[Música] como é possível atuar na área das ciências exatas como a visão crítica da questão de raça contribuindo para a conscientização de seus alunos e colegas Bom dia a todos a todas e a todos meu nome é assim Luciana Aparecida Elias uma mulher preta que vem cumprimentar essa mesa agradecendo para o vereador Mauro Rubem por essa oportunidade de homenagear a educação no Brasil que se homenageia quem adora as armas e a violência [Aplausos] e comprando essa mesa como uma mulher preta que sou eu não venho sozinha e não sou minoria nessa mesa porque comigo vem
a minha ancestralidade comigo vem a história de uma mulher periférica vem a história de negros indias foram nesse Brasil que não nos quer em posição de destaque não nos quer educados e não nos quer construir este país pela porta da frente só servimos a esse país durante o bom tempo para trabalhos braçais e não para intelectualidade estou aqui agradecendo as instituições de ensino público que proporcionaram a periferia dessa cidade que proporcionaram a minha ancestralidade que no futuro pudessem ter uma mulher preta matemática Doutora em cosmologia mestre pela Universidade Pública Federal de Goiás nós existimos Porque
nós acreditamos que só somos o caminho sim para construir esse país tão sonhado que foi plantado uma sementinha no passado Nossa convidada de hoje é mineira de Uberaba Mas mora desde os três anos de idade em Goiás filha única foi alfabetizada em casa pela própria mãe pois não havia escolas onde morava nem transporte público para outra cidade foi só as dez anos que começou a frequentar um ambiente escolar sempre instituições públicas fez o ensino médio no curso técnico de um Instituto Federal de ensino a uma hora de ônibus de sua casa tendo como objetivo chegar
a universidade para tanto começou a trabalhar cedo ensinava lições de casa dava aula de matemática e rolou até como ela diz uma alfabetização e foi a mãe quem a convenceu a forçar matemática na Universidade Federal de Goiás onde também fez o mestrado e depois o doutorado na Unicamp tornou-se Então como ela disse uma professora Universitária diferente daquelas conquistou enfrentando desafio de ser uma mulher negra na academia e hoje a pró-reitora de assuntos estudantis na Federal de Jataí vamos conversar com a professora mestre Doutora Luciana Elias Luciana e nós programa nós temos tido a oportunidade de
entrevistar mulheres e homens negros de perfil acadêmico mas sempre com atuação na área de humanas e sociais mas hoje vamos receber uma afro-brasileira que é professora de matemática numa universidade federal seja bem-vinda Luciana muito obrigada prazer ter sido convidada Luciana você nasceu em Minas Gerais Mas passou mal parte da vida em Goiás [Risadas] de Goiânia eu trago a minha ancestralidade de Minas Gerais isso é ela atende né é muito e eu venho de Uberaba que é Triângulo Mineiro então assim as raízes são muito próximos os costumes são muito próximos e minha família para onde eu
voltava nas férias era de Minas Gerais então eu presevo muito de Minas em mim até a ancestralidade negra mesmo que tenho é o que eu trago é de Minas Gerais os costumes as festas as festividades e tudo isso mas Goiás Me Pega De Jeito eu gosto muito dessa terra existe uma presença grande de mineiros aí também né ah muito grande aqui é o que menos tem aqui ainda mais na academia que é uma cidade pequena e já tá aí uma cidade que tem 100 mil habitantes e a universidade tem 26 cursos é uma relativamente grande
então tem bastante gente em Minas Gerais de São Paulo até do Rio Tem bastante gente todos os estados aqui perto esse tipo de convivência acaba sendo muito enriquecedor né porque você tem diferentes formas culturais de diferentes regiões do país convivendo e aqui já tá aí ainda temos uma cultura do sul do país muito grande então assim a gente acostumou a comer churrasco com Cuca aí a gente toma chimarrão às vezes come pão de queijo e frango com pequi às vezes frango com quiabo a gente é uma mistura que que se a gente souber viver bem
essa mistura tem se apagar é uma mistura que só fortalece só engrandece e só é caracteriza esse nosso Brasil misturado na verdade então isso é uma prova mas uma prova é de que a diversidade é uma fonte de riqueza Eu acho que o Brasil daria algo se ele fosse ele conseguisse se estabelecer enquanto um país diverso e Poucos países são tão diversos quanto nosso acolhida das pessoas estrangeiras de menos os negros né Nós negros não fomos muito acolhidos porque viemos amarrados né não viemos porque queríamos ir mas as outras culturas eram em busca de muita
coisa aqui mas não o Brasil em vez da aula de integração cultural até ele segrega ele ele continua nessa cultura racista segregatória Eu particularmente uma experiência pessoal disso já que eu nasci no Rio morei em São Paulo e minha mãe era do Rio Grande do Sul E foi exatamente onde eu fui apresentado pessoalmente a segregação racial pessoas imaginam que sejam fenômeno dos Estados Unidos Agora você tem uma trajetória de vida e uma carreira e foram cheias de obstáculos e você diz que aprendeu a ler aos quatro cinco anos com sua mãe como é que foi
isso a minha mãe não gostava de dormir durante o dia e tem uma mágoa que meu pai inclusive faz muito pouco tempo que ele adora lembrar disso acho que ele todo rancor dele que eu fui uma criança que não dormi muito e hoje também eu não preciso de dormir muito e ela gostava de dormir então é todos os dias eu queria que ela lesse histórias para mim geralmente escola histórias em quadrinhos e ela queria dormir então ela me ensinou a ler para que eu não atentasse mais para poder dormir por conta disso também e a
questão de que não tinha escola né aí ela ela me ensinou porque outra pessoa qualificada porque ela só te ensino fundamental 1 não podia me ensinar porque não tinha escola perto o primeiro que não que me aceitar aos quatro cinco anos de idade na época que eu estava nessa idade tava disponível para aprendizado da leitura e outra que é seria ela ou ninguém Qual é a profissão dela é a famosa do Lar ela ela foi empregada doméstica na infância e juventude né que ela começou muito nova de paz que vieram da zona rural para a
cidade de Frutal bruta uma cidade que fica no Triângulo Mineiro também ali perto da divisa com São Paulo e e ela veio para cidade para o pai fazer tratamento do coração naquela época e deixaram né a zona rural onde morava e teve que tiveram que para Cidade Indo para cidade todo mundo precisava trabalhar porque o dinheiro que a família tinha seria para o tratamento do meu avô e onde se trabalharia uma mulher negra naquela época seria na casa do Senhor Senhoras dos fidalgos da cidade e foi isso que ela foi uma digamos algo bastante comum
entre entre os negros negros que se formaram a universidade mas a mãe era empregada doméstica que é exatamente também meu caso e Qual a profissão do seu pai meu pai é músico ele meu pai tem uma característica que ele fez Segundo Grau né a gente ele terminou o segundo grau próximo de quando eu terminei o segundo grau não foi no tempo corretivo quase foram colegas escola particular porque era onde podia se estudar na época né na idade dele trabalhando durante o dia e ele era ele pediu baixa da Polícia Militar de Goiás que ele era
da banda da Polícia Militar músico também e foi trabalhar na banda da prestou concurso também e foi trabalhar na banda da prefeitura da de Goiânia e também como Maestro Regente auxiliar da orquestra sinfônica de Goiás esse era os empregos dele e é muito interessante Então ele trabalhava nessa área artística mas você nunca fez vocação para arte né então não eu todo mundo bem muitos da minha família inclusive pessoas de outras profissões mas também com muita tendência artística eu não tive quando muito eu tenho um bom ouvido eu eu já fiz aulas de música mas para
leitura mas a voz é péssima Não tenho não não me integrei a classe artística dos Elias e nem da família da minha mãe e também tem muito artista perfeito e você dentro desse período você relata o período da sua infância como muito muito positivo as relações que você tinha com os amigos com os vizinhos né como é que era isso era positivo porque eu eu era eu mesma dentro dessa estrutura que eu era cercada por pessoas brancas mas eu era eu mesmo era uma menina preta no meio disso tudo eu não me eu não me
embranquei era sempre avisada que olha ali você vai ser ou a única pessoa preta ou você vai ter que brincar com pessoas que não vão não vão parar para poder consertar a trancinha do cabelo mas você tem que parar para consertar a trancinha do seu cabelo seu laçarote vai cair né Tem tudo isso que em casa eu tive uma uma construção de pessoa muito feliz eu tenho 52 anos né recém feitos Mas eu sou filha única isso não é muito comum na minha idade né A minha mãe não pode ter mais filhos até engravidou Então
eu fui uma pessoa que que como diz o meu pai eles se viraram comigo né eles eles se viraram comigo era era o que tinha a gente sempre brinca né era o que tinha né não tinha outra pessoa eles tinham que se contentar com a pessoa que ali apresentado e mais a minha família era muita acolhedora tanto a minha família meu pai e minha mãe quanta minha família de Minas muita acolhedora então isso fez com que uma infância às vezes não identitária mas foi uma infância acolhedora Com muito sacrifício como a criança preta da Periferia
pobre muito sacrifício com muita com muitos nãos mas tinha algumas questões que isso suplantava como como nós gostamos de Cultura como se Lia muito em casa o prazer que se tinha da Leitura isso tudo contribuiu para que a minha infância fosse sofrida Nas questões de financeiras e aquilo que poderia ser um pouco mais sofrido que nas questões identitárias é demos o nosso jeito na medida do possível é você você diria que os seus pais seu pai sua mãe tinha uma consciência racial Mas nós vamos voltar esse tema no próximo bloco [Música] [Música] no final do
primeiro bloco eu perguntei a você sobre a questão da consciência racial se você tinha isso dentro dos seus pais na sua família Sim eles tinham Primeiro eles tinham consciência que era um homem uma mulher pretos uma mulher preta e um homem preto dentro de uma sociedade racista sendo eles das Artes às vezes assim é talvez Eles teriam um pouco menos de problema na introdução social porque a introdução social deles era por conta de das Artes da cultura que de maneira geral é um pouco é um pouco menos violento um pouco eu falo muito pouco menos
violento para Além disso nós cultivavamos muito as culturas ancestrais como marujada que venda nossa família de séculos atrás Então tinha festa do consciência negra e na época se digamos no século passado era uma antes das grandes discussões sobre Negritude se comemorava muito 13 de Maio então 13 de Maio era um momento de muita reflexão né a gente tinha noção que a Princesa Isabel não fez tudo isso era uma coisa que sempre desde pequena fomos apresentados a zumbi mais ou menos nessa época zumbi foi uma personalidade que foi nos apresentado até tarde foi eu já foi
junto a mim foi apresentado junto com meu pai mas ele se tornou uma discussão importante logo logo nós somos vivemos de tradição católica veio a Campanha da Fraternidade sobre a Negritude isso também cresceu muito essa discussão dentro da nossa comunidade acho que era uma comunidade eclesial de base para a discussão das questões raciais e vinha Pastoral dos negros Então tudo isso fez com que nós entendessemos sim e nós éramos pretos pobres da Periferia de um estado que não nem sempre enxergava Os Pretos é dentro do dos meios de decisão e de discussão políticos e sociais
o seu relato biográfico você diz que era considerado uma criança muito educada e isso provocou alguma desavença ali com seus primos eles não concordavam fala para gente é porque sim quem aguenta a criança educada né só os adultos aguenta criança educada outra criança odeia quando o outro fala sim por favor isso é muito é muito chato para outra criança quem gosta disso é adulto né então é os meus primos sempre eu era a prima do Goiás né principalmente pelos primos mais novos os filhos mais velhos até que era menos sei lá acho que eles compreendiam
aquilo tudo e eu naquela ânsia de estar perto deles né que isso era difícil para mim né conviver com crianças pretas só com a minha família né em Minas e quando eu chegava era muito para mim era muito divertido só que a minha mãe sempre exigiu muito respeita a outra pessoa Independente de quem ela era essa pessoa então era era muito era muito importante que se respeitasse o que aquela pessoa seria dentro dessa todas as questões então eu sempre fui educada para ser muito polida e poderia emitir opinião mas com educação discernimento Com certeza fez
muito bem a você pelo resto da vida né uma pessoa capaz de mediar conflitos eu acho que essa é uma das minhas minhas qualidades você não falou Uma qualidade eu acho que eu sei mediar conflito acho que veio disso agora pela criação que você teve pessoas que cursar a universidade era algo quase que impositivo obrigatório Então não é aquilo obrigatório mas assim eu não entendia diferente dos colegas do meu bairro que curso superior poderia não ser feito eu cresci sabendo que eu tinha que ir assim quando falava assim então você vai terminar essa escola você
pode estudar aqui você vai fazer faculdade a gente não vai ter dinheiro para pagar mas a gente vai nós tem a federal então assim eu não entendia que fazer faculdade não seria uma possibilidade o que eu teria que fazer encaixar alguma coisa das minhas habilidades dentro de um curso de uma universidade pública era isso que eu tinha que fazer mas não tava no projeto da minha vida não fazer faculdade e eu me surpreendia muito quando as pessoas da escola do fundamental hoje fundamental né que eu estudei falava que não ia fazer faculdade né nunca mais
pode não fazer eu não entendia que que poderia até alguém ter uma dificuldade de fazer faculdade na minha casa a gente não tinha essa possibilidade meu pai ele tinha ele como ele estudou só depois de adulto ele fez o segundo grau ele sempre ele Teve uma época da vida dele que o pai tirou da escola para trabalhar então ele tinha essa essa dor dentro dele né de ter saído da escola porque tinha que trabalhar e o trabalho era prioridade para mim o trabalho era importante tanto é que eu comecei a trabalhar cedo mas o estudo
era prioridade maior eu tinha que ter uma profissão e a profissão era através do curso superior nessa época nem o curso técnico eu achava que seria Aquela minha profissão eu não queria ser técnica e telecomunicação eu queria uma escola boa para poder fazer universidade agora para chegar isso você precisou você mesma ralar muito né que que você teve que fazer a gente rala né a pessoa preta no Brasil ele rala ele rala porque ele não se enxerga nos meios onde ele vai inserindo a partir do momento que vai estudando ele ele vai morar na periferia
como eu morei até hoje ainda mora já mas eu moro na cidade pequena isso é menos traumático mas assim morava numa periferia que era muito longe e para e isso requeria que eu pegasse três ônibus eu ficasse uma hora e meia dentro de ônibus para ir para faculdade eu ralei porque é a o curso é muito difícil né Eu não vou falar assim ah o curso de matemática é fácil para quem gosta de matemática não acho que todos os cursos superiores são difíceis mesmo a gente gostando e sabendo que aquela era da gente né e
matemática não é diferente é um curso difícil eu precisava ter livros isso era difícil precisava em congresso isso era difícil não sei pensava em assistência estudantil de maneira Ampla e eficaz antigamente Então tudo isso contribuía para que o caminho de uma menina preta na universidade fosse mais difícil do que de outras pessoas com outras identidade agora de onde veio a ideia de estudar matemática eu sempre gostei eu achava que talvez é são as referências Eu sempre gostei muito de falar e isso talvez não seja uma característica de ser matemática mas eu comecei a dar aula
muito cedo eu comecei com 12 anos eu comecei a dar aula ensinava a tarefa de casa para as crianças pouco mais novas do que eu eu comecei a dar logo depois eu comecei a perceber que eu gostava de dar aula de matemática e a minha referência de pessoa preta era Glória Maria né achava olha talvez se eu fizesse jornalismo teria uma boa mas eu passei a ensinar mais matemática era para mim era mais agradável ensinar matemática do que português português tinha uma uma não exatidão às vezes que me incomodava e isso me deixava um pouco
intrigado e a matemática me dava uma segurança para mim isso começou a ser muito sedutor eu fazendo Escola Técnica né que era antigamente que é um instituto federal aqui de Goiás eu me vi fazendo muitos cálculos muito isso eu gostava mas eu achei que eu ia fazer engenharia elétrica porque não me via sendo professora de criança e aí eu estudava estudava e a minha mãe olhando meu Deus eu vou ter que estudar tudo de novo e era uma coisa que Digamos que eu não tinha tanta competência assim para fazer as minhas contas darem certo no
Nas questões práticas é um dia minha mãe falou para que que você vai fazer engenharia você nem gosta disso você nem gosta de circuito você nem gosta disso vai fazer matemática e o meu Deus mas fazer matemática dá aula para criança aí eu fui ler comprei dias de estudante e fui ler e descobri que tinha uma coisa chamada bacharelado e o bacharelado eu não precisava dar aula para criança e ali eu me desculpe falei é isso é isso vou fazer matemática eu achava que eu ia ser uma pesquisadora no centro de pesquisa ou uma grande
estatística talvez só que eu me vi ainda seduzida pela docência só que a docência para adultos que eu gostava então e ainda gosto e hoje eu trabalho com os pseu dos adultos né são jovens que há dentro da universidade para fazer algum curso nas áreas de ciências isso é divertido para mim hoje agora mulher negra como estudante depois professora de matemática você teve que enfrentar pelo menos um duplo desafio né como é que você conseguiu fazer isso primeiro é faltar tudo isso da minha Negritude dentro de uma ciência que não se fala sobre isso né
Na hora de eu estudar e eu sou da Física Matemática eu fiz doutorado em cosmologia e sobre expansão do universo ou a pessoa que está próxima a mim dos meus estudos seria Ice que é um homem branco judeu né então assim é o que é mais difícil é faltar dentro da minha vida a minha Negritude dentro do que com minhas leituras da intelectualidade digamos assim não me ajudava então era um tempo que eu tinha que a Física Matemática os estudos da Matemática superior mas eu tinha que gastar tempo porque na hora que eu tinha que
sair da minha casa sair do meu da universidade para ir eu era uma mulher preta eu só deixava eu só me equiparava as outras pessoas quando eu ficava voltada para frente do computador e estudar cosmologia matemática superior mas até isso chegar até eu sair da minha casa e chegar a minha ancestralidade a minha posição de mulher preta ela me acompanhava e era aí que eu tinha que fazer as minhas discussões do porque que eu tava pegando ônibus porque que eu tinha que não via iguais a mim do meu lado que é um uma que lombamento
que é muito recente através das Matemáticas negras né que é uma que lombamento que tem desde 2018 então isso tudo apesar que matemática em si não contribuir porque eu não estudei etnam matemática eu não estudei a matemática ancestral eu estudei uma matemática de um homem judeu branco e isso não ajudava a minha construção do ser mulher preta eu tinha que ler mais eu tinha que dormir mais cedo mais tarde acordar mais cedo para que isso pudesse ser uma verdade me pergunta eu sei que se considera realizada nisso e que recado você deixa aí para os
mais jovens vocês podem ser o que vocês quiserem Talvez hoje ainda vocês não tenham alguém que se pareça com vocês nos ambientes Ainda temos que construir um Brasil para que nós possamos ocupar qualquer tipo de espaço sem causar espanto então ver uma mulher negra sendo da área da ciências exatas e da área da cosmologia daqui anos talvez não seja espanto para ninguém porque é um espaço que me cabe que me Coube e que caberam a outras meninas e meninos pretos onde eles quiserem e o que eles quiserem fazer muito obrigado então Luciana e muito sucesso
pela frente na sua carreira de novo obrigada pelo convite [Música] [Aplausos] [Música]