[música] [música] Agora que eu tô com meu café, a gente pode começar. Eu achava que eu era preguiçosa, eu achava que eu era indisciplinada, eu achava que eu não conseguia seguir uma rotina produtiva. E eu preciso te falar isso porque talvez você esteja chamando de preguiça aquilo que é fuga.
Eu achava que eu amava assistir séries, que eu amava ficar no celular, que eu não poderia fazer outra coisa. Quando você fica viciada em alguma coisa, série, celular, procrastinação ou em algum mau hábito ou em algum comportamento destrutivo, quase nunca é porque você ama aquilo, tá? É porque geralmente esse comportamento te salva daquilo que você não quer sentir.
Hoje eu vou te mostrar a rotina que me tirou do caos e me levou à ordem. Não é uma rotina perfeita, é como se fosse uma rotina antivícios destrutivos, porque eu já fui a pessoa mais procrastinadora do mundo. Teve um ano onde eu cheguei a assistir mais de 80 séries.
Eu passava todo o tempo livre e não livre que eu tinha tentando me distrair com uma tela. Eu também já fui viciada no celular. Teve uma época que eu passava mais de 11 horas por dia nessa tela.
Também já fui viciada em livros. E aí que entra, né? Como assim, Mário, viciada em livros?
Leitura não é uma coisa bonita. Nem todo vício parece vício. Tem alguns comportamentos negativos que parecem mais elegantes, tipo se ocupar o dia inteiro, trabalhar demais, planejar demais.
Tem os vícios que são óbvios, como celular, comidas, compra, álcool, cigarro, essas coisas, mas tem aqueles que são muito bem camuflados. Só que a lógica é a mesma. Você não controla o impulso de fazer aquilo porque aquilo virou alívio rápido.
E toda vez que você está prestes a enfrentar uma situação de desconforto, você geralmente vai para esse vício. Eu também achava que eu era preguiçosa, mas na verdade era pura anestesia. E voltando à aquele tema das leituras, teve uma época da minha vida que eu precisava ganhar dinheiro para começar a bancar meus sonhos.
Ou seja, eu precisava investir o meu tempo para trabalhar, para planejar, para fazer outras coisas. E por muito tempo eu usava a leitura como uma forma de escapismo. Ai tem problema, Mari?
Na minha rotina, naquela época tinha problema para mim, porque eu precisava fazer dinheiro, trabalhar e eu senti uma grande dificuldade. Por isso eu acabava procrastinando certas coisas na minha vida para apenas ficar lendo livros. E aí você me pergunta se eu aprendi alguma coisa com todos aqueles livros que eu li na época.
A resposta é não. Eu cheguei a ler mais de 70 livros que não me agregaram nada. Hoje em dia eu tenho hábito da leitura, mas é algo muito mais controlável.
É eu que controlo se eu vou ler ou não. Não é a vontade de alívio, sabe? Até porque se você clicou neste vídeo, eu vou chutar que você tem um comportamento que te envergonhe um pouco ou que você sabe que faz mal, mas já tentou eliminar e não conseguiu.
Como eu falei, pode ser em séries, em celular, em jogos, em apostas ou em alguns vícios mais camuflados. Mas fica comigo até o final do vídeo, porque hoje eu vou te mostrar o motivo neurocientífico por trás do vício, o ponto de virada que eu tive e a rotina prática que me tirou do caos a ordem. E se você é novo ou nova por aqui ou se você já é de casa, seja muito bem-vindo, muito bem-vinda.
Eu sou a Mari e aqui neste canal a gente fala de produtividade e procrastinação de forma realista e estratégica. Parece até um pouco estranho, né, quando eu falo que eu já fui a pessoa mais preguiçosa, mais procrastinadora, mas durante muitos anos da minha vida foi exatamente isso que aconteceu. Eu lembro perfeitamente de eu acordar e já ir lavar meu rosto enquanto eu assistia uma série.
Eu tomava meu café da manhã, no meu café da manhã eu já estava no meu segundo episódio de série e naquela época era normal eu assistir uns seis, sete episódios por dia em média. E eu até me orgulhava disso. Eu fazia uma lista para provar o quanto de séries eu já tinha assistido.
Eu guardei essa lista até hoje como num forma de aprendizado. Só que o pior é que quanto mais eu consumia, menos eu queria viver a minha própria vida. Quando eu ia conversar com alguém, eu conversava sobre a vida dos personagens dos livros ao invés da minha própria.
Quando eu sentava para estudar, eu não conseguia focar, então eu precisava assistir série também. Eu não sei como eu fazia isso, mas eu sempre precisava de vários estímulos para me manter centrada. E é por isso que o gap funciona tanto, porque eu já fui a pessoa mais procrastinadora do mundo e hoje é muito difícil procrastinar, porque eu estudo o cérebro humano e por conta disso eu consigo colocar estratégias na minha rotina para que eu não procrastine.
A virada neurocientífica foi perceber que na verdade eu não amava aquilo. Muitas das vezes era o contrário. Eu não aguentava sentir ansiedade, tédio, vazio, insegurança.
e aquilo virava um anestésico rápido. Então, note, todas as vezes que você procrastina ou que você faz um mau hábito, é porque você está querendo não lidar ou não sentir com um desses sentimentos negativos, entre aspas, que eu citei. E aí você vai para um comportamento que te traz um alívio.
Ai, ficar no Instagram, ai assistir tal série, ai fazer uma outra coisa. Primeiro vem o alívio, depois vira a repetição e depois vira automático. Então era muito normal para mim estar o tempo todo assistindo uma série de tantas vezes que eu fiz, de tantas vezes que eu repeti.
Eu vou dar alguns exemplos rápidos. O celular, ele alivia o tédio e desconforto social. A série alivia a solidão e a ansiedade.
A comida alivia tensão e cansaço emocional. A procrastinação alivia o medo de falhar, porque não fazer dói menos do que tentar e errar. No gap, minhas alunas recebem o exercício mapeando vícios e hábitos destrutivos.
Porque para você conseguir eliminar um vício, você primeiro precisa encarar ele. O que eu estou querendo camuflar com isso? O pior de tudo é que eu não estava com a vida ganha.
Eu precisava ganhar dinheiro, eu precisava correr atrás das minhas coisas, mas mesmo assim eu sentia uma barreira muito grande em começar. E às vezes a gente acha que na verdade quem não tá com a vida ganha não vai ter essa dificuldade, mas sim, é um cérebro querendo alívio do desconforto como qualquer outro. Só mais um vídeo e eu paro, só mais um episódio e eu vou dormir.
Só mais 5co minutinhos aqui no celular. Todas essas frases parecem inofensivas, mas elas desencadeiam comportamentos negativos. te fazem ir dormir até mais tarde, não entregar os seus projetos, não entregar suas coisas em dia, sofrer às vezes alguma consequência.
E foi isso que eu comecei a perceber na minha vida. De forma muito sutil, eu percebi que eu estava perdendo oportunidades. Enquanto as pessoas ao meu redor estavam dando boas notas, evoluindo, fazendo coisas boas assim na vida, eu só ficava deitada o dia inteiro assistindo as séries.
E eu comecei principalmente a pensar no futuro. Tá, mas e se eu continuar com esse comportamento? por mais 5, 10 anos.
E aí, onde é que eu vou chegar, né? Porque eu sempre fui uma mulher muito ambiciosa. Desde nova, eu sempre tive muitos sonhos.
Mas de nada adianta só sonhar. É necessário que você também tenha uma rotina para executar, para fazer acontecer. Então, de forma muito intuitiva, lá naquela época eu comecei a treinar meu cérebro a buscar Lívio em comportamentos saudáveis.
Na minha rotina era muito comum eu deitar para dormir e eu ficar até 2as da manhã vendo vídeo no TikTok, no Instagram e, enfim, isso acabar com o meu dia seguinte. Por muito tempo eu achei que eu tinha eliminado o vício em séries, mas aí do vício em séries eu passei pro vício em livros, do vício em livros pro vício em celular, até que eu finalmente me perguntei o que eu estou querendo anestesiar, o que eu estou evitando olhar, por que eu tô ficando tanto tempo no celular, por ainda fico mais procrastinando do que agindo? O que isso está evitando que eu sinta?
O que isso tá substituindo? E a resposta foi assim, um bac. Era algo que eu realmente estava enfrentando.
Era algo que eu realmente estava adiando enfrentar. Mas era por conta de um vazio que eu sentia em mim devido a estar insatisfeita com a minha vida atual. Eu tinha medo de encarar minha realidade.
Eu tinha medo de tentar ser independente, de tentar fazer as coisas. E era por isso que eu assistia tanta série, lia tanto livro, ficava tanto na rede social, porque era mais confortável assistir o outro se esforçando do que eu me esforçar. E quando eu assisti esses conteúdos, eu achava que eu estava evoluindo, mas isso era uma mentira.
Eu não tava mudando nada da minha vida. Eu apenas estava vendo a vida do outro, mas por ver a vida do outro se desenrolar, eu achava que eu estava evoluindo a minha. Faz sentido isso que eu tô falando?
Vício é muitas vezes uma forma de adiar o encontro com você mesma. Então, eu fiz aquele exercício que eu passo pras minhas alunas do gap e agora eu vou te passar o passo a passo da rotina que me tirou do caos três pilares que realmente funcionaram. Assim, na minha rotina atual, eu não tenho procrastinação, eu não sofro mais com isso.
E é justamente por causa de um modelo que eu sigo que me faz todos os dias querer dar o meu melhor, querer evoluir, querer dedicar tempo à minha vida e não à vida dos outros. Portanto, o primeiro passo é: pare de começar o dia perdendo. A primeira mudança que eu fiz foi nas primeiras horas do meu dia.
Se eu estava acostumada a assistir seis, sete episódios de série, eu não vou cortar de uma vez porque senão eu poderia ter o efeito rebote e ter alguns dias produtiva, mas depois voltar a estaca zero. Então, a primeira coisa que eu comecei a mudar foi o que eu fazia na primeira hora do meu dia. Então, se eu acordava e já pegava o celular e já começava a assistir séries, já começava a ver story, já começava a ver um tanto de coisa, eu parei e me forcei a arrumar minha cama, lavar meu rosto, me arrumar, tomar um café da manhã.
E isso pode parecer muito básico para muitas das pessoas, mas para mim por muito tempo foi uma dificuldade, sabe, de viver a minha rotina apenas eu, sem precisar de nenhum estímulo. Então, a sua primeira hora do dia, ela precisa ser sem estímulos viciantes. Então, assim, esquece, você não vai fazer nada nessa primeira hora.
Você vai fazer o quê? trocar por recompensa natural, água, luz, arrumar sua cama, arrumar a casa, enfim, uns 5 minutos de leitura, um treino, uma caminhada. Não é sobre tentar uma rotina perfeita, é sobre tentar ficar a primeira hora do dia sem esse pico de dopamina.
Eu já falei isso em alguns outros vídeos do canal, mas quando você acorda e antes de dormir são os estados mais plásticos do seu cérebro durante o dia. Então quando você repete um comportamento nesse momento, você vai ter mais tendência a repeti-lo ao longo do dia. E eu me aprofundo mais sobre esse assunto na aula como se tornar uma pessoa improcrastinável dentro do meu curso fechado gap, que é sobre como eliminar a procrastinação com base em neurociência.
Se você quer dar esse próximo passo, o link vai estar aqui na descrição. Segunda estratégia, mude o ambiente para deixar mais difíceis maus hábitos. Depois de passar alguns meses fazendo passo um, eu comecei o passo dois, que é sobre tornar mais difícil.
Então eu desinstalei do meu celular Netflix, que eu sempre tinha baixado, né? Desinstalei TikTok na época. Eu comecei a não levar o meu celular pra cama na hora de dormir.
Eu comecei a levar um livro. Eu comecei a assistir séries apenas na TV, então se eu quisesse ver séries, eu tinha que ir lá para minha sala, ligar o controle, começar a assistir. E eu comecei a ter momentos para pegar o celular, porque antes eu tentava focar em uma tarefa, mas eu acabava pegando o celular toda hora para checar as redes sociais e isso estava me fazendo mal, né, prejudicando meu foco e talvez você viva isso também.
Então eu comecei a ser mais extrema nessas regras da minha rotina, deixar o celular longe de mim, guardar numa gaveta, porque assim é muito difícil a gente conseguir focar quando a gente tá vendo celular. Se eu tô aqui trabalhando na minha área de trabalho e eu estar com o meu celular perto de mim, eu automaticamente eu vou querer entrar nele para fazer alguma coisa, seja para olhar métricas, para postar alguma coisa, para ver alguma coisa. eu vou querer.
E isso não é só do meu cérebro, é do cérebro de todas as pessoas que usam o celular. Então, o que eu gosto de fazer é escondê-lo, porque se não tá no meu campo de visão, é mais difícil de eu pensar em pegá-lo. E a terceira estratégia, olhando para trás, eu sinto que foi uma das mais inteligentes, criar substituições inteligentes.
No começo, eu precisava de estímulo para me manter centrada, sabe, nas coisas que eu queria fazer. Só que ao invés de eu estudar assistindo uma série, eu comecei a colocar no meu computador um story with me, que é um vídeo de uma pessoa estudando junto com você. Tá vendo que não é a mesma coisa, mas é semelhante.
Naquela época, ao invés de ficar maratonando séries, eu me permiti, apenas depois de uns se meses mais ou menos, eu meio que me obriguei a não assistir séries, então eu podia apenas assistir filmes que tem um começo meio, enfim, a série ela é criada para ser viciante, né, para você querer ver o próximo episódio. Tem toda uma uma arquitetura ali por trás dessa vontade de querer continuar. Eu só podia ver filme e aí eu acabava vendo um filme e o outro no final de semana.
E é tão legal isso, porque durante muitos anos eu fiquei sem assistir séries. Isso funcionou tanto, teve uma época da minha vida que eu só assistia filmes justamente porque eu treinei meu cérebro para isso e eu acabei perdendo a graça em assistir séries. Grande parte porque eu também tinha medo de retomar esse mau hábito antigo.
Só que assim, eu quero que você entenda uma coisa importante. Isso pode parecer até meio desmotivador, mas calma que eu vou te explicar. Quando você tem um comportamento muito forte, você cria um caminho neural no seu cérebro.
Cada vez que você repete, ele se fortalece mais. Existem alguns caminhos neurais que nunca vão ser apagados. Então, por exemplo, o meu vício em séries, talvez ele sempre vaiá existir no meu cérebro.
Meu vício em celular, meu vício em livros, mas a questão é eu não ativá-los, eu não ter um ambiente que propicie isso a acontecer, sabe? Não sei se eu falei certo, mas é possível, é totalmente possível eu voltar a ser aquela mar de antigamente que era viciada em tudo isso. Porque, cara, eu estudei isso, eu achava que tinha como excluir completamente um comportamento, mas não tem como.
Sempre vai existir no seu cérebro esse caminho neural da procrastinação do vício. O que vai acontecer é que você vai enfraquecendo ele. Então ele vai ficando fininho assim, falando em meios didáticos.
É tipo uma estrada. Vamos supor que quando você repete muito um hábito, ele vira uma super estrada toda bem asfaltada. Já quando você enfraquece, é como se ele virasse um caminho de terra, sabe?
Sem asfalto e tal, sem sinalização, mas ele sempre vai est lá. Esse caminho sempre vai tá lá. Na aula do gap, a fórmula para vencer a procrastinação, eu explico de verdade, eu passo uma fórmula onde você aprende a não cair nessas armadilhas que te fazem voltar aos maus hábitos.
Então, eu já sei meus gatilhos. Eu sei que se eu fizer algumas coisas, vai me dar vontade de procrastinar, vai me dar vontade de querer deixar para depois, mas eu escolho fazer diferente. E tem uma coisa que eu quero que você entenda hoje, é que você não é fraca.
Você não é fraco. Você só está treinada para querer esse comportamento para ter esse alívio rápido. Você só treinou o seu cérebro a fugir do desconforto através desse comportamento.
Você treinou o seu cérebro a querer adiar através disso. Mas a boa notícia é que da mesma forma que o seu cérebro consegue aprender o caos, ele também consegue aprender a ordem. Então eu espero que eu tenha te ajudado de alguma forma contando um pouco mais dessa minha história.
De vez em quando eu falo sobre esse assunto aqui no YouTube, mas porque de fato é algo que mudou a minha vida. Eu não teria conquistado todos os meus resultados se eu tivesse continuado nos meus vícios negativos e nos meus vícios destrutivos. Eu precisei mudar para ter todas essas mudanças na minha vida.
E eu te convido a pensar sobre isso. Será que você não vai acabar com o seu futuro se você continuar agindo da mesma forma? Esse vídeo é um convite para você pensar, para você refletir, sabe, sobre tudo aquilo que você tá fazendo.
E como eu falei, se você quer se aprofundar neste tema, eu te convido a clicar no link aqui da descrição e a garantir o gap. Tenho certeza que você vai amar. É um treinamento maravilhoso.
Várias alunas já tiveram resultados. Eu vou deixar aqui na tela os principais pontos mencionados aqui no vídeo de hoje. Inclusive, já aproveita para me contar aqui embaixo, você tem algum vício, algum mau hábito, algum hábito destrutivo que você está tentando eliminar?
Nesse outro vídeo aqui do canal, eu me aprofundo mais sobre este tema. Então, se você quiser continuar assistindo aqui vídeos, eu te recomendo esse aqui, porque é maravilhoso.