Você sabia que um monte de brasileiros talentosos que produzem, empreendem, geram riqueza aqui no Brasil, tão simplesmente indo embora para outros países? A projeção é de uma saída de 100 milionários agora em 2025. Tem empresas mudando suas operações pro Paraguai, famílias estruturando patrimônio em Dubai, gente buscando residência no Uruguai.
Tem até corretoras oferecendo o exílio fiscal como produto, mas tem um detalhe que ninguém tá falando. Essas pessoas não tão fugindo do Brasil, não, senhor. É o Brasil que tá expulsando elas.
Porque por trás desse movimento existe uma coisa bem mais séria do que buscar qualidade de vida. Hoje eu vou te mostrar o que que tá acontecendo e o mais importante, como que isso pode afetar você, mesmo que não esteja aí nos seus planos se mudar de país. Fala, meu amigo dinheirudo, já me conta aí, já pensou algum dia em se mudar do Brasil?
Já pensou, Brunão? >> Ah, já, viu? Eu ando pensando bastante, né?
>> Pois é, acho que todo mundo em algum momento Pois é, acho que todo mundo em algum momento isso aí ventilou na cabeça da gente, né? >> Tem algumas coisas segura a gente aqui, família tá meio enraizado aqui, né? Exatamente.
E qual país seria ideal pra sua família, hein? Escreve aqui nos comentários, porque olha só essa notícia aqui por enquanto do Ratinho Brunão, levando sua grana pro Paraguai. 1 bi de reais ao patrimônio dele.
>> Olha só. >> E de acordo com essa matéria, o Ratinho não só conseguiu a cidadania, mas também se mudou pro Paraguai. Se você não sabe, o Ratinho é dono de 77 emissoras de rádio, seis de televisão, hotéis, criação de gado.
Fala a verdade se esse aí não é o tipo de pessoa que vários países gostariam de atrair, né? >> Com certeza. >> E o ratinho é só um entre vários empresários que estão fazendo essa mudança.
Mas o que que explica isso afinal, né? Ambiente econômico mais previsível, carga tributária reduzida e também uma maior segurança jurídica. Tanto é que não são só pessoas, mas também empresas estão migrando lá pro nosso país vizinho, beneficiando quem?
Eles, né? Do lado de lá da fronteira. Uma dessas empresas é a Lupo.
A CEO Liliana Alfiero, ela falou assim, ó: "Não é que o Alupo foi pro Paraguai, o Brasil empurrou a gente para lá". Triste, né? Os impostos estão comendo a operação de forma violenta.
Fecha aspas. Na planta da Lupo em Ciudade Leste, a expectativa é reduzir os custos em 28%. >> É muita coisa.
>> Pois é. Imagina, cara. E são R milhões deais investidos lá naquela fábrica com capacidade de produzir 20 milhões de pares de meia por ano.
>> Fora emprego, né? >> Exatamente. Ou seja, é um movimento que inclui pessoas físicas e jurídicas.
Você pode até, inclusive, de vez em quando alguns comentários aqui, né, Brunão, não gosto de milionário, quero que eles se lasquem. Você pode até pensar assim, só que quando ele se vai, é o que o Brunão falou, vão se centenas, milhares de empregos que vão embora daqui e os impostos também, né? >> Exato.
>> E o Paraguai não é o único felizardo aí que tem o prazer de receber empresários brasileiros de braços abertos, não. O Uruguai que tá a 2 horas meia de São Paulo, sabe dessa, né? duas.
>> É mais perto, é mais, é menos tempo de viagem do que de Minas aqui a São Paulo. >> Eu acho que deve ser menos burocrático que uma que uma ponte aérea. >> Então, exatamente.
Deve ser mais fácil também. É um destino muito interessante, né? E tem também Dubai nos Emirados Árabes.
Agora em 2025, 30 famílias brasileiras levaram um total de 15 bilhão e meio de dólares para lá. Em 2024 foram 18 famílias e 900 milhões. Ou seja, que a gente tá vendo é um crescimento aqui de 66% na grana que migrou daqui para lá entre um ano e outro.
Ou seja, aqui a gente tá falando de estruturação patrimonial em Dubai, não necessariamente que as famílias se mudaram fisicamente para lá. É uma mudança da jurisdição do dinheiro, né? Mas dá pra gente ver que cada vez mais pessoas estão desistindo de manter o patrimônio aqui.
O interesse, por se mudar do Brasil tá crescendo tanto que tem empresas aproveitando essa onda para fazer dinheiro. São as corretoras que oferecem um produto chamado exílio fiscal. >> Olha só, >> você tem uma ideia?
Dubai ocupa a posição número 11 no ranking de competitividade de centros financeiros no mundo. Tá na frente, por exemplo, de Washington, Tóquio. E que posição você acha que tá no Brasil nessa lista aí?
Que Brasil e São Paulo inclusive é a nossa melhor colocada? Bruno? >> Não sei.
>> 89. Nossa. >> É, meu amigo, lembra disso aí quando você vê por aí matérias, quando você vir por aí matérias falando que a gente paga pouco imposto, não tá tendo movimento de pessoal vim para cá, não, né, Bruno?
É muito pelo contrário. >> E olha em volta, né? Vê as pessoas, eu conheço pessoas estão indo embora.
>> Exatamente. >> Eu não há 10, 15 anos atrás eu não lembro de de ver isso não. >> Pois é.
E aqui entra a parte mais interessante. As pessoas não estão se mudando só fisicamente de país, não. Elas estão mudando de jurisdição, estão mudando de clima fiscal, de ambiente econômico.
Elas querem um ambiente onde elas possam jogar com regras mais favoráveis ou até previsíveis, né? Onde elas têm mais chances de ter lucro, claro, né? Ou até de proteger aquele dinheiro que elas acumularam durante a vida.
Quando você junta uma carga tributária que não para de crescer, regras que mudam toda hora, uma burocracia que só atrasa quem empreende, não tem como não desanimar, né? O detalhe é que quem tem patrimônio, quem tem empresa, quem tem renda internacional tem opção. Porque quando você tem opção, meu amigo, você começa a comparar, né?
Comparar impostos, segurança, qualidade de vida, estabilidade e o pobre compara o que com que Bruno? Qual é a solução? Que opção que tem quem não tem dinheiro, hein?
Não tem nem para pensar, né? >> É, até com a renda sugada por impostos que nunca voltam em serviços, ruas esburacadas, sem esgoto, inflação corroendo dinheiro, né? >> E aí tem o ódio do rico, né?
>> O ródio do rico. Exatamente. É o rico que deixou ele assim, como se fosse, né?
>> No Paraguai o custo de vida é menor, o ambiente é favorável para empreender, lá os impostos são baixos, a legislação abre mais empresas, cada vez mais e é mais simples também. E é mais fácil importar e exportar. Dependendo da região, tem também uma percepção maior de segurança do que alguns lugares aqui no Brasil, principalmente as capitais aqui, que é bravo aqui no Brasil, né?
Diz isso. >> No caso do Uruguai, ele é conhecido por ser um governo estável, menos corrupção e previsibilidade jurídica. A segurança pública é melhor, a qualidade de vida é muito mais alta, o sistema de saúde funciona bem e tem isenção de impostos para estrangeiros por até 10 anos sobre certos rendimentos de capital no exterior.
E tem outra coisa muito legal lá no Uruguai, ele tem um estilo de vida mais lento, Brão, >> não tem tanto caos no trânsito, não tem tanto barulho, aquela pressão urbana, sabe? >> É para quem sai de São Paulo, então dá um bac. >> Pois é, tem gente que não gosta, né?
Mas eu acho que é o sonho de muita gente que vive em capital na loucura do Rush, né? Para quem tá cansado do estresse das grandes cidades brasileiras, é um prato cheio. Depois de fazer essa comparação, talvez você acabe decidindo aí por se mudar para um país melhor de empreender ou de gerenciar o seu patrimônio.
Só que essa mudança não é uma coisa tão simples assim. Não é só arrumar um comprovante de endereço no Paraguai e informar sua saída na declaração de imposto de renda. Não, para se mudar do Brasil você precisa mudar a sua residência, mas não residência física, Bruno, residência fiscal.
>> Residência fiscal. >> Não é juntar as coisas e partir assunção, não. Mudança física é relativamente tranquila, né?
Cuidado que você precisa ter é o de mudar corretamente a sua residência fiscal, o que basicamente é o país que tem direito de te cobrar imposto. >> É isso aí que saiu uma notícia há um pouco tempo atrás que o o governo atual tava querendo taxar a turma que foi embora e não mudou a resistência fiscal. fez isso.
>> Queria taxar sobre o que o cara rendeu lá fora. >> Meu Deus do céu. >> Porque a residência fiscal dele tá aqui.
>> O Bruno contribuindo com argumentos para mais pessoas querer sair do Não é onde tá o seu passaporte que importa, não, tá? É onde o estado entende que você vive do ponto de vista tributário. E se você continua sendo residente fiscal no Brasil, tanto faz se você mora no Uruguai, no Paraguai, em Dubai ou até na Lua, o Brasil ainda vai te tributar, ainda mais o Brasil sendo Brasil, né, meu amigo?
Agora, se você muda para a sua residência fiscal lá para outro país, é ele que passa a cobrar impostos de você. É ele que define quanto e também como que você vai pagar. E também se paga alguma coisa.
Enquanto você for residente fiscal aqui no Brasil, o país tem o direito de tributar toda a sua renda. Goblo não falou mundial, não só o que você ganha aqui. >> Mundo.
É isso mesmo. >> Fazendo a sua saída fiscal, você deixa de ser tributado pelo IR brasileiro e o fisco passa a te tratar como não residente. Você passa a ser tributado só sobre os rendimentos que você recebe aqui.
Só que para essa saída fiscal valer mesmo, você tem que ter vínculos predominantes no exterior. Sabe o quê? Tipo trabalho, domicílio, a sua vida cotidiana.
Ou seja, a saída fiscal não pode existir só no papel. Você tem que de fato se mudar para outro país. >> Deve ser por isso que o ratinho mudou, né?
>> É exato. Presta atenção isso aqui, ó. Se você fizer a sua saída fiscal e passar 183 dias aqui em um intervalo de 12 meses, automaticamente você volta a ser um feliz residente fiscal, um contribuinte culposo, sem intenção de contribuir pro governo brasileiro.
>> Ou sou negador sem saber, né? É, exatamente que é mais perigoso ainda. Isso também pode acontecer se a receita entender que a sua vida ainda gira em torno do Brasil, por exemplo.
Se você ainda tem renda gerada aqui, um imóvel principal, família, empresa, todos esses fatores podem acender um alerta lá pro leão. Não que seja proibido de você passar um tempo aqui no Brasil, você pode até passar um tempo aí visitando a sua família. pode trabalhar remotamente por algum tempo, mas não pode passar mais de 183 dias aqui em um intervalo de 1 ano e a sua vida deve continuar girando em torno de outro país.
E é por isso que para fazer esse movimento é importante ter uma estratégia, sabe? Por exemplo, antes de fazer a sua saída fiscal, você estabelece residência em outro país, abre conta bancária lá fora, cria vínculo econômico, faz as declarações corretas e só então você deixa de ser um residente fiscal. brasiliano.
Nesse processo, uma coisa que pode te ajudar muito é conseguir a cidadania do país que te interessa. Nó falamos de três coisas aqui, né, Brunão? Se mudar fisicamente para lá, a residência fiscal e agora cidadania.
>> Isso é isso aí. >> Isso facilita muito estabelecer residência, também facilita abrir conta bancária, criar empresa e fica melhor de comprovar vínculos. Outra coisa, ó, residência sem cidadania é uma coisa temporária.
Já cidadania é coisa permanente. Você não corre o risco de ser deportado. Você não perde o seu status migratório.
Pode sair, viajar, se ausentar e trabalhar remotamente em outro país. >> E você vai ter dupla cidadania, né? >> É isso aí.
Você sempre pode voltar. No Paraguai, você pode conseguir a cidadania de duas formas principais. A mais comum é morar legalmente no país por pelo menos 3 anos, exercer atividade profissional ou empresarial e ter boa conduta.
Outra possibilidade é usar o programa de residência por investimento. Você abre uma empresa lá com capital mínimo de ó, cria empregos, consegue residência permanente mais rápida e depois de 3 anos nessa condição, você já pode pedir a cidadania. Já no caso do Uruguai, para conseguir a cidadania, o tempo de residência é de 5 anos.
E você também precisa estar envolvido com a sociedade uruguaia, sabe? Ter laços familiares, sociais ou econômicos. Isso inclui ter um emprego formal ou ter filhos matriculados em uma escola de lá ou até participar em iniciativas sociais, essas coisas.
Agora, a grande questão, Brunão, vale a pena sair do Brasil? >> Olha só. Bom, depende de quem você é, de como você ganha o seu dinheiro e de qual é o seu objetivo.
E precisa ter cuidado para não se iludir, tá? Sabe para quem vale a pena? Vamos falar primeiro para quem vale a pena, né?
>> Vamos lá. >> Primeiro para quem tem uma renda internacional. Se você ganha dólar, euro, libra, tem clientes fora do Brasil, pode e aumenta muita chance de dar certo.
Também pode ser uma boa para quem tem empresa, principalmente para quem paga imposto demais aqui. Se a sua empresa te permite transferir as operações para outro lugar, abrir filial ou rodar parte do negócio fora, mudar de jurisdição pode sim te ajudar a economizar uma boa grana. Sair do Brasil também pode ser interessante para quem tem um patrimônio grande e precisa de proteção no longo prazo.
Proteção aqui, eu tô falando de proteção patrimonial, sucessão, herança. São coisas que funcionam melhor em certos países. Mas agora vamos falar para quem não vale a pena, Brunão.
>> Vamos lá. Para quem depende do mercado de trabalho brasileiro, se a sua renda depende do seu emprego aqui no Brasil ou a sua profissão exige a sua presença física aqui, mudar de país pode te deixar vulnerável. Afinal, você teria que começar uma vida do zero, uma vida profissional do zero lá em outro país.
Dependendo da sua formação, isso pode ser terrivelmente difícil. Inclusive, agora é o contrário de para quem vale a pena. É muito complicado ir para lá para quem não tem uma renda em moeda forte no Uruguai.
por exemplo, não viver lá sem uma boa renda pode te destruir financeiramente. Aliás, qualquer lugar do mundo, né? Brasileiro que foi pra Europa, foi pro Canadá, pros Estados Unidos, tem um monte de gente voltando, inclusive >> você acaba sofrendo com o custo alto e não colhe os benefícios fiscais >> e tem a saudade, né?
Envolve, >> esse é o ponto, né? Dizem que morar lá fora é é bom para caramba, mas é ruim. >> E aqui no Brasil é ruim para caramba, mas é bom.
Sua família tá aqui, seus lá, sua cultura, seu arroz com feijão, seu churrasquinho. Eu tenho um amigo australiano que fala assim: "Aqui você liga 5 minutos, você organiza o churrasco. " Lá na Austrália você tem que marcar um evento.
Dois meses depois o pessoal aparece. >> Vai fazer churrasco por quê? Aniversário de quem?
Não, por nada. Eu só quero fazer o >> Exatamente. Também não dá certo se mudar para fora para quem não tem caixa para bancar a mudança, porque mudar de país não é só pegar o Ião.
Não tem custo com aluguel, seguro, documentação, advogado, construir a sua vida de novo. >> É, se for levar uma empresa, né? Imagina o custo para levar uma empresa >> examente entender todo o jogo tributário em outro país, né?
Inclusive os custos com advogado para isso. >> Sem caixa, meu amigo, você só troca um problema por outro, né? Mudar para outro país também é complicado para quem não tá disposto a lidar com que a gente falou um pouquinho antes aqui, com choque cultural, né, com a burocracia estrangeira, inclusive com xenofobia, né, Bruno?
>> É verdade. É verdade. >> Muitos lugares do mundo, a brasileirada aí tem apanhado feio, viu?
>> Na Europa tá feio. >> É, Portugal, por exemplo, né? E >> e o Brasil não foi muito bonzinho no passado com o Paraguai, Uruguai, principalmente com Paraguai.
>> Isso. Mas nós temos uma ponte da amizade para isso, para selar a nossa amizade, não é isso? >> A coisa, a coisa foi feia lá.
foi feia mesmo. Afinal, cada país tem as suas regras e nem todas são simples. Se você não tem estômago para essas coisas, é melhor repensar.
Para quem fica aqui no Brasil, essa fuga de empresários, embora muita gente rodeie, né, o o empresário capitalista malvadão, isso não é uma coisa boa. Uma empresa que vai embora deixa as pessoas desempregadas, ela para de recolher imposto aqui e o governo que não quer perder a arrecadação tá sempre pensando em formas de cobrar ainda mais imposto de quem ficou aqui >> para fechar a conta, né? >> A gente tem aquela sensação de que o tempo inteiro tem alguém enfiando a mão dentro do nosso bolso para levar nosso dinheiro embora.
Aí você vai viajar, volta um tempão depois e aquele buraco da rua não só ele continua lá, ele aumentou de tamanho. >> Pois é. Tá.
Impressionante, cara. >> Sem contar os impactos no médio e longo prazo, né? Com menos empresário e menos gente talentosa aqui no Brasil, que eles vão embora e leva muita gente também, o país inova menos.
O nosso potencial de crescimento cai ao longo do tempo, a nossa produtividade também. Que que você acha dessa história toda? Manda aquele comentário aqui que o Brunão fala.
Muito obrigado por ter ficado até o final do vídeo. >> Eu quero saber se vocês já pensaram nisso, em mudar do Brasil, qual o motivo? >> Para qual país, >> para qual país?
E conta um pouco dessa história. A gente quer saber >> exatamente por que você tá pensando em sair do Brasil e por seria melhor nesse outro destino aí que você tá tendo em mente, né? >> Valeu, tudo de bom.
Tchau.