então nós continuamos aqui o curso de codificação e seleção de causa básica de morte e nesse momento nós vamos começar a ver os protocolos de codificações especiais e mortalidade o que que são esses protocolos eles são regras específicas para codificar alguns tipos de óbitos né E por que que isso foi necessário bom Como você viu em aulas lá no começo do curso é a previsão era de que acides elas fossem revistas de forma decenal o que que seria isso a cada 10 anos a ver essa revisão e se ter uma nova classificação internacional de doenças
pelas características epidemiológicas pela pelo surgimento de novas doenças de novos tratamentos de novas características mas por diversas questões incluindo questões técnicas de Recursos Humanos inclusive financeiras a Organização Mundial de Saúde não conseguiu né manter isso tanto é que o que que acide 11 ela foi publicada pela Organização Mundial de Saúde de maneira geral apenas no ano de 2022 com a previsão por exemplo para países como Brasil de que ela pode ser ela tem o país tem até o ano de 2025 para a sua implantação então a CID 10 apesar de quando ela foi feita ela
ela continha nela contém uma quantidade muito maior de verbetes de doenças e de códigos do que assim de 9 ela neste momento não consegue garantir a codificação e a seleção de causa básica mais adequada para alguns tipos de óbitos e para esses tipos de óbitos foram criados protocolos não é que são regras específicas então quando você tiver uma declaração de óbito de um desses tipos de Óbvio de óbito que nós vamos falar aqui de forma maneira bem detalhada específica em cada um deles O que é preciso fazer aplicar as regras de codificação as regras de
seleção e de modificação mas atentando para as orientações do protocolo verificando se você não tem nenhuma nota no protocolo que orienta a fazer de maneira diferente os protocolos têm notas que podem ser notas de código por exemplo se você procurar sem olhar a orientação do protocolo você vai achar nascido o código errado ou então você não vai encontrar um código relacionado para Aquilo em outras situações a orientação do protocolo é relacionada com a codificação né com a seleção de causa básica certo porque porque se você considerar a seleção de maneira isolada sem o protocolo você
não consegue codificar e quais são esses tipos de óbito né óbitos maternos óbitos pelenatais causas externas procedimentos médicos neoplasia e a última inclusão que foi o protocolo para codificação de covid que neste momento tem todo um regramento especial nós vamos começar pelos óbitos maternos vamos de maneira muito lenta porque porque esse é sem dúvida o maior dos protocolos não é que tem várias regras e que tem uma série de determinações uma série de delimitações principalmente relacionadas aí com o comitê né de mortalidade materna fetal e infantil então começamos o que com alguns conceitos relacionados ao
ciclo gravídico puerperal certo então vamos lá as mortes devidas à complicações na gravidez parte puerpério elas são um indicador muito importante das condições de vida porque porque a gravidez Ela não é uma doença ela é uma condição quer dizer a mulher no ponto de vista prático ela está transbordando vida né porque ela está gerando uma nova vida e o normal é o que é que a mulher passe pela gravidez e nada aconteça com ela então na lógica uma mulher não deve morrer quando ela está grávida ela tem que ter o cuidado auto cuidado pela gravidez
que ela está e o sistema de saúde também tem que oferecer as condições para que ela seja bem atendida e não tenha nenhuma complicação Então quando você tem um óbito materno uma mulher que estava grávida ou no momento que ela foi ganhar o filho ou então logo depois do puerpério indica que alguma coisa Tá muito errada nessa história e é justamente por isso que precisa ser investigado existe a regra dentro do comitê né de mortalidade materno fetal infantil que 100% dos óbitos maternos tem que ser investigados quer dizer não existe alternativa opção de não investigar
se foi um óbito materno ele deve ser investigado as impressões no registro desses óbitos muitas vezes geram subdeclarações de mortes maternas quer dizer mulheres que estavam nesse ciclo que estavam grávidas ou então que estavam ali foram para o hospital se internaram para o parto ou então estão no puerpério mas que isso não é mencionado na declaração de óbito e muitas vezes vezes essa morte materna acaba se perdendo o que demanda em várias situações alguns fatores de correção para chamada razão de mortalidade materna O que é razão de mortalidade materna é a quantidade de mulheres no
período no ciclo gravídicoral que morrem em determinado território e é feita não é dividindo aí por exemplo a quantidade de óbitos maternos por essa população desse local para ver essa razão aí desse local Então o que se propõe com esse protocolo é o quê normatizar codificação de óbitos de mulher em idade fértil Incluindo aí os órbitros maternos e proporcionar a você enquanto codificador codificador o esclarecimento das dúvidas Então você tem uma declaração de óbito que a causa é um óbito materno ou então está mencionado na ideal médico marcou o campo 37 da declaração de óbito
que é o campo em que ele fala se a mulher estava no ciclo gravideo com corporal você precisa do protocolo do seu lado então além do seu manual de Treinamento das aulas que nós vimos anteriormente além dos três volumes da Si de você precisa também desse protocolo porque muitas regras muitas orientações para você codificar da maneira adequada estão aqui então para isso nós precisamos primeiro conhecer alguns conceitos que são típicos aí da questão da Obstetrícia O que é mulher ainda de fértil hoje mulheres dá de fértil é a mulher de 10 a 49 anos que
está em idade reprodutiva já é algo que é conhecido Esse aumento dessa idade da reprodução feminina Porque porque hoje por todas as características aí de independência feminino que as mulheres elas estão trabalhando então muitas vezes várias mulheres atrasam esse início essa essa decisão de engravidar essa decisão de ter um filho porque porque primeiro elas vão ter uma profissão se estabelecer profissionalmente se estabelecer financeiramente Então hoje por exemplo a média aí né Nós temos muitas mulheres que passaram e às vezes até dos 50 anos e que tem filhos então estão engravidando pela primeira vez o que
dentro da Obstetrícia nós chamamos de primípara né aquela mulher que vai parir pela primeira vez mas do ponto de vista da codificação considerando a determinação do Ministério da Saúde é apenas neste intervalo existe uma previsão de atualização dessa idade dessa faixa de mulheres idade fértil existe mas até esse momento não foi feita essa mudança então toda declaração de óbito em que a mulher está nesta faixa etária independente do óbito independente da causa básica por mais definido que seja esta declaração de óbito vai para investigação investigação de que de óbito de mulher e da de fértil
Qual é o foco dessa investigação verificar se você naquela mulher em idade fértil não tem uma morte materna escondida como que faz isso verificando na ficha de investigação de óbito por mulheres ainda de fértil que está inclusive no portal da Vigilância e Saúde do Estado de Minas que é www.vigilância.saúde.mg. BR você confere todos esses esses documentos lá no portal da vigilância de Saúde do Estado de Minas da secretaria de estado de saúde e você vai o que o investigador não é a pessoa que vai até a casa dessa família dessa dessa mulher vai o que
vai verificar se existir alguma chance de que ele estivesse no ciclo gravídico periperal Então vai fazer perguntas do tipo ela estava grávida ficou grávida no último ano teve filho no último ano estava em Porto Velho o foco é o último ano né ela não ter tido ela só é descartado como o óbito de mulher ele dá de fértil se ela não teve né ela não ficou grávida ela não ganhou filho e ela não estava em Porto Velho nos últimos 12 meses morte materna a morte materna é o que é a morte de uma mulher durante
a gestação ou dentro do período de 42 dias após a gestação que é o chamado puerpério independente da duração ou localização da gravidez não importa se essa mulher morreu com 10 semanas de gestação ou se ela morreu com 38 Não importa se essa gravidez era tópica quer dizer quando ela não é localizada no útero ela há um problema e esse e esse esse óvulo fecundado ele fica nas trompas não é então é incompatível essa mulher vai ter que tirar e muitas vezes evolui para o óbito devido a qualquer causa relacionada ou agravada pela gravidez ou
por medidas feitas em relação a ela Então quer dizer a morte materna é a morte daquela mulher que tava grávida ou então que estava até 42 dias depois do parto que é o período do pôrpérnico não importa a duração da gestação não importa a localização da gravidez não importa se ela tava grávida de um de dois de três de cinco e qual é o quê por qualquer causa que foi gerada pela gravidez agravada pela gravidez ou por alguma medida de atendimento relacionada a esse ciclo gravídico mas não devido a causas acidentais ou incidentais porque porque
existe uma regra lá no sumamente improvável que diz que causa externa não é devido a nada acidente não é devido a nada não é então você não vai considerar que um acidente por exemplo de forma geral foi devido à gestação Existem algumas situações e que você pode entender que tem alguma característica sim o que seria por exemplo uma mulher ela bateu o carro e morreu teve um acidente se essa mulher uma mulher grávida e não grávida pode acontecer a mesma coisa OK agora uma mulher não grave ela pode morrer nesse acidente porque ela bateu ela
tava andando mais rápido ela foi julgada para fora do carro já uma mulher grávida pode ter tido acidente porque ela bateu e aí ela estava né com a barriga já bem bem grande de final de gravidez oito meses nove meses de gestação no bater do acidente ela teve uma rotura uterina entrou em hemorragia e faleceu então este acidente esse segundo acidente que eu dei o exemplo só aconteceu porque esta mulher estava grávida senão ela não teria tido rotura uterina ok e as mortes maternas elas podem ser de dois tipos diretas ou então indiretas as mortes
obstétricas ou mortes maternas diretas são aquelas resultantes de complicações na gravidez parte por Império típicas complicações obstétricas quer dizer que só uma mulher que está grávida pode ter aquele tipo de complicação devido a intervenções ou missões tratamento incorreto ou uma cadeia de eventos resultantes de qualquer uma dessas situações aí um exemplo é diabetes gestacional por exemplo a mulher ela ficou grávida e ela adquiriu diabetes por causa da gestação ela era diabética não depois da gravidez ela pode se tornar diabética essa diabetes pode se manter mas Teoricamente não então ela tem uma diabetes gestacional é a
gestação que fez com que ela tivesse uma alteração eficaz diabética é uma morte materna direta se ela não tivesse ficado grávida não teria toda alteração orgânica e o corpo dela não teria ido um processo de diabetes e as mortes obstétricas indiretas que são aquelas resultantes de doenças existentes antes da gravidez ou de doenças que se desenvolveram durante a gravidez que não são devidas a causas obstétricas diretas mas que foram agravadas por causa da gravidez um exemplo é uma diabetes para existente então quer dizer a mulher não estava grávida e ela tinha diabetes ela engravida essa
diabetes complica essa diabetes descompensa essa é uma morte materna indireta porque porque não foi por causa da gravidez que ela adquiriu diabetes ela já tinha diabetes mas o fato de estar grávida fez com que essa diabetes descompensasse com que essa diabetes complicasse então uma morte materna indireta então novamente a morte materna é o que é aquela em que a mulher independente da duração independente da localização independente da quantidade de fetos né que tinha nesse nesse útero quando ela morre em decorrência de características da gravidez de doenças próprias do período gestacional ou então de atendimentos relacionados
com o atendimento da gravidez isso é entendido como uma morte materna a morte materna vai ser direta quando o que causou essa morte foi uma doença típica do período gravídico puerperal que só se a mulher estivesse grávida ou tivesse tido filho há pouco tempo que ela teria aquele agravo essa é uma morte materna direta já a morte materna indireta é aquela que o quê a pessoa tinha uma doença anterior à gravidez mas a gravidez acabou agravando essa doença e aí por causa disso ela faleceu mas se não fosse a gravidez ela continuaria com aquele agravo
com aquela doença e Teoricamente nada teria acontecido Essas são as duas características e nós temos a morte materna declarada é o que é quanto no 37 o médico marca se aquela e óbito aconteceu na gravidez no parto ou no puerpério ou até se não aconteceu naquele período quando ele marca que não aconteceu naquele período ele também está informando não é uma morte materna declarada porque porque ele tá falando que a mulher não estava no ciclo grave de cupomperal então quando esse campo da declaração de óbito está marcado com qualquer uma dessas opções A mulher estava
grávida foi no momento do parto que ela morreu ou então foi durante o puerpério essa é uma morte materna declarada já a morte materna tardia é o que é quando essa mulher morre por causa das obstétricas diretas ou indiretas depois de 42 dias do parto e menos de um ano depois da gravidez então quer dizer nós temos três cortes aqui não é da gravidez até 42 Dias uma morte materna atual digamos assim de 43 dias até menos de um ano não é até 364 dias é uma morte materna tardia e na próxima aula nós continuamos
aí com esses conceitos e sobre o protocolo de óbitos maternos