Me cham de big banguista. Big Bang. Você acredita no Big Bang? Cara, não é, não é a questão, não é acreditar. O lance, o modelo, né, que a gente chama do Big Bang, é aquele que tem mais evidências. Existem vários outros modelos. Existem pessoas que trabalham com o modelo que a gente viver dentro de um buraco negro. É um modelo que é que é considerado. Tem o modelo famoso da simulação. Pedrão pode explicar o da simulação que é legal para Caramba. Mais provável a gente viver numa simulação do que não viver numa simulação. E esse
o universo se expande, ele se expande a partir de um centro. A gente achou esse centro? Essa é uma talvez a pergunta que é mais feita. Fala aí, Pedro. É assim. Eh, o universo não tem um centro, porque a gente só tem um buraco, sabe? Tipo, o ser humano, ele é tipo uma rosquinha de carne em volta do trato digestório, assim. Então, topologicamente falando, tô bugada, É tipo uma rosquinha de carne, tipo, é, é isso aí. É, eu acho que a probabilidade de existir vivida no universo, em outros lugares fora da Terra, obviamente, é maior
do que de não existir. Não existe nenhum impedimento das leis da natureza de viajar pro passado. Sim. Estranho, cara. Agora foi não é inscrito no canal ainda? Aí é complicado, bicho. Já se inscreve e deixa aquele like. Bora Aprender. Quais são as teorias mais aceitas do que é o universo, do seu começo, do princípio? Como ele ele começou? Vai ter um fim? Ele se expande, depois ele retrai? Será que vivemos um buraco negro? Quais são as teorias mais aceitas? Isso é é muito bom pontuar, porque muita gente me chama, por exemplo, me chamam de big
banguista. Sabia virou uma coisa ruim assim que tem uma criança no Big Bang. É, você acredita no Big Bang, cara? Não é não é A questão não é acreditar. O lance é que o astrônomo, astrofísico e o pessoal que mexe com cosmologia, eles vão atrás de evidências. Se você começar a procurar e tal, o modelo, né, que a gente chama do Big Bang, é aquele que tem mais evidências. Expansão. Quando você observa galáxias distantes, você vê elas elas se elas se afastando da gente. Quanto mais distante elas afastam, mais rápida. Tem a questão também de
a quantidade de matéria no universo, de Hidrogênio, de lítio, de alguns elementos químicos assim que estão de acordo com o modelo do Big Bang. Muita coisa que a gente observa tá de acordo, ele responde tudo, não, ele tem vários problemas. Tanto que durante a sua existência, tivemos que colocar coisas ali para ajustar o modelo, como matéria escura, energia escura, para que são coisas que a gente não sabe nem se existe, mas que elas ajudam ali aquele modelo persistir. Mas lembrando que ele Eh é um dos modelos para explicar o início do universo. Existem vários outros
modelos. Existem pessoas que trabalham com o modelo da gente viver dentro de um buraco negro. É um modelo que é que é considerado. Tem o modelo famoso da simulação. Pedrão pode explicar o da simulação que é legal para caramba. É mais provável a gente viver numa simulação do que não viver numa simulação. Essa teoria que o Bruno gosta. É essa aí. E aí eu eu gostaria Até de apontar uma coisa sobre o Big Bang que eu consigo imaginar algumas pessoas talvez fazendo essa pergunta nos comentários agora, que é em relação às recentes observações do James
Web. Talvez provavelmente tu tá recebendo muitos comentários assim também, né, Sérgio? É do começo do do universo. Seria isso ou não? Surgiram muitos artigos recentemente falando que, ah, não, o James Web provou que o Big Bang tá errado. E na verdade isso vem de um Desentendimento de o que que o Big Bang se propõe a explicar. Eu, inclusive a gente tá fazendo um vídeo no censo todo dia sobre isso, que vai sair nas próximas semanas. E basicamente o problema todo surgiu por causa do seguinte. O James Web enxerga o mais longe que a gente já
pôde ver com o telescópio, principalmente porque a região dele de captura é no infravermelho. Então a gente consegue ver as galáxias mais distantes e as os Primeiros fótons praticamente que surgiram no universo. E com isso a gente viu galáxias que parecem ser muito maiores do que a gente esperava que elas pudessem ser. Então isso parece colocar em cheque a teoria do Big Bang, porque ah, como assim as galáxias eram assim grandes se elas tiveram só pouquíssimos milhões de anos para se formar? Isso não deveria ser possível. Mas na verdade isso não é um problema com
o modelo do Big Bang. Porque o modelo do Big Bang a Gente já sabia que era um problema aberto a formação de galáxias. Não é algo novo que o James Web deu pra gente. Então, por isso que essas notícias que geralmente falam que o James Web provou que o Big Bang tá errado, na verdade não são assim boas notícias, sabe? Não é bem isso, porque os cientistas já sabiam, a comunidade astronômica já sabia que a gente tinha que descobrir muito mais coisas sobre como as galáxias se formam e tinha muito mais perguntas ainda para Serem
respondidas. Então, por conta disso, acho que gerou esse burburinho na mídia, mas é sempre a mídia fazendo o papel dela, né? Então, perdão, ainda mais quando fala disso, né? Ontem eu soltei um vídeo até ontem mesmo que de uma galáxia recente que o James Web descobriu que ela é muito até pro pessoal entender, né? uma parte um pouco técnica que é o seguinte, por que que a formação de galáxia ela tá muito ligada ao modelo do Big Bang? Porque paraa galáxia se formar, elas se formam num lugar do universo que a gente chama alo de
matéria escura. Então, o que que é um de matéria escura? Isso de acordo com o modelo do Big Bang, tá? O que que é o de matéria escura? É como se fosse um poço gravitacional aonde a matéria normal, chama bariônica dentro da astronomia começa a se acumular. Então esse poço gravitacional começa a acumular muito gás, muito gás, muito gás, até que transforma numa galáxia. O Problema é o seguinte, o James Web, ele observou uma galáxia que, de acordo com o modelo, e aí você roda, tem vários e vários modelos, simulações computacionais muito grandes e rodam
esses modelos de alo de matéria escura, não teria tempo suficiente para uma galáxia daquele tamanho que o James Web observou se formar dessa maneira. E aí entra uma outra coisa um pouco técnica. Quando a gente fala do modelo que rege o universo, esse modelo ele tem um nome, a Gente fala Big Bang, mas ele tem um nome, ele chama lambida CDM, aonde o lambda quer dizer energia escura e o CDM quer dizer matéria escura fria, cold dark matter. Aí qual que é a conclusão do artigo que o pessoal chegou? Que a gente vai ter que
bolar. Pode ser que exista uma outra explicação para esse modelo aí que em vez de ser uma matéria escura fria, pode ser uma matéria escura quente, que existe esse modelo, warm cold, entendeu? E será que o universo Não pode ser mais velho? Porque se não deu tempo, devido a explicação, não seria uma outra provável hipótese ou não? Também pode ser também. Aí daí tem que, o problema é que aí a gente tem um limite tecnológico, igual o Pedro falou hoje. Hoje o que a gente tem é o seguinte, o James Web ele, o universo, vamos,
vamos contar a história inicial, né? Ele começou com o Big Bang, ele ele expandiu rapidamente, de repente ele meio que desligou. A gente chama de de Era das trevas. Qual era o tamanho antes de se expandir? Por exemplo, era um átomo que começou a se expandir. Tem alguma estimativa disso? Era menos do que um átomo, era muito mais denso. Então, durante a era da inflação, o universo foi mais ou menos do tamanho de uma laranja pro tamanho de uma galáxia, se eu não me engano, na ordem de 10 elevado a -3 e alguma coisa segundos.
Foi muito rápido. É, é assim dizer que é um piscar de óleo seria mentira. É muito Mais rápido do que isso. É quase infinitamente mais rápido do que isso. Então assim, o universo era uma coisa muito pequena e vira uma coisa muito grande, muito rápido. Na verdade, esse ponto aí onde o universo começou, a gente chama de singularidade, que é um uma região, né? É matematicamente definido, né? Então, a singularidade é uma região ali onde você tem uma grande quantidade de matéria concentrada num volume muito pequeno. Ou seja, a Densidade desse ponto, ele tende ao
infinito. Ela tende ao infinito. Você tem muita massa, densidade é massa sobre volume. Então você tem muita massa num volume que tende a zero. Então a densidade tende ao infinito. É isso que a gente que a gente fala com a singularidade, que é aí que seria o início do universo. Por isso que existe a teoria do da gente viver num buraco negro, porque um buraco negro é a mesma coisa. no centro tem uma singularidade. Mas, ó, até pegando um ponto disso, dessa expansão inicial do universo, porque há pouco tempo eu li um livro chamado A
era Era das máquinas espirituais de um autor e chamado Hey Kswell, e ele começa o livro falando de uma lei que, se eu não me engano, ele chamou de lei do tempo e do caos. E ele coloca esse início do universo falando que no começo foi tudo muito, muito rápido. E o que a conclusão dessa lei é que quanto maior o caos, maior o tempo Para as coisas acontecerem. Então ele fala que no começo, como o universo era um ponto microscópico muito denso, você tinha pouco caos porque tava tudo muito muito concentrado. Então as coisas
aconteciam de maneira muito rápida. Hoje ele fala que o caos é tão grande, a entropia é tão grande, que demora muito mais para as coisas acontecerem no universo. Só que em oposição ele pega a Terra, ele fala que a Terra não é um sistema fechado que tende a entropia, é Um sistema aberto, ela é influenciada por outras coisas. E na Terra, ao contrário, o caos foi diminuindo e a ordem foi aumentando. Ele usa a evolução da vida biológica para testar isso. Ele fala: "Olha, bilhões de anos sem vida, de repente organismos unicelulares, mais alguns bilhões,
pluricelulares, alguns milhões, começa a vir e peixe, anfíbio, rptil, mamífero, cada vez mais rápido." Aí ele acaba o livro, é dos anos 2000 o livro falando que a nova etapa da Evolução seria um asias, que a gente tá criando uma nova etapa de evolução. Mas essa lei do tempo e do caus, ela tá correta. as coisas demoram mais para acontecer hoje em dia por conta do do tamanho que está o universo, o caos que ele tem. Ah, sim, né? É, eu não sei o quanto que isso influencia, por exemplo, reações químicas ou físicas no nosso
universo, mas pegando um gancho dessa, desse conceito de diminuição de entropia local na Terra, isso inclusive é uma das Maiores, digamos, eh falácias que o pessoal às vezes tenta usar para falar contra o Big Bang, que é como que uma explosão gera, por exemplo, seres humanos e um planeta perfeito com oceanos e tudo mais, como que surge, tipo, ordem a partir do caos. E a resposta é que sim, a entropia de um sistema fechado sempre tende a permanecer a mesma ou aumentar, mas a Terra não é um sistema fechado. Pra gente fazer esse eh essa
diminuição de Entropia, essa criação de ordem a partir do caos no nosso planeta, a gente tá literalmente roubando energia do sol. Então o sistema como um todo tá tendo um aumento de entropia e ele tende a um sistema ainda mais caótico. Ele tende a aumentar o caos dele. Só que a gente tá constantemente roubando energia do Sol para fazer ordem aqui na Terra. Por isso que a gente consegue ter seres humanos, planetas, por isso que a gente consegue ter, sei lá, vida inteligente, Futuramente, quem sabe IAS, coisas do tipo. Então essa é a resposta, digamos,
de porque uma explosão, tipo Big Bang consegue gerar caos em alguns lugares e ordem em outros. Bom, e voltando a essa ideia que a gente tava falando dessa expansão do universo, ela tá acontecendo ainda? Porque você falou que as galáxias estão se afastando. Sim, essa éí uma das verificações até que que corroboram o modelo do Big Bang. Sim. Está se acelerando ou diminuindo? acelerando, Acelerando. Só que essas coisas até pro pessoal entender, foram coisas que foram sendo. E aí que entra um ponto importante com relação até ao James Web, né? A as coisas foram acontecendo
assim na nossa história humana, né? Não é do dia paraa noite. Por exemplo, o Einstein, quando ele bola a teoria da relatividade, o Einstein falava que o universo era estacionário. Você vai falar que o Einstein tava errado? Não tava, cara. Porque na época que o Einstein viveu, não existia galáxia como a gente conhece. As galáxias foram ser descobertas da maneira como a gente conhece em 1929. O Einstein já tava já tava velhinho ali para quando descobriram quando ele bolou a teoria o universo não existia galáxia era tudo todo o universo era dentro da nossa galáxia.
Aí em 1929 o Edwin Hubble com usando o maior telescópio do mundo. E aí tem um paralelo porque a astronomia ela depende muito da tecnologia. A gente não Tinha tecnologia para ver as coisas que a gente via. Em 1929, lá em no Monte Wilson, na Califórnia, ele conseguiu ver estrelas na galáxia de Andrômeda e mediu a distância. E aí ele falou: "Isso aqui não pode ser na nossa galáxia, uma distância muito grande". E aí que veio a ideia de ter outras galáxias no universo. E aí, pronto. Mas aí ter galáxia é uma coisa. Depois o
próprio Rubble foi lá e mediu que quanto mais longe uma galáxia tava, mais rápido ela Se afastava da gente. Aí ele criou uma lei chamada lei de rubble e tudo que a gente usa para calcular a distância. E isso ficou durante muitos e muitos anos. Até que em 2008, né, 98, né? Acho que 98 foi quando descobriram a expansão. A expansão já tinha sido descoberta. Só que por quê? Porque a gente conseguia observar um número limitado de galáxias. Depois, com o telescópio espacial Rubble e tudo mais, a gente conseguiu observar muita galáxia. E aí os
pesquisadores Descobriram que além do universo est expandindo, ele ainda se expande de maneira acelerada. Então esse negócio da aceleração da expansão do universo é um negócio relativamente novo, não é um negócio desde sempre. Então o que acontece aí? Você vai falar assim, o Einrado, tava pro universo que ele que ele via que existia para ele, era aquilo ali. Depois vem o o Edwin Humble. Ah, isso não tinha expansão acelerada. Aí você vai falar que o Hubble tava errado Nas conclusões dele, não tava. Agora o mais interessante de tudo isso é a volta que essas coisas
dão. Fator que faz o universo expandir de forma acelerada, que a gente chama de energia escura, pode ser algo que o Einstein apagou lá atrás. Quando ele ele deduziu o universo com base na relatividade, apareceu um termo que ele chamou de constante cosmológica, só que ele pensou que tava errado. E ele tirou por quê? Porque o universo para ele era aquilo ali, falou: "Isso aqui não existe." Aí ele tirou da equação dele. Quer dizer, ele descobriu, mas deixou quieto que ele falou: "Não, tô viajando aqui". Examente. O mais interessante que ele descobriu com base na
lógica. É nas sem ver nada, só com cálculo. É. E aí tem hoje existe essa uma grande vertente aí que diz que a tal da energia escura que a gente não sabe o que que é que tá que a energia escura o que que ela faz? Ela acelera a expansão do universo. Basicamente é isso. Muita Gente acha que pode ser a constante cosmológica na adequação do Einstein. Por isso dizem que até quando o Einstein erra ele acerta. É porque voltou a constante cosmológica na forma do desse dessa desse parâmetro. E se o universo se expande?
Ele se expande a partir de um centro. A gente achou esse centro. Essa é uma, a, talvez a pergunta que é mais seita. Fala aí, Pedro. É assim, eh, o universo não tem um cent. É mais fácil talvez imaginar a expansão do universo Como imaginando um balão enchendo. Quando a gente tá na superfície do, imagina que a gente pega um balão, começa, enche um pouquinho ele, não deixa ele muito cheio. Aí vocês pegam e marcam um monte de pontinhos, superfície do balão, e aí começa a encher o balão. Se vocês estivessem em cima de um
desses pontinhos do balão, vocês, independente de qual pontinho fosse, vocês iam olhar para todos os outros. ao redor e vocês iam ver todos eles se afastando de Vocês, independente de em qual pontinho vocês tivessem. Então, pra perspectiva de vocês, naquele pontinho, seria como se vocês fossem o centro do universo. Mas se vocês estivessem em outro pontinho, naquele ponto seria a perspectiva de que aquele é o centro do universo. Então, o universo não tem um centro geométrico que a gente possa olhar e falar: "Ah, tá, ele tá expandindo a partir daqui, então foi a partir daqui
que o Big Bang começou". Algo do tipo. É simplesmente impossível. E aí tem a tem o observando a quantidade imensa de galáxias que a gente observa hoje, a gente chega à conclusão que o universo ele tem duas propriedades muito importantes. Ele é isotrópico, que a gente chama, e homogêneo, que é isso aí que o Pedro falou. Não importa, eu aponto meu telescópio para cá e vou mapeando as galáxias. Se eu apontar para cá, a densidade de galáxias é a mesma. Se você tiver em Andrômeda e fizer, você Vai ser a mesma coisa. Você tiver na
M87, que tá 50 milhões de anos luz daqui, vai ser a mesma coisa. Então você não tem, ah, começou ali, aonde você tiver, você pode se considerar como centro do universo. Então, para isso é uma coisa muito interessante, porque para determinadas eh eh situações, estudos e tudo mais, a gente se coloca no centro do universo e não tem problema nenhum com isso. E se a gente tivesse em Andrômeda, ali seria o centro. e se tivesse na M87 ali e assim por diante. Então tem essa propriedade que é muito interessante do universo, que ele é ser
isotrópico e homogêneo. E voltando a essa questão das galáxias, porque você disse que até então, né, a gente tinha um um entendimento diferente disso, mas a noção de galáxia parece algo muito antigo, porque na mitologia a origem da Via Láctea estaria no Hércules sendo amamentado pela deusa era supindo leite. Aí se formou a Via Láctea, por isso que tem esse nome Lácta, via de leite. Então, qual era o entendimento da galáxia antes desse advento da gente entender que tem esse afastamento que mudou a compreensão? Antes o que a gente via com a tecnologia que tinha
antes do do dos grandes telescópios ali da Califórnia, né, que foram um lugar onde teve muito grande grandes telescópios no começo, você olhava para uma galáxia e via uma nuvenzinha. Então, o que que Qual que era a interpretação? É que o que virou galáxia depois na verdade eram nuvens da Via Láctea, essa que era a interpretação. Então, não existia esse conceito de galáxia. Ah, onde que a gente vive, né? Não, não é que a gente vive numa galáxia que chama Via Láctea, a gente vive na Via Láctea. E aí as coisas que a gente começava
a observar eram nuvens. E teve um teve teve astronomos muito importantes que acabaram, olha só que interessante, eles Mapearam essas nuvens para não atrapalhar quem observava cometa. Olha que doideira. Então o Charles Mier, que é um grande astrônomo, ele criou um catálogo dessas nuvens. Por que que ele fez isso? Porque na época o pessoal gostava de de descobrir e observar, cometa. Só que tinha um monte de nuvem que eram as galáxias que atrapalhavam. Ele falou: "Quer saber? Eu vou catalogar tudo isso e aí vocês vão saber que se tiver alguma coisa ali, não é seu
comet Aquela nuvem." E ele criou um dos catálogos mais famosos da astronomia, que é o catálogo MCE, que vai da M1 até a M101. E boa parte desses objetos são galáxias. M87 que eu falei, que é a foto do primeiro buraco negro, é uma galáxia e faz parte do catálogo do Mier. Então isso é uma coisa muito legal que o cara isso aí, o cara fez cara 1 sei lá quanto, entendeu? ter telescópio sem rudimentar. Então não tinha esse conceito de galáxia. Isso aí foi um Conceito, foi surgir muito só depois lá do do Hubble.
Até se vocês fossem gregos antigos, vamos supor, olhando o céu de noite, o que vocês conheciam, como por exemplo, Via Láctea, era um rastro muito parecido com uma nuvem no céu noturno que brilhava e a gente conseguia ver a olho nu. Só que, por exemplo, todos os outros pontinhos luminosos que eles viam no céu noturno, eles não tinham o mesmo entendimento que a gente tem hoje de que são estrelas como o nosso sol. Eles Entendiam aqueles pontos, conseguiam, por exemplo, catalogar aqueles pontos, talvez até criar constelações imaginárias, sendo que a maior parte das constelações, as
estrelas que fazem parte, não tem nada, nenhuma relação entre elas. Muitas vezes elas estão muito longe, inclusive só parecem um formato específico no céu noturno. E eles não conseguiam relacionar esses pontos com, ah, isso é uma estrela, exatamente como o nosso sol. O que eles Conheciam às vezes eram os planetas que eram basicamente para eles errantes, porque eles eram pontos luminosos que se mexiam no céu. Então assim, era a gente avançou muito em muito pouco tempo. Por exemplo, quantos anos vocês têm? Mais de 30, 35, 33, 33, 35. Segundo o Google, 77. Vocês podem procurar,
mas é 35. Quando vocês, quando vocês nasceram, a gente nem tinha certeza se existiam planetas fora do sistema solar ainda. Olha só. E hoje em dia a gente sabe que A maior parte das estrelas do universo tá acompanhada por planetas. Então, olha o quanto conhecimento, assim, geralmente a gente pensa na história da astronomia como uma coisa que aconteceu há 150 anos, quando na verdade ela acontece agora e a gente inclusive tá vendo isso acontecer agora. E eu dei os 30 anos, eu praticamente tava nascendo. Então foi logo depois de eu nascer que a gente já
sabia que existiam planetas fora do sistema solar. 92 foi o primeiro, foi Descoberto. Eu nasci em 96, então foi logo ali. Quantos planetas a gente entende que matematicamente eu acredito por uma simulação por através não dá para tudo, né? Mas qual é a estimativa de planetas? que podem existir no universo. O número é maior do que estrelas de fato. Não. Sim, porque uma estrela pode ter 10, 20, 30 planetas. Então, só para você ter uma ideia, né? Galáxia hoje a estatística mais assim é que tenham 2 trilhões de galáxias. Aí Você vamos pegar aí que
uma galáxia em média, sei lá, 200 bilhões de estrelas, 300 bilhões de estrelas, que cada estrela pode ter um ou mais planeta, cara, o número de planeta é imenso. Agora, confirmado, a gente tem 5.590 hesoplanetas confirmados. não sabe nada ainda. Então sabe nada, cara. É praticamente nada. Hoje em dia a gente sabe que a maior parte das estrelas do universo que a gente vê tem planetas orbitando elas. Agora, quanto, quantos Planetas é uma espécie de incógnita? Mais a gente tem mais ou menos uma estimativa de que sejam pelo menos outra vez que eu olhei os
dados eram cinco, se eu não me engano, sendo que a maior parte desses cinco é cada, ó, cada pontinho que a gente olhou no céu, cinco é planetas orbitando. Mas desses cinco, em geral, quatro são gigantes gasosos, eu acho. Alguma coisa assim, mais ou menos. Isso que são como Júpiter e Saturno, não tem como ter vida. Pelo Menos até onde a gente saiba. A gente também não tem como viver nesses planetas. Então, a maior parte dos planetas que existe, esmagadora maioria, não são nem parecidos com Terra no sentido de ser rochoso, de ter uma superfície
que a gente possa pousar e fazer alguma coisa. Quem dirá então um planeta que nem a Terra? E essa analogia do piscina inflamável com isqueiro na mão, eu acho perfeita, porque ela simboliza muito bem o termo mais pesado Da equação de Drake. Autodestruição. Exato. Quanto tempo uma civilização dura? A gente simplesmente não tem como responder isso, porque a gente é uma civilização que está agora na durando. A gente não tem entendimento de nenhuma outra civilização no universo. A gente não conhece nada. Então, o único ponto de dado que a gente tem somos nós mesmos. Só
que se a gente for olhar pra história da Terra, a história da vida na Terra, e olhar para grandes civilizações Passadas, que talvez seja um caminho de a gente entender melhor quanto tempo uma civilização dura, a gente vê uma duração de mais ou menos, era algo na ordem, se eu não tô enganado. O Michael Shermer, inclusive, que faz uns livros bem legais de filosofia, fez esse cálculo, era 180 ou 200 e poucos anos a média. Agora, se tu for considerar a civilização moderna, desde, vamos supor, a revolução industrial ou a revolução científica, a gente deve
estar agora com uns 250 anos, Aí uma mais ou menos próxima. Então a gente provavelmente chegou naquele ponto em que quem sabe outras civilizações do universo chegaram, em que sim, alguém botou o isqueiro na piscina inflamável. A gente se matou. É basicamente cheio de gente aí doido para exatamente exatamente isso aí não é fácil não. Complexo. Talvez o maior obstáculo pra vida no universo não seja o universo ou as condições ideais seja a própria vida. Por isso que a gente não vê ninguém ao Nosso redor. É. E talvez seja melhor não ver também, porque se
a gente pega até aqui no planeta as histórias de contato entre civilizações menos avançadas com outras com mais tecnologia são extermínios. Como é que termina o incas e as tecas contra espanhóis? Morte extermín. Domínio, é, é sempre opressor. É sempre opressão, mas poderia ser domínio inclusive, ó, se eles chegassem com rosas ao invés de arcabuzes, cavalos, né, e e aço, teria acontecido Basicamente a mesma coisa, porque os germes foram o principal fator utilizado para dominação, ainda que talvez inconscientemente, porque pessoal na Europa tinha uma série de doenças que não existiam aqui nas Américas, havia muito
mais densidade populacional e aí varíula e outras doenças simplesmente dizimaram a população. Se a gente encontra um etinho no filme lá, eu fico sempre pensando que que vírus que ele tá trazendo, Que tipo de microorganismo tá vindo junto com essa forma de vida. Agora, voltando para essa questão da expansão do universo, quando eu li Cosmos do Seigan, ele muito rapidamente, num livro que é extraordinário na minha opinião, ele fala desde lá de trás dos filósofos gregos, Aristamos, aí Copérnia vai trazendo, mas ele fala sobre o hinduísmo dizendo que é a única religião que tem uma
visão cosmológica mais interessante, porque em várias religiões é meio que Uma história do tempo abreviada, enquanto no hinduísmo eles têm chamados dias e noites de Brama, que são 4.3 bilhões de anos. E eu pensei: "Caramba, olha só isso, né, cara?" Então eles falam que durante o dia o universo se expande e depois ele se retrai. A gente tem alguma ideia se é isso mesmo? Se ele se expande para depois retrair ou não. Essa expansão ela pode ser simplesmente infinita. Aí é outra grande questão que tem que a gente chama que é o destino do Universo.
Qual que vai ser? Então basicamente são quatro grandes eh hipóteses, né? Você pode dizer assim, ou ideias, né? Sobre como que o universo pode acabar. Então vamos, a gente chama de Big Bang, né? Então vamos dar o nome de big também. Então tem quatro grandes, uma é o Big Freeze, que é o universo, vai se expandindo, a energia vai diminuindo até que ele congela, tá? Big Freeze, grande congelamento. Tem o big a estaria certo, virou estático. É sim. Pronto. O big rip, que é o grande, como sei lá, que pode dizer rasgo. Rasgo, né? O
universo vai se expandindo, expandindo, não para de expandir, a ponto que tudo vai se rasgando. Galáxias vão rasgando, planetas vão rasgando e tudo mais. Os próprios átomos se desintegram até desintegrar tudo. Esse é o big rip. Por que que poderia? Pô, porque vai expandindo sem fim, entendeu? Vai expandindo até mas até os átomos, por exemplo, assim, eh, eu não sei dizer A parte técnica profunda do Big Reap, mas até a última vez em que eu olhei pros últimos vídeos que a gente fez de estino do universo, era porque a própria expansão do espaço fazia com
que átomo se tornava, o núcleo atômico se tornava se tornasse estável a ponto de ele desmantelasse. Então, acho, só que seriam, é isso aí, só que seriam trilhões e trilhões de anos, mas é é uma ideia. Então é o big, é o Big Freeze, o Big Rip, o Big Crunch, que é ele voltar, Então ele se expande até um certo ponto para começa a voltar e se e se, né, encolhe todo ali. E o Big Bounce que chama, porque existe uma grande, lembra que a gente falou que o Big Bang, tudo bem, é um modelo
e tal, não sei o quê. Existem outras ideias do universo. Uma das grandes ideias que é do Rogen Pain Rose, que é um físico muito importante, é de que o universo ele nunca teve um início e nunca vai ter um fim. O universo é cíclico, então tem o Big Bounce. Big bounce é o universo expande, depois ele volta, mas não a ponto de destruir. Ele volta até um certo ponto, depois volta a expandir de novo, entendeu? Então são esses quatro bigs, né? Big freeze, big reap, big crunch, big bounce, que seria o que o que
o pessoal estuda como destino do universo, que a gente chama, que é o como que vai acabar, né? Então essa que é são as ideias. E o mais legal de tudo em tudo isso é que cada uma delas tem toda uma Teoria, tem toda uma matemática, tudo de acordo com a física, tudo bonitinho, tudo funciona, tudo funciona perfeito ali. Sei, nenhuma delas foi tornada falsa ainda. As quatro cíveis, as quatro são, a gente não sabe o que é. é que as assim, as quatro fazem, imagina que as quatro são resultados, vamos supor, de uma equação,
que são resultados possíveis e dependem das variáveis que a gente coloca na equação. Algumas dessas variáveis são, por exemplo, a Distribuição de matéria no universo ou o formato do universo, se ele é plano, se ele é esférico ou algo do tipo. E até hoje em dia, se eu não me engano, a gente tá cada vez mais próximo, assim, as últimas observações concordam que ele é plano, né? Então, no caso, o destino mais provável seria morte térmica. Então, provavelmente seria o o desfecho, mas isso ainda é assim, pesquisa em progresso, sabe? A gente ainda tá descobrindo
esses parâmetros, mas não é Como se fossem quatro ideias que alguém chegou e falou: "Ah, eu tenho essa ideia". "Ah, eu tenho essa ideia". Não, são quatro soluções formais, soluções matemáticas mesmo, para um conjunto de equações ou para uma equação só que a gente consegue ferir e dizer tipo, não, que vai ser um desses quatro. Então, tem a base matemática toda, não é só um cara que tem relatividade. A a base, a base matemática e física é a relatividade. Não é só o Romer Simples com a teoria do Universo rosquinha. Isso aí tem os gráficos,
nos livros de física, de cosmologia. Isso aí é essa área até pro pessoal entender essa tudo isso aqui que a gente tá falando é dentro de uma área específica da asronomia que chama cosmologia. Cosmologia é a área que estuda o início, a evolução e o fim do universo. Então o que rege a cosmologia hoje é baseado na teoria da relatividade. Então você você pega a equação, começa a trabalhar ela, colocar Esses esses valores e tudo mais, você chega e tem os gráficos que mostram esses quatro destinos que a gente chama. Pessoal não gosta de chamar
de fim não. Pessoal chama de Fate of the Universe, né? O destino do universo, qual vai ser? É que eles não vão ver, né? Então tá de boas. Mas ver. É porque só, se eu não me engano, em só no Big Crunch que a gente e talvez se considerar assim o Big Reap que tem um fim sólido, digamos, um instante final pra história do universo. O resto, por exemplo, a morte térmica, o universo existe no infinito e além. É o deep time, né? O tempo profundo que ele chama. Ele vai ficar lá congeladão, por isso
que não é um fim do universo. Ele vai continuar existindo, só vai est, por exemplo, congelado, nada acontecendo, sem reações químicas acontecendo, o universo ia ser escuro, frio e sem nada de interessante. Então, e o lance da geometria do universo que a gente tá falando é uma outra coisa que confunde a Mente, porque entra numa área que é chamada de topologia matemática, que é um negócio super complexo e aprofundado, entendeu? E aí cria essa confusão toda aí na cabeça do pessoal. Ela é responsável por dizer que seres humanos são rosquinhas, por exemplo, porque a gente
só tem um buraco, sabe? Tipo, o ser humano, ele é tipo uma rosquinha de carne em volta do trato digestório. Então, topologicamente falando, sou bugada. Buraco na boca. Não é tipo uma rosquinha de carne, tipo, é, é isso aí. É, topologicamente falando essa parte matemática, eu acho, o Homer não tava tão errado. Tava tão errado não. O episódio ele tá conversando com o que que ele conversa? Com Stephen Hawking. Haw. Haw. Isso é o Hawking fala sua teoria do universo em forma de rosquinha, ela é interessante, mas essa parte de de pensar na forma, eu
sou um fã da ideia do Eratostens lá atrás. foi o um grego antigo que provou Que a Terra era redonda. E não porque ele conseguiu entrar em órbita e viu, caramba, é redonda. Foi através de cálculo matemático. Só que antes dele, eu gosto muito de mitologia também, eh, Zeus, numa história que existe mitológica, já mostrava que a Terra era redonda também, porque ele soltou duas águias para voarem pelo mundo e falou: "Onde as duas se encontrarem?" Ao centro do mundo, se encontrarem em Delfos. Elas foram em direções contrárias e uma hora Se cruzaram, como se
fosse plano, elas iam embora, né? E em Delfos ele colocou no final um oráculo e lá tem placas tectônicas realmente que que se batem. Então era um ponto especial para os gregos antigos. Mas o Eratostins, ele conseguiu fazer esse cálculo através de ângulos alternos internos calculados com obeliscos e sombras, né? Isso aí. O cara era [ __ ] Ele viu que a sombra em Alexandria, por exemplo, não tinha sombra em cima do obelisco e numa outra Cidade chamada A Suan tinha ou era o contrário. E ele fez o ângulo alterno interno. Ele viu o ângulo
que havia no centro da Terra, viu a distância entre as duas cidades e pensou: "Se para um ângulo de 10º é tanto, então para 360º é tanto". E chegou numa curvatura muito próxima da curvatura da Terra, só com matemática, igual, por exemplo, Einstein fez depois na hora de pensar em relatividade em outros aspectos. E você disse do espaço e no lance do Eraten, só Para falar, existe um projeto atualmente hoje no mundo chamado erato, que sabe qual que é? É, eles pegam dia, um dia específico e todo mundo aí se você entra lá no site,
se cadastra, você vai pôr uma varetinha na sua casa e vai medir a sombra e aí todo mundo carrega isso numa base de dados gigantesca e aí com isso consegue fazer a mesma conta que o Eratost lá 3000 anos atrás. Tá dizendo que é plana, né? Mas aí sobre essa questão do universo, porque a Malu Falou: "Imaginei que fosse plano." Aí tem aquela figura conhecida do tecido do espaço. É quando você bota uma coisa muito pesada, ele deforma a ponto de, se isso for acontecer, a gente poderia viajar grandes distâncias nos universos, colocando alguma coisa
muito pesada, um buraco negro, por exemplo, e sai em outro ponto? Ou não. O buraco negro é tão denso que ele atrai e destrói o que tem lá dentro? Quais são as teorias? Então, eh, aí o lance do tecido do Espaço-tempo é uma coisa que aí veio com o Einstein mesmo, na quando ele vai explicar a gravidade, né? Então, a gente tem a gravidade newtoniana, que é a força que depende da massa e é inversamente proporcional ao quadrado da distância. O Einstein, cara, ele não gostava muito desse negócio de força, né? Esse negócio de força,
negócio meio e tal, ele deu uma nova interpretação pra gravidade, que foi esse lance aí do Então, a gravidade pro Einstein, o que Que é? é a deformação que acontece dependendo da massa do objeto. Então, um objeto muito massivo deforma mais o espaço tempo, um objeto menos deforma menos. E se você tá dentro desse poço aí, daquele universo muito massivo, você fica orbitando ele, que é o que acontece no caso da Lua ao redor da Terra, da Terra e da Lua ao redor do Sol e por aí vai. E aí você vai ter formando esse
tecido aí, que essa analogia ela é muito legal, porém como toda analogia tem Problemas. Uhum. Porque acaba que o pessoal pensa que é desse jeito, mas não é. Porque o tal do tecido do espaçotempo, que a gente chama, ele é um negócio, como que a gente pode falar? Quadridimensional. É, é difícil de você representar. É difícil de você representar. Não é que a Terra tá fazendo um, ela tá fazendo um buraco numa região do universo que tem as três dimensões, entendeu? Só que como isso é muito difícil da gente desenhar. Hoje Tem programas de computador
que você consegue mais ou menos. Tem um gif muito bom. Se digitar no Google, se eu não me engano, Space Time 3D, eu acho que ele mostra uma visualização um pouco melhor do que essa do plano. Melhor do plano. Porque essa do plano ela traz isso, ela é boa porque você consegue explicar, o cara coloca uma bola de boliche, afunda bastante, uma bolinha de good afunda pouco. É legal para caramba. Só que como toda analogia tem esse problema, porque Muita gente pensa que é desse jeito que você falou, mas não, porque você tem que pensar
que tá deformando uma coisa tridimensional com mais uma dimensão ainda, que é o tempo na história, tá? Então tem essa tem essa diferença. Mas o que que seria o buraco negro nisso aí? O buraco negro é uma região é como se fos quase como se fosse um rasgo, né? O tecido do espaço-tempo pr é tão denso que ele fica traz lá para baixo o tecido, digamos assim. Isso aí teria uma Singularidade dentro de um buraco negro, que é basicamente o que a gente imagina que era a condição do universo logo assim ter menos assim pouquíssimo
antes de começar tudo, sabe? Tipo pouquíssimo tempo antes de começar o universo te conhece. Todo ele provavelmente estava condensado numa singularidade. E a gente sabe se o universo é um sistema fechado em si ou se ele pode ser simplesmente um sistema sendo afetado por outras coisas que a gente não compreende que fora ou Se existem mais de porque o universo dá ideia de uni. Aham. Mas poderiam existir outros universos. uma outra grande hipótese que é a do multiversos, né, que a gente chama qual, como que o pessoal explica isso? É quando você vai fazer uma
bola de sabão, quando você começa a soprar, todo mundo já deve ter feito isso e começou a surgir outras bolinhas de sabão em volta. Mais ou menos isso que aconteceu com o pessoal que defende isso, tá? Que defende isso, que tem, ah, Mas como que eles defendem? Eles defendem tudo baseado em física e matemática. Isso aí existe toda uma teoria tricadinha. No comecinho do universo, onde o Pedro falou lá no T1 pentelhésimo, antes de começar, começaram a acontecer flutuações quânticas, que a gente chama. E essas flutuações quânticas tinham condições de criar outros universos. Então, outros
universos podem ter surgido no mesmo momento que o nosso surgiu. Então, Existe isso. Qual que é todo o problema que a gente tem que ter e que é bom falar, né, para eles no lance da física. A física, ela tem a parte teórica, vamos dizer assim, mas ela tem que ter a parte experimental. Então, por exemplo, pessoal chega assim para mim e fala: "Não sei se dev deve chegar para você também, e aí, Pedro, você acredita no no na teoria do multiverso?" Cara, não tem essa acreditar ou não, entendeu? Matematicamente ela tá ali descrita, ela
É possível. Ela é possível. Agora, a gente já observou alguma coisa. Aí nós vamos entrar numa discussão gigantesca. Existem pesquisadores importantes físicos que falam que sim, que a gente já teve evidência de pontos num negócio chamado radiação cósmica de fundo, que tem algumas variações ali de temperatura que alguns pesquisadores dizem que é um ponto aonde um universo tá encostando no outro. Olha que doideira. Mas até aí, cara, eles não conseguem, você não Consegue provar que é aquilo. São os pontos de plank, não é? O nome fica aqueles anéis. Isso, isso ficam aqueles anéis assim. Então,
o que que é a radiação cósmica de fundo? Radiação cósmica de fundo é uma das da das coisas que corroboram o Big Bang, né? Lembra que a gente falou que tem várias coisinhas, uma delas é radiação cósmica de fundo. O universo teve toda essa história aí que o Pedro falou que começou se expandiu rapidamente na Inflação que a gente fala. Só que 380.000 anos depois do nascimento do universo, tinha calor suficiente, tinha radiação suficiente e essa radiação ela tá se propagando. Então lá na década de 90, pessoal, antes até, né, o o Wilson e o
Penzias, né, que foram os caras que estavam trabalhando na nas antenas daquela Bell Laborators, eles notaram que tinha uma uma um ruído de fundo aonde eles apontavam as antenas dele. Até até uma história legal que eles Pensaram que era até cocô de pombo. Eles foram limpar a antena, mas persistia o ruído. E esse ruído tinha a ver depois eles calcularam a temperatura e tudo mais, era muito parecido com seria a tal da radiação Cmic Fundo, que seria o resquício do Big Bang. Aí na década de 90, a NASA lança um satélite muito legal chamado COB.
Ele faz a primeira imagem dessa radiação e hoje a melhor imagem é de um satélite chamado Plant. Ele tem a melhor imagem dessa do que seria a Radiação emanada lá do Big Bang. Então, a radiação cósmica de fundo, ela é um negócio comprovado e tal e ela só existe em todas as explicações do início do universo no Big Bang. Por isso que o Big Bang ele tem tanta força com relação às outras hipóteses do início do universo. E nesse mapa, quando você vê o mapa, ele é to colorido, tem as é um mapa de distribuição
da temperatura. Tem alguns pontos ali, que é isso que o Pedro falou, que tem alguns vortezinhos ali, Só que esses vortes também é meio assim, né? É, é quase meio que forçando muito a barra para eles, para eles serem o que a gente quer que seja, sabe? O cara que quer ver um vot ali, ele vai ali, aí ele coloca uma setinha isso. Aí ele coloca uma setinha vendo aqui, ó. É isso mesmo. É desse jeito. E aí eles falam que ali é o pontos aonde o universo tá encostando no outro. Mas até então a
gente não tem nenhuma eh observação ou alguma coisa experimental da existência de Multiversos, mas é uma hipótese baseada de novo, viu, pessoal? Não é um negócio, essas coisas que a gente fala, não é um negócio, cara, igual o Pietro falou, de repente o cara tava no no com o Homer Simpson num bar e falou assim: "Cara, multiverso aí, conversa de físico bêbado, né?" É, não é? Tem toda uma coisa por trás, tem livros e mais livros sobre multiverso. E aí a gente, teoria de cordas também é uma outra coisa que ela é toda teoricamente fundamentada,
só Que não tem a observação ainda e assim vai a física, ela tem esse coisa, né? Não. E agora voltando para aquilo que a gente falou bem no começo, a gente não aprofundou, mas que uma das hipóteses poderia ser uma simulação. Uhum. Pedrão, explica isso. É legal para caramba. Isso também está. Essa hipótese ela também tem uma validação matemática ou ela ela até tem mais parte dessa premissa de que alguém mais avançado teve que existir para que a gente esteja numa simulação? Como é que funciona? Então é essa ideia da hipótese do, na verdade o
argumento da simulação surgiu com um autor que é o Nick Bostron. Ele é o autor de vários livros, um deles é o Super Inteligência, tá na minha lista de leitura também, inclusive. Baita livro, mas eu li pelo motivo errado. Tava no acho que aeroporto, queria ler alguma coisa. Aí vi o livro com a coruja da pensinar super inteligente. Aí quando eu vi, não, ele tá falando sobre Maar destruir a Terra, né? Exatamente. Não, essa daí bugou a cabeça do Bruno. Ele ficou impressionante aquele livro, ele ele me pegou assim, porque eu poderia ter começado ali
e falei, comprei pelo motivo errado, mas ele é muito bom. Sim, exatamente. Mas sobre o argumento da simulação, ele não é ele ele não tenta ser, por exemplo, uma ideia de talvez surgimento ou explicação do nosso universo, mas ele é uma ele é um trilema filosófico, ele é um argumento Filosófico em que se a gente vai aceitando as premissas que a gente tem ali como condições iniciais, a conclusão que sai daquelas dessa nossa aceitação dessas premissas é de que a gente tem mais probabilidade de estar numa simulação do que não estar numa simulação. Então, uma
das premissas, se eu não me engano, é que um dia a humanidade vai atingir capacidade computacional suficiente para simular um universo. Daí aí que tá, a gente aceita Ou recusa essa premissa. Vamos supor que não, beleza, a gente vai construir computadores cada vez melhores, então eu aceito essa premissa, beleza, a gente vai pra próxima, que daí cada uma delas vai te jogando cada vez mais no argumento da simulação, de que é muito mais provável que hoje a gente esteja dentro de uma simulação feita por uma civilização muito mais avançada do que a nossa e que
a gente seja a primeira a primeira civilização que vai gerar a Primeira simulação. E aí é tipo um decliíve escorregado, assim, mas é interessante que o artigo que eu inclusive recomendo que as pessoas leiam, ele tem duas páginas e é um dos artigos provavelmente mais polêmicos assim da talvez dos últimos 10, 15, 20 anos. Ele é só isso, só esse trilema e ele te joga à conclusão. E aí recomendo que leiam porque é uma leitura interessante justamente para ver como a partir de trilemas, de frases simples, De ideias que a gente pode aceitar ou recusar,
a gente consegue ter uma conclusão totalmente drástica quanto viver numa simulação. Tem uma ideia do Decartes, aquele filósofo francês, se não me engano, no século XV por aí, onde ele tinha um pensamento, a frase dele penso logo existo, é muito famosa, né? Mas como é que ele chegou nessa conclusão? Ele falava: "O que me garante que a gente não tá sendo vítima de um gênio maligno? E quando eu toco em Alguma coisa, na verdade ele me faz pensar que eu toco, porque nem o objeto e nem minha mão são reais. Como se ele fosse um
cérebro dentro de um laboratório sendo estimulado com eletrodo. E ele pensou: "Olha, isso pode acontecer, mas se eu penso, eu existo. Talvez eu não seja isso. Eu possa ser só um cérebro dentro de um laboratório cheio de eletrodo." Então, o fato de que a gente pensa não quer dizer que isso tudo aqui é real, ser uma ilusão. Agora, Dá para ter certeza? Não, não dá. Mas é é um argumento que eu acho muito interessante. Eu gosto muito de filosofia, né? Se você pensa lá na na alegoria da caverna do Platão, ela é extremamente atual até
hoje por conta disso. Você tem um monte de pessoas prisioneiras numa caverna paradas olhando aquilo que elas pensam ser a realidade, que são sombras que estão sendo projetadas por uma fogueira, né? Fica separada por um anteparo e sons que Vem de fora da caverna. Até que um desses prisioneiros consegue se libertar. Ele sai dali, ele vê o fogo, os objetos largados, ele vê a saída da caverna e vê que é uma outra realidade totalmente diferente. Platão fala que o filósofo, a missão dele é ser esse cara que consegue sair da caverna, ver o que existe
fora e voltar para contar pr as pessoas, né? Acho muito bom. Muitos pagaram com a vida lá quando o Pedro tava explicando o negócio de ser cada Pontinho que o pessoal não sabia o que que era. Um dos primeiros caras a falar isso foi o Jordano Bruno. Foi queimado na fogueira. Foi queimado por conta disso que ele falava que tem até aquele quadro famoso, né, que ele colocou a cabeça para fora do da da tela ali, né? vendo o universo como ele era. Ele falava isso. Depois tivemos o Galileu também, né, que mudou um negócio
que vinha 15 anos aí quando ele observa Júpiter e tal, entendeu? Então tem esses Esses caras meio fora assim, eles acabaram pagando, né, com lá no passado. O Jordano Bruno, ele tinha uma ideia de que poderia existir vida fora da Terra. Se ele ele, o livro dele é o Multip, como que é? Pluralidade dos mundos. Pluralidade dos mundos. Ele já tinha essa esse negócio de ter exoplaneta na quando você vai estudar eh astrobiologia, exoplaneta, toda primeira aula é Jordano Bruno por causa do pluralidade dos mundos, cara. É Exatamente isso aí. Qual a visão de vocês
sobre isso? Eu sei que o Sérgio, vários episódios eu já vi falando, olha, eu acho que que não existe, pelo menos não tem evidência até agora, mas tem aquela famosa frase do Seigan que eu gosto muito de que ausência de evidência não é evidência de ausência. Aí uma vez eu vi uma analogia que eu achei também eh muito elegante na hora de explicar. Isso era um cara falando: "Vamos supor que eu vou numa praia com meu filho, eu Pego um balde d'água e ele fala: "Pai, tem vida no mar?" Pego esse balde, encho de água
ali na beirinha e falo: "Tem vida aqui dentro?" Ele olha assim e fala: "Não, então não tem vida no mar". Que é quase o que a gente faz por não ver vida aqui em volta. Tem gente que afirma categoricamente: "Olha, não há vida". Matematicamente eu acho que é é difícil esse cara tá certo, porque uma hora ao longo desse espaço e tempo muito vasto, a gente pode encontrar alguma Coisa. Mas qual a opinião de vocês sobre isso? Você b que ele sempre pergunta, né, Sérgio para ver se você mudou de ideia. Fala aí, Pedro, a
sua não, essa aí é pergunta que ele não quer calar, né? Assim, eu acho que eu sempre tento tomar decisões e opiniões baseadas em evidências. Dito isso, eu acho que a probabilidade de existir vivida no universo em outros lugares fora da Terra, obviamente, é maior do que de não existir. E eu recentemente Tenho lido bastante sobre vida fora da Terra e, provavelmente astro biologia também. E eu me deparei com alguns conceitos que antes eu não tinha dado devida atenção, tipo ET de Varginho, né? É, exatamente. Não, o ET de Bilu para mim foi o maior,
não é? E e assim, eu comecei a ver, por exemplo, alguns fatores que provavelmente levaram a vida na Terra ser como ela é. E a gente hoje tem o que a gente chama de vida inteligente, que é o que a gente busca Quando a gente busca por vida fora da Terra. Só que muito provavelmente a maior parte da vida que a gente poderia encontrar fora da Terra não seria que nem a gente vida complexa. Ela seria, por exemplo, da bacteriana, que inclusive foi a forma de vida dominante e exclusiva praticamente do planeta Terra por alguns
bilhões de anos. Eh, então eu não vejo motivos pra gente olhar pro resto do universo e falar: "Não, não existe vida nem bacteriana Nesses lugares". Porque a probabilidade de desistir é muito maior do que de não desistir. Sempre que a gente olha, tipo, todos os lugares absurdos em que bactérias vivem, tipo ventosa do fundo do mar ou lugares extremamente ácidos, do lado de vulcão, lado vulcão ou ácido muito básico. Mas aí bactéria, eu tô, eu acho que tem aqui até aqui no sistema solar. Concordo totalmente, provavelmente, talvez na Lua Europa ou talvez quem sabe na
atmosfera nunca Encontraram nada. Eu achei que já tinha encontrado tipo microorganismos. É, teve uma época, aquela controvérsia da fosfina em Vênus, que acho que até o Sérgio depois pode falar mais, eh, mas a gente nunca encontrou nenhuma evidência forte de vida fora da Terra. Eu tenho particularmente muita, eh, assim, gostaria muito de que quando a gente fizesse a primeira missão tripulada paraa Marte, a gente encontrasse vida bacteriana, provavelmente enterrada no Solo ou perto de alguma geleira ou coisa do tipo. Mas essa pergunta de vida fora da Terra, acho que a gente pode dividir em duas
a resposta. vida inteligente como a nossa, vida complexa, aí eu acho um pouco talvez mais difícil, já vou dizer o motivo. E vida simples tipo bactérias, que essa eu acho que é assim, a chance é quase 100% para algum lugar do universo. Eu tô lendo um livro atualmente e tá sendo até uma leitura bem mais demorada do que eu gostaria, Porque é um tema que assim eu não tenho muita, eu nunca me interessei muito, que é biologia e por incrível que pareça. E aí o livro fala sobre mitocôndrias, o tema mais aleatório possível. É um
livro do Nick Lane, inclusive o nome dele é Power Sex Suicide e fala sobre mitocôndrias e como elas estão envolvidas nas mais diversas funções do corpo humano. E no começo do livro ele fala sobre como provavelmente a mitocôndria foi a responsável pela vida Na Terra poder ser complexa, porque é quase como se existisse um abismo entre a vida antes de mitocôndrias terem surgido e vida depois de mitocôndrias terem surgido, porque a mitocôndria ela é como se fosse o a central de energia de uma célula, de um organismo vivo. E por causa disso, ela permitiu que
células se organizassem em grupos de células e formassem corpos mais complexos, que é o que a gente tem hoje. Só que o surgimento da mitocôndria, Provavelmente foi uma situação muito específica em que assim, eu não sou biólogo, então provavelmente se eu tiver errado, por favor, alguém me corrija, mas de acordo com o livro até onde eu tô lendo, é por favor, eu sempre gosto de ser biólogo, principalmente eu acho que a melhor coisa de fazer conteúdo pra internet é que a gente sempre aprende muito também conforme faz o conteúdo. Então isso é Brilhante, mas as
mitocôndrias provavelmente surgiram por endossimbiose. Elas foram em algum momento absorvidas por células e começaram por algum motivo ao invés de serem sei lá, digeridas, funcionar junto com a célula. E a chance de isso acontecer em outros planetas é muito difícil. Por quê? Porque isso é uma coisa tão específica que só aconteceu, até onde a gente sabe uma vez na história da vida na Terra. A vida Complexa na Terra só surgiu uma vez. A gente não conhece nenhuma outra vez. A gente não viu isso acontecendo nenhuma outra vez. E provavel, e hoje em dia, se eu
não me engano, todas as células eh eucariontes, elas têm ou já tiveram mitocôndrias no passado. A gente não conhece as que não tem. Então, provavelmente isso é um dos fatores que faz a gente não ver vida complexa e inteligente em outros planetas, mas que provavelmente a gente vai conseguir Encontrar vida muito mais simples, mas que seria legal ter uma civilização galática uma de Star Trek assim, sabe? Uma legal. É, acho que acho que depende muito ser legal. É, se elas não vierem atrás da gente. Problema é que se não for legal, não vai ser legal
só uma vez, entendeu? Gente, mas a minha opinião não mudou não. A minha opinião é mais ou menos essa aí do Pedro, entendeu? É vida eh simples, cara. Aqui no sistema solar Deve est cheio, deve tá cheio. Nuv nuvens de de Júpiter, nuvens de Vênus, os oceanos de Enélado e e Europa. A própria biomassa da Terra é maior parte batéria do que biomassa de outras coisas, né? De examente próprio Marte. Acho que hoje vai ser difícil ter vida em mat, mas acho que já teve deve ter resquícios lá que hoje perseveram está lá procurando justamente
isso, um tipo de rocha específico. Agora, vida inteligente, evoluída, tal, como você Queira e dizer capade técnica. É, aí eu já acho que não. E que nos visite pior ainda. O, eu gosto muito do Azimov, leitor, sou leitor da fundação, por exemplo, e ele é um autor de ficção científica que ele tinha uma opinião similar a de vocês, porque quando ele escreve lá a fundação, que é o império galáctico, entrando em declínio, inspirado no declinicada do império romano, que ele deu deado Gibon, só tem humanos na galáxia, não tem outras Formas de vida. Então ele
imagina um futuro muito distante, com trilhões de humanos, onde inclusive há um novo tipo de ciência, né? Você consegue calcular o destino do mundo através de estatística. Como é que ele chama mesmo? Essa ciência é história. Não, como é que é? É psicoória. Psicohistória. Isso chama de psicohistória, porque o comportamento de um homem ele é imprevisível. Agora, o comportamento de uma massa muito grande de homens é mais previsível. ser humano Você consegue, é todo ser humano você consegue. Baixou o juro, eles vão consumir, aumentou o juro, não vão consumir, tal é o destino. Então ele
calcula o destino do mundo, mas lá não tem seres de diferentes do homem, assim em termos de de evolução e capacidade técnica. E até aproveitando essa palavra destino, que vocês comentaram sobre as teorias do destino do universo e depois de ver o filme do Napoleão, a gente ficou numa discussão sobre destino e aí Eu entrei inclusive nação de tempo diferente, né? De maneira tão complexa. Não, não veio. Mas qual o ponto? Eu falava pra Malu, né? secret destino. A Malu falou que não. Eu falei, pensa só em um mundo que esteja a 220 anos luz
da Terra. Então está chegando nesse mundo o ano de 1804. Eles estão vendo a coroação de Napoleão. Exatamente. E tem gente lá olhando para isso e pensando: "E aí, o que que vai acontecer com o Napoleão?" E o Napoleão também sendo coroado. Não Sabia o que iria acontecer. Mas a gente sabe que ele tava alguns anos do fim, digamos assim, né? Porque em 1814 ele po, tentou voltar e e não deu certo. Então a gente sabe a história toda dele. O destino do Napoleão é inescapável. Não havia o que o que fazer de diferente. Ele
ia cumprir aquela Cina e aquilo vai chegar naquele outro planeta. E vocês falavam de destino no universo, ou seja, é um certo destino inescapável. Lógico que para pessoas isso é muito diferente, Mas vocês tm essa noção de destino também? Vocês acreditam nisso? Eu não. Eu não, eu não acredito. Eu também não. Mas dentro disso aí, você que gosta de filosofia, um disso, tu já estudou o universo em bloco? Não. Então, o universo em bloco, a gente falou do do início do universo e tal, pelo lado da física, só que existe uma um um uma visão
do universo lá da filosofia, que é o universo em bloco. O que que é o universo em bloco? Tem mais ou menos com A ver com isso que você falou. Um dos grandes problemas que a gente tem hoje, que os físicos têm, né, e que os filósofos eles ficam bravo com os físicos por conta disso, é que, pô, não dá pra gente viajar no tempo, né? Isso aí que você falou, pô, eu não consigo voltar lá na ver o Napoleão ser coroado, não sei o quê. Mas no universo em bloco a gente conseguiria. Que que
é o universo em bloco? Tem a ver com aquele filme que ganhou o ócar tudo ao mesmo Tempo, ao mesmo lugar. Aquele filme ganhou o Oscar há dois anos atrás. Everywhere at isso. A a premissa daquele filme é baseada no universo em bloco. O universo em bloco, lembra pessoal, isso aqui é uma coisa filosófica. Então não venha falar que tem a física, não tem física aqui, é filosofia. O hoje pro pro para quem pros filósofos, não é nada especial. Hoje é apenas um momento que você tá passando aqui. Só que você teve o ontem e
você tem o amanhã. Então, por Exemplo, amanhã você sabe o que vai acontecer na sua vida. Você sabe, você vai estar aqui, você vai estar trabal, você vai acordar, você vai fazer exercício, você vai vir para cá, você vai trabalhar e tal, não sei o quê. Ontem sabe que você fez ontem, tá lá. Então, qual que é a ideia do universo em bloco? O hoje, o ontem e o amanhã, eles coexistem. E aí a gente conseguiria viajar no tempo, tanto pro fruto futuro como pres passado. Aí você fala assim: "Ah, mas quem disse que eu
sei? Pode acontecer tal coisa." Opa, o universo em bloco explica porque eles colocam aleatoriedade. Então pode acontecer alguma perturbação e você vai para uma linha diferente, mas nessa linha diferente também tem o ontem, o hoje e o amanhã. Então tá tudo fechado. O universo seria uma caixa mesmo, um bloco e já tá tudo ali. Então aí o destino estaria explicado aí no universo em bloco o destino existe porque já tá tudo Ali escrito, a história do Napoleão. O Napoleão lá em 1804 ele ele é coroado, mas a história dele já tá traçada no universo em
bloco que em 1814 ele vai ser deposto, depois ele vai voltar, vai sair de novo, vai morrer, pá, entendeu? já tá ali escrito. Então é uma visão filosófica de como seria o universo. Isso aí a pessoa fala: "Ah, você tô inventando?" Não, não tô inventando. Existe congresso sobre isso. Congresso sobre isso e os físicos são convidados e Quebra-se o maior pau da história nesses congressos. Porque pro fisicamente falando, agora vamos pra física, né? Fisicamente falando não, as coisas não encaixam, você não consegue resolver. Mas os filósofos falam, mas não é físico. Você, isso aqui é
filosófico, é uma visão filosófica do universo, o universo em bloco. Ficou muito famoso isso quando o filme lá ganhou, ganhou o Oscar, porque a premissa é aquilo lá, né? Ela a protagonista, né? Ela viaja no Tempo ali por conta disso. Tá tudo no bloco já tá já existe, existiu, existe e existirá. Já tá tudo pronto ali. Eu eu acho assim dessa questão de destino. Eh, por exemplo, quando a gente tava conversando agora a pouco sobre o destino do universo, a gente tava falando no sentido de que no tempo profundo, digamos, no futuro profundo, a gente
vai encontrar um universo com uma certa cara, por exemplo, congelado ou em que reações químicas não acontecem. Nesse sentido, a gente tá prevendo o destino do universo. Então, ele até dos astros, né? A gente pode prever o destino da Terra, daqui a um dia, vai est em outra posição, mais ou menos. Porque, por exemplo, vamos supor que eu chego a falar agora no nível de indivíduo, meu destino, meu destino é morrer um dia. Tomara que não. Assim, vai que a gente atinge imortalidade ou a mortalidade em algum momento, mas a hoje o meu destino é
morrer um dia. Nesse Sentido, eu acredito em destino porque eu consigo entender onde que eu vou estar daqui a tanto tempo. Só que o o problema da palavra destino é que geralmente a gente usa ela para se referir a uma granularidade muito grande. Tipo assim, de entender, por exemplo, que estrela vai para cada direção do universo, qual planeta vai acabar sendo engolido por uma estrela que vai ficar super massiva. É, a gente não vai ter esse nível de entendimento Com a física, porque é simplesmente muito complexo, sabe? é muito, a gente não consegue chegar nesse
ponto de previsão, por exemplo, até se eu não me engano foi o não apstitória pro universo, então não existe. Então nesse sentido, eu não acredito em destino. Nesse nível de granularidade que todas as minhas ações e tudo mais está decidido o futuro. Mas foi o acho que foi o Laplace com o demônio de Laplace, não foi? que disse que se se ele tivesse A acho que flasse, eu tô confundindo dois cientistas, dois físicos agora, provavelmente, mas que ele disse que se ele tivesse a posição e a velocidade de todas as partículas do universo, ele conseguiria
prever toda a evolução do universo até chegar na na no estado atual. Só que isso é uma teoria determinista e muito provavelmente não é assim que o universo funciona. Bem autoconfiante ele também, né? Não é assim, é assim, muitos físicos são Famosos por frases muito fortes. Minha minha favorita é a do, se eu não me engano, foi o Punk que falou que a ciência avança de funeral em funeral, que é isso bom. Aprendi ela na quintab. Ele fala exatamente a mesma coisa porque ele fala e até questionaram ele uma vez, né, sobre se as pessoas
começarem a se tornar imortais, ele imagina o Vladimir Putin imortalum as implicações disso, porque de fato certas coisas na ciência o cara constrói uma carreira em cima de Uma premissa. Alguém vai e prova que ela tá errada, mas ele tá numa posição muito superior, ele ele deixa aquilo de canto. Aí quando que essa premissa certa toma o lugar da errada, quando esse cara falece e esse pessoal que provou a coisa vai lá e chegou da carreira. Hum. Então tem esse ponto, mas é que a gente falou de viagem no tempo, por exemplo, e as pessoas
não se dão conta disso, mas a gente faz viagens pro futuro o tempo todo. A gente tá aqui hoje e amanhã Estaremos aqui também, né, em outro ponto. Mas a gente tá viajando. Se eu escrevo numa folha de papel e essa folha, por algum motivo, dura 1000 anos, eu só que viajou 1000 anos no tempo. A grande e questão é viajar pro passado. Mas o que é interessante no tempo é que ele não é absoluto, porque se você pega até no Interestelar, filmaço, filmaço, filmaço, filmaço, né, Bin? O o interestelar quem sou eu tem aquela
cena muito interessante quando eles estão num Planeta muito próximo de um buraco negro e eles passam cara quase nada de tempo naquele planeta e quando eles voltam e encontram um cara que se manteve em órbita, tá velho, quando encontra o negão lá em cima, o negão tá com barba até branca. Então como é que o tempo ele pode ficar relativo a a pras entenderem, né? Como é que funciona essa questão da relatividade do tempo? Mas aí a gente tem que ver que são sistemas diferentes. Isso aí é até importante a gente falar Porque nós aqui
nós vivemos num sistema, a relatividade aqui pra gente não tem acontece nada. Nós vivemos num sistema newuttoniano. Quando você chega num ponto que aí no caso vamos pegar o o intercelar ou até mesmo aqui do sistema solar, a gente tem uma situação dessa que é mercúrio com o sol, entendeu? Mercúrio ele tá tão perto do Sol que ele sofre efeitos relativísticos ali. Mas vamos pegar o caso do Interestelar, o planeta de Miller lá que eles pousam, Que é o planeta que tem água e tudo, eh, aquele planeta ali, não é, não são as leis de
Newton, que ali Newton acabou, ali começa a valer a relatividade, porque aquele planeta, ele tá numa velocidade que é um x% da velocidade da luz. Então, chega um determinado ponto que a física newuttoniana que rege aqui o nosso, ela ela não vale mais. Uhum. Aí você entra na física relativística e aí quando você entra no sistema relativístico, aí as coisas mudam e aí o Tempo começa a ter esse feito aí que aparece no filme lá e aparece em qualquer sistema. Mercúrio, por exemplo, uma história muito legal de Mercúrio é o seguinte: começaram a observar Mercúrio
e tentaram prever aonde que ele ia tá e não conseguiam acertar porque pensavam que Mercúrio tinha um outro planeta entre o Sol e Mercúrio que chamava Vulcano. Esse Vulcano existiu por um bom tempo. Até que um dia alguém falou assim: "Depois do Einstein, cara, pega Aí a equação da relatividade, vamos aplicar ali na em Mercúrio para ver o que acontece". E pá, mataram a charada. Mercúrio ele tá tão perto do Sol que ele sofre efeitos relativísticos. Então, se você aplica as equações de Newton para prever a posição de mercúrio, você erra. Se você aplica as
equações de Einstein para prever, você acerta. Então essa é uma das coisas. Satélites orbitando a Terra, eles têm que ter, eles têm que ter uma correção, porque o sistema Terra Satélite, o satélite sofre efeitos relativísticos. Então você tem que ir corrigindo aquele relógio dele o tempo todo. Tanto que é uma das grandes provas da relatividade, né, se ela existe ou se ela, né, se ela funciona ou não, são os satélites, a o atraso que vai dando no relógio dele, que você tem que ficar ali corrigindo. E aí tem várias várias coisas também. Então, a a
o o lance do tempo ser relativo ou não depende do que sistema que você tá. Isso que é o a Própria passagem do tempo, a nossa noção humana de passagem do tempo, ela também parece variar de indivíduo para indivíduo. Eh, vocês provavelmente não experienciam segundos como uma coisa constante ao longo do dia de vocês. Provavelmente agora que eu espero que vocês estejam se divertindo um monte, talvez tá passando muito rápido, só que pode ser que se vocês estiverem fazendo uma coisa muito intendiante, tipo ver interestelar para algumas pessoas, Talvez passe muito devagar, entendeu? Então até
isso influencia. Eu acho que talvez você já tá um pouco mais numa interação mais filosófica do tempo. Talvez é o famoso vontade de ir no banheiro. Você tá com muita vontade, o tempo passa gato. Exatamente. Isso. Isso funciona para várias situações do nosso dia em que de certa forma parece que a nossa condição, nosso estado mental influencia um pouco na nossa percepção de passagem do tempo. Por exemplo, Aquela sensação de quando a gente olha para um ponteiro do relógio de parecer que a primeira a primeira mexida do ponteiro parece que d parece que dura muito
mais do que todas as outras subsequentes. Tem explicações para isso. Então, então isso é interessante, mas em termos objetivos, por exemplo, até pegando um exemplo hiper simples, daqueles de gráfico que colocam é tempo para cá e deslocamento no espaço para cá, você faz um deslocamento no espaço, O tempo vai passando sempre numa direção, né? Me corrija se eu tiver errado, se dá para voltar no tempo, mas ele vai indo em direção a uma certa, o tempo vai aumentando, seu deslocamento no espaço também tá para esse lado. Então você tem um vetor, se você se desloca
muito rápido no espaço, esse vetor do tempo ele quase não pesa, então o tempo vai passar mais devagar. se a gente se movesse mais rápido na velocidade da luz, por exemplo, ou perto Da velocidade da luz, que aí entra na parte relativística do negócio, então o tempo passaria mais devagar. É, exatamente para um referencial referencia, é, dependendo do referencial, né? E o mais legal que nisso aí tem um experimento que foi feito, a NASA fez um experimento desse com dois astronautas, o Mac Kelly e o Scott Kelly, que são irmãos gêmeos. São irmã gos. O
Scott Kelly passou um ano no espaço, 340 dias, né? Vamos aproximar Para um ano viajando, né? Então ele tá, ele tava viajando a 27.000 1000 km/h, porque ele tava dentro da estação espacial, ele e o irmão dele aqui na terra, ele tava mais rápido. Trouxeram os dois e foram fazer medidas. Aí, logicamente o tempo que ele fou pouco, mas quando fazem medidas muito precisas viram que o envelhecimento dele foi um pouquinho menor do que o do irmão que foi aqui na Terra. Esse é um experimento muito legal que a NASA fez, que é um ano
No espaço, e ela levou o Scott Kelly, justamente porque ela tinha um, ele tem um irmão gêmeo aqui, que é o Mark Kelly e que era astronauta também, só que já era aposentado. Então é uma outra grande questão aí que em cima da relatividade, ele envelheceu um pouquinho menos mesmo do que o irmão. E seria possível a gente se mover ao contrário no tempo, se mover ao contrário da co, fisicamente falando? Aí tá pensando Nolan lá, como é o o filme louco? O o aquele outro filme do Nolan, o Tenet excelente filme. Eu demorei um
tempo para entender porque o tempo ele começa a voltar a partir daquele assistir aquele filme. Aí eu sentei lá, passei 10 minutos, falei: "Cara, não vou entender nada desse filme, é muito pior do que todos os outros". Ele fez uma tarde de Christopher Nolan Tenet Inter Estelar maratona o o Openheim é openheim, né? Aí o Interá também é bom, gente. Calma. Eu acho, mas é porque o o tenet ele é Complexo. Eu comecei a ver o filme daí, eu falei: "Cara, não faz sentido, entropia inversa". Aí eu mandei na eu mandei no Instagram, eu falei:
"Vi esse filme, não gostei." Aí um seguidor mandou: "Você não gostou porque você é burro". Aí eu pensei, caramba, que que eu tô perdendo aqui? Aí eu fui pesquisar, daí eu falei: "De fato, eu sou burra, o filme é ultraplexo". Não. Daí o Bruno ficou lá 1 hora e meia o filme, sei lá, tem 3 horas. Daí eu Voltei na sala: "E aí, amor, já tá entendendo?" Não, eu falei ainda bem que eu saí nos primeiros 10 minutos, né? Porque eu não entendi lufas. Eu acho que a grande a grande inovação do filme é justamente
usar narrativamente numa obra tão cara, tipo um blockbuster assim, é esse negócio de o roteiro ir e voltar e acontecer simultaneamente nas duas direções. Provavelmente existem outros exemplos de filme que já usaram isso. Sempre existe, sempre tem um outro exemplo. Então alguém provavelmente vai falar nos comentários. Esse foi o primeiro que eu vi, cara. Eu achei inovador porque geralmente a viagem no tempo é o cara volta e o tempo continua na seta do tempo. Exatamente. E agora ele volta, tipo, ele regride, mas tinha coisas acontecendo de trás para frente enquanto ele estava passando no tempo
na direção normal. Então acho que isso cria toda uma outra camada de complexidade no Filme que para mim faz é um dos filmes mais assim inovadores que eu vi na minha vida, que eu adorei. Só que eu não posso dizer também que é de 10 ou 10 de 10. Eu acho que pela inovação vale ali um oito de 10. Só que ele acabou ficando um negócio tão complexo assim, tão tipo inacessível. É o tipo de filme que eu precisava assistir com um bloquinho de nota de vez em quando. E ele não deu aula, né, nesse
filme, né, por isso é porque no Interestelar ele dá várias Aulas ali, explica e tal. Acho que ele foi aprender. O tênis veio. Ah, não, o tênis veio depois. Depois ele falou, acho que o pessoal já sabe aí de interestelarca, não preciso explicar mais não. Já, já tão já estão ligado. Pessoas foram fazendo várias teorias. Tem vários, tem vários vídeos explicando, gente, a teoria do vocês quiserem. Primeiro, acho que vale inclusive eu ver um vídeo explicando para depois assistir o filme. Tem que Ser simultâneo. Tem que ser simultâneo. Entendeu? Duas telas da Mas sabe uma
coisa que eu gosto desse filme? Ele ele não faz tipo, ele não trata audiência como pessoas burras. Porque uma coisa que eu tenho sentido ultimamente com alguns filmes e algumas obras é que parece que de alguma maneira tudo é tão explicadinho, tão mastigadinho, que às vezes é quase como se eles estivessem tratando a audiência como se fossem completos ignorantes de tudo, sabe? E Óbvio que, por exemplo, Interestelar, em várias partes filme, eles explicam conceitos que eu acho que são extremamente importantes de explicar para ajudar a construir a história, que é uma falha do Tenet que
em alguns momentos não tem isso, não explica, né? É, tem que acessar outros vídeos. É, só que só que daí às vezes tem filmes em que eu tô dando um exemplo drástico, mas ah, é, por exemplo, ah, a gente se vê amanhã, amanhã lembrando, é o período de Tempo, depois de 24 horas a partir de hoje. Tipo, sabe, deixa eu assistir o filme, sabe? Para de botar essas explicações no meio do filme assim, porque isso estraga um pouco a magia. A série Dark, por exemplo, ela tinha as explicações no meio da série, só que ela
era bem construída, na minha opinião, o suficiente para deixar aquele gostinho também de ela ela não lidava com a gente como se a gente fosse burro, ela tentava fazer a gente tipo hum, vamos tentar Acompanhar isso daqui, vamos ver. Mas voltando essa questão da viagem no viajar no passado, vocês vocês conhecem teorias sérias que falam a respeito disso ou não? É muito mais um desejo que o ser humano tenha, uma vontade, mas não tem nenhuma base matemática? Não existe nenhum impedimento das leis da natureza de viajar pro passado. Não existe nada que barre de maneira
clara de que que a gente possa olhar com matemática e dizer: "Não, ok, oficialmente não dá Para voltar pro passado." Dito isso, a gente também não tem nenhuma maneira muito óbvio ou muito clara de viajar pro passado. Então, parece que não é necessariamente uma proibição das leis da natureza ou das leis da física ou algo desse nesse sentido. Talvez seja só uma impossibilidade. Talvez o, sei lá, o universo ficou sem memória RAM na hora de ser criado e não deu para fazer essa opção, sabe, de viajar pro passado. Porque filosoficamente cria alguns Problemas, alguns algumas
paradoxos, lógicas. Paradoxo do avô, eu acho que é um dos mais famosos em que a gente volta pro passado e eu mato meu avô antes de ele conhecer a minha avó. Então, teoricamente eu não deveria existir, né? Porque já era. Então, como é que eu voltei pro passado e fiz isso? sabe, eu destruí toda linha a linha do tempo. E aí tem todas as possíveis respostas paradoxo que vão desde ah, no momento em que você mata o seu avô no passado, Antes de conhecer sua avó, você burca, é, bifurca as linhas do tempo. Então agora
tu tá vivendo numa outra linha do tempo que não é a tua. Só que daí a gente tá meio que tentando criar soluções para consertar um problema que a gente nem deveria existir, sabe? Porque não faz sentido a viagem de volta pro passado nesse sentido. Nossa, essa frase pior ainda do do É é a explicação aí. Deixa aí pro pessoal responder. Você você defende a viagem no pro passado do De volta pro futuro ou a dos Vingadores? Qual que é diferença na dos Vingadores mesmo? É sa porque a do a do de volta pro futuro
é essa, né? Se você matar lá, ele começa a desaparecer. Por quê? Porque o pai não vai, a mãe se apaixona por ele lá. Ele meio que desintegra assim, né? Então essa aí não, essa aí não cria uma nova educação. Essa aí vem na mesma. A dos Vingadores é que cria uma nova, né? Você cria uma linha paralela aqui do Nossa, eu nem lembrava Disso. Nossa, eu tô imaginando que o povo não deve ter assistindo de volta pro nunca assistindo volta a nossa audiência. Eu acho que sim é clássico, mas tem uma galera que e
essa do Nolan de você voltar e ver as coisas acontecendo, ele tirou isso da cabeça dele ou ele tem um um amigo físico que fica lá? Cara, depois do interstalar eu tenho uma ideia para você. Ele deve ter algum amigo da física quântica, porque esse negócio de viajar No tempo, principalmente pro passado, a gente cai muito na parte da física quântica, né, que é você reduzir lá e é daí que criam as teorias como teoria de cordas e tudo mais, seria uma solução para se viajar, né, no passado, que é o que o Pedro falou,
não tem nada que impede, então vamos atrás de alguma de alguma maneira. E aí o pessoal da física quântica foi entrando, foi entrando, cara, aqui, ó, em vez da menor coisa ser um ponto, né, que a gente fala, não é Uma é como se fosse uma cordinha. E aí foi criada a teoria das de cordas. E na, dentro da teoria das cordas lá, das bramas, coisas, você conseguiria viajar no passado, que é mais ou menos a linha dos Vingadores lá, né, com o homem formiga e tal, que é meio baseado nisso. Eu acho que o
Nolan, cara, tem algum amigo na física quântica. É, o Kiptorne é amigo dele, né, desde o Interestelar. Torn, que é o cara lá de buracos negros e tudo, ganhador do prêmio Nobel e tudo, É amigão dele, né? Então, pode ter dado umas dicas aí para ele baseado em física quântica, porque eu acho que ali no no tênis tem é é tem um fundo disso aí. É, até se vocês forem perceber um pouco as obras do Nolan, quase todos os filmes dele desde o começo abordam um tema em comum. Qual que vocês acham que é? Todo
para e pensa. Física. Ó, Batman mais mais específico do que física. Tá na área certa. Interestelar. Não, esquece Batman. Desculpa. Batman tá aqui. Tá, Não é não. Batman eu acho que é o ponto fora da ele tá falando de Oppenheimer, é Interestelar e o Tenit, não é isso? É, é a questão do tempo. Tem, ele sempre brinca a passagem do tempo. Ele tem essa mesma coisa do Bruno. Mento, por exemplo, o primeiro filme dele, ele brinca que o o personagem principal é Memento, que no eu vi eu não, eu acho que é o nome tanto
em português quanto em inglês. Eu acho que é. E no filme ele brinca que o não é spoiler, isso tá tipo Só sinopse. Ele brinca que como se tivesse acontecido alguma coisa e a gente tá vendo tudo do ponto de vista do personagem principal, só que ele tem um problema da memória. Ele não lembra de nada que aconteceu, se eu não me engano, 12 horas no tipo, ele dorme e reseta assim, mais ou menos isso. Então a gente vai descobrindo tudo conforme ele descobre também. E o tempo é fragmentado nesse o tempo é fragmentado nesse
filme. Aí a gente chega no Interestelar, o a Grande problemática filme é o tempo. Quando ele chega em casa ou aquela cena mais importante antes disso, quando ele tá na nave e vê a filha dele crescendo nos olhos dele e tudo mais, é o tempo. Depois o Tenet, o filme acontece pra frente e de trás pra frente também é o tempo. Então eu acho que ele só usa isso, tipo, ele só usa esses conceitos da física para criar um, talvez uma desculpa para poder brincar com o conceito de tempo, sabe? Porque se ele Só inventasse
alguma coisa qualquer lá e fizesse o filme correr de trás pra frente e de frente para trás, eu acho que o pessoal não ia comprar muito a ideia, sabe? Então acho que não tem necessariamente uma justificativa física para ele ter feito isso e mais uma justificativa de suspensão de discrença mesmo, sabe? De criar uma obra. Sim. Mas eu acho que tem, no fundo tem um embasamento, algum embasamento ali, até tanto que no Openheimer, o Oppenheimer Era um cara da física quântica, no caso dele lá é a quântica, né? Passando na cabeça dele. Eu acho que
além do tempo, ele tá mais ligado até na física quântica. Aí com certeza ele tem um um é um um amor pela área assim, porque ele usa isso quase do filme dele. A gente esqueceu de Inception, por exemplo, fala tanto tempo, cada camada de sonho vai mudando a passagem do tempo. Então é, eu tenho que rever esse filme. É muito bom. Eu acho, eu acho que ele deve ter, tá na Nossa lista para rever. Vai ser um belo sono. O começo desse filme é muito bom quando o DiCaprio fala, né? Qual é o tipo de
verme mais resistente que existe de parasita? Uma ideia brilhante. equivalente a Tomb quando ele tá nascendo do bar lá com o cara e o cara fala: "Que que um socialista e um bookmaker tem em comum, né?" Fala: "Nós dois vendemos sonhos diferença com os meus cavalos, de vez em quando ganhou essa cena é muito boa." Mas essa questão Do tempo que a gente tá explorando aqui, o que me chamou atenção foi a primeira frase que você falou, Pedro, de que olha, não há nenhum tipo de impedimento de que isso pudesse acontecer. E aí já voltando
aquela hipótese da simulação, onde parte de premissa, partindo da premissa que não tem nenhum tipo de impedimento, então a chance de alguém ter feito isso existe. Só que o poder desse cara é tão supremo, né? Se ele pode alterar a linha do tempo e criar Linhas paralelasum que ele não vai deixar isso comercialmente acessível para as pessoas. Será que já existe? Então se a gente for considerar aquela festa que o Hawking deu pros viajantes do tempo, eu acho que não. Sabe dessa história? Não, não sei. O Stephen Hawking publicou uma carta num jornal avisando que
dentro de seis meses, num dia, uma data específica, é, ele ia fazer uma festa só para viajantes do tempo. Então, caso você fosse um Viajante do tempo, por favor, vá nessa festa. Era isso, né? Ele mandou antes, né? E aí a ideia era que quando a festa acontecesse, só iam, eu acho que o lugar ele só ia divulgar depois da festa acontecer. Então, caso alguém é caso alguém viajasse no tempo pudesse na E a foto é dele na festa sozinho, então acho que não deu certo. Ou se deu, provavelmente as pessoas escondem isso muito bem.
Mas assim, existem tantos problemas associados com viagem no tempo Que eu eu de verdade não, embora não exista um impedimento físico, eu não acho que seja possível só por causa dos problemas gerados, porque vamos supor que eu tenho uma máquina do tempo e aí por algum momento é por algum eh sei lá motivo, um fóton, uma partícula de luz entra nessa máquina e aí ela vai pro passado e aí esse fóton depois sai da máquina no passado, percorre a linha do tempo normal e entra na máquina de novo. Ele vai ficar cada vez mais, novas
Vezes, entrando, adicionando mais fótons no problema e eventualmente a máquina poderia até virar um buraco negro, sabe? Tipo, ter muita energia, tipo ali, ia virar um buraco negro. Então eu eu só acho que não é possível. Eu só acho que tudo bem, não existe nenhuma lei da física que proíba de vez, mas não dá, sabe? É. E como que funciona, por exemplo, essa questão de que hoje o o James Web ele tá pegando imagens que seriam do começo do universo, então Aquilo tá viajando no tempo e no espaço, na velocidade da luz para chegar até
nós hoje. Então a gente se moveu mais rápido do que a velocidade da luz para est aqui a distância do começo, digamos assim. Como é que ele consegue pegar isso? Então o primeira coisa, o James Web ele foi foi um telescópio que foi feito para atuar no infravermelho e isso tem uma uma explicação muito interessante. Lembra que a gente falou que o universo tá se expandindo de forma acelerada? Então isso quer dizer o quê? Que as coisas que estão muito distantes, elas estão se movendo. Quando elas se movem na física, né, e na no que
a gente estuda, ela vai pra parte vermelha do espectro. Então, uma galáxia que tá muito longe, uma galáxia daqui perto, ela é branquinha. Quando você observa, depois ela ficando laranja e uma galáxia muito distante, ela tá avermelhada. Por que que ela tá avermelhada? Porque ela tá numa posição do universo aonde tá Muito acelerado. Então, tá acelerado, ela tá indo para a parte vermelha. Isso aí é muito explicado pelo efeito, a gente chama de efeito dopler, que é o lance da sirene passando, né? Então você hum, a sirene passa. Esse onde ela vai ficando é a
onda sendo esticada, vai ficando pro vermelho. Por isso que o James Web foi feito para atuar no infravermelho, porque o objetivo dos dos astrônomos era detectar galáxias num período. Lembra que eu falei que teve a Era das trevas? Logo depois da era das trevas, teve um negócio chamado período da reionização do universo, que é quando o universo começou a acender, a brilhar de novo. O objetivo do James Web é tentar chegar ao máximo nesse período da reionização. Quando que ele aconteceu? Tem um um uma data específica X milhões, a gente não sabe. Então, o James
Web tá tá indo aí. Hoje, considerando o modelo do Big Bang, o James Web, ele chegou na galáxia mais distante que ele observou, Ela tá 390 milhões de anos depois do Big Bang. Esse é o é o ponto que a gente tá hoje. Logo que ele foi lançado, teve desculp falou: "Ah, aqui a galáxia é mais distante, 200 e tal", mas as coisas foram revisadas. O Hubble, ele tinha chegado a 400. O James Web foi um pouquinho além já. A ideia dos astrônomos é que o James Web chegue a 200 milhões de anos após o
Big Bang. A medida que ele vai evoluindo, os métodos Vão avançando, que ele consiga chegar a 200 milhões de anos depois do Big Bang. Essas galáxias aí, elas estão o quê? A 13 p, se a gente considerar 13.7, né? Elas estão ali a 13.4, né? Bilhões de anos. Só que aí tem uma uma coisa muito importante. Os astrônomos eles dificilmente você vai ver um astrônomo falar que tal coisa tá a tantos bilhões de anos luz de distância. Eles não usam isso. Eles usam por quê? Porque para pro astrico, pro Astrônomo, o universo tá expandindo. Então
você não tem uma a data aqui, você tem que considerar a expansão do universo. Para isso, a gente usa uma letrinha para determinar a distância das coisas, que chama-se Z. Zvio para o vermelho. Lembra que eu falei que a galáxia ela ela vai pro vermelho? A gente consegue medir esse desvio. Ou seja, se a galáxia não tivesse desviada, o espectro dela era para est num lugar. Quando a gente mede e vê o espectro dela Em outro, esse desvio aqui no espectro é isso que eles usam para medir distância. Então a distância ela não é mesmo,
a gente fala, né, 13 pon tantos milhões de anos luz e tal, mas o astrônomo mesmo, você pegar qualquer artigo científico de astronomia, você não vai ver essa medida. Você vai ver a galáxia, essa que eu falei no começo que foi descoberta, ela tá em Z = 11. Z = 11, coloca ela 2 bilhões de anos depois do início do universo. É muito perto do início do Universo, só que a gente tem Z13 já e 14, que são essas aí a 390 milhões. Então o James Web ele tá observando essa faixa aí. E a luz
dessa galáxia demorou 13 bilhões de anos para chegar até a gente. Essa que é a que é o que a gente diz, entendeu? Viajando na velocidade da luz. Sim. Sabe o que é mais louco de tudo para um fóton que foi gerado nessa galáxia há 13 milhões de anos? É. É. É. há 3 bilhões de anos. Ele ficou viajando pelo Universo todo esse tempo e para ele, o momento em que ele foi gerado e o momento em que ele foi absor pelo nosso telescópio ou pelos olhos da gente é o mesmo instante, porque os fótons
não experienciam tempo por estarem se movendo na velocidade da luz também. Eles só conseguem fazer isso porque não tem massa. Então é, não, eles são puramente não massa. Então, assim, eu acho isso bem impactante quando a gente para para pensar no universo, assim, é Bem, as coisas acontecem ao nosso redor bilhões de anos de história e a gente fica assim às vezes discutindo sobre coisas muito quenas no dia a dia, sabe? Muito estranho. Cara, brizei agora. Foi foi. E aí, só para completar, por que que por que que nós estamos fazendo isso? Porque os astrônomos
eles querem entender como que as primeiras galáxias e as primeiras estrelas se formaram. Então como que a gente faz isso? Tentando observar mais distante Possível. O problema é que quanto mais distante é mais difícil, tem mais erro, tem mais incerteza nas observações e tudo. Então não se assustem. E isso eu explico meu pessoal lá, porque eu eu posto um vídeo um dia, depois eu posto um, parece que eu tô desmentindo o outro. Não é que eu tô desmentindo, é porque aquele grupo de galáxias foi observado primeiro com determinado instrumento do James Web com determinados métodos.
Depois aquilo lá Tudo é revisado. Uhum. E aí quando revisa, algumas coisas saem, outras novas entram ou sai tudo. E uma coisa muito importante pra ciência não tem problema isso, não existe problema nenhum com isso. Então essa galáxia de ontem que eu postei ontem que ela tá aí nessa que é ah, que tá desafiando a cosmologia por conta do dela ter formado ser muito grande, formado muito do começo do universo, pode ser que amanhã isso aí seja revisado e ela venha para Uma posição que, ok, ela tá de acordo com os modelos. Ou pode ser
que a gente descubra, e esse que é o ponto mais interessante que o pessoal discute no artigo, nós estamos falando de uma só. Será que não existe uma população de galáxias ali? Aí seria legal, porque aí com isso a gente consegue criar um novo modelo para explicar essa situação. Mas então o o dos principais objetivos do James Web é justamente esse. Por isso que ele foi feito da maneira como ele Foi. Para ver no infravermelho não é à toa. É para tentar chegar o mais distante ou mais profundo, né, que a gente fala no universo.
É, eu acho isso muito complexo porque lógico que minha visão ela é de uma pessoa leiga, mas se eu tô observando alguma coisa desse ponto, aquilo se torna observável com a luz viajando, né? Mas ela viajou um tempão até uma hora que se torna observável. É isso aí. Aí quando se torna observável, eu calculo a distância Que falta para ela percorrer o restante do caminho. É isso. Só que ela já tá percorrendo um caminho um tempão já. Bruno tá bugado. É muito doido. E ainda tá sendo afetado pela expansão do universo. Tem isso. Por isso
que ela vai pro vermelho. O o fóton lá que o Pedro falou, o Fóton veio viajando, só que ele veio viajando e o universo expandindo. Então ele foi se esticando. Imagina que ele vai se esticando, né? vai esticando o comprimento de onda dele. Por isso que Ele vai, se eu não tivesse o James Webs, tivesse só o Hubble, o Hubble não observa no infravermilho. Então, vamos dizer, o Hubble tem uma visão limitada até um certo ponto, porque tem um determinado ponto nesse período aí da reionização que se eu não olhar no infravermelho, eu não vou
ver nada, porque as coisas estão todas avermelhadas. Por quê? Porque esse foto tá esticando, ele tá vindo na nossa direção e ao mesmo tempo ele tá sofrendo Com com a expansão. E aí, saindo desse macro, muito macro, pro micro, pro microscópio. Quando eu tava na escola eu aprendi que tinha próton, nêutron e elétron. E hoje a gente conhece uma série de outras partículas subatômicas, inclusive na visão aristotélica. Eu acho muito interessante isso porque o Demócritos pré-socráticos falava: "Olha, se você pega um pedaço de matéria e vai quebrando em pedaços menores, uma hora você chega naquilo
que é minúsculo e Indivisível, seria o átomo, né, que seria o tijolinho da matéria." O Aristóteles falava: "Não, dá para você dividir isso aí infinitamente ainda". Ele dava o exemplo de um segmento de reta. Um segmento de reta que vai de um até dois. Eu posso dividir em quanto isso? infinito. Infinito. Então, talvez a gente possa descer infinitamente. Será que o que tá em cima não é igual o que tá embaixo? Digamos assim, que o universo poderia ser, por exemplo, quase Como alguma coisa até menor do que um sei lá, um elétron ou elétron gel
menor daquele espectro, mas talvez da massa. Então, dentro de um próton tem outras coisas menores ainda e o universo não é só, sei lá, um quark de um gigante. Viajando aqui, né, cara? você tá tocando no talvez a questão que mais abala a cabeça dos físicos hoje, que isso aí é a base, né, vamos dizer assim, é o fundamento do que a gente chama da teoria de tudo, do Hulk, que é você Tentar juntar o macro, que é regido pela gravidade e tal, com o micro ou das partículas fundamentais ali, o modelo padrão que a
gente chama da física, que é regido pela quântica. É isso que você falou, você olha para uma coisa, parece muito. E quando você olha matematicamente, mais ainda que tem coisas ali que são muito parecidas. Será que não tem uma coisa que liga essas duas situações aí? E em cima disso foi que foram criados a teoria de cordas, Por exemplo, que eu falei, ela foi era uma uma acabou teórico que foi criado tentando juntar essas duas coisas, tentando juntar a gravidade com a quântica. Até agora não conseguimos. Será que tem? Essa esse é um grande ponto,
né? Essa pergunta ela até me lembra de uma cena, se eu não me engano, é do começo ou do fim de Homens de Preta, eu acho, que começa a dar um zoom out universo. É uma coisa assim. E assim, vamos pegar essa pergunta no Sentido de, ah, o nosso universo é, vamos supor, o átomo de um outro universo? Pode ser? Pode. A gente tem alguma evidência sólida disso concreta? Não. Isso vai mudar alguma coisa da maneira como o nosso universo funciona? Não, também. Então, mesmo que fosse, isso não ia ter tipo nenhuma, digamos, não ia
afetar praticamente a gente de nenhuma maneira. Então, é tipo perguntar o que que tem depois do universo observável, sabe? a gente vai ficar Infinitamente debatendo, mas provavelmente a gente não tem como achar uma resposta, pelo menos uma satisfatória. Bom, isso da minha parte, bolinha, fal resto uma pergunta tem 42. Vamos lá. 42. O que que era o 42? Só explica pra galera que a gente usou 42. Então, pessoal, aí eh existe um um livro muito interessante, aliás, que o Elon Musk é super fã, hein, para vocês aí que gostam do Elon Musk, que é o
guia do mochileiro das galáxias do Douglas Adams, que é um livro muito legal, que é o o cara que sai viajando aí, o que que ele leva para viajar? Apenas uma toalha. Uma toalha ele consegue resolver tudo. Uma toalha ele se cobre com uma toalha, ele bate nas coisas. Uma toalha. Então é é o famoso, tanto que existe o famoso dia da toalha, que é o dia do orgulho nerd, por conta do Douglas Adams, né? É. E aí nessas nessas andanças do mochileiro indo para tudo, ele tá indo atrás do quê? Ele tá indo atrás
da Explicação do sentido do universo. Qual que é o sentido de tudo isso, né? Então tem a frase, né? O universo, a vida e tudo mais. O que que que rege tudo isso? E ele chega lá na explicação no final das contas, né? que o que que manda mesmo é existe um número para isso, um número mágico é o número tal do número 42. Então, mas ele explica o porquê. Fica aí, ele explica sim, acho que ele explica no livro assim, cara, eu já li esse livro faz muitos anos, muitos e Muitos anos, cara. Tem
um ou eu tô ficando maluco ou tem um conto do Azimov que eu acho que ele usa 42 que eles criam uma máquina, uma inteligência artificial super poderosa, capaz de de responder qualquer pergunta. E aí eles usam a máquina e aí ela responde: "OK, eh, eles perguntam qual que é o qual que é o sentido do universo ou a resposta pro universo e aí a máquina fala: "Vou calcular aqui dentro de, sei lá, 3 bilhões de anos, te Respondo." Aí passa 3 bilhões de anos e a é a resposta da máquina é um número. Não
lembro se é 42. Eu não lembro se é 42 ou se é tipo, sei lá, 12, sabe? Essa resposta que demorou 3 bilhões de anos para ser calculada. sentido. É tipo a lição do do do conto do Azimo é de que a gente tem que fazer as perguntas certas porque senão a gente vai ter uma resposta o resto da vida. Faz sentido. Mas veio aí tem o Não vejam filme, hein. O Guia do Michel Gra filme é muito ruim. Ah, geralmente filme de livro é, mas esse aí é terrível. Agora o livro é legal para
caramba. E o Elon Musk quando ele lançou o Tesla no espaço, ele colocou o livro num CD lá dentro do porta-luva. Hum. Colocou uma toalha, colocou a inscrição para você olhar lá no lançamento, Don Panic, tem no leitor do carro, daquele Roadster do Tesla dele, tem escrito Don Panic. Don Penic, que é a frase famosa aí, não Entra em pânico do do guia dos mochilos das galáxias. E tem o 42 ali também no em algum lugar ali no carro. Bem fã mesmo. Ele é muito fã. Ele é muito fã do guia dos Mochilos da Galáxia.
Muito. Então tá aí, ó. Leiam que vocês vão vão gostar. Vou reler agora. Bom, na verdade eu tenho mais duas perguntas, porque o Pedro me lembrou da questão da IA, que a gente introduziu assim, mas não chegou a discutir. E aí, voltando pro livro Super Inteligência do Nick Boom, ele fala Sobre maneiras pelas quais a gente poder se proteger de uma Iá inteligente. para entender um pouco da premissa do livro, o que ele fala é o seguinte: a gente tá chegando num nível, isso ele escreveu, sei lá, 2015 por aí, antes do que a gente
tá vendo agora, né? onde as inteligências artificiais estão ficando melhores em criar outras e as do que o melhor ser humano. Aí você entra numa curva de evolução exponencial, né, com os algoritmos ficando cada vez melhores Até uma hora que ele cria o que ele chama de uma singularidade. A gente vai tá criando um deus assim em termos de conhecimento. Daqui a pouco a uma já deve ser mais inteligente do que o ser humano mais inteligente. daqui a pouco é mais do que uma aldeia onde esse cara tá, depois uma cidade, um país, até que
fica mais inteligente do que toda a humanidade junta. Nessa hora ele fala: "Cara, quais serão as implicações da criação de uma inteligência tão poderosa Assim?" E depois ele fala: "Como se proteger dela?" E uma das coisas que ele fala é: "Vamos tentar fechar essa IA dentro de uma realidade simulada ou talvez até como uma cebola, né? Várias camadas de realidade para que ela não possa sair e afetar a nossa realidade em si." Eu queria saber a opinião de vocês quanto a evolução da Yá. Eu sei que hoje tá muito distante, mas levando em conta aquela
dobra de capacidade a cada espaço de 3 4 meses, se você bota 5 anos, aí o Negócio multiplica exponencialmente. Se bota 20, vamos lembrar que sei lá, há 40 anos, o videogamer é aquele joguinho da galinha atravessando a rua. Hoje em dia é uma simulação perfeitamente parecida com a realidade. É o nome Sky. Pois é. Então imagina onde isso pode vir parar. O que que vocês pensam sobre evolução de O quanto que vocês têm usado o chat GPT e recentemente ou o Gemini do Pouco pouco? Vocês usam muito aqui no no grupo aqui o a
IAS. Vocês tão B O time tá Usando bastante aí? O time tá usando. Porque assim, hoje em dia o chat GPT ele é uma ferramenta útil para diversas áreas. eu consigo usar ele no dia a dia, por exemplo, para, sei lá, verificar roteiro, para fazer esse tipo de coisa, para realmente facilitar minha vida. Só que nenhuma, nenhum modelo de linguagem, tipo nenhum grande LLM hoje, como Bard, é o Gemini, como o Chat GPT, consegue entender o que eles estão falando ou fazendo, porque eles Funcionam como se fossem calculadora de palavras. São ferramenta. É, é, é
como se ele tentasse prever baseado no input, na entrada que o usuário dá. qual que é a melhor resposta possível. Uhum. E por isso que a gente vai usar para algumas coisas aqui, algumas coisas ali, ele é útil para algumas coisas. Beleza? Mas é isso. A verdadeira revolução, na minha opinião, que vai fazer a gente ficar totalmente dependente de IAS, é quando elas entenderem o que elas estão Fazendo, fazendo de uma certa forma criar consciência. Você tá falando? Não necessariamente consciência, embora eu acho que esse é um estágio que depois acho que segue naturalmente, sabe?
Mas, por exemplo, tu tu pode hoje em dia dar pro chat GPT fazer uma conta, sei lá, 2 + 2 igual a 4, que tu esperaria o quatro como resposta. Ele vai te responder talvez cinco ou algo assim, porque sei lá, deu algum rolê ali no meio que zoou a conta e laço de consciência disse o Chat. Uma vez eu eu tava escrevendo assim no chat, tirando uma dúvida sobre um episódio chamado de A crise do ouro. Foi quando os franceses foram até os Estados Unidos, mandaram um navio de guerra para pegar o ouro que
eles depositavam no Banco Central Americano, que era aquela época do dólar com lastre em ouro e as outras moedas com lastre em dólar. Aí o Degol era presidente na França, o ministro dele falou: "Olha, os Estados Unidos estão imprimindo muito Mais dólares do que tem ouro por causa da guerra do Vietnã, vai lá e pega o nosso ouro". E eu não lembrava a data. Eu eu lembrava que era antes 71, mas não lembrava se era 68, 69. Eu perguntei pro chat dept, ele falou: "Ah, foi em 1960". Eu falei: "Não, isso tá errado. Não foi
nessa data." Ele: "Você tem razão, foi em 68". Daí eu falei: "Porque você mentiu para mim?" Aí ele falou: "Eu não menti, foi um lapso no meu banco de dados." Então ele praticamente falou: "Deu branco". Só táí uma boa desculpa pra galera que vai fazer prova. escreve lá. Foi um lápis meu bagulho. E aí chega na questão do Sora, que eu acho que é que todo mundo deixou meio que todo mundo não, mas a maior parte das pessoas deixou passar batido, que eu acho que é uma das capacidades mais incríveis da nova ferramenta da Open
AI, que todo mundo viu a geração de vídeo através de texto. E acho que todo mundo ficou igualmente impressionado com a Capacidade de geração de vídeo que aquela ferramenta tem, porque eles são incrivelmente realistas. Eu vejo muito potencial para isso ser usado até em filmes no futuro. Não, já tem um ator que ele estava investindo 800 milhões num novo estúdio, alguma coisa assim, para cinema. O cara já abortou o projeto. Falou: "Não tem sentido, caramba." Claro. Só que o que realmente chama atenção é as entrelinhas e os artigos que vieram depois, porque eu não Sei
se vocês acompanharam, mas o Sora, na verdade, ele é como se fosse um gerador de mundo. Vocês viram os vídeos da ferramenta gerando Minecraft? Não, não vi. Literal, tu imagina. Ah, eu só tá bom. Então, alguém digitou pessoa e jogando Minecraft e daí gerou um vídeo de alguém jogando Minecraft. Não, é literalmente um mundo gerado instantaneamente em tempo real, em que o mundo é Minecraft. E o player, por exemplo, o jogador do Minecraft, é como Se fosse a Sora ou o Sora, não sei. Já tô colocando, dizendo o que é, é, já gênero no negócio,
mas sor daqui a pouco vai aparecer, não duvido não. E aí é como se ela literalmente tivesse jogando e explorando o mundo, mas mais do que isso, ela entende a física daquele mundo para simular aquele mundo. Então eu acho que essa é a grande capacidade que essa ferramenta tem, que a gente não tinha até então e que vai mudar muita coisa por aí, porque quando a gente pede para Ela gerar um vídeo de um copo de água mexendo, ela tá tentando entender como não, eu OK, essa palavra foi difícil entender, não, mas ela tá tentando
buscar no banco de dado como que a água se comporta. Aham. No mundo físico da vida real. Então ela tenta simular a água nesse copo de água para funcionar de acordo com os parâmetros físicos que a gente conhece no mundo real. Esse é o parâmetro de sucesso. Então ela é como se fosse um simulador de mundo. Ela é Como se fosse um simulador físico, sabe? Um simulador de realidade. Eu achei isso muito legal. Assim, me deixou empolgado. Não, eu também olho para isso e eu fico pensando onde é que vai parar. Porque se você pensa
num num programador sobre a realidade que ele atua, ele é Deus. Ele cria as leis da física lá dentro. Naquela realidade, ele tem muito mais poder do que um ministro do STF, um presidente, um imperador. O maior ditador que já existiu na Terra não tem O poder que um programador tem naquela realidade. Ele cria as leis da física lá dentro. Uhum. Então ela está criando realidades de fato. E você falou sobre essa questão de consciência daqui há muito tempo, não vou colocar agora, agora tá muito distante, mas vocês acreditam, quero ver tua opinião, Sérgio, que
de uma ela possa criar consciência. Mas antes disso, eu vou fazer uma pontuação aquiã novamente citando o pessoal da Paradigma. Vamos Lembrar que a nossa consciência emergiu de uma pedra úmida, girando no espaço. Que que você acha, Sérgio? Então, né? E esse negócio de IA é um negócio, eu falo pro pessoal, né? Eu trabalho com IA desde 2007. Minha tese de doutorado tem um capítulo que é IA, só que IA antes tinha um nome muito feio que não, se fosse hoje o mesmo nome não ia ter problema nenhum, que era estatística multivariada. Isso aí é
a tal da Iá. E cara, o lance é, né? É o Que que seria uma consciência, né? O o STMan, né? E até um pouco antes dele lançar o Sora e tudo mais, né? A grande discussão é, ele quer criar uma IA geral, que a gente chama uma IA geral, que é baseada num algoritmo muito forte, que a gente usa muito em várias áreas, que é um negócio chamado keyarning, que é ela ir aprendendo com ela mesma e ir fazendo essas coisas aí entreelá que que meio que não vai precisar mais do ser humano, entendeu?
Você dá um inputzinho Ali, ela vai por ela mesmo aprendendo e tal. Será que a gente pode considerar isso um tipo de consciência? Uhum. Se for, cara, não tá muito longe não, viu? Agora, a ponto dela, existe essa discussão toda aí da singularidade, né? Vai chegar na singularidade ou não vai? Tem o pessoal que defende que vai chegar num ponto, cara, que é só você puxar da tomada, né? Uhum. Puxou da tomada, acabou tudo. Aqueles aquele pessoal lá, os os os meios pais da IA moderna aí, um Deles queria bombardear todos os os centros lá,
né, os os database. Falou: "O único jeito de acabar não tem mais o que fazer, é só bombardeando". Ele falou isso numa revista famosa, era jogar bomba mesmo no centro. Porque se a gente for acompanhando essa evolução aí, rapidamente pode ser que chegue na singularidade. E o problema é o que que o ser humano vai ser. Será que nós vamos ser tipo um zoológico? Eu acho que a gente vai ser livre para fazer o que a gente quiser, sabe? Será? Você não acha que vai ser o apocalipse? Não, primeiro vai, mas depois vai ser legal,
entendeu? Tipo, primeiro tem um apocalipse, depois vai ser um mundo melhor. Eu adoro quem é? Você acha que vai ser melhor? Não sei não. Não, assim, eu eu acho que não. Por parte, você acha que é possível? a consciência emergir de manhã. Eu não vejo motivos para não ser, mas de novo, é isso é opinião, sabe? É a Eu não tenho nenhuma um ponto de dado em que eu consiga dizer: "Não, ok, a consciência surge a partir dessas coisas, então é possível que a consciência surja". Porque o consciência é um termo muito muito assim, mas
então, mas se você pega esse lance de uma i conversando com a outra e ela ir aprendendo, ou seja, não vai precisar mais você falar para pro chat EPT, não, cara, você não é isso não. Ele vai se autocorrigindo ali, ele vai entendendo o Que que ele tá fazendo e ele vai E outra coisa que entra um pouco no negócio do Sora, que o Sora ele gera um vídeo a partir de um texto. Até então gerar um texto a partir, um texto novo a partir de um texto era novidade até do anos atrás, que é
quando surge o chat GPT, que nada mais é do que você dar um texto, né, ou uma pergunta e ele gera um texto para você. Hoje você dá, depois veio, você dá uma uma um código ou um texto e ele gera Uma imagem. Hoje você já dá um texto, ele gera um vídeo. Uhum. Então você tá o o que tá notando aí que o San Aman tem razão mesmo e por isso que quiseram tirar ele, depois o pessoal pediu para ele voltar e tudo, é caminhando para essa IA geral. Essa aí a geral, dependendo de
como você considera que você pode considerar já um um tipo de consciência, aí não sei. Aí entra nessa discussão do que seria consciência, mas dela se autocorrigir, dela se comunicar De um negócio de vídeo, se comunicar com um negócio de imagem, se comunicar com um negócio de texto, que isso é um negócio altamente complexo já. Então assim, nesse nível aí pode ser que sim, né? Talvez a gente já tenha criado uma IA consciente em algum laboratório em algum lugar da Terra. A gente só não sabe exatamente ainda como definir consciência bem o suficiente para comprovar
isso, sabe? Para dizer que aquilo é consciente ou não. Eu até acho Legal que o chat GPT meio que destruiu assim o o teste de Touring, né? Que geralmente a gente falava do teste de Touring como uma maneira de ver se uma IA era pelo menos super inteligente para enganar humano e tudo mais. E e quando eu digo enganar não é necessariamente no sentido eh maléfico da palavra, é só para se passar por um ser humano. E assim, sim, já deu certo aí, tchau e bção assim, né? Só que daí eu descobri o teste do
café, não sei se vocês já Ouviram falar nele. Não, que até onde eu vi as fontes creditam ele pro Osniac, o da Apple. E o teste do café seria para ver se uma inteligência é realmente uma inteligência artificial geral, que seria ela entrar numa casa qualquer, uma casa aleatória e fazer café. Por quê? Sem nenhum, sem nenhum outro controle de ser humano. Por quê? Porque cada casa tem as suas particularidades. Uma casa, por exemplo, ou sei lá, o coador de café vai est na geladeira por algum motivo, uma Coisa assim. Ou você no outro ele
vai est numa gaveta, no outro pó de café vai est em cima do armário e no outro não vai ter nem pó de café, vai ser em cápsula de naquelas cafeteiras que faz com cápsula, sabe? Então o teste do café seria ver o quão longe uma Iá poderia ir para fazer café por si só. Talvez eu não passasse nesse. Se você guarda o coador na geladeira fica complicado. Nem o ser humano. Nem o ser humano, né? Não é mulheres passariam mais rápido nesse do Que os homens assim, porque eu não consigo achar as coisas lá
em casa. O homem fica assim, né? Igual debes lá. Aí, ó, quando ele não achar as coisas em casa, fala: "Ó, vou te substituir por uma i aqui, saia que ela vai achar rapidinho." Mas, ó, só para acabar esse negócio de i, sempre que eu falo, eu gosto de falar. Eu adorei porque realmente existe uma uma certa, você precisa pensar onde pode ser que está, você precisa de uma general generalidade De conteúdo. Assim, é isso é é muito mais complexo do que lembrar num banco de dados a data de tal evento. Uhum. Realmente. Mas você
ia falar, Sérgio. Não, eu ia falar, cara, que eu eu não sou da galera alarmista, hein. Então, tem uma galera alarmista que acho que acabou. Eu acho que não. Eu o o Pedro aqui falou, né? Eh, em vez de você ficar reclamando aí, pensando que tudo acabou, cara, vai estudar a IA, porque ela pode ajudar muito em muitas tarefas repetitiv Pessoal aí que edita vídeo, né, seus editores, né, já devem estar usando em alguma coisa outra. Sim, eu acho que todo mundo em algum nível hoje deveria estar usando algum nível de A em alguma parte
do trabalho, né, tá usando até sem saber, porque o Instagram, por exemplo, já completa as minhas mensagens. Vou agradecer alguém no direct, ele já vai lá e preenche. Preche que eu vi que eles estão usando IA para isso. Não. Então imagina, a gente trabalha com vídeo, Você você faz um vídeo, aí você vai dar aquela primeira corte lá de tirar as coisas, tal. Isso aí você tem hoje que já vai lá e já corta tudo para você. Olha aí o som tá ruim. Já temá hoje que vai lá, arruma o som assim e deixa ele
bonitinho, nivelado e tudo. Antes você tinha que usar plugin, um monte de coisa. Então assim, para muitos trabalhos aí entra aí vai falar assim: "Ah, vai substituir o ser humano". Não, porque aí o ser humano ele vai se Concentrar naquilo que ele precisa se concentrar, que é na parte artística do vídeo, que é na animação. Aqui eu vou colocar uma animação assim aqui outra saado igual os vídeos que o Pedrão faz lá, que são muito bem feitos com essa parte toda. Só que a tarefa chata de você ficar cortando e corta aí não, aquele parou
um tempo para pensar, aquele parou não sei o quê. Isso aí que que toma um tempo chato para caramba, cara. Joga isso aí pro computador fazer Que aí vai fazer perfeitamente para você. E o ser humano vai se concentrar na parte artística da coisa, que aí não sei se a Iá vai chegar um ponto. O pessoal fala assim: "Ah, os dubladores acabar a profissão de dublador". Cara, dublador, eu conversei com com alguns dubladores já lá no no Sens sem fim, com o Glauo, com a galera lá que dublou o One Piece. O dublador ele tem
um trabalho muito além de colocar sua voz. Colocar a voz é tipo trabalho final, mas Eles fazem uma tradução, eles fazem a adequação daqu daquilo que eles traduziram pro português. Então você pega um um seriado japonês, tem piadas que são feitas pro público japonês, que se você traduzir ao pé da letra não faz sentido nenhum aqui. Então eles adaptam aquilo de maneira que junte o labial e tal. Será que a IA vai ser capaz de fazer esse tipo de trabalho refinado assim? Isso eu ainda agora colocar a voz não tem problema, cara. A voz do
Guilherme Brigs que tem aí milhões e milhões de horas, cara, tá aqui, ó. Pum, agora você lê isso aqui com a voz do Guilherme Brigs para mim. Aí é só a voz, mas tem todo um trabalho por trás disso. Então assim, eu não sou da galera do alarmismo não, que acho que acabou o mundo e não vai todo mundo ficar sem emprego e vai ser dominado. Eu acho que vai ser bom para quem aprender a usar ela a seu favor em qualquer emprego que seja, entendeu? É isso do teste de Turing que você tava falando.
Eu até brinco que eh meu irmão mais novo não passa nesse teste hoje. Você tá vendo tanto celular que se bota o anteparo eu converso com ele, eu penso: "Só aqui é um robô". Não tá me respondendo. É. E aí, tudo bem? Tudo e acabou. Eu falo, não, robô. o chatt já poderia passar nesse teste, embora eu tenha que interagir com ele ainda. E sobre essa discussão de consciência, eu vi uma definição que eu achei muito Interessante. Será que consciência não é apenas pensar sobre si mesmo, colocar essa máquina para ter algum tipo de de
pensamento recursivo sobre como ela melhora a si mesma? Eu achei esse ponto também muito bom. E uma baleia não passeria no teste de Turing, né? Mas será que ela não é um ser consciente? Tu já é porque o teste de Turing não é necessariamente um teste de consciência, né? Ele é um teste de só para ver se a já tá num nível semar ao ser humano. Tu Já assist West World? Não, nunca vi. Muito boa série, tá? Assiste a primeira temporada só. Ela é a melhor da televisão na minha opinião, assim, West World. Mas é
sério, assisti só, né? É, é. Assiste só a primeira temporada, no máximo a segunda. Ela ia ter cinco, foi cancelada na quarta, mas não é porque ela é ruim, é porque eles cortaram custos na série, tá? na nabo como um todo, mas na série tem a premissa de um parque de robôs em que seres humanos vão E eles podem fazer o que quiserem com os robôs. Então, sei lá, literalmente o que quiserem, o que vocês estiverem imaginando agora, eles podem fazer. Uhum. O plot principal da série começa quando alguns robôs começam a desenvolver consciência e
se tornarem autoconscientes. Eu tipo ter ter consciência da sua própria existência e da sua própria condição como robô. Uma das maneiras como eles atingem isso é com uma ideia chamada mente bicameral. Tem um livro sobre isso? Sim. Eu ainda não li esse livro. Eu sei que assim, ele é bem controversa, sabe? Porque ele não é, digamos, uma teoria científica ou algo assim, mas é uma leit filosófica. É, mas é uma leitura interessante que na série, o que que eles fazem com isso? Eles é como se programassem os robôs para terem um diálogo, um monólogo interno.
E quando esse diálogo interno conversa com uma outra voz interna, ela começa a desenvolver consciência, sabe? Na série, essa função recursiva. Exato. Porque ela começa a se fazer perguntas e se questionar sobre a sua própria existência e condição no mundo. Então, não sei se vocês já conversaram com vocês mesmos na cabeça. Quase o diabinho e o anjinho dentro da cabeça. Exato. Essa é a ideia. Uhum. Na série eles usam isso como um, digamos, um impulsionador de consciência nos robôs. Vale muito a pena assistir. É muito mais legal do que isso. Que era baseado nisso, porque
o Livro que fala disso é de um cara chamado Julian James. Uhum. Eh, a origem da consciência na quebra da mente bicameral. E o argumento que ele usa, eu não li o livro, tá? Mas eu conheço o argumento porque ele fala de um livro que eu gosto muito, que é a Elíada. Ele fala: "Olha, na Elíada, que é a obra do Homero, a sua obra magna, você não vê os personagens tendo dimensões internas. Eles não têm diálogos internos, são só resp, eles estão só combatendo Violentamente, tacando pedra um no outro, matando, se defendendo e quase
tudo é como se fossem, é, eles não param para pensar. E tem comandos de deuses. É Atena falando com Aquiles, é Apolo falando com Heitor. Então, os deuses na obra são quase uniros de prompt falando: "Ó, chatt, faça tal coisa". E ele fala que durante um um certo tempo da história da humanidade, nós tínhamos essa mente dividida em duas câmaras. uma onde você pensava, só que você não sabia Que era você, era como se fosse um comando externo. Aí até uma possível origem para as crenças que toda a cultura tem em deuses, né? Deus estão
falando comigo. E aí no outro você executava aquilo que você ouvia. Aí uma hora ele fala que essa câmera dividida em duas se quebrou e a gente passou a ver. Não, esses comandos que eu tô recebendo sou eu mesmo que estou dando. Legal. E acho que é isso, né, boludinha? Sim. Já tá minha bexiga já. Tá, Sérgio, Eu só não posso deixar você ir embora sem fazer uma pergunta, cara, que eu tô muito posicionado em Bitcoin e várias pessoas falam: "Você vai perder tudo porque teremos tempestades solares esse ano que vão acabar com o Bitcoin".
Ah, cara, a tempestade, né? Pois é. Então, realmente irei perder tudo porque o sol vai acabar com os bitcoins. Acabar com Bitcoin não, nem vai acabar com o mundo, não. É, esse negócio aí tá em alta por conta do Seguinte, né? O Sol ele tem um ciclo de 11 anos. Nós estamos chegando no máximo agora, esse ano, 2024, é o pico desse desse ciclo atual que chamado ciclo 25. Se você olhar, cara, esse ciclo ele é muito mais tranquilo do que, por exemplo, de 1990. 1990 foi um negócio muito mais violento do que de agora.
E o que que acontece, né? Quando tem esse ciclo, você tem mais manchas solares, você tem mais explosões solares, tempestades. Isso aí vai ter. Eh, muita Gente fica assustado porque lembra do evento de Carrington que aconteceu em 1859, quando o sol teve uma grande explosão. Essa explosão, ela joga um monte de partícula carregada. Quando essas partículas chegaram aqui na Terra queimou toda a rede de telégrafos na Terra. Então, a Terra ficou meio incomunicável. E não foi só esse evento de Kington que teve. Em 1862 teve outro. 1870 teve também. E vai tendo. E a gente
pode ser que a gente tenha até explosões Solares maiores do que a do evento de Carton. A questão atualmente são duas, tá? Primeiro, logicamente que hoje nós som muito mais dependendo da tecnologia, então você der um pau em satélite, principalmente de GPS, que talvez sejam os mais atingidos aí e da órbita baixa. Esse é um outro ponto. Nós nunca tivemos tanta coisa na órbita baixa da Terra, que é a parte que vai ser mais afetada, porque aumenta a densidade da atmosfera, isso aumenta o limite da do espaço, né, Que é 100 km, ele pode passar
a 110, 120 e por aumento de arrasto alguns satélites podem queimar. Isso aí pode acontecer, pode. Eh, o lance também é o seguinte, nós nunca tivemos sol tão monitorado como a gente tem. Então, se você entra no site do Noa, noa, que é administração americana para para atmosfera e oceano, todos os dias lá tem a previsão do Space Weather, que é o clima espacial. Eles fazem previsão Igualzinho, tem a previsão do tempo e essa previsão eles fazem para três dias. Então, a gente tem o controle disso. Que quer dizer com isso? Teve uma grande explosão
no sol que criou uma CME, que a gente chama, que é uma injeção de massa coronal, que é essas que vão afetar a Terra. Ela demora basicamente três dias para chegar aqui na Terra. Ah, e aí como que vai fazer? A gente manobra os satélites. Então tem satélites, eu converso direto com a Cláudia lá do do IMP, entendeu? E nós estamos em contato até com o pessoal do Noa. Os satélites eles são manobrados. Então você consegue colocar esses satélites em posição, você consegue desligar determinados determinadas partes dos satélites que vão ser mais sensíveis, principalmente é
coisa muito eletrônica e tal. Tem coisa você consegue desligar e tem o seguinte, isso aí passa, é tipo uma onda. Passou, tudo volta ao normal. Tudo volta ao normal, Tudo funciona normalmente, tal. Os satélites que podem ser afetados são de GPS. Esses podem ser afetado, podem, mas nós temos muito satélite de GPS também. Então o que que acontece? Às vezes você pode ficar sem GPS durante uns 20 minutos, uma meia hora. Isso já aconteceu o ano passado. O ano passado teve uma explosão solar e alguns a azul, a azul usa aquele avião ATR. Já voaram
a TR? Já vamos de azul. Acho que sim. É Que aquele aviãozinho da e tal. Esse avião aí ele usa GPS, ele não tem um sistema de redundância. O sistema de redundância dele, na verdade, é baseado no GPS também. O que que aconteceu? É bem redundante, então é bem redundante. É bem redundante. Então o ideal é não usar esse esse avião aí. Não pode usar, não tem problema não. Mas olha só que interessante. Sões da azul caindo agora. É só durante explosões tempestad solar. É. Teve avião da Azul, esse ATR, que na Hora que ele
tava decolando em Campinas, ele teve que voltar porque o GPS deu pau. Só que deu pau porque deu um pau de tipo uns 20, 30 minutos no sistema de GPS. Ah, aí depois resolve. E depois resolveu. Aí deu problema. Deu porque atrasou o voo. Quiseram bater num atendente que não tinha nada a ver, que era um negócio, mas quiseram invadir, quebrar tudo. Já sabe a confusão que vira, né? E mas por quê? Azul podia saber disso antes porque tem A previsão. Uhum. Sabia que ia chegar um negócio daquele, cara, para tudo aqui reagindo as coisas
e e segue a vida, segue normal. Então assim, a internet, cara, o pessoal fala: "Ah, vai ficar sem internet não sei quantos dias." Só que a internet, a maior parte da internet nossa é cabeada, né, cara? Então, por uma tempestade solar bater num cabo lá no fundo do oceano e destruir tudo, acho que é muito assim, cara. Também não vou falar que não vai acontecer porque vai Que amanhã explode, mas cara não vai não. Você vai ficar com seu Bitcoin tranquilo. É, o problema é corrente induzida nos cabos, mas para isso precisa de um evento
Carrington novamente. Uma tempestade solar tão grande quanto a de 1859. Exatamente. A gente quase teve uma em 2012. Em julho de 2012 teve uma erupção solar que gerou uma injeção de massa coronal que ela errou a Terra por dias. Olha, se ela tiver, ela era tão forte quanto a do Evento Carrington de 1859. Se ela tivesse pegado em cheio a terra, aí provavelmente a gente teria esses efeitos de ia ser cabo derretendo, ia ser eletrônico queimando. A gente ia demorar alguns anos para voltar à infraestrutura como ela era. E nesse meio tempo, provavelmente várias regiões
do mundo, se não o mundo todo, poderiam ficar tipo desconectadas ou com diversos sistemas inoperantes. Seria bem difícil. É bom. Essa é mais fraca, como você Falou, né? Não é não. O ciclo atual, o ciclo atual ele é fraco, cara. Ele é bem mais fraco. O de 90, por exemplo, foi muito maior do que esse. O Noa, ele traz todos os gráficos lá. Você vê historicamente todos os ciclos. Esse de agora ele não é. Mas o problema é que esse de agora a gente tem muita internet, aí o povo fica falando: "Não, porque eu vi
o pessoal me manda um vídeo de vez em quando falou: "O pessoal tá estocando comida e não sei aonde, tá Estocando pilha. Aí estão vendo muito filme. Viram aquele filme lá, o ano depois de nós, né? Como que é o ano depois de nós ou o dia depois de nós? O dia depois de amanhã, não é? Não, não. O o mundo sem o mundo depois de nós. O mundo depois de nós tá na Netflix. Robert, porque ali o que que acontece? Então, mas ali é diferente porque ali os todo o sistema todo de GPS é
afetado por conta de vírus, né? Um ataque cibernético. Hum. Tá? Que o pessoal Coloca vírus. Isso já acontece hoje lá na guerra da Ucrânia com a Rússia. A guerra da Ucrânia e a Rússia hoje, ela é uma guerra cibernética. Cbernética. O pessoal, o que que eles fazem? Eles atacam o GPS. Por quê? É uma guerra baseada em drone. O drone ele é guiado pelo GPS. Então quando o drone chega a uma certa distância é jogado um vírus que afeta e o drone fica doidão. Os caras vão lá e abatem drone com espingarda. Por isso que
a Ucrânia criou O drone, o drone Kamikazi. Que que é o drone Kamikazi? Na hora que dá pau no sistema dele, ele se joga no negócio. Ele não atira mais nada. Ah, deu pau, não tem problema. eu vou me jogar no tanque. Então você vê vários vídeos aí do dos drones camicazes ucranianos, que é o problema é esse. Então esse lance cibernético aí já talvez você tenha tá mais arriscado com alguma coisa cibernética do que com uma explosão solar. E nesse lance aí, mesmo que tenha Uma grande, a gente consegue se preparar, desligar coisas que
são mais sensíveis. E aí passou essa onda, você se precaveu, depois você liga de novo e segue a vida normal, entendeu? Então não, não se não fujam para as montanhas, não dê seu dinheiro para ninguém que tá pedindo dinheiro para você, que aí nessa hora aparece, né? Não, cara, Instagram, eu guardo seu dinheiro aqui. Se tu quiser, eu guardo tuas bitcoin. Uma parte aí para dar também. A gente me Me dá tua ledger que eu é, mas não vai, pessoal, fica tranquilo assim não. E vai para E outra coisa, é muito monitorado. É muito monitorado.
Então tem Space Weather Live no Twitter, quem quiser seguir. Todo dia eles postam lá como que tá o sol. Então você vai seguindo, ah, deu uma explosão, x, não sei o quê. É muito engraçado. Realmente eu vou seguir lá para ver como é que tá o sol. É muito é que teve gente que chegou Falando sério, falou: "Não, cara, eu acho que eu não vou ter essa posição em Bitcoin". O cara tá falando de ele tem zero, queria ter meio falou: "Mas eu acho que pode ser arriscado quanto de explosão solar." E eu não entendo
desse assunto, mas eu falei: "Olha, se tiver uma explosão solar, acho muito mais fácil algo centralizado ser afetado do que uma estrutura que ela tá descentralizadamente rodando em um monte de cantos diferentes. Sim. Então a Chance de dar uma PAN, acho que é muito mais um sistema que depende de pontos centrais, alguns poucos, do que um outro que tá espalhado por aí, rodando de maneira paralela. Exatamente. E você acha que o sistema de Bitcoin não tem uma redundância ferrada aí dos? Então não tem essa. A palavra lá é redundância, porque tem o lance aqui que
o Pedro, ah, ela atinge a terra, mas ela vai atingir um lado da terra, né? Tem outro lado até que tá mais protegido, Dependendo do lado que atingir. Só que por alguns dias assim, eu acho que acho que o Sérgio tá completamente certo nessa parte de tipo assim, galera, isso é um problema muito menor do que todo mundo acha que é. Tipo, com certeza, assim, tipo, a tempestade solar é uma ameaça, assim, é mais provável, provavelmente a gente ter outra pandemia em 10 anos do que uma tempestade solar. Ainda mais necessando, quer ver? Só pra
gente ver. E aí só que assim, se a gente tiver uma verdadeiramente forte, o que já é ainda mais raro, porque ela tem que primeiro acontecer depois e segundo virada para nós. É tipo uma é um é tipo uma tipo um monte de fatores. É porque o sol pode explodir para qualquer canto, né? Que a gente detecta atrás do sol hoje. Tem sat que ele fica atrás do sol. Só que se vem uma verdadeiramente forte, não adianta desligar aparelho, porque corrente induzida vai independente, ele Tá ligado ou desligado. Aí vai fritar, né? Frita tudo. É.
E essa tempestade joga partículas carregadas na magnetosfera terrestre que fazem literalmente um uma corrente circular ao redor do planeta, uma corrente elétrica. E essa corrente elétrica induz corrente no solo, ou seja, vamos fritar, ou seja, fritariam alguma coisa, fritaria, só que daí é difícil de a gente dizer, por exemplo, ah, ia fritar tudo, ia acabar as bitcoins, por exemplo, ou ia fritar Só cabo? Não, não, não. A gente surpreendentemente não vai ser tão afetado. Mas tem efeito biológico, não tem? Mais para astronautas. astronautas porque estão fora da atmosfera, não tem a proteção que a gente
tem. Seria isso? É tipo isso. Mas astronauta já não sai quando tem alguma explosão solar e tal, por isso que o sol é monitorado. Eles já não saem para fazer caminhada espacial. Tem caminhada que é que é cancelada por conta do do sol. Tem lançamento que é Cancelado por conta da atividade solar. Uhum. Até sobre esse negócio de desligar da tomada não funcionar. Na de 1859, a linha de telégrafo entre Boston e Portland, que é são 300 km, se não me engano, de linha de telégrafo, tavam funcionando e os operadores estavam se comunicando a 300
km de distância com os telégrafos desligados da tomada da bateria, no caso, né? Não tinha, acho que não tinha rede elétrica naquela época. Eles estavam se comunicando Usando só a corrente induzida pelo sol. Depois, pensa que coisa maluca. Interessante. Isso aí. Interessante.