[Música] meu nome é Andre Alice Feitosa Ribeiro sou hematologista do hospital irrita Albert Einstein estou aqui para comentar com vocês um trabalho que será apresentado no congresso americano de Hematologia agora em dezembro trata-se de um trabalho que Visa avaliar o benefício ou não de Um transplante autólogo de medula óssea num tipo bem específico de linfoma não rodic que é o linfoma do manto é um linfoma relativamente raro não chega nem a 10% do linfoma non RIC mas é um linfoma muito agressivo e que até hoje não existe realmente uma cura para esse para esse linfoma
e alguns trabalhos no passado indicavam para pacientes mais jovens o transplante após a quimioterapia e o tratamento Inicial o transplante autólogo visa na verdade você fazer mais quimioterapia eh tendo como Resgate a célula tronco do próprio paciente coletado antes dessa quimioterapia então faz-se o tratamento colhe-se a célula tronco do paciente e depois faz uma químia mais agressiva e infunde essa célula tronco que não sofreu efeito da químia E no caso do linfoma do manto Depois ainda fazia uma imunoterapia chamada de manutenção para evitar ou atrasar a recidiva desse linfoma e o trabalho ele Visa avaliar
Será que todos os pacientes precisam realmente eh e aqueles que podem de um transplante autólogo ele mostra na verdade uma técnica onde você ao final do tratamento e esse tratamento pode ser os mais variados possível faz-se uma análise de doença residual mínima doença residual mínima é uma avaliação muito sensível de células residuais do linfoma e após o tratamento e chamado clonc é uma técnica que você consegue ver uma célula em um milhão para isso você tem que coletar o material ao diagnóstico então quando o gânglio ou no sangue se tem células do linfoma circulante enviar
para um centro e fazer um sequenciamento genético Então os pacientes que poderiam que fizeram isso ao final do tratamento eles dividiram um estudo randomizado Quer dizer comparam um grupo com outro e feram 250 pacientes de um lado 200 pacientes do outro então pacientes que tinham não tinham detectado no sangue nenhum sinal de doença entre nesse teste que i valia 1 e 1 Milhão então eles tinham a doença residual não detectável eles botavam um paciente Um grupo ia para transplante e fazia essa imunoterapia de manutenção e outros faziam só imunoterapia de manutenção e viram que na
verdade a sobrevida era igual cerca de 85% dos pacientes estavam vivos em 3 anos e 70% ou mais deles estavam vivos sem doença tanto no grupo que fez o transplante como o grupo que não fez o transplante e depois eles fizeram uma outra outra avaliação no grupo que tinha doença eh após o tratamento Inicial e fizeram transplante e checavam se ainda tinha doença através dessa técnica bem sensível molecular que se paciente que ainda tinham doença sem dias depois do transplante eles viam que esses tinham a sobrevida menor e 50% deles recidivam e aqueles que eram
positivos usando transplante e viravam negativo esses tinha uma sobrevida bem mais longa eles tinham sobrevida mais longa e tinham um tempo maior sem doença Então na verdade o que esse trabalho mostra que cada vez mais estão avançando técnicas para avaliar o efeito de um tratamento Então essa técnica permite dizer qual foi real efetividade de um tratamento anterior e você pode evitar tratamentos mais agressivos a posterior isso é muito comum no caso de técnicas moleculares pro diagnóstico mas para segmento isso é um caso muito interessante ainda mais no linfoma que tem a dificuldade de ser geralmente
um um tumor um gânglio diferente de uma leucemia agora isso é possível fazer no Brasil infelizmente esse teste existe não estão falando nada estratosférico nada de muito diferente esse teste é validado pela agência eh do fda que é o equivalente a Anvisa do Brasil ele já inclusive pago por agências de de como se SOS os convênios nos Estados Unidos recentemente foi aprovado na na Europa mas ele só é feito por uma único laboratório que fica em Washington no Noroeste dos Estados Unidos então eu não conheço ninguém que esteja fazendo isso no Brasil e obviamente é
um teste caro né nos Estados Unidos ca 000 mas é importante é você refinar o tratamento é você avançar na avaliação do tratamento muita gente discute só as drogas novas Mas você tá avaliando técnicas que vai tratar bem quem precisa e deixar de tratar muito quem não precisa muito obrigada [Música]