A natureza é obedecer à criação por ela mesma. Não precisamos obedecer por Deus, ou seja, porque vemos um projeto de Deus. A verdadeira Ecologia Cristã parte de uma obediência ao Criador.
Ter sempre o Criador diante dos olhos nos faz perceber que as criaturas não são inferiores a nós, porque Deus disse ao homem: "Crescei e multiplicai-vos, e dominai a terra. " Nós exercemos um domínio sobre a terra, mas esse domínio não é absoluto, não é de um déspota, não é de um ditador, mas um domínio de quem é dominado; ou seja, "dominus". O domínio vem de "dominus", Senhor.
Deus é nosso Senhor. Ora, uma vez que Ele é meu Senhor e Criador de tudo isto, eu posso dominar, mas estarei sempre dominando em sintonia com o projeto de Deus. Foi isso que o Papa Bento XVI tentou explicar em um discurso, se não me engano, que ele fez à Cúria Romana na sua tradicional alocução de Natal.
O Papa Bento XVI falou de uma Ecologia baseada no homem; uma Ecologia que inclui também o homem não tem sentido nenhum. Nós agora queremos fazer a Ecologia para preservar as nossas florestas, preservar o mico-leão-dourado ou preservar, sei lá, as baleias e não fazemos uma Ecologia para preservar o ser humano. Que sentido têm esses movimentos políticos ecológicos estarem todos associados com o aborto, por exemplo?
Porque, de fato, estão. Isso aqui não é uma conjectura do Padre Paulo Ricardo. Vejam, enquanto nós assistimos certos agentes de pastoral fazendo discursos inflamados para salvar a Mãe Terra, você não via esses mesmos discursos inflamados quando a Campanha da Fraternidade sobre a vida se passava quase despercebido.
O tema do aborto, notou isso? Ninguém falava de aborto. Como é que é possível fazer uma Campanha da Fraternidade sobre a vida e ninguém tratar o tema do aborto com verdadeira garra?
E, no entanto, acanhadas assim, né, "a vida é a vida". Mas ninguém tratou do aborto. Por quê?
Porque as pessoas que têm mentalidade revolucionária e azar dentro da Igreja, ou seja, existem pessoas revolucionárias dentro da Igreja com essa mentalidade, essas pessoas que têm mentalidade revolucionária querem pôr em prática a agenda do movimento revolucionário, que é destruir o cristianismo e implantar o neopaganismo, implantando uma religião mundial que seja uma espécie de caldeirão, uma mistura onde todas as religiões são boas e nós temos aí um panteão de deuses. Ou seja, o velho paganismo é o que havia no Império Romano, ou seja, deuses pagãos, onde cada um convive com seu Deus, e Jesus Cristo seria um destes deuses. Mas aí você já está compreendendo que isso não é o cristianismo; isso é a destruição do cristianismo.
Porque se o cristianismo nasceu, não é no seu berço judaico? Exatamente como um monoteísmo, como um profundo ateísmo que rejeita os outros deuses. Como é possível agora nós queremos defender os deuses pagãos, queremos agora nos dizer cristãos e venerar a Mãe Terra, nos dizer cristãos e começar a venerar as forças cósmicas, as forças da água, como Netuno, Posseidon?
Não, nós não podemos fazer isso. Nós temos que venerar e adorar a Deus, o Deus verdadeiro, nosso Deus verdadeiro. Então, meus irmãos, vejam como existe ali uma armadilha, não é?
Ou seja, os bons católicos vão ver a Campanha da Fraternidade como uma visão católica? Claro! Campanha da Fraternidade vamos lutar, não é?
Para fazer uma Ecologia justa, para obedecer às leis de Deus, para obedecer à ordem que Deus implantou na criação. E ao obedecer esta ordem da criação, é claro que existe uma Ecologia do homem. Lembra Bento XVI?
Naquele discurso, a Ecologia do homem. O aborto vai contra a Ecologia do homem. A cultura gay e os direitos homossexuais são contra a Ecologia do homem.
Claro! Por quê? Porque Deus fez homem e mulher.
Quando Deus fez o homem e a mulher, um para o outro, e você se revolta dizendo: "Não, mas eu quero homem com homem, mulher com mulher", você está indo contra a Ecologia do homem. E esses exemplos não são meus, são do Papa Bento XVI. Pois bem, só é possível fazer uma Ecologia Cristã se nós tivermos firme a ideia de Deus Criador e que, na pirâmide desta criação, está lá o ser humano, que tem uma dignidade especial, porque Deus se fez homem.
Deus não se fez baleia, mico-leão-dourado, galinha, canarinho. Deus não se fez nada disso; se fez homem. E no sentido de criatura perfeita, né?
É claro que o corpo e a alma de Jesus são criados. Ele é Deus eterno, Filho de Deus, que se fez homem. Mas, quando Ele se fez homem, o corpo e a alma de Jesus são criados, mas não dá para a gente usar a palavra criatura para Jesus, porque Ele é Deus Criador, não é verdade?
Nele nós fomos criados. Pois bem, se nós formos usar a palavra criatura, a criatura mais perfeita de todas chama-se Maria Santíssima, a Virgem Maria. Não é a Mãe Terra; a criatura mais perfeita é uma mãe, mas não é a Mãe Terra.
A criatura mais perfeita é a Mãe de Deus. Então, como é possível fazer uma Ecologia? Como é possível eu defender o meio ambiente sem me lembrar desta soberania do homem?
E não somente a soberania do homem, a soberania do cristão, porque, pelo batismo, somos sacerdotes, profetas e reis. Existe um reinado do cristão sobre a criação. Exatamente porque o cristão é servo de Deus, ele deixa que Deus o domine e, por isso, ele pode exercer esse domínio de Deus.
Essa é a Ecologia correta. Agora, de repente, nós vemos em músicas, em panfletos, em sermões, mensagens, pessoas equivocadamente adotando, quase que sem perceber, uma mensagem pagã. Vejam, eu não estou aqui condenando ninguém.
Quem sou eu para condenar alguém? Eu estou condenando esta. .
. Linguagem, eu estou condenando estas ideias, não estou condenando pessoas, porque às vezes as pessoas são inocentes úteis, não é? E esses inocentes úteis vão repetindo, papagaiando, né?
Repetem essas mensagens como se elas fossem a mais sensata do mundo e, no entanto, não são. No entanto, trata-se de uma coisa absurda. Então, veja, meu irmão, nós temos aqui diante dessa Campanha da Fraternidade, nós temos que receber esse tema que é oportuno.
Portanto, eu não estou condenando a iniciativa dos nossos bispos; estou condennando a iniciativa da CNBB. O tema é oportuno, mas nós temos que aplicá-lo de forma adequada, aplicá-lo de forma adequada numa verdadeira ecologia cristã, ou seja, nada de neopaganismo, nada de abrirmos as portas para uma linguagem que quer reduzir o cristianismo a uma das tantas religiões possíveis, a um panteão de uma religião mundial relativista. O relativismo da religião mundial, meus irmãos, nós não podemos voltar ao sonho do Império Romano, ao sonho de um governo mundial com a religião mundial.
Infelizmente, existem cristãos católicos, padres, bispos, até que estão iludidos com isso, trabalhando, às vezes conscientemente, às vezes inconscientemente, para um governo mundial, para se fazer um governo onde todos os povos viverão em paz harmonicamente. E a ecologia é um instrumento ideológico poderoso para a implantação de um governo mundial. Por quê?
Porque, vejam só, toda essa ideia de que existe um aquecimento global, número um, e que este aquecimento global está sendo causado por seres humanos, vejam, eu não sou meteorologista, eu não sou estudioso, portanto não cabe a mim provar nada. Mas simplesmente digo o seguinte: primeiro, há que se provar que realmente está acontecendo um aquecimento e há que se provar que realmente este aquecimento tem causa humana. Existem inúmeros cientistas debatendo isso e contestando essa afirmação; não sou eu, a afirmação é contestada.
Mas veja, independente do fato de que esteja ou não acontecendo este aquecimento global e que esse aquecimento seja por causa humana, ou seja, um aquecimento antropogênico, não é que está sendo gerado pelo homem. Muito bem, independente disso ser verdade ou não, esta ideia está sendo usada como um navio quebra-gelo para implantar um governo mundial. Por quê?
Porque se está acontecendo um aquecimento global, isso é um problema mundial. Ora, um problema mundial só pode ser resolvido por um governo mundial, entendeu? De repente aparece aí o governo mundial como salvador da pátria.
E então, o que é que nós estamos vendo concretamente na geopolítica, ou seja, na política planetária? Que os governos locais transformam-se em governos cada vez mais regulatórios, né? Então, eles entram na sua vida.
Então, você não pode fumar, você não pode usar desodorante, você não pode acender o ar-condicionado, você não pode fazer tal coisa. E vocês vão passando tanta regulamentação, tantas leis, tantas leis, tantas leis, que as pessoas vão perdendo a liberdade, perdendo liberdade, perdendo liberdade. E na proporção em que esses governos locais vão ficando cada vez mais controladores e opressivos, quanto mais poder eles têm sobre a sua população, inversamente, eles vão perdendo a autonomia.
E esses governos nacionais vão obedecendo cada vez mais a deliberações que vêm das Nações Unidas, que vêm desses encontros mundiais, etc. , etc. Então, vamos perdendo a soberania.
Então, um país como o Brasil não é mais um país soberano, ou seja, quem vai dizer se nós vamos ou não vamos gastar petróleo não é o povo brasileiro, em votação, que vai eleger os seus deputados e senadores, que no Congresso irão passar leis que vão decidir o que nós iremos fazer ou não do nosso petróleo. Mas é o processo inverso, ou seja, deliberações da ONU, deliberações de encontros internacionais de governos mundiais virtuais que já se auto-arrogam esse direito de governar as nações, ditam aos governos: "Olha aqui, vocês, baixem. .
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