Então vamos falar um pouquinho sobre as intervenções nos cursos de formação. Então a gente aplicou alguns questionários nos cursos de formação. A gente começou a fazer esse trabalho no CFP 17 com questionários são 17, 18, 19, 20.
A gente tem um N e e do CFO do 38 até o 45. Então a gente tem um N de mais de 100 alunos. E a gente fez um levantamento, porque se a gente fosse fazer esse levantamento só ali pela CPMED, com um número de baixas, aquilo que é documentado, ele seria um número subestimado.
Geralmente o aluno, por exemplo, num curso de formação que ele baixa, ele já tava com doro há muito tempo. Às vezes ele tava com tomando remédio na emergência porque ele não quer perder aula, não quer perder o curso. Então a gente tem um número subestimado.
Então, o questionário acaba sendo o melhor forma da gente conseguir compreender o que que eles estão sentindo. O questionário que eles responderam é semelhante ao que vocês receberam para responder, tá? Várias perguntas são idênticas, inclusive, que é onde dói, qual parte do corpo que dói, qual que é a intensidade, enfim, algumas coisas desse tipo que o nosso objetivo é então entender como é que tá, como é que o aluno entra então no início do curso, no meio do curso e no final do curso.
Então, sobre a evolução de sintomas, a gente tem dois gráficos do CFO, do CFP. Então a gente percebe aqui que os alunos já entram com bastante sintomas, tá? Isso é mais acentuado no CFO, tá?
E aí é interessante porque esse perfil de CFO são alunos que eh mais de 70%, se eu não me engano, esse número já tinham feito CFP, tá? Então eles emendaram CFP com CFO porque da 40 44 eram turmas que já tinham eh muitos já tinham feito CFP. Então, às vezes já saíram com uma lesão ou não se recuperaram de uma dor ou de um sintoma ou do do nível de de treinamento físico ali e engataram num curso.
E aí a gente vê o azulzinho como sendo queixa de dor leve, o amarelo dor madeirada e o vermelho dor forte. No CFP a gente vê um aumento da dor eh moderada e forte do início até o fim do curso e no CFO também. E uma redução das queixas de dor leve.
Então, o que que isso significa? Um agravamento dos sintomas. Os alunos terminam o curso com mais dor do que iniciaram.
Uso de medicação. A gente percebeu um aumento do uso de medicação durante o curso e aí a gente vê que 41% dos alunos do CFP terminam o curso tomando medicação para dor, tá? A pergunta é: você tá tomando alguma medicação para aliviar esse esse sintoma de dor ou desconforto?
Tá? E a prescrição também aumentou. O aumento da prescrição também pode indicar o aumento da gravidade dos sintomas, que a gente geralmente vai ao médico para ele prescrever, ou quando aquela de pirona não tá fazendo efeito mais aquele remédio que a gente toma em casa, ou então quando a gente não quer tomar remédio, algumas pessoas não tomam hipótese alguma sem prescrição e aí procuram médico porque precisa.
Sobre recuperação de lesão, a gente tem que apenas 16 e 17% dos alunos referiram ter se recuperado de uma lesão ocorrida durante o curso. No final do curso eles relataram isso. Então a maior parte relataram não ter se recuperado ou ter se recuperado parcialmente.
Isso aí vai ao encontro que a gente viu, né? Porque no segundo ano é que surgem as baixas. Então tem muita gente que já sai do curso e não vai pro serviço operacional.
Como relação à região acometida, a gente tem as três principais, eh, joelho, lombar e ombros. Tá? Eh, muda um pouquinho porque a lombar deixa de ter o primeiro lugar e que passa a ter o primeiro lugar é joelho e depois o ombro, que é muito em função das atividades dos cursos, muita corrida, muita flexão, então acaba que joelho e ombro passa a ser o primeiro lugar, tá?
Com uma aumento do início, né, pro meio do curso, geralmente no final do curso um pouco mais de de queixas, tá? Com relação às atividades do curso que pioram sintomas, esse é um dado interessante, porque as atividades do curso que mais pioraram sintomas, tanto no CFO quanto no CFP, a maioria foram flexão e apoio, ficar em forma em posição descansar, fazer barra. Isso mostra tudo como o ombro tá influenciando, né?
A região anatômica mais comum, que é uma das que a gente citou no gráfico anterior. E o ombro, eh, ele é uma articulação sensível, né? E durante os cursos se faz bastante flexão, eu vou falar depois na aula prática um pouquinho sobre isso, como que esse excesso de flexões pode gerar desequilíbrio muscular e pode favorecer tendinich de ombro.
Então, eh, a às vezes a dor na de ficar em forma em posição de descansar pode vir de uma sensibilização. O homem já tá sensível pelo excesso de flexões e aí vem então ficar em forma de em posição de descansar e evidencia isso. A corrida de cuturno, tá?
E das atividades operacionais, a que tem mais queixa aqui é o resgate veicular. Então a gente vê que, por exemplo, nas atividades fim do bombeiro executadas dentro do curso, como combate a incêndio, eh salvamento em altura, salvamento aquático, a pH, a gente tem pouca queixa de sintomas. Maior parte dos sintomas vem em atividades que são alheias, atividade fim, bombeiro militar.
Então, uma das principais estratégias pra gente poder prevenir lesões é a gente fazer um monitoramento de carga de treinamento nos cursos, tá? Então, primeiro, por que que eu quero falar sobre isso? Talvez muitos de vocês sejam instrutores ou tenham interesse em ser instrutores ou trabalhem, né, na coordenação de um curso.
E é importante a gente ter um olhar para isso. Os artigos científicos sobre o tema já trazem a importância de trabalhar o monitoramento como uma parte essencial da estratégia de prevenção de lesões, tá? Então, primeiro o macro, que é o currículo.
Então, é muito importante que na hora de montar um projeto pedagógico de um curso, você pense na distribuição das disciplinas no decorrer do curso, considerando a demanda física eh necessária ou requisitada de cada disciplina. O que que é comum no bombeiro? a gente entra com uma pancada muito grande.
Então, o primeiro semestre do CFO, só disciplina pesada, primeiros meses, às vezes do CFP, só disciplina pesada fisicamente e depois muitas vezes acontece de ir caindo ali a a exigência física. Então, na hora que o bombeiro tá menos preparado fisicamente, que é quando ele chega, ele tem uma paulada e aí às vezes sem estar com uma capacidade física desenvolvida para aquela demanda. E aí depois diminui a sobrecarga física, né, a exigência física.
Isso favorece as lesões. Se a gente for pensar no no na lógica, o ideal seria que a gente começasse um pouco mais leve e fosse uma progressão gradual e terminasse bem intenso. Um curso de um ano que você tem tempo de fazer uma adaptação, por exemplo.
É claro que nem sempre isso vai corresponder à necessidade metodológica da disciplina. às vezes a a sua disciplina, a aquele conteúdo precisa entrar com técnicas rústicas no início, mas é bem importante a gente avaliar eh como que a gente dosa essa carga no início do curso, do durante o curso, pra gente não favorecer lesões. Dentro da disciplina também é importante fazer isso.
Então, se você é um instrutor, quando você for pensar e planejar as aulas da sua disciplina, aula um, aula dois, aula três, pense tanto numa progressão gradual de esforço físico, de demanda física, de exigência, quanto eh em descanso entre as aulas, se você fez uma aula muito puxada, talvez a próxima aula possa ser um pouquinho menos e você vai alternando, isso vai dar período de recovery, de recuperação, tá? E depois dentro da sua aula, então é um é um planejamento micro dentro da minha aula, se eu começar pesado do começo do primeiro minuto da aula até o minuto final, eu tenho grande chance de lesionar. ou se eu exijo da mesma estrutura anatômica, ou seja, eu preciso fazer PQD na minha aula e aí eu cobro 300 flexões naquele dia.
Então, se eu cobro 300 flexões e preciso fazer PQD, eu tô exigindo tudo do ombro membro superior. Então, a minha chance de lesionar é maior. Então, se eu vou na minha atividade técnica cobrar uma algo que exija de braço, eu posso na hora da pagação cobrar algo que exija de perna.
Então, fazer essa gestão eh da apagação, do número de repetições do do músculo, do grupo muscular solicitado, do nível de exigência do exercício dentro da sua aula. É importante, tá? Os instrutores aí.
Outra coisa que nós fizemos de intervenção é essa classificação do grau de esforço físico. Vocês vão ver nessa tabelinha do lado que a gente tem ali as a duas disciplinas, por exemplo, técnica de salvamento em altura, a gente tem a aula, tem o nome da aula e aí a gente tem o grau de esforço físico. A gente dividiu para ficar bem simples em nível um, que é grau de esforço físico leve, dois moderado, três intenso.
A instrução exige bastante fisicamente. Então, se um eh a gente dividiu também por segmento corporal, P é perna, membros inferiores, B é braço, membros superiores, e T é tronco, coluna. Então o próprio instrutor fez essa classificação do grau de esforço físico.
Então ele colocou lá, aula 29, resgate de vítima técnico bombeiro, P2, B2, T1, significa que ela é de grau de esforço físico moderado para perna e braço e leve paraa coluna. Certo? Qual que é o objetivo?
Foi feita essa classificação com todas as aulas operacionais para na hora de montar o QTS, pessoal que tá na sessão técnica de ensino tentar não coincidir instruções pesadas pro mesmo segmento no mesmo dia, né, ou em aulas consecutivas em dias consecutivos. Então, se de manhã a gente teve uma aula, uma prova de TFM ou uma aula, né, de de TFM, evitar a tarde de fazer uma subida de escada ou se de manhã eu tive uma aula pesada aí, por exemplo, de galeria individual, eu evitar de na tarde eu fazer um circuito de salvamento e altura que também é pesado. Então, o objetivo é a gente conseguir monitorar a carga de treinamento.
É uma ferramenta para monitoramento de carga de treinamento. quando eh a gente não conseguir fazer, né, às vezes por falta de estrutura ou de disponibilidade de espaço, eh não consegue não coincidir instruções pesadas no mesmo dia. Então a instrução subsequente vem sinalizada com uma bandeira vermelha.
Então esse é um QTS para consulta do instrutor e não dos alunos, que ele vai olhar e vai falar assim: "Ah, então os alunos desse pelotão aqui, do primeiro pelotão do CFP 18, eles vieram de manhã de uma aula pesada pra perna e hoje a minha aula é pesada pra perna". Bom, então tá, então eu posso fazer uma gestão melhor? Eu não vou pôr para correr, eu não vou pôr para apagar pô de chinelo.
Então isso ajuda a conhecer um pouco melhor, porque às vezes se for perguntar pro grupo de alunos sempre vai dizer que tá cansado, né? Então isso vai ajudar a ter uma um conhecimento. Por que que é importante a gente falar sobre isso?
Talvez você seja instrutor, talvez você trabalha em coordenação ou elaboração de algum tipo de coisa nesse sentido. E é muito importante que o instrutor tenha consciência de olhar, né? Então a gente tem feito esse trabalho educativo com os instrutores.
Então reuniões com a equipe de instrutores e coordenação é essencial, é parte da nossa intervenção. Não adianta a gente falar só com o aluno, né? Inclusive em todos esses artigos que eu trouxe para vocês na aula anterior fala bastante disso, educação dos líderes militares.
Então, como que a gente vai falar de eh carga de treinamento e só com aluno, sem falar com o instrutor, se é o instrutor que define a carga de treinamento do aluno durante o curso, o aluno não tem controle sobre o que ele faz e o que ele deixa de fazer. Então, a a gente entra aí para trabalhar com os instrutores sobre conhecer a condição física da tropa para instrução, dosar os exercícios dentro da instrução, eh avaliar, né, quantidade de repetições e qualidade de execução do exercício. Eh, avaliar, eh, variar os exercícios, trabalhar valências diferentes, trabalhar com exercícios técnicos, priorizando a técnica, né, da execução, observar a execução dos exercícios propostos e observar se tá atingindo o objetivo proposto, tá?
Outra intervenção é a gente fazer avaliação fisioterapêutica. Eu vou disponibilizar para vocês um link do Google Forms, né, provavelmente depois da da aula prática. Quem tiver eh necessidade de uma avaliação, então o fisioterapeuta vai avaliar, eu tô com uma dor, uma lesão que eu acredito que é que não é uma uma dor só de treinamento, né?
uma dor muscular pós exercício. Então, a gente fazer uma abordagem com esse aluno durante o curso é muito importante, porque você consegue abordar a lesão no início, mesmo que ele não consiga fazer o atendimento lá com a gente na PMED, a gente encaminha para fazer fora. A gente passa um exercício para ele fazer sozinho em casa, a gente orienta algo que não fazer, o que fazer.
Se a gente vê que é mais grave, a gente encaminha pro médico. Então, assim, o objetivo do nosso da nossa atuação dentro dos cursos é facilitar o agendamento com o fisioterapeuta para monitorar a lesão, tá? fazer orientações individuais, acompanhar o tratamento, mesmo que ele não faça com a gente.
No caso de um curso de formação, é geralmente é impossível o aluno fazer um tratamento de fisioterapia durante o curso dentro da policlínica, porque a policlínica funciona na hora de aula. Mas então a gente encaminha para fazer no turno noturno e a gente tem um diálogo com a coordenação daqueles alunos que têm indicação de fisioterapia deles liberarem os alunos, né, no horário ali à noite, no final do dia para eles conseguirem fazer a fisioterapia para conseguirem se recuperar da lesão ali durante o curso. Porque uma coisa é você segurar uma lesão por um curso de especialização, outra coisa é por um ano no curso de formação.
Geralmente não é possível, tá? Encaminhamento para outros profissionais. Se eu vejo que é necessário encaminhar para um médico, para um ortopedista, a gente já encaminha e já ele já vai tomar outras medidas, se ele tem que fazer um exame ou se ele tem que baixar.
A nossa cultura é de ir na emergência, de ir no home durante o curso. E eu considero isso pode ser bastante prejudicial, porque quando vai no home, vai na emergência, ele vai tomar um coquetel de remédios, eh, e vai voltar paraa atividade no outro dia. Então, não vai ter uma entendimento da causa, do problema.
eh, nem sempre vai ser avaliado por um ortopedista ou se vai ser avaliado não vai ser acompanhado por um ortopedista. Então, eh é bem importante, então, a gente tá atuando com essa avaliação fisioterapêutica dentro dos cursos. A gente fez também um programa de preparação física pro curso, foi elaborado pelo CECAF junto com a fisioterapia, que é um protocolo de exercícios que acontece bem no início do curso, dura 4ro semanas, praticamente um mês.
Então, por exemplo, aluno do curso de formação entrou no CFP, no primeiro dia ele já começa essa que agora vai ser uma disciplina, né? Eh, vai ser uma disciplina que dura um mês, o primeiro mês de curso, duas horas por dia, por cinco vezes por semana, ele vai fazer um treinamento físico. E esse treinamento físico não pode ser concomitante ao mesmo tempo que outras atividades físicas pesadas, porque se você fica duas horas fazendo um exercício num programa desse, depois à tarde vai fazer outro exercício, a chance de lesionar é maior.
Então a gente ao invés de ajudar atrapalharia. Então ele tem que ser exclusivo a parte física nesse primeiro mês só com o programa, tá? E aí então a gente fez então em conjunto com CCAF, né?
Elaboramos os exercícios aqui, algumas imagens do do dos exercícios sendo executado pelo pessoal. E a gente basicamente divide em duas baterias, um dia treino um, outro dia treino dois. Então a gente pega exercícios de força.
Então existem exercícios que eu vou passar para vocês no no na aula prática que diminuem a chance de ter uma lesão em ombro. exercícios de estabilização de escápula, de mobilidade escapular, de fortalecimento de manguito rotador, exercício de estabilização de core, de ativação de core, de mobilidade. Para fazer algumas atividades é importante ter mobilidade, tá?
educativos de corrida, educativos de natação. Então são exercícios que dão uma base ali educativa de orientação pro para que ajuda na prevenção de lesões. Eh, e é importante eh ressaltar que esse programa de preparação física, ele veio a partir do do estudo que eu citei, que é uma revisão sistemática, que ele coloca lá protocolo vacina de exercícios.
Então ele sugere que seja elaborado um protocolo específico para preparar os militares para as atividades de cursos. É o que a gente fez, tá? Quando a gente fala em especialização é muito diferente de formação.
Até agora eu falei sobre formação espe e carreira é outra coisa, né? Que é o curso que que os senhores estão agora. Formação é um curso mais longo, enquanto especialização é um curso mais curto.
Então o tempo de exposição é diferente. Talvez por aí a gente poderia falar: "Ah, então o de formação é pior". Só que o de formação tende a ser mais leve.
Comparado com o de especialização, ele é muito mais intenso. Então eu diria que uma coisa acaba anulando a outra. Apesar do curso de informação ser mais leve, ele dura um ano.
A gente não segura uma pancada forte por um ano. Eh, e um curso de especialização, apesar dele ser durar um mês, mas ele é muito intenso, então às vezes acabam uma coisa compensando a outra. Os cursos de formação, infelizmente, eles muitas vezes os militares chegam piores fisicamente, tá?
Eh, é, tende a ser um grupo mais heterogêneo na formação, enquanto na especialização é um grupo mais homogêneo. O treinamento da formação, ele é mais inespecífico, né? um pouquinho de cada área e na especialização é um treinamento mais específico.
Por esse motivo, eh, quando a gente vai montar um programa de prevenção de lesões em cursos de especialização, não adianta a gente querer fazer da mesma forma que a gente faz na formação. Então, a gente montou um programa pro Setop, que basicamente ele é um programa preparatório, tá? Então, foi o primeiro programa que nós fizemos em curso de especialização, fizemos em 2025 com curso de tripulante operacional.
Então, foi feito um programa para preparar de treinamento físico com fisioterapeuta, enfim, vários profissionais para preparar os candidatos ao curso pro curso. Não dá muito tempo da gente fazer algo depois que o carro tá andando ali em um mês de curso de um curso muito intenso, por exemplo, como o Satop. Eh, já na formação não dá pra gente fazer nada antes do aluno entrar.
Entrou e tem que começar a fazer algo. Então, são abordagens distintas, tá? Então, o objetivo era melhorar a aptidão física do candidato pro curso, preparar para as atividades requeridas, prevenir lesões, facilitar o atendimento fisioterapêutico dos candidatos.
Ou seja, se você chega no curso de especialização já com uma lesão, a chance de você eh piorar ou ter novas lesões é grande. Então, se a gente consegue abordar essa lesão lá com um candidato ali meses antes dele entrar no curso e ele melhorar e ele entrar bem, isso diminui a chance dele ter um problema e de repente nem conseguir formar por conta de uma lesão ou terminar o curso lesionado, tá gente? Isso é uma coisa muito importante.
Não formar é muito ruim. perdi o curso, me me saí machucado, mas formar machucado também é tão ruim quanto formar com uma lesão e não apto pro trabalho, uma lesão que ele adquiriu durante o curso, é um prejuízo muito grande pra instituição e pro bombeiro militar, né? A gente tem ali tanto um adoecimento físico que pode acontecer essa pessoa que entra para um curso de especialização e tem uma lesão, tem um um uma lesão músculo esquelética quanto o psicológico mental que às vezes tira ele do curso e ele termina adoecido com ansiedade, com depressão.
Então a gente precisa ter um olhar para isso, tá? Então, facilitar o atendimento dos candidatos, capacitar os alunos para alto manejo de sintomas, orientar sobre aspectos de treinamento físico, de saúde mental, aspectos nutricionais. Então, o nosso trabalho tem ficado cada vez mais multidisciplinar.
Vocês vão ver aqui que ele é cada vez mais multidisciplinar. Ressaltando que eu tinha falado do curso de formação, na formação também já tá bem multidisciplinar, porque a gente incluiu a nutrição no no nesse programa de preparação física com algumas palestras e orientações e e o SECAF também, né, que a gente fez o trabalho em conjunto, na verdade foram os instrutores do SECAF que ministraram as aulas ali de do programa preparatório. E a gente então aplicou alguns questionários que eu não vou trazer os dados do setup porque é um curso com poucas pessoas, então a gente não vai conseguir fazer uma análise ainda.
Quando a gente esver em outros cursos de especialização, a gente vai apresentar os dados. Aqui, só para vocês terem uma noção, a gente então passava uma planilha de treinamento pro candidato. Por que que é importante?
Se vocês um dia forem fazer um curso de especialização e a gente esver com programa preparatório, valorizem o programa preparatório. Eh, vamos aderir ao programa preparatório, estimulem a adesão de outras pessoas ao programa preparatório. Nós não fizemos esse programa do nada, né?
Saiu uma cartilha, né, um manual do candidato junto com edital. Então, por exemplo, o edital abriu antes do previsto do que ele abria geralmente. Então, ele abriu em novembro.
Os candidatos se inscreveram. Em janeiro começou o programa preparatório e o curso só começou em abril. Então eles ficaram ali quatro meses, 10 semanas que durou esse programa.
Nós vamos aumentar o tempo porque foi insuficiente no nosso ponto de vista, mas foi um primeiro programa, então a gente ainda tá aprimorando. Eh, e aí esses esses candidatos já começaram a fazer ali as eh participaram das primeiras intervenções conosco, eh, para poder se preparar pro curso, tá? Então, eh, antes já abri o edital, né, e já começava o curso, já começava as etapas de entrada no curso de forma mais célere.
Então, com esse programa preparatório, a gente vai ter um um lapso eh temporal um pouco maior. Isso vai dar a oportunidade dos candidatos se prepararem. Então isso é muito importante, né, tanto os senhores aderirem, quanto se você é instrutor ou coordenador de um curso e pode nos tiver interesse que a gente implemente no curso de vocês, a gente vai ir fazendo isso de forma gradual.
Então, nessa planilha, por exemplo, para vocês terem uma noção, a gente dividiu de acordo com aquilo que era a demanda do curso. Então, o nosso objetivo é sempre montar o programa preparatório baseado no que vai ser exigido do curso. Então, a gente colocou um treino de força, um treino de flutuação, treino de corrida, de natação, de marcha equipado.
Eh, basicamente o treino ele é executado sozinho pelo candidato à distância. A gente faz um primeiro encontro presencial que a gente tem algumas palestras e a gente tem um segundo treino presencial que a gente passa os exercícios um por um para eles entenderem, tirarem dúvidas e depois disso a gente tem uma assessoria, uma ajuda, um apoio do dos instrutores de de TFM nesse período, tá? E aí depois a gente tem uma ciclagem dos exercícios e a gente vai fazer fazendo isso de novo.
Isso aqui é alguns exemplos, né? a gente mandou em vídeo todos os os exercícios da fisioterapia, todos os exercícios da educação física em vídeo descritivo, sem bem detalhado, sabe? E então a gente fez então essa cartilha de treinamento, uma aula teórica, uma aula prática de TFM fisioterapia com prescrição de treino, uma aula de autolberação miofacial em relaxamento, eh algum manejo de estresse e o atendimento fisioterapêutico, que eu já falei para vocês, que é muito importante, que é a gente tentar abordar essas lesões eh desde o começo, né?
Então, entrou também com palestra nutricional para orientar sobre alimentação no período prévio e depois alimentação no período durante o curso, né, hidratação, algumas coisas, por exemplo, que também influenciam na ocorrência de lesões. E com a equipe também a gente fez algo eh semelhante, mas voltado paraa instrutoria, que é falar sobre controle de carga de treinamento e vários outros assuntos eh que são importantes a serem abordados nesse nessa temática, tá? Quais são as perspectivas para curso de especialização?
Aprimorar o programa. Esse foi o primeiro programa que a gente fez no setop. Não, não existia nenhum tipo de programa como esse ainda no Corpo de Bombeiros.
Ele é um foi um programa já multidisciplinar porque integrou psiquiatra, psicóloga, nutricionista, fisioterapeuta, eh instrutor de TFM, médico do trabalho. Não, o médico do trabalho não entrou no setup ainda junto conosco nesse programa, mas vai entrar nos próximos. Então, eh, o objetivo, nós aplicamos questionários, vamos analisar e acompanhar os resultados, ver o quanto nossas intervenções influenciaram para melhorar o programa de treinamento.
Eh, vamos incluir algumas atividades em grupo com a psicologia, algumas orientações coletivas individuais com a nutrição e, principalmente, uma coisa nova que a gente quer integrar a medicina do trabalho. Tem várias coisas que a medicina do trabalho eh atua e que a gente pode evitar diversos tipos de adoecimento. exemplo, para vocês conseguirem visualizar, no último COI, a médica do trabalho eh tava me falando que eles implementaram uma pesagem dos alunos pré e pós instrução no contêiner.
Por quê? Porque geralmente tem desidratação, tem perda hídrica e essa desidratação favorece, por exemplo, a rapdomiólise, né, que é uma lesão grave renal, que pode ser inclusive permanente, né, trazer problemas permanentes. Então essa pesagem ela vai fazer com que fique mais eh palpável pro aluno quanto que ele tem que ingerir de água desse de um dia pro outro, quanto que ele tem que reidratar, que ele tem que que beber água para poder evitar uma desidratação e evitar esse tipo de problema que às vezes vê.
Então esse é um exemplo de um de uma intervenção da medicina do trabalho, podem que junto com a nutrição que ela multidisciplinar e também da pedagogia, a gente trabalhar um pouco sobre metodologia de ensino e algumas coisas que podem ser pertinentes quando a gente fala em prevenção de adoecimento. A gente não tá mais falando só de prevenção de lesão agora, a gente tá falando de prevenção de adoecimento nos cursos, de especialização aqui, né, que seria perspectiva mais para qualquer curso. Então, paraa gente fazer essa prevenção, a gente precisa de uma integração.
É isso que eu quero que fique bem claro. Em algum momento vocês podem ser instrutores ou vocês podem trabalhar na gestão, eh, seja ali num apoio administrativo de um curso, vocês, eh, podem ser alunos, vocês podem trabalhar na coordenação. De qualquer forma, todos esses esses pedacinhos dessa roda aí tem um papel para essa roda girar.
Então, a gente não tem como trabalhar a prevenção só com um desses pontos. E aí eu quero trabalhar essa conscientização de vocês de onde vocês estão e como vocês podem contribuir com prevenção, tá? Quando a gente fala sobre as perspectivas de prevenção em saúde nos cursos, não abrange só formação, é formação, carreira, especialização.
Em carreira, como é agora com com vocês, é uma outro um outro tipo de abordagem, é mais educativa, não é um curso tanta exigência física, é mais de consciência, é mais de educação, né, da gente eh eh falar sobre uma cultura diferente de tratamento, de abordagem, tá? Então, eh, sobre as perspectivas, eh, tem uma comissão setorial de saúde integral que foi criada em março desse ano. Ela ainda não está funcionando.
Nós estamos aguardando a publicação de uma instrução normativa, né, e da nomeação dos membros, mas a proposta é que essa comissão, ela seja multidisciplinar, vai ser formada por fisioterapeuta, instrutor de TFM, médico do trabalho, psicólogo, enfim, vários profissionais para discutir e propor intervenções em saúde nos cursos. Que tipo de intervenções? essas que a gente que eu já citei, que a gente já vem fazendo, aulas, atendimentos, fluxo de atendimento, intervenções com de instrutoria, aquilo que a gente verificar aos poucos que é necessário ser feito pra gente poder atuar de uma forma integrada e não cada um ali na sua casinha, né?
né? Às vezes o médico do trabalho tá lá no na CPM fazendo uma coisa, a gente tá na na física fazendo outra, o o outro os psicólogos estão sendo a ciência fazendo outra e a gente não tem um momento para poder se integrar e pensar na saúde como um todo. Então essa comissão vai ser um um lugar um lugar pra gente fazer isso, tá?
na formação, essas atividades que eu falei para vocês, que é o programa de preparação física pro curso e uma disciplina que chama saúde integral, ela foi foi criado e já foi incluída no currículo dos próximos cursos de formação. Então a gente vai ter ali uma disciplina chamada saúde integral, que a gente vai ter endócrino, várias outras. A nossa ideia é que essa disciplina a gente vá fazer ela em formatos diferentes também nos cursos de carreira.
Então, essas aulas que eu tô dando para vocês aqui seriam o início disso, mas nós vamos ainda elaborar um projeto para uma disciplina um pouco mais eh completa dentro dos cursos de carreira, tá? Abordando outras outros temas que não seja só prevenção de lesões, mas que também são relevantes e facilitando as intervenções. Especialização, aprimoramento e expansão para cursos operacionais.
Por que que eu quero falar sobre isso? Se você trabalha num curso, eh, é instrutor e tem interesse que a gente faça o o programa desses nos cursos, porque a gente vai fazer paulatinamente nos cursos, até porque não é uma equipe grande, a gente vai implementar e e cada curso é um tipo de perfil, é um tipo de prevenção, não é o programa que eu fiz pro Setoper pro COI, que é totalmente diferente de um programa pro CEST. Então, a gente vai eh seguir de acordo com o risco ocupacional do curso e o interesse da equipe que estiver envolvida.
E nos nos cursos de aperfeiçoamento e de altos estudos, a ideia também é a gente entrar com disciplinas e facilitando intervenções, tá? Existem outros programas preventivos no CBMDF e eu fico muito feliz de saber isso, né? Porque a gente tá fazendo esses, eu citei de forma mais aprofundada esses, mas a gente tem um programa chamado saúde nos quartéis, que já foi alguns quartéis que tá trabalhando ali as doenças metabólicas e cardiorrespiratórias com orientações nutricionais, exames laboratoriais.
A gente tem um programa de fisioterapia nas unidades operacionais, não sei se vocês já receberam algum, que a gente vai até as unidades operacionais e faz atendimento dos militares junto com o professor de educação física para tentar abordar as lesões no início dentro do quartel ao invés do militar ter que ir na fisioterapia, quer dizer, ele vai acabar não indo. Eh, a medicina do trabalho tem várias intervenções também voltadas para isso. O centro de assistência tem vários trabalhos em grupo, atividades em loco, apod.
Então, por quê, gente? Porque essa é a medicina do futuro, essa é a saúde do futuro. A gente trabalha a prevenção, a gente trabalha a autonomia do paciente em ter consciência, em buscar conhecimento, em saber o que fazer, o que não fazer, em não ficar passivo esperando o médico ir lá e passar um remedinho para ele, mas ele buscar eh se cuidar, ele buscar ajuda quando ele precisa, ele saber pedir ajuda, mas ele saber gerenciar a própria dor, os próprios sintomas também.
Eh, então esse tem sido o caminho. Então o meu objetivo com essa aula, vamos retomar para finalizar, é que vocês compreendam a importância da prevenção de lesões durante a carreira. Eu espero que vocês tenham entendido, né?
Eu trouxe aí fatores de risco. A gente sempre tende a jogar a culpa naquilo que a gente não consegue mexer, porque isso nos exime da nossa responsabilidade. Eu falo, nossa, nós como bombeiros, outra hora se somos gestores, outra hora se somos equipe de saúde, se qualquer lugarzinho daquela roda, a gente tende a jogar a culpa no que não pode controlar.
Então, o aluno lesionou porque ele é velho. Ah, o aluno lesionou porque nunca é porque eu posso melhorar minha aula, né? Então, ah, eu me machuquei porque eu o bombeiro, mas nunca porque eu não tô fazendo um treinamento físico adequado, eu não tô cuidando da minha saúde física e mental.
Então, a gente sempre tente fazer lá eh jogar a culpa no outro. Então aqui eu quero que cada um compreenda a importância da prevenção para si no papel que você exerce, seja ele qual for, compreend eh conhecer um pouquinho dos programas preventivos existentes no CBMDF, tanto para participar quanto para propagar, quanto para estimular, quanto para aderir, né, para entender eh como que isso foi feito, foi desenvolvido, como que as pessoas estão saindo do do lado do consultório, que talvez seria mais como a gente ficar lá dentro da sala esperando vocês chegarem. quem chegar, chegou, quem não chegar, não tem problema.
E falar: "Não, eu vieram até aqui, eu vou participar da atividade que foi proposta". Tá? Participar ativamente dos programas desenvolvidos, contribuir para uma cultura de autocuidado.
A gente tá falando de uma mudança cultural, né? Da gente entender que a gente pode cuidar. Então, como que eu posso contribuir para essa cultura de autocuidado, de prevenção de adoecimento mental com meu colega, né?
Eh, como é que eu lido com adoecimento mental com meu colega? eu apoio, eu estimulo ele a procurar um tratamento, eu debocho, tá? Então vamos entrar em outro assunto que é saúde mental.
Então, eh, o que que eu faço quando eu tô com dor? Eu acho que é frescura, eu procuro ajuda, o que que eu aconselho para outras pessoas que estão ao meu redor? Então, tudo isso a gente tá falando de uma cultura de autocuidado, uma cultura de prevenção e saúde na corporação.
Então, eu espero ter atingido esse objetivo com essa aula. E nas aulas práticas eu vou abordar de uma forma mais palpável ali técnicas, exercícios para vocês aprenderem um pouquinho mais e a gente conseguir colocar em prática alguns conhecimentos. Espero vocês.