e aí e aí [Música] o olá gente hoje nós vamos falar sobre três filmes ilha do medo uma mente brilhante e fratura são três filmes que tratam da mesma temática né que é a esquizofrenia né que nós já falamos inclusive tem vídeo no canal sobre esquizofrenia lá vamos analisar um pouquinho cada um desses filmes ok os três filmes eles vão tratar dessa temática de uma maneira muito interessante se você ainda não assistiu para esse vídeo e vai lá assistir primeiro que vai ter spoiler porque os três filmes eles vão nos colocar na perspectiva do personagem
principal então a gente vive em cia todo uma realidade acho que isso uma das partes mais legais desses filmes e de repente a gente descobre que essa realidade na verdade não era uma realidade compartilhada e sem a realidade vivida através das alucinações e aí a gente fica em choque e se oi e aí também passa a compreender de uma maneira mais simpática como é a vivência dessas pessoas que sofrem de esquizofrenia que vivenciam a esquizofrenia uma mente brilhante é um filme muito bom baseado em fatos reais conta a história então de um professor que sofre
de esquizofrenia e que vivenciam então alucinações delírios todos aqueles sintomas que a gente já é que vocês já sabem a respeito desse transtorno a grande questão desse filme né é que por ser baseado em fatos reais já é incrível ml também mostram a os impactos do uso de um medicamento né naquela época existiam medicamentos que não eram tão bons quanto os medicamentos de hoje aí a gente tenta um todo um sofrimento que é agravado pelo uso desses medicamentos até porque a maioria dos medicamentos precisou premia costumam tratar os sintomas positivos ah e não tratam os
sintomas negativos muitas vezes agravam os sintomas negativos principalmente os medicamentos que eram mais antigos né e é isso é uma das coisas legais vai ser filme a gente pode ver também os sintomas negativos acontecendo processo mais depressivo catatônico com menor habilidade sociais menor envolvimento social que o personagem viver cia principalmente a partir do diagnóstico mas é muito interessante você se colocar no lugar do personagem você perceber toda a trama que envolve tudo aquilo e também como as relações vão se adaptando a possibilidade da vivência com esse transtorno e uma das coisas legais esse filme que
ele é extremamente pautado né um olhar da realidade então ele vai falar sobre sofrimentos que realmente acontecem como as relações vão sendo afetadas por esse diagnóstico e também como é possível viver com a esquizofrenia né muitas pessoas têm uma ideia de que é sim viveu integrar as pessoas com esquizofrenia na sociedade e esse filme dá um bom norte com a boa noção para quebrar muitos desses preconceitos depois você mos o filme fratura que é o filme muito recente inclusive que vai dar mais ou menos esse norte também ele é um filme bem confuso realmente você
tem que assistir umas duas ou três vezes para poder compreender os detalhes desse filme e você também emerge no olhar do personagem e de repente ele vai dando algumas possibilidades de compreensão de que aquela realidade talvez não seja daquela forma até que no final do filme né se diz vela algumas características uma coisa interessante desse filme é que ele mostra o início do surto acontecendo embora ele não fale do histórico todo do personagem principal história de vida compreensão de mundo vivências sofrimentos nada nesse sentido ele fala sobre a diferença muito específica que acaba sendo extremamente
difícil de ser vivenciada acarretando então o rompimento com a realidade nós sabemos que nas psicoses né na própria esquizofrenia nas crises psicológicas nas alucinações a gente tem geralmente um sofrimento agravado acontecendo que faz com que a pessoa roupa com a realidade crie uma realidade alternativa que ela dá conta de lidar ou seja o alto suporte que ela tem naquele momento e o heterossuporte que ela tem naquele momento não dão conta de lidar com aquela realidade e aí ela rompe com essa realidade o nosso cérebro é incrível é capaz de fazer isso ele rouba com essa
realidade criando uma realidade alternativa que a gente chama de ajustamento criativo também está os terapia quais são os recursos internos que eu tenho quais são os recursos externos que eu tenho para lidar com determinada situação se eu não consigo encontrar recursos consolidados o suficiente para lidar com isso e eu preciso achar novas estratégias e aí a gente procura onde tem e rompimento da realidade é uma dessas possibilidades eu criar então uma vivência eu dou conta de lidar e aí mostra então esse rompimento acontecendo né uma situação difícil acontecer a índole e ele rompendo então com
a realidade criando uma realidade alternativa onde aquelas perdas que foram tão significativas não acontecia é um filme que acaba mostrando somente excerto né então da vida dessas pessoas os personagens principais então acaba ficando um pouco reduzido em termos de um criação de compreensão de história que a gente gosta de saber história de vida saber antecedentes saber características que estão em volto mas é um filme muito legal para poder fazer com que a gente se coloca de maneira né empática nesse processo mas que faz com que a gente consiga compreender um pouquinho das características e em
termos de alucinação rompimento com a realidade confusão mental além de ser um filme legal para assistir com a família tudo fica angustiado querendo entender eu acho que esse tipo de vivência é interessante aí de ser representado pela dramaturgia temos aí o família do medo que também é um filme né fictício mas que vai mostrar esse rompimento da realidade acontecendo nesse filme também nos colocamos um lugar do personagem principal entramos aí na história dele no programa dele nas alucinações na realidade que pode ser vivida na realidade possível de ser vivida que é uma realidade criada né
e é muito interessante conforme a trama vai acontecendo nesse filme eles vão dando dados da história de vida e aí a gente consegue tu não compreensão um pouquinho melhor né sobre o desenvolvimento do transtorno né a quem sabe quando a gente fala da esquizofrenia a características biológicas envolvidas na verdade na maioria dos transtornos depressão ansiedade bipolaridade nós temos características biológicas envolvidas inclusive nós seres humanos somos bio-psico-sócio-cultural espiritual então a gente olhar na totalidade o biológico é importante também mas existem características sociais relacionais né que são também fatores que podem favorecer o aparecimento ou desenvolvimento do
transtornos pode ter uma predisposição genética e viver e durante boa parte da vida ou por toda a vida sem o desenvolvimento dos transtornos e outras pessoas acabam desenvolvendo o transistor e nesse filme a ilha do medo é muito interessante porque dá para gente compreender muito bem a história de vida né o personagem principal em steven spoiler né o personagem principal ele que é nada mais nada menos que leonardo dicaprio trabalho a pena assistir o filme e ele é um veterano de guerra então a gente já tem um contexto de sofrimento suficiente para um transtorno emocional
ser desenvolvido inclusive ele desenvolve o alcoolismo né então aí a gente tem um olhar sobre as dependências químicas também a partir desse filme e desenvolvem o alcoolismo após voltar da guerra que é uma característica muito comum né a dicção e eu já tentam sofrimento acontecendo ele tem todo um histórico de vida ele que é apresentado no filme e principalmente a história dele na guerra as vivências a morte né tudo aquilo que acompanha todo aquele sofrimento que acompanha as pessoas que vivem se uma guerra e aí ele volta né da guerra tá com a sua família
e vivencie uma história muito complicada né ele era casado tinha filhos ea esposa também sofria aí de um adoecimento e ela acaba matando os seus filhos e depois pede para que ele a assassin né se não aguenta mais e ver e ele com todo esse sofrimento né vindo da guerra já sofrimento da mulher teve que matar os filhos ele saber que a mulher não estava bem emocionalmente e ter deixado ela sozinha com as crianças e aí vem sentimentos de culpa e como é que eu lido com uma realidade onde eu já lhe dei com tantas
mortes com tanto sofrimento e agora eu vivenciou a situação de aqui a minha esposa matou os meus filhos né e eu matei as minhas a minha esposa então a gente tem aí um sofrimento muito gravado uma realidade muito difícil de lidar e aí o rompimento acontece e uma das coisas legais também de serem observadas nesse filme é a característica das alucinações estando relacionadas com o transtorno então ele vai tendo uma alucinação e vai construindo uma realidade onde alguém matou a família dele esposa dele não ele que cometeu in sou eu me deixou sozinho coisas nesse
sentido então toda paranoia todas as aulas se nações elas vão sendo construídas diante da vivência que ele teve em cima das coisas legais para a gente compreender em termos de esquizofrenia aquela a vacinação ela não é uma realidade compartilhada mas ela é uma realidade subjetiva e que muito provavelmente tem a ver com o sofrimento daquela pessoa então a gente precisa compreender né na medida do possível na linguagem dela o que é que aquela luz inação nos traz e uma outra coisa também interessante né é que nesse filme vai mostrar quase que uma terapia de choque
acontecendo ali que eu acho que tem muito a ver com a necessidade de revelar por a quem tá assistindo é para o espectador mas que aquilo tudo né não passava ali de um adoecimento e de uma alucinação mas que nós não trabalhamos com esse choque de realidade quando a gente fala da alucinação ou e com a esquizofrenia a gente não se uma pessoa rompe com a realidade é porque ela não dá conta de lidar com aquela realidade então a gente não pode ficar revelando para ela diretamente que aquilo que ela tá falando em uma situação
que aquilo não condiz com a realidade que ele não faz sentido o coisas assim né primeiro a gente tem que trabalhar de uma maneira diferenciada e aí se ela tiver um suporte maior um maior suporte de compreensão nós tiver maior auto consciência aí a gente pode sim trabalhando essas aulas e nações uma maneira mais profunda mas nunca como acontece no filme assim quase como uma terapia de choque né por isso que a gente tem que tomar muito cuidado quando a gente atende pacientes que estão aí com um processo de início de psicose né rompimento a
realidade ou coisas né sente quem então esse é o olhar acho que totalitário que é gestalt lança que vai olhar para história de o que vai compreender é desmistificar alguns alguns rótulos que a gente tem dentro das patologias mas que vai entender o ser humano em sua totalidade na sua forma de ser no mundo e dentro dos ajustamentos criativos que vão sendo necessário para a gente lidar com diversas situações que aparecem na nossa vida e que nem sempre a gente tem recursos suficientes e muitas vezes a alucinação é um dos recursos que nos resta certo
lembrando que as questões biológicas também são importantes os relacionamentos são importantes na rede de apoio que é lançada no momento né que acontece um sofrimento mais agravado é fundamental né e tudo isso pode ser percebido em sua ausência na maioria desses filmes que o ct quem espero que tenham gostado dessa compreensão pode deixar o olhar de vocês aqui no comentário também beijo