Olá meu nome é Carmela Rocha eu sou arquiteta e espografa seja muito bem-vinda e muito bem-vindo ao curso entre a caixa preta e o cubo Branco introdução à cenografia e histografia nesse primeiro encontro a gente vai fazer um breve passeio pelas áreas da cenografia e da histografia e apresentar os principais alguns dos principais conceitos ligadas às duas áreas Olá eu sou Renato bolero Rebouças cenógrafo diretor de arte e também Vou conduzir as aulas vamos conhecer um pouco mais do que faz um cenógrafo um espógrafo além de questões específicas ligadas à formação e aspectos técnicos assim
como compartilhar alguns processos vividos na prática no decorrer das aulas a gente vai abordar esses dois temas a cenografia e a historiografia e a gente vai tentar entender o quanto ele semestre quando e como ele se mexem mas também a gente vai olhar para cada um deles aqui e compreender e debater a especificidade de cada um mas e por que fazer um curso em que a gente une essas duas áreas porque a gente tem visto que cada vez mais expografias Tem se tornado mais cenográficas ao mesmo tempo que cenografias passam a ocupar lugares outros ou
também as linguagens artísticas passam a si mesclar por como por exemplo nas performances quando a gente não sabe mais muito bem o limite dessas duas áreas além disso a gente tem visto também que cada vez mais profissionais passam a atuar nessas duas áreas do conhecimento aqui no curso eu vou ser representante do cubo branco ou seja vou falar mais das Exposições isso porque a área que eu tenho um pouco mais de conhecimento por outro lado eu já ficarei responsável pela caixa preta ou seja por todos os aspectos que envolvem a cenografia e a linguagem teatral
e dos espetáculos a ariguatu com mais frequência você vai notar que no decorrer do curso a gente vai ter algumas aulas individuais em que a gente vai abordar Mais especificamente cada um dos Campos mas também alguns momentos a gente se junta e tenta então encontrar esse ponto de contato entre as duas áreas para debater o encontro entre a cenografia e a historiografia vamos lá começamos então com a pergunta o que é cenografia a cenografia é uma arte milenar que faz parte da tradição teatral desde a antiguidade historicamente o teatro vem se transformando desde os seus
primórdios sendo transformados também os modos de se pensar fazer e criar cenografia e espacialidade mudam também as relações entre encenação e os espaços do palco e da plateia assim como a sua função e importância inicialmente ao ar livre e depois dentro de espaços internos e edifícios específicos a arquitetura teatral foi se transformando também e construindo diferentes possibilidades para se pensar o espetáculo na história no período barroco surgiu chamado teatro A Italiana criado para as óperas um formato que se tornou muito tradicional e o modelo para construção cenográfica e de espetáculos no interior de ser difícil
chamada caixa preta e também palco que se desenvolve Então essa linguagem com uma cenografia frontal baseada na Perspectiva na imagem vemos por exemplo uma foto do teatro alaskala em Milão um dos exemplos mais conhecidos desse período Perceba como além de todas as informações suntuosas que estão dentro do edifício o foco Central está lá no fundo no palco essa distância ajudará na visualização do cenário e na verossimilhança da sua imagem quando chega por observador aqui na plateia a cachaça cênica nesse modelo se torna então um espaço ideal para equacionar as relações entre cenografia luz e sonoridade
já que se torna uma sala com isolamento adequados e maquinária instalada para realizar todas as construções cenográficas e acolher os efeitos de ilusão no Como podemos ver nesta outra imagem uma gravura de um espetáculo de uma ópera acontecendo na Comedy francese um dos teatros Mais emblemáticos também do período sediado em Paris na França aqui você pode ver novamente o palco com um grande cenário instalado Assim como as Galerias laterais camarotes e as áreas da plateia no século XIX início do século 20 esse modelo passou a ser simplificado mantendo ainda uma relação frontal com o público
posteriormente toda pintada na cor preta esta caixa passou a ser chamada justamente de caixa preta ou Black Box Muitas delas eram antigos galpões industriais que foram sendo adaptados para ensaios ou atividades experimentais e com o tempo foram se atualizando e se tornaram então um modelo simplificado da Caixa cênica modelo esse que utilizamos até hoje com espaço adaptados para receber diferentes configurações atualmente Como o próprio nome diz compreendemos a cenografia como a grafia da cena ou seja o desenho do próprio espaço uma atividade fundamental que vai integrar este complexo sistema que é o fazer teatral cenografia
significa então o espaço visual da obra seja ela criada para o teatro para a dança para shows de música outros espetáculos performances desfiles enfim para Toda obra que é apresentada ao vivo na prática o resultado da cenografia será sempre a soma de algumas variantes como o conceito escolhido pelo diretor para criar a obra o espaço a verba E a equipe disponível além dos elementos complementares como a iluminação o figurino a sonorizações projeções e a Interpretação dos atores criando então uma certa unidade dependendo da linguagem desejada a cenografia pode ser compreendida por tanto como a soma
do cenários adereço e todos os elementos que compõem o espaço cênico criando então espacialidades formas e atmosferas que vão contribuir na compreensão do espetáculo esses profissionais são responsáveis pela criação da cenografia que incluem visitas técnicas aos espaços assistirem ensaios o desenvolvimento do projeto cenográfico a ser construído o acompanhamento técnico das montagens assim como a instalação e funcionamento da cenografia dentro do palco o trabalho da cenografia envolve diferentes conhecimentos como o conhecimentos técnicos que incluem desenhos e técnicas de construção e ainda a teoria história da arte e do espetáculo estética composição e linguagem visual para trabalhar
nessa área é importante que você conheça um pouco de tudo de teatro de arquitetura de técnicas construtivas de pintura de escultura de modelagem resistência dos materiais entre inúmeros outros fazeres manuais ao longo do curso vamos então conhecer as diferentes ferramentas e elementos necessários para atuar na área e o que é histografia ao falarmos de Exposições podemos estar falando de Inúmeras coisas podemos estar falando de Exposições temáticas Exposições biográficas exposições de arte ou até mesmo exposições de História Natural tudo isso ainda dentro de um contexto Museu Ou seja no museu mas podemos também está falando de
Exposições comerciais ou exposições de produtos até mesmo de feiras Mas então sobre o que a gente vai falar nesse curso a gente vai falar sobre Exposições como formato expor é um formato é uma forma de comunicação de ativação de representação do mundo é um espaço social de encontro com um determinado saber gerando conhecimento é a mediação uma forma de mediação entre um sujeito e um objeto ao expormos um objeto estamos selecionando ele do mundo recortando do cotidiano para mostrar sobre uma determinada perspectiva expomos a poesia do objeto ao sujeito ou seja ao público criando uma
narrativa desejada ao colecionarmos guardarmos ou expormos uma obra artística ou um fóssil ou até mesmo uma história em um museu Estamos dando um sentido de preservação porque entendemos que ele tem valor histórico cultural social homossexualizarmos as coisas estamos criando valores culturais civilizatórios Estamos nos constituindo como sociedade como humanidade parece muito e é nesse curso abordaremos o universo das Exposições fazendo um Panorama geral sobre os diversos temas e possibilidades do fazer expositivo focando no desenho do espaço e da Atmosfera da exposição ou seja na histografia focaremos principalmente nas discografias físicas presenciais não nas digitais porque aí
seria talvez todo um outro curso Então eu pergunto Exposições ocorrem somente naquele espaço Imaginário do lugar tranquilo Branco calmo onde a gente para em frente a uma obra para contemplá-la silenciosamente e individualmente mostra então um exemplo do que seria o famoso cubo branco na foto uma exposição do Fotógrafo Robert no museu localizado na cidade do Porto Edifício esse projetado pelo arquiteto vocês Álvaro cinza e pergunto novamente Exposições ocorrem somente nesses grandes museus A exemplo dos cubos brancos ou mesmo outros como o museu do Louvre em Paris ou hermetage em São Petersburgo com as suas grandes
arquiteturas imponentes suas longas filas e muita gente sempre visitando Exposições podem e devem ocupar espaços outros e devem representar a diversidade da sociedade em que vivemos da sociedade que queremos e nesse sentido buscaremos aqui no curso mostrar um pouco dessa diversidade para além das instituições mais consolidadas ou dos formatos mais consolidados e conhecidos a história das exposições e da cultura dos museus tem origem na idade moderna e foi se alterando no decorrer dos séculos seguindo sempre o Espírito do tempo os modos de produção e as formas artísticas no decorrer do século 20 o formato de
exposição sobre os mais variados problemas foi se consolidando e alterando o seu formato e chegou na atualidade com uma maior popularização conforme a gente pode ver na quantidade imensa de instituições culturais que se espalham pelo Globo no Brasil vimos uma explosão da quantidade de exposições temporárias e Construções de museus o que fez com que também se consolidasse a necessidade de profissionais que atuem nesse metê nesse contexto surge então é essa figura essa figura do espógrafo ou espografa e o que faz um histógrafo nos últimos anos tem se utilizado o termo ou espógrafa para denominar o
profissional que faz o desenho do espaço expositivo espaço esse que irá receber o conteúdo organizado pela curadoria juntamente a uma gama extensa de profissionais como iluminadores designer gráficos produtores conservadores que irão ajudar a deixar essa exposição em pé e que irão fazer com que essa exposição comunique aproximando um determinado saber de um determinado público um histógrafo ou uma hipógrafa deverá por tanto entender de técnicas construtivas de especialidade de composição de funcionalidade dos espaços de narrativa do desenho da forma de iluminação de efeitos óticos de tecnologias audiovisuais além de história da arte e história da arquitetura
e principalmente Deverá estar super atento a experiência do sujeito quando visita uma exposição quando visita o espaço expositivo para iniciar sua prática então convidamos você a treinar o seu olhar e a perceber diferentes propostas para os espaços expositivo e cenográfico um abraço e até a próxima aula