e lá firmeza com vocês Tudo bem eu sou o Deivison Faustino também conhecido como Davi 5 se eu sou professor da Universidade Federal de São Paulo lá no campo da Baixada Santista tô no programa de pós-graduação em serviço social e políticas sociais e também sou membro do Instituto amma psique e Negritude e vem estudando há um tempo aí o pensamento do Farol É eu tô aqui para conversar com vocês sobre o clube do livro da boitempo o nome do clube do livro as armas da crítica Queria convidar todo mundo assinar o clube do livro para
poder receber em primeira mão o mais recente livro do Fred fannon chamado escritos políticos os escritos políticos são de certa forma né a grande expressão da daquilo que o Marcos chamava de armas da crítica e falou vai fazer isso a partir da Periferia do capital o e os textos que que estão esse livro os escritos políticos são fragmentos de um de um texto maior que foi publicado em francês há quase dez anos chamado escritos sobre alienação e liberdade e aí os escritos políticos são lembro mas representa um trecho desse livro maior e nesse trecho a
gente tem alguns textos inéditos do fanon textos que não eram conhecidos até então e estão sendo traduzidos para o português pela primeira vez agora pela boitempo né e o livro conta também com o prefácio meu falando um pouquinho do livro e do próprio contexto de publicação dos textos né o livre reúne e artigos inéditos que foram coletados pelo marxista italiano chamado Giovanni Pirelli e também pela pela viúva do Franz fanon a Josi falou os textos que foram escritos entre 1957 e 1962 quando falam estava na Tunísia participando da frente de libertação Nacional da Argélia a
partir da Tunísia né e a partir da Tunísia e ele tanto atuou como intelectual orgânico da frente de libertação Nacional Mas ele também atuou como embaixador da da revolução argelina junto a aos revolucionários pano africanos na África Subsaariana então certa forma os textos que estão de presentes eles refletem essa inserção do frente farol como intelectual orgânico da revolução argelina é o importante dizer né que os artigos que estão no livro Só artigos que foram publicados Originalmente em um jornal chamado é o Mogi a rede que é um que na língua árabe representa os argelinos é
poderia ser traduzido como o guerreiro Santo e o jornal era o principal instrumento de propaganda revolucionária e de análise de conjuntura do processo revolucionário na Argélia e o falou era um dos escritores e escreviam os artigos em parceria com um conjunto de outros revolucionários e os arquivos não eram assinados então houve até uma polêmica a respeito da autoria dos textos mais os textos que estão presentes no livro são os textos que foram atribuídos ao All Friends falam é curioso falar desse trecho da vida dele porque o o rei da moleque que era um dos era
o principal editor do Jornal Hoje da rede que eu falei escrevia ele dizia né que o que esse período ele ele representou o verdadeiro laboratório para aquilo que veio a ser Os Condenados da terra posteriormente né porque ali naquele conjunto de debates junto a outros revolucionários olhando o saco a revolução que a maioria das questões que serão problematizados nos condenados da terra depois elas foram emergindo para o salão como pergunta e como busca de resposta né e de certa forma esse livro ele ele acaba sendo um elo muito importante entre o Pele Negra Máscaras Brancas
e e Os Condenados da Terra as pessoas só falam desses dois textos Mas entre eles têm um intervalo de dez anos e o falando produziu muito nesse intervalo e os escritos políticos são um elo importante para entender Inclusive a diferença entre um livro e outro né no livro que a gente vai encontrar a gente encontra tanto textos que problematizam o papel das colônias na fase Imperial monopolista de acumulação de Capital Então falou tá muito interessado nas particularidades do capitalismo na na colônia tanto particularidades econômicas quanto no campo da sociabilidade E aí da subjetividade mas também
está interessado no quanto que a luta anticolonial redefinir as subjetividades e a política mas também a economia ele tava muito preocupado com o processo revolucionário que reestruture as formas de produção os modos de produção no sentido de uma socialização da produção Mas também de uma redefinição do Papel produtivo das colônias é que até então eram voltados por mercado do mercado exportador de matérias-primas né de bens primários o falando ele vai insistir muito na necessidade de não só garantir a independência mas de sair desse lugar de fornecedor de commodities para o grande capital para as grandes
metrópoles né então ele tá muito atento às Lutas de libertação ele também está tentando nos textos disputar os rumos das duas a ação e das e das independências que estavam em curso naquela época né que eu tô falando entre 1950 até 1960 né então lá uma série de processos revolucionários ou Independentes que estão em curso na África e na Ásia e aí o falam vai tentar se posicionar diante desse desses acontecimentos a partir dos textos né é outro tema que aparece muito é a relação do Farol com o africanismo E aí eu diria compra africanista
real com oportunismo é desse contexto o posterior a Segunda grande Guerra europeia e com os debates em torno do pan-africanismo em torno e no interior que o capitalismo sempre foi uma vertente é permeada por diversas perspectivas teóricas Oi e eu falo um pouco punha esse debate e ele vai se posicionar no meio das disputas no interior do panafricanismo é de forma muito mais próxima de autores como o Amin Kuma como Patrice lumumba como Holden Roberto naquele momento é ou em bóia é e ao mesmo tempo ele vai se posicionar a partir de uma defesa de
um panafricanismo internacionalista e não racionalista que é também bastante curioso sente pensar as formas que o panafricanismo passou a ser veiculada com temporariamente né muito diferente daquilo que falou tava procurando se ele Procure um tipo de pane ficar nismo internacionalista tivesse atento né muito próximo aquilo que chega até The Rope defendia como um federalismo africano com uma resposta Continental ao colonialismo e imperialismo e isso implicava não só uma solidariedade horizontal mas também o teto de reorganização social das forças produtivas no sentido de satisfazer as necessidades dos Condenados da terra né Para que deixem de ser
condenados mas também Ele tava olhando para fora do continente e pensando alianças possíveis entre os as lutas nacionalistas na Ásia e na América então isso vai aparecer nos textos com muita força nessa perspectiva internacionalista é mas também com esforço para unificar a diversidade de povos que estão na África em incluindo para o falou os povos de origem árabe o judeus e etc que também estão presentes no continente um projeto de construção de uma nova sociabilidade não racializada' né isso significava abre mão o ignorar o racismo e nem as diferenças raciais mas o horizonte do Farol
era era um Horizonte não racialista né mas sobretudo A grande questão que tava e fica nisso que defendia era o anti-imperialismo então isso também vai aparecer nos textos de uma forma bastante original vale Vale muito a pena a leitura né E para além disso a gente encontra no texto algumas questões que estão presentes em outros textos como o por uma revolução africana como o ano cinco da revolução argelina os próprios condenados da terra né então por exemplo a gente vai encontrar artigos nesse livro que falam sobre o eurocentrismo da esquerda francesa que criticam o eurocentrismo
da esquerda mas também critica o culturalismo existencialismo do movimento Negritude e o engraçado é que essas duas críticas são críticas que não descartam nem a esquerda e nem alegrito di mas que ainda assim não deixa de apontar os seus limites para que ela é essas forças políticas possam avançar na direção de uma emancipação humana é como eu eu estava propondo E tinha bastante expectativa e por outro lado essa posição que eu tenho chamado de encruzilhada permite que apresente uma posição bastante original em relação à aos debates sobre identidade sobre diferença no interior da luta de
classes né especialmente no país que Argélia que tá dentro do continente africano por fim a gente tem ainda no texto uma algumas cartas que falam trocou o ali shariati e o Alexandre arte foi um grande intelectual da revolução iraniana foi um dos maiores divulgadores do Farol no Irã e o falam Teve muita influência na Revolução iraniana e E aí nas cartas a gente vê algumas proximidades e diferenças entre o fanon e o ali shariati em relação por exemplo ao Islamismo Qual o papel do islamismo numa revolução nacional e o que isso implica em relação a
possibilidades e entraves em uma perspectiva um humanista ou é uma perspectiva que pense o horizonte de emancipação para além da afirmação daquela identidade daquela cultura negada que pensa uma solidariedade internacionalista uma solidariedade universal por exemplo Então esse é o debate das cartas então é um livro muito interessante um livro que vale a pena a leitura é incontornável para uma preensão mais Global da do trabalho do fanon e sobretudo né são textos inéditos que ajudou muito a gente olhar para nossa realidade para pessoas que estão abertas hoje então tá feito o convite o clube do livro
da boitempo as armas da crítica e feito o convite aí para vocês acessarem esse texto que tá que tá pra chegar tá bom É nós