o Olá me chamou and só vocês tudo parte de Ciências Sociais da Universidade Federal do Ceará e essa mais um episódio da nossa série depois de caixas para a prova escrita do mestrado em sociologia da UFC que eu e meu colega Tallis nós vamos abordar durante esse podcast o livro modernidade e identidade do Anthony guiddens ele tendo sua primeira publicação em 1910 e o Guido ele já possui uma trajetória de pesquisa que é marcada pela pela pelo estudo da relação entre agência e estrutura a gente pode observar isso em outras obras que uma constituição da
sociedade por exemplo que ele deixa bem explícito os fundamentos na relação entre agência e estrutura é a diferença aqui é porque tem uma peculiaridade a estrutura da com a gente ia borda só assistir tuições modernos ou seja ele vai tentar buscar uma relação entre o eu os problemas pessoais as angústias e os anseios nas cidades de crises existenciais relacionadas com o panorama social da modernidade como um afeta o outro de que maneira um influencia o outro de início a gente precisa conceituar o que que são instituições da modernidade Giddens ele fala para gente que essas
instituições são instituições que foram consolidadas após o feudalismo e que após o século 20 Elas têm um dinamismo acelerado elas possuem proporções globais e ele coloca que os principais eixos institucionais dessas instituições modernas são a industrialização e o capitalismo e isso faz total sentido porque com o advento da industrialização e do capitalismo a gente faz sabe uma mudança não apenas de como observamos a troca material mas também das relações sociais que passam a ser mais complexos por conta dessas relações capitalistas e E com isso essas instituições modernas ele caracteriza várias vezes como dinâmicas só que
esse dinamismo pode ser baseado em três pilares fundamentais a separação de tempo e espaço que casa muito bem com que eu acabei de dizer em relação à industrialização e capitalismo porque com a ascensão das fases com as sessões de relógios quero instalado em fábricas de sinos acabou ocorrendo uma separação de tempo e espaço tem que não o tempo eo espaço não é mais assimilado com a tradição com a agricultura familiar mas sim como tempo da Fábrica com o local de trabalho com a cidade então se tornou algo muito mais consolidado por conta desse contexto Industrial
capitalismo e o segundo Pilar é o desencaixe das instituições sociais tem como elementos as fichas simbólicas por exemplo o dinheiro o dinheiro ele tem um valor simbólico tanto aqui no Brasil quanto em qualquer outro país Qualquer que seja moeda eu sei que aquela moeda tem um valor de troca e por isso ele utiliza isso né esse exemplo das fichas simbólicas assim como do sistema especializados o sistema especializado a gente pode ter como exemplo conhecimentos que são especializados tanto aqui quanto lá fora também por exemplo você pega uma gripe aqui no Brasil eu tomo remédios que
provavelmente teria um Quase mesma composição dos que eu teria que eu teria que tomar na Europa por exemplo Olá tudo isso É principalmente esses dois pilares eles abrem a porta para uma discussão muito importante que ele aborda durante todo Livro que a relação dialética entre as instituições modernas e a globalização Porque a partir do momento que as instituições sociais vão se desgarrando de amarrar as tradicionais aulas começam a se envolvendo a globalização e uma interconexão e a gente passava isso muito bem quando a gente fala de separação de tempo espaço e principalmente do desencaixe do
das instituições sociais e por último né o terceiro Pilar da do dinamismo dessa modernidade a gente tem a reflexividade da modernidade que que essa reflexividade gente a partir do momento em que as tradições vão sendo deixadas de lado e o homem Ele é acaba sendo lançado em um meio em que pode ter outras potencialidades desenvolvidas ele pode tomar outros cursos de ação ações as que não são mais pré-estabelecidas ou determinadas ou tidas como o certo a se fazer ele agora decidi outros rumos e ou seja isso traz uma ação reflexiva as ações do cotidiano do
homem e isso a extremamente crucial nessa obra porque ele repete isso diversas vezes a presença reflexiva no cotidiano como essa reflexividade é tua na estrutura a influencia EA reflexividade volta para gente é uma ideia que vai esse prolongado durante quase todo o texto e nisso a gente acaba trazendo para o para questão assim principal deste Capítulo e que ele vai aprofundar cada vez mais nos capítulos seguintes e ele acredita que quem vive na modernidade todos que vivem na modernidade são afetadas pelos sistemas abstratos né que são os que são sistemas especializados o Ou seja todos
que vivem na modernidade são afetados e são transformadores da mesma que acontece que a partir do momento como eu havia falado anteriormente a gente se desgarra das tradições dos hábitos e dos costumes de um caminho que até então era predestinado de comportamentos que até então eram predestinados por conta de hábitos o homem ele se lança em uma atitude de reflexiva é uma ação reflexiva em ele acaba sendo mais calculista e com isso vai tendo uma nova construção do eu o que antes era caracterizado por uma identidade com a marca as tradicionais com amarras naquela comunidade
de saber passado de gerações e gerações agora nós buscamos uma nova identidade do Eu a gente se busca a gente é lançado É nesse meio é bombardeado de informações constantemente porque há uma relação entre a mídia EA modernidade a mídia ela atua como um escape inclusive daquele tempo o espaço é que até então foi estabelecidos isso acontece por exemplo quando a gente trata com muita familiaridade notícias que ocorrem do outro lado do mundo é da mesma forma como a mídia ela tem uma hierarquia um pouco mais maleável eu diria em relação as notícias que que
a gente absorve enfim ele traz aqui principalmente essa questão de como a mídia e principalmente a mija mas outros meios nos bombardeiam de informações em um local em um local um ambiente tem que eu não tenho nada para definido eu não tenho comportamentos estabelecidos e eu vou construir uma nova identidade claro que isso geram seio isso pode gerar angústias porque chega um momento em que você se faz aqueles questionamento por exemplo o que eu vou fazer da minha vida até um tempo atrás e só pergunta poderia ser respondida de acordo com uma tradição é mas
agora essa tradição ela não tá mais existentes na minha identidade eu tô lançada descobrir novas potencialidades e é esse paradigma seguirem se agarra esse paradoxo na verdade né ao mesmo tempo que essa nova modernidade é assustadora nos traz um seios angústia crises existenciais por uma nova construção identitária ela também se proporcionam novas possibilidades novos novas possibilidades de conhecimentos de si mesmo né é alta modernidade ela caracterizada pelo ceticismo geral somando a crença e a Razão e nisso só nos mostra como a tradição apesar de não ter tido uma quebra Total ela vai ficando mais fraca
dando espaço para uma nova construção identitária e te dá espaço para consequentemente a todos os cidade anseios e crises existenciais E aí é quando ele aborda a questão da sociedade em risco né que é uma sociedade que e possui Uma postura calculista porque está constantemente tendo que verificar o que vai ser certo que vai ser errado qual o melhor caminho a tomar e tem riscos que não não é sempre que tem como ser estabelecidas em calculados mas que apesar de tudo isso nós temos a possibilidade de mudar de Inovar de revisar comportamentos e hábitos que
até então eram aceitos como natural e não como escolhas nossas enfim gens o Thales agora vai falar um pouco do segundo capítulo do livro e eu espero que vocês tenham entendido até aqui oi oi gente me chama o Talis e sou bolsista do Pet de Ciências Sociais da Universidade Federal do Ceará e esta é a continuação do texto modernidade e identidade de Anthony guiddens Capítulo 2 o título O eu a lógica e ansiedade existencial evidencia bem os temas que serão discutidos no capítulo em que o autor discorre acerca do desenvolvimento do ser humano levando em
considerações a sua noção de eu os seus desdobramentos e as seguranças promovidas através das ações cotidianas contra ansiedade existenciais e o autor destaca a primeira infância com o momento em que o ser humano gera sua confiança e segurança no mundo em que vive para isso eles elabora conceitos para tornar nítidas as problemáticas que perpassam a formação da auto-consciência e da identidade da noção do não eu e da realidade como todo então partindo das discussões acerca da vida cotidiana o autor elenca pensamentos diferentes escritores e escritoras tanto a filosofia como da Psicologia exemplificando as formas distintas
de consciência do sujeito e já que para o autor a outra identidade que se expressa no discurso é diferente da praticada pelo indivíduo Além disso ele também vai estar elaborando o seu pensamento em cima dessas demais perspectivas dos Campos citados a respeito da conceituação acerca da autoidentidade o autor vai afirmar que quando perguntado a respeito desse humano fará uma interpretação de si mesmo que difere de que ele realmente é na prática sendo necessário para isso que o sujeito tem uma segurança ontológica que é um conceito desenvolvido Por que eles para explicar como é possível viver
sem que se esteja paralisado pelas incertezas promovidas pela ansiedade existencial inerente a todo ser capaz de possui o pensamento reflexivo que também é um outro conceito que ele vai estar destacando e elaborando né E discutirem durante os momentos em que ele é vai aprofundando as discussões um texto porque idees essa segurança é por meio de um ambiente de quase que de faz de conta que sustenta a fé na coerência da vida cotidiana porém ele afirma que esses processos são possibilitados a partir da existência de uma confiança básica e começa a ser gerada a partir da
consciência da existência de um cuidador nos primeiros dias de vida do sujeito indo até a sua primeira infância ou seja essa perna coerência da vida cotidiana só pode ser estabelecida A partir dessa formação da consciência básica né se complexificando o autor afirma que a percepção do bebê de um cuidador que surge de forma rotineira casacos resistência garante uma confiança no cotidiano e na relação com aquele que o protege E aí dessa forma a segurança otológica é gerada a partir do fenômeno que o ator esse fenômeno que o autor denomina de confiança básica né Além disso
ele ainda elabora o conceito de espaço potencial que é onde a criança explora as suas capacidades e suas limitações gerando sua confiança e segurança nas possibilidades nessa realidade que vai estar o cercando né E também o constituindo então assim ao no momento em que tem as suas possibilidades tingidas a consciência de sua existência será demarcada para explorar pênis que ele foi possibilitado dentro da realidade do suas fotos do seu espaço potencial né ou seja só existirá uma segurança antológica 1 milhão conforto nessa nossa resistência e vamos nos Espaços que foram inconscientemente pré-determinados na nossa primeira
infância ou naqueles sugeridos pelo cuidador que gerou essa nossa confiança básica então a criança aprender assim a lidar com seu cotidiano e com as relações sociais que vão estar sendo usados pelo seu cuidador o biden afirma ainda que a confiança básica geradora de uma alta identidade a partir das relações com os outros surge um espaço potencial nos momentos em que a criança interage com esse com esse cuidador né que os primeiros cuidador Oi e aí a significância para compreender o que a cerca são formados a partir da troca com o mundo por meio desse espaço
potencial e também dá confiança básica por meio das observações dos não erros ou das Diferenças Ou seja a partir dessa observação do outro né os outros objetos das outras pessoas em prata exemplificando isso é dessa compreensão do outro e também dessa compreensão acerca da linguagem que também é formativa no processo da consciência mas que o Guido inclusive afirma que a consciência se constitui antes da linguagem ele vai afirmar o seguinte chegar a saber o significado da palavra mesa é saber para quem um mês é usada o que Implica também saber como o uso da mesa
de fere daquele do de outros objetos funcionais como uma cadeira um banco E com isso os intercâmbios com pessoas e objetos moldaram o que pode ser dito pelo sujeito dadas as circunstâncias o que Implica também nas discussões iniciais quatro elabora acerca dessa consciência né sendo esse processo o formador da consciência prática a que se expressa no cotidiano por meio das nossas ações sem necessariamente caber no discurso a respeito do quem você é né então com todas as questões existencialistas que o autor vai estar aprofundando inclusive ele elabora 44 questões principais que perpassam nossa vida é
guiddens afirmar que a vida cotidiana aí está constantemente a pera de um Crise existencial ficou e mimos através de uma série de proteções inoculações geradas desde o nascimento por meio da consciência básica então assim de uma forma geral o texto se dispõe a discutir de uma forma bem complexa uma das genéticas clássicas que surge na modernidade a questão da dualidade entre o eu e o outro em que um vai formando um outro e assim também vai formando essa rede de interações sociais que ele não destaca muito né já que ele tem um foco principal no
desenvolvimento do sujeito nas primeiras fases de sua vida quando se relaciona com as primeiras pessoas esses objetos que vão compor tanto seu cotidiano quando sua vida quando também aí ele mesmo né além dele também tá atração nesses Paralelos multidisciplinares entre os distintos Campos das ciências humanas seja da Psicologia seja da filosofia ele traz a sociologia também até de certa forma antropologia Inclusive a ciência política quando elaboram as discussões acerca do poder e tudo mais e aí por isso que eu tô aqui destacando essa importância nos estudos acerca da compreensão da consciência e da formação do
caráter de reflexividade do ser humano que é o que ele se dispõe bastante a discutir né Essa que essa formação de consciência E essas problemáticas existenciais né essa ansiedade existencial que ele destaca bastante no texto surge justamente A partir dessa questão de reflexividade ou seja do eu está constantemente em reproduzir indo o outro né E aí ele vai estar namorando com essa reprodução parte justamente desse primeiro cuidador que eu disse aqui anteriormente e assim por diante tem alguns pontos que eu senti um pouco de falta no texto que passa justamente essa questão de como todo
esse processo começou no processo de produção de reflexividade da humanidade né que eu acho que mesmo não sendo o foco principal do texto seria interessante a gente tentar descobrir entender um pouquinho então assim por fim já tem que trazer da parte central do texto e os principais conceitos que o autor elabora eu vou levantar para vocês alguns pontos de compreensão importantes para a gente focar ao longo dessa leitura né E pensarmos também não seu uso para discussões das problemáticas da e para na idade que são compreender os processos de aprendizagem conscientes que constituem a subjetividade
EA autopercepção das potencialidades do Euro que eu falando mesmo assim parece que tem uma coisa mais complexa mas na verdade isso quer dizer que que diz assim da primeira infância agente está constantemente aprendendo mesmo que De forma inconsciente e que aí todas essas coisas que a gente aprende que a gente abre sob é a gente vai levando essa para nossa subjetividade para a formação do nosso eu e aí tudo isso vai meio que levando as nossas potencialidades ou seja vai transformando o que que a gente sente que a gente pode fazer ou deixar de fazer
E aí é uma complexidade muito interessante que ele traz um texto que faz com que Inclusive a gente reflita sobre as questões de surgimento de dessas cidades existenciais ou de outras formas de inseguranças e medos inclusive também uma discussão que o autor vai estar elaborando um texto nessa diferença entre ansiedade e medo Outro ponto é atentar-se às problemáticas que p a formação da identidade e da noção do outro na modernidade que é algo bem característico desse período moderno né em que tanto a formação do eu compro a formação da noção do outro é o que
tá cheio de conturbações em problemáticas que como alto vai estar firmando surgem realmente desde que a vida é Concebida e a última e assim foi ao que principalmente mais e marcou no texto é a gente observar a formação das desigualdades a partir dos primeiros momentos de vida desde o início dessa concepção né você acerca de suas próprias ontologias e capacidades bom então assim é Ta observando que desde o momento em que em determinados contextos uma pessoa é Concebida que aquele sujeito tá sendo formado tem uma série de desigualdades que vão estar passando a vida daquele
sujeito EA vida de um outro sujeito então é para gente perceber que desde a primeira infância desde o momento da Concepção das formas como a gente vai interagindo com a criança que a gente vai interagir com beber tem diferença sem formadas tem questões subjetivas sendo discutidas e além de serem discutidas também sendo criadas ali naquele sujeito que está se formando né e é isso gente eu vou estar aqui agradecendo a todos que ouviram e lembrar que esse episódio serve apenas como um introdutor das discussões elaboradas assim de forma mais aprofundada no texto por isso é
muito importante que vocês não deixem de ler a obra e também de tirar as dúvidas nos passos que vão estar sendo disponibilizados Pelas nossas discussões né é o teste de Ciências Sociais agradece demais a sua participar é muito obrigado e até logo tá tchau tchau [Música]