Olá princesa seja muito bem vindo ao meu canal papo de consultório eu sou Elino Oliveira psicóloga Clínica especialista em terapia cognitivo comportamental e esse é o quarto vídeo da nossa série sobre esse livro aqui terapia cognitivo comportamental teoria e prática da Judite Becker na sua terceira Edição Ok então eu tô fazendo uma série de vídeos para trabalhar os destaques aquilo que é mais importante que ela traz sobre a prática clínica em terapia cognitivo comportamental inclusive esse livro ele foi usado também como base para o meu curso online de TCC passo a passo um curso pensado
para você né que é aluno de Psicologia ou que já é psicólogo formado mas que ainda não fez um curso que tá atuando baseado na leitura de livros e tudo mais então se você quer aprofundar o seu conhecimento não apenas teórico mas Prático também da terapia cognitivo comportamental eu deixo o meu convite o link desse curso vai estar na descrição desse vídeo e ele vai contribuir positivamente aí para sua prática clínica em TCC Então nesse vídeo nós vamos falar sobre o capítulo 4 a relação terapêutica que é um tema que eu adoro Bora lá comigo
então [Música] bom Então nesse capítulo né a Judith Beck ela vai reforçar muito a questão da relação terapêutica né que é justamente a base do Trabalho em TCC e a base do Trabalho em terapia independente da abordagem que você tenha e uma coisa que ela traz de destaque que é importante né é a gente sentar na cadeira do cliente ela não usa esse terminologia mas eu estou usando que é uma ideia de que eu me colocar no lugar dele eu entender né como que eu gostaria de ser atendido como eu gostaria de ser tratado se
eu estivesse ali diante de uma outra pessoa para falar das minhas dores das minhas dificuldades né e é isso essa sensibilidade ela é muito importante muitas vezes eu vejo né alguns profissionais da Psicologia que vestem né a capa do suposto saber e aí eles acabam assumindo uma forma né Muito formal de atender esses clientes de se aproximar dessas pessoas e aí isso pode causar já um estranhamento a relação terapêutica afinal de contas nem todo mundo que vai buscar a terapia já passou por um processo terapêutico né então muitas vezes ele vai ter alguns conceitos vai
chegar mais desconfiado ou vai chegar mais para agilizado então é importante a gente ter essa escuta fazer desse ambiente um ambiente acolhedor também né então a gente trabalhar esse cuidado Mas além de tudo isso né o que eu quero destacar nesse vídeo não são os aspectos para necessariamente fortalecer a relação terapêutica você pode dar uma lida né nesse livro e no capítulo 4 que vai contribuir significativamente Mas algumas coisas que a própria Judite de destaca e que eu também percebo na minha prática Clínica e também supervisionando outros psicólogos que são desafios né aquilo que desafia
aquilo que impacta diretamente a relação terapêutica né e um dos grandes desafios e que muitas vezes vão nos pressionar enquanto terapeutas é quando a gente está lidando com sistema de valores pessoais né e de várias ordens muito distintos os nossos clientes Ou seja a nossa visão de mundo né os nossos valores pessoais posicionamentos políticos posicionamentos religiosos orientação sexual né Então tudo isso podem representar desafios de ordem pessoal para o terapeuta apesar da gente já saber a gente estudar isso na faculdade isso ser reforçado sempre né a gente tem a máxima de que a gente não
tá no papel de julgamento mas ao mesmo tempo como aquilo é uma relação humana muitas vezes a gente pode ser atravessado né algum gatilho nosso pode ser apertado então é importante também a gente Estar atento algum tipo de mudança de afeto a gente tá ali com o nosso Cliente mudou o nosso afeto Observe né Observe porque tem alguma coisa ali Acenda a Luz em amarelo ou a luzinha vermelha para ajudar você a entender de fato que está acontecendo quais tipos de atravessa estão ocorrendo É só uma questão de choque de valores ou ativou crenças mais
profundas também em você Isso precisa ser avaliado Ok então além né já que eu tô falando da questão das crenças a gente pode ter o que crenças super negativas e crenças super positivas sobre o nosso papel enquanto terapeutas então eu posso ter uma crença negativa de que eu sou incompetente incapaz e que eu não vou conseguir agregar positivamente na vida do meu cliente então quando eu recebo feedback negativo quando eu noto né uma mudança ou quando ele oscila então eu já uso isso muitas vezes como evidência de que eu sou incompetente de que eu sou
incapaz de que eu não vou conseguir né entregar um bom trabalho para o meu cliente e bom parte disso precisa ser avaliado Mas como que a gente faz essa avaliação a gente busca fazer isso de uma forma mais Global né É só esse cliente que te deu esse feedback ou os clientes te com esse feedback né esse feedback essas mudanças são esperadas né são sintomáticas Então tudo isso eu preciso Estar atento para eu não trazer tudo para mim mas ao mesmo tempo para eu não empurrar tudo para o cliente Nem tudo é sobre ele nem
tudo é sobre mim então é importante a gente ter essa clareza e entender né então enquanto terapeutas também não adianta só acaba profissional que a gente vai vestir mas também é importante a gente ficar atento a esses outros aspectos essas outras nuances que podem estar presentes Elen Qual que é a crença então super positiva que você falou é a gente se colocar né vestir a capa de Salvador ou Salvador né então a gente acreditar que nós precisamos a todo custo salvar né a vida do nosso cliente às vezes dele mesmo e aí a gente assume
né Uma postura mais diretiva né a gente cria expectativas adicionais né quer que ele continua muito rápido que ele evolua positivamente tem dificuldade de lidar com as oscilações que são normais e que são naturais Então esse cuidado também precisa se ter né Além disso eu preciso investir o que no meu conhecimento técnico é importante que eu tenha o que né o arcabouço de conhecimento que ancore então toda minha prática Clínica E se eu não souber algo ok Não tem problema nenhum busque ajuda com outros colegas piscinas ou busca e ajuda com supervisor faça um curso
né como no caso eu já disse no início desse vídeo existe também um curso meu nesse sentido então vá se capacitando avalie também né uma questão de você investir também em boas habilidades sociais da escuta do acolhimento ela destaca algumas características né que são importantes para a gente ter também então são várias coisas que são importantes da gente fazer uma avaliação e por último de te traz uma um aspecto muito interessante aqui né no livro dela nesse capítulo 4 que é justamente quando existe né aquela pulguinha atrás da nossa orelha ou melhor dizendo né quando
existe aquela perguntinha que vem assim nossa muitas vezes esse paciente ele demanda muito de mim né então qual cliente eu gostaria que não viesse hoje ok então muitas vezes a gente vai se deparar com esse sentimentos e aí o que que ela recomenda você usar as técnicas da TCC E aí Ela traz algumas estratégias primeira avaliar e responder as cognições sobre os clientes ou sobre esse cliente especificamente criar um cartão de enfrentamento né Além disso verificar as expectativas em relação a ele como eu falei né expectativas saudáveis entender que as oscilações fazem parte ou que
determinados comportamentos são sintomáticos mesmo do transtorno então por exemplo se você tá lidando com um cliente com transtorno de personalidade vai se manifestar aspectos da relação dele com você né então muitas vezes de uma fala mais hostil de uma fala mais agressiva ou de uma fala mais desdenhosa dependendo daquilo que você tiver tratando né a Judite dar o exemplo de uma cliente dela narcisista que falou com ela olha eu esperava que a minha terapeuta fosse mais inteligente do que eu bom ela tá falando da Judith back né então claramente a gente tá vendo que isso
é sintomático e não necessariamente representa sobre o terapeuta verifique também as expectativas em relação a si mesmo e certifique-se de que elas são realistas como eu falei né sobre a capinha aí de Salvador ou de salvadora que muitas vezes a gente se exige colocar Especifique a sua preocupação e conceitualiza então o que o cliente Faria eu diria ou não faria ou não diria na sessão ou entre as sessões que poderia ser um problema que crenças estariam subjacentes a esse comportamento então ajudar a perceber não só os meus aspectos de crenças também mas isso também servir
como uma questão para a própria conceituação né então se esse é um comportamento padrão dele isso também é importante para a gente trazer para conceituação e isso agregar então valor no nosso plano terapêutico ok cultive uma posição não defensiva de curiosidade ou seja esteja aberta a ouvir mais a entender mais sobre isso que tá acontecendo dentro da relação de vocês defina limites apropriados com os clientes né então a Judite até traz um exemplo de uma paciente altamente demandante né e muitas vezes a gente vai precisar acolher os nossos clientes nas demandas dele né que vão
para além né que são entre as sessões mas ao mesmo tempo né muitas vezes a gente precisa pontuar porque a ideia da TCC que é o final ele se torne o seu próprio terapeuta então a gente também precisa contribuir para que os nossos clientes consigam responder gerenciar as suas emoções claro que a gente não vai exigir isso dele no início né porque ele nem tem os recursos e as ferramentas necessárias mas com o passar da terapia a ideia Justamente a gente contribuir nesse sentido né para que ele consiga então fazer o percurso de uma forma
mais autônoma Ok é trabalho na aceitação do seu próprio desconforto emocional Ok então a gente nem sempre vai sentir só emoções positivas quando a gente se torna terapeuta então muitas vezes a gente vai ser atravessado foi atravessado avalie então tá e tenha bons altos cuidados durante o dia por exemplo respirar profundamente dar uma caminhada Ligar para um amigo fazer uma prática curta demais comer de forma saudável etc etc e tal né então esse auto também é importante porque se eu sempre estou atendendo dentro de um limite de cansaço isso interfere também na minha habilidade da
escuta do acolhimento de estar mais disposto de estar mais aberto porque eu fico ali o tempo todo brincando com o limite do stress né Então tudo isso interfere também no meu humor e pode também fazer com que diante de clientes que são mais demandantes né essa animosidade esse desconforto muitas vezes crescer quando eu falo a mimosidade não é agressividade não né é aquela sensação mais negativa mesmo Então São pontos que a gente precisa se atentar preocupar né e sinalizar todos eles né possuem estratégias possuem soluções e aí eu espero que esse vídeo tenha agregado né
E deixe também o seu comentário já passou por algum desses desafios né Como que você lida também com esses desafios contribua aqui nos comentários e no mais desejo muito sucesso para você aproveite também se você ainda não acompanhou os outros vídeos vai aparecer aqui o link para você não perder nada dessa série que tá muito bacana Ok aguardo você então nos próximos vídeos Um beijo grande muito sucesso e tchau