fala pessoal bom dia boa tarde boa noite para vocês nesse vídeo eu vou falar um pouco sobre as pneumoconioses Principalmente silicose asbestose e também a pneumoconiose dos mineiros tá dos mineiros de carvão Então vamos começar aqui esse vídeo bom primeira coisa que a gente precisa entender é que a ideia de doença cunar ocupacional nada mais é do que uma doença que fundamentalmente né fundamentalmente ela vai depender da inalação longa permanente né Por Um bom período de tempo substâncias nocivas e um ambiente de trabalho tá então o indivíduo que tá exposto né algum tipo de substância
inalatória né fundamentalmente inalatória Eh nociva no ambiente de trabalho ele tá exposto Então à possibilidade de desenvolver uma doença pulmonar ocupacional a gente pode chamar doença pulmonar ocupacional de pneumoconiose tá então é um grupo de doenças né E a gente vai tratar principalmente aqui dessas três doenças que são a silicose a asbestose e a pneumoconiose dos Trabalhadores de Minas de Minas de carvão ou dos mineiros de carvão tá eh o conceito né a ideia de pneumoconiose Então seria o acúmulo aí Mais especificamente ainda né seria o acúmulo de poeira né nos pulmões e a reação
tecidual a esse acúmulo né Essa presença de poeira no pulmão tá normalmente essa presença vai gerar fibrose a gente vai ver que essa característica né a fibrose em si é a principal característica então que a gente consegue encontrar durante uma pneumoconiose quando a gente vê um paciente com pneumoconiose tá eh as características principais É que geralmente essas doenças são subdiagnosticadas tá é mais difícil de fazer esse esse diagnóstico até porque é mais difícil também a gente conseguir fazer uma relação direta entre a atividade laboral a atividade ocupacional do indivíduo né a exposição ocupacional dele e
o quadro que ele tem né o quadro apresentado até porque muitas vezes esse quadro vai ser multifatorial e você vai encontrar pacientes que tem mais de um fator realmente né trazendo ali possibilidade de doença pulmonar como é o caso por exemplo de alguma pessoa que trabalha numa mina de carvão e que também é tabagista né então ele pode apresentar o quadro que ele tá apresentando por conta dos dois motivos então é difícil a gente saber e diferenciar Então qual que é a possível causa no quadro aí desse indivíduo tá eh normalmente a gente vai encontrar
uma importante relação dose e efeito tá então Principalmente quando a gente pensa em gravidade da doença né então no da doença pulmonar ocupacional quanto maior a exposição quanto maior a frequência de Exposição né o nível de inalação que esse indivíduo tem maior vai ser a chance dele ter um quadro mais complicado um quadro mais mais grave tá então isso tem uma relação muito importante aí entre dose e efeito nesse caso das pneumoconioses tá e a suscetibilidade dos indivíduos ela vai variar de acordo com o aspecto genéticos e também aspectos adquiridos né aspectos epigenéticos na vida
do indivíduo tá isso também vai fazer diferença na hora de da gente entender o acometimento desse indivíduo tá E além disso existe um período de latência dessa doença normalmente uma doença ocupacional né uma doença pulmonar ocupacional ela não vai apresentar sintomas tão rapidamente assim existem alguns quadros como é o caso por exemplo da silicose aguda da asma ocupacional que vão aparecer de forma mais aguda que vão aparecer mais rapidamente né até asma ocupacional ela vai acontecer praticamente logo depois né né da exposição ao agente tóxico né ao agente nocivo e a a silicose aguda vai
acontecer ali com com determinado período de tempo também né Depois da exposição eh mas tirando essa esse fator né a gente geralmente vai precisar então que o indivíduo chegue ali num limite de tolerância né ou seja ele vai precisar atingir um valor de concentração eh a a qual ele foi exposto né daquele agente nocivo para que aquilo ali e comece a aumentar a chance dele ter a doença ou não tá isso seria o limite de tolerância né para aquele para aquele agente nocivo né então a gente tem essas características que são importantes pra gente considerar
is sobre pneumoconiose tá eh os fatores pra ocorrência de pneumoconioses então é um aporte e permanência desse agente nocivo né no aparelho respiratório geralmente né e normalmente né nesse caso da pneumoconiose vai ser um agente inalado junto ao ar no ambiente de trabalho por isso que é uma doença ocupacional né e não é de outro outra origem né E além disso a gente tem que ter quantidades significativas que vão ultrapassar o limite de tolerância para aquele agente nocivo né ou seja aquela ideia de uma concentração específica que a partir dela o indivíduo tá em risco
de desenvolver então a doença ocupacional pulmonar relacionada então a esse agente noivo ao qual ele tá tendo exposição tá eh o nosso corpo ele tem mecanismos de defesa né que vão V atuar então contra esses agentes nocivos e muitas vezes esses esses próprios mecanismos de defesa vão gerar então algum tipo de acometimento algum tipo de sintomatologia nesses quadros né então o o nosso sistema imunológico e os nossos mecanismos de defesa em si eles vão atuar no sentido de evitar que o agente nocio atinja então estruturas mais nobres tá a gente faz isso interrompendo a respiração
fazendo alguma alteração da humidade das mucosas né ou aumentando ou diminuindo né Eh e também alterando a tortuosidade e angulação dos condutos respiratórios que vão dificultar né a passagem Então desse agente nocivo para regiões mais nobres como é o caso do parena pulmonar né Eh mas a gente sabe que isso é dose dependente ou seja quanto maior a exposição do indivíduo mais fácil fica né da gente ter um acometimento do parena pulmonar né E além disso a gente pode atuar retirando material que chega às estruturas nobres por meio de tosse ou por meio de um
sistema de transporte alveolar ou o tapete mucilar que já vai filtrando aquele ar que tá entrando né então a gente pode utilizar esses mecanismos e vai utilizar esses mecanismos e também a gente pode tentar inativar ou detoxificar as substâncias nocivas por meio de fagocitose tá são esses mecanismos que vão ser utilizados aí para responder né a exposição de algum agente nocivo inalatório né Eh os fatores de deposição das partículas são basicamente o tamanho né a forma dessa dessa partícula a cicid né da partícula também a frequência a amplitude dos movimentos respiratórios também vão fazer diferença
tá normalmente então quando a gente pensa numa partícula que pode ser eh depositado no parena ou que pode né Por algum motivo né porventura gerar algum acometimento n vias aéreas inferiores ela tem ali em torno de 1 a 2 micrm tá de diâmetro né Isso vai favorecer inclusive o transporte delas por meio de aerossóis tá então fica mais mais fácil né da gente ter essa deposição a gente sabe que de 1 a 5 micra né de de tamanho de diâmetro dessas partículas ocorre uma deposição pulmonar muito maior né acima de 5 micr a gente já
vai ter uma deposição mais em oro faringe nas faringe né e outros estruturas de vias aéreas superiores e abaixo de um micra fica mais difícil da gente fazer essa deposição mas ela também acontece tá então a gente tem que ter noção que existem vários fatores que favorecem ou não né A a nocividade vamos dizer assim de uma partícula em relação ao sistema respiratório tá é a primeira pneumoconiose que a gente vai estudar é a pneum coniose dos mineiros de carvão né aqui eu coloquei um raio x aqui demonstrando então várias nodulações né que são formadas
por fibrose né E essa fibrose normalmente tá mais relacionada ali à região dos bronquios respiratórios tá então a gente vai ver normalmente nessa região mais Central essa fibrose né essa esse padrão de de disposição da fibrose em volta ali né dos dos bronil respiratórios nessa região mais próxima ao Ilo né ou seja peril lá tá isso aqui é o padrão então que a gente encontra na pneumoconiose dos mineiros de carvão tá então ela vai depender de uma exposição prolongada a poeira de carvão mineral durante a mineração tá eh e vai cursar então com formação de
múltiplos nódulos que tem relação então né que que vão representar uma fibrose a nível de bronquios respiratórios circundados por enfisema focal né isso que a gente vai observar então nessa pneumoconiose tá se ela ficar complicada Então antes né quando você só tem a fibrose a nível de bronquio respiratório com enfisema focal isso não é o quadro complicado quadro complicado é o quadro que dá espine o quadro que dá algum tipo de sintomatologia cerca de 1 a 2% dos indivíduos que T essa pneumoconiose vão ter então a sintomatologia e vão desenvolver fibrose maciça tá o que
pode acontecer aqui seria então uma fibrose por muito eh eh por por um um uma extensão muito grande do pulmão né E essa fibrose inclusive vai gerar então o processo ali para para ter dispineia tá para ter a sintomatologia de dispineia né geralmente o carvão mais envolvido né nesse processo de formação da pneumoconiose dos mineiros de carvão é o carvão antracito tá o antracito que vai encerrar então maior quantidade de energia para ser retirado do subsolo então o indivíduo ele vai gastar mais energia ele vai entrar em atividade física esten nuante e por entrar em
Atividade física extenuante a ventilação dele também é alterada ele aumenta então a capacidade de inalar né esses gases esses gases esses eh essas partículas suspensas né Essa poeira suspensa Então no aerossol que ele tá respirando né A A silicose então ela vai ser basicamente uma pneumoconiose decorrente da exposição longa à poeira de sílica tá eh e aí a gente vai observar então presença de múltiplos nódulos normalmente de 2 a 6 mm tá são nódulos fibrosos né nódulos cretos que tem então um tamanho pequeno geralmente bilateralmente tá Eh esses nódulos eles podem coalescer E aí eles
formam então massas conglomeradas de tecido fibroso ou seja eles se juntam formando uma grande massa de tecido fibroso E aí nesse ponto a gente tem então a doença complicada da silicose tá que vai acometer cerca de 20 a 30% dos indivíduos e aí a gente vai ter então uma dispineia progressiva tá hipertensão pulmonar que pode culminar no corpo pulmonária que pode inclusive culminar num insciência cardíaca direita né então a gente tem um indivíduo que às vezes pode aparecer até mesmo com o quadro eh sugestivo de insuficiência cardíaca direita e aí você vai ver a causa
silicose tá eh lesões patognomônicas de silicose estão demonstradas aqui tá Então a gente vai observar essas lesões são lesões em casca de ovo normalmente então nos gânglios mediastin pulmonares tá então lesões em casca de ovo nos gânglios mediastin pulmonares são patognomônicas de silicose tá eh para que o indivíduo tenha então um quadro ali que tem alguma alteração radiológica como esse caso aqui ou alguma sintomatologia né que seria a dispineia progressiva e a própria hipertensão pulmonar o cor pulmonal ele tem que ter uma exposição de pelo menos 10 a 20 anos a poeira tá E aí
depois né dessa exposição de 10 a 20 anos aí ele começa a ter essa sintomatologia e os aspectos radiológicos começam a aparecer tá e a asbestose asbestose é uma pneumoconiose ada pela exposição longa né Aos componentes de grupo asbesto né então tem vários várias substâncias que fazem parte do grupo asbesto né e elas vão causar Então asbestos tá eh para que aconteça isso daqui a gente precisa ter uma exposição de 20 anos para início das características clínicas e radiológicas da Doença né cujos sintomas Então são tosse improdutiva irritante e dispineia tá com a evolução do
quadro a gente pode encontrar estertores principalmente né nas bases pulmonares a gente vai encontrar também eh podem ser escutados eh nos estádios avançados a gente vai ter sianos hipocratismo digital então baqueteamento digital o indivíduo pode apresentar esse quadro né mas inicialmente vai ser a tosse improdutiva irritante e a dispineia né Eh o indivíduo que tem uma exposição menor né que não vai ser por 20 anos ele pode ter uma exposição de 2 a 6 meses e isso pode inclusive causar a doença tá de 20 a 30 anos depois ele pode ter o timento da doença
Tá então não significa que ele não não pode Que el que ele pode ter uma exposição baixa só porque precisa de 20 anos de Exposição para gerar doença tá isso aí vai ser mais para gerar uma doença e eh que vai ter características clínicas né que vai ter características cardiológicas a partir de 20 anos tá mas a exposição dele pequena né de 2 a se meses também vai gerar alguma possibilidade dele ter a doença depois de 20 a 30 anos Isso depende muito de características inclusive genéticas epigenéticas da vida do indivíduo né e da Saúde
pulmonar dele tá eh aqui nbos o início né vai ser por por formação de edema das células alveolares né Depois desse edema a gente vai ter uma alveolite né então uma inflamação dos alveolos alveolite descamativa né com consequente espessamento das paredes alveolares com formação ali de tecido colágeno no local né E aí depois disso então por fim a gente vai ter obliteração de alguns alvéolos por fe de colágeno né diminuindo então a área né de de troca gasosa do pulmão tá eh a microscopia a gente vai observar então a presença de Corpos ferruginosos ou corpos
de asbesto tá que a gente vai observar aqui agora nesse slide ó Isso daqui é um corpo ferruginoso ou o corpo de asbesto né que a gente vai observar então que ele tem extremidades mais espessas né E um corpo mais fino a gente observa isso daqui numa lâmina tá normalmente isso vai est presente na na parede alveolar tá é outra coisa que a gente pode observar aqui também seria que o quadro de asbestose ele vai gerar um acometimento de pleura tá normalmente a gente pode ter a presença de calcificação da pleura E aí a gente
tá observando isso daqui no Raio X né a gente tem uma calcificação da pleura né E aí a a fresco né a gente vai observar dessa forma isso vai impedir né bastante os movimentos pulmonares né então isso vai eh favorecer o quadro de dispineia de tosse né que o paciente pode ter nesse momento aqui por conta da asbestose né Eh e outra possibilidade também seria a formação de mesotelioma pleural né então aqui a gente tem uma cometimento muito grande né de mesotelioma pleural porque ele é maligno e difuso né E a gente tem uma relação
direta né do mesotelioma pleural com o acometimento pela asbestos tá então é uma uma possibilidade também quando a gente vê esse tipo de de raio x aqui tá então eh pra gente pensar em manejo né de pneumo conoses a gente tem que pensar que a gente tá tratando de um quadro que não tem necessariamente um tratamento tá a gente tem que pensar que o principal ponto nesse caso do manejo de pneumoconioses é pela profilaxia ou seja evitar que novos indivíduos tenham né esses acometimentos no futuro para que a gente faça isso a gente vai reduzir
a exposição dos indivíduos a esse tipo de de eh poea nociva né esse tipo de de elemento nocivo e principalmente fazendo o quê ção da concentração ou até mesmo retirar mesmo né a presença desses desses elementos do ambiente de trabalho tá então uma forma que a gente tem de fazer tudo isso é aumentando ventilação melhorando A humidificação do ar nesses nesses ambientes né E também o uso de protetores faciais vão ser muito importantes né Na hora de trabalhar então com esses elementos pra gente evitar a aspiração e evitar os quadros de pneumoconiose mas se o
indivíduo já tem uma doença lá que tá acontecendo né já tem uma silicose por exemplo que tá acontecendo descendo a única coisa que a gente vai fazer de fato é manejar os sintomas dele então se ele tá tendo uma uma asma ocupacional se ele tá tendo muita tose muita dispineia né a gente pode tratar ele então com Broncos dilatadores com corticoides inalatórios esses tratamentos que a gente já faz por exemplo para DPOC para asma a gente vai manejar o paciente para evitar que ele fique com uma sintomatologia muito aguda muito forte o tempo todo mas
curar de fato o caso né o quadro isso não vai acontecer a gente não consegue tratar de fato a deposição né desses desses elementos nocivos no parênquima pulmonar do indivíduo tá a gente só consegue tratar Então os sintomas para que ele não fique com esses sintomas do tempo inteiro tá bom basicamente isso que eu queria falar com vocês de pneumoconiose eh agradeço a atenção de todos e até o próximo vídeo muito obrigado