Tudo que existe na tua vida, cada átomo do teu corpo, saiu de um evento cataclísmico que aconteceu em algum lugar do universo. Grande professor César Lenzi, tudo bom, professor? >> Beleza, obrigado aí pelo convite mais uma vez juntos aí. >> Fazer a cabeça do pessoal dar uma explodida. Fanas acabou de detectar uma nova colisão, colisão de duas estrelas neuras. Mais ouro, mais ouro, pessoal. Sabe aquela brincadeirinha do bater asas da borboleta e muda tudo completamente? É sistema caótico. A computação quântica, ela pode ser capaz de perceber essas pequenas nuances que hoje um computador fácil não
é capaz de perceber. Você pode perguntar aí pra gente: "Tá, mas eu vou fazer o que com o computador quântico?" Não sei, cara. Jogar? Você pode ter certeza vai ter jogado. >> Não, não. O o personagens vão sair da Tua tela com jogado. Não vai mudar a realidade, não. A realidade é essa aí. Se você deve, você deve mesmo vai trabalhar para pagar. Não tem outro jeito. Quando você vê um coach ali falando de falando de forma contundente, não, porque a consciência é capaz de colapsar a realidade, cara. Não existe isso. Salve salve, amigos da
ciência em todo mundo. Sejam muito bem-vindos a mais um episódio aqui do meu novo projeto aqui Na internet brasileira. Além da ciência, estou aqui, para quem não sabe, aqui em parceria com o pessoal do grupo Primo aqui e trazendo aí, né, novidades para vocês, papos aí muito legais. Já vão aí, ó, no Fed aí que vocês vão ver que tem um monte de alguns episódios, né, que a gente já fez aí, episódios muito legais. Conversei com pessoas que eu queria conversar muito, tipo o professor Club de Barros, trocamos uma ideia com ele, Daniel Lopes Também,
mas hoje eu trago aqui um velho amigo meu, já conversamos muito aí pelos podcasts, >> sim, >> do nosso Brasil, grande professor César Lenzi. Tudo bom, professor? >> Beleza. Obrigado aí pelo convite mais uma vez juntos aí, >> fazer a cabeça do pessoal dar uma explodida. >> Vamos trocar essa ideia aí para quem tá chegando aqui, não conhece o professor César Lenses, que é dos outros lugares a gente conhece. Professor César Lens é professor de física lá no ITA, tá? Então, manja muito pesquisador aí nível dois do CNPq, manja muito de tá todo o trabalho
dele com ondas gravitacionais, trabalha com estrelas de nêutrons, trabalha muito com a parte machine learning, agora tá se embrenhando aí no mundo da computação quântica, é orientador aí da Roberta Duarte, que vocês com certeza conhecem, >> orienta também o grande econofísico, um dos caras que mais manja de computação quântica aí pelo Brasil, né, professor? >> Pois é, pois é. grandes celebridades aí, >> grandes celebridades. Grandes celebridades. Que e esse esse esse fato de eu ter sido alçado aí eh no mundo dos podcasts aí atraiu a atenção dessa turma aí. Então também devo isso aí, ó.
Conheci a Roberta, todo esse pessoal, graças a esse cara aqui, ó, demais. E tá tem agora um podcast lá com a Cláudia, Né? >> Sim, sim. Estamos, estamos com um podcast lá, o Ciência Talks. >> Boa. >> Eh, que vem, a gente vem, a gente grava alguns episódios, inclusive você >> tem que lá, eu tenho que ir lá. >> É, na, na, na verdade, não é nem mais um convite, é quase que uma exigência, uma cobrança que eu faço. >> Vamos, vamos, vamos marcar essa agenda aí. >> Vamos, vamos marcar essa agenda >> e trazer
a Cláudia aqui também. >> Sim, com certeza. Com certeza. >> A Cláudia, o César é do Ita, que fica em São José dos Campa, quem não sabe, né, que está chegando agora no Brasil. E a Cláudia, pesquisadora do IMP, que também fica em São José dos Campos, >> que também fica lá São José dos Campos, é um grande polo de ciência e tecnologia. E não é só IMP, tem IMP, ITA, você tem a Ibraer, várias empresas De astronáutica, muita empresa ali. Tem um, tem tipo um, não sei se pode chamar de um parque tecnológico. Tem,
né? >> Tem, tem um parque tecnológico lá. Eh, Pit, é parque de inovação tecnológica. Posso ter errado o nome, eh, mas lá tem tem muita coisa funcionando lá. Inclusive a a Agência Espacial Brasileira aí >> funciona lá dentro também. Então tem muita coisa lá em São José dos Campos, lugar que vale a pena conhecer. >> Eu tenho umas histórias com o ITA muito interessante. Um dia eu tava lá no Ita e aí porque lá tem o pessoal do que que cuida dos foguetes, né? >> Sim. do foguete sonda ali em cima e tal >> e
tava passando um foguete no caminhão, eu peguei e tira uma foto. >> Ah, o cara imediatamente parou o caminhão e veio atrás de mim. Apaga essa foto agora. Não pode, galera. Infelizmente dentro desses >> dessas coisas não pode. Isso já Aconteceu comigo na NASA também, sabia? >> Hã? >> Sabia que já aconteceu comigo dentro na NASA. Você tirou, foi tirar uma foto e >> tava, eu tava, eu tava filmando um negócio e passou >> atrás >> um equipamento, >> ele passou atrás assim, eu não tinha nada a ver com aquilo. >> Sim. >> O cara
foi lá e falou assim: "Apaga isso Aí, porque esse equipamento que passou aqui é estratégico, não pode aparecer em lugar nenhum e nem dava para ver direito, porque ele só passa num caminhão assim, ó. Mas é, esses lugares são assim, cara. Não, >> não é, tem coisa que é segredo, segredo nacional, regra é regra. Na verdade tem lugares porque o ITA ele funciona dentro de um grande quartel que é o CTA, né, que é o é um centro de tecnologia aeronáutica. Eh, enfim. E lá dentro tem Vários institutos. O IT é só um dos dos
institutos e tem instituto lá dentro do CTA que é o local onde eu trabalho, que eu com o meu crachá eu não entro. >> É, é níveis de acesso, né? >> É, você tem níveis de acesso lá, entendeu? Então, tipo, por exemplo, já aconteceu de eu est num num local que é bem bonito, que fica perto de de uma portaria lá. Lá a gente tem acesso ao IMP também, tem uma portaria interna ao IMP. E eu tava ali perto ali onde Funciona um desses institutos. Só de ficar lá meio parado um tempo, já vem soldado
ali para >> eh tá tudo bem, o senhor está bem? O senhor deseja alguma coisa? E eu trabalho lá dentro. Então, mas é isso, acho que faz parte. Tem coisa que realmente tem que ficar é mais, se o mundo inteiro trata as coisas do mesmo jeito, o Brasil tem que tratar também.Ém, né? >> E é muito legal. Vai ficar aí a dica aí Um dia, quem quiser visitar o ITA, lugar muito legal, tá? Eh, tem os institutos ali, tem a galera que mexe com robótica ali, que eu conheço muito bem, os caras que fazem os
joguinhos, os robozinhos jogar futebol. >> É, tem robô. É, você já teve lá algumas vezes, né, Serjão? Você >> eu tive lá algumas vezes. Tive lá algumas vezes no IMP também. >> No IMP também. >> No IMP também fui bastante lá. >> Então tem esses lugares aí, ó. Ita, IMP, sírio. São lugares aí que todo mundo, eu acho que todo mundo devia conhecer, cara. Todo mundo sírios. Inclusive, eu acho que tá, a gente tá próximo da data de uma aquela visita aberta ao Sirus, sabe? Eu visitei o Sirus ano passado. Que lugar espetacular. Para quem
não sabe, o Sirus ele é um é um tipo de acelerador de partículas que ele acelera elétrons, né? Ele acelera essas partículas mais leves. É uma tecnologia Gigante, é um negócio, é um equipamento gigante e ele é o maior do mundo do tipo. Ele é de terceira geração. Agora vão passar ele a quarta geração, se eu não me engano, mas é uma coisa incrível, fica, funciona em Campinas, vale muito a visitação aos círios camp. Então eu eu trabalhei muito no no Laboratório Nacional de Luz Syncrotron, LNLS. >> Sim. que tinha ali o >> que o
sí ele é uma derivação, >> ele é uma derivação, >> ele é uma derivação pequeno ali e mudaram prosíos, né? Que é muito legal. Então ele ele gera essa luz aí para quem não sabe, ele gera um negócio chamado luz sincrotron. >> Exato. >> E quando você para que que serve isso, né? O pessoal: "Ah, mas para que que serve essa porcaria?" Aí serve pelo seguinte, existem coisas que você com a luz, vamos dizer assim, com um raio X, você não consegue ver. Você precisa Dessa luz especial. Uma das coisas é o meu trabalho que
é porosidade em rocha de petróleo. >> Sim. >> Então você tem que fazer a luz atravessar a rocha para você ter todo mapa da porosidade dentro. Proteína lá tem muita coisa com biomedicina, né? >> Muita, muita, muita. Inclusive estão agora terminando de construir um laboratório quatro nível quatro de risco que vai ser o único lugar do mundo que Você vai ter, um laboratório nível 4 colado num acelerador. >> Sim, exatamente. >> Isso aí pode ser um negócio, um negócio muito bom pro Brasil, cara. Na verdade, o sires, ele funciona como ele é um grande microscópio,
vamos dizer assim, ele é um grande microscópio quântico. Então você tem os elétricos, quando eles são acelerados dentro de um de uma trajetória circular, eles emitem esse tipo de luzcro, eh que eh vai interagir Com o material que você quiser e vai trazer essas informações, porque justamente essa interação dessa radiação que chega nesse, né, nessas estruturas faz um mapeamento dessa estrutura e você consegue descobrir várias coisas, inclusive muito pessoal de farmácia mesmo para para desenvolvimento de novas moléculas, Cara, é uma coisa assim que você chega ali, eh, e você fica orgulhoso de saber que aquilo
tá no Brasil, né? É uma coisa incrível. >> E o que é legal é o seguinte, são pesquisadores do mundo inteiro trabalhando ali nos, né? Isso aí é muito legal mesmo. >> Sim, é gente do mundo inteiro mesmo, porque é o melhor acelerador, é o melhor equipamento que existe no mundo daquele tipo, tipo, na categoria categoria dele. Então, vem gente do mundo inteiro mesmo. É isso aí. Muito bem. Igual além da ciência aqui, para quem não sabe ainda, ele é um oferecimento Do myhub. Myhub. É a inteligência artificial aqui que a gente tem aqui no
grupo primo. Não é inteligência artificial, na verdade ele é um hub, né? Ele é um agregador de inteligências artificial que é a ideia. Você aí paga o chat GPT, você paga o Gemini, você paga o Cloud, você paga o Grock por mês. Quando se você somar tudo que você paga por mês, vai dar uma grana, vai dar uma grana gigantesca. Se você somar isso por ano, pode chegar a R$ 10.000 por ano. O Que que o MyHub fez? O My Hub pegou e olha só que legal, hein? Eram 11, agora são 15 modelos, ou seja,
estamos aí evoluindo com My Hub a cada dia que passa mais coisas lá dentro. Então, em vez de você pagar para cada uma, você paga um valor e usa os 15 melhores modelos do mercado em myhub. Vou deixar o Qode aqui na tela. O link está na descrição e você vai usar o cupom Sacane 15. Por que isso? Porque o myhub. Custa 69,90 Por mês quando você escolhe o plano anual. Mas usando o meu cupom aqui, vira R$ 59,90 por mês no plano anual. Então use aí Sacan 15, Chat EPT, Cloud, Gemini, Grock, Dipsic, tudo
lá. E ainda tem o My Hub Nitro. O que que é o My Hub Nitro? Mas Rinitro, você manda o comando, o prompt e ele vai escolher qual que é o melhor modelo de A para lidar com aquele prompt que você mandou. Além disso, cursos, além disso, tem live semanal lá Dentro e tem toda uma comunidade para você conversar aí sobre inteligentes artificiais. Tem os agentes já, my. Já tem os agentes lá prontinhos para você. Então tem muita coisa legal. R$ 59,90 por mês do plano anual, usando aqui o cupom Sacane 15. Já que falamos
aqui de de inteligência artificial, tudo isso aqui dessa inteligência artificial do my hubo mais é a tal da IA generativa. >> Perfeito. >> Porém, na área aí de física, a gente usa Muito a Iá preditiva ou discriminativa, né? >> Sim. machine learning, tudo isso, né? Machine learning, métodos de classificação de para de diferentes diferentes tipos, eh, redes neurais, eh, que na verdade são verdade são métodos de regressão, como você falou, preditivos de regressão, porque a gente pega >> eh dados, a gente trabalha com muitos dados e d com esses dados a gente Consegue gerar alguns
tipos de correlação com esses dados e criar uma espécie de previsibilidade, por exemplo, né? É isso mesmo. >> Enfim, a gente faz muito isso. A gente faz muito isso, >> porque muita gente fala assim: "Ah, onde que a e aí na astronomia, na física, tal?" Isso já é usado há muito tempo, né? Na verdade, hoje eh é já é usado há muito tempo. Já é usado há muito tempo, desde década de 90, pelo menos, que aí Há redes neurais. Eh, você vai lá no catálogo de dissertações e teses do IT ali, você já vai ver
que tem gente trabalhando com redes neurais ali e na década de 90. Então não é uma coisa nova, é uma coisa que emergiu agora do ponto de vista popular por conta das e as generativas. Só que o o uso disso já é muito antigo, na verdade, né? E hoje a astronomia, a cosmologia, dado o massivo de dados que a gente tem, é impossível, é impossível um ser humano com um Computador pessoal, eh, ele buscar correlações que são importantes. Por exemplo, eu trabalho com estrelas de nêutrons, certo? E o que que eu quero tirar? Que tipo
de informação que a gente quer tirar dessas estrelas de nêutrons? Então, a gente tem vários observatórios. a gente observa estrelas de nêutrons tomando como base ondas gravitacionais. Tem uma porrada de dados de ondas gravitacionais ali que veio eh de desse tipo de estrela e também Buracos negros, certo? Eh, também de alguns observatórios, por exemplo, tem um observatório, na verdade tem um um telescópio dedicado a estrelas de nêutrons que funciona lá na ISS, que é o Nicer e Neutro Stars Interior Composition. >> Isso aí. Eh, e ele funciona lá lá na ISS, então ele é dedicado
a estras de neutros. Então eu pego informações desse cara, eu pego informações de ondas gravit, é uma porrada de informações. E A gente, cara, ser humano ali, a gente não consegue eh tomar e correlacionar, fazer as devidas correlações desses dados. Porque o que que eu quero no fim das contas? tem uma estrela, eu tenho as características macrofísicas que chegam desses observatórios, tipo, chegam ali a luz e chega a onda gravitacional dessas estrelas. E eu quero tirar informações sobre a estrutura interna delas. Eu quero saber do que que esse tipo de estrela é feito, qual que
é a estrutura Dela, o que que que tem lá dentro, porque isso traz muita informação sobre mecânica quântica, teoria quântica de campos e outras coisas. E como fazer isso? com ajuda de a hoje a gente tem vários modelos. A gente tem uma porção de modelos que tenta dizer o que que existe lá dentro. Então a gente vai pegar essa porção de modelos, a gente vai utilizar diferentes técnicas de inteligência artificial, seja técnicas de classificação, que existem várias, eh Ou eh redes neurais, que também alguns servem paraa classificação e outros paraa regressão, e tentar fazer estimativas
para tentar descobrir que existe lá dentro. Só que sem gente, sem o uso desse tipo de tecnologia torna impossível a análise de dados, né? >> É o pessoal entender, né? Essas est neutros buracos, porque o pessoal às vezes ah para cá, por que que você quer estudar est neutro, buracos negros e tal, né? Esses lugares aí do universo é Onde a física vai ao extremo, né? >> Exatamente. >> Então, por exemplo, aqui na Terra a gente só tem um lugar para fazer isso, que é o LHC, né? Que é uma será do colisor lá de
partícula. Nesses ambientes aí do universo é um grande laboratório, né? >> Sim. E esses ambientes aí eles reproduzem, não, eles são os ambientes originais dessa, desses processos, >> não é? Perfeito, não. O que você falou é Perfeito. Uma estrela de nêutron, ela é, na verdade, é um objeto, na verdade é um evento extremamente extremamente extremo. >> Eh, por quê? Só para vocês terem uma ideia, tá? Eh, você pega uma colherzinha de chá, imagina uma colherzinha de chá da matéria que compõe uma estrela de nêutron, vão ter bilhões e bilhões de eh quilogramas de matéria numa
colherzinha de chá. Vocês tem vocês têm noção? É uma Coisa assim, é absurda. Então, claro, num sistema que é tão denso, aí é só para vocês terem uma ideia, tá? Imagina o seguinte, imagina uma estrela eh como o sol. A gente sabe que é uma coisa muito massiva. Agora, pega essa estrela como sol, na verdade, pega duas vezes essa estrela, pega a quantidade de matéria que existe no sol e multiplica por dois, tá? Junta tudo isso numa esfera de 13 km. >> Exatamente. >> Então é, olha a densidade. Você pega o sol, eu não sei
qual, qual que é o raio do sol? Ah, não sei de cabeça, não. Dá paraar aqui. >> É, também, também não sei, mas é, é grande. O sol é muito grande. Agora pega um uma esfera de raio de 13 km, tá? pega a quantidade de matéria que existe no Sol, multiplica por dois e concentra tudo ali. Só para vocês terem uma noção. Então, a matéria, na verdade, esses Esses elementos mais básicos que compõe a matéria, como elétrons, prótons, nêutrons, tudo isso que compõe a gente, que compõe o o átomo, eles estão lá e como como
que eles reagem dentro de um regime de densidades desse? é numa forma completamente diferente, mas eles estão lá, só que eh o regime de densidade é tamanho, que, por exemplo, não existe um átomo dentro de uma estrela de nêutron. O que vai existir são prótons eh livres, eh nêutrons livres e eventualmente a Densidade é tamanha, Serjão, que a gente sabe que prótons e nêutrons eles são compostos por quarks. Existem três quarks >> e às vezes a densidade é tão grande, tão grande, que esses quarks eles se libertam do próton. Então eles não vão mais compor
próton, eles vão estar livres de tão denso que é. Ou seja, eh, e a gente quer descobrir tudo isso porque o ser humano ele tem essa natureza realmente curiosa, porque isso Pode trazer informações a respeito do princípio do universo também, porque a gente acredita que lá no princípio do universo o regime de densidades era muito parecido com o que com o regime de densidades numa estrela de neutro. Então a gente pode trazer e por que não algum tipo de tecnologia, você descobrir, fazer algumas descobertas que estejam associadas, que podam trazer, possam trazer algum tipo de
tecnologia futura e tudo mais, né? >> Exatamente. Ó, o raio do sol aí, ó, a produção informa vai 700.000 km. >> 700.000 km. >> Então você pega uma uma vira uma esfera de 1.400.000 km espremida em em 13 km, né? >> 13 km. É, imagina isso. Enfim. >> Não. E as estrelas de nêutrons, né? Quando elas, quando a gente detectou aquela primeira colisão, né, para pessoal entender, né, o que eu gosto de falar isso aqui muito que é muito legal. >> É muito legal. >> A pessoa que não sabe, né, por que que seu sangue
é vermelho? Só para pensar nisso? Seu sangue é vermelho porque tem um elemento no seu sangue que é muito importante, que quando você tem a ausência dele, sua mãe manda você comer feijão. Come feijão, meu filho, porque tá faltando ferro no seu sangue. Perfeito. >> E tal, >> o ferro que tá no seu sangue aí, ele Veio de onde? Ele veio de uma explosão de supernova. Por isso que o Calse tem todo aquele texto belíssimo dele e a frase dele famosíssima que fala que nós somos poeira de estrela. >> Perfeito. >> Porque os elementos, o
cálcio que tá no seu osso, veio de uma explosão de supernova e o ferro veio da explosão de supernova, porque o ferro é o elemento mais pesado que uma estrela consegue consumir, né? >> Na tabela. Só que existem alimentos mais pesados. Por exemplo, da onde que vem o ouro aqui, ó, minha aliança aqui, ó. >> É isso aí. É feito de ouro. Da onde que vem o ouro? Aí, ó, você que tá vendo ou nos ouvindo aí, o brinco que você usa, a correntinha de ouro que você usa, já parou para pensar da onde que
vem o ouro? Muito bem, o ouro vem da colisão de estrelas de nêutrons. >> É que esse é um evento conhecido como Kilonova. >> Quilova. E a primeira vez que nós descobrimos um foi em 2017, né? >> Foi. Foi em 2017, >> pela onda gravitacional. E olha que interessante que tá acontecendo hoje neste programa. Não sei se você viu. >> Hã, >> mas estamos gravando esse programa aqui. Obviamente você sabe que é gravado, né? Mas no dia que nós estamos gravando, no dia anterior a NASA detectou outra Colisão de estrang de nêutrons. >> Pô, não
tô sabendo disso. Foi ontem eles denunciaram, vou anunciaram outra coisa, >> mas por ondas gravitacionais >> aí que tá, porque como a estrela de nêutrons, diferente do buraco negro, que só gera onda gravitacional, a estrela de nutrons tem a contrapartida eletrom contrapartida eletromagnética. Então, foi uma frota de de telescópios da NASA, vários telescópios que detectaram e isso mostrando então pro pessoal entender, Né? Ouro, platina, prata, >> todos esses elementos pesados, >> todos esses elementos muito pesados, eles são produzidos, >> é, >> na fusão de duas estrelas de neo. Então, isso aí, ó, o ouro que
você usa aí, ó, o dia que você colocar sua correntinha, seu anel aí no lembra, hein? Esse ouro aí, ó, ele veio de fusão forjado no coração de grandes estrelas. Exatamente. Aí colocar dois pontos aqui que é bem Bem interessante. Então o que que esse a gente fala de colisão de duas estrelas de nê? Então imagina duas estrelas de nêutrons, elas estão ali e dentro de um sistema binário, uma orbitando a outra, uma orbitando a outra. Só que aí o que acontece? Como todo o sistema ele perde energia, no caso desse sistema, ele vai perder
energia por ondas gravitacionais. Então vai perdendo energia e à medida que perde energia vai se aproximando. Mas a gravidade é muito alta. À medida Que eles vão se aproximando, essas estrelas, elas chegam numa velocidade assim que é relativamente próxima à velocidade da luz. Então, você imagina dois objetos com aproximadamente 14 km eh, com uma quantidade de massa maior que a do Sol, eh, numa velocidade próxima da luz. Então, imagina o tamanho da colisão. Então, primeiro, isso gera uma distorção no espaçot-tempo, ou seja, perturba o espaçotempo. Imagina isso. Você tem o espaço aqui e esse espaço
é Perturbado por conta dessa colisão, que é justamente essas tais ondas gravitacionais. E pelo fato do desse evento ser extremamente energético e extremo, acontece o que o Sergão falou, gera esses elementos pesados. Porque pra geração de elementos químicos pesados, como ouro, platina, a gente precisa de eventos cada vez mais extremos. >> Exatamente. >> Eh, então uma estrela, o o como o sol, não, o sol é acho que até carbono, no Máximo, mas estrelas super massivas que vão gerar, tipo, super novas, vão gerar ferro e isótopos pesados aí do do elemento químico ferro. Então, tudo que
existe, tudo que que acontece, tudo que existe na tua vida, todo você, cada átomo do teu corpo, >> carbono que tá no seu corpo, o carbono que é a base da >> saiu, é, saiu de evento cataclísmico, eh, que aconteceu em algum lugar do universo. Aí, um outro ponto sobre a Detecção de 2017 também é o seguinte, você falou bem, né? Eh, essa colisão de estrelas de neutras, além de ela emitir ondas gravitacionais, ela também emite eh ela emite radiação eletromagnética, né? Então, a gente diz que lá e também emite neutrinos, só que a gente
não conseguiu detectar em 2017 do neutrinos. A gente diz que a gente inaugurou uma coisa que a gente chama de astronomia multimensageira, porque é um evento que emitiu eh um sinal de naturezas Diferentes e que podem ser analisados em paralelo, o que vai trazer uma riqueza muito muito muito grande a todas essas a todas essas análises, né? Exatamente isso. É assim que talvez a gente descubra aí vários várias coisas do universo. >> Sim, >> pro pessoal aqui que não não não não é versado tanto assim na astronomia, né? Muita gente, ah, como que surge uma
estrela de nêutrons, né? Então, tem as Historinhas aí da vida das estrelas, né? Então, tem estrelas que são parecidas com o sol que tem uma vida, né? Exato. Para até pro pessoal entender, o Sol não vai virar uma supernova, não vai virar um buraco negro, nada disso, porque o Sol não tem massa suficiente para esse processo acontecer, né? >> Perfeito. >> O que a gente diz, né, é que estrelas t mais que oito vezes a massa do sol, a vida delas acaba na supernova. E aí, só que a estrela não explode inteira, sobra um caroço
dela lá. >> Perfeito. >> E esse caroço ele pode virar ou um buraco negro ou >> ou uma estrela de neutro, dependendo da massa da estrela. Exatamente. Então é a estrela de neutros, ela surge daí. E aí você tem outros tipos também, tem a tal da aí tem várias estrelas de neutros, ainda abre um leque ali, né? >> Sim, >> porque tem os pulsares, né? Que é um tipo de estrela de neutrons. >> Sim, você tem pulsares que é um tipo de estrela de nêutrons, é >> aquelas magnetares, né? >> Você tem magnetares que são
eventos completamente estranhos ainda, a gente não consegue entender lá tão bem, >> mas também são estrelas de nêutrons, mas muito intensas, né? muito intenso, com campo magnético muito intenso, >> muito intenso. >> Então, por isso que é importante a gente estudar tudo isso, porque os elementos químicos e tudo, a vida e tudo mais vem daí. Então, quando o pessoal estuda é legal e tá aí. Então, a NASA acabou de detectar, >> que bom saber, vou pesquisar isso, >> uma nova, uma nova fusão, né? Colisão, >> de duas estrelas de neutrão. >> Mais ouro, mais ouro
aí pro pessoal aí. É, mais ouro pro universo. Mais ouro e Platina pro universo aí. O que detectou, na verdade, foi uma uma GRB, que é uma explosão de raios gama. >> Sim, emite raios gama. >> É porque quando acontece esses processos, né, emite radiação de tudo que é tipo, tá, pessoal? Então, só que para você ver, você tem que ter o observatório específico para aquilo, né? Exato. Exato. Eu vou dar uma procurada porque eu acho que vamos ver se o pessoal de de ondas gravitacionais aí Não anunciou isso, porque hoje já existem alguns detectores
de ondas gravitacionais espalhados pelo mundo. Existe o Laigo, né, que fica nos Estados Unidos, que é um par de detectores interferométricos. É laser, são os detectores tipo laser assim. Não vou me detalhar aqui, mas eh >> pode falar sim. É porque não, eu acho que é importante porque primeira coisa, né, o Ligo ele foi construído por um cara muito importante. >> Sim. >> Que é chamado Kip Thorn. que é o cara aqui todo interestelar >> por conta do Laigo. Ele ganhou o prêmio Nobel de física >> e ele era muito amigo do Stephen Hawking. >>
Muita muito amigo do Stephen Hawking, do Carl Sean também famosíssimo. >> Ele estava no Appen Fil também. O nome del >> pois ele apareceu, né? >> O nome dele tá lá, >> a foto dele apareceu, >> mas todo mundo tá, os físicos mais importantes estão todos lá, porque o Epstein dava muita grana para essa galera. >> Pois é. Pois é. >> Financiava, >> financiava pesquisa, >> pesquisa muita. Ele é um dos caras que mais financiava pesquisa nos Estados Unidos também. >> Entendi. Entendi. >> Porque ele queria, um parêntese aqui só, sabe o que ele queria
fazer? Ele queria fazer o projeto Manhattan 2.0. Ah, ah, não sabia. >> Ele queria ter, porque no projeto Manhattan juntou todos os físicos ali, ganhadores de prêmio Nobel praticamente, >> para fazer, ele queria juntar todo mundo >> para fazer uma arma que deixasse os Estados Unidos invencível em guerras físicos. Então, congressos de física, Pesquisa, ele dava muita grana, muita grana mesmo. Ele tinha uma sala em Harvard para ele. Então, ele era um cara ligado em tudo isso aí. >> É, ele era um cara muito influente, né? Realmente ele era um cara muito influente >> todosos
lados. Então, o Kiptor voltando, né? É esse cara aí, ele que bola, né? O o Laigo, né? O Ligo, que a gente chama. E só para contar a historinha, né? A Onda gravitacional foi prevista pelo Einstein lá atrás. É, então isso é uma coisa muito importante para falar inclusive sobre processo científico, né? Porque as ondas gravitacionais elas foram previstas lá em 1900, o primeiro artigo 1915 ou 16, alguma coisa assim. Enfim, acho que foi em 1915, eh, que foi foi derivado pelo Albert Einstein. Só que o Albert Einstein já sabia que aquele negócio era era
Impossível de ser detectado, pelo menos com as tecnologias que ele tinha, que a gente tinha naquela época. Então é uma coisa que ficou um pouco de lado, ficou um pouco de lado ali. Só que aí em algumas pessoas foram trabalhando do ponto de vista teórico e lá na década de 60 apareceu um doidão chamado Joseph Webber, resolveu construir o primeiro detector de ondas gravitacionais. Porque como eu falei, que que uma onda gravitacional Ela faz? ela passa, ela vai distorcer o espaçotempo. Então, tipo, ela vai te inchar um pouquinho, depois te emagrecer um pouquinho, aumentar o
seu tamanho. Então, ela faz esse esse efeito aqui, ó, na nas pessoas e no espaço tempo. Então, o cara pensou, né, e ele, eu li muito o artigo dele e tal, ele pensou, bom, isso aqui quando então passa, por exemplo, por um cilindro, ele deve aumentar um pouco o tamanho do cilindro. Então ele pegou um cilindro feito com material Metálico ali, onde ele conhecia a as frequências ressonantes daquele cilindro, colocou uns materiais piselétricos ali na no cilindro para monitorar esse modo longitudinal, para deixar ele maiorzinho, menorzinho, para para monitorar isso. Então ele imaginava assim que
a onda gravitacional passar, eh, o cilindro vai aumentar, vai ativar esse, esse pisio elétrico, que basicamente é um tipo de dispositivo que transforma sinal mecânico em sinal Elétrico. >> Isso. >> E ele diz que detectou um monte. Então, obviamente não, porque precisa, cara, é uma tecnologia bizarra. Obviamente não. Só que isso fez o pessoal, o mundo inteiro, começou a construir o seu próprio detector. Só que esses detectores desse tipo, assim, de massa ressonante, eh, massivo, eh, tipo cilindros, eh, só que aí veio o Kiptonn e outros ali que propuseram: "Não, vamos Construir um detector tipo
interferenômetro", que aí é um laser, na verdade, eh, se der para passar, dá para dá para colocar a imagem. Então, depois coloca a imagem do do Ligo aí. Então, vocês vão ver o quê? É um eh são é um você tem um laser que vai passar por um espelho e vai dividir em dois braços. Cada braço tem 4 km aproximadamente e são braços idênticos que ficam perpendiculares um ao outro. >> A questão é que então eles estão lá Estáticos. Tem um espelho no fim de cada braço que vai refletir a luz. Então você tem o
laser, passa por um espelho divisor, vai para cada braço, vai compor cada braço de cada eh de cada um dos braços, eles vão ser refletidos no espelho e voltar, vão interferir e vão passar por um fotodetector. Vai ter a imagem aí para vocês entenderem direitinho eh como que como que isso funciona. E basicamente o que acontece quando a onda gravitacional passa, ela Vai mudar o tamanho desses braços >> e você vai mudar, portanto, o padrão de interferência observado no fotodetector. Então, quando isso acontece, aí existem os alertas, vai alertar, ó, pode ser um sinal de
onda gravitacional aqui. E aí é toda todo um tipo de análise extremamente complexo, que inclusive envolve muito inteligência artificial. Muita inteligência artificial pro pessoal entender como que é feita essa detecção. Na verdade, a gente não é que A gente detecta, a gente faz o contrário, né? A gente faz o lance de e modelar o ruído, né? >> Sim, exato. >> A galera modela. Então, o que que a galera faz? Eles modelam o ruído usando inteligência artificial. Eles pegam o sinal e aí eles vão comparando com vários modelinhos que eles fizeram para ver. Opa, bateu aqui.
Então isso aqui é uma onda gravitacional, tal. É um negócio diferente. >> É um negócio, é um negócio diferente. E por que que isso que o Serjão tá falando é importante? Porque, cara, assim, esse laser, esses detectores, eles são resfriados a temperaturas assim criogênicas. criogênic que eu digo assim, tipo, pensa alguma coisa próxima a 0 Kelvin, assim, muito baixo mesmo. E por que que isso é importante? Essa análise de ruído? Cara, a gente tá falando de uma coisa que tem 10 na men-21 m por volta disso, por volta de 10 na men-21 m. Não sei
se vocês têm noção, tipo, mas é menor do que um próton. Eh, é uma coisa absurdamente pequena, então é muito difícil de você detectar. Então os ruídos atrapalham muito. Então os caras lá no lago, eles têm 90 canais de ruídos, 90 tipos de ruídos diferentes que eles ficam monitorando para extrair do sinal para ver se acha algum sinal que pode ser do tipo de onda gravitacional. >> Exatamente isso, né? Um tal do sinal Coerente, né? >> Então toda essa modelagem e essa comparação não dá para fazer no olho. Então você faz como? Usa inteligência artificial
para fazer. Exatamente. Você tem que usar inteligência fazendo e aí quando dá o MET, aí ela fala: "Opa, aqui tem um senal >> perfeito >> que vira um candidato primeiro, depois eles vão analisar, né? Tem toda uma sequência de coisa aí >> e o pessoal entender, né? Porque você o pessoal, ah, uma onda, né? Tudo bem, é uma onda do mar." Só que essa aí ela mexe quanto do do sensor mesmo? Do >> é 10 men 21 m, uma coisa assim, 10 men 20. É, >> então qualquer pessoa que passa do lado, tá? Não pode
ter telefone celular perto. Eles têm todo um isolamento daquela região justamente para isso, né? Não tem, tem uma até uma história interessante num detector lá dos Estados Unidos, eh, que eles estavam todo dia observando um sinal, Serjão. Tinha um sinal ali misterioso. Eles não conseguiam identificar que diabo que era aquele sinal, porque não vamos isolar tudo, isolava todo mundo, mas o sinal tava aparecendo todo dia, todo dia. Depois de muito tempo é que os caras foram descobrir que aquele sinal era devido ao ruído causado por conta da trepidação causada pela passagem de um caminhão de
lixo a uns 3 km dali. >> Então é uma coisa assim, só para vocês terem noção do tamanho, da precisão do negócio. Então esses tipos de detectores, eles são certamente os objetos mais precisos que existem instalados hoje no planeta Terra. caríssimo, bilhões, >> bilhões e bilhões de dólares. E olha que legal, né? O Kipton conseguiu convencer >> o o a NSF, que a gente chama, né, na na National Science Foundation dos Estados Unidos, a investir uma grana pesadíssima Para construir o ligo para ele, né, cara? >> Não é, é ele e bom, enfim, é o
Kiptor, né? É o Kiptor. Agora, sabe que a gente tá numa batalha aqui para tentar criar um consórcio que é o Sago, né? o South American Gravitational Waves Observatory, eh, que é a ideia de ter um detector desses na América do Sul. Mas o Kiptorn, como eu falei, o Kiptorn é o Kiptorn. E por que que aí os caras podem pensar, mas para que, cara? Para que que Eu vou investir uma grana para detectar a onda gravitacional? Gente, falavam a mesma coisa pro pessoal que tava trabalhando com ondas eletromagnéticas lá no século XVI, 19, tá?
Exatamente. >> Eh, e vê, pensa, você consegue imaginar a sua vida sem ondas eletromagnéticas? Acho que não tem como, né? >> Não tem >> sem sem eletricidade, não tem como a gente pensar em celular, não tem como a gente pensar na nossa vida. Então isso Pode ser, pode trazer algo tão disruptivo, por exemplo, transmissão de informação por ondas gravitacionais é uma coisa que seria espetacular, porque ela não interage com nada, então ela não vai perder informação nunca. Eh, e enfim, também a questão da quantização. Quem assistiu Interestelar, lembra de Interestelar, Serjão? >> É claro. >>
Vocês lembram aquele objeto eh que aquele cilindro de Onil que é a estação Cooper? >> Isso. >> Lá no fim do filme, o Cooper ele está numa estação que é uma estação cilíndrica que se chama cilindro deionil. Lindo único gente você reproduzir a gravidade. >> Eles estão ali. Exatamente. E eles estão ali naquela estação eh cooper. A humanidade tá vivendo ali porque a Terra degenerou completamente. E o grande ponto, o grande segredo ali, Eh, e um dos grandes problemas era o seguinte: Aquela estação ela tava na Terra, só que eles não tinham tecnologia para lançar.
E isso dependia do quê? dependia de você ter grandes uma grande descoberta que pudesse eh ajudar no auxílio da manipulação da iteração gravitacional. Sem isso, é sem uma propulsão gravitacional, seria impossível lançar aquele objeto, aquele cilindro do planeta Terra para colocar a Civilização humana para viver lá. Então aí por isso que tem toda aquela história, o Cooper que entrou dentro do buraco negro, eh, e aí eh lanç jogou as informações num reloginho, eh, em Código Morce paraa filha dele depois ir decodificar aquelas informações, colocar em suas equações e resolver o problema da quant gravidade. Então,
tá tudo relacionado. Então, a onda gravitacional pode ajudar nessa questão da quantização da Gravidade e eventualmente permitir com que a gente consiga eh gerar, por exemplo, motores de propulsão gravitacional, por exemplo. >> Exatamente. >> Pode ser o futuro da humanidade. >> Não, pode ser não. E eu já falei para você, né, cara? Para mim, aí, deixa sua opinião aí, para mim são as ondas gravitacionais que vão descobrir. Para mim, os grandes, os três grandes mistérios do universo hoje, pessoal, é Matéria escura. >> Sim. energia escura e a tal da tensão cosmológica. >> Sim. E >>
eu acho que essas três respostas vão estar nas ondas gravitacionais. >> É, é, é bem possível. É bem possível, porque a gente sabe matéria escura, pessoal, é uma coisa, explica pro pessoal o que é matéria escura, explica pro pessoal que é matéria escura. >> Vamos lá explicar o que é matéria Escura. >> Explica >> a matéria escura é o seguinte, primeiro, por que que ela tem o nome escura? Porque simplesmente a gente não vê e a gente não sabe o que é. >> É aqui. Vamos fazer um parênteses, né? Porque essa então é um problema
semântico, tá? e de tradução. O dark no inglês, Dark Side of the Moon, não é que é o lado escuro da lua, é o lado obscuro da >> Isso é >> que é a questão do desconhecer, tá? Porque eu já fiz, cara, eu já fiz um monte de vídeo de matéria escura, pessoal assim, a, mas ó, eu acho melhor trocar de nome, porque esse nome é racista, não tem nada a ver. >> A questão não é pela cor do negócio, a questão é pra gente não conhecer. Então, Dark Side of the Moon, até o dia
que a gente não foi lá, era o lado obscuro da lua. É a mesma coisa da matéria escura é Que ela é obscura, que a gente não sabe o que é, mas oculta. A gente não sabe. Tá, por isso que muita gente chama de lado oculto da lua. >> É, chama de lado oculto da lua. O lado oc lá, esse lado da lua não é nem oculto porque a gente já foi lá e não é nem escuro porque a luz bate. >> Exatamente. Não tem nada de escuro. Não tem nada tem nada de escuro, nem
de obscuro. >> Então realmente como o Sergão falou, a Matéria, essa matéria que a gente conhece em português como matéria escura, na verdade é uma matéria que simplesmente ela tá oculta. A gente a gente não consegue ver, a gente não consegue enxergar essa matéria, >> eh, pelo simples fato de que ela não interage do ponto de vista eletromagnético. Mas como é que a gente sabe que ela existe? Como é que a gente sabe que a matéria escura existe? Então o seguinte, você vamos imaginar uma Galáxia, tá? Vamos imaginar uma galáxia. Os astrônomos estão olhando a
galáxia. Toda a galáxia ela tem uma curva de rotação. A maioria delas tem um um buraco negro super massivo no centro e ela ela tá em rotação. Beleza? E aí a gente tem as nossas teorias de gravitação. Tem a teoria de gravitação newuttoniana, tem a teoria de tem a relatividade geral. E a gente consegue fazer uma reprodução de como que deve ser, qual deve ser aproximadamente a Velocidade das estrelas, dependendo da distância que essas estrelas estejam com relação ao centro da galáxia, perfeito? Então você faz uma curva de velocidades dessa galáxia. O problema é que
quando você vai pra teoria, pega, seja a gravitação newuttoniana, seja a relatividade geral, e você faz essa curva eh de velocidades das estrelas distribuídas por essa galáxia, a gente chega no resultado. Quando a gente vai observar experimentalmente, o resultado É completamente diferente. A gente percebe que estrelas que estão na periferia, estão mais distantes na galáxia ali, elas têm uma velocidade muito maior do que a teoria prevê. Por que que isso deve deve estar acontecendo? Porque deve ter deve existir algum tipo de matéria que interage gravitacionalmente que a gente não consegue enxergar. >> Então por isso
que a gente chama essa é a tal matéria interrogação, devia ser, Né? A gente simplesmente não sabe o que é, a gente não viu, é obscura, matéria obscura. >> Eh, então a gente simplesmente não sabe o que é. Só que ela, como ela interage gravitacionalmente, aí entrando no que o Serjão falou, muito provavelmente essa matéria, se ela tiver bem aglutinada, concentrada, ela deve emitir onda gravitacional. Então tem muita gente trabalhando com isso e provavelmente as ondas gravitacionais vão trazer Informação sobre isso. E mesma coisa, energia escura que tá relacionada à expansão acelerada do universo, mas
são os nomes meio ruins mesmo, né, que a gente >> é não, porque não tem outro como a gente chama escura, mas é só pro pessoal entender isso, tá? Tem, >> não tem essa. Mas então, energia escura também outra coisa. E o lance da tensão cosmológica, né, que é a medir a idade do universo ou a taxa de expansão do Universo com métodos diferentes. Mas como que tá o lance? Que igual você falou da da astrofísica multimensageira. >> Sim, >> mas na astrofísica multimensageira eu vou ter que integrar essas duas essas informações. Como que tá
como que estão os estudos nessa integração aí >> do eletromagnético a onda gravitacional? Exatamente. Aí você bate exatamente no que eu faço. >> Aí >> eu trabalho justamente nessa integração de de dados. Então eu pego lá os dados eh desses telescópios eh que são eletromagnéticos, ou seja, que eles vão observar ondas eletromagnéticas e pego os dados também de ondas gravitacionais. E a gente faz a integração eh eh a junção disso baseado em modelos que a gente tem tanto de física nuclear e também utilizando da da da relatividade geral. Na verdade, o que que acontece? Eh,
eu tenho lá um modelo de física Nuclear, tá? Eu faço umas integrações e eu consigo fazer algumas previsões, dependendo do modelo qual que vai ser a massa e o raio eh daquela estrela. Aí eu pego e faço a comparação, porque esses dados, por exemplo, que nem o do Nicer, que é esse telescópio dedicado a estrelas de nêutrons, eu pego esses dados e eu consigo justamente observar o quê? Eu consigo observar a massa e o raio. Então, simplesmente comparo >> o que que o meu modelo prevê com aquilo Que é observado. Então, tipo, tudo que é
observado tem uma tem uma margem de erro. Então o que eu tô prevendo, o meu modelo tá prevendo, tá dentro da margem de erro daquilo que foi observado. Então eu faço essa essa comparação. Mesma coisa as ondas gravitacionais. Eu consigo prever eh eu consigo prever como que vai ser como que é a carinha da onda gravitacional gerada por aquele evento eh pelo modelo, eh, dado os meus os modelos Que eu tenho. Então, consigo fazer algumas previsões sobre essa onda gravitacional. Eh, e aí, óbvio, eu vou comparar com aquilo que é observado e ver se tá
batendo eh dentro de uma margem de erro. Aí é assim que a gente faz. Então, eu trabalho nessa consolidação desses dados aí. >> É isso. Todo trabalho de modelagem é isso, viu? >> E vai muito e a vai muito muito a processando, né? Hã, é muito e Processando a todo momento. A gente precisa realmente de computadores muito muito muito bons, na verdade, super computadores. Atualmente a gente tá até pedindo um projeto lá no Santos do Mon que fica lá em Petrópolis ali, que é um >> Santos Mom, para quem o pessoal não sabe que é
Santos do Mão. >> Hã, >> Santos Mão, para quem não sabe é o super computador brasileiro, cara. >> É, exato. >> Fica ali em Petrópolis porque ali é mais frio. >> Sim. >> Até então para você resfriar ele é muito mais fácil, né? Exatamente, exatamente. E aí eu acho que é a maior, né, que tem no Brasil hoje. >> Maior do Brasil. Santos aí. Pessoal do do governo de São Paulo teve agora estiveram lá de Coreia e visitaram o Júpiter, que é um dos maiores supercputadores do mundo. >> Hum. >> É, seria bom ter um
aqui, né? >> Seria bom. Isso, vamos dizer assim, área para ter isso, a gente tem. Lugar para colocar a gente tem, né? >> Não, lugar para colocar. Lugar colocar. O Santos tomão é legal dele ficar em Petrópolis por causa disso, porque aí temperatura é mais fria, gasta menos água para para resfriar. Ele tem toda uma parada lá do Santos do gosta. Mas tem, por exemplo, eh eh, por exemplo, tá No estado de São Paulo, eh a gente tem aí ali a Serra da Mantiqueira, que são os pontos mais altos que tem, >> mas aqui o
pessoal da da do da FAPESP, eu acho que eles têm um supercutador ali no CPTEC, né, no pessoal de de Cachoeira Paulista ali para fazer previsão tempo. >> É, na verdade, que na na verdade pertence ao IMP, inclusive foi financiado pela FAPESP. é um campus do IMP, mas ele totalmente dedicado à Previsão do tempo, né? Uhum. >> A fazer a a questões climatológicas, assim. >> Então, toda a previsão do tempo que vocês recebem aí na casa de vocês saiu dali, saiu de saiu diretamente de Cachoeira Paulista, na na maior parte, né? Na maior tarde. Na
maior parte. E pensa, é, são muitos dados, né? São muitos dados. Então, a gente precisa realmente de computadores assim incríveis. Agora esse o Santos do Mon é Aberto realmente para pr pra gente poder rodar esses dados mais pesados, tals. Ele é bem ele tem ele tem um objetivo bem científico, assim como esse de Cachoeira Paulista também tem outros supercputadores, assim, tem outros clusters, só que não é não não se compara a um data center, por exemplo, né? >> Não, jamais, né? Jamais. >> O Brasil tem data center? >> Data center. O Brasil tem um data
Center. >> O Brasil tá construindo vários. >> Tá construindo vários, né? >> Construindo vários data center agora. Porque agora ficou isso, né? O mundo ficou servidores e data center, né? Isso que é que tomar conta do mundo. >> Então o Brasil tá construindo vários vários data center. Agora existe um data center sensacional que eu visitava direto, que é o data center da Petrobras lá no Rio de Janeiro. >> Esse aí era era esquema militar para você entrar. >> Militar, >> sim. >> Não é qualquer um que pode entrar. Tinha que fazer exame até de sangue
às vezes para você entrar lá dentro. Era terrível. Terrível. >> É. Não, mas tem que ser. Não tem jeito, né? Porque a gente tá falando de dados. É, enfim, se der um pau, pensa um pau num data center desse aí. >> Ah, não, às vezes tá. É, a sorte é que não dava nele inteiro, dava em pedaços, né? E aí você conseguia. >> É, não exato, porque você tem aquela coisa de redundância, né? >> É, você tem que ter data. >> Ah, não, mas lá tem, >> lá tem, né? Deve ter, deve ter bastante, né?
Deve ter bastante, porque são dados bastante sensíveis, né? Tecnologia e tudo mais. E e assim, eu ainda sou um, por mais que haja muita crítica, né, com Relação à construção de data centers, devido à questão de recursos no Brasil e tals, eu sou eu defendo que o Brasil tenha que ter data centers, só que data centers também eh, de tecnologia brasileira, eh, para que nossos dados também estejam protegidos, né? >> Protegidos a governança, né, chama, né? >> É exato, porque não adianta também >> enfiar o consultado no data center gringo, né? É TikTok, meta, vem
o chatpt, Enfim, a Openai e outros aí vem constrói os data centers pra gente, enfim, tá aqui no Brasil fisicamente, só que é para uso uso estrangeiro, né? Uso. Então, seria importante o Brasil ter o seu seus próprios data centers, inclusive de A, né? >> Exatamente. >> Quanto tempo, Sergião, para isso acontecer? Ah, eu acho que vai ser, eu acho que nem é que nem é prioridade isso aí, cara. >> Você acha que não? >> Eu acho que não. >> Você, mas você acha que passa muito longe de prioridade? Porque devia ser entendido como a
prioridade, né? Não, deveria ser ser entendido, com certeza, né? Mas eu acho que passa muito longe, viu? Muito muito longe mesmo. Do Brasil tem o seu próprio. Ah, o pessoal vai achar muito mais fácil ceder. >> Não é? Enfim, a gente tem dado sensível, né? A gente precisa, né? precisar, Precisa mesmo, >> eh, precisa tá tá envolvido com essas tecnologias e a gente tem a nossa própria, né, assim como acontece com a computação quântica, né, se a gente a gente não pode ser um, um mero dependente de tudo que acontece no esperar chegar, vamos só
esperar chegar, só esperar chegar essas tecnologias emergentes aí, essas tecnologias que vão, na verdade, mudar os rumos da humanidade, como, por exemplo, um Computador quântico, eh, isso tem que ser concebido aqui no Brasil. Enfim, a gente tá dando alguns passinhos nisso aí também, né? >> Ah, estamos, vamos dando sim. Então, aproveitar falar um pouquinho do computador quântico, né, que muita gente tem dúvida, né? Primeira coisa, né? O que, por que que tem esse nome? Vamos lá. Por que que tem, por que que um computador, por conta da forma de funcionamento dele, que é de realmente
De princípios que utiliza de alguns princípios premissas quânticas, >> como por exemplo >> superposição e também emo. São duas coisas bem bem complexas, na verdade. Então, vamos começar falando do que que é a superposição. A superposição é a seguinte, imagina eh um elétron. Eu sei que é difícil de imaginar o elétron, mas enfim, todo mundo já ouviu falar de um elétron. Antes que eu faça uma medida Num elétron, antes que eu faça uma medida. Medida é medir mesmo com algum equipamento físico, tá? Eh, ele se encontra no estado de superposição. O que que isso significa?
É que eh, por exemplo, a posição, vou falar de posição. Antes que eu faça uma medida, um elétron ele tem a probabilidade de estar em várias posições, certo? Antes que eu faça uma medida. Então ele ele funciona como se fosse uma onda que me dá probabilidade dele se encontrar em Diversas posições. Só que a superposição ela diz um pouquinho mais. Na verdade, um elétron ele se encontra em todas as posições possíveis ao mesmo tempo. Tempo isso aí. >> Então é uma loucura dessa. Então um elétron ele vai se encontrar antes que eu faça uma medida
dentro de um experimento, ele vai se encontrar em todas as posições possíveis. Então tem isso, beleza? E isso obviamente é muito utilizado no contexto de chips de Computação quântica. Por quê? Eh, imagina o seguinte, eu tenho um computador clássico que ele ele ele todo o processamento dele se baseia naquele naquela lógica binária 0 e um zer e um e tudo que acontece dentro do computador clássico, toda a imagem é baseado nesse tipo de informação que é binária. Então é sempre zero em um zer e um. Agora nós temos pro outro lado, no computador quântico os
QBITs que para além para além deles trabalharem nessa lógica de 0, 0 e 1, ele também trabalha em combinações lineares deste 0 e1, ou seja, você tem mais eh você tem mais eh capacidade de informação a ser processada. E além disso, ele pode um que o Bit ele pode se encontrar, vamos dizer assim, nesses vários estados. Ou seja, ele pode ser ele pode estar tanto no zero quanto um. Ele coexiste em zero em um, nesses estados zero em um, ao mesmo tempo, o que abre uma possibilidade gigante, na verdade Aumenta de forma gigantesca a capacidade
de processamento. É, é aquele exemplo do labirinto que eu vi inclusive o economico falando uma vez uma uma palestra que é o seguinte: imagina >> você tem um labirinto extremamente complexo, põe aí depois um labirinto assim eh mais complexo possível. Eh, para você ou um computador clássico achar, um computador clássico vai fazer o quê? Para achar o caminho de um labir para sair de um ponto e chegar em outro. Ele vai testar todos os caminhos possíveis até achar esse caminho, certo? >> Uhum. >> Um computador quântico, não. Dentro dessa lógica debits, ele vai testar ao
mesmo tempo >> todos os caminhos. >> Todos os caminhos. Todos os caminhos. Então ele vai achar o caminho muito mais rapidamente. Então é mais ou menos essa lógica. E além dessa questão da superposição, ainda a gente tem a Questão do emaranhamento, que basicamente é o seguinte, os kbits ele é como se eles estivessem de mãos dadas. Eles estão dividindo informação de forma instantânea. A gente sabe que informação não pode viajar uma velocidade maior que a da luz, só que no contexto da da da física quântica, isso é diferente. É uma coisa que quebra a cabeça
dos cientistas. A gente diz que a física quântica ela é uma teoria que ela é não realista, não causal. Ou seja, eu tenho Elementos eh quânticos que de alguma forma trocam informação eh trocam informação instantaneamente, ou seja, numa velocidade infinita. Eh, isso quebra a relatividade, a relatividade de Ein. Isso quebra o que? Não, não, na verdade não. Na verdade, o que a gente não consegue é entender direito como funciona o espaço tempo nesse regime da mecânica quântica. a gente ainda é um mistério. Como que é o espaço e o tempo nesse regime? Só que a
gente sabe que o Negócio funciona dessa forma. A gente não entende muito bem o porque que a coisa funciona dessa forma, só que a gente utiliza pro nosso benefício, porque esses esses kbits eles estão emaranhados. Muitos desses kilbits dentro de um computador quântico, eles vão estar emaranhados e eles vão trocar informação de forma instantânea, o que mais uma vez colabora para um processamento muito mais rápido de informação. Então, >> exatamente >> aí a questão da criptografia, né, Serjão? >> É, mas só voltando aqui, emaranhamento qu porque é o negócio é o seguinte, né? Porque que
tem esse nome computador quântico? Ele usa então propriedades derivadas da física quântica, >> que é a superposição, >> que é o lance ali que >> você tá coexistindo em todas as, né, em todos os ali na na entre zero e um, né? O lance é o seguinte, né? A gente tem zero e um >> agora a gente tem zero, um monte de coisa e um, entendeu? Exato. >> Então você não tem só zero e um, é só binária. Agora >> tudo podendo acontecer ao mesmo tempo. >> Ao mesmo tempo. E aí o lance da física
quântica é esse. Eu só sei quando eu mexo. Quando eu meço acontece um fenômeno chamado colapso da função de onda. >> Exato. Que é um mistério também. >> E aí a gente tem aquele valor determinado ali. >> Exato. >> Isso é uma propriedade da física quântica que a galera do computação usa. E o emaranhamento é uma outra propriedade da física quântica também, que é o lance da, né, um fecheix de luz, você divide ele em dois pedaços. Tem que ser o mesmo. A origem tem que ser a mesma. >> Sim, >> porque muita gente, né,
acha que é duas partículas soltas. Não é, >> não é assim. Elas tem a memorigem, entendeu? E aí quando você mede uma, você automaticamente tem a propriedade da outra. O Einstein odiava isso. >> É, ele odiava, ele escreveu um artigo sobre isso, >> famosíssimo, né, que é o EPR, né? >> É o paradoxo do EPR. Ficou conhecido como paradoxo do EPR, porque >> porque não foi ele, ele colocou outros dois na jogada para não ficar só assim. É o Einstein, Podsk e o Rose. >> E o Rose, que é muito amigo do Einstein, principalmente no
buraco de minhoca. >> É exato. >> Mas ele meteu esses dois lá para não ficar >> para não ficar tão sozinho. Porque o que acontece? ele ele na verdade ele, isso é uma coisa muito engraçada, porque ele propõe eh essa ideia de emaranhamento Quântico eh nesse artigo eh no sentido de bater na mecânica quântica, porque a ideia era o seguinte, ele tava dizendo o seguinte: "Olha, se esse negócio de superposição aí que vocês estão falando dentro da interpretação de compag, pode acontecer exatamente o que você falou. Eu tenho um, por exemplo, duas partículas que t
uma mesma origem, certo? Ou seja, elas têm as suas propriedades conectadas. Aí eu coloco essas duas partículas a uma distância Absurda e quando eu meço a propriedade física de uma e então confiro uma realidade, a propriedade física de uma, automaticamente eu sei a da outra. Ou seja, é como se é é essas partículas vão estar trocando informação de com uma velocidade infinita. emaran é aí ele chamou isso de, eu não lembro se no artigo ele já usou o termo emaranhamento, só que é uma coisa que incomodou muito ele, porque isso quebra um princípio básico da
relatividade Restrita, que informação não pode viajar e a uma velocidade maior que a da luz. E aí isso ficou aposentado. Então, tipo, ele foi publicou isso, ninguém conseguiu responder. Ninguém conseguiu responder. Até que na década de 50 teve uma pesquisadora eh chinesa trabalhando, agora não lembro em que, não lembro o nome dela também, trabalhando numa universidade lá nos Estados Unidos. Ela acabou descobrindo O emanhamento, que realmente isso existia, algo que o Einstein dizia que era impossível existir. Eh, ela acabou descobrindo que de fato existia, só que ela não percebeu. Só foi ainda na década de
50 que o John Willer leu o trabalho, teve contato com o trabalho, falou: "Ô, isso aqui que ela acabou de de observar aqui, isso aqui é um amareamento quântico lá do do artigo do Einstein na década de 30. Então é o que a gente chega e diz, né, que o o Einstein estava sempre certo, mesmo quando ele tava errado, né? >> Mesmo quando ele tava errado. Exatamente. >> Então, tipo, porque ele ele dizia que a mecânica quântica tava errada e ele colocou isso como exemplo para mostrar que tava errada. No fim das contas descobriram aquilo
que ele tava prevendo. Então de alguma forma ele tava certo porque ele que previu. Só que ele previu para querer dizer que tava Errado. Enfim, no fim das contas >> tava todo mundo certo. >> Então essa briga e treta do Einstein com a galera da quântica fica muito clara no filme Openheimer, né? >> Fica, >> mas não se dão por causa disso. >> E o emaranhamento quântico agora há dois anos atrás ganhou o prêmio Nobel. >> Ganhou o prêmio Nobel. Exatamente. >> Porque os caras conseguiram, porque tudo isso só tinha teoricamente. Agora eles Fizeram o
experimento, né, que mostrou que realmente, né, é. E aí é importante você falar até, Sergão, porque é o seguinte, esse prêmio Nobel não foi por conta de um experimento, na verdade, um prêmio Nobel que aconteceu por conta de experimentos que já vinham rodando desde a década de 80. >> Eu sou. >> Então, tipo, o processo científico ele é muito complexo >> e ele leva tempo, cara. A ciência, você Não tem, você não tem o negócio do dia paraa noite, cara. É, felizmente. >> E e isso é importante dizer porque tem muita gente falando, né? Você
vê na nas redes sociais, muita gente colocando, não, prêmio Nobel pr pra professora Tatiane, não vai ganhar o prêmio Nobel por hora, pelo menos por agora não vai. É um negócio, isso é um é um processo de de muito tempo que vai ainda, eh, a ciência funciona dessa forma. Então você vê os caras que descobriram isso lá na Década de 80, 90, 1985, que eles começaram a trabalhar com essa coisa do emaranhamento quântico, realmente foram confirmando isso cada vez mais. eh confirmaram outras coisas enigmáticas, né, como aquele aquela desigualdade de Bel, eh, que é uma
coisa extremamente complexa, que na verdade confirma que o Einstein ele dizia que que deveria existir algum algum tipo de elemento a mais dentro da mecânica Quântica. que ele achava que a mecânica quântica era uma teoria que estava incompleta e que devia existir algum elemento a mais dentro da mecânica quântica, eh, que eh no fim das contas, esse essa desigualdade de Bell propôs uma lógica de raciocínio que mostrava que dependendo de alguns parâmetros esse tal elemento a mais que eu esqueci como que o Ein chamava isso de não sei que fantasmagórico, isso é É, ele tinha
isso Partícula, né? Partícula fantasma, um negócio assim. >> É esse elemento a mais, dependendo dos parâmetros ali, pode ou não existir. Aí os caras conseguiram, isso tá diretamente relacionado também ao emaneamento quântico, os caras conseguiram mostrar que de fato o Einstein tava errado e que a mecânica quântica é isso aí mesmo. E se a gente não entende bem, é problema nosso, mas ela funciona desse jeito e pronto. >> Então a computação com ela usa essas duas grandes propriedades aí. Eh, e isso ajuda muito do quê? No processamento de dados, né? >> Nossa, >> isso torna
o processamento de dados mais rápido. >> Sim. >> Então, coisa que um computador leva dias para fazer na no computador quântico, por conta dessas propriedades adaptadas pra computação, você faz tudo muito mais Rápido, né? É absurdo, né? É absurdo. O que gera grandes riscos. O que gera grandes riscos que tá relacionado à questão da criptografia. Hoje já existem, né, várias empresas e bancos que já tão já eles já têm o setor de computação quântica, >> eh, para justamente estudar e entrar em contato com empresas que trabalham com isso, porque eles precisam de um tipo de
criptografia que consiga se proteger do processamento quântico, porque já Existem protocolos, já existem códigos, eh, na verdade, já existem códigos que são capazes de quebrar uma criptografia clássica. Criptografia, para quem não sabe, é aquela coisa, você mandou o e-mail do seu do seu e-mail para um outro e-mail e essa informação não é interceptada por conta da criptografia clássica. Só que hoje um computador quântico, dependendo da quantidade de kil bits que ele tenha, que ainda tá tá tá baixo ainda, ele consegue pegar essa Informação e quebrar essa informação e pronto, põe todo mundo em estado de
segurança. Então você, sua senha de banco não interessa mais. Tá na internet e os caras pegam e vão abrir tudo já. Enfim, esquece. Então tem muita gente trabalhando agora com a área de criptografia pós-quica e criptografia quântica para conseguir se defender dos próprios computadores quânticos. >> É, mas acaba que vai fica, fica legal Porque fica, sabe que é um lado fazendo, outro lado tentando quebrar, né? >> Exato. Para desenvolver, né? Pr para desenvolver. >> Aí uma maravilha computação quântica. Porém, tem problemas que talvez o principal problema dele é o chip para funcionar. >> Sim. >>
Tem que estar em temperaturas criogênicas, que a gente chama, né? Exatamente. É que tem o que é o famoso Problema da escalabilidade. Quando que você vai ter um computador quântico na tua casa? Aguarde, vai demorar ainda. E aí há dúvida se é viável que que haja, porque hoje um chip quântico para ele funcionar, vocês já devem ter visto, eh, vai vou colocar aí a imagem de um computador quântico aí. Na verdade, o computador quântico em si é um, você vai ver, uma coisa grandona, só que cheio de fio, cheio de coisa, >> cheio de pr,
mas na verdade só o que Presta só tá ali no meinho. >> É, só tá no resto é eh sistema de isolamento mecânico, sistema de isolamento, ele fica dentro de uma de uma >> Ah, é porque é uma coisa que a gente não falou, né, como ele usa as propriedades quânticas aí, pessoal, ele tá muito susceptível a ruídos. >> Sim. Perfeito. >> Então, tem todo tipo de ruído. Pode atrapalhar o Por que pode atrapalhar o Processamento? Porque se tá usando a superposição, né, se qualquer ruidinho ali faz o negócio ir para um lado e um
pro outro. Então, por exemplo, tem ruídos magnéticos, né? Então, você tem que ter um isolamento, >> tem que ter um isolamento magnético para não ter esse ruído. Tem ruído mecânico, tem que ter um isolamento, ruído não sei o quê. Qualquer tipo de ruído na computação quântica pode estragar tudo, >> estraga e te dá. E e isso é um grande Problema hoje ainda da computação quântica. você tem ainda resultados que não são bons, que você vai conseguir obter melhor no computador clássico, justamente por isso. >> E é por isso que ele tem que ser resfriado, porque
você tá num ambiente, numa temperatura como essa aqui agradável, uns 25º, 23º aqui, já não serve para um computador quântico. Por quê? Porque você vai interferir em tudo ali. Você é é a >> ruído térmico, né? Térmico, magnético, mecânico. Você tem o ruído térmico ali que atrapalha tudo. Então você também tem, ele tem que tá ele tem que tá colocado numa câmara de vácuo também. Então, por isso tudo isso vai ser absolutamente impossível hoje você ter um computador quântico em casa. E de fato, e eu acredito muito que a gente em breve vai, na verdade,
a gente já tem acesso a computadores quânticos, tá? Tem aí algumas empresas que já, acho que a IBM ela libera acesso a computador quântico, ao computador quântico dela, eh, que se eu não me engano tem lá uns 100 Kbits. E eu acho que esse ainda é o futuro, tipo você ter acesso a computadores quânticos em nuvem, eh, e a coisa vai se desenvolvendo e vai melhorando e você processamento quântico, né? Você mesmo não acessa o computador, né? >> Você manda as coisas que é mais ou menos que que a gente mexe com IA hoje, né?
Porque você na verdade não roda nada no seu negócio. Quem roda são os data center gigante aí das empresas. Então a computação quândica vai caminhar por esse por pelo menos por enquanto, né? Por uns bons anos, né? Vai ser por uns bons anos. Tipo, eu não vejo que a computação clássica está em risco, porque eu acho que a gente vai ter, eu acho que o futuro mais próximo é isso, é nós com computador, com computador normal em casa, com o nosso notebook, Acessando um computador quântico para rodar aquilo que a gente precisa rodar. >> A
gente vai, é, exatamente, a gente vai rodar remotamente tudo isso. >> É. Porque é prim vai ser muito caro pra galera entender, né? O que que temperatura criogênica é perto do zero absoluto. Então você tem que resfriar demais aquilo ali. E aí vem as grandes críticas, pô, para resfriar, gasta-se muita energia para isso e tal. Será que no final das contas, né, vai compensar Tudo isso, né, do ponto de vista principalmente energético, né, que a galera fala, mas os ganhos são gigantescos, né, principalmente na área de astronomia. As áreas para mim que mais vão vão
vão vão ter benefício com isso é a área da astronomia >> farmacêutica, cara. Farmacêutica. >> Farmacêutica. Com certeza. >> A área de astronomia, por quê? Por exemplo, pra gente entender o funcionamento do universo, a gente faz Simulação. Só que hoje os computadores eles não aguentam tanto parâmetro. >> Sim, >> né? Então aqueles modelos termo, como que o pessoal fala? >> Termonucleares, não >> é? De de de dinâmicos também, né? são dinâmicas, são muitas variáveis. >> Ah, sistemas não lineares, sistemas dinâmicos não lineares. >> O que que a gente tem que fazer? A gente tem que
simplificar. E aí, simplifica, Obviamente que o resultado vai ser mais simplificado. >> Sim. >> Então, no na computação quântica, você vai poder rodar todas as variáveis que você quer, do jeito que você quer e tudo mais. Então, isso aí >> não, cara, isso vai ter, isso vai assim a parte assim, eu acho que vai trazer descobertas. a gente a gente vai a gente vai com por meio da computação quântica que a gente vai descobrir dos grandes Mistérios aí eh do universo, a própria de repente energia escura, matéria escura, fazendo a dessas ondas gravitacionais, etc. Eh,
fazendo esse tipo de processamento é que a gente vai conseguir realmente descobrir eh coisas, a própria quanto, aquela, sabe aquela coisa de teoria de tudo, né, que aquele filme do Hawking é teoria de tudo e tudo mais. Eu acho que vai ser por vias da computação quântica e outras áreas, tipo meteor, cara, >> não meteorologia, não, modelos climáticos, isso aí vai ser uma revolução, >> porque a galera não entende o seguinte, né? Modelo clima é um dos um dos sistemas mais complexos de se modelar é o clima. >> São muitas variáveis e são variáveis dinâmicas
também que elas estão mudando o tempo todo, >> tempo inteiro. >> Então o pessoal simplifica. Só que aí Simplifica acontece o quê? Você xinga, eu brinco que você xinga a mocinha do tempo. >> É, pô. >> Mas ela não tem culpa. >> É >> porque o modelo que rodou lá para ela poder fazer aquilo é um modelo simplificado. Por quê? Porque o computador hoje não consegue. >> É. Então, na computação qu você vai poder colocar tudo e aí tem um negócio, Como ele tem uma velocidade de processamento muito grande, você vai conseguir fazer previsão do
tempo mais precisa e muito mais rápida, né? >> Com certeza. >> Então, hoje na quando a computação quando tiver aí, por exemplo, nós vamos poder ter uma previsão muito precisa de coisa para um mês. >> Perfeito. Exatamente. >> Isso é muito legal, por exemplo, para evitar desastres climáticos que Acontecem por aí de chuva, inundação e tudo mais, entendeu? Exato. Porque tem tem algumas coisas tem algumas coisas que principalmente previsão do tempo, né, que eh além da gente não ter capacidade de processar, a mesmo o computador clássico, ele não tem a capacidade de entender a correlação
de alguns parâmetros ali. Então tem coisas que estão correlacionadas ali que podem mudar tudo. É, a gente tá falando de uma coisa que é extremamente, como eu falei, É um sistema complexo, não linear, é, que depende muito das condições iniciais, ou seja, sabe aquela brincadeirinha do bater asas da borboleta e muda tudo completamente, né, que a gente fala, toda a dinâmica futura muda, tipo, com uma pequena mudança na condição inicial, tudo muda, >> vai se propagando. >> Computação quântica. É exato. A computação quântica, ela pode ser capaz de fazer previsões, na verdade, de Perceber essas
pequenas nuances que hoje um computador clássico não é capaz de perceber, né? >> É isso mesmo. Vai poder lidar com esses sistemas e esses modelos muito mais complexos. Então o ganho assim vai ser gigantesco. E é legal da gente falar, né, que o Brasil tá bem na computação quântica, né? É, a gente tem eh temos um computador quântico que está na no CBPF, que é o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas. Agora eu não lembro quantos mas tem mais de 10 kbits e também temos um computador quântico, eh, que fica na Unicamp, >> não, o Econofísico
visitou os dois, até eles deram para eles um chipzinho quântico, que ele onde ele vai, ele apresenta ali o chipzinho quântico e tals. Eh, é bem interessante. E então isso é uma coisa muito boa, na verdade vem surgindo investimentos, principalmente no estado de São Paulo, aí junto a FAPESP. Eh, nesse sentido, Não só para computação quântica, mas também para tecnologias quânticas, porque sensores quânticos também é uma coisa sensacional. >> Aí você vai ter que ter os sensores, você vai ter que programar, então vai ter os algoritmos quânticos e tudo mais. >> Algoritmos quânticos e tudo
mais. >> E por que que tudo isso vai ser importante? Porque se essa galera aí no nesse momento conseguir desenvolver muito bem, isso acelera o processo para Quem sabe um dia você ter um computador quântico em casa, entendeu? >> O que você vai fazer com isso? Não sei, porque quando surgiu o computador também ninguém nem sabia o que que ia fazer com o computador, né? >> O pessoal usava o computador como máquina de escrever porque era único, era o, vamos dizer assim, o paralelo mais próximo, né? Era uma máquina de escrever. Por isso, não é
à toa que os primeiros programas, os editores de Texto ganharam tanto popularidade porque a galera usava o computador como máquina de escrever. Porque vou fazer o que com o computador, cara? Ninguém sabia, mas tinha, >> tinha, tinha muita, tinha. Aí o pessoal começou a fazer programa, viu que dava para usar para fazer tabela, dava para usar para fazer não sei o quê. E aí foi. Então, por exemplo, você pode perguntar aí pra gente: "Tá, mas eu vou fazer o que com o computador quântico?" Não sei, Cara. Mas você vai fazer alguma coisa? Você pode ter
certeza. >> É isso, isso, isso é legal porque >> jogar, você pode ter certeza vai ter jogado na computador. Senhora, não, o os personagens vão sair da tua tela com computador, cara. >> Mas é sempre assim, quando surge uma nova tecnologia, isso é isso é legal da gente falar, porque o pessoal critica muito a universidade, né? >> Sim. a critica e fala que não sei o quê, Não sei o quê. Mas se você não tem esse ambiente para você testar as coisas, para você desenvolver a coisa, você nunca vai ter isso na sua casa. Nunca
vai ter. Os quando surgiu o computador lá, os computadores tomavam conta de uma sala e tal, não sei o quê. Igual o computador quântico hoje você olha para aquele negócio, é um monstro. Você fala para aquilo: "Pô, eu não vou ter isso em casa jamais, né? Primeiro que ele parece um lustre, né? Sei que você no teto, >> né? Ele parece um lustre assim. Mas o os primeiros computadores, se vocês olharem eles, era o tamanho de uma sala. Aí você i olhar para aquilo, fal cara, eu nunca vou ter um negócio desse na minha casa.
Só que a galera foi desenvolvendo, empresas começaram a entrar nesse meio, empresa com muita grana, as universidades começaram, hoje você tá com computador aqui, ó, no seu bolso. Entendeu? >> Pois é. E vamos deixar claro, hoje você Tem um computador no seu bolso que tem uma capacidade de processamento muito maior do que os primeiros computadores lá na década de 40. Mas não tem nem comparação assim a capacidade de processamento, tá? Eh, >> e aqueles computadores, os primeiros, eles eram usados e exclusivamente para trabalhos científicos. A mesma coisa que modelo climático, modelos físicos, modelos de tudo.
>> A computação quântica nós é legal da Gente tá vivendo este mesmo momento novamente, né? >> É muito, é um é um paralelo muito bom, porque >> então tá passando por isso, né? Você olha para aquele negócio, fala: "Cara, eu vou ter um trambolho desse em cá, o que que eu vou fazer com isso?" Não sei, mas você vai fazer, você pode ter certeza que alguma coisa vai fazer. >> Pois é. E aí você vê, né, o negócio se iniciou ali na década de 40 com a Segunda Guerra Mundial e hoje a gente tem isso
que a gente tem. Só que a gente tem que lembrar o seguinte, o a produção de conhecimento no mundo, ela tem uma taxa de crescimento exponencial. Então, a tendência é que em bem menos tempo, a gente tá falando da década de 40, estamos falando, portanto, de eh 80 anos, né? eh intervalo de 70, 80 anos aí paraa gente ter esses celulares eh e esses computadores absurdos na eh de para uso. Então agora a gente tá falando De uma tecnologia emergente aí que é a tecnologia quântica, essas tecnologias quânticas, computadores quânticos. Isso certamente vai tá em
uso eh acho que muito mais rapidamente. A gente não vai precisar esperar outros 80 anos. >> Sim, claro. A curva, né? A curva nossa agora é um negócio assim, ó, de pé antes do negócio para sair, para ir pra sua casa demorava décadas. Hoje, >> exatamente empinou aqui, ó. >> É, eu eu acredito aí, vamos ver aí 10 a 20 anos, alguma coisa assim, é coisa, >> coisas que vão ter que ser resolvidos, problemas que vão ser resolvidos e e daí tá. Por isso que eu volto a falar que o que que é mais importante
em tudo isso? terras raras, >> porque o que o que vai ajudar a computação quântica a se desenvolver são que por isso que é muito legal quando você estuda essas coisas, porque você vê que é tudo interligado, galera, porque as terras raras são os elementos hoje Que ajudam a fazer, por exemplo, supercondutores. Supercondutor hoje é filho de terras raras. Se você faz pesquisa aqui em terra rária, vai que descobre um supercondutor que faz com que o chip quântico lá não precise estar em temperatura tão fria assim. Não. Pois é. Exato. Exato. Eh, >> já melhora
a coisa. É, exatamente. Acho que esse esse é esse é o grande ponto. Se você descobre um material ou uma Combinação de materiais que te possibilita >> um supercondutor que não precise ser resfriado a menos 270º. Pensa >> temperatura. >> É, cara, >> vai que você pode rodar ele igual você roda um computador hoje que com cooler com uma coisa, né? Isso vai ser um grande salto, vai ser um dos maiores saltos tecnológicos da do século, Certamente. Eh, e tem tem alguns grupos, né, que sempre gritam: "Ah, consegui a conseguir, aí vai ver, conseguiu nada",
né? É, porque é uma coisa, é uma coisa muito muito muito difícil de conseguir. Mas eu acredito, cara, eu acredito aí que nos próximos anos aí a gente vai chegar nisso, sabe? Então, por isso que a gente tem que pesquisar muita terra rara para entender as propriedades dela. >> Tem que pesquisar muito terra rara, >> saber direitinho. Então, essas coisas estão todas conectadas, tá? E o e os algoritmos vão ter que mudar também, né? Vai ter que ter algum pronto pr pra computação quântica. >> Tem, tem. E aí entra muito da da verdade de algumas
teses de doutorado que eu tô orientando. Basicamente o que que a gente faz >> eh dentro dessas teses? Tipo que tem o econofísico que vocês devem conhecer também. Tem o meu grande amigo, querido, Eh, Bruno Jardim, que é um dos maiores especialistas em IAI do Brasil. O cara é incrível. Eh, eles trabalham atualmente no desenvolvimento de códigos para computação quântica, porque não é o mesmo tipo de código, porque a lógica é outra. Então, não é o mesmo tipo de código que você vai construir >> eh para um computador clássico. É um código diferente que vai,
você tem que fazer as coisas acontecerem tudo paralelamente, dado essas propriedades De superposição, eh, para realmente porque pro seu, pro seu código ser o mais eficiente possível, né? Então eles estão trabalhando nisso. O econofísico, ele tá trabalhando no sentido de tentar escrever a relatividade geral e fazer uma descrição de buracos negros, eh, utilizando, eh, lógica de computadores quânticos. Então, a gente tá escrevendo códigos, eh, paraa computação quântica para fazer uma descrição de buracos negros eh em computadores quânticos e Tentar descobrir algumas coisas. Aí já o o Bruno, ele tá fazendo, a gente tá tentando criar
LLMs quânticos. >> É, exatamente que são essas essas eh IA generativas aí. >> Agora imagina generativa quântica, meu amigo. >> Nossa senhora, meu irmão. Imagina o cara vai vai saber o seu nome sem você informar. >> Fica aí, ó, galera do My Hub aí, ó. >> Imagina daqui a daqui daqui alguns anos, ó. Vamos colocar o my hub com llm quântico, hein? >> Exatamente. >> Aí vai ser vai ser vai ser nada. >> Inclusive, inclusive uma coisa que, pô, aproveitar que eu tô aqui, propor aí pro pessoal, gente, cursos aí, esses curso online de computação
quântica, de códigos, >> vamos, vamos falar com o pessoal aqui, vou falar com o pessoal do MyHub aqui Pra gente colocar um curso de computação quântica, >> cara, que bomba, cara, >> dentro do My Hub, porque já existem, porque aí o pessoal fala assim: "Ah, mas aí eu vou usar isso, ó". Existem o o professor aqui, ele ele ele ele orienta a galera, a galera emula um computador quântico para testar as coisas. >> Emula. Exatamente. Emula computador quântico, eh, num computador clássico para testar as coisas. >> Aí a gente faz a questão do da do
do faculdade. >> Mas é muito importante esses cursos porque é a gente pegar e preparar a galera para o que tá por vir. >> Exato. E é assim que tem que >> é não esperar esse negócio passar. É igual você tá no mar, né? Você pode ver a onda lá e se preparar para ela ou você esperar a onda vir te cobrir e aí você desse >> É exatamente. Aí você tenta se defender Dela enquanto ela tá. >> Fica aqui o recado. Vou falar com a galera do My Hub aqui pra gente colocar cursos de
computação quando vou falar com eles mesmo, entendeu? Aproveitando, né, para quem não sabe aqui o Além da Ciência temos aqui o patrocínio, oferecimento do myhub.iia, Iá, o o agregador de de IAS aqui do grupo Primo. Hoje você tem nós, eu eu falei 11 11, agora não, agora são 15 modelos. Os 15 melhores modelos estão dentro do myhub. O que que acontece? Você paga chat GPT, Gemini, Grock de Psique, de Psique, não é de graça, mas Grock é o o Cloud. E se você juntar tudo isso no final do ano, você tá pagando tipo R$ 10.000.
Aqui não. Aqui é o seguinte, você pagaria R$9,90 por mês no plano anual. Porém, se você usar Sacan, sacan sacan 15, sacan 15, que é o meu cupom aqui, você vai pagar R$ 59,90 por mês no plano anual. Além disso, tem, já tem curso lá dentro, já tem vários Cursos lá. Vamos colocar um curso de computação quântica, >> já tem lá uma comunidade. Isso aí vai ser legal para caramba. Imagina que coloca um curso de computação quântica pra comunidade lá do Myam, tem uma galera lá, entendeu? Mais de 10.000 pessoas já acessam lá. >> Então
tem a comunidade, tem cursos, tem os agentes também e tem lives semanais aí, ó. Vamos chamar o professor para dar fazer uma live lá pra gente, ó, >> de f de computação quântica dentro do MyHub. Então, acesse aí agora e venha fazer parte disso aí, porque é isso, né? Tem que est preparado, né? tem que tá preparado e e é uma coisa que é emergente, é uma coisa que não vai demorar tanto >> e é uma realidade, né? >> É uma é uma realidade. Tanto que, como eu já falei, existem já empresas, já existem startups,
empresas que estão se consolidando cada vez mais no mercado de Criptografia quântica para desenvolvimento de criptografia quântica. Então, já tem gente que tá olhando à frente. Então, é assim, não. E quando você vê uma Google da vida, né, desenvolvendo o o chip, né, >> Sim. >> O chip quântico deles lá, né? Então você vê que o negócio é uma realidade mesmo, ele não é uma coisa assim, porque são grandes empresas que já estão envolvidas Nisso, né? É, não é já é IBM, é Google, eu acho que o Meta também, enfim, todas as grandes empresas elas
estão envolvidas nisso. Isso vai ser um grande gerador de empregos. Então, se você se adiantar, se >> E aí, ó, você fica reclamando que a IA vai tomar seu emprego, só que vai ter a computação quântica aí para você ir. Então você se prepara, porque se preparar ninguém quer >> entend É, eu eu entendo que tipo o pessoal falou: "Não, pô, a gente acabou de agora estamos sendo atropelado pelas IA aí, né? Estamos tendo que aprender um montão de coisas, estamos tendo que, cara, cada vez mais vai ser isso aí. O nós, seres humanos, a
gente é cada vez mais se adaptando às novas tecnologias para que a gente ainda encontre alguma relevância à nossa própria existência. É isso. Então não tem jeito, gente. Tem que sempre tá se atualizando. E e existe Como também você que fica preocupado aí, ah, mas eu tenho que aprender física quântica, mecânica quântica para aprender. Não, você não vai precisar aprender eh eh mecânica quântica, são os princípios de como usar a computação quantica. O que tá acontecendo é igual o que acontece aqui dentro, né? O que acontece aqui dentro você não faz nem ideia e você
usa, >> né? >> Perfeito. >> Então vai acontecer a mesma coisa. Só que tem esse nome, né? Porque é o nome quântico, né? a gente sabe muito bem, né, professor? Às vezes causa determinadas, né? >> É, podemos falar sobre isso, que isso é >> causa determinadas coisas aí, mas no no caso aqui não, porque a computação quântica é o que vai estar acontecendo aqui dentro, que são esses princípios da física quântica que você, na verdade, não precisa. Eu vi até, eu tava vendo um Vídeo outro dia, eh, de um, de um rapaz, tava dizendo, eles
estavam um, discussão de dois rapazes ali, eh, que eu achei interessante, eh, sobre divulgação científica e até onde que a divulgação científica ela, ela ela é útil, ela é muito útil e eles confirmavam isso. Realmente, a divulgação científica ela é muito importante para as pessoas aprenderem alguns princípios básicos. Só que a divulgação científica ela tem um limite. Ela tem um limite. Não tem como A gente se aprofundar aqui. Aqui a gente tá fazendo uma divulgação de qualidade aqui para vocês, passando informações precisas e a gente tá indo no limite da do da complexidade que dá
para ir. Não dá pra gente explicar como vai funcionar no detalhe um computador quântico agora, e de fato, como o Serjão falou, porque você nem precisa saber disso de fato, você precisa saber que existe, você precisa saber os princípios básicos, >> porque, cara, você entra no avião, você Sabe como funciona um avião? Você usa um computador, o Sergão falou, você sabe como funciona um computador, você precisa saber, você sabe como funciona a vacina no seu corpo no no mais no maior detalhe, não. Não sabe. E e é assim, então você saber o básico ali, eh,
porque isso tudo é são coisas que fazem parte da nossa vida, então você saber um básico, eh, beleza? E o computador quântico vai entrar dessa forma também, vai entrar como entra o computador Clássico. Você não precisa saber dos detalhes de toda a teoria, toda a teoria que de informação que existe por detrás de um computador clássico, desse sistema binári. Não, você não precisa você simplesmente usa. Então é isso, que você vai ter que aprender a usar e você vai ter que aprender a desenvolver códigos. Se você aprender a desenvolver códigos, eh, cara, você vai ficar
bem, >> vai ter muita coisa aí. >> Vai ter muita coisa. Vai ter muita coisa Coisa. Legal. Mais alguma coisa do computador quântico aí pra gente falar? Que se eu lembro assim, acho que cobrando tudo. >> Ah, não, de computador quântico eu acho que foi bem já. >> Cobrimos tudo aí pra galera porque eu sei que é uma dúvida muito, né? >> Pessoal tá tendo, porque às vezes sai uma notícia aqui, outra ali. Mas é importante. O Brasil tem dois. Um fica lá no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas no Rio de Janeiro, né? >> Sim.
>> O outro fica na Unicamp. Então existe um desenvolvimento. É o pessoal do SESI que tem que tem como quem? >> Não, tem o pessoal do SENAI CMATEC. SENAI Catecutador quântico lá, >> mas eles têm cursos também. tem eles têm cursos, eh, e eu acho que eles têm coisas muito voltadas também à área de eh de computação quântica, de criação de Códigos de computação quântica, essas coisas. >> Então, tá aí, nós estamos tem esse desenvolvimento, tá acontecendo. Então, fiquem ligados aí porque esse negócio que que que você acha o que uns 15 anos aí para
tá >> ah, acho que 10, 15 anos aí eu acho que a coisa já vai estar muito mais próxima, as pessoas já vão ter ouvido muito mais falar e vai estar muito mais próximo da nossa realidade, sem dúvida nenhuma. E Uma coisa, né, só complementando, que eu acho que faz que faz sentido, nós não chegamos a fazer nenhum programa falando do prêmio Nobel do ano passado, que foi do tonelamento, né? >> Exatamente. Exatamente. >> E o tonelamento ele vai ser aplicado também, >> não? O tonelamento ele é totalmente aplicado, na verdade, não só dentro do
contexto da computação quântica, mas dentro do contexto de qualquer chip que Existe em celular, assim. >> Então vamos lá. Primeira coisa, explica pra galera o que que é o tunelamento. >> É o que que é o tonelamento? Boa, >> porque a galera fez o exemplo da bolinha atravessando a parede, né? >> É. Não, fantástico. Bolinha atravessando a parede. Mas tá, OK. Vamos, v, vamos ser lúdicos, né? Vamos ser lúdicos. O que que é o tonelamento? O Vamos, vai lá uma bolinha, você vai atacar na parede. Ela Vai atravessar a parede sem quebrar a parede? Não,
né? Isso não vai acontecer. Porém, quando a gente vai ao nível quântico, quando a gente tá falando de partículas mínimas que compõem a matéria, tipo um elétron, um próton, coisas, coisas desse gênero, elas, como a gente já comentou aqui, elas têm uma questão o seguinte: elas podem ser entendidas como partícula, elas podem ser entendidas ou observadas como ondas, certo? Isso vai depender do dispositivo Que eu tiver utilizando para fazer a observão, a observação daquele ente quântico. Beleza? A questão é que enquanto eu não faço uma medida para medir ela em forma de partícula, ela vai
tá se propagando como uma onda. Mas ela não é qualquer onda, ela é uma onda de uma densidade de probabilidades, tá? Ela me dá uma densidade de probabilidades. Então, como a gente comentou ali, a questão da superposição, antes que eu faça uma medida no elétron, o elétron Ele se encontra em diversas em todas as diversas posições possíveis ao qual ele possa encontrar. Ele vai estar em todas antes que eu faça. E antes que você acha que isso é isso é coisa exótica, isso é coisa mística. Não, não tem nada de místico nisso. Isso foi medido
eh por grupos europeus eh em diversos laboratórios. Então, beleza. A questão é a seguinte. Então, se eu se isso existe, então imagina agora o seguinte, eu tenho uma espécie de uma parede que a gente Chama de barreira quântica e aí tem um um elétron vindo aqui, certo? Se propagando em forma de onda. vai existir a probabilidade dele atravessar essa barreira, essa barreira de potencial quântico. Aqui vai existir a probabilidade. Então, se existe a probabilidade, isso de fato pode acontecer. E o que que a gente observa é que isso de fato acontece, >> tá? Isso é
uma coisa assim que eh de explodir cabeças. E aí o Prêmio Nobel, eh, na verdade, o tonelamento, a ideia de tunelamento quântico em si já se conhece há muito tempo, já é, eh, enfim, já é experimentada há muito tempo. A questão o prêmio Nobel, basicamente, eh, ele eles conseguem eles conseguiram mostrar que eh um uma quantidade muito grande de elétrons que compõe uma corrente que passa por um C, >> ele ele também tunela em conjunto. Eles conseguiram demonstrar isso. E é por Isso que a gente é capaz de fazer, por exemplo, montar alguns circuitos que
compõe, por exemplo, é muito importante pra computação quântica, por exemplo. Isso a gente consegue reproduzir em laboratório. Então, eh, é tecnologia, é pura tecnologia. E eu sempre gosto dear um exemplo do Sol, né? O sol, o sol ele só existe, ele só manda a luz para cá também por conta de tonelamento quântico, tá? Eh, você sabe, eh, primeiro, o sol ele emerge energia por Conta da fusão nuclear. O que que é fusão nuclear? São dois, o que que a gente tem? São dois no sol são dois hidrogênios que vão fundir, formar hélio um processo bastante
complicado, mas basicamente é isso. Dois hidrogênios se fundem e formam hélio. Só que que é um hidrogênio? Eh, hidrogênio basicamente é um próton. E a gente sabe, se você for lá no ensino médio ali, você vai lembrar, próton tem carga positiva e próton tem carga positiva. Então, a Gente sabe que carga positiva com carga positiva se repele, certo? Então, como é que eles, como é que eles se juntam? Como é que eles conseguem se juntar se eles, na verdade se repelem? E de fato, ah, você vai, ah, não, porque no sol, lá no núcleo do
sol, esse tipo é muito denso, então el se juntam não, mas a energia não é suficiente ainda. Então isso acontece por uma questão de probabilidade probabilística que tá diretamente relacionado a o tonelamento Quântico. A gente chama de barreira de coulumb. Então, alguns prótons eles conseguem atravessar, tem a probabilidade de atravessar e, portanto, alguns prótons atravessam essa barreira de coulumbra, formam o hidrogênio e isso, esse processo que libera muita energia, que é a energia em forma de radiação que chega até a gente. Então, até o Sol só existe por conta da física quântica também. Coração do
Sol tá acontecendo Tonelamento. >> Corão do Sol tá acontecendo tonelamento. Exatamente. E >> então os os prêmios Nobel aí do do dos anos passados, né? A gente teve o primeiro lá que foi emaranhamento, que é usado na na computação quântica, e o segundo do tonelamento que também vai ser usado. E isso que é importante, né? Então a galera que tá ali, eles estão ali no na física de base, né? Na física na na ciência pura, né? Exatamente. Mas Que vai ter a parte toda sempre, né? Sempre. É, você vê tipo quando com o desenvolvimento da
mecânica quântica, pensando lá em 1900, 1905, os caras nem imaginavam que aquilo poderia ter uma aplicação na nas nossas vidas, assim. E eles estavam ali trabalhando com essa física de base e tem. E aliás, vale lhe dizer o seguinte, a física quântica ela tem tá muito mais próxima da tua vida do que você pode imaginar. Por exemplo, eu nós estamos Aqui num belíssimo prédio ou qual para chegar no andar onde estou, eu tive que usar um elevador e o elevador para não decepar a minha mão, não que ele vai decepar, mas tem um sensor, tem
um sensor luminoso que faz com que à medida que eu coloque meu braço na frente, >> você quebra aquela >> você quebra aquela corrente e, portanto, e o elevador não vai fechar. Isso é um princípio básico que a gente chama, isso acontece devido a uma coisa que nós Chamamos de efeito fotoelétrico, que foi >> prêmio Nobel, que tá diretamente relacionado ao prêmio Nobel do Einstein, que tá diretamente relacionado à física quântica. Então, a física quântica tá no nosso dia a dia. A lâmpada LED que você tem na tua casa, ela funciona por base de tunelamento
quântico. >> TV, né? Também, né? TV de LED é tonelamento quântico. A, eh, essas tecnologias, até essas tecnologias mais eh mais antigas aí, eh, tem mecânica Quântica na tua casa e você nem sabe que tem mecânica quântica na tua casa muitas vezes, né? Enfim, >> mas tem, né? Tá. É, física quântica é uma coisa extraordinária. >> Física. Essa é a física quântica séria, não é uns coach quântico, não >> é? É. E aí vocês têm que fugir disso. >> Tudo que surgiu com a palavra quântica. E eu tava fazendo, eu tava vindo para cá, tava
lá no Uber, Serjão. Aí eu fui, eu tava ali sapeando ali para ver, né? Tipo, vamos falar um pouco, a gente vai acabar falando um pouco de quântico. Então, cara, aí eu coloquei quântica no Instagram, vê se aparece algum vídeo de eu falando de quântica. Não, não aparece um vídeo de eu falando de aparece só maluquinho, só doidinho, não vou citar nomes, mas só aparece os doidinhos falando de física quântica e de alguma forma associando, dizendo que a consciência ela é quântica e que a sua realidade, a sua realidade Depende, é porque que é o
famoso, eles pegaram, né, pra galera entender, né, da onde que surgiu toda essa loucura aí surge do famoso experimento da dupla fenda. >> Sim, >> porque algum filho da mãe foi lá e explicou errado. >> Foi. >> E aí quando ele explicou errado e meteu-lhe ali o tal do observador, né, que a gente fala, >> a galera começou a falar o quê? Tá vendo só? É a maneira como você observa a sua vida. >> Você aí que tá devendo 500.000 no banco, você não tá devendo, é que você tá olhando com um olhar de devedor.
>> Exatamente. >> Só que você pode olhar com outro olhar para isso. Se você olhar com outro olhar, você pode cocriar os 500.000. >> Exatamente. >> Entendeu? Ele pode aparecer na sua Frente. Não vai acontecer isso, meu amigo. Tá >> vai Não vai acontecer. Então isso aí tudo é uma é uma grande bobagem que sai de uma interpretação. Essa coisa que a gente falou dessa questão da superposição, né, que tá diretamente relacionada a a ao experimento da dupla fenda, do, por exemplo, o o elétron, afinal de contas, ele ele é onda, ele é partícula. E
quando e quando ele ele ele ele ele existe enquanto sendo onda essa Questão das múltiplas possibilidades ao qual ele se encontra. E eu só vou aí aquela coisa, eu só vou conferir. Então tem muito tem muito físico quântico ali, gente que trabalhou com isso, que que faz essas afirmações porque estão relacionadas a uma interpretação específica. Então eu só vou conferir uma realidade aquele ente quântico quando eu faço uma medida. antes disso, ele tá num estado de superposição. Então, o pessoal viaja nessa interpretação, viaja nessa Interpretação porque justamente, gente, é um equipamento de medida, não é
um observador. Então, não é não sou eu ser consciente que vai mudar a realidade, que vai conferir uma realidade de existência a um ente quântico, tá? Primeira coisa. E aí pior é que eles eles eles eles colocam e fazem uma extrapolação que de fato eu isso vai funcionar no mundo, no nosso mundo macroscópico, >> não existe. Então gente, >> colocou >> quântica fora do contexto acadêmico e desenvolvimento tecnológico, eu falo sem receio, é charlatanismo, tá gente? É charlatanismo mesmo. >> Colocou quântica para qualquer coisa que seja maior do que um núcleo atômico. Charlatanismo. >> Charlatanismo.
>> Porque a quântica ela só existe para coisas subatômicas, pessoal. Entendeu? Não faz não faz. Aí o pessoal fala: "Ah, Mas tem o gato de shred. Aquilo lá ali foi uma analogia que foi feita para explicar uma coisa >> usando algo que você consegue vislumbrar, visualizar. >> É exato. A gente pode até explicar isso aí. Isso aqui, eu só queria comentar hoje, então, nessa que eu tava vindo para cá, >> hum, >> lá no Uber, aí eu tava passando um vídeo, cara, eu vi uma mulher fazendo Isso no um num vídeo no no lá no
Instagram fazendo isso aqui. Era uma chapinha que tava escrito um uma plaquinha de madeira, tava escrito não sei o que quântico. Aí ela falou: "Ó, agora eu vou passar no pão e agora todo o glúten que tá no pão não vai mais te fazer mal." ela e gente comentando assim, falou: "Nossa, que incrível, dá certo mesmo, gente, da onde é que vocês tiram essas ideias?" Isso é, >> mas é aquele negócio, né? Por exemplo, ninguém manja de de quântica. Aí a galera pega isso, fala umas três, quatro palavras ali que ninguém entende e aí a
pessoa fala: "Nossa, é isso mesmo". Entendeu? >> E tal, mas não tem. É absurdo, mas porque eles tocam no, tipo, a pessoa tá ali às vezes com uma dificuldade, de repente você >> é da fragilidade, pesso científico e ao mesmo dar uma esperança Para aquela pessoa. O problema tá aqui, o problema é quântico. E fazem uma grande uma grandissíssima confusão. Mas vamos explicar o gato Schrengiger. >> Vamos, vamos aproveitar e explicar pra galera, né, cara? >> Schenger que é legal. Você já deve ter ouvido falar. Eu não vi com a camiseta. Camiseta do do do
Schendiger >> que ele tá feliz e triste ao mesmo tempo. >> É, ele é, na verdade, é um baita exemplo legal pra gente conseguir entender essa questão da superposição quântica e ao mesmo foi concebido no sentido de criticar a interpretação a mecânica quântica. Eh, quem elaborou foi essa ideia foi o Schrendiger, que ele, cara, é um dos pais da mecânica quântica. Ele é o dono da principal equação da mecânica quântica. foi ele que escreveu, foi ele que desenvolveu. Então, a mecânica quântica também só existe por Conta dele também, né? Mas enfim, a ideia é a
seguinte, você tem uma caixa, imagina uma caixa super tecnológica que uma vez que você fecha, você não consegue mais ter contato nenhum com nada que tem ali dentro, tá? Aí dentro dessa caixa, você vai fazer o quê? vai tá aberta que lá você vai colocar um elemento radioativo que é um elemento quântico e que, portanto, antes que você faça uma medida sobre esse elemento, sobre esse elemento quântico, que é esse Elemento radioativo, ele encontra-se no estado de superposição de decaimento e não decaimento. O que que é esse decaimento ou não decaimento? Quando ele decai, aí
ele vai emitir uma radiação, eh, uma radiação enquanto ele, enquanto ele não decai, ele tá ali certinho. Então, ele tá ali uma situação meta estável, ele pode ter, ele pode decair ou não decair. Eu vou colocar ele dentro da caixa. >> Isso >> aí quando esse elemento quando esse elemento ele decai, ele vai acionar um martelo que vai quebrar uma um frasco com um veneno. Beleza? E esse esse veneno, ele é um veneno de gás que vai se espalhar pela caixa e vai matar o pobrezinho do gatinho que tá dentro da caixa. Essa é a
ideia. Bem, bem cruel. Isso não aconteceu. Isso experimento nunca foi feito. Foi um experimento imaginário. Foi um experimento mental >> para ridicularizar a mecânica quântica. Olha só, você vai lá, põe tudo lá dentro e fecha a caixa. Quando você fecha a caixa e não tá fazendo a medida, esse elemento quântico, esse esse elemento radioativo que é quântico, ele se encontra em estado de superposição. Ou seja, ele, eu enquanto eu não faço a medida, ele tá no estado assim de decair e não decair. >> Isso aí >> nas duas situações, no estado de superporção. Eu sei
que quebra a cabeça, Mas é assim que funciona a mecânica quântica, ela quebra a cabeça mesmo. Ele decaiu e não decaiu. O problema é que eu sei que uma vez que ele tenha decaído, o gato morreu. Só que como o negócio tá em estado de superposição quântica, a vida do gato também estaria no estado de superposição vivo e morto ao mesmo tempo. >> Então isso é um negócio legal para exemplificar esse negócio de superposição. Porém o Schrenger ele fez Isso, ele fez, elaborou esse experimento mental como um paradoxo para criticar essa coisa da interpretação quântica.
Como é que um gato vai poder estar vivo e morto ao mesmo tempo? A gente sabe que isso é impossível. Um gato ou ele vai estar vivo ou ele vai estar morto. Não funciona pro pro nosso nível macroscópico isso. E vou dizer mais, tipo, até hoje não existe uma resposta clara a esse paradoxo, tá? Ninguém conseguiu responder e ninguém fez nenhum Teste com gatinho mesmo, porque é uma coisa impossível. Exato. >> Porque quando você faz a medida, a medida que você faz a a medida que seria abrir a caixa, é que aí que você vai
ver se o gato tá vivo ou morto. Só que aí você já conferiu a realidade. Antes da caixa est aberta, você simplesmente não sabe. Então, por isso que é um grande paradoxo de crítica aí à interpretação da mecânica quântica. É uma coisa é é uma coisa legal porque se popularizou Muito, né? Tem até uma série é que infelizmente não sei por que deram o nome a série de matéria escura. >> Ah, é. Eu não sei porque que deram o nome de matéria escura pra série, mas que aborda ela esses multiuniversos aí. >> É, devia chamar
alguma coisa aí ligada, né, ao Shrender, alguma coisa assim, a caixa de Schrengger, sei lá. Eu, mas não sei, talvez se não ficasse tão chamativo, né? Sei lá, vai saber. >> É, mas é isso. Então, >> tomem cuidado aí com essa galera da quântica aí. >> Tomem cuidado. Fujam. Mais uma vez, repetindo, falou em quântica, fora do contexto acadêmico e fora do contexto eh de desenvolvimento tecnológico, foge que tá errado. >> E fora do contexto subatômico também, >> fora do contexto subatômico, >> manteiga, travesseiro, não é tudo maior do que um átomo. Então não existe
nada quanto antes. Exatamente. >> É como você falou lá, como você falou uma vez, e existe no sentido de que o pessoal tenta vender, né? tá ali, mas não funciona do jeito que o pessoal fala. E eu peço para vocês fazerem o seguinte teste com esse pessoal, se quiserem vender coisa quântica para vocês. Por exemplo, eu eu conheço, eu tenho uma nutricionista quântica aí que que me segue no Instagram, nutricionista quântica. Pergunta para eles o por que esta física ela é quântica. Eu garanto para vocês, eles não vão saber explicar porque que essa física ela
é quântica, tá? Eu posso posso explicar rapidamente aqui porque que essa física é quântica. Vamos explicar por que que ela recebe esse nome. ela recebe esse nome. É, então lá em 1900 tinha um cara chamado Max Plank, que é um dos grandes pais da da física quântica e ele conseguiu resolver um dos grandes Problemas que existiam na época, que era conhecido como catástrofe do ultravioleta, que é basicamente o seguinte: você tem um corpo, um corpo que eh a gente chama na ciência de corpo negro e a gente não conseguia entender muito bem com aquela física
do século XIX o a dinâmica da emissão de radiação eletromagnética por esse esse tipo de corpo, tá? Basicamente, eh, funcionava muito bem para baixas frequências, só Que aconteceia para altas frequências, a coisa divergia muito. E quando você comparava o modelo teórico baseado numa física antiga com aquilo que a gente observava experimentalmente, então Maxplank conseguiu resolver isso. Só como que ele conseguiu resolver isso? a gente diz, ele resolveu isso discretizando, ele discretizou a energia da onda emitida por esse tipo de corpo. Então ele o que que é discretizar? Quando eu digo que eu tô discretizando Uma
coisa, eu tô dizendo o seguinte, que essa coisa, essa energia, ela não pode assumir qualquer valor, ela só vai assumir determinados valores. Então é como se você tivesse numa escada, por exemplo, tá? Imagina você tá numa escada. Quando você tá numa escada, você sabe que você não consegue assumir alturas intermediárias entre degrau, certo? Com relação ao chão. Então, cada degrau representa uma altura com relação ao chão, certo? >> É uma discretização. >> É, aí eu não consigo assumir. Então, uma escada é discreta. Então, cada degrau representa uma altura com relação ao chão. Eu não cons
degrau 1,2. >> Não existe o degrau 1,2 depois o dois. Isso aí. E era isso que eles que que ele que o Max Plunk nas contas, ele teoricamente conseguiu observar que eh a energia da da onda emitida por esse tipo de corpo, ela era discretizada, ela não ia assumir qualquer valor, só valores Muito específicos. Ele não conseguiu entender muito bem isso. E aí veio em 1905, veio o Einstein e disse: "Isso acontece desse jeito porque a luz ela, na verdade ela tá particionada no que ficou depois conhecido como fótons, que são pequenos pacotes de energia
ao qual ele chamou de quân de energia, que é quantidade, quantidades mínimas de energia. Então ele chamou de quân de energia. E é por isso, meu amigo, que essa física ela é quântica. Isso aí >> que é da quant sistemas físicos. Só que isso só funciona quando eu tô trabalhando com estruturas mínimas eh da matéria, como elétron, como próton. Fora disso, meu amigo, simplesmente. Então, aí você pode ensinar o seu coach quântico favorito aí e o como é que isso funciona. >> Não veja o filme Quem Somos Nós? >> Não vejam, >> entendeu? Foi esse
filme, na verdade, que que fez tudo isso, né? E e é um Negócio terrível, porque eles pegaram aí vai falar assim: "Ah, mas como que eu não vou ver?" Mas tem lá o depoimento dos físicos. Eles pegaram o depoimento dos físicos, tiraram de contexto e colocaram ali sem avisar pros físicos. >> Sim. Sim. >> Então é como se eu pego aqui um depoimento do professor l fala: "Professor, dá um depoimento aqui para mim, eu vou usar num filme, não falo qual é nem nada". tiro de contexto que Ele falou e eles foram emendando as falas
dos físicos de modo a mostrar o que eles queriam mostrar no filme. >> Baita trabalho de edição que eles fizeram >> e os e os físicos ficaram muito putos, fizeram todo revoltado com isso. Então esse filme não não esse filme não vale nada, tá? >> Não, não vale. É a mesma coisa. Eu e o Sergão aqui falamos aqui da dupla fenda. A gente vai lá e explica o experimento Da dupla fenda, porque foi isso que aconteceu. Eles colocaram os caras para explicar o experimento da dupla fenda, os caras explicaram e eles foram fazendo os cortes
e colocaram coisas tipo de um de uma voz maluca falando ali as bobagens em complemento aquilo que eles estavam dizendo. Eh, só que tipo dando esse contexto místico eh para pra física quântica que, gente, não existe, não existe nada de místico. O que existe é uma discussão Cunho filosófico acadêmico, tá? Existem algumas pessoas que vai no sentido das interpretações da mecânica quântica. Existem várias interpretações. A mecânica quântica no sentido do formalismo é aquilo lá e pronto, ninguém tá preocupado. Agora, do ponto de vista filosófico, você pode ter algumas interpretações, só que coisa filosófica que não
não é eh experimentalmente comprovada as coisas, mesmo no contexto da da física quântica como você falou, a Questão do colapso é uma coisa que a gente não entende muito bem. É, >> então o pessoal vai lá, fala de de forma, quando você vê um coach ali falando de falando de forma contundente, não, porque a consciência é capaz de colapsar a realidade, cara, não existe isso. Não existe. O que existe são alguns filósofos que trabalham com isso, que discutem de de forma acadêmica, eh, mas que não tem utilidade prática nenhuma, assim, na verdade, eles vão Ficar
meio bravo comigo, mas é verdade, né? É verdade. >> Sua mente não vai mudar a realidade, não, cara. Essaí se você deve, você deve mesmo vai trabalhar para pagar, não tem outro jeito. É, não vai ter >> porque ficar olhando de outra não vai. Ai, de repente é, mas por exemplo, chegou uma conta na minha casa, não, deixa eu vou olhar essa conta aqui de um outro jeito. >> Vou olhar de outro jeito >> e ela vai desaparecer e vai ser cocriada como outra coisa. >> Vai, vai meditar, vai meditar. Você vai ficar, vai ficar
uma semana. >> Tomem muito cuidado com essa, com isso aí. Muitíssimo cuidado. Muitíssimo cuidado. Fujam, fujam. Uma outra coisa, então acho que é isso aí, né? De computador quântico tá bom, né? Final de quântica tá bom. >> Táando bastante aí pro pessoal e tal. Aí você ficou famoso aí ultimamente aí lá No Vilela, vocês fizeram um corte maneiríssimo, né? >> Que eu fui lá defender vocês. >> Eu vi, eu vi. Muito obrigado. >> Defender vocês. Obrigado. Muito obrigado. >> Que é o lance da energia limpa, né, cara? >> É, >> esse lance é importante da
gente falar, né? Porque existe uma uma as pessoas não entendem, né? Que a, por exemplo, né? Qual que é a energia mais limpa, né? O pessoal bate no no coitado do p coitado. Agora que tá ferrado mesmo para da guerra. Aí >> é >> petróleo disparou, cara. Mas disparou assim. Tanto que os países estão até se reuniram lá para controlar o preço do barril, entendeu? Que senão não ia ter como não. >> Mas o obviamente, né? Combustível fóssil tem uma polui e tal, é terrível, Principalmente o óleo, né? O gás já é muito menos. E
aí o pessoal tá, ah, mas tem as energia limpa, hidroelétrica, né? Eólica, solar. E sempre, o pessoal sempre fala disso, né? E eu, vocês falaram lá, eu sempre falei também, né, cara, energia hidrelétrica ela não tem nada de limpo não, entendeu? Pelo contrário, caramba, entendeu? >> É, ela impacta para caramba. Mas o pessoal e vem e vem o pessoal que trabalha com zina hidrelca me xingar Ali, mas aí com eles dava para discutir porque eles não vinham xingando. Xingar sim, né? Eles viam ali, aí a gente discutia ali, aí não, tudo bem de fato não
é limpo. Eh, eh, a energia a gente não pode fazer essa que é uma formação muito contundente você dizer que uma usina hidrelétrica do tamanho da Itaipu produz energia limpa. Vamos começar pelo impacto. Então, você teve uma supressão eh de mata ali que na maior parte ficou ali embaixo porque na verdade você não Arrancou, >> você inundou uma área gigante. É, você inundou uma área gigante, vocêou inundou a flora e isso tá ali num processo de decomposição. Ah, é muito lento, mas tá decompondo. É muito lento, mas tá decompondo. E isso gera mais carbono pra
atmosfera. E assim, não tem não tem o que discutir com relação a isso. O pessoal fala: "Não, porque eh, então você prefere uma usina terminétrica". Ninguém disse isso, Ninguém disse que é melhor uma Não, o que a gente tá dizendo é que também polui e impacta, impacta muito porque não é só isso, ainda tem o assoreamento do rio, do do dos rios, né? Então >> ainda tem a mudança, né? Pega Itaipu, por exemplo, destruíram sete quedas, né? Destruíram sete quedas, que era um dos maiores e era maior era a são eram as quedas com maior
volume de água do mundo. >> Ah, >> não é não é brincadeira. E ficou, isso ficou inundado. E aí eu também cito o seguinte, tipo, a Itaipu, devido a assoreamento do Rio, ela tem prazo de validade, que eu não tirei essa informação do nada. Eu estive lá, o pessoal, quando a gente faz visita técnica lá, é o pessoal de lá que diz que ela tem uma vida útil, aproximada aí de 150 anos. É claro que os caras estão trabalhando cada vez mais para e eh minimizar a questão do assoreamento e Tudo mais. existem tecnologias e
vão elevar essa vida útil dela e tudo mais, mas eh existe uma previsão e tá aí. Então aí enfim, >> e polui, gente, polui, vai é mais carbono pra atmosfera, é um impacto gigante. E aí aí que por que que é sempre importante a gente tá discutindo esse tipo de coisa? A gente não pode se calar, não. Vai lá, a mídia diz que o Brasil tem a matriz, maior matriz de energia limpa do mundo. Pode até ser Verdade, tudo bem, mas a gente tem que saber que impacta, cara. Eólica impacta. Conta, conta um negócio lá
na Islândia. >> Eólica. Então, eu fui pra Islândia, tava no, no táxi com com taxista, né? A Islândia ela ficou muito famosa por ter o maior parque eólico do mundo e agora não tem mais nada, nenhuma, nenhuma torrezinha mais. E aí eu perguntei pro cara, por que? Ele falou: "A gente teve que tirar tudo porque a energia eólica, aquelas paz lá, elas mudam a rota de Migração de aves, porque as aves descobrem se elas passarem, elas vão ser mortas, elas mudam". E aí, qual que é o problema? Ave um grande polinizador. Então, o lugar que
era para nascer floresta, que era para nascer, não tá mais nascendo, porque a á tá mais passando ali em cima, porque você teve a pá. Então, a eólica tem problema, a solar tem problema para caramba, que você tem que instalar aquelas fazenda de de usina solar >> e todas. E aí, outra coisa é o tamanho também. Imagina que você tem uma usina nuclear de fição nuclear, olha o tamanho dela, olha o tamanho de Angra, por exemplo, e olha o tamanho de taipu. E se brincar, Angra, se funcionar direitinho, produziria a mesma quantidade de energia da
outra. >> Sim. >> Então tem isso ainda, né? Tem a eficiência energética, né? >> Eficiência energética. E aí isso aí que Você falou é bem legal, porque o pessoal não, eu eu tive várias vezes, eu morei lá perto da da usina hidrelétrica de Taipu. Na verdade, eu morava numa cidade que a gente chama de lindeira, que foi afetada de alguma forma pela pela construção do lago, né? Só para vocês terem uma ideia, onde tá o paredão, onde tá a barragem, eh, fica em Foz do Iguaçu. E o Sergão falou das sete quedas que ficou debaixo
da água. >> Isso. >> As sete quedas fica 200 km de distância da barragem. Tem noção, Serjão? 200 km de distância da barragem. Então, olha a área afetada. É uma área absolutamente gigante, né? Não é, não é coisa pouca, tá? É importante pro Brasil energia, sim, mas não é coisa pouca. E eh então, só para ter uma noção de dimensão, então aí a gente entra na discussão no que que a gente precisa investir, que tipo de Energia que vai causar menos impacto. Cara, a se for feito da de uma forma segura, usinas nucleares por base
de o Brasil tinha que ter, o Brasil tinha que ter investido em usino nuclear. Primeiro que o Brasil tem muito urânio. >> Sim. >> Segundo que o Brasil sabe enriquecer muito bem o urânio. >> Sim. >> Então, por que não ter nuclear? Porque alguém vendeu que usina nuclear pode Explodir, pode matar a humanidade, tal, que não é verdade também. Qual a gente teve um incidente lá de Chernobyl, mas depois também não teve. Teve o quê? Fukushima ali, >> mas não teve mais. Então assim, não tem, entendeu? O impacto é mínimo, porque você vai lá e
constrói um prédio, né? É, e só falando de impacto, imagina fal, não, mas e um acidente com se aconteceu, cheiro no B, o que aconteceu foi gravíssimo. Agora imagina cara se Estourar, se acontecer, por exemplo, o Brasil entre estado de guerra, vamos lá, bombardeiam a barragem de Itaipu. Você sabe que eh da Argentina, pelo menos tem esse lado aí não >> Buenos Aires, cara. Buenos Aires vai inundar, entendeu? E tanto que, tipo, quando estavam assinando o acordo, a a Argentina, eu não sei muito bem dessas questões políticas, mas a Argentina pediu algumas garantias aí >>
eh com relação à barragem, porque >> clar, ela fica ali, ó, sendo ameaçada o tempo todo. >> É um volume de água imenso. Então, se aquela barragem estourar e barragem é um negócio extremamente perigoso. Video, por exemplo, que acontece em Minas frequentes, >> não é a mesma coisa. Ó, o cara falar doar pode ter um acidente nuclear, pode ter, pode ter um acidente na barragem também e do mesmo jeito. E talvez seja Até pior. Então, veja o que aconteceu recente, inclusive eh eram eram barragens, não eram parafins de de produção de energia, mas é uma
coisa que pode acontecer. >> Mas o Brasil perdeu muito, perde muito com isso, entendeu? Expra narrativa e essa narrativa é espalhada de forma errada por pessoas que não entendem. Sim. >> Entend com isso a gente se ferra porque era pra gente ter muita usena nuclear. É, é um prédiozinho e produz mil de energia de um negócio gigantesco, monstruoso que tá lá, entendeu? Então assim, tem que ter agora Itaipu também até ter sido um lobby gigantesco na época, né? >> Sim, sim, sim. >> Para aquilo lá acontecer. >> Sim. Hoje ela é extremamente importante. O Brasil
não, não, enfim, é muito importante, mas eh a gente tem que pensar em outras alternativas, Alternativas eh quanto mais limpas, melhor. Só que a gente tem que colocar, como falou, eólica vai impactar, vai impactar. Existe uma matriz de de qual que é o nome mesmo? Da da daquelas usinas eólicas de de produção de energia. >> Eh, em algum algumas cidades ali no nordeste do Brasil que estão causando um grande tormento por conta do da poluição sonora que isso causa. E isso causa um grande tormento. Então, sempre impacta, >> sempre vai impactar a solar. Tem, eu
já vi gente brincando, né, falando por que que não, já que vamos resolver o problema de energia no mundo, coloca eh coloca >> no deserto Sara. no deserto Saara. >> É, a pergunta clássica é a seguinte: por que não cobrir o deserto Saara com placa solar? E aí tem vários jeito de responder isso aí. A primeira coisa é o seguinte, você faz isso, acaba com a Amazônia imediatamente. >> Exatamente. Eu ia falar isso, mas >> acaba com a Amazônia imediatamente. A galera talvez não saiba, mas boa parte da floresta amazônica só existe por conta do
Saara, porque o Saara, o vento levanta a areia. >> Sim. A areia viaja pela pelo Oceano Atlântico e cai na floresta. E aí você vai falar assim, ó, mas por que que isso é importante? Porque paraa floresta existir, ela precisa de fosfato. E todo o fosfato da Amazônia ele é liberado, Chove muito e tal, não sei o quê, lava aquilo ali, ela fica sem fosfato. Então ela precisa dos nutrientes do Saara para ela existir. Isso é uma das coisas mais legais que tem. 22.000 toneladas de poeira do Saara todo ano cai na Amazônia. para poder
deixar a floresta do jeito que ela é. Se você cobrir o Sara inteiro, primeira coisa que acontece, mata a Amazônia. >> Você mata a Amazônia >> na hora, entendeu? E outra, né? O planeta Terra ele vive num equilíbrio. E não importa mudando, a gente tá mudando, a gente tá mudando o clima. Tá mudando sim. Proeta isso aí não quer dizer nada, porque a mudança climar, ela afeta a gente. >> Afeta a gente. >> O planeta, o que que vai acontecer com ele? Ele vai se equilibrar. >> Exatamente. >> Ele vai gastar ali uns anos, vai
Equilibrar. Talvez o equilíbrio dele seja extinguir o ser humano, né? E extingue o ser humano, pô, a gente se equilibra melhor, o planeta se equilibra melhor ainda. Então assim, não tem essa, o planeta se equilibra numa boa, numa boa, entendeu? A Terra não vai deixar de existir por causa disso. >> Exatamente. >> Mas o ser humano, nós aqui, problema eh no mínimo, no mínimo, é, se não extinguir, diminuir muito e mudar muito O estilo de vida. >> A gente pode chegar em temperaturas que a gente não consiga sair na rua, entendeu? a gente pode chegar
num num na mudar a atmosfera a ponto de ficar muito difícil da gente respirar e tudo. >> Então tem toda uma uma série de coisas que podem acontecer, mas o planeta vai de boa, tá? >> É, o planeta vai de boa. Tanto que o pessoal muito usa muito dessa retórica, né? tipo de o planeta, o planeta Terra Já passou por diversas fases, eh, onde houve aquecimento e tudo mais, por diferentes razões, eh, enfim, foram n razões, tipo, teve até, >> principalmente o ciclo, né, é o ciclo deovit, né? >> Ah, e as extinções em massa,
todas elas são vulcânicas, são todas vulcânicas, >> já chegou essa conclusão aí. >> E a questão é que dessa vez isso tá acontecendo e a razão é antrópica. O que, o que significa? A razão somos nós. >> A gente tá emitindo uma quantidade de carbono, dizer que, ah, não, o ser humano não é capaz de mudar. Claro que é. A quantidade de gás estufa, de carbono que a gente tá emitindo, é absurda, é dantesca. Na verdade, eu fico impressionado o contrário. Quando alguém diz que o ser humano não seria capaz de mudar o clima na
Terra. Cara, somos em 8 bilhões de pessoas consumindo de forma vorais, eh, que a gente vive sobre um sistema pessoal entender, né? Antes que Só o existem os ciclos na Terra, a Terra passa por momento quente e frio. O problema é que esses ciclos demoram talvez 30.000 anos, 50.000 anos. >> Sim. >> Agora não. Agora em 200 anos nós estamos mudando. Esse é que é o problema. Sim, >> a gente tá alterando a frequência desse ciclo. Se deixasse a Terra ia ia aquecer, ia esfriar, ia. Só que no intervalo de 50.000 anos. Agora a gente
tá fazendo isso em 200. Então é isso que É. E nós estamos aqui porque se a gente não tivesse também podia mudar, não ia ter problema nenhum. >> É exato. Como o sejão falou, o clima muda de tempos em tempos e por diversas razões, até por razões astronômicas. Por exemplo, o movimento de prece da Terra >> é algo que vai deslocando os períodos de outono, invernos, as estações leva 16.000 anos. >> Só que leva 16.000 anos, entende? Leva 16.000 anos para isso acontecer. Eh, Então, eh, e isso tudo se a gente é é muito simples.
Eu, eu tive lá, você conhece o Paulo Ará? Você já teve com Paulo Artacho também, né? >> Já, já quero trazer o Paulo Arta aqui. Paulo é um cara muito fera. É, eh, a gente já esteve com ele e ele sempre fala, existem dados lá desde o século XIX, meados, 1850, que deixam claro que a temperatura na Terra ela tá aumentando, ela tá aumentando e o aumento ele começa a se tornar mais Drástico aí depois de meados do meados do século XX ali, 1940, 1950, começa a aumentar de forma ainda mais drástica. E isso é
claro, isso é isso é experimental, isso a gente consegue observar que eh a temperatura média global. E o que que é uma temperatura média global? É a você pega termômetros, coloca em várias partes do oceano, várias partes do planeta e aí você tira uma média global de área de temperatura e e aí você vai vendo como que isso vai Evoluindo com o correr do tempo, certo? Beleza. Ah, mas não você a temperatura tá, mas pode ser por qualquer razão. Aí o que que a gente também já sabe que existe uma correlação muito séria e isso
também existem dados ali desde o começo do século XX, que eu fiz um vídeo sobre isso, né? >> Hum. >> Que mostra o como que o mostra o aumento da concentração de carbono na atmosfera e como isso tá correlacionado com esse Aumento de temperatura. Isso tudo são coisas que a gente consegue medir. E como que esse carbono tá sendo emitido? Óbvio, é, cara, a nossa atuação desmedida aí diante da natureza é queimada de floresta, é poluente a todo momento. A gente é a nossa atuação, a gente tem uma atuação muito eh predatória com relação à
Terra, né? É, você pega lá o o paradoxo de Fermer e coloca hoje, né, como uma das coisas de porque a gente não encontra ninguém, tem Um fator chamado autodestruição. Porque o grande paradoxo é esse. A medida que as civilizações elas ficam mais evoluídas do ponto de vista tecnológico, a tendência é elas se autodestruírem. >> É, não. Pois é. Qual? Seja por guerra, estamos aí, ó, monte de guerra tá acontecendo, seja por mudança climática no planeta e tal. Por isso que a gente não encontra ninguém, porque essas civilizações que deveriam, que a gente Deveria encontrar
mais evoluídos que a gente, elas evoluíram tanto a ponto de se autodestruir, ao ponto. E e isso para mim e também é um grande é uma me quebra um pouco a cabeça, porque pensa, a gente chega num nível de conhecimento tal que a gente se torna uma civilização tecnológica e de autoconhecimento. Então, a gente sabe o que que a gente tem que fazer para não se autodestruir, como agora a questão climática, a gente sabe que a Gente tem que tentar emitir menos carbono na atmosfera, a gente sabe como agir, a gente sabe o que fazer.
Só que o que parece é o seguinte, que e esse ser inteligente, como nós somos, que é conhecedor da sua própria existência e individualista, eh tem um fator que passa muito na frente, que é o do ego. >> É isso aí. Eh, e esse ego humano, eh, passa na frente de absolutamente tudo, inclusive ao ponto de fazer com que grandes autoridades neguem todo o Conhecimento acumulado e neguem o fato de que tá acontecendo, que a ciência tá mostrando. E isso vai levar a gente à destruição, né, Serjão? É autodestruição. >> Autodestruição. >> É terrível isso,
mas é o que acontece aí com as civilizações aí pelo >> pelo universo a >> E o planeta vai continuar de boinha, né? Como você >> O planeta vai daqui 5 milhões de anos só Que ele que ele que ele se que ele vai se destruir, viu? >> É, >> né? Então, >> pelo sol, >> pelo sol, pelo sol, por nada de é nada >> nada além, nada além do sol, viu? >> Exato. >> Mas é isso, pessoal. Professor, vamos a gente vamos conversar mais vezes. >> Vamos. Com certeza. >> A gente tinha um plano,
né, de fazer o Tipo um curso, né, pro pessoal, né, a gente faz aqui >> que era de relatividade, teoria de cordas. >> Vamos, vamos, vamos, vamos, vamos, vamos fazer aqui eh >> essa parte toda aí, né? >> Vamos, vamos, vamos varrer todos esses temas. Vamos dar mecânica quântica da é do elétron. Do elétron aos buracos negros da mecânica quântica, relatividade geral passando por pelas Super cordas. Vamos fazer isso, >> não? Vamos fazer isso aí. Vamos ver se a gente consegue marcar com o econofísico. Chamar a Roberta também. >> Chamar Roberta, né? Vamos lá agora.
>> Estão todos lá. Vamos falar de >> É, vim falar de buracos negros aí. >> Buraco negro. Ia com buraco negro que ela fala bastante, né? ela dos maiores especialistas nisso no Brasil hoje ela conseguiu fazer ela ela foi a primeira pessoa no mundo a simular Um buraco negro super massivo e os e os áos e a matéria no entorno assim utilizando e a foi um trabalho de muito impacto e a computação conte pode ajudar o trabalho dela para caramba, porque tem coisa ali dela que ela teve que simplificar, né, mesmo porque >> os modelos
são muito complicados, né? É, os modelos, ela tem que resolver aquelas equações de Navier Stoks. E >> naveres, procure aí, >> procure aí. >> A equação mais complicada de todas >> é a equação que se você descobrir solução, uma solução, eu acho que é 1 milhão, milhão de dólares, né? Milhão de dólares, >> milhão de dólares, tá bom? Eh, então, eh, preste atenção nesta equação. E, e eu acho que a computação quântica mais, eh, vai trazer solução a esse tipo de coisa e a gente vai conseguir, enfim, entender o que é que existe dentro de
um buraco negro, porque ninguém sabe, Ninguém, a gente não tem uma descrição física, é uma singularidade. O que que é uma singularidade? A gente usa esse termo >> paraqu, >> pode ser qualquer coisa. Quando a gente chega no limite do conhecimento e a gente não consegue, ó, a física não consegue explicar nada aqui. É física nem matemática não consegue explicar nada. Aí chama aquilo de singularidade. Então acho que a computação quântica vai Trazer solução para isso também. >> Agora se o cara usar a computação quântica para resolver a equação do Navia Stok, ele será que
ele ganha o prêmio também ou não? Tem que ser resolvido na raça. É que tem uma coisa, deve ter uns requisitos aí, >> é numericamente com alguma qual é assim, a não ser que o que eles estão procurando assim, aquela coisa, hoje a equação de Navari Stokes encontram-se soluções numéricas fazendo-se algumas Aproximações. >> Sim. Então a gente encontra questão é se a computação quântica trouxeram uma solução numérica, porém exata, que é esse, esse é o jogo, é uma solução exata as equações de naviais, aí eu e por que não, né? E por que não? Eh,
tem muito matemático que tá atrás do que a gente chama de solução analítica no bração ali, né? >> Ali, ó. Essa aí é boa. Essa, essa é essa aí é legal porque aí >> esse mereceria 1 milhão. >> Esse esse mereceria 1 milhão, porque aí eh ela é uma solução tipo analítica assim, ela é ela é importante, ela pode ser importante porque é uma solução que, como eu falei, vai ser uma solução exata, ou seja, sem sem erro, sem nenhum tipo de aproximação. Então você vai ter uma descrição exata do que tá acontecendo nesses sistemas
que são totalmente turbulentos. Uma coisa que é de uma dificuldade, vocês não t ideia, Gente. Vocês não tm ideia. Tem muita coisa na >> na natureza. Mas fica aí a dica. Procure essa equação lá e tenta resolver. Vai que você ganha. >> Vai que >> Ah, eu tenho certeza que vai aparecer uns malucos aí resolvendo, >> cara. Nossa senhora. Eu que eu recebo você também, né, Serg? Que a gente recebece cada coisa, né, >> de mensagem. >> Um dia dá vontade de fazer. Acho que um dia eu vou pegar, juntar tudo, não vou dar nome,
obviamente, >> mas fazer. A gente podia fazer isso, ó. juntar todas as coisas, fazer um programa só com, pô, tive uma ideia agora, jogar no My Hub para ele analisar >> as teoria maluca que eu recebo. >> Nossa, você teve que receber muito, né? Porque >> nossa, eu recebo demais. Imagina, >> eu recebo demais. >> Você recebe todo dia, não recebe não? >> Ah, pelo menos uns três ou quatro >> por dia, >> ainda mais agora com o negócio de inteligência artificial, porque tem gente que me manda assim: "Passei essa noite conversando com o chat
GPT e aí descobri aqui a solução paraa coisa". Descubra então a solução da equação de Nav Stokes, que aí pelo menos você ganha dinheiro e me dá uma parte para mim, ó, né? >> Ô, é, não, isso, isso, isso é muito, muito, muito engraçado. >> 10%inho de 1 milhão já tá bom, já tá bom, dá para fazer alguma coisa. >> É que gente, o chat GPT, essas outras e e as generativas aí, elas também ela tudo que elas sabem tá muito relacionado àilo que é pregresso, aquilo que ela existe, >> entendeu? que não existe, ela
pode até alucinar, mas ela não vai saber te >> Mas ó, enquanto pelo menos fica nessa Loucura aí, não vá fazer consulta psicológica com com com porque tem muita gente fazendo aí, é perigoso. Então se você quer, fica nessa maluquícia aí que não tem problema, você aí não vai fazer mal para ninguém. Quer dizo >> a gente se diverte pelo menos diverte. Manda aí pra gente. Mas eu vou vou dizer, são muito poucos os que eu leio, tá? Se mandar para mim, eh, >> não, eu brinco. Eu brinco. É o seguinte, às vezes o pessoal
pede meu e-mail. Hã, >> aí eu dou meu e-mail, dou meu e-mail mesmo, entendeu? Só que eu falo o seguinte, estou dando meu e-mail, porém se chegar coisa maluca será feito um exposed. Aí a galera parou de mandar, ficaram comigo. >> Ah, entendi. >> Mas, ó, tive uma ideia agora, pegar umas umas teorias que eu tenho aí que o pessoal me manda, já me deram um livro, viu, dessa grossura assim, ó. >> Ah, >> e jogar na IA para ela dar uma analisada, ver o que que pode ser real, que não pode. É. >> E
como que o cara chegou isso? Eu acho que o Cela fez isso no outro dia lá, foi legal para caramba. Eu acho que eu vou fazer isso aí. >> É, é uma, sabe uma coisa que eu filtro? Às vezes eu respondo. Eu pergunto, eu pergunto pra pessoa, vem cá, eh, mas o quanto que você entende de matemática? Falou: "Ah, não, eu não não eu tenho eh Eu não sou formado, sou formado na área de administração." >> É. >> Eh, mas gosto muito e e eu vou assim, tipo, na verdade, a minha solução ela é mais
eh, como é que é? Eurística. Eu esqueci o termo assim, mas tipo >> holística, tipo, ela não passa muito por soluções matemáticas, fala: "Ah, entendi, tá bom". Tem um montão de físico aí se matando matemã. Aí você vem achando >> então isso que é mais legal. É dentista, é dentista, advogado, médico, é toda essa galera. Nunca nenhum físico me mandou. >> É porque o físico sabe que >> porque será, né? >> É, exatamente. É sempre esse pessoal que nem é da área de exatas, né? >> Nem é da área de exatas. Isso que é o
pior de tudo. >> Isso, isso é isso é muito engraçado. Eu entendo, é uma paixão que as pessoas têm E tals, mas gente, a gente tem que até ser um pouco mais humilde, até que ser um pouco mais humilde. >> Só um pouco, né? >> É, tem que ser um pouco. Cara, eu jamais ousaria pensar numa coisa dessa. E eu tenho doutorado, eu tenho alguns póstdocs e, enfim, né? >> Só um pouquinho mais humilde. >> É, eu tô há 30 anos nessa área aí, entendeu? Eu não ousaria escrever um texto, dizer que eu resolvi o
problema Da unificação. Jamais, jamais ousaria fazer isso. >> É matéria escura, energia escura, teoria de tudo, entendeu? Que é, ih, tanta coisa, >> é tanta coisa, >> é tanta coisa que eu recebo todo dia aí desses, dessa, dessa galera. >> Não, mas vamos vir aí mais vezes aí trocar essa ideia. Deixa aí onde que o pessoal te encontra aí nas redes sociais aí. >> Vamos lá, pessoal. Vocês podem me encontrar no Instagram, no @profésarlenzi, tá? Ó, @profésarlenzi, vai aparecer escrito aí, né? >> Então, eh, vai tá escrito aqui também. Vocês podem me encontrar no YouTube,
no eh profe César Lenzi, eh vocês vão encontrar um montão de corte entre ali o meu canal ali. E também o nosso podcast deu com a professora Cláudia, pesquisadora Cláudia lá do IMP, Que é o Ciência Talks, tá? Também vocês colocam também ali na na descrição. Ciência Talk, coloca lá. Serjão vai est lá com a gente em breve. Vamos só ajeitar uma data aí. >> Vamos marcar um dia para ir lá começar. que lá a gente fala, ah, como aqui também é a gente é Heart Science, é, você vê, vamos falar, vocês que acompanharam aqui,
não foi um episódio fácil, né? E é assim que a gente faz, a gente fala de ciência de verdade, né, Serjão? >> É isso aí. É bom, é bom, às vezes é bom. >> E o, vamos chamar a Cláudia também para vir aqui para uma ideia. Muito legal, >> querida ali a nossa a nossa a manobrista de satélite. >> Manobrista de satélite. Ela faz monitoramento e manja muito de satélite. Satélite muito >> eh certamente vai dar um papo, vai dar um papo legalzão aí. Vai dar um >> Mas valeu, professor. De novo aí mais um
papo aqui com o professor César Lenzi. Conversamos lá no no Speience também, >> mas lá nós lá nós íamos ao vivo, respondemos mais as perguntas da galera ali que tava acontecendo. >> É exato. >> Mas é legal também. Não, mas foi foi divertido aquela vozinha ali e tals. O pessoal o como é que é? O ET Bilu Bilu. >> Ebuilu da terra plana. >> Ebuilu da terra plana. Mas ele fez Perguntas boas. Ele fez perguntas boas. >> Tem tem. Ele é um seguidor aí famoso 1. Galera, é isso. Então, não se esqueça aqui, ó, o
Além da Ciência aí tem um oferecimento aí do myhub. o agregador de inteligências artificiais aqui do grupo Primo. Então vai lá, porque eram 11, agora são 15 dos melhores modelos de inteligência artificial que estão aí disponíveis para você. Além disso, tem uma inteligência lá, uma IA chamada My Hub Nitro, que é o seguinte, você joga Ali o prompt para ela e ela vai escolher qual é o melhor modelo para te responder, tá? Além disso, tem cursos, tem live semanal, tem também toda a comunidade lá, tem uma série de agentes já prontos lá, que agora a
moda são os agentes de A, então já tem tudo ali prontinho para você. R$9,90 por mês no plano anual, se você não é ouvinte aqui ou espectador aqui do Alendência, porque se você é, você usa o cupom aqui, ó, sacan 15 e é R$ 59,90 Por mês no plano anual, vai lá então use porque tem muita coisa legal e você vai poder usar e e e se divertir com a Iá e trabalhar, porque tem muita coisa que pode ajudar ela no seu trabalho, >> com certeza, >> tá? E lá na comunidade o pessoal conversa sobre
isso e tem cursos também que o pessoal ensina como usar inteligência artificial para ajudar no seu trabalho. É isso, então um grande abraço. Estamos junto aí. Valeu, Professor. E nos vemos no próximo episódio aqui do Além da Ciência. Um grande abraço. Fomos. M.