Muito bem, sejam todos muito bem-vindos. Mais um encontro da disciplina de economia de mercado. É a web conferência número três. Estamos juntos para mais avançar um pouco mais na caracterização da nossa do conteúdo da nossa disciplina. E hoje a gente vai falar um pouco sobre elementos da economia de mercado. Então a disciplina de hoje, a aula de hoje já é mais voltada para um conteúdo ligado para a caracterização Da economia de mercado em si, ou seja, economia de mercado é o mesmo que capitalismo. Então o foco da nossa disciplina hoje é trazer os principais elementos
que caracterizam o capitalismo nesse contexto. Então é nesse sentido que a gente se organiza para começar, mas pessoal também é uma oportunidade de vocês poderem tirar dúvidas. Então, começando nosso encontro, abrindo espaço para dúvidas. Alguém tem alguma pergunta que gostaria de fazer conteúdo, Calendário, atividades avaliativas sobre a nossa disciplina ou posso iniciar nossas interações de hoje? Então, espaço aberto enquanto vocês decidem se vão comentar. Lembrando que nós temos a sistematização da disciplina, lembrando que nós temos os exercícios após as unidades. Lembrando que em caso de qualquer dúvida a respeito, vocês entram comigo no fórum, fale
com o professor que eu acesso diariamente para poder orientá-los em Relação qualquer questão da disciplina. E aí, alguém tem alguma pergunta, dúvidas sobre os conteúdos? As aulas anteriores, às vezes tem algum tema? Alguém assistiu a aula gravada e ficou com alguma dúvida? Tudo certo? Posso começar? ou alguém gostaria de fazer alguma pergunta sobre o conteúdo da nossa disciplina? Tudo certo, Paulo? Então, beleza. Então, maravilha. Supondo então que estão todos de acordo, vou dar início então ao conteúdo e a gente Avança. Sintam-se à vontade para comentar pelo chat que eu tô acompanhando em tempo real. Opa,
ligar o microfone. É uma sala de aula normal. Fiquem à vontade, pessoal. Uma boa forma, a gente já tá um pouco caminhando na disciplina, né? Uma boa forma da gente retomar. Afinal, o que é que estamos estudando? é pelo conceito. Então eu vou começar retomando esse conceito de economia que nós já vimos aqui ali de alguma forma e agora vou Apresentar de modo mais elaborado. Ou Samelson, um pósquinesiano, um autor já mais recente, já depois de toda aquela trajetória que eu expliquei na aula passada, de quando a economia foi criada, de quando a economia foi
transformada em ciência, de quando os debates econômicos surgiram. E o Paul Semson traz um conceito muito interessante pra gente. Economia, uma ciência social que estuda a administração de recursos escassos entre Usos alternativos e fins competitivos. Ah, que bonito, professor. Vou decorar. Não, gente, não é esse o propósito. Estamos aqui para entender. Se esse conceito é relevante, é porque ele traz componentes que explicam pra gente um pouco da dimensão do que que a economia é e como ela pode contribuir pra sociedade. Então vamos por partes. Economia é uma ciência, um conjunto de conhecimento sobre determinado tema.
E que tema é esse que só a economia tem e Outras ciências não têm? Economia é a ciência da escassez. Economia é uma ciência do comportamento humano diante da escassez. Como nós lidamos com a escassez? Como é que ela interfere no modo como nós consumimos ou investimos ou poupamos ou não fazemos nada disso? Como é que ela explica o comportamento dos agentes nas trocas de produtos, de serviços, de conhecimentos, de trabalho? Como é que ela explica teoricamente o Modo como a sociedade lida com recursos escassos? Isso é o objeto de estudo da economia como ciência.
E isso vem desde Adam Smith, como a gente falou na aula passada, quando o termo economia foi criado pelos gregos antigos, era vamos gerenciar a casa, vamos gerenciar os recursos para não faltar. Mas quando o Adam Smith utiliza esse termo, ele tá dando um novo olhar como a perspectiva de uma ciência social. Ah, então é como a sociedade Vai gerenciar os recursos escassos. E notem, não tem nenhum ente soberano magnânimo lá em cima tomando decisões. Que que a gente viu na aula passada? Cada um toma suas decisões, cada um, especialmente aqui na economia de mercado,
cada um com liberdade para tomar suas decisões e que vai lidar com as consequências das decisões que tomar. Não foi isso que nós vimos até agora? Então, a economia é uma ciência, mas mais que uma ciência, é uma ciência Social. Eita, professor. Ciência social, ciência da sociedade. Mas primeira coisa para frisar, não é uma ciência exata. Por mais que lida com números, estimativas, estatísticas e projeções, economia é uma ciência humana. Estamos na área de humanas, mas lidando com números. E esses números e esses comportamentos e essa perspectiva de humanista, ela traz explicações para como a
sociedade funciona, Como a sociedade consome, como a sociedade poupa, como a sociedade investe, de que maneira que os agentes competem entre si, de que maneira que os agentes inovam. Todos esses elementos podem ser explicados por diversas partes dentro da economia. Então, a economia é uma ciência social, porque explica o contexto da sociedade. Em parte, é isso. Mas em parte também por quê? Porque a economia brasileira é muito diferente da economia tailandesa. Por Que a economia norte-americana é muito diferente da economia japonesa? Porque cada sociedade lida com seus recursos que são diferentes entre sociedades de uma
maneira. Então, a economia é uma ciência social, porque eu também tenho que compreendê-la no contexto. A economia brasileira compreendida no contexto social do Brasil ou o contexto social do Brasil explicado pela economia brasileira. É aquela ideia que Marx fala de uma infraestrutura econômica que Explica uma superestrutura política, social, cultural e por aí vai. A base econômica. Quem tem acesso a poder econômico tem mais acesso a poder político. Tem que tem mais acesso a poder econômico tem mais espaço para interferir na cultura, tem mais espaço para interferir na comunicação. Então, muito do que acontece na sociedade
depende dessa base econômica que é o acesso que as pessoas têm aos recursos econômicos. Tudo tranquilo até agora, Gente? Eu tô só nas duas primeiras palavras, mas só para saber se tá dando, fazendo sentido para vocês. Então, economia é uma ciência humana. Economia é a ciência da escassez. Economia é uma ciência social. Economia é a ciência das trocas. E ela vai estudar, ela vai investigar o modo como a gente administra recursos escassos. Recursos escassos como dinheiro, conhecimento, tecnologia, tempo. Tempo é escasso para caramba. Temos que gerenciar bem. Recursos materiais, recursos humanos com conhecimentos necessários. Então,
temos recursos limitados, mas nossas necessidades são ilimitadas. Adoraria estar passando o final de semana no Taiti nesse final de semana. Vários de vocês com certeza concordariam comigo, mas meus recursos são escassos, então eu não tenho como fazer essa viagem pro Taiti não neste momento. Mas em algum momento eu vou tomar decisões. Então lidar com recursos escassos significa que precisamos decidir. E quando nós decidimos, a gente tem uma palavra bem bacana na economia para representar isso, esse processo de decisão. a gente se depara com um tradeoff. Um tradeoff. Um tradeoff pode ser traduzido em uma certa
medida como um dilema. Segura, Simone, que tradeof é um conceito fundamental pra gente. Um tradeoff é um dilema. Todos nós temos Dilemas. Todos nós lidamos com esses dilemas diariamente. Nossos recursos são escassos. A gente tem que fazer o melhor possível desses recursos. Então, vamos pegar um exemplo. Vocês numa sexta-feira à noite, 19 horas, prontos para esfriar a cabeça, para se divertir, mas tem uma aula e uma aula que vale presença. E essa aula que vale presença, vocês t um recurso escasso, que é o tempo. Eita nossa como é que eu vou fazer? Então eu vou
tentar equilibrar para assistir a Minha aula e depois que acabar a minha aula vou curtir minha sexta-feira. Vou curtir meu final de semana. Então pessoal, esse é só um exemplo de brincadeira que eu tô colocando, mas para vocês verem que todos nós nos deparamos com dilemas. Alguns de vocês, por outro lado, podem falar assim: "Não, eu vou deixar para ver essa aula depois. O meu final de semana, o meu programa de sexta-feira à noite vale mais do que a aula do Professor as tá tudo bem. É liberdade, não é isso que a gente tá pregando
aqui? Liberdade econômica". a gente tem liberdade para escolher e cada um vai ponderar com seus próprios parâmetros, com as suas próprias perspectivas para tomar a sua decisão e o que for possível conciliar e equilibrar. Todos nós somos pautados por uma racionalidade econômica. Nos modelos econômicos é pressuposto que todos nós Somos indivíduos racionais. Isso quer dizer que nós vamos tentar fazer o melhor possível com nossos recursos. A gente vai buscar, como a gente costuma dizer em economia, maximizar a utilidade dos nossos recursos, que a gente possa utilizá-los da forma mais útil possível. Nosso tempo, nosso dinheiro,
nossos conhecimentos, nossa tecnologia, nossos bens materiais, nós não queremos desperdiçá-los. Todos nós fazemos isso, Só que todos nós vamos fazer escolhas diferentes. E aí o mercado é que vai dizer, quem fez as escolhas mais certas vai ter um fruto melhor. Quem fez as escolhas não tão certas vai lidar com as consequências que não são tão boas. Tudo bem até agora? Ainda tô na metade do conceito. É, gente, tá vendo só uma frasezinha solta assim no meio de uma sexta-feira. Que coisa, hein? Mas economia é uma ciência que explica a sociedade a partir desse olhar sobre
Escassez e trocas. interessada no comportamento dos agentes, comportamento das pessoas racionais diante da escassez, tentando fazer as melhores escolhas possíveis, tomar as melhores decisões. E aí a gente entra nesses dois pontinhos finais aqui, usos alternativos, fins competitivos. Que é que significa isso? Basicamente o seguinte, nós temos várias possibilidades, né? Se eu fosse pensar numa mão cheia de Cartas, eu tenho várias possibilidades do que fazer com o meu dinheiro, com o meu tempo, com o meu material, com meus conhecimentos. Só que eu tenho que escolher e eu não posso ter tudo. E quando eu escolho uma
coisa, eu sacrifico a outra. Se eu não posso ter tudo, meu dia tem só 24 horas, eu tenho que escolher o que fazer com elas. Eu adoraria fazer mais coisas, mas meu dia tem só 24 horas com muito todos vocês. Então eu preciso Escolher. E quando eu escolho fazer isso, eu abro mão daquilo. E isso pra gente em economia também tem um nome importantíssimo, o custo de oportunidade. O que que é o custo de oportunidade? O curso de oportunidade é, eu não decidi ir por aqui. Isso quer dizer que a minha escolha é boa. Se
o que eu recebi ao escolher esse caminho aqui, supera o que eu ganharia se eu escolhesse aquele caminho que eu Sacrifiquei. É um custo da oportunidade perdida. Se eu estou ganhando mais por esse caminho, uau, fiz uma boa escolha. Mas se o que eu ganhei aqui não foi tão bom, fiz uma escolha ruim, porque por aquele caminho eu teria ganho algo mais. Bora para um exemplo para não ficar tão abstrato. Pensa em cada um de vocês, empresários buscando iniciar um novo negócio. E aí você tem a possibilidade de iniciar um Novo negócio. É, vamos, Simone,
funciona, né? facilita pra gente entender. Tô com dinheiro no bolso, tô com um um frisson empreendedorismo de empreendedorismo junto de mim e quero abrir um negócio. E aí eu tô naquela impasse, abro agora, espero passar as eleições para ver se as regras do jogo vão mudar. E aí tenho dois caminhos possíveis, vamos simplificar, né? Ou eu abro o negócio e de certo modo ten um risco, Mas tem uma expectativa de retorno ao produzir, ou eu aplico esse dinheiro, espero, né? que eu vou ter uma rentabilidade X e espero um outro cenário e aí abro um
negócio quando eu tiver uma clareza maior de como vai est o contexto político e econômico do país. Bacana. Dois caminhos. Como é que eu escolho métricas estimativas, estudos de mercado, opiniões de especialistas? Tem muita coisa que eu posso considerar. Tem Mesmo. É verdade. Mas a minha escolha é minha. A minha escolha é pautada no que eu considero que é o certo. Como é que eu vou saber se foi uma escolha boa ou não? Se eu abro o meu negócio e eu tenho uma rentabilidade X, né, do meu produto, fiz meu produto, tive renta, tive um
faturamento muito bom e se isso supera a rentabilidade que eu teria se eu aplicasse aquele dinheiro na poupança, uau, minha escolha foi boa, me trouxe mais retorno e por esse caminho, superei O custo da oportunidade que eu perdi, minha escolha racionalmente foi a mais adequada. Agora abri o meu negócio, tive prejuízo, que não é difícil para uma empresa que abre sem tá muito bem preparada pro seu ramo de mercado, né? Então, pode ser que aconteça que no primeiro ano tive prejuízo. Quando eu comparo com a rentabilidade que eu teria aplicando dinheiro no banco, a minha
escolha não Foi tão boa, não superou o custo da oportunidade. Acontece, acontece, mas é esse um parâmetro que todos nós fazemos intrinsecamente para poder decidir, fazer as nossas escolhas. Então vocês estão fazendo curso de graduação, vocês estão com expectativas de carreira após fechar esse curso de graduação. Só Deus e vocês sabem o quanto é custoso fazer esse curso, os sacrifícios, os estudos e tudo mais. Vocês estão investindo, vocês Esperam que essa escolha de seguir por esse caminho supere o custo da oportunidade de nesse momento estar descansando, estar trabalhando, estar fazendo outra coisa da sua vida.
vocês estão investindo em vocês e com a expectativa de que seja uma escolha racional que supere o custo da oportunidade perdida do tempo que vocês estão dedicando pros estudos, vocês podiam estar dedicando para outras coisas. Então, a ideia dos usos Alternativos fez sentido, pessoal? Tudo bem até agora? Por que que então a gente administra recursos escassos, né? A escassez nos atinge a todos, mas queremos fazer o melhor possível, queremos escolher da melhor forma possível entre as várias alternativas na nossa frente. Beleza? Mas tem só uma coisinha. Você não está sozinho nesse mercado. Você não está
sozinha nesse mercado. Tem outras pessoas querendo aquele cargo, querendo Aquela aquele investimento, querendo aquela rentabilidade, querendo aquela posição de mercado, querendo aquela participação no mercado consumidor. >> Mas isso seria curso de oportunidade, professor? >> Porque Simone, diga especificamente, >> isso que você tá explicando, por exemplo, eh, economia é escassez, aí você tem o custo da oportunidade. Estaria dentro disso esse risco. >> Sim. Quando você faz escolhas, você quer Fazer uma escolha que supere o custo das oportunidades que você sacrificou. Isso seria o custo da oportunidade. E essa é a métrica para saber se você fez
uma boa escolha ou uma má escolha. Se o caminho que você escolheu entre as várias possibilidades alternativas foi aquele que mais retorno trouxe para você. Se superou o que você ganharia se tivesse ido pelos outros caminhos. Esse é o parâmetro de custo de oportunidade. Então aqueles usos alternativos que o Paul Shemers fala, intrinsecamente tá ali a ideia de custo de oportunidade. Tudo bem? Fiz sentido? Depois você me diz aí. Só que, como eu tava dizendo com vocês, além da ideia do desafio de fazer boas escolhas entre vários caminhos possíveis, ainda tem outra questão. Tem outras
pessoas competindo com você por esses mesmos recursos, esses mesmos recursos na sociedade. O melhor mercado, o melhor funcionário, o melhor emprego, O melhor concurso. Tem outras pessoas competindo com você. Então, ainda temos fins competitivos, ainda temos que lidar com competição. Não é só uma questão de escolher dentre as minhas várias possibilidades. Eu ainda tenho que fazer da melhor forma para competir com aqueles que estão buscando o mesmo que eu e que se eu não fizer da melhor forma possível vão passar na minha frente. E como é que eu lido com isso? É a regra do
jogo no capitalismo. É a É o mundo cão. Gostei. Gostei. Mas se a gente usava o termo técnico, capitalismo selvagem também, também bem cinematográfico, né? Mas se a gente usar o termo técnico é a concorrência. Concorrência. A gente lida com concorrência. Mas aqui no capitalismo, pelo que a gente viu na aula passada, essa é a força que regula o mercado. A concorrência é o que vai fazer com que a Gente tente ser o melhor possível, porque se não tivesse concorrência, a gente podia se acomodar, ficar tranquilo, ah, vai dar tudo certo no final. Mas não
é assim, a gente tem que correr atrás. Gostei, Marco Aurelli. Gente, vocês estão dramáticos hoje. Mas é um canibalismo de mercado. É basicamente uma pessoa buscando a oportunidade e a outra cous. Pessoal, deixa eu te avisar. É a regra. É a regra. E é por isso que, exatamente Diante da escassez, só aqueles que tiverem os melhores recursos, fizerem as melhores escolhas, conseguirem ler melhor o mercado, vão conseguir saltar na frente e aqueles que não conseguirem vão ficando para trás. E é assim funciona, assim encaminha a humanidade, especialmente no contexto do do capitalismo. Não há o
suficiente para todos. Quem fizer as melhores escolhas, avança. Quem fizer as piores escolhas lida com as consequências disso. E essa É a regra do jogo. Mercado. Exatamente. E de certo modo, pra gente também não vilanizar o mercado, mas o que o mercado coloca é basicamente também uma oportunidade para que aqueles que são melhores ou fizerem os melhores movimentos saltem na frente. E aí a gente volta para um elemento que eu falei na nossa aula passada da semana passada. Ah, não é invisível que eu expliquei agora, não vou pedir exemplos Detalhados, mas para ser bem sucinto,
é aquela ideia de quem fez as melhores escolhas vai apontando com suas escolhas qual a direção que o mercado tá estabelecendo, como se uma mão invisível apontasse o caminho da tecnologia, do mercado, da expansão, do conhecimento. E aí quem quiser concorrer de igual para igual tem que seguir naquela direção que tá sendo apontada pela mão invisível do mercado. Então a mão invisível do mercado é uma metáfora para dizer que Quem tava indo na frente não tinha intenção nenhuma de puxar os outros. Mas quando escolhe a melhor tecnologia, quando inova e quando cria um produto que
dá certo, os outros naturalmente vão seguir naquela direção porque querem competir de igual para igual. Então, a concorrência é a regra, competição é a regra do jogo pra gente aqui. Eita, quanto conceito. Só num slide, 20 minutos só para explicar esse slide. Mas é porque acho que ele traz o conceito Doon. O que há de principal pra gente entender o que que é a economia. Fala, Simone. Diga lá. >> São três conceitos, então é tradeof, que é o dilema, curso de oportunidade, que é o curso que você tem quando você faz uma escolha e a
concorrência. É isso, né? Exatamente. O que você pode depreender de principal aqui, se bem que acho que não sei se você já estava aqui na sala quando eu falei da ciência social também, a ideia de que uma ciência é Voltada para características humanas que explica o funcionamento da sociedade com os recursos que ela tem, que tenta por conta do das escassez lidar com esses dilemas de escolher algo entre recursos escassos, entre várias possibilidades, tentando superar o custo da oportunidade perdida e competindo com outras pessoas para fazer as melhores escolhas. Isso vale pra pessoa física, isso
vale pra pessoa jurídica, isso vale para estado. Todos nós estamos competindo, em alguma Medida, lidando com a escassez da melhor forma que a gente pode, gente. Fez sentido o conceito do Samerson conseguir traduzir o que tá o que tá internalizado aí? Isso é economia. Então, já mostra muito do que que a gente tá querendo pautar aqui. Vocês todos vão atuar em mercados de trabalho, vão atuar como clientes, vão atuar como fornecedores, como prestadores de serviços. Então isso aqui mostra claramente para vocês que entender o mercado é entender essas Regras do jogo também. Maravilha. Também temos
então essa missão na sociedade. Ao lidar com a escassez, a gente quer produzir o máximo possível de bens e de serviços. a partir de nossos recursos disponíveis. Só que a gente na sociedade, se olhar no nível macro, também temos limitações dos recursos e também temos falta de limitação do que dos desejos e das necessidades. Então, por isso a gente também tem que escolher. E quanto um bem é escasso, a Gente chama ele de bem econômico. E quando um bem não tem escassez, a gente chama ele de bem livre. Então nós ainda temos, ainda temos bens
livres que temos acesso, ar respirável, não dá para colocar nenhum tipo de limitação. Pois é, Simoneia, você já chegou. Segura esse spoiler aí que você perguntou no chat, porque eu já ia chegar nele. Ar completamente livre o acesso, não tem como botar nenhum tipo de limitação para ele. Luz Solar também não tem nenhum tipo de limitação. Por enquanto, para todos os outros que têm algum tipo de limitação, existe a ideia de classificar como bem econômico. É o próprio escassez do bem que vai determinar o quanto ele é útil pra gente. E é daí que surge
o preço. Só faz sentido falar de preço para algo que é escasso, porque o preço é uma cláusula de barreira. Quem puder pagar o preço, acessa, quem não puder pagar o preço, Fica sem. É assim. E aí a água que a Simone perguntou, especialmente água potável, água doce, a água que a gente precisa pro nosso dia a dia, já foi um bem livre na história da humanidade. E cada vez mais a água, especialmente alguns países, vai se tornando crucialmente um bem econômico, um bem que determina conflitos, um bem que determina disputas e um bem que
determina até guerras, o acesso a fontes de água, especialmente Água potável. Então, a água já foi um bem livre, Simone. Cada vez mais a gente tá vendo a água se tornar um bem econômico. Terra cultivável como a que nós temos, terra que pode ser útil paraa produção, também já foi um bem livre, cada vez mais é um bem econômico. Então, os próprios recursos mais básicos, cada vez mais quando a gente vai lidando com a escassez, vão assumindo essa perspectiva. E é claro que quanto mais produtiva, mais caro, Mais cara vai ficando aquela terra. Isso mostra
que o preço vai acompanhando essa visão da escassez. Um bem é demandado porque tem utilidade. Então a gente quer maximizar a utilidade. Essa ideia então de que quanto mais útil, maior o preço e quanto menos útil, menor o preço. Começando a já traçar a lei da oferta e a lei da demanda aí com vocês. A utilidade aqui é a nossa é a capacidade que esse bem ou que esse serviço tem de satisfazer uma necessidade, um desejo Humano. Então, por exemplo, uma máquina da telografar, eu não tenho interesse na minha vida nesse momento. Eu não pagaria
o preço, não tenho utilidade para mim. Então, eu não tenho demanda por isso. Mas se eu tiver gripado um remédio para gripe, eu quero comprar um remédio para uma doença mais séria que eu não pode esperar, eu aceito pagar bem mais. Um remédio para uma doença terminal, eu nem pisco, nem negocio, vou comprar, porque a utilidade Determina o preço e o preço geralmente acompanha quão útil e quão raro é aquele bem. Então o preço só podemos falar de preço diante de bens econômicos e diante de bens livres. Não tem exatamente, Marco Auroréliia. tanto a ideia
de um desejo que a gente quer suprir como de uma necessidade. O mercado vai tanto buscar suprir desejos como necessidades e o preço vai acompanhar quanto mais útil ou necessário aquele bem for. Quando eu falo um bem aqui, gente, em Economia, não entendam só objetos, artefatos pequenininhos que cabem numa caixinha, tá? Tudo em economia que pode ter preço é chamado de bem. tanto aqueles que são materiais como aqueles que são imateriais, serviços, marcas, hospedagem, aula administrada, vigilância noturna. Então isso é um bem. A gente tá negociando bens. Então a aula que está sendo ministrada para
vocês pro contexto da economia é um bem, tem um valor e esse Valor também vai ser uma cláusula de barreira que só se pode acessar se você puder pagar pelo preço do bem. Viagens também, Simone, especialmente quando você pensa no contexto de turismo, hotelaria e tudo mais. Ó, Marco, isso que você tá falando é fundamental, pessoal. Indústria farmacêutica é uma das que mais cresce e sustenta crescimento, mesmo em crises econômicas no mundo. Por quê? Porque uma enfermidade não permite esperar. Então a Necessidade torna crucial a cobertura do custo envolvido. Então nesse caso, a indústria farmacêutica
é uma das que mais realmente tem um mercado aguerrido e acirrado por conta disso e que cresce mesmo em contexto de crise econômica. Então, a gente tem que entender que o bem é tudo aquilo que é capaz de atender uma necessidade humana, enquanto que as necessidades são qualquer manifestação do desejo humano que envolva a escolha de um bem econômico capaz de contribuir Paraa sobrevivência, é o caso da necessidade, ou para a realização social, é o desejo daquele indivíduo. Então a gente vai trabalhar com essa ideia de se tem demanda é porque existe uma utilidade decorrente
de uma necessidade ou de um desejo que a gente pretende suprir. Mas estamos em contexto de economia de mercado. Temos que entender quais são os componentes fundamentais dessa economia. E tá aqui uma palavra que tá geralmente associado Com a com a nossa disciplina capital, tá associado com o nosso modo de produção. Nós estamos com o capitalismo até a tampa. Então o que que é o capital no fim das contas? A gente pensa muito em capital em dinheiro. É dinheiro, é ouro, é moedas, são moedas. Mas na verdade o capital não se limita ao dinheiro. O
dinheiro está incluído, as moedas estão incluídas, os metais preciosos estão incluídos, mas o capital também envolve aquilo que você compra com ele para Produzir. Nós em economia usamos o termo capital também para colocar a sua estrutura instalada, a sua estrutura de produção. Eu tenho o meu capital efetivo, financeiro, que eu posso eh utilizar para pagar contas no curto prazo, mas aquilo que eu comprei com meu dinheiro, como máquinas, instrumentos, fábricas, terras, matériaspras, aquilo é meu capital investível e eu posso transformar aquilo em dinheiro de novo se eu precisar. Então, por isso não Deixa, não perde
a natureza de capital. Capital, então, tá falando de uma perspectiva de riqueza. Riqueza. Pode falar, senor. >> Podeir, por favor, esse conceito, professor, que que agora deu um tilte aqui na minha cabeça. >> O capital ele expressa ideia de riqueza e essa riqueza pode estar tanto caracterizada por pecúnia, ou seja, dinheiro, dinheiro no seu bolso, direito, dinheiro na sua conta, mas Também aquilo que você compra com esse dinheiro para gerar mais riqueza. Então aquilo que você investe num processo produtivo é o seu capital investido. Eu chamo atenção só para não mostrar que o capital é
só dinheiro, não é aquilo que você compra dinheiro para produzir, física, o terreno, se você vai montar uma fábrica, isso é capital também. >> Isso é capital. Isso é capital investido e se você precisar vender para transformar em dinheiro, você consegue. Então, por isso é um capital que você imobilizou, mas que pode ser desmobilizado para virar dinheiro de novo. Então, não coloquem só em finanças na mão o nome de capital. dinheiro, moedas são capital, mas também aquilo que você compra com capital para uma estrutura produtiva. Tanto que para muitos estudiosos ou para muitos autores de
economia, o modo como se refere ao empresário é um capitalista, ou seja, uma pessoa que tem riquezas, que utiliza No processo de produção e que investe esse capital para gerar mais riqueza ainda. Tudo bem até agora? Deu para entender o que é o capital? Maria Eduarda mencionando aqui, investimentos em bolsa também ou só investimentos produtivos? Nesse momento que a gente tá, Maria Eduarda, pensa muito nos investimentos produtivos, mas nas fases mais recentes do capitalismo, especialmente do capitalismo financeiro, tem gente que não tá produzindo para Botar produto no mercado. Tem gente que pega seus recursos, vai
pro mercado financeiro, investe, compra, vende, busca uma rentabilidade, aquela é a atividade profissional principal daquela pessoa. É de onde ela tira aquela riqueza. Então, nesse sentido, a pessoa está investindo sim seu capital. Então por isso vale também pro mercado financeiro, sem problemas, desde que seja a minha atividade que eu estou utilizando para gerar mais riqueza para Mim. Patrícia perguntando: "O capital seria igual aos ativos no balanço?" Sim, como se fosse tudo que eu possuo, né? Eu gosto bacana dessa distinção, né, Patrícia? o que eu tenho de um lado, que é o ativo, e o que
eu tenho do outro lado, que é passivo e patrimônio líquido. O que eu tenho do lado do ativo é tudo que eu possuo, e o que eu tenho do outro lado é tudo que eu devo para terceiros ou pros proprietários da empresa. Então, do lado do ativo não tem Só dinheiro, também tem direitos, também tem imobilizado, também tem uma série de outros elementos. Todos eles podem entrar no que eu possuo e que tá no contexto da empresa para produção. Então, aquilo ali poderia ser visto como meu capital, tudo certo? E Maria Eduarda disse que entendeu.
Beleza, maravilha. Então, gente, então é para vocês ampliarem essa visão de capital pro que nós chamamos a economia de não pensarem só no dinheiro. Mas o Dinheiro tá aqui? Claro que o dinheiro tá aqui. E é claro que o dinheiro tem que ser bem aplicado também. Além do dinheiro, outro elemento fundamental para nosso contexto de economia de mercado, não faria sentido nenhum existir capitalismo e economia de mercado sem propriedade privada. Ah, propriedade privada. O que que é isso? Isso é a evolução da nossa sociedade quando a gente saiu da era feudal para o contexto da
idade moderna. É isso que Fez com que as monarquias absolutas caíssem. É isso que é a principal inovação que a burguesia trouxe pra gente na passagem do feudalismo pra modernidade. Por quê? Por que que é tão importante propriedade privada? É mais ou menos assim. Eu tinha que ter alguém com um objeto. Vou vou fazer um exemplo aqui comigo mesmo. Essa caneta é minha. É minha e eu apenas sou detentor de direito sobre ela. No que a gente tem no Contexto atual do capitalismo. Se essa caneta me pertence, ela é parte da minha propriedade privada e
eu tenho direito sobre ela que ninguém pode tirá-la, a não ser que eu concorde ou que haja algum tipo de condenação judicial que alguém faça, busque a apreensão dela para mim. Nossa sociedade no capitalismo tá toda pautada em propriedade privada e isso é fundamental. Professor, ainda não entendi. Vamos pensar no passado. Feudalismo. Tô eu lá Com minha caneta e o rei quer fazer uma guerra e quer confiscar tudo que possa ter valor e aí manda os soldados virem e pegarem minha caneta. E eu não posso falar nada porque o rei é o representante de Deus
na terra e contra o rei é literalmente desobedecer a Deus. E eu vou ter consequências bem severas quanto a isso. Mas para trás ainda, antiguidade, toou com minha caneta lá com o meu povo e aí de repente, meu Deus, uma invasão de outros povos e aqui tomam conta de tudo, me escravizam, quase me matam, levam todos meus bens e eu não posso dizer nada. Respeito nenhuma propriedade privada e eu não tenho garantia nenhuma de que essa caneta pode ficar comigo. Vamos um pouco mais para frente também, né? Não só olhar para trás. socialismo. Não, essa
caneta não é mais sua, essa caneta é do povo e nós vamos gerenciar essa caneta para você e quando você precisar Você vem pedir pra gente. Então não é propriedade mais privada, a caneta não é mais mínima, pessoal. A propriedade privada é uma expressão que claramente tá conectada com o capitalismo. Porque senão, pensem comigo, o que a gente botou no conceito agora a pouco, todos os riscos que eu corro para produzir, para escolher, para decidir, para ter um retorno positivo, superando o custo da oportunidade para eu poder comprar essa caneta, Para chegar alguém e dizer
que essa caneta não é minha. Qual é o sentido de todos os riscos que eu corri? se eu não puder ficar com fruto da minha riqueza, das escolhas que eu fiz. Por isso que propriedade privada é tão fundamental com revolução francesa, revolução e industrial, revolução americana, passa-se a afirmar na maioria das constituições, inclusive na nossa propriedade privada como um elemento Fundamental na sociedade. Podem procurar lá no começo da nossa Constituição, se não tá lá expressão propriedade privada. E isso significa um alinhamento direto com uma economia de mercado. Porque o que que a burguesia buscava no
final do feudalismo? Ganhar poder. Porque todos aqueles riscos daquelas viagens marítimas, da daquela descoberta de novas terras era para ter um lucro. E qual seria o sentido de de alcançar aquele lucro só para entregar quando o Rei quisesse confiscar? só para entregar pro governo, pro estado ou para outra pessoa ou pro outro povo que quisesse tomar de mim. Então, propriedade privada significa o Estado age em nome do povo e o Estado tem que preservar os bens do povo. É nesse sentido de que propriedade privada é o elemento fundamental paraa economia de mercado e pro capitalismo.
E todo o aparato do Estado, polícia, justiça, é para proteger a propriedade privada das pessoas. Ninguém tem o Direito de tomar essa caneta de mim, a não ser, claro, que eu tenho uma um tipo de condenação judicial, mas você viu que virou uma exceção e não uma regra. O estado para tomar essa caneta de mim tem que ter todo um processo para que possa acontecer. Simone, temos uma pergunta, pode falar. >> E no caso, por exemplo, que alguns países da Europa, você não pode ter, por exemplo, uma residência não pode ser sua, ela não pode
virar herança ou até Mesmo na China. como que funciona esse conceito de propriedade privada. >> Então, cada sociedade vai encontrar sua forma de lidar com seus recursos escassos. Em alguns países, você, a regulação da herança ou a possibilidade da sucessão passa por uma série de limites e controles. Em algumas sociedades, em algumas instituições, não existe possibilidade de passar herança para outras pessoas. Em algumas configurações existe até mesma a Possibilidade de compartilhar alguns bens, mas lembre-se também, nem todos estamos no mesmo nível de economia de mercado. Existem economias híbridas como Rússia e China, mas o capitalismo
está adensando sua participação nessas sociedades. Mas no mundo ocidental, Europa e Estados Unidos sobretudo e Estados Unidos Europa, América do Norte, América do Sul sobretudo, que são consequên são são desde a colonização se alinham com esse contexto ocidental, Propriedade privada tá na base de todas as nossas sociedades. Então nesse conceito é muito claro, é para que existe polícia, é para que existe justiça, é a forma que o Estado vai se estruturar para garantir que as pessoas possam deter bens. Se não, qual o estímulo de buscar enriquecer se eu não posso usufruir da riqueza que eu
tenho? Então existem outras configurações realmente, Simone, especialmente no Oriente, mas o capitalismo tá presente Na maior parte do mundo hoje. Propriedade privada é a regra e esses outros componentes são as exceções. Não se esqueça que a China é a fabricante mundial de bilionários no mundo, então não tenha dúvidas de que eles não estão compartilhando seus bilhões a torto e a direito. Algum tipo de recurso ou mecanismo existe para manter seus recursos com você. especialmente aqueles que mais enriqueceram e tiverem condições de manter os seus recursos. Consegui te explicar? Tudo bem? Diga aí depois se você
quiser comentar mais a respeito. >> Então, mas focando sobretudo nessa ideia, né? economia de mercado é o contexto que vale pro mundo todo. Outro elemento importante na economia de mercado, a divisão do trabalho. Todos vocês conhecem a história de como nasceu o capitalismo. Os camponeses saíram do interior, foram para cidades e aí lá não tinha como eles produzirem seus Produtos. Eles tiveram que vender seus instrumentos, tiveram que vender suas forças de trabalho. E aí então eles não eram mais detentores de todo o processo artesanal de produção. Eles trabalhavam em guildas, corporações de ofício, eles trabalhavam
para fazer tal atividade mediante uma remuneração por um salário. E a atividade era determinada pelos dirigentes, pelos donos da guilda da corporação de ofício, que depois vão ser as empresas. Então, o trabalho era Dividido e cada um tinha que fazer a sua parte. E por que que isso é importante para nós? Porque quando os camponeses produziam todo o trabalho, eram etapas que iam alternando uma produção que não era de grande escala, então era no ritmo do camponês, na capacidade do camponês, da forma que ele podia fazer. Quando a gente vai para essas corporações de ofício,
quando a gente vai paraas empresas, Elas ganham exatamente por economia de escala, ou seja, quanto mais ela produzir, menor o custo de produzir uma unidade a mais. E isso traz um grande ganho para ela. Isso significa que quando o trabalho mais for dividido, mais produtivo o funcionário fica. Pera aí, professor. Explica pensa comigo. Eu te coloco para fazer um trabalho X e todo dia você vai lá e faz o trabalho X. trabalho X. Trabalho X. Concorda que de certo modo você vai adquirindo uma experiência e com a experiência você pode fazer com menos erros, com
menos falhas, você pode fazer até com mais velocidade. Isso é produtividade. Produtividade é produzir mais com o mesmo recurso que eu tinha. Então eu posso ter ganhos de produção simplesmente dividindo o trabalho. E essa divisão do trabalho então leva à especialização dos colaboradores na função. Hoje em dia eu já não preciso Mais das pessoas trabalhando. O trabalho pode ser operado por máquinas, pode ser operado de forma automática, mas ainda assim a divisão do trabalho de aumentar a capacidade de produção com etapas muito bem definidas ao longo de um processo produtivo. Lembrem-se que isso aqui comparado
com sistemas que existia antes, não havia. Por isso, o grande ganho que o capitalismo traz aqui nesse contexto é a ideia de que o trabalho dividido leva a especialização e aí cada Um então pode gerar um resultado maior do trabalho que produz. E é isso que permite que essas fábricas, essas primeiras empresas consigam produzir não só paraa subsistência, mas para um mercado e um mercado que vai crescendo cada vez mais. Tudo bem? Seguindo, outro elemento importante, moeda. Então, uma economia, especialmente uma economia de mercado, precisa da moeda. Notem que a antiguidade já tinha moeda, o
feudalismo Tinha moedas, o socialismo tem moeda. Então, nós não estamos com algo exclusivo para nós no capitalismo, mas é no capitalismo que a moeda assume a mais ampla gama de configurações e funções. A moeda é meio de troca, a moeda é reserva de valor, a moeda é unidade de contas. Vocês já perceberam que eu não sou professor de passar um slide sem explicar, né? Então vamos lá. Meio de troca. Eu e você, Marco Aurélio, eu produzo queijo, você produz sapato. Eu Quero comprar um sapato. Você aceita trocar um sapato por dois queijos? O nome disso
é Escambo, pode funcionar, mas tem que dar muita sorte do Marcoell tá querendo precisando de um queijo e ele tá precisando de um sapato. O normal é que o o escambo limita muito a possibilidade das nossas trocas. Então, se eu, por outro lado, vendo meus queijos, Marcarelho vende o sapato dele, cada um compra o que quiser. A gente tem um denominador Comum. A moeda é um meio de troca. Ela facilita as trocas. Ela é um denominador comum para que a gente não tenha que depender do escambo. E essa é a primeira função que leva as
sociedades a desenvolverem as moedas. Mas isso já existia na antiguidade e no feudalismo. Ah, mas a moeda também agora vai ser no reserva de valor. Eu não tô produzindo queijo. Beleza. Depois de um mês, o meu queijo tá podre. Então, se eu não vender meu queijo até Lá, eu perco o dinheiro. Agora, se eu vender meu queijo e guardar minhas moedas, o meu valor gerado pelo queijo tá comigo lá no final do mês. Então, eu tenho como usar a moeda para ter uma reserva de valor, nesse exemplo, de bens perecíveis, de bens que podem se
depreciar, de bens que podem ficar obsoletos, mas eu tenho como reter o valor ao longo do tempo graças à moeda. E é isso que permite todo um sistema Financeiro e bancário que vai nascendo junto com o capitalismo também. E a moeda também é uma unidade de contas do tipo assim: "Eu produzo um queijo, Marcoralista produz um sapato, que que dá mais trabalho para fazer? Queijo ou o sapato? Eu sou de Minas Gerais, eu vou dizer o queijo, mas muita gente vai dizer que o sapato dá mais trabalho. Então a gente poderia imaginar que o valor
do trabalho do sapato é mais alto do que o valor do trabalho do Queijo. Até para comparar os preços e saber quantos queijos para equilibrar com o valor de um sapato. Então eu permito a partir do trabalho, da tecnologia, do esforço envolvido na produção, usar a moeda como uma unidade de contas para dizer os produtos que valem mais e os produtos que valem menos. Isso vai criando uma capacidade de comparar preços e valores na sociedade. Fez sentido, gente, das três funções que a moeda exerce dentro do Nosso contexto econômico de economia de mercado. Beleza? Essas
funções são relevantes. Muita coisa é possível na nossa sociedade graças ao exercício da moeda. Mas lembrando mais uma vez que a moeda não é exclusividade do capitalismo. A moeda já existia nos sistemas econômicos anteriores também. Problema então da gente em economia é resolver aqueles quatro problemas econômicos básicos que eu já tinha falado acho que na primeira aula da Gente, em que nós queremos definir o que nós vamos produzir, quanto quantidade nós vamos produzir, como nós vamos produzir, a tecnologia que nós vamos empregar e para quem nós vamos produzir, para que mercado e para que cliente,
quatro problemas econômicos básicos. Só que a gente tem na sociedade formas distintas de explicar como fazer isso, como lidar com os quatro problemas econômicos básicos. A gente quer fazer a melhor escolha possível com o mínimo de Desperdício. Só que o que nós na economia de mercado, o capitalismo, a sociedade ocidental fazemos é muito diferente do que a economia socialista centralizada, planificada faz. Então, as explicações que eu vou colocar aqui nos próximos slides são de acordo com a economia de mercado. E depois eu vou trazer só uma comparaçãozinha com o que diz a economia socialista. Bom,
primeira solução, ADA Smith e os liberais. liberalismo econômico. Ah, se A economia vai funcionar da melhor forma possível, se ela tiver pouca intervenção do Estado, o Estado apenas cria as regras, protege as fronteiras, gerencia a justiça e o mercado é que vai se regular. O mercado pela competição vai encontrar formas de se regular. Essa é a primeira explicação possível para aquele problema. É esse sistema pautado na livre iniciativa, liberdade, liberalismo. Aguenta firme, Simone. O Adam Smith tem muitas contribuições. Pensa nele como um pilarzinho, mas tem outros que vão chegando aí. Mas o ADA SM traz
pra gente essa ideia da importância da liberdade de que os agentes escolham e de que os agentes possam lidar com as consequências das suas escolhas. Então, nenhum agente econômico tá preocupado em desempenhar o papel de gerenciar o bom funcionamento do sistema de preços. Cada um tá interessado em cuidar do seu. É uma forma de agir egoísta. E aqui egoísmo pra gente aqui não é uma coisa Ruim. Quer dizer que eu quero proteger o meu e da minha família. E nós fazemos isso no dia a dia. Ninguém sai por aí jogando dinheiro fora ou abrindo mão
dos seus recursos, das suas riquezas, dos seus sustentos. O que a gente vai fazer, então, é olhar numa perspectiva individualista para como eu vou gereniciar os meus recursos. Cada qual vai buscar sobreviver com a a concorrência imposta no mercado, na venda como na compra. E quando a gente Faz isso buscando melhorar a nossa própria situação, de alguma forma os problemas da coletividade são resolvidos inconscientemente. É a mão invisível. Quem fez as escolhas certas aponta o caminho que os outros vão seguindo até que alguém onte outro caminho, aí todo mundo vai seguindo naquela direção. Quem for
em situação contrária, provavelmente vai enfrentar mais dificuldades. Então a solução coletiva vem a partir da concorrência no âmbito da sociedade. O desejo dos indivíduos determina a magnitude da demanda, o que eles querem. O a produção das empresas determina a magnitude da oferta. como as empresas vão buscar satisfazer as necessidades dos indivíduos. Então, a demanda vem primeiro e a oferta logo acompanha. Só faz sentido ter oferta se houver uma demanda. O equilíbrio entre oferta e demanda sempre vai ser atingido pelo preço. Então, o preço, além de um critério de exclusão para saber quem Pode e quem
não pode consumir, o preço determina o equilíbrio da oferta e da demanda. O mecanismo de preços, então, pode ser visto como um vasto sistema de tentativas e erros que a gente vai ajustando a todo dia, toda hora com novas informações, aproximações sucessivas para que a gente possa alcançar um equilíbrio entre oferta e demanda, simbolizado por essa figura aqui. Uma curva de oferta, Uma curva de demanda em relação à quantidade produzida e o preço cobrado. No ponto em que a oferta e a demanda se cruzam. Isso aqui é só uma ilustração. Aqui temos a quantidade que
o mercado tá disposto a produzir, que os clientes estão dispostos a comprar. Aqui tem o preço que o mercado tá disposto a cobrar e que os clientes estão dispostos a pagar. Só que isso não é estático, é um equilíbrio dinâmico. Hoje é tanto, amanhã é tanto, porque a curva de oferta E de demanda vão se alterando a todo momento. E isso mostra então o dinamismo do mercado. E é isso que a livre concorrência, que os liberais estão falando, dizem, eh, que eles estão falando que eles estão dizendo que vai regular o mercado, porque o preço
tem que flutuar. O preço flutuando significa que ele tá se ajustando às variações na oferta e na demanda naturalmente pela própria concorrência do mercado. Tudo bem, gente? Hora das perguntas. Até Parece, Simone, bom, aqui é uma ilustração, é uma alegoria. A ideia que a gente tá dizendo aqui, de acordo com os liberais, né, tem sempre que pontuar, é que o mercado se autorregula e se autoajusta e que o estado não deve intervir, deve deixar que os agentes façam suas escolhas. Quem vai enriquecer, enriqueceu, quem vai empobrecer, empobreceu. E é assim, mercado tem que ter liberdade
para circular. Só que alguns autores, imagino que alguns que a Simone vai gostar mais, né, que eu tô percebendo aqui no chat, vão começar a mostrar que não funcionava tão bonitinho assim, não funcionava com tanto equilíbrio, não funcionava com tantos ajustes, que o sistema que a gente tá descrevendo até agora, né, que funcionou pelos primeiros séculos da economia, foi de 1760 até bem lá uns seus 1890, 18 1900. que tinha algumas imperfeições, Tinha tava uma simplificação muito grande da vida real. E aí eles começaram a apontar que existiam algumas falhas de mercado que impediam esse
equilíbrio, que esse equilíbrio pr promovesse uma eficiente alocação de recursos para todos, que a renda fosse distribuída de forma justa, porque acabava que alguns ficavam muito ricos e alguns ficavam muito pobres, que os preços ficassem estáveis, que não tivesse tanta oscilação com inflação e Que tivesse crescimento econômico, porque de algum momento podia a sociedade entrar numa crise e ela ficava ali anos até sair daquela crise sem crescer. Então, é como se o sistema de mercado da liberdade, o liberalismo, não funcionasse com tanta capacidade de autoajuste assim. Esses autores vão falar que existem falhas de mercado
que justificam que o Estado entre na economia, que é o keinesianismo, que o Estado entre na economia para Regular a economia, que não deixe a economia circular livremente, porque essa autorregulação não existe, como os liberais falavam. Isso quer dizer que tem imperfeições de concorrências no mercado. Por exemplo, acabou ficando só uma empresa, um monopólio, ela não tem concorrência nenhuma. Ela pode cobrar o preço que ela quiser. Ou se então se tem um pressão muito alta dos sindicatos que podem fazer com que aquela empresa pare de Funcionar. Ou então se os oligopólios tomam conta. Pera aí,
professor. O que que é um monopólio? Monopólio é uma empresa dominando o mercado. Oligopólio, poucas empresas dominando o mercado. Ah, pera aí. Oligopólio é um problema? Não necessariamente. Olha nossos nossas empresas de telefonia celular no Brasil. Uma, duas, 3, 4. Não vou fazer propaganda e não precisam, mas façam as contas aí. Poucas empresas. Is é um Oligopólio. Mas qual que é o problema do oligopólio? O problema, gente, é quando o oligopólio vira isso aqui, ó. O problema é quando o oligopólio vira cartel. Cartel significa que secretamente as poucas empresas que restam podem combinar preços para
fingir que tem uma competição e não ter. E isso é extremamente danoso, porque significa que elas, na verdade, estão encontrando um equilíbrio entre elas a custa do consumidor. E é por isso então Que isso seria uma falha de mercado. O oligopólio por si só não é um problema, mas se tiver combinação de preços, aí a gente tem um cartel e a gente tem um problema sério, como acho que muitos de vocês podem pensar nos exemplos por aí. Esse é a primeira falha de mercado. A concorrência não é tão livre para muitos contextos e empresas. E
a segunda falha é: temos que lidar com externalidades. Se não tem um estado, essas externalidades podem ser um Problema. Que que são externalidades? Efeitos externos que o mercado é incapaz de internalizar no compro de seus benefícios e custos. Por exemplo, poluição das fábricas que afetam toda uma comunidade, não é afetar o indivíduo X ou indivíduo Y, afetam muita gente e que se não tiver o estado para cobrar dessa fábrica por todo o dano gerado, aquela fábrica vai decidir que compensa poluir, porque é um custo que ela não precisa pagar. Pensem nas barragens de Minas Gerais,
pensem nas barragens que romperam. E aí talvez você consiga ter uma visão clara dessas externalidades que justificam esses autores que estão criticando o liberalismo, deixar que o mercado se regule, mas os danos causados são muito maiores do que os danos individuais. Tem todo um dano genérico e mais amplo que foi causado que precisa de um estado para cobrar. responsabilidade das empresas que praticaram essas Externalidades negativas. Então, são só um exemplo para pontuar para vocês. Então, quem critica o contexto da liberação, liberalismo de mercado, no inicialmente tava criticando essas imperfeições na concorrência e essas externalidades negativas
e defendia que o Estado, sem ter que virar socialista, mas o estado podia entrar na economia para tentar corrigir essas imperfeições, regulamentando as ações dos oligopólios, algo que no Brasil o CAD é o órgão que Faz isso. e investindo em áreas sociais para reduzir focos de pobreza, políticas públicas, tentar promover melhor distribuição de renda, tentar fazer com que os recursos na sociedade fiquem mais equilibrados. Isso leva a gente pro contexto do que a Simone mencionou ali, que é o keninesianismo. E aqui um comentário, tem um aterro entre Sambaia que quem assumiu foi uma empresa privada,
não fazem a correta de divisão do lixo, tanto o chorume cai toda hora No rio Meuquió. E aí se eu não tenho um estado que intervém, compensa para essa empresa, porque se o estado intervém, >> pode falar, Simoneia, diga. Pode falar. >> É verdade isso, tá? É a maior vergonha. Acredito. >> Eu eu quando fui filmar lá, os caminhões chegavam daqui de lixo e tudo que a gente dividiu aqui entre orgânico, não sei o que lá, eles misturavam tudo no caminhão e jogava tudo no mesmo lugar. >> E aí você fala assim: "Por que eles
são Cruéis? Porque é barato, é mais barato fazer isso, gente. A questão aqui é essa, é econômico, é reduzir, >> mas teoricamente quando eles ganharam a licitação foi para fazer eh eles alegaram que 80% ia ser reciclado, mas não é isso que eles fazem. >> E onde é que entra o estado aqui, né, Simone? Fiscalização, multa, reparação dos danos. É esse o estado que justifica, para um contexto que keinesiano, um estado forte que garante Que, por mais que tenha liberdade para as empresas e pro mercado como todo funcionar, não haja incidência dessas falhas de mercado,
de externalidades negativas, de combinação de preços, porque isso seria danoso, sobretudo pros consumidores e pra sociedade como um todo. Então, quem vai pra linha do kinesianismo tá querendo manter-se no capitalismo, mas um estado que intervém na economia. E aí, gente, até agora estamos só numa economia de mercado, tá? Então, temos duas explicações, economia liberal e economia keninesiana. Ah, professor, mas pelo que você apresentou aí, a economia liberal é muito egoísta e a economia queinesiana é mais boazinha. Não caia nessa também. A economia queinesiana significa um estado que intervém mais, tem que ter mais recursos. Então,
como eu falei na aula passada, tem que ter mais tributos. Então, é um estado que vai cobrar de você mais tributos. Por outro lado, uma Economia liberal, como participa menos, pode ter uma uma questão tributária mais baixa. E não adianta nada também uma economia keninesiana ter mais recursos e não saber aplicar, desperdiçar, corrupção, dinheiro jogado fora. Então, ainda tem muita ineficiência que pode conviver com isso. Ao mesmo tempo, uma economia liberal pode ter o básico, mas pode ter muita eficiência. Então isso já vai mostrando pra gente um debate liberal, kenesiano, neoliberal, Pós-quenesiano e o debate
tá vivo até hoje. Simone, pode falar, por favor. >> Professor, e no caso eh do Estados Unidos, você não acha que ele tá indo pro neoliber liberalismo? Porque ele intervém quando teve aquela quebra das ações dos imóveis. O estado foi lá e interviu. No intervieu quando tava fazendo sistema de pirâmide >> eh financeira. >> Que que acontece, né? Eh, nós não temos Modelos radicalmente opostos, né? Tipo assim, é totalmente liberal, totalmente keninesiano. A gente tem pêndulos, vai para lá, a gente vai para cá. Tem países que ficam mais tempo no pêndulo neoliberal. Estados Unidos, Inglaterra
são países que ficam mais no pêndulo neoliberal. Tem países que ficam mais no lado do pêndulo neoquenesiano. Quando mudam governos a gente vê muito isso acontecer também, mas nada impede que o mesmo governo adote políticas Neoliberais e para algumas outras frentes adote políticas neokenesianas. Quer ver um exemplo bacana disso, gente? A pandemia. A pandemia pegou muitos países surpresa. Brasil inclusive. Estados Unidos, inclusive. E os Estados Unidos, inspirados no que nós fizemos também, eles também tiveram um programa de distribuição e transferência de renda para o contexto da pandemia. Será que transferência de renda parece algo ser
neoliberal Ou pós-queninesiano? Pessoal, é totalmente pós-queninesiano. É o governo transferindo renda paraa população. Tudo bem para garantir um sustento numa situação de crise, mas é pós-quinesiano. Então, por isso não tem esse 100%, viu Simone? Estamos vivendo tempos mais complexos e é por isso que pode ter o mesmo governo medidas neoliberais, como por exemplo, privatizações e ao mesmo tempo ter medidas pós-quenesianas como algum tipo de auxílio emergencial numa Situação de crise. Então não é só 880, né? Estamos com um contexto mais cinza aí no meio do caminho, não é só preto e branco. OK? Beleza? Mas
mostra pra gente dois modelos que vão estar presentes nos palanques dos dos nossos políticos quando eles forem falar com a gente a partir daqui algumas semanas, quando a gente, de certo modo, verifica posicionamentos ideológicos nessa área e até mesmo como nós achamos que é o certo em relação a determinados programas, Políticas públicas ou atuações no mercado, como a gente gostaria que nossas empresas fossem consideradas ou como a gente gostaria que o governo intervisse ou não em determinadas partes da economia. O Brasil, posso garantir para vocês, nos últimos anos, tem sido altamente pós-quenesiano. Algum tempo atrás
era altamente neoliberal, mas há um tempo atrás pósquinesiano. Então, ó, ó o pêndulo, ó, ó o pêndulo. E a gente pode perceber isso nas plataformas dos Candidatos também. Simone, pode falar. >> Quando quando o Brasil foi foi bem liberal no no governo anterior, você acha que ele foi bem liberal? foi no começo, sobretudo antes da pandemia, no governo. Ah, é para usar os nomes, é? Ah, gente, eu não sei se a gente deveria entrar nessa esfera política, mas vou ser bem breve. Mais para trás acho que funciona melhor no governo eh Fernando Henrique Cardoso, nós
somos atoliberais, muitas privatizações no governo Fernando Cola de Melo, no governo Itamar Franco, são governos de autoalinhamento neoliberal. Querem haver um governo pós-queninesiano que a gente às vezes nem considera, na verdade não era nem pós-queninesiano, keinesiano, o governo militar. Governo militar no Brasil foi altamente keninesiano. Governo de grandes obras, >> grandes obras. O governo Joran Dinheiro. Tanto que muitos dizem que a gente saiu do governo militar, do período militar Com altíssima dívida externa, porque era um governo que investia demais grandes obras, estradas, construções, pontes. É um governo que intervia muito. Então, sim, Simone, então só
para você perceber que é bem mais complexo esse cenário. É um tempo lá, um tempo cá, um tempo lá, um tempo cá e aí a gente vai alternando. Mas faz sentido, gente? Eu já até fiz um gancho aqui pra esquerda. Já vamos retomar o eixo da disciplina, mas eh os exemplos estão fazendo sentido para Todos e olhem, viu? Estamos analisando aqui com essa lente não política, tá? Uma lente econômica. Só para trazer exemplos, porque acho que é interessante vocês reconhecerem esses contextos, mas Fernando Henrique Cardoso foi um governo, criação do plano real foi um contexto
altamente neoliberal. Governo Lula primeiro mandato altamente pós-quenesiano. E é só vocês perceberem as nuances para identificar se o estado intervém mais ou intervém menos na Economia e como que tem uma relação com o mercado, ou seja, com as empresas naquele governo. Bom, a gente não costuma falar a expressão economia como um curso. A gente usa a expressão ciências econômicas no plural, porque tem uma forma de dividir a economia em diversos contextos. Então, vou apresentar algumas para vocês. Vocês vão se acostumar a vê-las nossos conteúdos, mas só para vocês entenderem gerais, em geral é uma divisão
didática Do estudo das ciências econômicas, como se fossem várias ciências estudadas em conjunto. Vou apresentar quatro para vocês, só para entenderem a estrutura. A microeconomia. Pensem numa luneta que eu tô ajustando a lente até ver o comportamento de cada indivíduo, sua forma de lidar com escassez, sua forma de decidir consumir ou de decidir poupar ou de decidir investir. E o indivíduo aqui não é só pessoa física, pode ser uma pessoa jurídica, pode ser Uma firma, pode ser o estado. Eu tô analisando o comportamento do indivíduo e criando modelos econômicos, estimativas, métricas que possam antecipar tendências
do comportamento do indivíduo. Essa é a microeconomia. Ela estuda, nesse exemplo aqui que eu tô colocando, teoria de preços, a formação dos preços em diversos mercados com ação conjunta de oferta e demanda, mas analisando o que leva o indivíduo que tem a demanda e o que leva a um Indivíduo que tem a oferta e como é que eu posso trazer estimativas de como eles podem se comportar no futuro. Então, o olhar da na microeconomia é um olhar sobre o sujeito, teoria da firma, teoria dos preços, teoria do consumidor, economia do setor público. Então são teoremas
específicos para analisar o comportamento de cada um desses sujeitos. Nessa lógica aqui, os preços constituiriam, de acordo com a teoria dos preços, sinais do uso eficiente dos Recursos escassos na sociedade e também um elemento de exclusão, algo que até a gente já falou na aula de hoje também. Diferente da microeconomia, a macro. Aqui eu ajustei minha luneta de novo e agora eu tô vendo tudo, tudo que foi produzido, tudo que foi poupado, tudo que foi consumido, tudo que foi investido naquela sociedade durante um determinado tempo. Então aqui eu tô fazendo uma visão do coletivo, do
Agregado, de tudo que foi feito. E é claro que isso também me interessa, porque no fim das contas eu preciso saber tudo que nós produzimos. Eu preciso saber se estamos indo bem, se estamos indo mal, se a tendência é de crescimento, se a tendência é de queda. E isso eu consigo fazer com a macro. Então aqui num exemplo, o equilíbrio da renda nacional, estudando condições de equilíbrio estável entre renda e dispêndio, é um exemplo de um elemento Dentro da parte de macroeconomia. Mas aqui tem outras coisas. Analisar a taxa de inflação, acompanhar a taxa de
desemprego, acompanhar o PIB, o produto interno bruto, tudo que foi produzido e vendido naquele país, a perspectiva da taxa básica de juros que é a mesma pro país inteiro. Então tudo isso são todas são exemplos de variáveis da macroeconomia. Nosso saldo da balança comercial. Esse último ano a gente exportou mais que importou ou não? Esses todos são exemplos de elementos que a gente considera no olhar da macroeconomia. Percebam que micro e macro não são inimigas. Elementos da micro interferem na macro. Elementos da macro interferem na micro. Elas estão em constante interação. É só o olhar
que muda entre elas e as variáveis que a gente considera também. Outro elemento, outra parte da economia, tem uma economia voltada só para estudar desenvolvimento econômico. Como é que Uma sociedade pode acumular recursos escassos, como é que ela pode gerar tecnologia capaz de dar um salto de desenvolvimento para produzir bens cada vez com mais produtividade, com mais qualidade, com mais inovação naquela sociedade. Então, tem uma área da economia pautada em como construir um desenvolvimento ao longo do tempo com várias teorias possíveis e que vão ser base para políticas públicas. Como é que um estado pode
tentar conduzir os rumos De um país, por exemplo, dentro de uma dessas teorias de desenvolvimento econômico. E a última que eu vou mostrar para vocês hoje, economia internacional, uma perspectiva de entender, tá? E agora, entre nações, entre países, entre empresas transnacionais interagindo umas com as outras. um grande cenário pautado por globalização, economia internacional, as trocas entre países, entre empresas, entre organizações que operam em contexto Transnacional, condições de comércio externo, importações, exportações e fluxos de capital entre os países seriam elementos que a gente considera na economia internacional. Gente, para fechar, por mais que nossa aula de
hoje a economia de mercado, posso trazer só um pouquinho de economia socialista para vocês? É só paraa ilustração, tá? Não espero que nenhum de nós tenhamos que viver isso, mas é só para vocês entenderem como que pode ser diferente Desse contexto. Aqui, primeira coisa, como a gente chama uma economia socialista, uma economia planificada, uma economia centralizada, em que um órgão de planejamento central, o estado, vai determinar o que, quanto, como e para quem os bens são produzidos. Então, sabe aquelas quatro problemas econômicos básicos que na economia de mercado, seja neoliberal, seja neoenesiana, é aleatório, é
conforme as escolhas de cada um, aqui no contexto do socialismo, O estado vai decidir pra gente. Ah, e depois tem até uma pergunta aqui da Loran, pode nos explicar a diferença entre propriedade privada, bens pessoais, meios de produção? Muitas vezes esses conceitos usados como sinônimos e fico um pouco confusa. Beleza, Loran? Como eu tô no último slide, eu vou fechar só essa explicação aqui e já vou para essa sua pergunta, tá bom? Pessoal, vejam bem, o estado tá decidindo para você o que que você vai Produzir, quanto você vai receber, qual sua meta de produção,
para quem você vai produzir, como que você vai produzir. E ele vai fazer isso em nome de uma justiça social para dizer assim: "Assim eu vou combater a desigualdade. Estamos todos nivelados, não tem os que exploram, os que são explorados, como diria o Marx". A gente tá todo mundo no mesmo nível, somos todos parte do povo e o estado age em nome do povo, o estado socialista. Aí, então, o que que esse estado faz? Ele faz um inventário de todas as necessidades humanas, faz o inventário de todos os recursos e técnicas disponíveis e com base
no que tem de disponível, já que tem escassez, ele gerencia escassez, ele vai fazer uma seleção daquelas necessidades que são prioritárias pro povo e vai fixar as quantidades que cada pessoa tem que produzir de cada bem, metas de produção de cada cidade, de cada família, de cada Empresa. e também metas de consumo, quanto que você vai receber de retribuição pela meta que você cumpriu. É muito complexo, isso é uma loucura. Imagina para cada um de nós, para cada família, para cada empresa, o estado avaliar quanto que nós temos que produzir e quanto que nós podemos
receber. Mas, mais que isso, se a gente tinha liberdade no contexto da economia de mercado, o que que tem no Socialismo? Falta de liberdade. Então é mais ou menos assim, Simoneia, você não vai poder ser engenheira, você vai ter que se tornar enfermeira, o que nós estamos precisando. Então tá aqui seu curso. Sucesso. Marco Aurélio, não tem menor condição de você ser piloto de aeronave. Nós estamos precisando de torneiro mecânico. Então você vai fazer seu trabalho. Tá aqui sua meta de produção. Loran, não tem possibilidade nenhuma de Você trabalhar como eh na na indústria química.
a gente tá precisando mesmo de você. É na produção de alimentos e é lá que você vai trabalhar. Pessoal, é esse tipo de coisa que o Estado socialista faz decidindo pelas pessoas em nome de uma justiça social. E é por isso que para muitas pessoas isso aqui é antítese de qualquer contexto de liberdade, porque na verdade você tem o estado decidindo por você em nome de uma justiça social que não necessariamente é O que vai acontecer na prática, mas que te priva da liberdade de decidir. E lembra, aqui não tem propriedade privada. A sua casa
não é sua, o seu, a o espaço, a cidade onde você trabalha é tudo do estado. O máximo que você tem são seus objetos pessoais, mas mais que isso, você não tem posses e por isso você também lida com a benevolência do Estado até o fim da Bíblia. Então, é um sistema muito complexo. Não tô dizendo que nós vimos o Final do socialismo no mundo, talvez o final desse socialismo, como a gente viu, o socialismo soviético, mas do jeito como está, não foi justiça social que foi promovida no final, especialmente diante da crise do socialismo.
E qual que é a grande crise do socialismo? É que não tem estímulo para melhorar. Se você já vai receber, se você cumprir a meta, por que que eu vou fazer mais que a meta? Por que que eu vou me dedicar mais? se eu vou Receber o mesmo depois que eu cumprir a meta. Então a sociedade vai meio que estagnando e sucateando. Esse foi um problema muito sério pro contexto socialista quando foi implantado. Mas é só pra gente ilustrar, tá? economia de mercado com seus altos e baixos e economia socialista com seus >> Eu já
eh eh professor algumas coisas falando sobre isso, mas eu queria entender melhor. Então, quer dizer que no socialismo Eles além de de cuidar da propriedade, no caso, eu acho que a União Soviética obrigava também as pessoas a a plantar determinadas coisas, a a ser >> cumprir metas. É isso mesmo. >> É, é isso e aquilo. E aí mesmo se a pessoa quisesse fazer outra coisa, ela não podia, por exemplo, ela não podia sair do campo e ir pra cidade. >> Se a meta era aquela, se é ali que eu precisava que você morasse, se é
ali que eu precisasse que você produzisse, só Poderia fazer isso com minha autorização, só se o estado autorizasse. Então é uma privação de liberdades. É isso que >> e isso foi foi isso desmotiva então a sociedade >> muito, especialmente a produzir mais. Qual que é a grande vantagem do capitalismo pelo menos em relação a isso? O capitalismo dá um estímulo paraa inovação, dá um estímulo paraa eficiência, dá um estímulo para aumento De produtividade. E o socialismo dá estímulo para você cumprir as metas. Depois que você cumprir a meta, não tem estímulo para eu produzir mais.
Primeiro, eu não vou poder ficar com o fruto do meu trabalho. Eu não vou enriquecer, eu não vou poder guardar esse fruto de recurso a mais para mim. eu já vou receber X e se eu produzir mais, eu não vou receber mais que isso. Então, as pessoas vão vivendo do básico E não tem estímulo a inovação, acaba sucateando tecnologicamente. Então, os países socialistas passaram por essa dificuldade, passam ainda até hoje, porque no fim das contas e é um dos mazelas que Cuba enfrenta até hoje nas resquícios de socialismo ainda é essa dificuldade. O Cuba também
ainda tá assim ou >> Cuba tá numa transição, mas bem devagar. Ainda podemos classificar Cuba como como socialista e também a Coreia do Norte. E >> China, >> Myanmar, >> a China é um modelo híbrido, cheia de bilionários que tem propriedade privada e é por isso que ela tá numa transição, por mais que temha um partido comunista que cuida dela. Mas não tenha dúvida, Simone. A China é para lá de capitalista e a Rússia também. >> Também acho. A China e a Rússia super capitalista. Desde o fim da >> desde o fim da União Soviética,
desde a Queda do muro de Berlim, China e Rússia dão altas passadas em direção ao capitalismo. Patrícia perguntando, foi por isso que aconteceu no período de fome na China? Exatamente, Patrícia. A gente tem no história do contexto dos países socialistas diversos históricos de porque como as metas tiveram alguma dificuldade e não foi produzido, não se gerou a quantidade de alimentos necessário, não tinha mercado. Então as pessoas tiveram que lidar com eh como é Que é? Racionamentos de alimentos. Então tem períodos de grande fome, não só na China, mas na Rússia também por conta desse de
consequências muito desse período socialista. Mas era só para ilustrar, gente, nesse contexto, vou voltar pra pergunta da Loren dentro do tempo que ainda me cabe e aí depois a gente finaliza a aula. Estamos quase chegando lá. Diferença entre propriedade privada, bens pessoais e meios de produção. Então, propriedade privada a Gente vê primeiro, primeira resposta que eu coloco para você, tá, Loren? Depende do contexto, né? Você viu que se é socialismo, se é capitalismo, as respostas são completamente diferentes num contexto de capitalismo, propriedade privada, então é uma base. Porque o que justifica que eu queira tomar
as melhores decisões, que eu queira correr os riscos de uma produção ou de uma carreira e dar certo, é poder ficar com o fruto do do meu trabalho, o fruto da Minha escolha, o fruto do meu investimento. Se eu vou pegar o exemplo do mercado financeiro, eu tenho que poder ficar com o meu recurso, senão qual o estímulo para mim? Então, a propriedade privada é um elemento básico, especialmente para economia de mercado, para que eu possa enriquecer, e não quer dizer que eu tenho que ficar milionário, mas para poder ter, reter, manter o fruto dos
recursos que eu gerei. Isso pode me Permitir produzir, né, e tanto produzir como também acumular um patrimônio para mim. Eu posso sim ter bens pessoais, bens de família, bens da minha perspectiva no meu contexto familiar. E isso é parte do meu patrimônio, mas especialmente quando você produz como empresa, você tá diante de uma lógica eh um pouco mais complexa, porque os meios de produção são patrimônio da empresa. E isso aqui, gente, isso aqui é bem bacana ter Surgido essa pergunta da Loren aqui. Porque eu posso ser um empresário, eu posso ser dono do meu patrimônio
pessoal, minha casa, meus bens, meu carro e a empresa pode ser minha. Mas se a empresa tem personalidade própria, então os meios de produção, o patrimônio da empresa são o patrimônio da empresa e eu não posso misturar com o meu patrimônio. Por isso que toda naquela linha do balanço patrimonial, que até se falaram mais cedo, ativo, passivo, Patrimônio líquido, o patrimônio é da empresa. Se a empresa for bem gerida e gerar lucros, ela vai me pagar uma parte desses lucros pros meus bens pessoais, pro meu patrimônio pessoal. Eu sou o sócio representante ou dono da
empresa. Realmente eu sou responsável por ela, mas eu não devo jamais misturar o patrimônio pessoal com o patrimônio da empresa. Eu tenho que gerenciar bem o patrimônio da empresa para que ele gere os recursos que amplifique cada vez mais O meu patrimônio pessoal. Mas em todos eles, Loran, tem propriedade privada. Mas geralmente quando a gente fala de meio de produção, eu tô falando da atividade empresarial e aí é o patrimônio da empresa que eu não devo misturar com meus bens pessoais e meu patrimônio pessoal. Por mais que pareça óbvio, o que não falta nesse país
aa é empresário que mete a bola no caixa, pega o dinheiro e depois esquece de lançar. Isso não tem como a empresa dar Certo. Gente, tomem muito cuidado se vocês virem ou perceberem gestores com esse mau hábito, porque na verdade não tem como ter controle de patrimônio se você realmente não faz isso da forma correta, antecipando dividendos que vão chegar. E olha lá, com parciimônia, hein? Porque também assaltar os cofres da empresa pode tirar os recursos que ela precisa para continuar produzindo bem. Ô, Ran, eu espero ter conseguido explicar para você. Os dois representam Propriedade
privada, mas vale fazer essa separação de patrimônio pessoal e patrimônio empresarial. E a última pergunta bônus é: "E a Índia, professor?" Eita, gente, é assim, a Índia é um país gigantesco. A Gia, a Índia é um país que tem pessoas muito ricas e que tem pessoas muito, muito pobres. A Índia tem desafios dos mais amplos, mas sabe como é que eu respondo sua pergunta Da melhor forma, Simone, pra gente terminar ainda no dia de hoje, dentro do horário da aula. Sabe aquela racionalidade econômica que eu falei no começo da aula, que é a base para
todo o pensamento da economia, paraa grande parte da população indiana não vale. Não vale a racionalidade econômica. Sim, professor. >> Não vale, >> mas eles são obrigados a trabalhar pro Estado. >> Não, o que que acontece é a grande, o grande primeiro desafio em relação à Índia é generalizar, porque a gente tá falando do país mais populoso do mundo, passou a China. A gente tá falando de pessoas extremamente ricas e bilionárias com alto poder de consumo, alto padrão de consumo. Estamos falando de pessoas que fazem voto de pobreza, Que entendem que a miséria e a
pobreza é uma forma de purgar pecados de vidas passadas, que por questões religiosas estão fazendo aquilo, ofertando o seu melhor paraa humanidade. Então, tá entendendo? A racionalidade econômica pode estar presente em uma parcela da comunidade da Índia, mas eu não posso, eu tenho um contingente enorme, gigantesco de pessoas que eu não posso colocar nesse contexto. Então, a Índia é um desafio pra economia, não tem? >> Mas e o estado? Ele interfere lá como que >> interf? O estado é maravilhoso. O estado é bem na linha, né? tá mais na linha dos bricks. Se você vai
parar para pensar, os bricks estão num contexto muito quenesiano, muito estados que fazem altos investimentos, que gerenciam juros, que tentam criar um banco de financiamentos, que fazem obras Necessárias. Então, o estado existe, o estado faz uma gestão muito pós-quinesiana, mas a Índia é realmente um desafio para nós por conta dessa racionalidade, porque tem um grande contingente populacional na Índia que não está interessado em ter posses, que não está interessado na propriedade privada e que só isso já coloca a gente fora desse cenário, desse contexto, em grande medida, porque a racionalidade não é ter Riquezas e
nem fazer escolhas como a gente tem aqui no mundo ocidental. Então é só só para botar uma reflexão assim, é outra forma de ver e de viver o mundo, o que a gente tem grande parte da população que vive na Índia. Beleza, gente? Fez sentido? Tudo bem? Bom, agora é aquela hora que eu começo a perguntar para vocês se ficou alguma dúvida da aula de hoje, se alguma questão não ficou clara, se algum aspecto vocês gostariam de perguntar ou Se estão todos satisfeitos e podemos fechar nossa aula de hoje como estamos aí. Evely mencionou, sobrevivemos
mais uma. Oremos paraa sistematização. É isso mesmo. É isso mesmo. Oremos. Por enquanto estamos aqui no vinho, mas com moderação para levar tudo com leveza de sexta-feira. Tá vendo, ó? Ótima solução da Evely. Ela integrou o que antes parecia que ela tinha que escolher. Não tem curso de oportunidade nenhuma. Aí é aula e vinho. Eu acho que super combina Para os alunos, claro. Pro professor jamais. Então, que bom que deu tudo certo. Maravilha. Aproveitem, gente, o final de semana a gente então finaliza mais essa aula e vocês que tiverem esse vendo essa aula gravada, se
tiverem dúvidas já sabem, me procurem no fórum, fale com professor que eu tô à disposição. Ótimo vinho para quem é de vinho, ótima água para quem é de água, ótimo final de semana para todos e até o nosso próximo encontro. Obrigado, gente. Boa noite para vocês. Até a próxima aula. Obrigado. Eu que agradeço. Obrigado pelos elogios e participações. Próxima aula a gente continua então nesses temas. Obrigado. Boa noite,