essa é uma aula sobre somestesia geral e a modulação da dor então para a gente começar a definir o tema somestesia né estés quer dizer sensibilidade Então vamos dar os processos de sensibilidade geral e soma é corpo o que é captado pelo corpo nós podemos aqui dividir a somestesia em eh somestesia geral Então vou pôr aqui ó somestesia geral somestesia geral ela pode ser dividida em sterea que é justamente os estímulos que vem do meio externo né são captados por receptores específicos eh como a sensibilidade vibratória o tato epicrítico o tato protopático então o tato
epicrítico é aquele discriminativo e o protopático é o tato grosseiro né o os estímulos de dor e os estímulos de temperatura um outro tipo de somestesia geral é somestesia proprioceptiva somestesia prop perceptiva ela é dividida em propiocepção consciente que é a percepção n e a consciência da posição articular e da velocidade do deslocamento das articulações e a inconsciente que é justamente sobre o grau de tensão do músculo e dos seus tendões e nós temos a a somestesia e relacionado com a víscera né a parte viscero stiva que está relacionado com a dor visceral bom para
cada sensibilidade nós temos um determinado tipo de receptor n para captar essas informações eu preciso ter um receptor específico né Ah então os receptores eles podem ser eh classificados quanto a sua localização né né receptores superficiais do corpo receptores mais profundos internos nas vísceras quanto ao mecanismo de ativação que é uma classificação eh bem utilizada na fisiologia como que eu ativo os receptores então nós estamos falando aqui de receptores Qual é o estímulo responsável pelo receptor ter o seu potencial receptor o potencial de ação então nós temos o os receptores de dor nossos receptores os
nossos receptores eles podem ser modais ou polimodais né no caso da dor aguda a gente vai ver que eles são modais e da dor crônica eles são polimodais nós temos os termoceptores termoceptores os quimioceptores então termoceptores para temperatura quimor para captar alterações como e hidrogênio na corrente sanguínea pressão de oxigênio pressão de gás carbônico os quimioceptores do olfato e da gustação que são estímulos químicos né os fotores da retina são ativados né pela quantidade de luminosidade e os mecanoceptores que é um grupo gigante mecanoceptores que eles estão envolvidos aí com o tato a própria seção
sensibilidade vibratória a audição o equilíbrio os mecanoceptores do seio carotídeo lá do glb carotídeo Pr PR pressão né arterial então um grande grupo assim como os mecanoceptores do fuso muscular o órgão tendinoso de golge então nós temos um grupo grande de mecanoceptores eh quando a gente fala em via de informação existe sempre um desenho natural de se estudar então quando eu falo de uma informação sensitiva de uma sensibilidade eu tenho que pensar que essa sensibilidade ela é captada no órgão né Pode Ser A Pele que é o órgão que se conecta com o meio externo
pode ser a superfí da bexiga superfície do estômago e assim por diante de uma víscera e essa sensibilidade ela deve ser levada até o nosso sistema nervoso isso faz com que esses estímulos sejam estímulos chamados de aferências ou vias aferentes né então para uma via aferente existir de forma completa nós precisamos de um receptor específico lembra que o receptor tem que ser específico para aquele tipo de formação se é dor é um nos receptor se a temperatura é um termoceptores receptor uma condução uma condução essa condução é uma condução periférica E aí eu tenho que
lembrar que essa condução periférica ela é feita pelo nervo e esse nervo é formado por axônios e o neurônio que vai formar esse ner a parte sensitiva é aquele neurônio pseudo unipolar que vai ter um prolongamento periférico grudado no receptor e um prolongamento Central que vai em direção ao sistema nervoso central ou seja na medula ou no tronco encefálico se for um nervo craniano que capta essa sensação é no tronco encefálico se for um nervo espinal medulo esses axônios a gente vai ver que eles podem ser mielínicos e ou amielínicos isso envolve a velocidade de
condução Tá mas eu vou pôr num outro slide essa condução periférica leva até o sistema nervoso central Então eu tenho a medula recebendo essa informação ou tronco encefálico né então na medula e no tronco cefálico eu vou ter a sinapse desse neurônio eh pseud unipolar com o neurônio medular que está no corno posterior da medula ou os neurônios nos núcleos do tronco encefálico eh vai ocorrer o cruzamento da Via então a informação do lado direito vai passar pro esquerdo ou a informação do lado esquerdo vai passar pro lado direito e essa informação ela vai até
o tálamo num núcleo específico do tálamo pro tálamo enviar essa ordem né Essa essa informação pro córtex eh sensitivo ou córtex somestésico primário que fica no giro pós Central isso nós estamos falando de sensibilidade é geral né pós Central viro pós Central é o córtex omest primário desta forma acho que é muito importante e nós precisamos nos valer dessa dessa informação uma via aferente geral ela apresenta pelo menos três neurônios o neurônio chamado neurônio de primeira ordem um neurônio de segunda ordem e um neurônio de terceira ordem então o caminho é três neurônios até o
giro pós-central o neurônio de primeira ordem ele está localizado a gente sempre fala da localização do neurônio de acordo a onde está o seu corpo então o neurônio de de primeira ordem que é aquele neurônio pseud unipolar ele fica no gânglio do nervo espinal Então se lembra lá da da medulin tá medula aqui com com H medular bem simplesinho esse esquema e o corpo do neurônio pseud unipolar tem um prolongamento periférico que vai pro receptor e um prolongamento central e aqui é o gânglio né aqui é o ganglio porque o nervo vai ter a parte
motora também né mas o o neurônio um de toda a via sensitiva geral né a maior parte das vias sensitivas Gerais está no ganglio espinal ou pode ser o gânglio do trigêmeo se for o nervo craniano o segundo neurônio ele fica no corno posterior da medula ou no núcleo do tronco encefálico Então vou pôr aqui corno posterior da medula corno posterior da medula e é esse neurônio aqui passão importante que é justamente o segundo neurônio que vai cruzar o plano mediano para subir então é esse neurônio que faz o Cruz da informação ele cruza e
vai até o tálamo e lá no tálamo nós encontramos o terceiro neurônio se as informações vêm do pescoço para baixo esse neurônio fica no núcleo ventral postero lateral do tálamo nós vamos chamar de nvp se vem da cabeça é o núcleo ventral póstero medial do tálamo nós vamos chamar de NV PM tá bom E aí Tendo isso em mente a gente pode começar o trajeto das nossas vias só lembrando que a velocidade de condução periférica velocidade de condução periférica lá do neurônio que forma o nervo depende de desse neurônio ter mielina Então a gente tem
aqui neurônios com mielina aqui mielina mielina e mielina e aqui um neurônio com ausência de mielina um neurônio ameline então PR PR gente ter ideia Esse é um fator ter a bainha de mielina deixa mais rápido impulso assim como o diâmetro e a espessura dessa bainha de Melina também deixam mais rápido então eu tenho diâmetros diferentes aqui de neurônios então quando a gente fala de grupos de neurônios tem os grupos neurônios é do grupo A né do tipo né a e a gente pode ter o A alfa que é propioceptivo o a Beta que é
para estímulos mecânicos o a Delta que é para dor e temperatura e dentro desse grupo e o grupo C que são os neurônios amelí eh que transportam informações de dor crônica e coceira o plurido então pra gente ter uma ideia de diferença o neurônio a alfa ele conduz a 120 m/s o a Beta 7 5 m/s o a Delta a 30 m/s e as fibr c 2 m/s o número não é o interessante aqui mas para vocês entenderem que esse aqui é o que conduz mais rápido de todos e esse aqui é o que conduz
de forma mais lenta em relação a a eles n Então vamos ver as vias vamos pegar a via primeiro chamada via da dor aguda e atura Essa Via vou fazer a o desenho bem esquemático aqui da medula aquele H medular a gente precisa da medula de quase todos os esquemas então para meio que facilitar a o processo eu vou duplicar Depois eu apago né que eu escrevi via da dor aguda Então vamos lá primeiro neurônio ele fica no gânglio vou aqui primeiro neurônio no gânglio axônio dele divide e vai até o receptor ou seja o
receptor é um receptor pra dor nos receptor ou um termor para temperatura essa fibra de condução é uma fibra a delta a Delta que é aquela fibra aqui ó a Delta aquela fibra aqui é mielínica mas não é das mais rápidas tá o axônio dele outra parte axonal entra aqui no corno posterior da medula e se conecta com o segundo neurônio segundo neurônio então o segundo neurônio está no corno posterior da medula esse segundo neurônio o axônio dele cruza o plano mediano e vai até funículo lateral da medula desse funículo lateral ele sobe em direção
ao tálamo tálamo Então essa subida forma o chamado trato espino talâmico lateral trato espino que vai da medula pro tálamo lateral porque sobe pelo funículo lateral e ele vai encontrar o terceiro neurônio e esse terceiro neurônio está no núcleo ventral póstero lateral se as informações vierem do pescoço para baixo ou no núcleo ventral póstero Medial se as informações vierem pelo trigêmio né que é responsável por captar sensibilidade da cabeça e aí esse neurônio vai jogar informação lá no giro pós-central Então essa é a via da dor aguda tem temperatura a mesma estrutura a gente pode
falar da Via agora do tato e da eh pressão esse Tato é o tato protopático é o tato grosseiro primeiro neurônio fica no gânglio seu prolongamento periférico no receptor seu prolongamento Central lá no corno posterior da medula também um vai encontrar com o segundo neurônio segundo neurônio cruza o plano mediano na comissura anterior da medula só que ele vem aqui pro funículo anterior agora essa informação e do funículo anterior ele sobe em direção ao tálamo Então se sobe em direção aamo forma o trato espino talâmico anterior agora e o trato espinotalâmico anterior leva essas informações
de tato protopático e pressão até o terceiro neurônio que está no tálamo no núcleo ventral póstero lateral e esse terceiro neurônio projeta informação pro giro pós Central A Última via é uma via que tem uma alteração ela não cruza na medula ela vai cruzar lá no tronco encefálico e essa via é a via da sensibilidade vibratória da própria seção Consciente e do tato epicrítico que é o tato é fino é quase igual só que o primeiro neurônio que está no gânglio o prolongamento periférico dele vai no receptor mas o prolongamento Central não faz sinapse aqui
no corno posterior ele sobe ou pelo facc grácio ou pelo fac cuniforme né ele sobe pelo facc grácio se a informação vier dos membros inferiores e da parte inferior do tronco se as informações são do membro dos membros superiores da parte superior do tronco ele sobe pelo facc cuneiforme bom vai subir pelo facul cuniforme até o segundo neurônio que está no tronco encefálico Então faz sinapse lá no facíl grassa e uniforme nos tubérculos do núcleo gráo e coniforme lá no tronco encefálico esse segundo neurônio cruza o plano mediano e sobe em direção ao tálamo e
quando sobe em direção ao tálamo eles formam o linco linco Medial o lemin isco Medial é formado pelo axônio do segundo neurônio que está indo em direção ao tálamo para encontrar com o terceiro neurônio no núcleo ventral póstero lateral e o terceiro neurônio manda essa informação pro giro pós central bom conhecendo essas vias a gente pode falar um pouquinho de modulação e percepção de dor né Lembrando que eu tenho um estímulo de dor chamado de dor aguda ou dor rápida que é captada pelas fibras a delta e uma dor lenta ou uma dor crônica captadas
pelas fibras c a dor crônica ela perdura mais tempo né aquela dor que lateja então quando você bate uma parte do corpo você tem aquela dor aguda rápida de sensação na hora que bateu e depois a região fica latejando né por conta da informação que caminha pelas fibras C né quando nós falamos de dor aguda a dor aguda ela tem receptores modais ou para um estímulo mecânico né um estímulo mecânico intenso abre os canais de sódio e eu tenho a propagação da dor aguda ou quando eu tenho um frio ou um estímulo e de calor
intenso então ou é mecânico ou é térmico quando nós falamos de dor crônica que é a dor lenta ela pode ser deflagrada por temperatura por estímulo pressórico e por estímulo químico como substâncias mediadoras do processo inflamatório ácido né o h+ via contração muscular né que on fora o ácido lático então a dor crônica ela é polimodal Lembrando que dor crônica viaja pela fibra c e a dor aguda pela a delta e uma coisa importante é que o tato viaja pela Beta Tato tá E por que que isso é importante porque uma das modulações é justamente
a teoria das comportas tá teoria das comportas funciona como então aqui o meus zak Wall eles descreveram que um estímulo de dor precisa abrir a comporta da dor como é que a dor abre a comporta a informação vem de dor pela fibra a deloc e ela antes de chegar lá no neurônio 2 no corno posterior ela vai fazer sinapse com um interneurônio que eu vou aqui o que que ela faz com esse neurônio ela inibe esse interneurônio porque esse interneurônio ele é um neurônio inibitório ele inibiria a dor então eu quero abrir a comporta então
eu inibo esse neurônio inibitório ele para de funcionar E aí a minha informação de dor pode chegar aqui e esse tá o segundo neurônio levando essa informação pro tálamo eu tenho a percepção de dor eles falaram que eu posso fechar essa comporta de dor com a estímulo táteis o estímulo tátil viaja pela fibra abeta e a fibra abeta ela chega mais rápido na medula Só que essa fibra ela excita esse neurônio inibitório Então na hora que ela excita esse neurônio inibitório esse neurônio inibitório inibe a dor bloqueia a passagem de dor não levando ela pro
tálamo então funciona mais ou menos assim ó o primeiro neurônio primeiro neurônio Aqui tá o segundo neurônio e aquele neurônio inibitório e a minha comporta da dor tá fechada porque o neurônio inibitório está inibindo o segundo neurônio e nenhum sinal está indo pro encéfalo quando eu tenho o estímulo de dor o estímulo de dor ele propaga pela fibra c e ele inibe aquele neurônio inibitório então o neurônio inibitório desliga fica branquinho sem sinal e aí essa a fibra C ex o segundo neurônio que manda informação pro meu encéfalo e eu tenho a percepção do estímulo
doloroso com porta aberta se nesse momento da dor eu aplicar um estímulo tátil o estímulo táti vai viajar mais rápido e ele vai chegar nesse neurônio inibitório para excitar esse neurônio inibitório Então esse neurônio inibitório que estava desligado ele fica ativo então se ele fica ativo ele inibe o neurônio do mesmo quando a dor chega agora eu vou ter uma competição entre tentar excitar e a inibição causada então meu estímulo doloroso fica muito diminuído ou às vezes ausente Ou seja quando eu excito o neurônio inibitório eu fecho a comporta da dor Então é isso que
faz com que estímulos táteis promovam analgesia né ou até mesmo a teoria do funcionamento do tens na fisioterapia o aparelho tens né estimulação elétrica transcutânea um outro sistema é um sistema chamado analgésico descendente tá que que esse sistema faz bom a informação de dor que está subindo pela medula aqui ó dor tá subindo pela medula algumas fibras a dor vão lá pro giro pós Central Mas algumas fibras da dor entram no mesencéfalo e estimulam uma área chamada de substância cinzenta periaquedutal substância cinzenta per aqui do tal nós chamamos de Pag essa Pag ela estimula duas
vias ela estimula duas vias uma via que libera noradrenalina e uma via que libera serotonina a liberação de nor adrenalina e de serotonina é lá no corno posterior da medula então funciona mais ou menos assim ó vamos fazer um corno posterior da medula grandão aqui ó esse corno posterior da medula tem o neurônio dois da dor esse neurônio é que vai mandar a informação lá pro tálamo e eu quero bloquear ele quero bloquear ele bom e a informação de dor tá vindo do primeiro neurônio que tá lá no receptor e tá chegando aqui a informação
que que acontece eu tenho um outro interneurônio aqui esse neurônio ele é um interneurônio encefal inergia da Pag da substância Cent per aquid doal e quando ele recebe serotonina que é 5 HT serotonina então quando a nor adrenalina e a pronina são liberadas Então tá aqui ó dor chegou na Pag aí a Pag Eita uma via noradrenérgica e uma via serotoninérgica que chegam lá na medula a noradrenalina e a serotonina estimulam um neurônio encefal enérgico e ele libera encefalina liberando encefalina eu tenho duas coisas acontecendo a encefalina vem no neurônio um da dor e bloqueia
os canais de cálcio bloqueando os canais de cálcio não libera neurotransmissor Então esse neurônio não consegue mais passar o sinal pro dois uma atração da encefalina é abrir os canais de potássio do segundo neurônio quando o potássio começa a sair essa célula fica negativa ela fica hiperpolarizada desta forma sem liberar o neurotransmissor e a célula dois hiperpolarizada eu bloqueio a dor e não tenho mais essa percepção de dor no t bom esses são os os procedimentos aí que o corpo eh executa para tornar a o estímulo de dor suportável ou ausente nos casos