[Música] olá sou professora gabriela cantar é professora do departamento de geriatria e cuidados paliativos da faculdade de medicina da ufmg e hoje nós vamos falar um pouco sobre delírio em delírio é diferente de delirium devido a uma síndrome clínica que não é exclusiva no idoso mas é mais prevalente nos idosos é uma síndrome geriátrica extremamente comum mas sub-diagnosticada o delírio é potencialmente grave e evitável muitas vezes e geralmente é de etnologia multifatorial ele desencadeia uma cascata de eventos que pode culminar com comprometimento da qualidade de vida do idoso qual é a definição de delirium tenho
várias alterações que são características dessa síndrome primeiro alterações da consciência e da atenção alterações cognitivas alterações da senso percepção perturbações psicomotoras alterações do ciclo sono vigília e distúrbios de comportamento e de humor dentre as alterações de consciência eu posso ter uma redução na clareza da consciência em relação ao ambiente e na atenção uma redução da capacidade de direcionar focalizar manter ou deslocá atenção às alterações cognitivas podem ser eles orientação tempo espacial comprometimento da memória do pensamento e do juízo crítico nas em sua percepção posso ter ilusões delírios alucinações perturbações psicomotoras podem contê ipo ou hiperatividade
e mudanças imprevisíveis de uma pra outra alteração do tempo de reação do paciente aumento ou diminuição do fluxo da fala intensificação da reação do susto nas alterações do ciclo sono-vigília a característica troca do dia pela noite de distúrbios de comportamento do humor como depressão a ansiedade medo e irritabilidade euforia apatia ou perplexidade geralmente o delírio é de início agudo ou subir agudo e tem um curso flutuante ao correto dia então é muito comum o paciente intercala os períodos de agitação psicomotora de confusão e todas as características do delírio com períodos de lucidez durante o dia
e normalização e o diagnóstico síndrome pode ser feito mesmo que a causa base não esteja completamente esclarecido ela vai ser identificada e pesquisada mas ela pode não estar estabelecida para que seja feito o diagnóstico do delírio a gente tem a ferramenta de confiança na cef mesmo método que é o cam para diagnóstico do delírio eu preciso dos critérios um e dois associados a três ou quatro quem são os dois critérios necessários para o diagnóstico do the line primeiro início agudo e segundo déficit de atenção o distúrbio de atenção no início agudo são condições necessárias para
se fazer o diagnóstico eles precisam ser associados ou com o pensamento desorganizado que é o terceiro critério ou alteração do nível de consciência que pode ser desde estado de agitação até o coma isto por estágios de letargia as taxas de prevalência de delírio em idosos são altíssimas tanto em unidades de internação quanto em unidades de terapia intensiva nos nas unidades de cuidados paliativos a prevalência pode chegar até 83% e nas unidades de atendimento de urgência até 25% no diagnóstico de delírio é importantíssimo afastar medicamentos como fator precipitante e é preciso diagnosticar a outros fatores que
podem estar contribuindo para o início daquele quadro de delírio é necessária uma história clínica completa o exame físico pormenorizado o exame neurológico o toque retal a avaliação geriátrica ampla e podem ser necessários exames complementares para identificar o fator precipitante então no caso dos idosos nós temos os fatores que são predisponentes ou seja que aumentam a chance do paciente evolui com quadro de delírio que são inerentes a ele como demência déficit visual e auditivo história de utilizamo várias doenças crônicas as mobilidades insuficiências orgânicas o uso de polifarmácia depressão fragilidade desnutrição o paciente com declínio funcional ou
com imobilidade são pacientes mais sujeitos a evoluírem com de nirim e nós temos os fatores precipitantes os principais são os medicamentos e é importante ressaltar que é tanto a introdução quanto à retirada de medicamentos em uso as infecções etilismo distúrbios hidroeletrolíticos distúrbios ácido-base anemia impactá são fecal pós operatório situações de hipóxia ou e província e mia crises tirou tóxicas descompensações de doenças subjacentes como insuficiência cardíaca enfarte agudo do miocárdio tromboembolismo pulmonar acidente vascular encefálico ou arritmia insuficiência hepática ou renal nós temos os modelos multifatoriais deliram que relacionam a vulnerabilidade do paciente ao delírio e o
fator precipitante ou seja pacientes que têm idade de 12 duas são jovens com baixa carga de comorbidades são pacientes com baixa vulnerabilidade ao delírio ou seja os fatores precipitantes tem que ter uma alta carga para precipitar o delírio tem que ser casos graves por exemplo casos de sexy já nos idosos pacientes com demência pacientes têm que tem multimorbidade se tem uma altíssima vulnerabilidade para desenvolver delírio então mínimos fatores precipitantes podem levar ao a evolução pro delírio ou c já uma baixa exposição a um medicamento que tem um potencial anticolinérgico pode ser suficiente para precipitar o
delírio nesse paciente os fatores príncipe perpetuam antes ou seja o paciente que já está em delírio é existem fatores que perpetuam essa situação ou seja não descobrir qual é a causa precipitante estado de desidratação de distúrbios eletrolíticos a manutenção em poucos e mia manutenção dos medicamentos que estão desencadeando precipitando a imobilidade as invasões de que são séka características de internações hospitalares como sondas cateteres contenção física ou seja restrição mecânica é um fator perpetuador do delírio e é muitas vezes feito em ambiente de assistência hospitalar ambientes poucos pouco familiares isolamento ou seja a própria internação pode
perpetuar o delírio estados de hiperestimulação às vezes a luminosidade por exemplo ruídos e o delírio um terminal de pacientes que estão em cuidados paliativos que podem ter o delírio perpetuado nós temos basicamente três tipos de delirium imperativo em que o padrinho que o paciente apresenta um quadro de agitação psicomotora com estado de alerta elevado inquieto agitado com alucinações e comportamentos inapropriados nós temos o delirium hipoativo que é mais subdiagnosticado ainda que é um quadro em que o paciente apresenta letargia sonolência fala incoerente falta de interesse muitas vezes é passa despercebido a olhar da equipe multiprofissional
e o delírio misto com que oscila períodos em hiper atividades e hipoatividade existe um diagnóstico diferencial de de niro importantíssimo de ser estabelecido que é o de demência nós temos no paralelo entre os dois diferenças importantes que devem ser consideradas para o diagnóstico de um ou de outro o início do declínio mas e agudo encontro enquanto a de a demência tem um início insidioso e progressivo o curso do delírio costuma ser flutuante nas 24 horas a demência tem uma piora progressiva ao longo do tempo a duração do delírio costuma ser de dias as semanas enquanto
na demência de meses a anos é uma situação crônica a atenção no delírio é muito prejudicado enquanto na demência pode ser preservada exceto nas fases graves avançadas da demência a consciência no delírio geralmente está alterado enquanto na demência preservada a psicomotricidade geralmente no delírio tá aumentada ou diminuída ou seja pode oscilar de acordo com o delirium ser hiperativo ou hipoativo e na demência costume está inalterada a reversibilidade do delírio é possível e infelizmente na demência não há possibilidade ainda de reversibilidade geralmente existe um fator que desencadeia que precipita o delírio enquanto na demência não existe
esse fator ea funcionalidade no delírio pode ser preservado até o início do quadro enquanto na demência na evolução é ocorre uma piora lenta e progressiva os exames complementares solicitados nos casos de delírio importante laboratório hemograma glicemia uréia creatinina função hepática eletrólitos enzimas cardíacas para diagnóstico diferencial de síndrome coronariana aguda é funções tireoidianas urina ou seja é segurou cultura raio x de tórax eletrocardiograma vocês percebem que os exames complementares são muito voltados para identificação de qual é o fator precipitante do delírio no caso outros exames que podem ser solicitados em casos específicos gasômetro e arterial exames
de imagens e fálicos em uma cultura exame e core cueca o card o grama e níveis séricos de medicamentos e metais pesados e o eletroencefalograma que são raramente necessários na avaliação dele para tratar como é que eu vou tratar o delírio o principal é o tratamento do delírio é dado pela identificação e tratamento da causa base do fator que precipitou a suspensão ou redução da dose da quantidade de medicamentos dos cuidados gerais em relação à dor nutrição e hidratação oxigenação e manuseio da agitação e dos distúrbios da percepção e do comportamento que podem ser feito
tanto com medidas farmacológicas ponto com medidas não farmacológicas nas intervenções não farmacológicas para a cognição é importante modificar o ambiente reduzir ruídos melhorar a iluminação os estímulos fazendo é comum durante a madrugada se administrado o medicamento no paciente paciente despertado é a send da luz então essas coisas podem contribuir a orientação do paciente explica aqui tudo que está sendo feito pra ele em linguagem simples para que ele consiga compreender permitir a presença dos familiares e controlar as visitas que podem ser fatores estressores corrigir deficiências sensoriais ou seja trazer para a internação os óculos as próteses
auditivas e é retirada de rolhas de cerume que podem alterar a sentença foi excepção do paciente a manutenção do sono não acordar pra dar medicamentos são medidas simples que muitas vezes podem ter um impacto importante estimular a mobilização evitar contenção física a restrição mecânica do paciente não deve ser feita nos casos de vermelho a hidratação com nutrição tratador otimizar a prescrição e controlar e fazer sempre as as avaliações de eliminações fisiológicas e à higiene nesse paciente farmacologicamente para controle sintomático da agitação psicomotora nós podemos usar os antipsicóticos principalmente os antipsicóticos podem ser típicos ou atípicos
dentre os típicos o pão o uso o agente de escolha é historicamente é mais utilizado é o haloperidol ter cuidado com os efeitos da pena tais prolongamento de que terei em risco de síndrome neurológica maligna e nós temos os antipsicóticos atípicos que os mais utilizados são a quetiapina respiridona e ou lançar pina que podem ser utilizados em alternativa são administrados por via oral e podem ser administrados com o paciente nos casos de agitação psicomotora aguda é importante dizer que o haloperidol havia de escolha preferencial é a via intramuscular e não endovenosa avião do velloza é
mais próximo gênica e tem uma uma duração de ação reduzida em relação à via intramuscular que é mais segura como é que eu vou prevenir o dn não é possível prevenir sim a gente falou que são causas potencialmente evitáveis nesta as causas que precipitam delirium então primeiro identificar o paciente que tem risco ou seja fazer uma avaliação geriátrica ampla identificar o fato os pacientes que têm fatores predisponentes aumentados avaliar e otimizar a prescrição do paciente reduzir os medicamentos potencialmente inapropriados para idosos reduzir os medicamentos potencialmente anticolinérgicos que podem precipitar o menino orientar os familiares em
relação àquelas medidas não farmacológicas de manter o paciente é orientado em tempo espaço de manter o paciente com suas próprias e seja prótese de óculos para visão ou prótese auditiva pra a audição manter as atividades terapêuticas com estimulação cognitiva estimulação social do paciente fazer a mobilização precoce fisioterapia e evita a imobilidade essas questões são muito comuns de acontecer no paciente hospitalizado acha que o paciente precisa ficar no leito deitado todo momento não estimular a mobilização desse paciente utilizar protocolo de tratamento não farmacológico da insônia que pode precipitar odenir em também têm assistência alimentação gesta hídrica
suporte nutricional tratar a dor também pode ser um fator precipitante perpetuam antes do delírio e fazer a triagem com o campo que a nossa ferramenta para identificar os pacientes que já estão em delírio e fazer o manejo apropriado busca pelos fatores precipitantes tratamento das causas de base e utilização de medidas não farmacológicas para o manejo é isso que a gente tinha pra conversar hoje obrigado [Música]