oi oi gente hoje vamos voltar aqui analisar uma obra de arte brasileira de um artista que eu já analisei aqui no canal que é o Cândido Portinari mas eu vou aproveitar essa obra para fazer um pouco de paralelo entre o que estava acontecendo na sociedade as questões políticas sociais e como isso aparece na arte hoje eu vou analisar então lavrador de café de 1934 e começando pela análise visual a primeira coisa que a gente nota que é que essa obra é assimétrica e ela é dividida basicamente em três planos com positivos o plano do Fundo
O plano intermediário e o primeiro plano do plano do fundo na parte superior ele vai trabalhar uma textura bem orgânica aqui que vai contar para a gente a história de um céu essa parte superior ela termina bem na linha de terço da composição então Portinari tá usando aqui um pouco da ideia da proporção Áurea mas esse plano ele se estende do lado esquerdo ou abaixo dessa linha e vai quase até o centro da obra e ele cria aqui uma série de texturas com formas que remetem para a gente em círculos a textura aqui ela tá
representando uma plantação como esse lado esquerdo aqui do plano ele desce ali e até a metade cresça diagonal que vai criar sua atenção visual diagonal para Balancear esse peso do lado direito o Portinari vai colocar uma série de formas repetindo essa ideia do Circus dessa textura de círculos que vão compor ele duas montanhas já passaram para o plano intermediário aqui começando análise pelo lado esquerdo ele coloca essa série de formas quadriláteros retilíneas aqui que estão representando uma locomotiva um trem essas formas retas não tinham Aparecido ainda na composição Então as vão criar bastante atenção visual
E essas formas estão posicionados também para reforçar que ela diagonal do plano anterior um pouco mais abaixo aqui nesse plano como a textura de alimentos bem anamórficos que a gente não consegue ler bem Qual é a forma o Portinari vai fechar elementos compositivos que vão Lembrar para gente coisas amontoadas e esse plano ele vai trabalhar o equilíbrio também do lado esquerdo com o lado direito do lado esquerdo as linhas retas que vão ajudar a aumentar ainda que ela pensando naquela diagonal do plano anterior e para Balancear isso do lado direito ele vai buscar mesmo a
textura que ele usou lá no pano fundo que vai criar dois Montes ali duas formas de amontoados que vão se contrasta bastante com esse pano por causa da cor a cor da Espanha é predominante marrom o marrom meio avermelhado essas formas que vão contratar aqui do lado direito elas são mais esverdeadas e isso é um contraste de cores complementares que um contraste bem forte então com esse contraste do lado direito e as formas retas do lado esquerdo ele vai equilibrar esse plano Seguindo para o primeiro plano então começando análise dele mais de baixo para cima
a primeira coisa que eu acho até engraçada de perceber aqui é que ele vai basear esse plano todo com uma cor bem escura geralmente para criar essa ilusão de perspectiva de tridimensionalidade na obra as coisas as coisas ficam mais lá nos planos do fundo faz o Portinari vai torcer Isso aqui vai usar essa base com uma cor bem escura o direito ele vai criar uma forma com elementos orgânicos que você interrompidas vai ter uma quebra de continuidade aqui dessas linhas orgânicas por linhas retas essa forma representar um tronco que foi cortado E aí do lado
esquerdo se contrapondo é isso ele tem essa figura dessa inchada essa inchada na base ela tem um semicírculo e desse semicírculo vai sair uma forma retilínea né esse retângulo que é o cabo da inchada e essa forma vai se estender por dois terços da composição Então vai terminar lá na linha do texto horizontal onde termina o céu do plano do fogo e a gente chega então na figura principal que é o lavrador esse labrador ele ocupa quase toda a composição quase toda a altura da obra então isso vai dar bastante atenção ali nos cantos que
parece que ele podia ser uma figura menor mas eu posso tirar ele faz questão de me tratar ele como uma figura maior dando bastante cheirar ia para ela e ele vai ter um jogo de contrastes. Coisa aqui bem interessante a gente vê que ele tem uma pele negra e começando e lá de baixo Lembra que eu falei que ele usa a cor mais escura aqui para basear o primeiro plano da composição e os pés dele vão quase se mesclar com essa cor é claro que tem um pouco de contraste aqui de Tom mas eu comecei
a trabalhar se tão Sur Tom aqui então a gente percebe as figuras dos pés Mas ela tá quase se mesclando aqui com essa terra e aí subindo a gente vai ter essa parte dessa calça que ela é bem Branca bem clara Então vai dar bastante contraste com essa parte escura da composição principalmente porque ela está posicionada ocupando o primeiro plano e o plano intermediário que são dois planos são predominantemente marrom então o branco é esse contrata bastante aqui porque é uma cor bem clara sobre então a gente chega no tronco dessa figura e esse tom
que ele tá começando bem em cima do eixo central horizontal dessa obra essa forma ela tem uma cor um pouco mais Rosácea quase como se pegasse o marrom e misturar-se com o branco e por causa da posição dele ele vai contrastar bastante cortar as coisas mais claras lá do plano do fundo e o mesmo vai acontecer com essas PA e a cabeça os braços dessa figura elas são bem escuras já estão em posição mais ali de contrastar com o céu e com as plantações lá do pão do fundo então isso vai dar bastante destaque para
essas partes da figura o rosto que é uma parte que naturalmente a gente acaba atraindo para reconhecer uma humanidade ele está posicionado olhando para o lado esquerdo da composição que vai reforçar todas as causas diagonais de tensão que a gente tem no longo da obra Então essa é a composição ela é equilibrada mas ela tem essa atenção visual dessa diagonal ascendente da esquerda para direita vou passar então para uma leitura mais do signos significados dessa obra aqui a primeira coisa é que essa obra lá é figurativa então ela tem umas formas indiciais que vão mostrar
para gente a figura né vou indicar o que que o botinelli quer dizer com ela eu a gente tem esses tons terrosos e verdes que vão indicar para gente quer uma plantação que é um lugar natural a gente tem aquela figura retilínea que tá contrastando com todas as formas orgânicas que é a parte que o o criou né que é essa locomotiva que a gente tem essa figura humanoide que tá com uma ferramenta uma enxada na mão que vai contar para gente um pouco da história dele ser um trabalhador isso também tá no nome da
obra né o lavrador de café Então a gente já vai pensando que tá numa plantação de café que vai ter a ver com isso que ter essa figura principal é o lavrador Só que essa obra além de ser inicial ela tem uma série de simbolismos aqui que vão ter a ver com o contexto da época e os primeiros simbolismos que a gente pode notar aqui e vai fazer paralelo com uma obra lá da Tarsila do Amaral que é contemporânea Portinari é essa figura humana ser um pouco de torcida o candidato que ele não está preocupado
em representar essa figura com o velho semelhança e sim tentar expressar nessa figura o que que ele quer dizer para a gente o que ele quer contar Qual é o conselho ele vai pegar a figura humanoide ele vai distorcer ela e ele vai aumentar bem os braços e os pés fazendo uma figura bem robusta e se vocês lembram lado Abaporu Tarsila faz a mesma coisa para e o trabalhador braçal e a mesma coisa que o Portinari está buscando aqui ele tá querendo destacar que esse é um trabalhador braçal e que essa época ela tinha muito
a mão de obra braçal mão de obra braçal essa que a gente sabe que é bem valorizada e outra coisa que dá para notar bem forte aqui no simbolismo é aquela coisa do pé o pé dessa segura tá ligado à Terra diretamente ele quase se funde com ela ali nos tons cromáticos você vai mostrar Justamente a conexão desse trabalhadores aqui do interior esse trabalhador braçal com a terra quase como se ele tivesse enraizado ali que nem a árvore que o Portinari vai colocar a direita da obra para que a gente vê que essa árvore ela
foi interrompida com linhas retas então é uma ideia de contraste entre o que está enraizado ali na terra e o que representa o progresso porque essas mesmas linhas retas o Portinari vai usar lá na figura da locomotiva E quando eu penso um pouco nos sentimentos que essa obra me causa como ela é uma obra que trata da terra essa coisa da fazenda e eu sou do interior de São Paulo a sua obra Me dá um pouco de nostalgia bom Então como que essa obra ela se relaciona com o contexto histórico aqui a gente está no
Brasil de 1934 é a Era Vargas Então tá rolando o estado novo já Ditadura do Vargas e uma coisa que a gente costuma desassociar mas é associada o movimento moderno brasileiro é muito associado com esse momento porque o Vargas queria criar uma identidade nacional e tinha um projeto nacional-desenvolvimentista então ele queria criada as identidade nacional e os modernistas ele acabaram tendo algum tipo de relação ali de está buscando a mesma coisa modernismo Brasil ele vai buscar muito a identidade brasileira O que é brasilidade isso vem lá desde a vapor una é a ideia da brasilidade
entra na no modernismo com a antropofagia e o Portinari e acaba fazendo uma relação a ele quando ele usa essa ideia de distorcer figura humana ele faz uma relação direta ele com água por conta duplo do Getúlio Vargas esse plano nacional desenvolvimentista ele tá é muito a industrialização nessa época só que essa industrialização vai ser bastante influenciada pelos cafeicultores que era a burguesia da época que apesar de se financiarem isso o café vai ter uma crise durante o período que eles vão entrar em choque a gente vê aqui então na obra O Retrato dessa plantação
de café que é uma coisa muito importante economicamente nessa época junto com essa ideia da industrialização ali representado um pouco pelo trem e essa obra vai então representar o que o modernismo tá fazendo que é ir para o interior e buscar tudo que tem de espontânea Olá the vernacular e agregar isso na cultura erudita que até então era basicamente importada da Europa e uma última curiosidade tinha um assunto que me interessa bastante essa obra lá pertence ao Acervo do MASP né o museu de São Paulo que ali em 2007 ela foi furtada a história do
furto é bem simples não os assaltantes entraram no museu há 5 horas da manhã e levaram duas obras essa e um Picasso e esse roubo ele vai ter um desfecho bem rápido as obras foram roubadas do museu Oi gente que dezembro que a polícia civil começou a investigar localizou os assaltantes que fundaram a obra e no dia oito de Janeiro eles Já conseguiram prender os assaltantes e recuperar os dois quadros e essa foi a história do lavrador de café se vocês gostaram aproveita para se inscrever aqui no canal comentar curtir e compartilhar com quem você
conhece para quem não sabe eu sou designer de produto e eu falo mais sobre arte e design lá no meu Instagram então vocês podem seguir aqui e tem um link na descrição e a gente se vê em breve por aqui com outra análise e