[Música] Olá pessoal na aula de hoje nós vamos falar sobre a jornada de trabalho aqui o foco de Marx é a história da luta de classes em torno da Adoração da jornada de trabalho o que importa é a narrativa histórica embora não seja aqui Desprovida de importância teórica nós vamos encontrar nesse capítulo uma profunda teorização da natureza do tempo e da temporalidade sobre o capitalismo e ao mesmo tempo vamos ver com mais clareza porque o modo de produção capitalista é necessariamente constituído pela luta de classes e se move no interior dessa luta a teoria do
valor trabalho trata do modo como tempo de trabalho socialmente necessário é incorporado nas mercadorias pelo trabalhador Esse é o padrão de valor representado pela mercadoria dinheiro e pelo dinheiro em geral o valor da força de trabalho por outro lado é simplesmente o valor daquela mercadoria vendida no mercado como força de trabalho embora seja uma mercadoria como outra qualquer em certos aspectos Ela também tem algumas qualidades especiais de caráter histórico e moral uma distinção falha entre o valor da força de trabalho e a teoria do valor trabalho pode acarretar graves equívocos partimos do seguinte pressuposto o
de que a força de trabalho é comprada e vendida pelo seu valor e de que o seu valor como de qualquer outra mercadoria é pelo tempo de trabalho necessário para sua produção este tempo de trabalho necessário equivale ao tempo de trabalho consumido para produzir as mercadorias necessárias à reprodução do Trabalhador num dado padrão de vida Marx supõe que esse valor seja fixo apesar de sabermos assim como ele que está em constante mudança dependendo do custo das mercadorias do grau de civilização e das condições da luta de classes no país os trabalhadores adicionam valor as mercadorias
no processo de trabalho até criar o equivalente exato do valor de sua própria força de trabalho suponhamos desmarques que isso ocorra depois de 6 horas de trabalho o mais valor sujo porque os trabalhadores trabalham além da quantidade de horas necessárias para produzir o valor equivalente de sua força de trabalho a variação da jornada de trabalho se move no interior de limites físicos e sociais Marx Imagina que uma discussão fictícia entre um capitalista e um trabalhador o capitalista como comprador da força de trabalho diz que tem direito de usá-la pelo tempo que puder Afinal como capitalista
ele é apenas capital personificado sua alma é a alma do capital e este tem um único impulso Vital que é o impulso de se auto valorizar de criar mais valor o capital é trabalho morto que como um Vampiro vive apenas da sucção do trabalho vivo e vive também mais Quanto mais trabalho vivo ele suga se o trabalhador faz pausas ou diminui o ritmo de trabalho ele está furtando o capitalista o capitalista se apoia portanto na lei da troca de mercadorias como qualquer outro comprador ele busca tirar o maior proveito possível do valor de uso de
sua mercadoria que é justamente a força de trabalho Marx não prega que a abolição do sistema de Salários mas ele quer que trabalhadores e capitalistas concordem em obedecer a lei fundamental da troca equivalente por equivalente a única coisa que importa é saber quanto de valor de uso ou seja a capacidade de incorporar valor nas mercadorias o trabalhador cederá ao capitalista Marques faz isso porque um dos objetivos principais do capital é desconstruir as proposições utópicas da economia política Liberal clássica em seus próprios termos o capitalista exerce seus direitos como comprador quando tenta alongar ao máximo a
jornada de trabalho a introdução da luta de classes Marca uma ruptura radical Com os alicerces da teoria Econômica clássica ela muda radicalmente a linguagem que a economia é descrita e altera o seu foco em cursos introdutórios de Economia é pouco provável que a duração da jornada de trabalho seja tratada como uma questão importante isso também não era discutido na economia política clássica no entanto a história foi palco de uma luta monumental e permanente em torno da duração da jornada de trabalho da semana de trabalho do ano de trabalho as férias pagas e também da vida
de trabalho que diz respeito à idade de aposentadoria e essa luta perdura até hoje isso constitui claramente um aspecto fundamental da história capitalista e uma questão central no modo de produção capitalista a teoria de Marx conduz diretamente a essa questão central isso acontece porque o valor é tempo de trabalho socialmente necessário o que significa que o tempo é essencial no capitalismo como diz o ditado tempo é dinheiro o controle do tempo em particular do tempo alheio tem de ser combatido coletivamente ele não pode ser comercializado portanto a luta de classes tende ocupar um lugar central
na teoria política econômica assim como em todas as tentativas de compreender a evolução histórica e geográfica do capitalismo Marx começa a observando que o capitalismo não é o único tipo de sociedade em que o mais trabalho e o mais produto são extraídos para o benefício de uma classe dominante onde quer que uma parte da sociedade detenha o monopólio dos meios de produção o trabalhador livre ou não tem que adicionar ao tempo de trabalho necessário a sua autoconceção um tempo de trabalho excedente a fim de produzir os meios de subsistência para o possuidor dos meios de
produção no capitalismo no entanto o mais trabalho é convertido em mais valor dessa forma a produção de um mais produto é um meio de capitalista obter mais valor e isso fornece qualidades particulares a exploração capitalista porque a acumulação de valor na forma dinheiro como vimos é ilimitada a medida de tempo é flexível ela pode ser esticada e manipulada para fins sociais essa manipulação social do tempo e da temporalidade é também um traço fundamental do capitalismo logo que a extração de tempo de trabalho excedente se torna fundamental para as relações de classes a questão a respeito
do que é o tempo quem o mede e como a temporalidade deve ser entendida passa para a linha de frente análise o tempo não é simplesmente um dado ele é socialmente construído está continuamente sujeito a reconstruções basta pensarmos aqui no setor financeiro e na mudança do padrão de tempo das tomadas de decisões que ocorreu nos últimos anos podemos citar aqui as leis fabris na grã-bretanha no século XIX essas leis refreiam o impulso do Capital por uma sucção ilimitada da força de trabalho mediante uma limitação compulsória da jornada de trabalho pelo Estado e mais precisamente por
um estado dominado pelo capitalista afinal de contas porque um estado governado por capitalistas e proprietários fundiários aceitaria o mesmo cogitaria limitar a duração da jornada de trabalho se até aqui só encontramos as figuras do trabalhador e do capitalista no capital O que faz o proprietário fundiário nesse capítulo o estado britânico da primeira metade do século XIX era essencialmente organizado pela relação de poder entre capitalistas e proprietários fundiários e seria impossível analisar a política desse período sem levar em conta o papel que aristocracia rural desempenhava nessa relação o poder dos trabalhadores ainda era secundário se o
trabalhador assim como a Terra é um recurso fundamental para a criação da riqueza nacional e se é super explorado e degradado a capacidade de manter a produção de mais valor é prejudicada mas também há interesse do Estado ter trabalhadores que possam integrar uma força militar efetiva a saúde e a boa forma física da classe trabalhadora tem portanto um interesse político e militar a implicação política que nós temos aqui é de que é militarmente perigoso permitir a degradação das classes trabalhadoras essa questão se tornou importante nos Estados Unidos durante a segunda guerra mundial em particular quando
se tratou de mobilizar indivíduos oriundos de populações pobres e em alguns casos racialmente distintas as leis fabris analisadas por Marx foram impostas pelo Estado britânico e concebidas por razões tanto econômicas quanto político militares para limitar a exploração do trabalho vivo e prevenir a sua degradação excessiva mas a lei é uma coisa a aplicação é outra bem diferente isso nos remete é importante figura dos inspetores de fábrica Quem eram e de onde eles vinham certamente não eram marxistas radicais eles vinham da burguesia profissional eram servidores públicos civis mas fizeram um belo trabalho de coleta de informações
e uma enorme pressão para disciplinar os interesses industriais segundo as exigências do Estado Marx não teria escrito esse capítulo sem as informações abundantes fornecidas por eles na grã-bretanha do século XIX havia fortes correntes do reformismo burguês que julgavam que algumas práticas laborais em vigor não deveriam existir numa sociedade civilizada isso traz para discussão aquele mesmo elemento histórico e moral que afeta o valor da força de trabalho embora o movimento operário estivesse crescendo ele não teria ido tão longe quanto foi sem ajuda do reformismo burguês em particular do setor representado pelos inspetores de fábrica esses inspetores
tiveram de enfrentar o problema da definição prática da jornada de trabalho a que horas os trabalhadores deveriam começar a trabalhar o tempo de trabalho começa a ser contado dentro ou fora da fábrica e as pausas para as refeições os capitalistas tentam aproveitar todo e qualquer momento do tempo de trabalho no processo de trabalho eles não só compram a força de trabalho de um trabalhador por 12 horas como também tende assegurar que cada momento dessas 12 horas seja usado com o máximo de intensidade isso é claro é a essência de um sistema Fabril disciplinador e fiscalizador
o capitalista quer o tempo Quero aqueles momentos que são os elementos do lucro isso é um corolário do fato de que o valor é tempo de trabalho socialmente necessário morrer por excesso de trabalho não é algo restrito ao século 19 os japoneses têm um termo técnico para isso karoche muitas pessoas morrem por excesso de trabalho e a vida de outras tantas É abreviada por isso e por causa de condições insalubres de trabalho Marx descreve o que acontece quando a relação de poder entre capital e trabalho torna-se tão distorcida que a força de trabalho é reduzida
a uma condição de degradação e até de morte prematura o capital que não é aplicado é capital perdido e capital importante lembrar não é uma máquina ou uma soma de dinheiro mas é um valor em movimento se a máquina não é usada é capital morto por isso a pressão para usá-la o tempo todo o problema é que os capitalistas em situação de concorrência entre si não podem deixar de forçar a super exploração de suas bases fundamentais de recursos que é o trabalho e a terra existe potencial para um conflito entre o interesse de classes dos
capitalistas por uma força de trabalho sustentável e seus comportamentos individuais de curto prazo diante da concorrência portanto algum limite tem de ser imposto na concorrência entre eles os proprietários de escravos desmarques podem matá-los por excesso de trabalho contando que tenham a mão uma fonte de escravos baratos Mas isso também vale para o mercado de trabalho Marx vai introduzir aqui um conceito importante ou de população excedente esse conceito permite aos capitalistas super explorar os trabalhadores sem levar em conta sua saúde ou bem-estar é claro que a população excedente tem de ser acessível ao capital essa população
põe em questão interesse do capitalista pela saúde pelo bem-estar e pela expectativa de vida da força de trabalho como seres humanos os capitalistas podem se importar com isso mas sendo forçados a maximizar o lucro em condições de concorrência Eles não têm escolha o capital não tem por isso a mínima consideração pela saúde e duração da vida do trabalhador a menos que seja forçado pela sociedade a ter essa consideração as queixas sobre a degradação física e mental a morte prematura a tortura do sobre trabalho o capitalista responde deveria esse martírio nos martirizar ele que aumenta o
nosso gozo o lucro de modo geral no entanto isso tão pouco depende da boa ou má vontade do capitalista individual a livre concorrência impõe ao capitalista individual como leis eternas inexoráveis as leis imanentes da produção capitalista os capitalistas tendo coração ou não são forçados pela concorrência a promover as mesmas práticas laborais de seus concorrentes esses concorrentes abreviam a vida de seus trabalhadores você também tem de abreviar assim funcionam as leis coercitivas da concorrência na época medieval era muito difícil que as pessoas trabalhassem como assalariadas quem não tirava seu sustento da terra tornava-se vagabundo mendigo ou
ladrão de estrada por isso criou-se uma legislação para codificar a relação salarial estender a jornada de trabalho e criminalizar mendigos e vagabundos e com efeito estabeleceu-se uma aparato disciplinar os vagabundos eram açoitados e amontoados antes de serem mandados para uma boa jornada de trabalho e nos primeiros decretos que datam de 1349 uma boa jornada de trabalho era definida como um dia de trabalho de 12 horas a falta de disciplina temporal era uma queixa frequente entre os administradores coloniais e esforços tremendos foram feitos para incutir nas populações locais uma disciplina laboral e um senso adequado de
temporalidade é como se nós tivéssemos aqui uma espécie de disciplinar no qual os trabalhadores têm de ser socializados e disciplinados para aceitar a lógica espaço temporal do processo de trabalho capitalista aqueles que não se sujeitam a essa disciplina são taxados de esquisitos ou mesmo de transgressores como destaca foucau e até mesmo Marx eles são chamados de loucos ou antissociais são presos e manicômios ou presídios amontoados humilhados e punidos ser uma pessoa normal portanto é aceitar certo tipo de disciplina espaço temporal que seja conveniente ao modo de produção capitalista o que Marx mostra é que isso
não é nada normal trata-se de um Construtor social que surgiu durante esse período histórico de modo particular e por razões particulares o tempo de trabalho na sociedades pré-capitalistas variável muito conforme a circunstâncias mas em muitos casos não ultrapassava quatro horas por dia e o resto do dia era destinada a socialização e a outras atividades que não poderiam ser chamadas de produtivas no sentido de contribuir para a sobrevivência material na forma atual de sociedade uma jornada de trabalho de quatro horas seria considerada ridícula despropositada e incivilizada ou que nos leva a questão sobre o grau de
civilização da nossa própria cultura pois bem ainda nesse estudo histórico Marx destaca que apesar de cada vez mais ricos capitalistas industriais tinham cada vez menos poder político em comparação com a aristocracia fundiária eles tentaram então reformar o sistema parlamentar para ter mais poder dentro do aparelho estatal para isso tiveram de travar uma série batalha contra a aristocracia rural e ao travar essa batalha buscaram apoio da massa da população em particular das classes médias profissionais e de uma classe trabalhadora articulada educada por seus próprios meios e artesanal em resumo a burguesia industrial tentou fazer uma aliança
com movimentos da classe trabalhadora artesanal contra a aristocracia fundiária e com as gerações em massa no fim dos anos 1820 impuseram a promulgação da reforma de 1832 que mudou o sistema de parlamentar a seu favor e liberou o Censo eleitoral concedendo aos pequenos proprietários o direito de votar a burguesia industrial conseguiu a maioria das reformas que desejava enquanto as classes trabalhadoras não obtiveram quase nada revoltados com a traição os trabalhadores organizaram o movimento político chamado cartismo para protestar contra as condições de vida da massa da população e as terríveis condições de trabalho nas fábricas enquanto
isso os aristocratas fundiários assumiram Uma posição ainda mais antagônica ao poder crescente da burguesia industrial entenderam a apoiar as demandas dos Trabalhadores em parte movidos pelo interesse Nacional militar mas também pela típica política aristocrática e descreviam-se como a boa gente paternalista que não explorava o povo como faziam os perversos industriais foi em parte Dai que saíram os inspetores de fábrica promovido pela aristocracia rural para contrapor o poder de uma burguesia Cruel nos anos 1840 a burguesia industrial viu-se pressionada por essa coalizão entre aristocracia fundiária e um movimento operário que Como dizia Marx tornava-se a cada
dia mais ameaçador versões mais incisivas da Lei Fabril foram propostas e aprovadas em 1844 47 e 48 nos anos 1840 várias reformas reduziram os impostos sobre a importação de grãos e isso teve um sério Impacto sobre a riqueza da aristocracia fundiária com o pão mais barato a burguesia industrial reduziu salários nos temos de Marx como parte do valor da força de trabalho era determinada pelo preço do pão a importação mais barata de trigo diminuiu o preço do pão e consequentemente provocou uma queda no valor da força de trabalho os industriais poderiam pagar menos a seus
trabalhadores porque esses trabalhadores precisavam de menos dinheiro para comprar o seu pão diário Nessa altura dos anos 1840 o movimento cartista se fortaleceu e as reivindicações dos trabalhadores e o movimento operário se intensificaram mas não havia uma aliança sólida contra eles porque os interesses industriais interesses burgueses e os interesses rurais os aristocráticos divergiam profundamente a burguesia industrial tentou mininar a prática das leis fabris dos anos 1840 aproveitando-se do fato de que os trabalhadores não tinham relógio os empregadores alteravam os relógios da fábrica para ganhar tempo extra de trabalho dividir um trabalho em pequenas partes e
empurravam o trabalhador de lá para cá e porções fragmentadas de tempo desse modo o trabalhador como um ator no palco participava de 10 horas de trabalho mas permanecia 15 na fábrica viesse forçado a engolir sua refeição ora nesse pedaço de tempo não utilizado ora no outro pedaço de tempo os empregadores usavam sistema de turnos Para confundir o tempo e denunciaram os inspetores de fábricas como espécie de Comissários da convenção que sacrificavam os trabalhadores a seus Delírios de reforma do mundo mas em 1848 aconteceu uma daquelas crises periódicas do Capitalismo Uma grande crise de super acumulação
de Capital uma enorme crise de desemprego em grande parte da Europa isso provocou o movimentos revolucionários intensos em Paris Berlim Viena e outros lugares ao mesmo tempo a mobilização cartista chegou ao auge na grã-bretanha a burguesia começou a temer o potencial revolucionário da classe trabalhadora em Paris em junho de 1848 os movimentos Operários que exigiam poder foram violentamente reprimidos estabeleceu-se um regime autoritário que se tornaria em 1852 o segundo império instituído por Luis Bonaparte dados mostram que até cerca de 1850 a ta mais valor no sistema Industrial britânico era terrível e as horas de trabalho
eram igualmente terríveis com consequências pavorosas para as condições de trabalho e vida mas essa super exploração diminuiu após 1850 sem nenhum efeito negativo sobre o lucro ou a produtividade isso ocorreu porque os capitalistas encontraram um novo meio de obter mais valor eles também Descobriram que uma força de trabalho saudável e eficiente com uma jornada de trabalho menor podia ser mais produtiva do que uma força de trabalho doente ineficiente dispersa com colapsos e mortes frequentes como Aquela que foi utilizada nos anos 1830 e 1840 os capitalistas puderam se gabar Dessa descoberta e de sua benevolência e
algumas vezes apoiar publicamente certo grau de regulação coletiva interferência do estado para limitar os efeitos das leis coercitivas da concorrência está claro que desde os tempos de Marx a dinâmica da luta de classes continua a desempenhar um papel crucial tanto na determinação dos dias semanas anos e vida de trabalho quanto no grau de regulação das condições de trabalho e dos níveis de Salários mesmo que em certos lugares e épocas as condições mais terríveis descritas por Marx tenham sido lentamente corrigidas as questões Gerais que ele descreve como por exemplo a expectativa de vida é muito menor
do que a média em muitas ocupações como mineração metalurgia e construção nunca foram resolvidas mas nos últimos 30 anos com a contra-revolução neoliberal que dá muito mais ênfase a desregulamentação e à procura de força de trabalho mais vulneráveis por meio da globalização houve uma diminuição daquelas condições que os inspetores de fábrica descreveram com tantos detalhes na época de Marx não é mais o trabalhador que emprega os meios de produção mas são os meios de produção que empregam o trabalhador essa mudança lógica e histórica ocupa o cerne de uma transformação radical na forma como modo de
produção capitalista tem de ser entendido em vez de serem consumidos por ele como elementos materiais de sua atividade produtiva são os meios de produção que consomem o trabalhador como fermento de seu próprio processo Vital e o processo Vital do Capital não é mais do que o seu movimento como valor que valoriza a si mesma E isso se segue do simples fato de que o valor dos meios de produção o trabalho morto congelado nas fábricas nos fusos e nas máquinas só pode ser preservado Para Não Dizer aumentado na forma de mais valor pela absorção da oferta
de trabalho Vivo Sempre Renovada para o cérebro burguês a conclusão é que os trabalhadores existem apenas para valorizar o capital por meio da aplicação de sua força de trabalho o capitalismo abomina qualquer tipo de limite precisamente porque a acumulação de dinheiro é em princípio ilimitada e nós finalizamos aqui esta aula Bons estudos a todos e até a próxima Inglaterra Industrial está em plena crise social em rádios as fábricas fecham portas umas atrás das outras são sobretudo fábricas de tecelagem algumas com mais de 200 anos de facto foi com o crescimento extraordinário da produção textil desde
o início do século 18 que tudo começou na sua base está a exploração de centenas de milhares de escravos negros nos campos de algodão do continente americano que fornecem a matéria-prima a um custo reduzido antes de qualquer Progresso técnico este crescimento do mercado texto locais a um tumulto na cadeia de fabrico [Música] até então proprietário da sua arte trabalhava em casa em família é uma forma de subcontratação ele comprou algodão ou linha em bruto ou um marcador da cidade e volta a vender ao Mercador o produto final [Música] mas em busca de um lucro mais
significativo o marcador inverso na compra de várias Artes junto num único local que chama Factory uma produção mais rápida e mais racional [Música] independente não tem como lutar para sobreviver tem direito a sua força de trabalho em troca de um salário é o chamado Factory a fábrica aquilo que chamamos Revolução Industrial começa por uma revolução Econômica a nova economia centrada no comércio e na busca pelo lucro máximo Também deixou a zona rural em alvoroço os Campos à volta de rádio ainda apresenta marcas disso antigo Mineiro que se tornou historiador Andreas fundação [Música] nestas altas da
Escócia numa linguagem mais Franca dizem limpeza como em limpeza étnica a limpeza fica cargo de homens armados aos serviços de um senhor local e encarregam-se discursar de suas casas Os Pequenos camponeses por vezes numa só noite e destroem as casas destes para os impedir de regressar os Camponeses são substituídos por ovelhas uma vez que o comércio de lá era então bastante rentável o lugar de Americana foi Limpo em 1848 historiadores [Música] os clientes deste Supermercado do Nordeste Inglaterra nem suspeitam que estão a pisar os vestígios de uma das fábricas mais antigas do Factor Richard foram
descobertos a quando da construção do supermercado e trataram depressa os cobrir deixando apenas estas chaminé que data de mais tarde respeitosamente restaurada fundada em 1690 a manufatura que fabrica pregos para marinha e correntes e ferro para o tráfico negreiro empregava 300 Operários as operações continuam a ser artesanais mas estão Reunidas num único espaço cercado por paredes o mestre de forja Crowley fornece a matéria-prima as ferramentas e o alojamento aos Operários o que permite controlar toda a vida destes as máquinas São ouvidas pela água do rio da Orient como os ruins de outra hora mas o
débito é regulado por uma rede complexa de canais e de bacias que permitem assegurar a continuidade da produção nos vestígios encontramos a assinatura do próprio Crowley que depois de domesticar a natureza decidiu domesticar os seus Operários é um pioneiro neste Campo o primeiro a pôr em prática a célula do humorista mais antigo que se conhece mais de uma centena de artigos que visam ofegar a nova classe operária à ordem da fábrica só o artigo 103 tem oito páginas onde aborda a questão do tempo metrópoles um filme de Fritz [Música] o controle do tempo é o
centro nevralgico da nova economia comercial o tempo de medido matematicamente que sincroniza tanto os homens como as partilhas o tempo dinheiro para uns até meados do século XIX algumas fábricas inglesas proíbem os operários de ter o seu próprio relógio correndo risco deste ser confiscado ou dever de despedimento o controle do tempo pertence aos patrões que não hesitam então a adulterar o relógio da fábrica adiantando os ponteiros de manhã e atrasando-os à tarde para roubar ao Operário alguns minutos infelizes no dia de trabalho pode chegar às 16 horas aos pais devemos acrescentar duas horas de caminho
até entre a fábrica e a casa comprar e fica com apenas 6 horas para recuperar eu estabelecer a força de trabalho para o dia seguinte o mesmo argumento é usado para manter os salários o mais baixo possível se O Operário ganhasse mais do que precisa para subsistir só trabalharia três dias e não saios e o capital investido em ferramentas da fábrica deixaria de funcionar também daí o argumento tantas vezes repetido pelos padrões nos tribunais Ingleses por semana está a privados dos seus lucros está robalos [Música] [Música] [Música] atualmente na Britânia José Pontes Operário temporário na
indústria agroalimentar [Música] e tal [Música] [Música] [Música] [Música] [Música] [Música] [Música] vou diminuir [Música] do início do século XIX quilômetros da antiga Aldeia de lanarca [Música] é o tamanho do local que não tem nada de excepcional para época junta as oficinas da fábrica e as casas Onde estão alojados os milhares de Operários e suas famílias que vão trabalhar e viver aqui até meados do século 20 é uma verdadeira cidade operária com a sua igreja e o seu cemitério onde ainda podemos ler os nomes de alguns camponeses das Terras Altas da Escócia vieram aqui parado [Música]
como todos os grandes tecelagens da altura no início do século XIX a energia continua a ser a tradicional a Inovação é mecânica primeiro a máquina de fiar Geni A Arte da Fiação automática que os usos generaliza no final do século 18 a máquina de fiar substitui a roca e acaba com o trabalho de dezenas mas também queria uma nova procura de mão de obra para relatar os fios que se partem é preciso ser muito pequeno debaixo das Máquinas uma prática corrente na altura a natureza do trabalho Muda aquilo que se chamava arte o conhecimento específico
do princípio ao fim perde valor [Música] nas novas fábricas mecanizadas o trabalho é dividido em trabalhos Operários cada um ocupa-se um fragmento da tarefa que a mecanização simplificou que tornou-se uma execução mais simples fazendo com que fica o alcance das mulheres e das crianças os operários especializados da altura seja como for os salários são tão baixos que a família só sobrevive se todos trabalharem para a fábrica as crianças trabalham a partir dos 5 anos a receber muito menos fazem tarefas embutidas nas dos adultos e também elas devem trabalhar até 16 horas por dia [Música] ainda
no final do século 19 o americano 12 crianças das grandes de selagens [Música] [Música] a tecelagem Danilo verdadeiro atração turística as pessoas iam admirar o seu relógio magnífico que dizias estava ligado às máquinas e permitem até medir o volume da produção mas a reputação danilona estava sobretudo associada a do seu dono Robert um patrão filantropo e inovador apaixonadologia uma ciência nova que associar faculdades humanas a diferentes zonas do crânio e aos seus relevos a partir desta visão materialista [Música] na fábrica inventa o Silent o vigilante silencioso um pequeno bloco de madeira pendurado por cima de
cada estação de trabalho cujas coloridas permite elas encarregados mostrar o desempenho do trabalhador Azul mediano Amarelo bom preto muito mal visível para todos o Silent queria dizer um novo espírito na empresa mas o grande é a escola gratuita e obrigatória para todas as crianças da tecelagem com o nome Instituto para formação de caráter é uma iniciativa única para época que os métodos mais modernos de ensino por imagens [Música] as visitas importantes é oferecido um espetáculo de dança desempenhada das crianças [Música] uma visão deste mundo novo com o qual o filantroponia mas que queria por vezes
um sentimento de mal estar [Música] ao ver aquelas crianças a manobrar como a regularidade perfeita diz o amigo netas estavam a ser movidas elas mesmas pela grande engrenagem da fábrica [Música] ontem um controle absoluto como se fosse dono de uma plantação com os Cravos [Música] [Aplausos] mas é melhor uma tirania para treinarista do que uma simples tirania como é que estão sujeito dos Operários Ingleses durante o século 18 as associações de Operários são proibidas por lei pois prejudicam a liberdade comercial só as profissões mais antigas estão organizadas como os distribuidores de carvão de Londres que
fazem entrada a palavra Strike escreve na língua inglesa a quando da grande greve de 1768 quando o obrigaram os barcos a baixar as velas Strike Sales para os imobilizar no caixa não havendo greve recorde a formas de Luther dadas da tradição Rural como tinha antiga espontânea selvagem provocado pela forma provavelmente do preço do trigo e muitas vezes liderado por mulheres atacam os especuladores e exigem preço justo a insegurança social é total sem contrato sem proteção à Mercedes flutuações do mercado O Operário e vir sobre constante ameaça do pior cair na pobreza absoluta que uma outra
série de leis as chamadas leis dos Pobres consideram delitos Operário está condenado ao work House casa de trabalho uma cadeia de trabalhos forçados para adultos e crianças entre as leis que proibiam sindicatos e as leis que criminalizavam a pobreza os operários que não têm direito a votar ficam prisioneiros de uma verdadeira canga Legislativa és o verdadeiro enorme o grande martelo que os habitantes Diogo no norte da Inglaterra usam em 1812 para destruir as máquinas novas que ameaçam sua sobrevivência atualmente o martelo está numa vitrine no Museu da Rádio civil rodeado depois matracas das forças da
Lei e a Espada de um dos Soldados que o governo enviou aos milhares para acabar com a maior Insurreição que a Inglaterra tinha visto desde o século 17 os insurgentes são artesãos da lá cardadores e dos criadores que tosquiam a lá para deixar mais lisa com tesouras pesadas cuja manipulação exige muita força e Arte a tosquiadora mecânica não precisa nem de uma coisa nem da outra [Música] em 1812 o seu uso começa a espalhar superior em poucos meses várias centenas de tosquiadoras mecânicas são distribuídas [Música] os fabricantes oferecem Recompensas o exército ocupa a região e
o Parlamento a quebra de máquinas prende-se julga-se mas o movimento não é apenas corporativista [Música] só o general lado pode dar alegria aos pobres diz este passo por uma reunião secreta por mim as únicas imagens que temos dos insuficiente luditas são as propaganda governamental que os créditos covardes disfarçados de mulher para atacar [Música] meu [Música] [Música] para os ataques mais espetaculares várias centenas de luditas à volta de rádio disciplina é quase militar todos os presentes prestaram juramento um gesto que os incentivam ainda mais uma vez que uma nova lei por esse juramento de legais com
a deportação para as colônias [Música] [Música] industrial os luditas poderão combate contra a mecanização e a sua história foi ocultada por movimento operário acalentado pelo respeito técnico sobram apenas alguns monumentos locais como este Marco À Volta do qual ele se reuniram para um ataque foi em 1812 e o Marco estava no meio do campo na altura em 1847 30 anos após a insurreição a Revolução Industrial mostra o seu rosto com o fundo das chaminés das fábricas e o Comboio que passa ao longe a energia a vapor substitui a antiga energia hidráulica e fixa a imagem
do mundo industrial para o século que se segue símbolo de modernidade e Progresso a energia evapora é uma mina de ouro para os caricaturistas [Música] Operários as coisas não são risonhas a introdução da energia a vapor obriga os aparelhos a rivalizar com máquinas com uma potência e uma velocidade de 10 vezes superior [Música] [Música] é o preço pagar pelo progresso técnico Bia Neto Rodrigues na física que eu já vi a adorei não importa [Música] [Música] no atos tomou uns diretos destes lutas alemães mas o romance da época [Música] historiadores online [Música] [Música] [Música] os Direitos
do Homem e do Cidadão a Inglaterra esta linguagem é adotada por um pequeno grupo de radicais artesãos escritores entre os quais o grande poeta when Blake que faz uma crítica violenta do Factory System das suas grandes fábricas que apelida de Moinhos de Satan os ricos cantam louvores a Deus ao padre e ao rei que constroem o seu paraíso sobre a nossa miséria diz um dos seus poemas que se declara em 1794 restringem estes revolucionários a propaganda governamental não se retrai contra os filhotes sanguinários e os Defensores satânicos do sufrágio Universal [Música] o seu alvo é
sobretudo Thomaz altura do panfleto os Direitos do Homem publicado em 1794 como a tiragem de 200.000 exemplares amplamente divulgado entre os minérios os operários causou desespermas das autoridades defensores gostariam após o fim da guerra com a França e o fracasso da Insurreição ludita as ideias radicais voltam a aparecer e propagam-se entre os operários graças a vários jornais Ilegais com títulos agora Medusa estes jornais são sistematicamente proibidos o jornalistas detidos e os vendedores condenados a serem chicoteados em público os operários não têm de pensar declaram ordem inglês tal como os Lords não tem que trabalhar em
artes e máquinas ideias radicais emergem o mundo divide-se em duas grandes classes os que produzem a quase produtiva e os que desfrutam os parasitas pode ser lido na orgânico 1818 0 [Música] [Música] e agosto de 1819 60 mililários e artesãos reúnem-se semanas para ouvir o céu por orador radicalmente e reclamar a democratização política bem como o direito ao voto para todos o exército carrega sobre a multidão E faz 15 mortos o governo mostra estar disposto a esmagar qualquer manifestação pacífica com o mesmo vigor da Insurreição [Música] O Massacre da praça sentira recebeu [Música] quatro anos
antes a memória das vítimas é celebrada nesta Tarja política conservada no Museu das rádios Field a poucos passos de distância e do martelo do Tita data de 1820 estará presente em todas as manifestações operarias do século XIX reclama o sufrágio Universal a liberdade para Inglaterra Escócia e a Irlanda abolição da escravatura não sou eu um homem um irmão formulada com base na linguagem da Bíblia esta reivindicação será o legado das primeiras gerações de Operários ingleses para as gerações seguintes querer ser reconhecido como igual seres humanos por inteiro homem entre os homens bicho Leilões [Música] seria
que é legionis são infinito