ele inovou em que sentido o José Murilo de Carvalho ao contrário das outras obras que tratam dessa transição ele não foca na questão política ou na questão social ou Econômica José Murilo de Carvalho ele foca na questão das batalhas pelo
Imaginário Popular ou as batalhas de narrativa ou para ser mais direto ele trata justamente das batalhas simbólicas nessa passagem do império para república Como assim José Murilo de Carvalho ele vai abordar justamente aqui após o momento né aquele momento Logo Após a proclamação da República no Brasil como os republicanos os grupos que tomaram o poder a partir do dia 15 de novembro de 1889 como esses grupos se preocuparam em construir símbolos para o novo regime político que estava se iniciando Afinal né José Murilo de Carvalho deixa isso muito bem claro todo o regime político necessita
de símbolos que o legitimam tá qualquer regime político necessita de símbolos para a legitimação desse regime ainda mais no caso brasileiro de uma proclamação da república que não teve Participação Popular aí a necessidade de criar símbolos para legitimar essa nova forma de governo se tornou ainda mais necessária e é muito interessante né porque o José Murilo de Carvalho e daí vem o título inclusive do livro a formação das Almas né e subtítulo o Imaginário da República no Brasil então o José Murilo de Carvalho ele vai tratar justamente da criação desses diversos símbolos nesse início de
República no Brasil símbolos como é a bandeira nacional o hino nacional os feriados os heróis da Pátria E por aí vai e é muito interessante Justamente que o José Murilo ele faz sempre uma comparação com a França né porque ele fala Justamente que a ideia dos republicanos ao criar esses novos símbolos era justamente criar um novo homem um homem Republicano né era atingir a mente e o coração das pessoas que as futuras gerações crescessem já é vendo os símbolos da república e aprendendo que a república era a forma ideal né era muito melhor que a
monarquia assim como na Revolução Francesa quando os revolucionários tomaram o poder Eles mudaram o calendário mudaram os feriados né mudaram os símbolos criar a nova bandeira que a bandeira da França até hoje a Marceleza E por aí vai o José Murilo deixa bem claro que todo o processo de mudança de regime político tem esse processo vem junto com esse processo acompanha esse processo de criação de símbolos Só que no caso brasileiro Qual foi o agravante que vamos fazer uma comparação com a França e essa comparação ela é inescapável tá gente para intense a Proclamação da
República no Brasil aconteceu em 1889 era Centenário da Revolução Francesa de 1789 inclusive os republicanos no Brasil não todos mas grande parte deles se inspiravam na França só que o José Murilo deixa bem claro a grande diferença da Revolução Francesa para o golpe militar de Quinze de Novembro né primeiro que o Brasil não teve uma revolução e nem perto disso O que aconteceu no dia 15 de Novembro foi um golpe militar com poucos militares e pouquíssimo civis ali presentes ou seja não foi um movimento popular como na França a revolução francesa foi um movimento muito
popular e isso ele até aborda muito no capítulo que ele fala da tentativa dos republicanos de criar a alegoria feminina para representar a república brasileira porque a República francesa ela em vários momentos né ela foi representada como uma mulher e isso os franceses tinham retomado lá da Roma Antiga né porque a República Romana lá na antiguidade já era representado por uma mulher geralmente por uma representação da Deusa Atena né uma deusa guerreira com armadura e tudo mais Só que no caso da França e isso deu certo porque as mulheres tiveram uma grande participação na Revolução
Francesa agora aqui no Brasil né a população de uma maneira geral não teve participação no Quinze de Novembro muito menos as mulheres tá muito menos as mulheres então alegoria feminina Por Exemplo foi um símbolo que não pegou que não deu certo como o símbolo da república brasileira tá então é um livro muito interessante que ele vai mostrando justamente isso então o tema central do livro é justamente a criação do Imaginário Republicano né as batalhas pelo Imaginário Popular porque é a gente esquece muitas vezes que quando foi proclamada a república no Brasil a quantidade de republicanos
era muito baixa tá a população brasileira não era republicana Quem eram republicanos no Brasil alguns intelectuais alguns jornalistas alguns setores do exército aí no caso né os cafeicultores daqui de São Paulo e vão ter os republicanos de última hora né os republicanos de 13 de Maio aqueles que eram monarquistas enquanto a monarquia Manteve a escravidão aí vem a lei Áurea né em 13 de Maio de 1888 e esse pessoal a começa a defender a república depois Então na verdade era uma minoria republicana e o povo brasileiro querendo ou não era um povo que tinha muita
em mente a figura do Imperador Dom Pedro II Afinal gente deu Pedro Segundo o governou 49 anos no Brasil por 49 anos consecutivos tá então o Imaginário aqui no Brasil era muito monarquista o Brasil ainda engatinhava na criação de uma identidade nacional uma identidade coletiva e isso foi até um dos grandes problemas né que os republicanos encontraram Porque como você vai criar uma narrativa Nacional se nem havia direito uma ideia de identidade nacional o segundo reinado tentou criar essa então é curioso porque o pouco de identidade nacional que havia no Brasil tava muito ligado ao
período da Guerra do Paraguai né Porque durante a guerra do Paraguai a nacionalismo foi muito forte e aí que se criou essa identidade nacional ou seja o pouco de identidade nacional que havia no Brasil tava ligado a monarquia ou a monarquia ou a religião a Igreja Católica Então os republicanos que vinham com essa ideia de estado laico e tudo mais né eles não tinham capilaridade no povo né O povo não era Republicano E aí a necessidade de criar esses símbolos se tornava ainda maior só que a dificuldade também para conseguir criar símbolos que rompessem com
a monarquia foi gigantesca tanto é que é grande parte dos símbolos não vão romper com a monarquia assim como 15 de Novembro não foi uma revolução a primeira república do Brasil também esteve longe de ser revolucionária tá e o Brasil tava passando por um momento difícil abolição da escravidão tinha acabado de acontecer a questão social no Brasil era muito complicada não teve nenhuma uma reinserção do negro na sociedade pós Abolição Então as questões eram muitas E mais uma vez o povo assistiu a tudo isso bestializado né título de um outro uma outra grande obra de
José Murilo de Carvalho e aí ele ele aborda justamente o que que após o 15 de Novembro um outro Desafio Foi o seguinte quem derrubou o governo de Dom Pedro II era um grupos muitas vezes até antagônicos em algumas ideias Então você tinha ali um setor do exército que seguia principalmente Benjamin Constant né um militar positivista aqui no Brasil então você tinha aula positivista do exército o exército também não era um consenso porque tinha a ala deodorista do exército os seguidores de Deodoro da Fonseca Deodoro da Fonseca que não nunca foi um Republicano convicto Na
verdade o Deodoro o cara que liderou a proclamação da república do 15 de Novembro era monarquista amigo pessoal de Dom Pedro II e até hoje é uma grande dúvida em saber se de fato de Eudora depois acabou se tornando Republicano enfim ele não teve uma carreira e uma biografia ligada a república tá apesar de ter liderado episódio do 15 de Novembro o Deodoro da Fonseca ele é um cara que acima de tudo defendia o Exército e ele enxergou na República talvez a única maneira de salvar o exército de uma situação bastante complicada que venha desde
o final da guerra do Paraguai a questão justamente dos militares com o governo Imperial tá então Deodoro era um cara que acabou aderindo a república mas pensando no exército ele não tinha uma visão de mundo republicana não era positivista nada disso também havia outros setores republicanos como por exemplo os liberais nos moldes norte-americanos liberais federalistas tá que no caso aqui estamos falando principalmente dos cafeicultores de São Paulo né do chamado oeste paulista vamos lembrar que esses cafeicultores eram uma elite que tinha muito dinheiro porém essa Elite não tinha liberdade para comercializar da forma que queria
não tinha liberdade para governar a sua própria região Então essa Elite cafeicultora Paulista defendia o modelo federalista inspirado nos Estados Unidos porque queriam autonomia queriam esvaziar o governo central do Rio de Janeiro e gerar mais autonomia para os Estados para eles poderem governar em seus locais tá então nós tínhamos esses e tínhamos também né os jacobinos jacobinos que eram os grupos mais radicais que defendiam uma república bem mais popular alguns mais radicais como Silva Jardim chegaram até a defender a morte da família imperial né Igual teria acontecido com Luiz 16 Maria Antonieta lá na França
e tinha os setores positivistas que tinham como liderança ali o Benjamin Constant que defendia justamente o quê um poder executivo forte um governo centralizador e que garantisse a ordem e colocasse o país em direção ao Progresso ao desenvolvimento industrial Tá mas sempre com o governo forte totalmente contrários a qualquer tipo de revolução então esses eram os positivistas bem a grosso modo que de maneira bem resumida bom E aí ele até fala José Murilo que os positivistas são aqueles que mais vão ter sucesso na criação de símbolos né porque na mentalidade positivista a criação de símbolos
era muito importante e eles acabaram tomando a dianteira nisso tudo então é bastante interessante é justamente perceber como esses vários grupos que chegaram ao poder após a derrubada do governo Dom Pedro II como que eles vão tentar criar uma narrativa oficial da república e é muito curioso né porque o pessoal que seguia Deodoro da Fonseca tinha uma versão o pessoal que seguia os positivistas né o Benjamin Constante tinha outro pessoal que vai seguir o Floriano Peixoto tinha outra os liberais tinham outras e cada um tinha um modelo de república ideal né então é muito interessante
porque vai haver literalmente uma batalha de narrativas uma batalha na criação de símbolos Batalha pela natureza dessa república e o povo totalmente alheio a tudo isso né porque porque como eu falei eram setores minoritários esse todos esses setores que eu disse para vocês e até curioso isso né a gente pode perceber e o José Murilo ele destaca muito isso na sua obra que por exemplo quando eles foram tentar criar um herói para o Brasil o herói nacional isso era muito na mentalidade positivista né Grandes Homens grandes feitos grandes heróis quando eles foram buscar a criação
de Um Herói eles tiveram muita dificuldade porque os principais nomes que estavam envolvidos com a proclamação da república não tinham popularidade nenhuma por exemplo Deodoro da Fonseca né Deodoro da Fonseca foi o cara que liderou o golpe do dia 15 de Novembro da Fonseca era uma figura conhecida Popular não gente Deodoro da Fonseca era muito conhecido dentro do exército da Fonseca foi um militar de carreira Alguém passou sua vida no exército alguém que né que inclusive quando assume o governo vai ter dificuldade de governar porque tinha essa dificuldade diálogo era alguém muito ligado aos setores
militares mesmo né tanto é que os deudoristas como eles vão ficar conhecidos eram aqueles que defendiam os interesses do exército eles não tinham uma visão de república algo mais bem informado nada disso então deu dono da Fonseca acabava não se encaixando muito bem como um herói uma figura Popular fora que os republicanos queriam uma figura que fosse bem diferente da figura do Imperador e o dono da Fonseca por ter uma barba longa e tudo mais lembrava muito Dom Pedro II então acharam melhor não tá o Floriano Peixoto né era alguém que vai ser considerado muito
violento e muito autoritário especialmente para os liberais especialmente depois que governou né Floriano governou e ficou apelidado de Marechal de Ferro teve um governo extremamente Popular por um setores né na verdade ele tinha apoio ali do jacobinos e dos positivistas mas foi um governo extremamente autoritário violento que reprimiu o movimento os liberais não gostavam da figura de Floriano então ele não eram consenso não dava para virar o herói da República é Benjamin Constant muito pouco conhecido muito pouco mesmo só por alguns setores militares principalmente os mais jovens positivistas Quintino Bocaiuva jornalista mas um membro da
Elite também pouco conhecido pelo povo então buscando as figuras as principais figuras republicanas Nenhuma tinha densidade ali com o povo nenhuma é uma aquela figura que tinha uma proximidade com o povo brasileiro e que era conhecer pelo povo brasileiro tá só que era preciso criar um novo herói porque o herói até então o grande herói Nacional era Dom Pedro I por conta justamente da Proclamação da Independência né era preciso substituir a figura de Dom Pedro primeiro por uma outra figura E aí que Tiradentes é transformado na figura desse herói Republicano tanto é que o dia
21 descobriu de 1890 já foi o primeiro feriado de Tiradentes ou seja Logo Após a proclamação da república e o Tiradentes foi aquela figura que acabou se tornando perfeita porque não tinha rejeição era alguém que sabia ser muito pouco sobre a vida dele ou seja Ficava muito mais fácil de manipular Inclusive a própria aparência do Tiradentes ninguém sabia como Tiradentes era como era sua aparência não tinha nenhuma um quadro do Tiradentes nada né então ficou fácil manipular né transformar a figura do Tiradentes uma espécie de Jesus Cívico né com aquela barba com aquele cabelo longo
que a gente sabe que a gente não sabe a imagem do Tiradentes mas sabemos que ele não estaria com aquela barba com aquele cabelo até porque os presos no Brasil tinham seu cabelo raspado para evitar piolho né ele foi enforcado então provavelmente aquela barba teria sido retirada se ele tivesse mesmo então sabemos que é uma imagem construída e é curioso isso porque o José Murilo fala o seguinte os republicanos existiam muita dificuldade em criar um símbolo mas a religiosidade do povo brasileiro era muito forte então a aproximação de Tiradentes com Cristo acabou se tornando um
grande sucesso Aí sim um sucesso que os republicanos tiveram transformar Tiradentes nesse herói Republicano né é criando sua história toda uma versão de alguém que lutou pelo Brasil e a gente sabe que não foi bem assim Tiradentes lutou pela independência de Minas Gerais sabemos pouco sobre a vida dele a inconfidência mineira nem chegou a acontecer enfim Tiradentes acabou se tornando nessa figura é perfeita Inclusive era membro do deserto né foi Alferes do deserto de quem proclamou a República foi o exército então juntou o útil agradável fora que a figura do Tiradentes era um ataque direto
a figura de Dom Pedro I porque a sua avó Dona Maria primeira quando era rainha de Portugal é que condenou Tiradentes à morte Então você pegar e colocar o antes né o herói era Dom Pedro I agora torna-se Tiradentes Tiradentes foi condenado pela avó do antigo herói olha só que interessante né E aí é muito interessante justamente isso essa batalha de símbolos que o José Murilo ele vai destacando E ele fala inclusive que aqui no Brasil uma grande dificuldade era que o povo era muito analfabeto Então esse símbolos em sua grande maioria precisavam ser símbolos
mesmo imagens né porque a maioria do povo brasileiro não sabia ler Então os republicanos vão apelar muito para imagens E aí ele fala justamente né É também da questão da Bandeira e do hino porque a bandeira é curioso E aí a gente vê né a gente sabe que a bandeira atual foi a bandeira republicana criada pelos republicanos especialmente pelos positivistas né tanto é que o lema no centro da Bandeira é Ordem e Progresso que era o resumo do lema positivista e a bandeira ela literalmente a mudança da bandeira imperial para a bandeira republicana foi só
o centro tirar o brasão Imperial e colocaram justamente né ali o o o Globo com o com o Cruzeiro do Sul se é o brasileiro ali com as estrelas representando as federações né que foi uma novidade Após a proclamação da república as províncias se tornaram estados então colocaram ali as unidades federativas e o lema ordem em progresso no centro e ele até fala Justamente que os positivistas ele defendiam isso os positivistas eles eram contra a revolução né eles então eles defendiam que você precisa mudar mas através de etapas então eles falavam que era preciso manter
alguns laços com o passado só que alterar algumas coisas então por exemplo eles foi mantida quase que toda a bandeira né o verde representando a casa dos braganças de Dom Pedro I o amarelo representando a casa dos rabis burros né da então é princesa Leopoldina isso foi mantido só foi alterado mesmo o centro então ali você tinha uma ligação do passado presente e a ideia de um futuro caminhando em direção à ordem e ao Progresso quero que os positivistas defendiam e ele destaca também a questão do hino né E aí a gente vê como a
monarquia tava na mentalidade do Povo porque quando o governo provisório de Deodoro da Fonseca abriu um concurso para criação de um novo hino nacional isso não pegou a população brasileira tinha o Hino Nacional em mente e não aceitou um novo hino E por que que o hino tava tão em mente né na cabeça das pessoas na todo mundo conheceu o hino muito por conta da guerra do Paraguai gente durante a guerra do Paraguai o hino era tocado constantemente como eu falei para vocês um pouco de identidade que o Brasil tinha era muito ligado a guerra
do Paraguai então aí mais uma derrota para os republicanos eles tiveram que aceitar a manutenção do hino monárquico então é interessante pensar em como se deu nessa batalha por uma narrativa como que os republicanos se empenharam em criar os símbolos muito populares e o José Murilo termina né o seu livro falando Justamente que os republicanos fracassaram nisso em criar uma narrativa Popular para república até porque a gente sabe que na primeira república brasileira pouquíssimas pessoas terão direito ao voto pouquíssimas pessoas participaram da política né basicamente só as elites locais comandaram a política então ele fala
Justamente que foram um pouco por exemplo Tiradentes acabou dando certo o Tiradentes foi um dos poucos símbolos que os republicanos criaram que acabou dando certo que acabou se tornando extremamente Popular tá então é um livro que vale a pena ser lido recomendo demais que vocês Leiam eu espero que vocês tenham gostado desse vídeo se gostaram deixa o like aqui embaixo que me ajuda bastante um forte abraço e até a