Estamos ao vivo e eu não testei meu áudio então Tomara que esteja funcionando estamos ao vivo eu estava aqui rindo ah antes de entrar porque eu estava olhando o nosso ah nosso site aqui o nosso chat ah e estava aqui rindo com o comentário do Lotus né que estava curtindo os nossos emojis aqui no chat tem emojis com a carinha do cant né então Por falar em Cante é ele que é o nosso tema tema da aula de hoje produção A Kant que é eu já começo essa aula dizendo um dos ah a gente vai
fazer um pódio da filosofia sabe de filósofos não é de melhores filósofos não que aí é muito pessoal Mas se a gente for fazer um pódio de filósofos mais influentes mais influentes Ah o que que nós vamos ter nós vamos ter ali que em primeiro lugar em primeiro lugar vai tá o Platão acho sem dúvidas em segundo Aristóteles e terceiro lugar o Kant Então isso é algo que eu que eu tenho plena Consciência Eu acho que dificilmente ah alguém vai discordar dessa desse pódio dos filósofos mais influentes Kant é muito influente muito influente por isso
que ele merece uma aula a parte Ah uma introdução a Kant e aqui eu vou fazer uma introdução talvez Olha que que quebrei a cabeça mas daqui a pouco a gente vai ver o que que a gente vai ver nesta introdução Ah então aqui já vou dando boa noite a todos os membros do canal n ao Rian que tá aqui desde o Começo Rian saudades muito bom ter você aqui a ao Lotus que tava rindo dos emojis né e eu e fez aqui eu esqueci de ó testar mas agora eu já vi que tá funcionando
muito bem Ah mas quem é o Júlio César a Jennifer a todo mundo que tá acompanhando né E também mandar um abraço pro Johnny crosc Ah que me enviou esses óculos muito bonitos aqui de presente ele que também é um membro aqui do nosso canal e fez essa gentileza acho que ele viu que os óculos já tinham Passado uns bons anos né que eu deveria ter feito novos óculos e ele de muito bom grado fez essa gentileza e me enviou óculos novos ele que é dono de uma ótica a ótica retro então Johnny grande abraço
adorei tô aqui fazendo j ao presente Tudo bem então vamos lá ah ah vamos lá ah então vamos começar vamos começar ah que que a gente vai ver nessa aula Olha a gente vai ver algumas coisas Dessa aula eu preciso logo aqui falar um pouco mais claro com vocês a gente vai rapidamente falar quem foi cante vai ser algo bem rápido e aí a gente vai entender talvez aquilo que é essencial essencial que é a revolução copernicana de cant Então a gente vai entender essa revolução copernicana e dentro dessa revolução copernicana a gente vai entender
este grande livro este grande livro que é que eu vou mostrar agora que é a Crítica da Razão Um dos livros mais sublimes e impactantes da história da filosofia dificílimo para algumas pessoas ele é realmente difícil assim de não é impossível mas ele é denso né não é uma que a linguagem dele seja difícil Ah ele é muito Claro no que ele fala no cant escreve muito bem só que ele é realmente mais denso você precisa saber algumas coisas para entender e por isso que essa aula aqui vai existe ela existe para fazer uma introdução
Então essa aula vai Ser uma introdução a cant e uma uma introdução introdução A Crítica da Razão Pura e depois eu vou explicar o porquê então Ah então a gente vai aqui rapidamente então ver o quê A gente vai ver que a ideia da crítica Razão Pura a ideia de númeno e fenômeno além disso a gente vai ver as formas de sensibilidad categorias o intelecto a gente vai ver um pouco isso e vai terminar falando sobre o que é esse tal de sujeito Transcendental ah ok então vamos lá vamos lá então Vamos lá ver aqui
então o que que nos espera pois bem tenho aqui alguns livros que me acompanha desde o começo mas deixa eu falar um pouquinho com vocês conversar um pouquinho que eu acho que é muito importante o cant o cant ele é assim se você olhar H há no no Brasil uma comunidade canana assim é um dos filósofos mais estudados nos departamentos de filosofia História tem uma coisa que a gente tem algumas pessoas que vão até me criticar assim mas só critica quem não entende que é o seguinte ah a galera acha que a a filosofia eh
só tem marxista dominado por marxista meu amigo para cada trabalho de Marx na que a gente tem hoje no Brasil Ah nós devemos ter pelo menos uns 80 de cante no mínimo não tô exagerando você pode ir no na no banco de dissertações e teses que você vai ver esse número para cada trabalho do Mark Você tem 80 de cant o cant é extremamente influente extremamente influente então há Realmente esse esse ímpeto mas a gente precisa entender o que que ele fez Por que que as pessoas estudam ele né e e agora que vamos falar
mais pessoalmente que é o seguinte Ah eu confesso que eu sempre ficava às vezes assim caramba eh eu não consegui entender o Kant e tinha aquela coisa caramba eu consigo entender Platão eu consigo entender Aristóteles eu consigo Entender Santo Agostinho os estóicos isso lá na minha faculdade né mas caramba é muito difícil eu não consigo entender eu me sinto burro eu me sinto ignorante isso e isso era muito ruim isso era muito ruim então aqui eu preciso me dirigir a você que tá vendo Olha não adianta não adianta Ah e isso eu eu vou falar
como sei lá como quem já foi aluno e fala como quem é professor não adianta você clicar aqui no YouTube e colocar introdução a cant e o cara Fazer um resumo do pensamento do cant porque o resumo só vai te prejudicar você não vai entender porcaria nenhuma você precisa ter uma introdução a cant aos poucos é isso que a gente vai fazer aqui é isso que a gente vai fazer aqui não queira Aprender todo o pensamento do cant de uma vez só porque você não vai você não vai você que às vezes já sabe Platão
é a mesma coisa você tem uma introdução a Platão você começa Platão por partes não tem como fazer uma Introdução por exemplo a Platão em uma aula só então você vai fazer uma introdução a Platão pelo mito da caverna alegoria da caverna pela pelo mundo das ideias pela teoria das ideias pela ideia de amor platônico ah pela metafísica enfim você vai começar mas não dá para fazer uma introdução completa e entender cant então aqui a gente vai entender Exatamente Essa Ideia essa ideia do que essa revolução que o cant causou na na Filosofia então o
objetivo dessa aula O objetivo dessa aula é que você comece a entender Kant comece e não term então não achea que você vai sa aqui dessa aula e Nossa eu entendi tudo de Kant não aqui é para você começar a entender cant Combinado então você vai começar a entender Qual foi a revolução que ele causou Qual foi a revolução que ele causou na filosofia ã bom ã o lotos pergunta rapidinho antes da gente começar que o último Professor Dele de sociologia disse que boa parte da base de nossa Constituição é feita de ideais cantian procede
sim boa parte da sobretudo a parte ética é uma ética canana só que a gente vai ver pouco a ética nesta esta aula provavelmente eu devo dar uma próxima aula uma próxima aula sobre a ética canana né aí isso vai ficar mais explícito beleza lotos Hoje a gente vai vai se preocupar mais com a parte do conhecimento em cant a parte por quê Porque a parte da ética é uma Consequência do conhecimento a gente vai ver isso e o André pergunta também depois explica por favor porque mesmo o cant sendo menos difícil de absorver é
80 vezes mais procurado que Marx no Brasil por uma questão de influência o cant ele ele não é só no Brasil não é no mundo mesmo mes assim o k ele é mais veja e aqui eu preciso ter calma não é quem é melhor ou pior não é qual filosofia melhor ou pior é quem é mais influente quem tem mais influência o k o C influenciou Marx que influenciou Hegel Ô desculpa o contrário o Kant influenciou Hegel que influenciou Max né Ok o Hegel critica o Kant mas tem esse diálogo direto então o Kant ele
tá ali nessa uma pedra fundamental né então é por isso que que a gente tem mais a dissertações em cant ele é mais tradicional você pode ser de direita você estuda cant você pode ser de esquerda Você estuda cant você pode ser Liberal Você estuda cant você pode ser Comunista Você estuda cant então meio que todo mundo estuda Kant então Kant ele ele é um Iluminista então ele tá ali no meio termo sabe então é é é uma pedra fundamental de quem tem um pensamento moderno moderno ok então beleza né você se você for nitian
você vai estudar cant para criticar se você for Ah muito tr Nacional medieval você vai estudar Kant para criticar enfim ele é bastante bastante eh estudado ele é tá ali realmente no no Ah ele seriam num time de futebol o volante sabe o que liga a Zaga ao meio de campo ou melhor o meio de campo né O que liga a Zaga ao ataque ele tá ali realmente no meio de campo da filosofia moderna Ok bom vamos lá ah o Léo pergunta mais uma vez uma outra pergunta então que ideia para começar é pegar uma
ideia e começar a pensar exatamente Léo a ideia de qualquer autor é basicamente essa pega a ideia Principal o tema principal a questão do contexto principal e tenta entender então a questão que a gente vai tentar aqui é o que é essa revolução que o Kant causou e por ela a gente vai adentrando no pensamento dele né E aí vamos lá então agora pra nossa aula vamos ver então quem foi Kant né ah eu peço desculpas porque às vezes a letra vai ficar pequena o erro é todo meu porque eu esqueci de ajustar o tamanho
da letra mas enfim eu vou ler aqui rapidamente Para vocês que Kant Ele nasceu e morreu em kingsberg atual Alemanha hoje né ah em 1724 e morreu em 1804 Ah ele é muito conhecido por isso e é que eu tem várias piadas que que que sobre isso que o Kant ele nunca saiu da cidade assim ele saiu pouquíssimas vezes mas ele é um cara que conhecia o mundo inteiro mesmo sem nunca ter saído da cidade ele era um cara que Lia muito ah com conhecia muitas coisas Ah de reza lenda que eles Sabi o mapa
de Mumbai da capital da Índia de cor de có Ele sabia todos os bairros de de Mumbai sem nunca ter pisado na Índia Então ele era um cara com grande conhecimento geográfico histórico Ah e obviamente cultural Ah mas nunca saiu de kingsberg que é uma cidade muito pequena na Alemanha Mas ele foi um filósofo alemão ah nativo do reino da Prússia na época obviamente e um dos principais pensadores do Iluminismo eu digo mais ele é o o principal Pensador do Iluminismo ele é o principal Pensador do Iluminismo inclusive vou fazer um pequeno Jabá a gente
acabou de ler nesse mês esse livreto esse esse texto do cant que é resposta à pergunta o que é o esclarecimento para quem não sabe esclarecimento do Alemão Alf cleron Ah é traduzido muitas vezes como iluminismo né então o que é iluminismo O que é iluminismo é um texto do cant que ele explica o que é iluminismo para além do momento histórico Ah e a gente leu isso aqui no canal se você quiser ler com a Gente esse texto é só se tornar membro aqui do canal que você tem a leitura completa dessa obra maravilhosa
do cant e é maravilhosa mesmo quem tá aqui no chat e Leu com a gente sabe que é muito boa recebi lá no nosso grupo do telegram várias mensagens muito bacanas que a galera gostou demais da leitura do cant Então vamos lá bom ah seus abrangentes e sistemáticos trabalhos são só calhamaços muitas vezes ah em epist pomologia metafísica ética e estética tornaram-se Uma das figuras mais tornaram né tornaram cant uma das figuras mais influentes da história da filosofia ocidental o célebre texto né de Manuel Kant na sobre a questão esclarecimento foi publicado na revista na
revista Alemanha em 84 e fora motivado ah por uma publicação prévia na mesma revista enfim isso aqui é um pouco mais do que é esclarecimento e aqui vem para uma coisa que eu preciso falar para vocês Felício tá o Kant ele tem muitos livros tem como É que a gente separa o pensamento do Kant normalmente o pensamento do Kant ele é dividido em duas formas em período pré-crítica e período crítico F isso eu não tô entendendo nada Tenta só só para saber você não precisa gravar isso não mas o Kant ele escreveu três grandes ele
escreveu várias obras Eu tenho algumas aqui muito interessantes tem esse texto que eu falei que é o que é esclarecimento ele tem um livro que ficou muito famoso inclusive ele foi Proibido de comentar sobre isso que a religião nos limites da simples razão esse texto é bem famoso porque ele vai tentar ali pensar uma religião a religião mesmo sabe a religião cristã Ele vai tentar falar pensar o seguinte como seria uma se a a religião cristã ela tem que ser esclarecida ou a gente tem que ser ter uma fé cega Ele vai tentar responder essas
questões vai ser um texto muito polêmico na época muito polêmico Ah mas ele é muito conhecido obviamente por por suas obras críticas por suas obras críticas e o que que é crítica atenção o que que é crítica isso daqui eu preciso falar para vocês eu dei mole de não ter botado no slide crítica Meu povo que que é período crítico não é que é um período ruim o que que são as três grandes críticas crítica aqui é no seguinte sentido crítica é no seguinte sentido crítica significa no no grego Boa tradução seria analisar dividir é
claro que também tem um pouco de de análises aqui mas o o vem vem dessa ideia de analisar minuciosamente o que que é uma crítica Ah eu já sei o que que eu vou falar para vocês pensam no seguinte o que que um crítico de cinema Faz acho que isso vai ser bom o que que um crítico de cinema Faz um crítico de cinema ele olha o filme ele analisa o filme O crítico de cinema não é aquele que vai falar mal do filme não ele até Pode falar mal mas um crítico de cinema é
aquele que assiste o filme e ele vai smilar o filme e vai pensar na atuação na sonoplastia na trilha sonora na iluminação na direção no roteiro Ah enfim em vários detalhes ele vai fazer uma uma análise minuciosa a palavra crítica aqui crítica significa isso uma análise minuciosa no português a gente perdeu um pouco disso porque quando a gente fala alguém vai alguém te criticou o criticou no Português o criticar significa muito tem muito sentido de falar mal mas a verdade é que etimologicamente a palavra crítica significa uma análise minuciosa né e na análise minuciosa né
se você for se você fizer uma análise minuciosa por exemplo do Felício você vai achar vários erros é por isso que a gente associou a crítica A algo ruim Deu para entender o que que é crítica Deu para entender o que que é crítica crítica Então essa análise minuciosa e ele vai escrever três Grandes obras que são críticas grandes obras A primeira é a Crítica da Razão Pura e nessa obra ele vai falar sobre basicamente O que podemos conhecer como é possível o conhecimento acho que essa é a grande Pergunta da obra como o conhecimento
é possível ou é claro que a questão ali é outra mas a ideia básica é essa Como que o conhecimento é possível né A questão ali é se seria a metafísica uma ciência possível Essa é a questão Realmente que tá presente obra Mas é uma obra que gira em torno de como a gente conhece as coisas como a gente pode conhecer as coisas Depois de produzir uma análise minuciosa da Razão Pura da Razão Pura o que que é Razão Pura da nossa capacidade de conhecer ele vai pra razão prática a Razão Pura é Aquela nossa
capacidade de conhecer a razão prática por sua vez é aquela razão que faz a gente agir no mundo é a ética então ele vai fazer uma análise Minuciosa do do nosso comportamento e da nossa capacidade de agir no mundo então fica a Crítica da Razão prática então aqui ã eu tenho dois livros que são duas básicas se você se você souber esses dois livros do cant você já sabe muito do cant que é a Crítica da Razão Pura tá aqui nessa versão os pensadores Ah e na Crítica da Razão Pura eles vai analisar os fundamentos
do conhecimento como o conhecimento é fusível e eu tenho Essa rão versão aqui que eu tenho muito carinho a Editora Escala que vendi em banca que é a Crítica da Razão prática A Crítica da Razão prática ele vai analisar como é possível a ação ética como é possível ser ético ser ético então aqui eh como devemos como é possível não como devemos na verdade ah agir como devemos agir aqui é como podemos conhecer como o conhecimento é possível e aqui como devemos agir Essas são as duas grandes obras que ele tem e As essas duas
soma-se uma terceira que é crítica da faculdade de julgar que é sobre estética Felício o que que é estética estética naquela coisa de salão de beleza é aquela coisa de pintar unha e fazer sobrancelhas também também mas o a a faculdade de julgar aqui fala sobre estética sobre sobre é realmente juízo de gosto o que que é o belo o que que é o Feio Ah o que que é o Sublime então o Kant Vai sim dedicar uma toda uma obra uma crítica uma análise minuciosa ao o Nosso juízo de gosto como nós Ah emitimos
o juízo de gosto para dizer que uma bo uma coisa é boa ah Bela ou não então ele vai fazer uma obra toda sobre isso também normalmente a obra que consideram de menor importância mas ela é muito importante ela é muito importante também ah e Embora ela seja muitas vezes escanteada das das três críticas mas então é essa a ordem é essa ordem inclusive foi a ordem de lançamento ele lança a Razão Pura Primeiro depois a razão prática e por fim a nossa capacidade de julgar Ok Ah bom deixa eu aqui tomar uma aguinha antes
da gente ler os comentários bom o pai da lorenna falou que com muito custo ele conseguiu adquirir as principais do cant essas três obras principais Pois é eu acho que mais do que adquirir ah vale a pena e são obras difíceis então às vezes as pessoas falam ah fício Vale a pena ler A Crítica da Razão Pura cara eu vou ser Honesto com vocês Olha eu não sei se eu indico A Crítica da Razão Pura para alguém que sei lá porque é uma obra ruim assim pesada de ler né não é uma obra gostosa prazerosa
é só para alguém que gosta muito da filosofia e gosta muito de cant Mas é uma uma obra pesadíssima pesadíssima Ah E aí tem uma outra aula que eu já falei né que é o prolegômenos a toda da metafísica futura que é uma obra que o c publica depois como se fosse um resumo um resumo tem at ela até Aqui xerocada antigamente a gente fazia muito isso na faculdade Não façam isso porque é crime mas depois só um adendo aqui ao ao ao ao pai da Lorena por exemplo o Kant ele publica A Crítica da
Razão Pura E aí ninguém entende nada porque era muito difícil E aí ele vai falar Quer saber então vou publicar uma versão menor reduzida e resumida simplificada e ele publica essa obra aqui que é prolegômenos prolegômenos significa Estudos iniciais a toda metafísica futura ou seja você quer fazer metafísica você precisa saber isso aqui antes e é como se fosse um uma versão simplificada da Crítica da Razão Pura ele faz a mesma coisa com a Crítica da Razão prática ele meio que faz na fundamentação da metafísica dos costumes né então eu iria por aí OK Ah
deixa eu ver se eu tenho mais alguma coisa ã Mais alguma pergunta Ah o Vinícius Massucato perguntando falando Que ho ele fez a o exame de filosofia moderna pô gente podia ter feito diso rola antes né e o Lotus perguntando se para alcante é preciso ler os livros em alguma ordem específica tem um vídeo no canal ah falando exatamente da ordem que eu oleria cant então pro Lotus e para todo mundo que quiser tem um vídeo aqui no canal é só digitar Felício ordem de leitura de cant você vai ter aí a ordem eu publiquei
há poucas semanas atrás tem a ordem completa para vocês lerem Combinado então vamos lá então o que que a gente vai tentar fazer agora vamos tentar entender qual foi essa revolução copernicana que o Kant fez Felício tá o Kant é bacana tá todo mundo no chat falando mas eu quero entender o que que por que que o Kant é revolucionário eu entendi até agora que ele é um cara alemão que não saiu da cidade que ele é algum dos caras do Iluminismo e tal Ah que Ele publicou três grandes obras além de várias outras Mas
três grandes obras chamada crítica e Que crítica significa analisar minuciosamente Mas por que que o cara é o bichão da coisa Por que que ele é importante então vamos focar aqui eu preciso eu preciso agora que você preste atenção numa coisa eu vou pegar aqui que eu deveria ter feito isso antes mas tá aqui do L já peguei quando a gente tá na idade média quando a gente tá na Idade Média a gente Não tem muito problema com o conhecimento porque na idade média o conhecimento vem de Deus e isso era um ponto consensual pel
pelo menos na Idade Média Cristã no período medieval Cristão é claro que pros islâmicos Isso muda um pouco Ah pra filosofia medieval islâmica mas em linhas Gerais Ah pra filosofia medieval ah Cristã Deus é o fundamento do conhecimento então não tem muito problema quanto a isso só que com com a com a a o surgimento da filosofia Moderna a ciência ganha muita força a ciência começa a alar voos cada vez maiores E aí Aí surge uma pergunta fundamental como a ciência é possível como o conhecimento é possível Qual é o fundamento do conhecimento porque veja
o conhecimento a igreja agora já não Detinha mais poder Ah porque antes qual era o conhecimento seguro aquele que vem de Deus e como é que a gente sabe que o conhecimento é de Deus o que a igreja disser que é de Deus Pronto mas agora a igreja já não tem mais força então da onde vem o conhecimento da de onde vem então e aí veio o renascimento junto e logo depois eu sempre falo isso o renascimento foi um período muito ruim em termos de ciência porque não tinha método científico Então tinha gente que fazer
alquimia gente que fazer Química gente que fazer astronomia mas também astrologia Então as pessoas queriam saber tá mas como é que a gente Faz um conhecimento seguro sem confundir ciência com pseudociência sem confundir química com alquimia né mago com químico Então como é que o conhecimento é possível qual é o fundamento do conhecimento Essa foi a grande questão da modernidade combinado aí meus amigos aí a gente tem uma primeira grande discussão da modernidade que é a seguinte este cara aqui esse francês chamado René descart ren dec em Sua obra discurso do método ah e também
nas Meditações metafísicas ele vai propor o seguinte que o fundamento do conhecimento é a razão é a razão que ele fala olha o ser humano ele é você pode aí daí que você vai falar o seguinte você pode duvidar de todas as experiências e tudo mais mas o fundamento do conhecimento ele é racional ele vem do de um cógito daí que o ser humano o decart vai falar olha você pode duvidar de tudo pode duvidar da química pode duvidar da da da física Agora você só não pode duvidar Ah que você pensa porque o pensamento
é o fundamento mais seguro que você tem você pode duvidar de tudo duvidar que você tá duvidando concorda comigo você eu posso até duvidar de que eu tô dando essa aula às vezes eu posso estar sonhando até isso eu posso duvidar eu posso duvidar que isso aqui pode ter um sonho tudo isso aqui pode ser um sonho eu posso ser um esquizofrênico eu posso estar sonhando eu posso estar delirando Mas eu não posso duvidar que alguma coisa em mim duvida alguma coisa em mim duvida alguma coisa em mim pensa para duvidar E se eu penso
logo eu existo pronto dê carta se eu penso eu existo penso logo eu existo nem que seja como pensamento como razão daí o fundamento do conhecimento é o qu é a razão a primeira certeza que nós temos show essa aulinha de decart essa aulinha decart tá aqui só que vai ter gente que vai falar negativo dec não o Conhecimento não vem da razão o conhecimento não vem da razão a razão não serve para nada a razão sozinha Não Adianta De nada o conhecimento vem das experiências das experiências que a gente adquire o conhecimento ele não
vem da razão o conhecimento ele não é inato ele não é inato ele não nasce com a gente ah não é racional somente o conhecimento vem das experiências que a gente tem é como se o ser humano nascesse em como Uma folha em branco uma folha em branco e as experiências que a gente vai tendo fossem anotações dessa folha que é assim que se produz o conhecimento e aí a gente tem um empirismo por exemplo d loock de loock e aqui a gente tem o Grande debate entre empiristas e racionalistas empiristas empiristas do grego empiria
que é significa experiência e racionalistas da Razão Qual é o fundamento do conhecimento é a razão porque a gente não pode duvidar da Razão a razão seria um fundamento seguro já que a experiência às vezes nos engana ou não log Tá certo todo conhecimento provém da experiência e quando a gente erra que é a razão o o a experiência só só no soma pronto a gente tem uma briga aqui danada entre empirista empiristas e racionalistas uma briga danada aqui e essa briga dura muito tempo briga essa briga dura muito tempo e tanto que se se
a pessoa não conhece muito de filosofia eu paro aqui Elas as pessoas se matam aqui qual é a fonte do conhecimento o conhecimento vem da Razão ou a pessoa precisa experimentar as coisas para conhecer aqui a briga tá feita feita a briga tá feita Qual o fundamento mesmo do conhecimento e essa briga ela vai ela vai vai enfim ter ter peso Kant por sua vez esse gêmeo vou pegar aqui os dois inhos dele pegar um só o cant aqui que tá o que que ele vai fazer à o Kant ele vai falar o seguinte Ah
olha o cant ele é era racionalista o Kant ele era racionalista E aí o Kant vai falar caramba não o conhecimento ele vem da Razão conhecimento ele vem da Razão só que aí o k vai ler um cara não estou com o livro dele aqui infelizmente tá minha outra prateleira o é um cara empirista que era o rilme e vai falar Opa eu acordei do meu sono dogmático eu estava sonhando tô errado não é o racionalismo não é o o Conhecimento não é o racionalismo mas também não é o empirismo o Kant ele vai dar
uma terceira via para essa resposta e aqui eu preciso dar atenção para vocês entenderem Qual é a revolução que o Kant vai fazer o Kant vai achar um meio termo entre estes dois vou até levantar meu microfone aqui e deixar ele pro lado para não atrapalhar o Kant vai achar o meio termo Deixa eu ver se eu consigo colocar o Kant o meio termo Entre esses dois o cant ele vai falar olha não é não É racionalismo e também não é deixa eu puxar aqui pra frente não é empirismo é uma filosofia transcendental há uma
estrutura a priori no sujeito mas a gente vai tentar entender Qual é essa revolução como é que o Kant saiu dessa desse dilema e inventou um novo caminho pelo qual a filosofia vai percorrer desde então até hoje praticamente Ok vamos lá entender vamos entender o que que é essa revolução copernicana vamos lá o conceito de Revolução copernicana na filosofia de Manuel Kant óbvio né bem evidente que refere-se a uma mudança radical na forma como entendemos o conhecimento e a relação entre sujeito e objeto assim como Nicolau Copérnico todo mundo a conhece Copérnico propôs a teoria
heliocêntrica deslocando a terra do centro do universo para colocar o sol no centro do universo Kant aplicou essa analogia a metafísica ele deslocou o sujeito da Periferia do conhecimento para colocarlo no centro alterando fundamentalmente Nossa compreensão da origem e validade do conhecimento veja quem é Copérnico Felício só para entender o que que é copernicana aqui Copérnico é aquele cara que propôs a teoria heliocêntrica muita gente já conhece depois né vem Galileu também e reitera isso mas o que que vai ser a teoria heliocêntrica durante muito tempo as pessoas acreditaram Que hã o sol girava Em
torno ã da terra o sol girava em torno da Terra a terra era o centro do universo e aí Copérnico vai falar não tá errado não é a terra que é o centro do universo né Eh a terra gira em torno do sol a terna ida em torno do sol e aí então ah que as pessoas vão começar caramba tava todo mundo achando errado todo mundo tentando entender como é que o universo funcionava achando que o universo Jurava em torno da Terra e aí o Copérnico tira uma revolução quando ele Fala que não é a
não é o sol que gira em torno da Terra mas a terra que gira em torno do sol Kant vai fazer algo similar mas com a relação entre sujeito e objeto com a relação entre sujeito e objeto olha só o que ele vai fazer se vocês pararem para pensar o tempo inteiro a gente tá aqui falando os empiristas racionalistas Ah o ser humo conhece o objeto por meio da razão o ser humano Conce por Meio da experiência como se como se o núcleo do conhecimento fosse o objeto o objeto e a gente tivesse que só
entender como é que a gente acessa o objeto vai falar Não não é assim que o conhecimento se dá na verdade não é o sujeito que conhece o objeto o sujeito que conhece o objeto é o objeto que é conhecido pelo sujeito o objeto que passa a ser conhecido pelo sujeito Então veja não é a gente que de forma ativa Vai conhecer a realidade é a realidade que se mostra pra gente que se mostra pra gente de alguma forma eu sei que parece difícil a primeira vista mas lembre-se disso não é o sujeito que conhece
o objeto é o objeto que é conhecido pelo sujeito pelo conhecido pelo sujeito isso vai fazer toda a diferença e vocês vão entender agora eu sei que o lotos bugou Mas vocês vão entender agora com a partir a partir de dois conceitos que o k coloca e isso Aqui vai mudar muito a história do mundo mundo filosófico que é o conceito de númeno e fenômeno númen e fenômeno Kant el distingue esses Du dois conceitos o de nen e de fenômen F O que que é nen ou númeno númeno significa coisa em si e fenômeno Ah
eu coloquei como aparição uma péssima tradução fenômeno seria aquilo que se aquilo também não não tá muito bom porque dá um vai botar aqui aquilo que se mostra aquilo que se mostra ou como se mostra né então tem o Númeno númeno com n e o fenômeno o homem só pode conhecer as coisas como elas aparecem a mente nunca em si mesmas o fenômeno é uma representação que o sujeito Experimenta quando algo afeta eu vou explicar isso agora bem tranquilo Olha só vamos supor eu eu vou dar um exemplo mais básico que tem acho que se
pegar maior parte da humanidade é claro não vou pegar aqui a sessão Ah um cego esquece pegar a humanidade geral se eu Coloco um copo esse copo Aqui as pessoas vão falar ele é cilíndrico ele é branco ele tem a cor branca não sei como é que tá aparecendo aí para vocês mas ele é branco ele tem uma esfera de uma um traço de metal aqui outra linha de metal aqui Então veja isso é o copo como ele se mostra para nós humanos humanos ah algumas pessoas já sabem eu moro num sítio né eu desde
a pandemia eu vim morar num sítio e eu tenho vários Animais aqui com certeza com certeza se eu pegar esse copo e pegar os cachorros que tem aqui no sítio e colocar esse esse copo copo na frente do cachorro ele vai perceber algo mas como ele vai perceber esse copo é muito diferente do que eu vou perceber eu não sei se ele vai perceber cor cheiro e se vai perceber como ele vai perceber então começa a pensar por aí olha Ah como é como é esse copo em si mesmo em si mesmo eu não sei
Como é esse copo em si mesmo eu não sei como é esse copo eu sei como ele se mostra a mim e quando eu falo a mim a mim é o ser humano n é a mim Felício ao ser humano ao ser humano Ele se mostra com certo tamanho com certos odores ah Com certas cores então ess esse objeto na natureza em si no mundo numênico no mundo em si eu não sei como é que ele é eu não sei eu não posso saber o que eu posso saber é no mundo fenomênico no como ele
se mostra para mim F eu buguei Não tô entendendo nada vamos fazer o seguinte vamos supor que nós temos ferramentas físicas muito avançadas vocês sabem vou dar um exemplo talvez mais tranquilo vocês sabem por exemplo Ah que vamos ver se vocês vão entender esse exemplo Ah vocês estão vendo minha cor de pele a minha pele É dessa cor ou na verdade não e vocês vão entender por vocês só conseguem ter a ideia de cor por quê Porque a luz do sol ou bate na Lua ou a lua reflete aqui na minha cor é agora na
verdade hoje nesse momento não né nesse momento a gente produz o eletricidade a eletricidade acendeu a lâmpada a lâmpada emitiu raios de luz aqui que refletiram uma certa cor que chegam à sua retina chegam à sua retina que as percebe de uma certa forma Deu para entender essa viagem doida veja é como você perce Nós seres humanos percebemos as cores elas são percebidas pela nossa retina se a gente tirasse a Percepção da nossa retina se a gente tivesse uma outra capacidade Às vezes a gente nem perceberia a cor Então essa é a distinção que o
Kant coloca existe um mundo ah fenomênico que é o mundo como se mostra Nós seres humanos e existe um m mundo numênico que é como as coisas são em si como as coisas são em si Então não é não é muito de como ah como a gente vai descobrir como as coisas são em si e si como elas se mostram pra gente como elas se mostram pra gente é Como eu vou dar um outro exemplo eu adoro esse exemplo que eu vou dar agora porque eu eu tenho uma pessoa muito querida me me passou esse
exemplo e eu sempre carrego ele muito bem pense no seguinte é como se a gente sempre precisasse de óculos de óculos para enxergar a realidade Ah mas é possível tirar se você tirar o óculos você não enxerga nada eu não consigo enxergar as coisas como elas são eu elas sempre chegam a Mim através dos óculos através dos óculos Deu para entender é isso que o k tá falando nós temos uma estrutura mental psíquica psicológica psicológica fisiológica transcendental aqui que significa o transcendental não é a mesma coisa que transcendente transcendente é que transcende que tá em
outro em outra esfera transcendente é Deus Deus transcende a matéria transcendental Transcendental é diferente de transcendente transcendente é coisa Divina transcendental é que é relativo a todas as pessoas há um sujeito transcendental a um aparato Universal que é esse aparato que a gente tem que que a nossa Cap capidade de ver as coisas é nossa capacidade humana Ah eu vou dar um exemplo bem básico assim bem básico mas ele não é nem verdadeiro mas acho que ele vai fazer servir para entender vocês lembram que quando a Gente era ah criança a gente viha muito desenho
muito desenho animado e a gente achava que quando o touro via a cor vermelha ele ficava bravo né quando ele via a cor vermelha ele ficava bravo não tinha isso né Acho que vocês viram desenhos animados ah sabem tanto eu mas vamos supor que isso seja verdadeiro não é mas vamos supor que seja então é como se o sujeito transcendental do touro todos os touros tivesse um aparato de percepção Que ao perceber aquilo que a gente percebe como vermelho ele perceb de outra forma Então veja aquilo que é uma bandeira vermelha pro ser humano é
percebido de uma outra forma pelo por outros animais Então não é o objeto em si que a gente conhece não é a bandeira verm em si que a gente conhece e como ela é mostrada pra gente a como é que ela é mostrada pro touro eu nunca vou saber eu não sou touro Eu nunca fui meio complicado Eu nunca fui xifrudo Né mas acho que Vocês entenderam aqui a piada né bom deu para começar a entender a brincadeira é complicado é complicado a gente tá lidando com com o limite entre filosofia e ciência que esse
ramo da filosofia que a gente chama de epistemologia que é estudar o fundamento do conhecimento epistem do grego conhecimento né episteme ah e logia Logos né de de de palavra de estudo de análise ali de análise racional ah do conhecimento Então epistemologia é Isso que o Kant tá fazendo o lotos pergunta se não é d Platão isso o tal do mundo das ideias Ah que está fora do nosso alcance e que nós apenas conseguimos interpretar isso de acordo com nossa consciência não na verdade o que você fala é um pouco Platônico e um pouco cantiano
ah o Platão fala que existe um mundo fora das ideias ol desculpa o mundo das ideias Ah mas o mundo das ideias ele não é não é fora do nosso alcance Ah desse sentido ele a gente alcança o mundo pelas almas pela psiqué a psiqué alcança esse número mas a estrutura é pouco platônica assim você tá certo só que Platão vai ter uma outra estrutura um pouquinho diferente Ah que pro Platão a alma já viu essas ideias verdadeiras e depois cai no corpo né a psiqué a alma aqui intelectual né ela já viu e depois
ela cai no corpo então é uma outra viagem do Platão OK aí o André França pergunta se é o Efeito que é transcendental não é o efeito que é transcendental por isso o que que é transcendental transcendental significa que é comum a todos os sujeitos todos os sujeitos por isso que é um sujeito transcendental seria um sujeit sabe um sujeito Universal transcendental é relativo à estrutura a estrutura minha de percepção é igual a sua é igual a da Jennifer enfim ah mas ah mas eu não enxergo eu sou C Tá ok Não tô pegando aqui
as exceções né Ah mas assim seria meio que essa ideia ideia é claro que a gente po o mundo pode ser percebido ah por uma pessoa Às vezes que tem tdha que tem que tem como eu posso dizer Ah enfim eh enfim autismo de uma forma diferente porém porém ah mesmo sendo tdha tendo autismo a percepção humana ela é mais ou menos similar ela é mais ou menos similar tem a mesma estrutura transcendental para Kant Ok E aí vem então a Jennifer perguntando sobre a verdade eu não respondi a ela porque eu ia ter que
responder e acabei não respondendo hoje desculpa Jennifer Mas vamos lá eu acabei respondendo a pergunta que tinha feito sobre verdade estou nessa brisa já tem duas semanas Comecei a ler a metafísica de Aristóteles e só tinha aumentado minhas perguntas cantes está fazendo mais sentido sim mais sentido e eu já te digo Que o Kant vai pegar Aristóteles para colocar na teoria dele e fazer ali um um bom um bom miolo né um bom miolo o Kant ele vai pegar as categorias aristotélicas ele vai falar que olha o sujeito uma das formas da gente compreender o
mundo é a forma aristotélica mesmo a forma aristotélica Ela é faz parte ali da analítica transcendental Ah o andé tá falando que tá bugado Vamos tentar encaminhar um pouquinho mais aqui então Ah o c falar que a gente tem formas de sensibilidade que a intuição por exemplo humana a sensação é determinada a priori pelas formas de sensibilidade do espaço e do tempo espaço e tempo não são mais qualidades inerentes aos objetos mas condições anteriores à experiência anteriores à experiência que possibilitam a ocorrência dessas experiências vamos lá vamos lá eu vou tentar explicar agora melhor se
Uranos monacos esta Perguntando se kante acreditava em Deus sim que gente era protestante ah Cristão protestante acreditava em Deus sim ah e aí a juda pergunta se a verdade para Kant tem origem da consciência moral não a verdade para Kant tem origem na Razão Pura né na adequação da Razão Pura ah e o Vinícius massu cato falando perguntando se eu poder falar sobre ontologia incant ontologia já tô falando agora Ah mas eu acho que a ontologia no sentido de existência de Deus ah sobre a Ética canana existência Deus joga a existência de Deus pro âmbito
da ética Então acho que vou falar isso na aula que vem na aula que vem eu falo um pouco mais sobre a existência o conceito de existência agora que eu vou posso falar no finalzinho Vinícius um pouquinho sobre a ontologia Mas eu preciso falar um pouquinho antes para você entender bem o que que é existência se é possível provar ou não que Deus existe vamos lá mas Deixa explicar um Pouquinho antes mas essa aula eu te respondo rompe com pensamento cristão pensamento Cristão de forma alguma não rompe não ele não rompe com pensamento cristão ele
rompe com pensamento medieval medieval Ah mas de forma estrutural né mas não ele não rompe com o pensamento cristão ele só vai dar outra cara ele rompe com outras formas de pensamento mas não é ele ele rompe com essa dicotomia entre empirismo e racionalismo mas o Kant ele vai enxergar Ali Deus sobretudo como uma via moral como uma via moral mas ele não não não não não ele coloca Deus Como Um fundamento moral mas eu não vou falar de Deus agora que senão a gente vai ir pra aula que vem deixou aqui tentar explicar um
pouquinho antes de falar de vocês querem que eu fale de Deus né vamos antes de falar de Deus eu preciso explicar isso aqui senão vocês não vão entender Deus para C para C nós temos as formas da sensibilidade que que forma da Sensibilidade que que é isso Felício que que é isso Felício é como se pega é como se a gente nascesse com uma estrutura já nossa eu acho que aqui que vocês vão entender o meio termo que ele vai achar entre Lock eu tenho que botar esse microfone numa posição melhor entre Lock e descart
ele vai falar o seguinte Olha a gente percebe as coisas mas na verdade nós temos duas coisas que já nascem com a gente Ok Várias coisas a gente aprende eu aprendi que isso aqui é Dourado depois que eu nasci ele vai fazer essa distinção entre a priori e a posteriore no seguinte sentido a priori a priori significa antes da experiência a priori significa antes da experiência a posterior significa depois da experiência tudo bem existem então coisas a priori a priori que são nossas antes da experiência e coisas a posteriore por exemplo que a gente Adquire
com experiência né Depois da experiência ou com experiência por exemplo eu não sei se essa água tá gelada ou não aí eu vou agora bebi minha água e posso falar para vocês podem acreditar em mim A água tá gelada Esse é um conhecimento do tipo a posteriore Por que que a posteriore Porque eu só posso falar que a água tá gelada depois que eu experimentei a água até a própria noção de gelado eu preciso experimentar as coisas para saber o que Que é gelado o que que é quente o que que é frio o que
que é quente mas pra Kant Ah mas frante essas experiências elas só são possíveis porque duas formas da sensibilidade duas formas de nós percebemos o mundo já nascem com a gente PR cante todo ser humano nasce com as formas da sensibilidade ou as formas de percepção que seriam o quê o tempo e espaço vocês podem ver ah todo ser humano observa os objetos e as coisas Num tempo e no espaço num tempo e no espaço ah a gente não consegue fugir dessa estrutura de percepção mesmo quando a gente fecha os olhos e imagina algo a
gente imagina algo num tempo mesmo que seja o tempo presente e no espaço e no espaço Ah então a gente tem isso né então prante a gente vai ter sempre essa forma e essa forma nasce com a gente e essa forma nasce com a gente tudo bem tudo bem até aqui então as formas então que Nascem com a gente é ó existem uma estrutura como se fosse uma estrutura cerebral se vocês quiserem mas não é cerebral porque é física né Mas vamos lá não é não é não é física para Cante é uma estrutura Nossa
que já nasce com a gente que essa estrutura transcendental que permite que a gente conheça a realidade Então veja tudo que a gente percebe a gente percebe no tempo e no espaço então é como se a gente tivesse uma estrutura e o conhecimento vai sendo Feito por essa estrutura Felício eu não tô entendendo nenhuma então eu quero que você explique melhor então vamos lá eu vou explicar melhor que que é o eu ten tinha botado mais coisas mas eu acho que não vai dar tempo então eu eu vou colocar aqui vou logo pro sujeito transcendental
em resumo o sujeito transcendental o sujeito transcendental é uma estrutura uma estrutura ah inata da mente humana que possibilita A experiência e o conhecimento dos objetos conforme definido por Kant então eu vou eu gosto sempre dar seguinte estrutura eh pensar o seguinte é um exemplo horroroso Mas vamos lá eu sempre dou esse exemplo ah pensa que o conhecimento é como um bolo o conhecimento é como um bolo vou vou dar aqui Ah o o AD tá perguntando qual a diferença entre transcendental e transcendente eu já expliquei na Live Mas eu explico de novo sem problemas
transcendental significa que é relativo a todos os sujeitos a todos os seres humanos transcendente é aquilo que sai do âmbito da matéria e vai pro âmbito da metafísica do divino Sabe aquilo que é Divino Deus é transcendente quer dizer que eu posso jogar isso aqui no chão que Deus não tá aqui nessa nesse pedaço de não sei de resina sei lá o que que é isso ok né enfim né É como se Deus transcendesse a matéria então não tá na Matéria tá em outro lugar em outra esfera transcendental não tem a ver com isso transcendental
tem a ver com aquilo que que pertence a todo mundo né pertence a todos de forma igual por exemplo a a capacidade de de pensar é transcendental pertence a todos os seres humanos Ok vê lá vamos lá Mas voltando ao nosso exemplo Felício o que que é um sujeito ental o que como é que o conhecimento é possível f o conhecimento ele vem da experiência como diz os Empiristas ou ele vem da Razão como diria os racionalistas lembrem-se que é esse o problema que tá posto o o conhecimento ele vem da experiência como diria diriam
os empiristas ou ele vem da Razão como diriam os racionalistas e Kant vai falar Os dois estão errados porque os dois dois estão analisando o objeto é pra gente analisar o sujeito vou dizer melhor os dois estão errados por qu porque os dois juntos o ser humano ele nasce com a Estrutura que é a estrutura parte da razão e parte da experiência mas é a experiência que torna o conhecimento possível Então veja é como se o ser humano precisasse tanto da Razão Opa da razão porque precisa estura mas também precisa da experiência para produzir o
conhecimento o conhecimento ele não é feito só com a razão Como diria o descart não é feito só com a razão Não é porque só a razão a razão Sem experiência ela é cega ela é cega Ela não vai para lugar nenhum na verdade a experiência sem razão seria cega vai vai dar no mesmo a frase dele né a razão sem experiência é cega e a experiência também mas sem uma estrutura que organe ela é equivocada ela é equivocada ela é equivocada você precisa Então do qu de uma estrutura de uma estrutura racional que te
permita organizar a experiência Mas qual é o fundamento do conhecimento Como é que o conhecimento é possível com as duas coisas com as duas coisas com as duas coisas é vou trar aqui vou dar meu exemplo terrível que acabei não dando vou dar agora como é que se faz um eu posso te dar todos os ingredientes todos os ingredientes isso seria experiência por exemplo posso dar o ovo a farinha o fermento o leite se você botar Leite só que se eu der todos esses esses esses esses ingredientes que são Experiência você pegar tudo e jogar
no no no forno jogar tudo no forno não sai um bolo dali não sai só no sereado Chaves que vai sair tem um cado que Chaves faz isso vai jogando ovo farinha Ah enfim e aí depois ele tranca o forno na hora que sai sai o bolo prontinho só nos Chaves mas o cante vai falar olha para você precisa fazer o quê você precisa desses ingredientes mas você precisa colocar numa forma numa forma porque senão o bolo não fica no formato Ele não cresce e não fica de pé Então pense a estrutura o sujeito transcendental
a estrutura racional que nasce com a gente seria a forma do bolo a forma do bolo e o conhecimento ele só é possível porque coloca os ingredientes dentro dessa forma a forma sozinha faz bolo a forma sozinha faz bolo não não faz os ingredientes sozinhos sem a forma fazem bolo também não é preciso que você coloque os ingredientes os ingredientes dentro da Forma os ingredientes aqui são o quê a experiência a forma aqui é o qu a estrutura do sujeito transcendental essa estrutura a priori essa estrutura mental se vocês quiserem inata no ser humano que
permite ele conhecer mas ele só conhece se ele tiver experiência Ok por aqui ah eu vou beber água para responder se Deus existe ou não que que Kant fala disso na Crítica da Razão Pura quando a gente pega a Crítica da Razão Pura tá até marcado aqui porque foi o o tema da minha dissertação de Ô do meu TCC o tema do meu TCC do do meu da minha monografia de graduação foi exatamente o livro segundo da dialética transcendental aqui daqu de cara Razão Pura por isso que tá marcado vou falar nisso quem quiser fazer
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Deus existe e aí nesse livro segundo da dialética Transcendental o Kant vai pegar aquilo que ele chama de antinomias da razão que é por exemplo lá no final do livro mesmo que ele vai falar olha tem muita gente que faz eu não vou ler porque vai f ficar chato ol da sessão segunda enfim do ideal transcendental e vai embora enfim que ele vai falar o seguinte pega por exemplo os tópicos as provas clássicas da existência de Deus a prova de Santo Anselmo o argumento ontológico o argumento cosmológico qual seria o prante o problema deles delas
como é o caso do argumento ontológico Lógico eles querem produzir conhecimento fazer um bolo só com a forma só com a forma só com a forma Ah eu quero provar logicamente logicamente eu sei que deu uma travada Mas enfim Tomara que que não tenha sido muito eu estava aqui falando sobre Kant Kant então lá na Crítica da Razão Pura lá na na lá na Crítica da Razão Pura falando que travou mas acho que agora já voltou um pequeno bug aqui que deve ter dado no YouTube mas o que que essas pessoas queremo tem como provar
que Deus existe ou não PR cant estão aqui retomando porque tinha travado ah PR cant PR cant Ah o que nós temos é que só é possível provar qualquer coisa produzir qualquer conhecimento quando a gente tem a forma os ingredientes as pessoas que querem tentar provar logicamente que Deus Existe querem tentar provar criar um bolo só com a forma ah mas por que Felício porque você precisa da experiência Você precisa dos ingredientes e Deus não tá no mundo você tirar ingrediente de Deus é basicamente isso que o Kant tá falando é basicamente isso que Kant
tá falando Kant não é teu só que ele vir e fala Olha pra gente produzir conhecimento a gente precisa da experiência e Deus não é objeto da Experiência você não pega Deus e coloca num laboratório você não vai provar Deus e você prova um sorvete Deus não é objeto de experiência epistemológica é claro que ele é objeto de fé objeto de experiência Mística mas de conhecimento não de conhecimento não ah mas eu vou provar logicamente que Deus existe não não é assim que se prova nada a lógica ela é um instrumento ela precisa da experiência
a lógica por si só ela não Prova nada é a mesma coisa que você vai falar que vai fazer um bolo só com a forma você falar que você vai provar algo logicamente Só usando a lógica é você falar que você vai fazer um bolo Só usando a forma não dá não dá esse é o problema pro cante e a aí mas então Kant quer dizer que Deus não existe não não é isso que ele fala então Kant quer dizer que a gente não precisa acreditar em Deus não é isso que ele fala o que
o Kant vai fazer e é Revolucionário é jogar Deus para outro fundamento Kant vai virar e falar Deus não é objeto do conhecimento epistemológico Deus é objeto de conhecimento moral e aí ele vai na sua Crítica da Razão prática Crítica da Razão prática e lá ele vai colocar Deus vai falar olha Deus Pode sim existir como fundamento da moral como fundamento da moralidade mas não com objeto de conhecimento não como objeto que você pode provar não é isso PR cante Então Deus ele vai surgir e a prova entre aspas não é bem uma prova mas
vai ser um argumento ah que ele vai dar o argumento moral moral de Deus moral e que para nós termos moralidade seria necessário a existência divina Seria bom ou necessário existência Divina Ah mas como é que Kant faz isso aí meus amigos aí vocês vão ter que ver a próxima aula do Kant na qual a gente fala sobre ética Kantiana e na ética Kantiana eu falo como é que Kant sai dessa querela e Coloca Deus ali no meio mas para Kant Então Deus não é não é objeto de estudo não não vai ser Ok e
é isso a gente já atingindo aqui uma hora uma hora de Live de cant ó se esse não é o canal mais filosófico e maluco do YouTube ah eu não sei qual é eu não sei eu só peço para vocês deixarem o dedo no like porque pra gente ficar aqui durante uma hora falando da Crítica da Razão Pura rapaz eu não sei quem é mais maluco se sou eu que tô aqui empolgadíssimo ou vocês que Estão assistindo mas deixa eu passar aqui o olho nas nos comentários eu vou pedir desculpas pelo que eu sei que
a internet travou né ã mas enfim eu acho que respondi ao Vinícius Massucato em partes né né Vinícius como eu disse a parte ontológica e a parte moral vai ficar pra próxima Live ah urbanos eu respondi Ah enfim o Samuel tá Volk vi tava falando que legal uma live sobre cante tá mais convidado participar da próxima também Ah vamos lá deixa mais o qu mais o qu a forma sozinha faz bolo a forma sozinha faz bolo não faz né Jam tá rindo ali a forma sozinha não faz faz o bolo caramba a forma sozinha não
faz o bolo só tem que ter problema de Fal falar de cante como né fazendo de fala de bolo porque aqui é metade de filósofo metade de gordo gente metade de comilão então Pens comida o tempo inteiro então é é é esse é é o clima mas enfim a Próxima vez que for fazer um bolo só vou levar l c Jean um abraço Jean bom Obrigado Luiz dizendo que a Live sensacional e o anos Kant poderia ter sido canonizado Pois foi um santo é não é não seria canonizado porque ele era protestante acho que ele
não seria muito a favor da canonização a juda falando que é complexo isso eu falei desde o começo da Live ele é complexo sim ah e aqui eu falei olha gente essa é uma live de introdução Não percam a próxima aula E eu falei isso no começo Olha uma introdução aante e a gente fazer vai fazer essas introduções por parte por parte a o l volando a série refutando lá de Carvalho eu não quero perer temp pro laado de cavalho mas eu vou eu vou fazer ainda é porque eu tô ocupado com coisas mais importantes
mas eu vou fazer me cobre lotos você tem dever de me cobrar isso ah mas como eu tava dizendo uma coisa mais séria que é o qu Olha a introdução A Kant ela não pode ser feita de forma geral eu não posso vir aqui para vocês e falar Olha vou fazer uma vou explicar todo o pensamento do cant em uma hora não dá ou vai ficar muito massante ou muito errado ou muito errado que vocês conseguiram perceber como é difícil né Eh e mas acho que agora Vocês entenderam pelo menos aquilo que eu queria explicar
para vocês que era a revolução copernicana lembra que olha o que que é revolução copernicana tinha um monte de Gente achando achando que a os a terra girava o sol girava em torno da Terra que os que a Terra era o centro do universo um monte de gente achando que a Terra era o centro do universo chega a Kant e fala não a terra não é o centro do universo o sol é a terra Gir em torno do sol é mais ou menos o que o Kant fez o Kant fez foi o quê não é
o o o sujeito que conhece o objeto não é o objeto que tá aí a gente vai lá conhecer com ele seja com razão ou seja Com com com com a sensibilidade com experiência é o objeto os objetos que são conhecidos pela gente que entram na nossa mente no Nossa estrutura transcendental de conhecimento Essa é a revolução que ele faz e vou dizer aqui um ouro para vocês para quem ficou até o final vou dizer o ouro o ouro para vocês para quem ficou até agora se se e a essa estrutura que o Kant fala
ela é tão intacta que depois do Kant todo mundo vai tentar botar Alguma coisa no lugar o Kant fala que entre nós e o mundo entre nós e o mundo h o sujeito transcendental o aparato transcendental Ah e assim vai niet vai falar que entre Hegel vai falar que entre nós e o mundo ait guist o espírito da época niet entre nós e o mundo há o quê a vontade de potência Marx vai falar que entre nós e o mundo a a ideologia heidegger entre nós e o mundo a a linguagem Foucault entre nós e
O mundo as formas de poder enfim essa estrutura que o Kant cria essa armadilha que ele cria que é colocar o mundo em nós sujeito objeto até hoje a gente não conseguiu sair nós somos cianos também até os dentes dentro da filosofia é isso muito obrigado até a próxima aula tchau tchau fui depois a gente vem com a parte dois do cant la