aí então você apertou o Play não é corajoso ou apenas curioso bem agora é tarde demais você já entrou na história e te garanto não vai sair dela tão fácil Fica quietinho aí porque o que vou te contar não é para qualquer um muitos acham que tem coragem mas na hora H mal conseguem ouvir até o fim eu mesmo no dia em que isso aconteceu quase me caguei de medo quer saber por vou te contar isso aconteceu no Amazonas onde tudo parece ser mais vivo e mais mortal eu estava numa dessas cidades pequenas cercadas pela
mata um lugar onde as histrias de assombração se misturam com a realidade de quem vive no Meio do Nada Sem Luz elétrica em algumas partes e com noites que engolem a gente no silêncio fui até lá para visitar um amigo um tal de Jorge que morava em um sítio afastado ele dizia que a tranquilidade da floresta fazia bem pra alma é tranquilo até certo ponto cheguei no final da tarde o sol dourado e baixo iluminava o rio mas não dava para não perceber as sombras que cresciam nas árvores Jorge me recebeu com um sorriso largo
me mostrou o sítio os animais e eu até me animei Porém quando a noite caiu tudo mudou o silêncio não era mais calmante ele era pesado como se algo estivesse espreitando esperando tá vendo aquelas marcas ali perto da cerca Jorge apontou para o chão enquanto a luz fraca de sua lanterna iluminava pegadas enormes eu ri achando que era brincadeira que bicho fez isso um boi talvez perguntei tentando parecer cético mas o olhar sério de Jorge me gelou por dentro não é boi nem onça meu amigo isso aí é coisa de lobisomem ri de novo mas
dessa vez só de nervoso a história que ele contou depois me fez engolir qualquer piada disse que há algumas semanas ouviram gritos na Vila uma mulher jurava que tinha visto algo não alguém mas algo correndo entre as árvores descreveram como um homem alto peludo com olhos que brilhavam como brasa no escuro e não Era só ela outros também relataram barulhos estranhos à noite como se garras estivessem arranhando as paredes de madeira das casas tu tá de brincadeira né perguntei tentando afastar o medo crescente mas Jorge ficou sério se é brincadeira então me explica o que
aconteceu ontem ele falou sobre a cerca do galinheiro que foi completamente destruída e sobre as galinhas ou o que sobrou delas Nada Além de penas espalhadas e sangue pelo chão eu queria rir queria dizer que era só uma onça ou outro bicho mas a verdade é que algo na voz dele na maneira como olhava para a Mata Escura fez meu coração acelerar e isso é tudo perguntei achando que ele ia me dar alguma explicação mais racional ele apenas Balançou a cabeça não isso é só o começo dormir menos tentar o quarto onde eu estava tinha
uma janela que dava para a mata o luar entrava fraco só o suficiente para me deixar ainda mais paranoico e foi aí que aconteceu o som primeiro um barulho distante como se algo Estivesse se arrastando entre as folhas depois veio o uivo não era um uivo qualquer como o de um cachorro era longo grave quase humano o tipo de som que faz seu corpo congelar levantei da cama num salto coração disparado mas não tive coragem de olhar pela janela só conseguia ficar parado ali rezando para que fosse minha imaginação Mas então ouvi Passos não os
passos leves de um animal mas algo pesado esmagando Galhos e folhas secas e parou bem debaixo da janela eu não conseguia me mexer foi quando um som baixo quase um rosnado ecoou do outro lado da parede fina o ar ficou gelado e eu juro parecia que o som atravessava direto minha pele não aguentei Jorge gritei correndo pelo corredor até o quarto dele ele já estava de pé segurando uma espingarda fica quieto sussurrou com olhos arregalados o som lá fora continuava Passos arranhões e aquele uivo de arrepiar até a alma Jorge olhou para mim e disse
seja o que for tá rondando a casa e não tá sozinho por alguns segundos tudo ficou em silêncio eu pensei que tinha acabado talvez fosse só minha mente pregando peças certo errado errado demais de repente o barulho voltou mas dessa vez mais forte era como se algo estivesse batendo na porta da casa tentando entrar eu queria correr queria gritar mas meu corpo não respondia Jorge com a espingarda apontada para entrada murmurou algo que me deixou ainda mais apavorado não atira se você errar ele entra e então veio o som mais horrível de todos uma respiração
pesada quase dentro da casa seguida de um arranhão que parecia atravessar madeira e ossos Você consegue imaginar o que é estar à beira do Pânico ouvindo algo lá fora que não deveria existir não Então segura essa curiosidade porque isso ainda não é tudo ficar em silêncio era quase impossível com aquilo rondando a casa o ar parecia pesado e o som daquela respiração do lado de fora me dava a sensação de que estávamos sendo caçados Jorge segurava da espingarda com força e eu bem eu só conseguia rezar para aquilo ser um pesadelo e acordar logo foi
quando ouvimos uma terceira voz Jorge tá aí abre pelo amor de Deus era uma mulher eu olhei Pr Jorge e ele ficou branco é a Maria sussurrou largando por um segundo a pose de machão Maria era a vizinha dele morava a uns 500 met pela estrada de terra e agora ela estava lá fora no meio da noite gritando e batendo desesperada na porta Jorge Abre logo me ajuda por favor ele hesitou eu podia ver nos olhos dele que queria abrir a porta mas o medo era maior não pode ser ela não pode ser ela eu
arregalei os olhos tá doido Jorge claro que é ela tá ouvindo mas ele não parecia convencido não você não entende quando eles aparecem às vezes imitam gente chamam do lado de fora usando a voz de quem você conhece se você abrir ele não terminou a frase Jorge É sério pelo amor de Deus tem algo aqui comigo Maria Parecia em Pânico E se fosse mesmo ela será que a gente ia deixar a mulher ser pega seja lá pelo que estivesse lá fora não aguentando mais a dúvida fui até a porta Jorge tentou me segurar mas eu
não dei ouvidos se for ela de verdade a gente não pode deixar lá fora cara encostei na porta tentando ouvir melhor Maria é você mesmo Sim sou eu por favor ele tá aqui ele tá aqui o tom da voz dela me gelou não parecia uma mentira era o tipo de desespero que você sente na alma sabe olhei para Jorge que ainda segurava a espingarda balançando a cabeça negativamente ele sussurrou se você abrir tudo acaba ignorei tranquei a respiração destranquei a porta e abri só uma fresta o rosto dela apareceu estava Suada com os olhos galados
de puro terror fecha fecha agora ela gritou empurrando a porta para dentro praticamente caindo na sala e então vimos na beira da floresta entre as árvores algo se mexia era alto muito mais alto que um homem comum e andava como se estivesse de quatro mas com movimentos rápidos e desumanos o pouco de luar que passava pelas árvores iluminou o suficiente paraa gente ver o brilho dos olhos vermelhos como carvões em brasa Maria começou a chorar segurando o braço de Jorge eu te avisei ele me seguiu Que é essa Eu gritei me afastando da porta o
lobisomem eu disse que ele estava por perto Jorge respondeu trancando tudo novamente e apagando as luzes da casa Maria tremia tentando explicar o que tinha acontecido eu tava dormindo e ouvi um barulho no galinheiro achei que era só uma onça mas quando olhei pela janela ele tava lá eu corri o mais rápido que pude ele quase me pegou Mas você tá bem perguntei tentando entender se Aquilo tinha realmente acontecido ela ergueu o braço mostrando arranhões profundos e sangrentos ele me acertou de raspão quando eu pulei a cerca olhamos uns para os outros sem saber o
que fazer Maria Segurou o braço de Jorge com força você disse que isso tinha acabado Jorge você jurou que ele não ia voltar eu eu achei que não ia Jorge gaguejou e pela primeira vez parecia completamente perdido antes que alguém pudesse dizer mais alguma coisa O uivo voltou dessa vez muito mais perto o som parecia vir de todos os lados como se ecoasse pela mata inteira apaga tudo ninguém faz barulho Jorge ordenou puxando Maria e me empurrando para um canto da sala ficamos ali encolhidos no chão enquanto os passos do lado de fora ficavam mais
altos dessa vez o arranhão na porta foi mais forte como se algo estivesse tentando quebrá-la Jorge segurava a espingarda apontada para a entrada enquanto Maria murmurava orações quase inaudíveis E então de repente tudo ficou em silêncio de novo o som mais assustador não era o uivo nem os passos era o silêncio era a ausência completa de Qualquer ruído como se a própria Floresta estivesse segurando a respiração de repente ouvimos um leve estalo vindo do telhado olhei para cima mas não vi nada ele tá aqui em cima Maria sussurrou com lágrimas escorrendo pelo rosto Jorge fez
sinal pra gente ficar quieto mas eu mal conseguia me controlar meu coração parecia que ia explodir e o suor escorria pela testa se aquilo era mesmo um lobisomem como raios a gente ia sair vivo dessa E então a coisa saltou o som foi ensurdecedor como se algo muito pesado tivesse caído na varanda a casa inteira tremeu e o ar ficou carregado com um cheiro forte metálico quase como sangue gostou comenta aí o que faria nessa situação teria coragem de encarar ou já teria fugido não perca a próxima parte dessa história aterrorizante O silêncio que veio
depois do Baque na varanda foi ainda mais sufocante que os barulhos eu estava encostado na parede Tremendo com as mãos suando tanto que parecia que eu tinha mergulhado no rio Jorge ainda estava a espingarda para a porta como se aquilo fosse adiantar alguma coisa contra o monstro que estava lá fora e Maria Coitada agarrava o braço dele como se a força dela pudesse impedir o pior Foi aí que começou primeiro o som das unhas ou garras arranhando o chão de madeira da varanda lentamente como se aquilo Estivesse se arrastando de propósito deixando a gente ouvir
cada movimento era um som áspero horrível que fazia a pele arrepiar até a raiz dos cabelos Maria sussurrou Jorge ele tá brincando com a gente Jorge não respondeu Ele só apertou a espingarda com mais força os olhos fixos na porta eu queria dizer alguma coisa qualquer coisa mas parecia que minha garganta tinha travado só conseguia olhar para a porta esperando o inevitável então veio o som mais assustador da noite O port sim o trinco meeu lentamente como se aquilo soubesse exatamente como abrir uma porta eu não queria acreditar no que estava vendo era impossível era
como se o monstro tivesse inteligência suficiente para tentar entrar Do jeito mais simples e mais assustador Jorge deu um passo à frente apontando a espingarda diretamente para a porta eu avisei que isso ia acontecer eu avisei ele murmurava mais para ele mesmo do que pra gente de repente a porta foi golpeada com tanta força que a madeira estalou Maria gritou e eu eu me caguei literalmente não estou falando de um susto qualquer estou falando de perder o controle de tão apavorado que eu estava Maria imediatamente se afastou de mim cobrindo o nariz que catinga é
essa ela perguntou olhando para mim com uma mistura de nojo e incredulidade eu só consegui balbuciar eu eu me caguei Maria eu me caguei Jorge virou para mim os olhos arregalados e por um segundo a tensão foi quebrada ele soltou um riso nervoso balançando a cabeça você é muito frouxo cara tá de sacanagem comigo frouxo eu respondi quase gritando Você viu o tamanho daquilo lá fora me diz se você não tá com vontade de se borrar também ele não respondeu na verdade ele nem teve tempo porque o golpe seguinte na porta foi tão forte que
Rachou a madeira as unhas de aquilo apareceram pela fresta e eu juro que nunca vou esquecer o que vi garras enormes como de um animal mas com algo estranhamente humano Maria começou a chorar puxando Jorge para longe da porta a espingarda não vai adiantar nada a gente tem que sair daqui e ir para onde ele gritou claramente tão apavorado quanto eu apesar de tentar bancar o corajoso foi nesse momento que aquilo Parou de bater na porta o silêncio voltou mas dessa vez era ainda mais ameaçador ficamos todos Imóveis tentando ouvir qualquer coisa mas não tinha
nada nada além do som da nossa respiração pesada e do meu coração que parecia querer sair do peito ele foi embora Maria sussurrou a voz carregada de esperança eu queria acreditar que sim mas Jorge não parecia tão convencido ele fez sinal pra gente ficar quieto e começou a andar lentamente até a janela quando olhei para ele vi que estava suando tanto quanto eu mesmo tentando fingir calma não não tá certo ele murmurou olhando pela fresta da cortina ele nunca vai embora tão tão fácil assim e foi aí que a coisa ficou ainda pior o som
de algo subindo no telhado voltou mas dessa vez era mais rápido mais urgente era como se aquilo soubesse que tinha assustado a gente o suficiente e agora estava brincando se divertindo com o pavor que causava Maria começou a rezar de novo mas sua voz tremia tanto que as palavras saíam desconexas eu só conseguia olhar pro teto esperando o momento em que ele desabasse sobre nós e então veio o som que me fez perder as forças de vez o rosnado não era um rosnado qualquer era grave gutural quase como se viesse do fundo do inferno era
o tipo de som que faz você questionar tudo o que sabe sobre o mundo não tinha nada de humano ali nada de repente o rosnado parou e o som do telhado desapareceu tudo ficou em silêncio de novo mas eu sabia eu sabia que aquilo ainda estava ali só esperando o momento certo Maria olhou para mim com os olhos vermelhos de tanto chorar a gente não vai sair vivo dessa né eu não sabia o que responder porque no fundo eu também achava que ela estava certa agora eu quero saber de você o que faria se estivesse
no meu lugar ficaria ou tentaria correr escreve aí nos comentários se tiver coragem e prepara o coração porque a próxima parte é ainda mais assustadora o silêncio parecia esmagar tudo dentro da casa ninguém ousava se mexer nem sequer respirar fundo o único som era o Ranger do telhado como se aquilo estivesse lá em cima passeando brincando com a gente mas então a tensão foi quebrada por algo inesperado pelo amor de Deus o que é isso Maria gritou tampando o nariz com as duas mãos ela se afastou de mim como se eu fosse o verdadeiro monstro
os olhos estavam arregalados e ela parecia tentar decidir se chorava gritava ou vomitava que catinga é essa hein tá podre ela continuou balançando a cabeça como se quisesse afastar o cheiro eu sabia exatamente do que ela estava falando tentei me explicar mas as palavras Saíram todas emboladas Maria eu eu já falei eu me caguei tá bom não precisava lembrar de novo ela arregalou os olhos ainda mais a expressão dela era um misto de nojo absoluto e terror foi quando ela virou de costas Segurou o cabelo com uma das mãos e vomitou ali mesmo bem no
canto da cozinha pelo amor de Deus Maria Jorge reclamou mas sua voz estava cheia de nervosismo ele estava claramente tentando fingir que o cheiro não o afetava Mas eu vi o jeito que ele torceu o nariz eu não consigo não dá tá pior do que o esgoto do mercado ela disse toindo entre as palavras dá para parar com essa frescura tem coisa pior do que o cheiro do medroso aqui pra gente se preocupar Jorge rebateu tentando assumir o controle da situação mas antes que pudesse continuar com sua pose de Durão o som voltou dessa vez
o telhado não só rangia ele parecia estar sendo arrastado era como se aquilo estivesse tentando arrancar as telhas uma por uma o barulho era ensurdecedor metálico e pior ainda decidido eu dei um passo para trás encostando na parede de novo minha cabeça girava e o cheiro na sala misturado ao pavor fazia meu estômago revirar tá querendo entrar Jorge gritou apontando a espingarda para cima não Jorge tá brincando com a gente Maria retrucou ainda limpando a boca com as mãos nas costas e ela estava certa porque assim que Jorge terminou de falar tudo parou de novo
de novo o silêncio mas dessa vez não durou muito um som ecoou do lado de fora da casa vindo da Escuridão era um uivo essa coisa tá lá fora você você acha que vai correr mais rápido do que ela antes que eu pudesse responder algo aconteceu que fez meu coração praticamente parar um som pesado como se alguém tivesse saltado do telhado e Aterrado no chão da varanda ecoou pela casa inteira o impacto foi tão forte que até as paredes pareciam tremer Maria engasgou dando dois passos para trás Jorge engoliu em seco e eu bom eu
já estava suando tanto que parecia que tinha tomado banho com a roupa o próximo barulho foi o pior era o som de respiração mas não de um humano comum era algo ruidoso como se aquilo estivesse ofegando tentando sugar o ar com uma força sobrehumana era tão alto que parecia estar bem do outro lado da porta tá aqui tá aqui Maria começou a repetir como um mantra tremendo tanto que parecia prestes a cair Jorge ergueu a esping de novo mas eu via a hesitação nos olhos dele ele sabia assim como eu que aquilo não ia adiantar
nada então aquilo começou a empurrar a porta primeiro devagar fazendo as dobradiças rangem depois mais forte mais decidido eu juro que vi a madeira começar a ceder e minha mente só conseguia pensar em uma coisa como sair dali vivo Maria ainda desesperada começou a rezar Jorge só apertava o gatilho da espingarda sem disparar como se estivesse esperando o momento certo e eu bom eu estava travado totalmente congelado de medo foi quando a porta finalmente arrebentou o que eu vi depois disso vai me assombrar até o dia da minha morte mas antes de contar quero saber
de você o que faria nessa situação se cagaria de medo também ou teria coragem de enfrentar um lobis homem Cara a Cara responde aí Se Tiver Coragem a porta caiu com um estrondo que parecia ter rasgado o silêncio da noite em pedaços um vento gelado invadiu a casa Trazendo com ele um cheiro ainda mais horrível do que o que Maria tinha reclamado antes era uma mistura de Ferro podridão e algo que eu só consigo descrever como morte e então eu ouvi a coisa entrou na sala com com passos pesados cada movimento fazendo o chão Ranger
como se não pudesse suportar o peso era enorme muito maior do que qualquer homem a cabeça quase tocava o teto o pelo grosso e escuro parecia estar úmido como se estivesse coberto de sangue ou lama os olhos aqueles olhos eram como duas Brasas acesas no escuro queimando com uma fome que me fez desejar ser invisível os dentes brilharam à luz fraca da lamparina afiados como facas gotejando saliva Maria gritou foi um som tão agudo e desesperado que eu senti minha espinha gelar ela caiu de joelhos chorando e rezando ao mesmo tempo enquanto vomitava novamente no
chão Jorge deu um passo à frente a espingarda Firme nas mãos mas eu podia ver que ele tremia sai daqui desgraça eu atiro ele gritou mas sua voz estava longe de ser firme a coisa apenas parou inclinando a cabeça para o lado como se estivesse analisando a situação então abriu a boca e soltou um som que eu nunca mais vou esquecer não era um uivo era algo entre um rosnado e uma gargalhada como se estivesse zombando da gente era o som de algo que sabia que era superior que sabia que éramos apenas brinquedos diante dele
eu vou atirar Jorge gritou novamente apertando o gatilho o disparo ecoou pela sala e por um momento pensei que tínhamos uma chance mas o tiro não fez nada a coisa sequer recuou apenas olhou para Jorge como quem diz isso É tudo o que você tem e então ela avançou foi rápido muito rápido antes que Jorge pudesse reagir a coisa o pegou uma garra enorme o segurou pelo peito levantando-o como se ele não pesasse nada o grito de Jorge foi cortado no meio quando a criatura o lançou contra a parede com uma força absurda o impacto
foi tão forte que o corpo dele caiu inerte no chão como uma boneca de pano Maria gritou novamente tentando se levantar mas tropeçou nas próprias pernas e caiu de cara no chão e eu eu não conseguia me mexer estava paralisado com o corpo colado na parede incapaz de fazer qualquer coisa além de assistir A Coisa virou a cabeça lentamente na minha direção e naquele momento eu soube que era minha vez eu não sei o que me deu forças mas quando ela deu o primeiro passo na minha direção minhas pernas Finalmente obedeceram eu corri não olhei
para trás não pensei duas vezes Apenas corri como nunca antes na minha vida eu eu ouvi Maria gritando meu nome mas eu sabia que se parasse estaria morto a criatura deixou escapar outro daqueles sons horríveis e eu pude ouvir seus passos pesados me seguindo atravessando a porta da cozinha vi a saída pelos fundos empurrei a porta com toda a força e corri para o Mato tropeçando em raízes e Galhos sentindo o coração quase explodir no peito os passos atrás de mim ficaram mais altos mais próximos eu sabia que não ia conseguir fugir foi quando ouvi
um som diferente uma batida forte algo metálico olhei por cima do ombro e vi algo que me deixou confuso a criatura havia parado não porque estava cansada mas porque algo havia a distraído uma luz surgiu na floresta brilhante e forte iluminando tudo ao redor a coisa soltou um som de dor recuando para as sombras eu não sei de onde aquela veio não sei se foi um milagre algo sobrenatural ou apenas minha mente brincando comigo mas sei que foi o que salvou minha vida quando a coisa desapareceu continuei correndo até não aguentar mais Só parei quando
cheguei à Estrada onde desabei De Joelhos ofegante e chorando como uma criança nunca mais vi Jorge ou Maria nunca voltei para aquela casa sei que muitos vão dizer que isso é apenas uma história que nada disso é real mas eu estava lá eu vi eu senti aquele cheiro horrível ouvi aqueles sons e estive cara a cara com algo que não deveria existir agora quero saber de você você teria coragem de enfrentar algo assim ou Faria como eu e sairia correndo se cagando de medo me conta aí ou será que você acha que tudo isso é
só invenção