centro das indústrias do Estado de São Paulo avalia que a vitória de Donald trump nos Estados Unidos vai obrigar a economia brasileira a fazer adequações o nosso entrevistado agora é o presidente do Cesp Rafael servon tudo bem Presidente mais uma vez muito obrigado por estar aqui conosco na programação da Jovem Pan bem-vindo boa noite boa noite thago é um prazer estar com você e com os amigos do jornal da Pan Muito obrigado inclusive Presidente o Cesp divulgou uma nota assim que foi confirmada a vitória de Donald trump e claro são os pontos principais importantes paraa
indústria brasileira a economia mais previsível corte de gastos como é uma discussão na ordem do dia também a reforma tributária de que forma o senhor acha que o Brasil pode aproveitar essa vitória do presidente Donald trump para obviamente se aproximar ou ter uma relação melhor menos ideológica com os Estados Unidos mudando algumas bases da economia aqui no Brasil olha Tiago eu acho que independentemente dos partidos que disputaram a eleição americana sempre que que há uma troca de governo nessa que é a maior economia do mundo é a gente precisa ficar muito Atento e fazer o
que for necessário para evitar qualquer repercussão negativa pelo contrário fazendo o limão uma limonada porque tem aqui grandes oportunidades pro Brasil eu acho que o Brasil é um uma grande potência mundial Eu acho que o trump presidente trump tem eh se seguiu que prometeu em campanha deve aumentar o grau de protecionismo na economia americana deve tomar medidas importantes até de aumento de tarifas alfandegárias Mas eh e ele deve reduzir drasticamente como ele prometeu a sua dependência do mercado asiático especialmente da China isso coloca pro Brasil que é um grande exportador potencial de economia verde nós
estamos falando muito na descarbonização algo que o trump até tem criticado em favor da da Agricultura americana mas agora a tendência se medir cada vez mais as pegadas de carbono o Brasil tem uma economia uma matriz energética extremamente sustentável eh somos um fornecedor portanto estratégico na pegada de carbono e nós podemos ter nesse sentido uma relevância muito grande no mercado internacional também temos uma das maiores senal maior bioeconomia do planeta E isso se transforma também em matérias primas sustentáveis em produtos de maior valor agregado a partir da bonomia brasileira e hoje quando nós tivemos depois
da covid uma reestruturação nas cadeias regionais e Global global de fornecimento o maior vencedor aqui nas Américas certamente foi o México o México entretanto n Tiago nesse momento está passando por um momento de limite desse fornecimento americano e a relação do México com os Estados Unidos também com a fechamento das Fronteiras para imigrantes e tal pode abrir uma grande oportunidade o Brasil Tenho recebido na Fiesp no Cesp grandes autoridades nos Estados Unidos que já estudam inclusive eh no congresso americano uma nova legislação para aumentar o fornecimento das Américas Claro com uma com Mirando muito o
Brasil o que aliás tem um grande mercado consumidor que é atrativo PR os Estados Unidos então eu acho que nós temos um potencial importante eu acho que a gente deve tomar cuidado e não exportar somente commodities mas também agregar maior valor às nossas exportações e ainda os Estados Unidos é o maior destino das nossas exportações O senhor falou o senhor apontou um uma uma uma informação que é importante porque há possibilidade do governo americano dos Estados Unidos claro como como como país e também como economia os Estados Unidos exportarem menos ou tem ou terem menos
relação com a economia asiática o Cesp e a FIESP como o senhor já citou também quais seriam os os fatores de promoção para que haja um incentivo maior dessa relação do Brasil com os Estados Unidos que já é obviamente um um uma grande relação eu acho que a relação é uma relação de 200 anos eu acho que Independente de trocas de governo a relação entre os dois países vai continuar e permanecer forte certamente mas eu acho que é o maior atrativo agora é a necessidade do dos Estados Unidos de eh trocarem os seus parceiros eh
da com relação à China e isso abre uma enorme possibilidade pro Brasil mais uma vez a nossa o nosso cuidado nesse momento é tomar algumas medidas de contamento de contenção né Eh e prevenção no contexto da política fiscal brasileira né Eh eu acho que a questão dos investimentos Aliás a questão dos investimentos é algo que pode ser muito importante na relação dos dois países ou a economia brasileira e americana são em muitos aspectos complementares eh nós podemos atrair sim grande grau de investimento estrangeiro americano para a economia brasileira de novo o Brasil vai ser cada
vez mais atrativo para para os Estados Unidos e vamos lembrar o seguinte né Tiago eh com economia 4.0 a transformação digital onde máquina conversa com máquina e você tem um fornecimento cada vez mais adequado se o americano também quiser fornecer para o Brasil vai ter que a maior tendência nesse momento é você produzir próximo do seu consumidor final inclusive com com a medição de pegada de carbono né e Imagine quanto custa a pegada de carbono vinda da da china para o Brasil e dos Estados Unidos pro Brasil então eles vão ter que produzir aqui dentro
também e nós podemos ser um parceiro estratégico para ajudar o americano a a a entregar produtos para o Brasil mais próximos Então eu acho que eh nós podemos sim ter uma maior relação com os Estados Unidos na e e usando essa bioeconomia como fator relevante para que isso dê certo Presidente vou chamar os nossos comentaristas na sequência Dora Cramer e depois o Cristiano Vilela Dora Boa noite vamos falar de corte de gastos tá eu queria saber como é que vocês na Fiesp como é que o setor da indústria Qual é a expectativa diante de todas
as indefinições que a gente tá vendo paraa definição desse pacote dos embates internos do Governo dos posicionamentos de ministros eh da área política principalmente do próprio presidente da república qual a expectativa de vocês sobre o desenho que pacote que medidas serão essas Qual o tamanho do corte de gastos Olha nós precisamos de um corte de gastos bastante agressivos Dora e eu e na minha opinião na opinião da indústria brasileira Eu acho que o Brasil tem que usar da da da oportunidade para deixar definitivamente de seu país dos puxadinhos Nós temos essa mania histórica de ao
invés de resolvermos os problemas de gastos do Brasil das reformas estruturantes do Brasil claro que nós temos a reforma tributária que ajuda muito mas é um exemplo Claro de como a gente abre mão eh de resolver em definitiva os nossos problemas e vamos colocando aqueles puxadinhos que deturpam a reforma original isso é um enorme problema se a gente na reforma tributária por exemplo mantivesse somente a Zona Franca de Manaus e o Simples Nacional não tô aqui discutindo o mérito dessas duas eh se elas são boas ou são ruins só com essas duas a gente poderia
manter uma uma uma taxa um Iva de 19,5 não de quase eh 30 que nós estamos chegando Então essa é uma uma uma uma oportunidade muitas vezes perdida apesar de avançarmos a a a reforma administrativa a mesma coisa o Brasil não cabe o governo não cabe mais dentro do Brasil nós precisamos reduzir esses gastos e de maneira agressiva caso contrário nós vamos continuar nessa política que gasto é vida e isso nós estamos vendo as consequências que tem pra nação E especialmente paraa indústria indústria que tem hoje eh 11% do PIB mais de 1/3 dos da
da da arrecadação Total nas costas é muita carga em cima de um só e se você matar a indústria você vai matar a galinha dos ovos de ouro com 30% da arrecadação da da arrecadação total de impostos então a gente espera sim uma mudança do governo acho que a sociedade civil tem um papel importantíssimo para pressionar o congresso e o e o e o Executivo para ser muito mais audaciosos nesse corte de gastos e o Presidente da República tem que entender isso chega de ficar brigando com o próprio governo para Resistindo essas mudanças que precisam
ser feitas e rapidamente a pergunta de Cristiano Vilela Presidente Boa noite Presidente o o Presidente da República nas últimas horas deu uma declaração criticando os empresários que eh recebem subsídios e isenções por parte do governo agora como é que fica dentro de um contexto Global onde outros países Estávamos falando agora justamente desse contexto da Assunção de Donald trump nos Estados Unidos com um discurso também de proteção eh do seu setor produtivo como é que fica o setor produtivo brasileiro se não tiver o apoio do governo especialmente no que se relaciona à competitividade internacional eu acho
que fica mais uma vez para trás Cristiano nós temos nós somos contra protecionismo eu acho que as economias têm que ser abertas eh o que nós lutamos é a eh é em prol de uma isonomia competitiva acontece que produzir no Brasil hoje comparado a a produzir nos países da ocde que pode ser comparáveis ao Brasil é uma diferença de 1 trilhão 700 bilhões de reais é a famosa mandala que a gente já falou várias vezes aqui na Pan então nós precisamos buscar essa economia no momento com o governo trump provavelmente vai aumentar ainda mais o
grau de protecionismo eh e tem numa uma política que nós temos que tomar muito cuidado que pode gerar inflação e uma valorização do dólar no Brasil que aumenta nossos custos então nós temos que tomar muito cuidado o trump tá falando já de pôr uma taxa pr pra China de 60% e pros demais países de 10% Protegendo o seu país é o by America first também que tá vido em tudo isso então nós temos que tomar ainda mais cuidado e de novo sermos muito audaciosos e resolver os nossos problemas porque Cristiano a gente pode criticar o
chinês o americano quando quiser mas 80 90% dos nossos problemas estão dentro do país dependem de nós e nós temos que ser audaciosos e rápidos na solução desses problemas então cabe a nós essa pressão eh brutal para que essas coisas aconteçam de maneira rápida Ô presidente de forma rápida né essa semana tivemos mais um aumento da taxa básica de juros obviamente que a o Cesp e a FIESP sempre foram críticos a tudo isso mas de uma certa maneira é um remédio Amargo ou o senhor não gosta desse termo não eh não eu não acho que
eu acho que de novo nós estamos dependentes dessa narrativa da Faria Lima que cria sempre uma narrativa para que mantenha esses juros altos independentemente do que acontece hoje mesmo o Fed baixou os juros nos Estados Unidos né então é E se a gente comparar Tiago com os nossos vizinhos nos últimos 10 ou 20 anos todos os nossos vizinhos que T uma política de teto de gastos tem uma inflação muito maior que que a nossa mantém taxas de juros menores e cresceram muito mais do que nós os nossos vizinhos próximos nó perdemos da Argentina nesse crescimento
nos últimos anos então será que o mundo inteiro tá tá errado e só o Brasil tá certo nós estamos numa política errada e Esse aumento de juros eh eu entendo a narrativa mas não concordo com ela eu acho que nós temos que mudar essa essa essa mentalidade de juros altos no Brasil ela é Ela é mortal e tem mostrado que isso tem ajudado as empresas no maior eh no recorde de recuperações judiciais de endividamento das das famílias e da própria indústria Então não é por aí que nós vamos resolver nosso problema conversamos com o presente
do Cesp centro das indústrias do Estado de São Paulo Rafael servon Presidente Obrigado Sempre Mais uma vez obrigado pela gentileza e bom descanso até a próxima um abraço a todos é um prazer sempre estar com você um abraço prazer é nosso