Narrativas compartilhadas. Se o presidente continuar ouvindo profissionais do veneno, estamos então agora num momento de 1992, quando ele está entre o protocolo do projeto da Universidade de Sorocaba, lá no MAC, então Brasília. Vamos lá, continuando.
Vips. Ronaldo falando a respeito desse momento. A introdução do nosso processo no Conselho Federal de Educação foi importantíssima porque era a casa aberta para nosso sonho, e passo a passo se concretiza.
O primeiro momento, após esse protocolo obrigatório, teria que ser, como de fato foi, a escolha de um conselheiro que relatasse oficialmente o nosso projeto lá dentro do Conselho Federal de Educação. E nós tivemos, eu digo, a ação clara da própria providência divina: foi escolhida para a nossa relatora a conselheira Maria Margarida, uma pessoa que aliava duas características muito claras e muito ricas: firmeza nas suas afirmações e ternura nos seus contatos. É conhecido que ela é uma pessoa fina; são personalidades realmente de respeito.
Ela assumiu nosso compromisso; não assumiu apenas os nossos papéis, mas o nosso compromisso. E, em um dos seus primeiros movimentos, foi fazer uma visita aqui a Sorocaba, à nossa instituição. De novo, quem nos ajudou na recepção, manhã, foi o Mauro, padre Mauro, firme diretor da Fundação Dom Aguirre na época.
Ela esteve conosco um dia todo, visitou ao Trânsido e a Boa Serra do Sol. Trujillo, assim só com esse fosse pouco, mas era aquilo que nós tínhamos. Visitou o prédio, os vários setores, conversou com professores e com a direção, depois rodou pela cidade.
Confesso que fizemos uma gentileza: ela foi levada lá. Quem a levou foi a própria Ismênia, secretária até barbeiro, que na época estava ainda no auge da produção do limbo famoso, e ela foi lá a pretexto de comprar, a pedido dela, e comprovável como é que se fala: a palavra era "um", na verdade, roupas de cama e mesa. Na que vem de uma mesa e a mesa, esse conjunto, eslinda, perfeito, e ano de linho que era viúva, e só chegava em Sorocaba.
Já havia informado e preparado Assis - evidentemente, não deixaria que ela pagasse. Sim, e ela ficou muito feliz. Em outras vezes, ela repetiu a dose, mas foi a primeira visita dela e ela gostou de Sorocaba.
E, ao mesmo tempo, viu que nós éramos pequenos. Éramos pequenos, e nos próprios relatórios e contatos meus com ela em Brasília, ela sempre dizia isso: "Eu percebo que vocês são pequenos, mas muito sérios". Sim, isso não existia; eram muito transparentes.
Eu percebo uma diferença entre vocês. Às vezes, ela falava até de outras instituições que estavam no mesmo páreo, que chegaram antes, maiores em todos os aspectos: tamanho físico, estrutural, potencial financeiro, número de alunos, número de cursos. Mas ela realmente nos assumiu; ela praticamente nos acarinhou, mas sempre com muitas exigências.
Ela veio 17 vezes e, às vezes, também toda a comissão que acompanhava. No fim, foram importantíssimos porque essa comissão, liderada por ela, vinda de Brasília, e a comissão interna de interlocução, 56 membros da casa, deram espaço para nos reunirmos mensalmente em Sorocaba, dentro no Trujillo, para analisar passo a passo quem era o membro da comissão. Nesse momento, me lembro, por exemplo, da professora Ana Maria Neli Leão, que fazia parte; trabalhou bastante, mas sempre muito entusiasmada, muito cooperativa, muito presente desde aquele tempo.
Aliás, até hoje é esclarecedora. Essas reuniões foram muito importantes, sim, porque cada reunião era um setor que apresentava presente e futuro; era um setor magrinho de hoje e forte, vigoroso de rigor exigido para amanhã. O setor, por exemplo, da estrutura física, o setor do corpo docente, o setor do grau de avaliação dos cursos, a biblioteca.
A biblioteca, aliás, já era significar - é muito bom. Sem o apoio da cidade, era um ponto que a Margarida, conselheira, exigia. Sempre foi muito bom que ela exigisse.
Se ela exigia sempre, não apenas que vocês tivessem vontade e se preparassem, mas vocês precisavam ter apoio da cidade. E, quando ela falava apoio da cidade, era das lideranças culturais e, sobretudo, empresariais. Sim, porque ela insistia na insistência dos empresários, porque ela havia, Sorocaba, era operária; Sorocaba vivia das indústrias da época, que estavam, inclusive, em época de crise.
A tecelagem estava cada vez mais superada, em que era o forte da cidade. Mas, felizmente, muitos empresários responderam. Nesse ponto, eu destaco o apoio pessoal, também profissional e político, no melhor sentido, do prefeito Paulo Mendes.
Nessa conjuntura, porque comigo ele foi a uma dezena de empresas da cidade, visitar seus chefes, seus líderes, para falar da criação da universidade, para pedir apoio. Algumas deram apoio até financeiro imediato. Eu me lembro de uma visita que não foi com Paulo - foi com Mauro Vallini, até junho e julho, ali onde hoje é o Parque da Biquinha, fim ali por perto.
E nós recebemos cinco mil cruzeiros; era um dinheiro significativo na época; era velho, pagaria uma viagem de ida e volta a Brasília. Assim, essas viagens a Brasília eram outros problemas, o pagamento. Outra vez, a prefeitura arcou; outras vezes, outro empresário que nos apoiou de pronto.
Em todos os momentos, Laelso Rodrigues, ele era gerente da Moto Peças na época, apoiou totalmente. Inclusive, ele era também o presidente nacional da maçonaria, sim. Por isso, ele ia muito a Brasília também.
Fim. E a gente se encontrava, às vezes, até nove anos, no mesmo avião, no mesmo voo. Apoio sempre também dele, e consequentemente pela ligação dele com o jornal Cruzeiro do Sul.
O Cruzeiro sempre apoiou essa ideia também. Assim, o Diário de Sorocaba também apoiava totalmente. Essa temporada de 92 a 94 anos foi de muito trabalho.
Então, desses contatos em Sorocaba, em Brasília e também em outras cidades, porque o Piri, a necessidade, pronto, também me prepararam para isso. Aumentar a minha visão universitária, existem várias universidades do estado de São Paulo: algumas de caráter comunitário, como a Católica de Santos, a Unimep da Igreja Metodista, e outras não confessionais privadas, como Marília, Ribeirão Preto e Bragança Paulista. Também fui dos Frades Franciscanos em São José dos Campos.
Nessas visitas, também eram gostosas, não só em dinheiro pela viagem, mas gostosas sim pelo tempo, pela necessidade de perguntar, de esperar, de colher informações a tudo, para que nosso processo fosse cada vez melhor e, ao mesmo tempo, indo preparando quase como lição de casa, caso a reunião com os conselhos, com a conselheira Margarida Maria e a sua comissão, exigisse que a gente refizesse muita coisa, a melhorar se outros. E às vezes não era só refazer no papel, na documentação; era melhorar na realidade. Então, ter que mudar isso, nomear aqui alguém, iniciar naquilo certo, esse passo a passo, felizmente, foi um caminhar.
Não foi rápido comparado com outros, mas foi bastante progressivo e muito entusiasmante. As oposições foram ficando cada vez menos observadas por nós e continuavam, mas o caminho estava bem traçado e, melhor que isso, o caminho continuava muito abençoado e muito protegido. Até que chegou o momento da união, da integração das duas faculdades.
Seria o primeiro treino e a universidade trabalhar basicamente no regimento único. As duas tinham rendimentos próprios, com diretores próprios: do professor Jaime de Almeida Rodrigues Filhos e do professor Galduróz, os dois diretores das duas faculdades. Duas cabeças diferentes, mas diretores responsáveis e competentes, cada um dos filhos do fundador, filosofia, culto da Faca.
Sim, chegou o momento de fazer um regimento unificado. Que luta, meu Deus, que luta! Aquele grupinho da Faca dificultando e acreditando na importância e até na mesma obrigatoriedade desse passo, mas aconteceu.
Muitos ajustes, finalmente, foi aprovado o regimento público. Com esse regimento único, criou-se a figura do diretor comum. Evidentemente, o Conselho Superior da Fundação me nomeou para isso, e aí apareceu a figura das faculdades integradas.
Dom Henrique, a sigla era Faculdades Integradas do Oeste. Já era como se a gente visse de longe o retrato da Uniso aparecendo, a certeza de que duas faculdades, de repente, se unem, se integram. Ah, bem que vão durar, há pouquíssimo como uma imagem que vai se desvanecendo até se transformar numa universidade.
Que maravilha de linha! Hoje a gente fala "que maravilha", na época em que a luta, a gente entrava. Avançados, professores, por exemplo, falavam assim: "Não, nós não temos que deixar acontecer porque vai diminuir o salário.
" Também havia medo do salário menor, porque tinha Nexxera e adequação, e aí não chamaria a diminuir a meta do plano de carreira, e não havia aceitação. Não era como se a gente estivesse representando um terno grande para o menininho. "A gente vai desaparecer", e aí dentro, "eu assumir, vai ser despejado", e não aconteceu nada.
A visão dos que relutaram nessa mudança saiu; acabaram saindo, sem mais, gente que relutou para se encaixar no novo modelo. Era preciso, naquele tempo, ter um pouco não apenas de coragem, mas um pouco de disponibilidade moral para acreditar num passo que não era para o abismo. Era um passo no degrau, mais um, mais um passo, mais um degrau: mais 22, 10 na escada, como a de Jacó, na Bíblia, que acabava no céu.
Não sei se acabou no céu para todo mundo, mas para muita gente, hoje isso aqui não é o paraíso, evidentemente, mas é o local onde a pessoa se sente bem de estar presente. A FITA, as FIDA, então aconteceram quando? Em começo de 93, 93 inteiro.
E eu me lembro da primeira vez que fui, já com poder de diretor geral, até a secretaria da ESFA. CUCAS, sim, os funcionários me receberam bem, mas eu percebi que era um lugar desconhecido meu. Incrível, Nelson: andar 30, 40 metros, eu estava na.
. . foi assim, mas era outro mundo, num outro mundo.
Então, vamos dar uma pequena pausa pra nós depois, ouvirmos exatamente esse momento agora, é da sua vivência, das vidas denton. Então, até então, o próximo momento, quando nós o veremos, opcional do contando mais um pouco dessa história dele. Até já, até a qualquer hora.