e em função da influência da teoria lacaniana nós nos acostumamos a pensar a transferência em psicanálise como tendo a ver com a colocação do psicanalista na posição de sujeito suposto saber como dizia o próprio na cam mas essa concepção de transferência ela não está presente pelo menos não explicitamente na obra de Freud como é que a gente pode entender então essa relação entre o modo como Floyd nos apresenta a transferência e essa ideia da transferência Como estando relacionada a suposição de saber no analista é sobre isso que eu quero falar no vídeo de hoje então
fica por aí ó Bom primeiramente é importante entender que a transferência é um fenômeno inevitável tanto na análise quanto fora dela onde a relação entre pessoas ou entre uma pessoa e uma instituição hoje a relação entre o eu e o outro existe transferência E isso acontece por uma razão muito simples porque nós sempre sempre estamos transferindo atitudes e expectativas fantasias desejos relacionados aos objetos do passado para as nossas relações atuais é inevitável que nós passamos isso ao invés da gente criar relações padrões relacionais do zero o que a gente faz a gente Oi Isa trabalho
psíquico recorrendo aos padrões do passado então ao invés de desenvolver um novo padrão de relacionamento a partir de uma pessoa que o Acabei de conhecer o que que eu faço eu trago padrões de relacionamento lá do passado e estabeleço esses padrões agora com essa relação nova o terapeuta que acredita nisso Acredita que esse fenômeno acontece ele consegue detectar isso até com certa facilidade conforme a sua experiência Clínica vai aumentando e fato quando isso acontece no contexto psicoterapêutico basta verificar as semelhanças entre o modo como o paciente se relaciona consigo com o terapeuta e o modo
como ele diz ele relata que se relacionava com outras figuras do seu passado então é importante e a transferência esse processo de trazer padrões relacionais do passado e aplicar esses padrões relacionais em relações do presente esse processo é inevitável e quando nós lemos os textos em que Floyd fala da transferência é disso que ele tá falando da repetição de padrões relacionais do passado em relações do presente é disso que se trata quando Freud fala da transferência na sua obra uma entanto para que um processo psicoterapêutico possa efetivamente funcionar nem todo tipo de transferência É adequado
o processo psicoterapêutico exige um tipo específico de transferência E aí que a gente vai então Bom dia por quê Lacan e os lacanianos falam da transferência como tendo relação com o sujeito suposto saber por exemplo se o paciente ele transfere para o seu terapeuta atitudes de indiferença ou atitudes de desprezo mês as mesmas atitudes que esse paciente nutria em relação a sua mãe lá no passado se ele transfere essas atitudes que estavam presentes no relacionamento com a mãe para o analista não há possibilidade de sustentação dessa análise não tem como continuar esse processo terapêutico se
o paciente despreza o analista no entanto isso é um tipo de transferência Só que não é essa transferência que permite ao tratamento psicoterapêutico funcionar para que o processo terapêutico seja verdadeiramente e o paciente precisa transferir para o terapeuta para o analista a expectativa de ouvir dele a verdade sobre se é a isso que o senhor já que Lacan se refere quando fala de sujeito suposto saber ao falar da transferência de fato o paciente precisa acreditar ele precisa acreditar ilusoriamente obviamente mas ele precisa acreditar que o seu analista possui um saber a respeito dele paciente é
de que o analista de tem um conhecimento ao qual ele paciente ainda não tem acesso ele precisa portanto preste atenção nisso ele precisa supor que o analista possui esse saber daí a ideia de sujeito suposto saber o analista possui um saber sobre mim porque que isso é necessário porque se o paciente consegue fazer isso se o paciente desenvolve essa crença ele ouvirá as interpretações as pontuações o silêncio ele experimentar a essas formas de intervenção do analista como relevantes e isso é muito simples não tem complicação aqui gente é muito simples se uma pessoa qualquer e
a quem você não considera como importante na sua vida uma pessoa que você não entende que seja uma autoridade que de tem algum conhecimento se essa pessoa comum e relevante para você fala alguma coisa sobre você você vai levar a série você vai dar peso para quem não tem aquela pessoa tá falando é óbvio que não portanto se o paciente não coloca o analista nesse lugar imaginando que ele detém um conhecimento imaginando que ele detém um saber o paciente não dará peso para as intervenções do analista e se o paciente não dá peso para as
intervenções do analista essas intervenções caem no vazio e aí não há processo terapêutico que se sustente agora é óbvio que essa suposição de saber ela precisa a partir de determinado momento do e ela precisa Começar a se dissipar o paciente precisa sair dessa crença de que é o analista que possui um saber sobre ele e passar a verificar a se dar conta de que na verdade esse saber que ele supõe que o analista possua na verdade esse saber está nele mesmo é um saber do próprio inconsciente Mas para que o paciente em primeiro lugar possa
acreditar que esse saber que está no seu inconsciente existe ele primeiramente precisa fazer essa suposição de saber no analista Portanto o tipo de transferência que verdadeiramente faz o tratamento funcionar é essa transferência em que o paciente coloca o analista no lugar de autoridade a Lucas mais isso se torna a psicanálise um tipo de tratamento sugestivo não de fato tanto um tratamento sugestivo como hipnótico por exemplo quanto no tratamento psicanalíticos é necessário que o terapeuta seja colocado no lugar de autoridade a diferença fundamental importante dizer isso é que os tratamento sugestivos não vão contribuir porque não
interessa para eles não vão contribuir para que o paciente retire o terapeuta desse lugar de suposto saber na psicanálise não na psicanálise a colocação do analista nesse lugar de sujeito suposto saber a transferência desse lugar de autoridade para o analista é apenas uma estratégia inicial para que o paciente faça o trabalho o médico e eu não vou me engajar na análise não vou me engajar na análise supondo que eu vai encontrar verdade sobre mim mesmo se eu não Suponho a princípio que o terapeuta que o analista de tenha essas Verdades e vai comunicar mas a
mim então em certo sentido essa forma de transferência em que o paciente coloca o analista no lugar de autoridade um lugar de suposto saber é o que motiva o que estimula o paciente a trabalhar na análise mas o objetivo da psicanálise é que o paciente vá Pouco a Pouco diz fazendo esse processo ou seja que ele vai Pouco a Pouco percebendo que não é o analista que detém o saber a respeito dele conhecimento a respeito dele mas que esse conhecimento esse saber está em si no próprio paciente no seu inconsciente Então você aprendeu aqui nesse
vídeo hoje que sempre o que é relação incluindo da relação terapêutica haverá transferência mas não é toda a transferência que permite ao tratamento funcionar a transferência que serve de condição para efetividade de um tratamento psicanalítico é essa em que o paciente coloca o analista nesse lugar de suposto saber nesse lugar de autoridade dessa forma ele se torna sensível às intervenções do analista ele dá peso para as intervenções do analista dessa forma eles se engajam no tratamento mas o objetivo final é que ele ou com a pouco vai retirando esse lugar de autoridade depositado no analista
em vá se dando conta de que o saber que ele busca a respeito de sim está no seu próprio inconsciente e não no outro gostou dessa explicação achou ela didática fácil Clara compreensível bom então eu quero te fazer um convite para estar junto comigo e mais de 300 pessoas na Confraria analítica a Confraria é uma comunidade online que eu criei voltada para o estudo sério rigoroso e profundo da teoria psicanalítica os membros da Confraria analítica tem acesso a uma aula toda semana toda segunda-feira 8 horas da noite comigo uma aula ao vivo de uma hora
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