Olá, meu irmão, minha irmã. 2 de maio, hoje a igreja celebra a memória de Santo Atanásio, bispo e doutor da igreja. Eatanás, que foi bispo de Alexandria e combateu fortemente a heresia de Ário, né, o arianismo, que negava que Jesus fosse Deus com Deus, né, que dizer que Jesus era uma obra prima das mãos de Deus, mas que Jesus não é Deus, não é o Senhor, não é o Salvador.
Um homem que viveu o exílio, a perseguição, por defender a reta doutrina, né, a nossa fé em nosso Senhor Jesus Cristo. Quero acolher você que pela primeira vez me encontra aqui também ao longo do vídeo. Se inscreve nesse canal, ative as notificações, deixa o seu joinha, o seu like e o seu comentário aqui para nós, tá bom, queridos?
Lembrando que estamos no mês mariano, né? Mês de maio, até falar isso ontem, acabei esquecendo. Mês mariano, mês dedicado à Nossa Senhora.
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Vamos ao evangelho de hoje. João 6, do 1 ao 15. Diz assim: "Naquele tempo, Jesus foi para o outro lado do mar da Galileia, também chamado de Tiberies.
Uma grande multidão o seguia porque via os sinais que ele operava a favor dos doentes. Jesus subiu ao monte e sentou-se aí com seus discípulos. Estava próximo à Páscoa, à festa dos judeus.
Levantando os olhos e vendo que uma grande multidão estava vindo ao seu encontro, Jesus disse a Felipe: "Onde vamos comprar pão para que eles possam comer? " disse isso para pô-lo à prova, pois ele mesmo sabia muito bem o que ia fazer. Felipe respondeu: "Nem 200 moedas de prata bastariam para dar um pedaço de pão a cada um.
" Um dos discípulos, André, o irmão de Simão Pedro, disse: "Está aqui um menino com cinco pães de cevada e dois peixes, mas o que é isso para tanta gente? " Jesus disse: "Fazei sentar as pessoas. Havia muita relva naquele lugar.
E lá se sentaram aproximadamente 5000 homens. Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados tanto quanto queriam. E fez o mesmo com os peixes.
Quando todos ficaram satisfeitos, Jesus disse aos discípulos: "Recolhei os pedaços que sobraram para que nada se perca". Recolheram os pedaços e encheram 12 cestos com as sobras dos cinco pães deixadas pelos que haviam comido. Vendo o sinal que Jesus tinha realizado, aqueles homens exclamavam: "Este é verdadeiramente o profeta, aquele que deve vir ao mundo.
" Mas quando notou que estavam querendo levá-lo para proclamá-lo rei, Jesus retirou-se de novo, sozinho para o monte. Palavra da salvação. Glória a vós, Senhor.
Irmãos e irmãs, o Evangelho de hoje é o milagre da multiplicação dos pães. Então, a gente lê esse Evangelho à luz do tempo litúrgico em que estamos. Estamos no tempo da Páscoa, né?
Portanto, no tempo da ressurreição, do ressuscitado. E o ressuscitado é esse que multiplica para nós os pães. Em muito mais do que multiplicar os pães, nós vamos começar a ouvir agora no Evangelho de cada dia e isso vai adentrar na liturgia da semana que vem, porque os domingos quebram um pouco a sequência por serem temas maiores e mais específicos, inclusive do tempo pascal.
Mas, por exemplo, quando a gente entrar lá na semana que vem, eh, amanhã ainda e semana que vem, nós vamos voltar agora sempre nesse capítulo 6 do Evangelho de São João, que é o capítulo eucarístico, é o capítulo da Eucaristia. Multiplicação dos pães é o único milagre de Jesus que está nos quatro evangelhos, né? E aqui no Evangelho de São João, ele fica imenso, porque São João anota e nos entrega tudo o que Jesus vai falar e explicar e propor a partir da multiplicação dos pães.
Então, é um gesto de caridade de Jesus para com os pobres. É. Aí eucaristia implica nisso na vida concreta de cada um de nós.
Sim. É um milagre de um coração misericordioso de Jesus com aquela multidão. Sim, mas é também um milagre que aponta para o novo maná, o pão que cai do céu.
Quem é esse pão? De onde ele vem? E Jesus aqui agora ao longo dos dias vai se apresentar dizendo que ele é o maná que desce do céu e que ele dá esse pão, que o ser humano tem que comer de um pão que Jesus dá aos discípulos para os discípulos darem a multidão, que isso precisa ser feito e que, portanto, aquilo que ele fez aquele dia, lindo, maravilhoso e real, era a prefiguração de algo que a igreja vai ter que fazer sempre agora.
Portanto, não existe cristianismo, não existe ressuscitado sem a eucaristia. Mas o milagre de hoje, então, é o coração misericordioso de Jesus, que vê uma multidão que o segue procurando cura, milagre, querendo ouvir Jesus, um povo muito sofrido, né, aqui nessa fome não estão fariseus, saduceus, mestres da lei. Não está Pilatos, nem Herode, nem a corte.
Tá o povão que sabe que sem Deus a vida é dura, né? Diferente daqueles que por não terem uma vida tão dura, não reconhecem em Deus a fonte de todas as coisas e vivem uma vida iludida, né? E aí Jesus coloca essa pergunta: "Onde vamos comprar pão para que todos possam comer?
" Jesus diz o próprio evangelho testando os seus discípulos. Bom, tem aqui um menino, cinco pães, dois peixes. O que é isso para tanta gente?
Opa, não vamos desperdiçar o menino, não vamos desperdiçar cinco pães e dois peixes. O que vocês têm não é suficiente, mas é o início. E aqui, meus irmãos, nós precisamos aprender aí o eucaristizar a vida.
Jesus pega o pão, dá graças. Dar graças é o verbo, é a palavra eucaristia. Eucaristizar, eucaristémia, dar graças.
Eucaristizar a nossa vida. Tem muito assunto na sua vida, na minha vida, que eu não tenho o suficiente, que não é do jeito que eu queria. que eu me sinto incapaz, que eu me sinto pouco diante daquilo.
Que que Jesus fez? Ah, não é pouco, não dá, né? Começa com o pouco.
O que a gente chama de impossível, de pouco, Jesus chama de início. Mas isso aqui não é só otimismo, isso é pôr nas mãos de Cristo. Por isso, em cada missa, a gente oferta a nossa vida, oferta o que a gente pode diante da nossa realidade financeira, diante da nossa saúde, diante das pessoas que a gente ama e não se convertem, diante do apostolado, do ministério que a gente tem para exercitar na igreja, a gente oferta a Jesus nossos cinco pães e os dois peixes.
E o milagre é ele que faz. vem de Jesus agora, o extraordinário, né? E aí Jesus pega o pão, dá graça, eucaristia, começa a repartir, todos comem e ficam saciados.
Na nossa vida a gente pode comer de muitas coisas, né? Pode alcançar muitas coisas, mas se a gente nunca come daquilo que vem diretamente de Deus, a gente fica entediado, fica frustrado, fica vazio, nunca fica satisfeito, né? E aí diante desse grande sinal, porque todo mundo come e ainda sobra, diz o evangelho, vendo o sinal que tinham realizado, aqueles homens exclamavam: "Ele é o profeta, aquele que devia vir".
Até aqui tudo bem, mas agora eles já começam a a estragar a compreensão. Diz o evangelho, quando notou que estavam querendo levá-lo para proclamá-lo rei, rei das coisas da terra, Jesus se retirou de novo sozinho para o monte para rezar. Jesus não aceitou eh ser usado, né, como rei nesse sentido.
Mas veja, queridos, a eucaristia é o pão vivo descido do céu. A pergunta aqui de Felipe, onde vamos comprar pão para que todos possam comer? A tradução correta seria de onde.
Isso no Evangelho de São João fala sempre do céu. Esse pão não tá onde? Ele vem de onde?
De onde é a origem, a natureza da coisa, né? Por exemplo, a gente pega no Evangelho de São João, a samaritana não sabe de onde vem a água que Jesus pede. Nicodemos não sabe de onde vem o vento, né?
Lá nas bodas de Canal, o mestre Sala não sabe de onde vem o vinho. Felipe agora não sabe de onde vem o pão. Então, de onde aqui, né?
É muito mais que lugar. Onde é que tá? É de onde?
É origem. E Jesus é do céu, nos dá as coisas do céu. E o ressuscitado fica conosco num pão que é divino, tá na terra, fruto do trabalho, fruto da nossa fé, fruto da igreja que se reúne, mas vem do céu na Eucaristia.
E é lá na Eucaristia que eu posso oferecer a Jesus aquilo que em mim é pouco, insuficiente, para que ele faça grandes milagres também nas nossas vidas. Deus abençoe você em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
M.